[O Líder da Matilha]


...No minuto em que o mensageiro entregou aquela missiva eu soube que toda paz que estivemos vivendo por aquele curto período de tempo havia chegado ao fim... Havia uma premonição estranha me rondando, um sentimento escuro que me advertia das provações que viriam. Tudo o que eu quis foi ignorar aquelas premonições e mergulhar no amor e na felicidade, mas por algum motivo eu sabia que nada daquilo era real e que por não ser real não duraria.

Eu perdi a fé nos Kamis, eu perdi a fé no destino... Eu perdi a fé no amor!

...Eu sabia que perderia meu marido e meu bebê, e a única coisa pela qual eu ainda implorava em minhas orações, era poder ver seus olhos ao menos uma única vez. Eu queria conhecer o pequeno pedacinho de felicidade que me alegrava enquanto ainda crescia em meu ventre e eu ansiava por abraçá-lo e simplesmente conhecê-lo!

Eu já o amava tanto... Eu sonhava tanto...

Trechos do diário de Uchiha Hinata.


[Meses Depois]

Havia algo inquietante e diferente naquela manhã. E isso não tinha nada a ver com a rodinha de mulheres que sorriam e dançavam aos pés do pessegueiro que ficava no pátio central do clã. Era aquele cheiro que o estava deixando agitado, estressado. Aquele cheiro peculiar e intoxicante, era algo que o atraía como nada jamais havia feito...

E então ele a viu.

Ela tomou o lugar de outra garota no centro da roda e sorriu, iniciando sua dança hipnótica junto ao som suave do shamisen. Ambas as mãos seguravam leques e os olhos que ele sabia serem perolados estavam fechados enquanto um sorriso miúdo se formava em seus lábios cheios e os cabelos castanhos esvoaçavam com os movimentos circulares. O kanzashi tilintava e seus olhos tornaram-se vermelho vibrante quando os dela finalmente encontraram os seus.

"- Minha."

O moreno caiu de joelhos no chão, as mãos segurando a cabeça enquanto aquela dor infernal parecia se espalhar de seu crânio por todo seu corpo. Era sobre aquela a voz que Madara e Itachi estavam falando? Era aquele tipo de dor que ele teria que sofrer cada vez que o animal despertasse? E como assim aquela Hyuuga era dele? O que aquilo significava? Em choque, o moreno olhou para as mãos, suas unhas transformaram-se em garras afiadas, afundando na terra e deixando pequenos buracos.

Ele ignorou as vozes das mulheres ao seu redor, ele sabia que algumas delas se aproximaram, outras apenas cochichavam mantendo a distância. Mas foi o ôfego assustado dela que o fez levantar os olhos e fixá-los no rosto angelical. Havia um homem ali, e ele ousava tocar em sua mulher.

- Você se atreve a tocar no que me pertence?!

Os olhos negros de Madara estreitaram-se, notando somente naquele momento o grau de descontrole do sobrinho. O lobo em sua cabeça riu, sabendo do que se tratava e recusando-se a dizer. Muito devagar, ele se afastou da menina, aproximando-se da esposa e cobrindo-a com o próprio corpo. Ele sabia o quanto a criatura podia ser imprevisível, multiplique isso ao fato de que havia uma possível companheira envolvida e era uma receita para o desastre.

Hanabi o encarou num misto de pânico e apreensão, e ele sabia que deveria esperar pelo momento apropriado para ajudá-la. Atrás de si, Madara sentiu as unhas da esposa fincando-se em seus braços e ele não precisava encará-la para saber que estava aterrorizada.

- O que está acontecendo aqui?

Madara quis gemer ao escutar a voz de Hyuuga Hiashi, e no minuto em que a jovem Hyuuga correu para os braços de Neji, o líder Uchiha soube que o inferno seria desencadeado. Ele mal foi capaz de acompanhar o movimento de kusanagi, e se tivesse sido apenas alguns segundos mais lento, a espada enterrada em seu braço agora estaria profundamente fincada no coração do herdeiro Hyuuga.

