Capítulo Catorze
"Nós precisamos discutir as esculturas de gelo", Lavender observou mais tarde, naquela noite.
"Precisamos?"
As três irmãs Granger estavam reunidas na sala de estar de Hermione para se arrumarem para o jantar. Luna estava sentada à penteadeira enquanto Hermione escovava o cabelo da irmã. Esparramada em um divã, Lavender folheava uma revista para senhoras com uma mão e pegava framboesas em uma tigela com a outra.
Apesar do problema causado por Luna na vila e da armadilha que Lavender lhe preparou com os vestidos pequenos demais, Hermione sentia que precisava das irmãs por perto naquela noite. Ela não conseguia explicar o motivo, a não ser que, às vezes, os demônios que você conhece são mais fáceis de enfrentar do que o demônio que a prendeu ao pilar da cama e acariciou seu mamilo com o polegar.
"Eu estava pensando que talvez fosse interessante uma escultura de um casal famoso de amantes", Lavender sugeriu. "Que tal Romeu e Julieta?"
"Isso acabou mal", respondeu Luna. "Ele envenenado, ela apunhalada."
"Cleópatra e Marco Antônio?"
"Pior ainda. Mordida de cobra e espada."
"Lancelot e Guinevere, então."
"Ele se tornou um eremita e morreu. Ela virou freira."
"Você estraga tudo", Lavender suspirou, exasperada.
"Eu estou começando a perceber isso." Luna entregou um grampo de cabelo para Hermione. "Mas desta vez não é minha culpa. Casos de amor proibido nunca acabam bem nas histórias."
Hermione se segurou para não falar enquanto prendia o cabelo escuro da irmã em um coque simples. Luna estava certa. Nada de bom poderia sair daquilo… daquilo que estava acontecendo entre ela e Harry. Hermione não podia chamar de "um caso de amor", a palavra amor não tinha sido pronunciada, e eles não fizeram nada de irreversível, que não pudesse ser deixado de lado.
Mas ela não queria deixar aquilo de lado. Ela queria agarrá-lo com força e nunca mais soltar. Do mesmo modo que ele a segurou, com tanto carinho... a segurança e a excitação que sentiu nos braços dele... Ela queria isso. Queria mais. Queria que Harry pensasse nela com a mesma frequência com que pensava nele – que era, em uma estimativa grosseira, sempre que estava respirando.
Ele tinha que assinar aqueles papéis, logo. Ele simplesmente precisava fazer isso. Nem que fosse só para aliviar a consciência dela. James não a tinha tratado com nenhuma consideração especial, e talvez o noivado deles fosse uma mera formalidade, mas parecia errado tirar o vestido para um homem enquanto continuava oficialmente comprometida com outro.
"Se você quer amantes famosos, que tal Ulisses e Penélope?", Luna sugeriu. "Ela permaneceu fiel ao marido durante vinte anos, enquanto ele viajava o mundo para voltar para ela."
"Cisnes", Hermione disparou, desesperada para tirar o foco das mulheres fiéis e sofredoras. "Essas esculturas de gelo normalmente não são cisnes?"
"São, mas todo mundo tem cisnes", Lavender disse. "Eles são tidos como românticos porque ficam com o mesmo companheiro toda a vida."
O reflexo de Luna no espelho arqueou uma sobrancelha fina.
"Assim como urubus, lobos e o cupim africano. Mas nunca vi esculturas de gelo desses bichos."
Hermione pensava que seria fácil fazer uma escultura de cupinzeiro quando alguém bateu na porta e Minerva entrou carregando um envelope.
"Chegou uma mensagem para você, Srta. Granger. O portador está lá embaixo aguardando sua resposta."
"A esta hora? Que misterioso." Ela quebrou o selo e abriu a carta. "É um convite."
E uma mudança de assunto bem -vinda. Não poderia ter chegado em melhor hora. Hermione passou os olhos pela carta.
"Fomos convidadas para um baile. Amanhã à noite."
"Amanhã à noite?" Lavender estranhou.
"Parece que Lorde e Lady Macmillan estão passando uma temporada em sua propriedade perto de Tunbridge Wells. Eles pedem desculpas por avisarem com tão pouca antecedência, mas só souberam há pouco que estamos em Godric's Hollow." Ela baixou o papel. "Então?"