- Nii-san, afaste-se de Hanabi... AGORA!

Ele ouviu o rogo implícito no grito desesperado da esposa, mas aquela altura o conflito era iminente.

"- O pirralho ousa me desafiar?!"

"- Ele está fora de si... Hanabi-san deve ser sua companheira."

"- Eu sou o alfa."

As palavras do lobo soaram definitivas, e antes que Madara pudesse sequer conter a onda de violência, a criatura dentro dele rosnou e tomou o controle. Seu corpo se esticou, os pelos negros o cobriram por completo, o maxilar se alongou, suas mãos tornaram-se garras e seu lobo rosnou quando a transformação se completou. A poucos metros de distância, ele observou o sobrinho também transformado e os dois se rodearam. Rosnando e arranhando o chão em desafio.

- Nee-san, o que está acontecendo? Com lágrimas nos olhos, Hanabi agarrou-se a irmã.

- Você não precisa se preocupar, Madara-sama vai resolver tudo.

- Hina-chan, eles são lobos... Lobos!

Segurando a irmã com força pelo braço e encarando os olhos perolados iguais ao seus com determinação, Hinata tentou transmitir confiança á mais jovem. Ela não queria nem imaginar quão aterrorizante seria quando Hanabi descobrisse que a causa para o descontrole de Uchiha Sasuke havia sido ela.

- Eu achei que ele ia me matar... Nee-san, os olhos dele... Os olhos dele eram tão...

Incapaz de continuar, Hanabi escondeu o rosto no pescoço da irmã. Ela sempre havia sido aquela que enfrentava todos os obstáculos pelo bem de Hinata, mas naquele momento tudo o que ela queria era se esconder nos braços da irmã e desaparecer. Havia algo naqueles olhos vermelhos que a inquietava e a deixava nervosa e ansiosa, e ela sabia que não era medo.

- Mas que merda é essa... ?!

Itachi apareceu no momento em que os dois pularam um para o outro, rolando pelo chão de terra e levantando poeira enquanto os caninos mordiam com fúria e as patas arranhavam com violência, atrás dele, Mikoto cobria os lábios e refreava a vontade de chorar. O que estava acontecendo? O que havia desencadeado aquele confronto?

Sasuke acertou uma patada no focinho de Madara, arrancando um resmungo do lobo maior que exibiu as presas em represália e os dois voltaram a se rodear enquanto Itachi observava de fora e procurava uma brecha para deter a luta. E no minuto em que o moreno deu um passo em direção ao conflito, os dois correram um para o outro e Madara ganhou a vantagem, perfurando a jugular do lobo menor e mantendo o agarre firme até que o outro deixasse de se mover e se mantivesse imóvel.

Submetendo-se.

Mas mesmo quando o mais jovem deixou de se mover, os dentes do líder Uchiha apenas se afundaram ainda mais em sua jugular, aproximando-se perigosamente de suas veias principais.

- Nii-san... – Mikoto se aproximou, mas um rugido furioso a manteve á distância e seus olhos fixaram-se no primogênito. – Itachi, você precisa fazer alguma coisa, seu tio está fora de controle... Vai matá-lo!

Hinata observou a cena como se estivesse fora do próprio corpo. Ela sabia o que tinha que fazer e sabia que se não vencesse o medo, Sasuke morreria. Ela se aproximou dos dois lobos, atraindo imediatamente a atenção do marido, ou o que ela acreditava ser a parte feral dele. Ela tinha que acreditar que ele jamais a machucaria, ela tinha que dar a ele a chance de provar que era capaz de se controlar, mesmo naquela forma.

Ele precisava disso, Ela precisava disso!

- Ma..Madara-sama, onegai. – O aperto no mais novo diminuiu, e ela ousou se aproximar. – Vai matá-lo e quando retornar á si mesmo vai se arrepender... Onegai!

Os Hyuuga assistiam a cena com total espanto, eles jamais haviam imaginado o tamanho da selvageria que corria entre os Uchiha, e Hinata sabia que a irmã jamais permitiria que Sasuke se aproximasse dela novamente.

Ajoelhando-se próxima aos dois, ela atraiu o marido para si, mantendo-se parada enquanto o focinho sanguinolento a inspecionava. Farejando seu estômago, esfregando-se nela e demandando carícias. Um sorriso de alivio brotou em seus lábios quando Mikoto e Itachi arrastaram Sasuke desmaiado para longe do conflito, e o rosnado retumbante que escapou do corpanzil do lobo a alertou de uma aproximação perigosa.

- Hinata... Você... Você está bem?

- Está tudo sob controle Tou-chan.

A morena sorriu, aliviando o medo que brilhava nos olhos de seus parentes e puxando o enorme lobo negro para seus braços. Ela precisava sentir a familiaridade em tocá-lo naquela forma, em tê-lo por perto enquanto lobo.

"– Você me acordou, Anata... Eu poderia tê-lo matado." A morena intensificou o abraço quando um choramingo escapou do lobo.

"- Você teria encontrado outra maneira, você jamais machucaria seus sobrinhos deliberadamente... Vocês perderam o controle!"

"- Sua irmã o despertou..." - Os olhos vermelhos do lobo fixaram-se na Hyuuga mais nova que os encarava num misto medo e fascínio. – "Ele não vai deixá-la, não agora que descobriu quem ela é... Seu pai e eu precisaremos entrar em negociação. Eu apenas espero que ele não coloque empecilhos nesse noivado, só Kami sabe o quão volátil um lobo pode se tornar se for obrigado a se afastar de sua companheira."

"- Eu vou ajudá-lo a convencer Otou-san!"


Da porta, a morena observou as mãos cuidadosas da cunhada limpando e medicando cada um dos ferimentos do filho. Mikoto cantarolava baixinho, e vez ou outra deslizava os dedos pelos cabelos do filho, desalinhando ainda mais os fios negros.

- Mikoto-sama.

Um sorriso incerto se desenhou nos lábios de Hinata no minuto em que os olhos negros de Mikoto pousaram sobre ela, e por um minuto a dor refletida ali a silenciou. Ela sequer poderia começar a imaginar o medo que Mikoto deveria ter sentido. Suas mãos cobriram seu ventre imediatamente de forma protetora, só de imaginar-se perdendo seu precioso bebê seu coração já se partia em milhões de pedaços.

Surpreendentemente, foi Mikoto quem quebrou o silêncio, um sorriso conciliatório nos lábios.

- Nii-san?

- Tentando convencer Otou-san a permitir um casamento entre Sasuke-san e Imouto. – Os olhos negros da Uchiha arregalaram-se minimamente. – Minha imouto, ela...

- É a companheira do meu filho? Por isso ele perdeu o controle?

Hinata limitou-se a assentir, recebendo em retorno um sorriso repleto de alívio.

- Eu achei que outro filho meu estivesse apaixonado por você, Hinata-san...

Os olhos da morena se arregalaram e suas bochechas queimaram com embaraço e timidez.

- Eu não...

- Eu não a culpo por isso... Você é como um farol iluminado em meio à tempestade. - Com os olhos fixos no filho, Mikoto completou. – Eu sei do seu amor pelo Nii-san, e sei o quanto sofreu por isso... Mas eu não posso deixar de notar o brilho nos olhos do meu filho a cada vez que olha pra você e nem posso deixar de temer a cada minuto pela vida dele. Você viu o que acontece quando um lobo perde o controle Hinata-chan, e eu temo que eles podem acabar se matando.

- Eu jamais permitiria...

- Está fora do seu controle, querida, e é algo ao qual eu terei que a aprender a viver... - Os olhos negros desviaram-se momentaneamente para as nuvens negras que se formavam lá fora. - Algo de muito ruim vai acontecer, eu não sei quando nem por que... Eu só sei...

- Como você pode ter tanta certeza? – Sentando-se ao lado de Mikoto, Hinata tomou as mãos dela entre as suas. – Pode ser apenas uma sensação ruim, eu tive dezenas delas ao longo dos anos e elas nem sempre queriam dizer alguma coisa...