"Nós temos que aceitar." Lavender ficou animada. "Eu não fui a muitos bailes depois de casada."
"Ótimo. Então você e Seamus podem ir. Eu vou ficar em casa com Luna."
"Hermione, você também tem que ir. As pessoas vão comentar se você não for."
"Vão comentar também se eu for. Eles comentam de qualquer maneira", ela disse enquanto andava até a escrivaninha. "Eu gostaria de evitar isso."
"Certo, mas dessa vez vai ser diferente", Lavender argumentou. "Nós podemos contar para todo mundo sobre os planos de casamento. Assim todos vão saber que dessa vez vai acontecer."
Só que não vai.
"E quanto à Luna?", ela perguntou.
"Ela vai conosco, também . É só uma reunião pequena no interior. Ela não vai dançar, claro."
"Eu não quero ir", Luna disse. "Vou me sentir deslocada e entediada."
"E é por isso que você deve ir", Lavender disse. "Para que você comece a aprender como disfarçar isso."
Hermione fuzilou a irmã com o olhar. Não que isso tenha adiantado alguma coisa.
"Ela tem 16 anos", Lavender ponderou. "Ela precisa começar a aparecer para a Sociedade."
Mesmo com Lavender se expressando mal, Hermione sabia que a irmã tinha razão. Cedo ou tarde, Luna teria que desenvolver a habilidade de interagir com pessoas fora da família.
"Eu não quero ir", Luna insistiu, virando-se no banco da penteadeira para ficar de costas para as irmãs. "Seria uma provação terrível. Não me obrigue."
"Oh, querida. Lavender está certa. Você logo vai ter que começar a se movimentar pela Sociedade, e um pequeno baile entre amigos é o melhor lugar para começar." Ela bateu o envelope na outra mão. "Não vou obrigá-la, mas espero que você escolha ir."
"Lorde Harry também vai?", Luna perguntou. "Eu vou se ele for."
"Não", Lavender discordou. "Ele não pode ir. Weasley não teria problema. Mas não podemos levar Harry. Com certeza os Macmillan não estendem o convite a ele."
Hermione ficou irritada com as palavras da irmã.
"O convite é para mim e meus hóspedes. Ele é meu hóspede."
"Certo, mas eles não sabiam que Harry está aqui. Do contrário, não teriam convidado todos. Não o convide, Hermione. Você já foi muito gentil ao permitir que ele fique no castelo. Ele é irmão de Granville, você não tem escolha. Mas não é mais bem -vindo na boa sociedade."
Hermione sentiu inflamar em seu peito uma emoção quente e volátil. Ela quis pegar o desdém despreocupado de Lavender, enrolá-lo e mandá-lo para longe com uma raquete de tênis. Mas não cabia a Lavender – ou qualquer outra pessoa – deixá-lo de fora.
"Lorde Harry Potter é sempre bem -vindo no que me diz respeito", disse Hermione, conferindo o cabelo no espelho e alisando a frente de seu vestido cinza. "Se ele quiser ir conosco, claro."
E com isso ela saiu do quarto e foi procurar Harry para convidá-lo.
"Nada de anel, ainda?", Harry perguntou sem diminuir o passo.
"Nada... de... anel", Ron respondeu. Ao contrário de Harry, ele estava ofegante. "Não podemos ir um pouco mais devagar?"
"Não."
Eles já tinham completado quatro voltas pelo perímetro da muralha do castelo. Não estava nem perto de ser o suficiente. Harry continuava sentindo a maciez de Hermione na ponta de seus dedos. O sabor dela em seus lábios. Continuava ouvindo os gemidos e suspiros suaves dela ecoar em suas orelhas. Naquele ritmo, ele passaria a noite toda correndo. Mesmo assim , ele não conseguiria correr o bastante para deixar sua culpa para trás. O que fez com Hermione naquela tarde foi muito errado. Também foi lindo, delicado e sublime. Mas errado, ainda assim . E totalmente sua culpa.
Ao longo dos anos ele aprendeu a dominar seus impulsos, a controlar seus socos. Mas quando ela deixou aquele vestido escorregar pelo corpo, revelando a roupa de baixo... pedindo – não, suplicando por seu toque... Ele não deveria ter cedido à tentação.
A Srta. Lydia Fairchild tinha lhe ensinado essa lição quando ele era bem jovem . A moça de cabelos castanhos, filha de um fidalgo fazendeiro, levou Harry para o pomar, certa tarde de primavera, e colocou a mão dele debaixo das saias dela. Seu primeiro toque em uma mulher pura. Ele foi envolvido pelo calor dela, por sua entrega. Pelo aroma de flor de maçã do cabelo da moça. Acima de tudo, pela maneira como ela queria seu toque, em uma época em que ele se sentia indesejado em todos os lugares.
Depois de cerca de uma hora de agarração desenfreada, Harry conseguiu fazer uma proposta fraca, inspirada pela culpa, de ir falar com o pai dela. Como resposta, Lydia pôs a mão no rosto dele e riu. Os pais dela a tinham prometido a um fidalgo rural vinte anos mais velho. Ela só queria um pouco de emoção com um garoto impetuoso. Ela não foi a última. Ao longo dos anos, as mulheres o procuraram por todo tipo de razão – prazer, curiosidade, rebeldia, fuga –, mas nunca em busca de amor e casamento. Melhor assim , dizia para si mesmo.
Havia muita imoralidade nele. Se Harry quisesse manter a mente aguçada, precisava de movimento constante. Permanecer em um único lugar o deixava agitado, pronto para fazer besteira. Ele era incapaz de criar raízes. Mas isso não o impedia de invejar os homens que conseguiam se estabelecer. E de querer algo mais que uma rápida e boa... Bem , de querer algo mais.
Quando chegou a uma curva, parou e começou a correr sem sair do lugar, esperando que Ron o alcançasse.
"Você precisa encomendar mais vestidos", Harry disse. "Melhores. Que sirvam nela."
O treinador inclinou-se para a frente, colocando a mão no flanco e fazendo cara de dor.
"Eu já encomendei. Mas vai demorar alguns dias."
Droga. Ele não tinha alguns dias.
Harry boxeou no fim da tarde, golpes e mais golpes no sol poente. Como se ele pudesse socar o disco laranja o bastante para pregá-lo no céu, do mesmo modo que fez com a caneca que embutiu na parede do pub. Então o dia duraria para sempre e ele não teria que encarar as promessas que fez.
"Tem que haver outra coisa", ele disse. "Alguma coisa que ainda não tentamos."
"Nós já fizemos de tudo." Ron esticou o braço e se apoiou na muralha, ofegante. "Flores, bolos, cerimônia, vestidos. Eu percebi que só existe uma coisa da qual ela sente falta."
"O quê?"
"Amor."
Harry praguejou.
"Você a ouviu na outra noite", Ron disse. "Ela quer amor, dedicação e compromisso. É engraçado, não acha? Como as mulheres parecem querer mesmo essas coisas quando dizem palavras do tipo 'Até que a morte nos separe'.,Agora, se Hermione..."
"Srta. Granger." Harry replicou bruscamente.
"Se a Srta. Granger acreditasse que Lorde Granville a ama, toda esta empreitada seria diferente."
Harry deixou os braços caírem .
"Meu irmão é igualzinho ao meu pai. Os Granville são movidos pela emoção do mesmo modo que os Alpes balançam com a brisa do vento. Como é que eu vou convencê-la de que James está apaixonado?"
"Eu não sei, Harry. Mas existe um método consagrado pelo tempo que vou submeter à sua consideração. Há milhares de anos que os homens o utilizam , geralmente com grande sucesso. Chama-se mentir."
"Sou péssimo para mentir."
"Felizmente, eu sou um excelente treinador." Sem avisar, Ron pulou nas costas de Harry. "Eia!"
"Que diabos você está fazendo?" Harry girou em um círculo, batendo no treinador como se ele fosse algum tipo de mosquito. Só que mais irritante.
"Calma, pangaré." Ron firmou os calcanhares nos quadris de Harry, como se estivesse montado nele. "Corra um pouco assim , tudo bem? Eu estou esgotado e você precisa de mais exercício."
Harry suspirou alto e recomeçou a correr. Ron tinha razão; desse modo iria cansar mais rápido. E se ele tinha alguma esperança de conseguir passar mais uma noite no Castelo de Hogwarts sem estragar tudo, precisava correr até ficar estuporado.