- Aquele pequeno corvo apenas me contou!


- Como eles estão?

Um sorriso cansado riscou-se nos lábios de Hinata no minuto em que notou o tom quase tímido e carregado de temor que escapava dos lábios do marido. Ela sabia o quanto ele amava os sobrinhos e o quanto Mikoto era importante, mesmo que ele preferisse esconder os próprios sentimentos, era nítido o quanto os amava.

- Sasuke-san está se recuperando bem...

- Mikoto?

- Ela estava preocupada...

- Foi tudo minha culpa, eu podia tê-lo matado... Meu próprio sobrinho!

A morena simplesmente se aproximou, segurando o rosto do marido com ambas as mãos e tentando transmitir toda a força que ele parecia implorar com o olhar. E naquele momento, com aquele único olhar, Hinata enxergou uma faceta completamente nova no marido. Ele também temia, ele também sofria... Mas em Madara, aquelas emoções pareciam multiplicar-se e afoga-lo continuamente dentro de si mesmo.

Ele guardava dentro de si mesmo toda a dor, raiva e preocupação e ela sentia que precisava garantir á ele que estaria ao lado dele, sempre... Que ele poderia depender dela e que ela seria sua companheira!

- Você não precisa guardar tudo... Deixe sair!

DEIXE SAIR... Ele escutou aquelas palavras como se estivesse em transe, caindo de joelhos diante da esposa e circundando o corpo esbelto enquanto recebia afagos no cabelo. As lágrimas foram inevitáveis e por alguns segundos ele se sentiu fraco por libertá-las, mas o pequeno e quase imperceptível movimento no útero de sua esposa o imobilizou e suas mãos espalmaram-se no abdômen levemente arredondado, observando e sentindo, maravilhado, á pequena vida que havia ajudado a criar.

- Nós te amamos... Mamoritai!

Os lábios se tocaram com ternura e delicadeza, como se estivessem se tocando pela primeira vez.


O ambiente era escuro, sujo e fedia a umidade, ao longe ele podia ouvir gotículas de água caindo em algum lugar e apenas imaginar quando aquela tortura finalmente teria fim. Há quanto tempo ele estava enterrado naquele buraco? Há quanto tempo era impedido de sequer ouvir outra pessoa?

O barulho das portas da prisão se abrindo chamou sua atenção, e por segundos o Uchiha foi capaz de vislumbrar á luz do sol banhando parte do corredor em que sua cela ficava. Ele se aproximou das grades olhando as sombras que se aproximavam, certificando-se de manter-se a uma distância segura da prata que revestia aquelas grades. Nos anos em que esteve ali, ele aprendeu a ouvir a fera dentro dele e sabia que a prata o debilitaria, e tudo o que ele precisava naquele momento era manter-se calado e aguardar pacientemente.

Ele precisava manter-se forte e atento a qualquer oportunidade de fuga!

Quando os passos se aproximaram cada vez mais de sua cela, ele levantou o rosto para encarar Karatachi Yagura, e a sede de sangue quase o fez ignorar as grades e avançar no bastardo. Seus dentes se tornaram sobressalentes, suas unhas se transformaram em garras negras e afiadas enquanto um rosnado gutural escapava de seus lábios. Um sorriso maldoso riscou-se em seus lábios ao farejar o medo que escapava do maldito.

Um dia, ele faria o maldito pagar pelo encarceramento!

"- Matar... Matar... Matar..."

"- Ainda não é o momento, mas logo... Eu prometo."

Os olhos negros brilharam com sede de sangue e violência, e o Uchiha abraçou aqueles sentimentos com afinco. Aquelas eram as únicas coisas que ainda o mantinham vivo!

- Ah, então nosso convidado ilustre ainda respira... Eu me pergunto quanto tempo será necessário para apagar a sua existência da face da terra. – Um rosnado baixo de aviso escapou de seus lábios e o loiro recuou alguns passos, claramente temeroso. – E já que nem mesmo a prata foi capaz de matá-lo, apesar de deixá-lo bastante debilitado... Acredito que isso terá que ser o suficiente para o que planejo para Uchiha Madara.

- Você vai morrer antes que possa colocar as mãos em Madara.

Um sorriso, o cheiro de algo parecido com satisfação. O moreno estreitou os olhos, atento.

- Eu terei Uchiha Madara suplicando por piedade de joelhos. – Os olhos vermelhos do Uchiha fixaram-se nos roxos do Karatachi. – E assim que eu colocar minhas mãos naquela mulher, nem mesmo Madara será capaz de me deter.

- Sua prostituta fez uma escolha, e supor que Madara vai se deter por ela é ridículo...

O sorriso nos lábios do loiro foi um sinal claro de que ele deveria ser cuidadoso com as palavras. Ele levava anos trancado naquele lugar e aparentemente as coisas haviam mudado. A pergunta era; quem era essa nova mulher? E como ela era capaz de frear a fúria de Madara quando nem mesmo ele havia sido capaz?

- A pequena meretriz de seu irmão chama-se Hyuuga Hinata! – O Uchiha manteve-se em silêncio, atento. – Os dois foram vinculados através de um acordo de paz entre a Vila da Fumaça e Konoha... Mas você não sabia disso, não é?! Ele até me devolveu Mei, me pediu que a perdoasse e deixou a entender que estava apaixonado pela esposa, um tolo sentimental.

- ...

- Surpreso, Izuna-chan? – O sorriso do loiro apenas aumentou ao notar a incredulidade de seu prisioneiro. – Ah, esqueci de mencionar que você vai ter mais um sobrinho Izuna-chan... A cadela está grávida, e essa criança é a primeira que vou matar enquanto seu maldito irmão assiste e implora por piedade!

" – O maldito ousa ameaçar minha matilha... Eu vou matá-lo."

"- Vai apenas dar o que ele quer... Se nos enfraquecermos agora, perderemos qualquer chance que tenhamos de escapar!"

A fúria dominou cada terminação nervosa de seu corpo e o moreno foi incapaz de conter a transformação. A boca alongando-se até se transformar em um focinho proeminente com caninos afiados e longos, o corpo ganhou centímetros consideráveis e dobrou-se parcialmente quando suas costas tocaram o teto, pelo negro cobriu cada parte de seu corpo e em seus olhos as Tomoe giraram quando o brilho incomum do vermelho irradiou, as garras riscaram a parede, arrancando faíscas e um rosnado de advertência abandonou sua boca.

Em sua forma completa de lobisomem, Uchiha Izuna encarou o loiro boquiaberto que tremia levemente á sua frente. O maldito teve a audácia de ameaçar um filhote de sua matilha e ele o mataria, nem que levasse tempo, Izuna o encontraria e o esfolaria vivo!

- Você vai morrer pelas minhas mãos humano... Meu mestre não me permite a liberdade durante muitos anos, mas no momento em que ele fizer, eu vou caçá-lo e me divertir enquanto te despedaço e ignoro cada um de seus gritos de misericórdia!

Tropeçando nos próprios pés até cair de bunda no chão, e furioso consigo mesmo por demonstrar tamanho medo, Yagura abandonou a prisão subterrânea com fúria renovada brilhando em seus olhos. Aquele maldito Uchiha esteve enclausurado e enfraquecido durante anos, e o maldito ainda tinha a capacidade de amedrontá-lo como nada mais.

Nem mesmo Uchiha Madara e toda sua fúria lendária eram capazes de fazê-lo tremer de medo como Izuna. E aquela transformação? O homem era um monstro? Outros Uchiha eram capazes de se transformar daquela forma? Ele precisava daquelas informações e precisava imediatamente!

- Ao, mande alguém até a casa de Fuguki e traga Mei... Preciso daquela cadela o quanto antes!

O homem limitou-se a uma mesura respeitosa e sumiu em uma nuvem de pó. Ele precisava de informações e sabia que sua única esperança estava naquela maldita mulher. Era bom que ela servisse para alguma coisa ou ele não a manteria respirando por muito mais tempo.

Continua.