"Agora, escute com atenção", seu treinador disse, agarrado com firmeza ao pescoço de Harry enquanto este corria a extensão da muralha norte. "O segredo de uma boa mentira é saber bordar."
"Eu faltei nessa aula."
Ron bateu com o calcanhar nas costelas dele.
"Não o tipo de bordado que se faz com agulha e linha, mas o do tipo verbal. Floreios. Detalhes. É isso que faz as pessoas acreditarem em uma mentira. Como dizem , a maldade está nos detalhes."
Harry bufou.
"Se você quiser convencê-la que James está apaixonado, vai ter que lhe contar uma boa história. Com tempo e espaço, cheia de detalhes. Agora, conte para mim daquela vez em que você foi para a cama com aquela dançarina de ópera em Paris."
"Eu nunca fui para a cama com uma dançarina de ópera em Paris."
"É isso mesmo, seu tonto. Invente!"
Harry bem que tentou. De verdade. Em sua imaginação, ele criou a fantasia de uma mulher sensual, misteriosa, que o atraiu para uma cama com dossel cor de vinho. Mas sua cabeça ficava executando uma alquimia estranha, transformando o cabelo de dourado da mulher em castanho. Os olhos azuis adquiriam um tom mais familiar escuro e profundos. E quanto à cama... bem , a única cama que ele conseguia imaginar era uma com quatro pilares e dossel verde, com fileiras e mais fileiras perfeitas de almofadas. Mesmo em sua imaginação, Harry não conseguia ir para a cama com outra mulher. Não nesse dia. E era provável que não por muito tempo.
"Isso é bobagem", ele disse. "Estou dizendo para você, eu não sei mentir."
"Você pode aprender. Só precisa praticar. E está para ter uma oportunidade excelente", Ron murmurou. "Mais ou menos..."
"Oh, minha nossa!", uma mulher exclamou.
"Agora", Ron terminou sua frase.
Harry parou de correr, respirando forte. A criada pessoal de Hermione – Minerva, certo? – estava diante deles no meio do caminho. Sem dúvida imaginando por que um homem ofegante e suado corria ao longo da muralha do castelo carregando outro homem adulto em suas costas.
"Sinto muito ter interrompido sua... isso", ela falou agitando as mãos.
"Existe uma explicação razoável, não tema", Ron disse. "Lorde Harry teve que me carregar. Eu tenho uma doença."
Com certeza você tem, Harry pensou.
"Uma doença?" Ela franziu o cenho e Harry quase podia ver pequenas engrenagens girando em sua cabeça. "É..." Baixou a voz. "É algo sério?"
"Infelizmente, sim . Talvez fatal."
Ela cobriu a boca com as duas mãos. Porque, aparentemente, uma mão só não seria tão dramática.
"Não! Com certeza algo pode ser feito. O que é?"
"Eu não sei. Fiquei inconsciente enquanto o médico me examinava. Lorde Harry pode explicar melhor." Ron cutucou as costelas do outro. "Vá em frente. Conte para ela a história da minha doença. Com detalhes e sem constrangimentos. Como foi que aquele médico alemão a chamou?"
Harry soltou uma única palavra, sem bordados.
"Sífilis."
O rosto da criada empalideceu e ela começou a recuar em passinhos curtos.
"Eu só vim dizer que a Srta. Granger está procurando por Lorde Harry."
Com isso ela fez uma mesura apressada e saiu correndo.
Quando ela estava fora de vista, Ron torceu a orelha de Harry.
"Seu maldito cretino."
"Do que você está reclamando? Eu menti e ela acreditou."
"Eu vou me vingar disso." Ele começou a chutar as costelas de Harry, que virou de costas para a muralha e esmagou Ron contra ela.
"Meu bolso", Ron guinchou. "Cuidado com o monóculo."
"Foda-se o monóculo." Harry o deixou cair no chão. "E para o inferno com seus bordados. Não preciso mentir para Hermione. Ela tem muitos motivos para se casar com James. Ele é uma droga de marquês com rios de dinheiro, além de ser um homem decente e honrado. Ela não pode conseguir coisa melhor."
E Harry estava decidido a fazer com que ela tivesse o melhor.
"E quanto a você?", Ron perguntou.
"O que tem eu?"
Ron se levantou do chão, bateu as mãos nas calças para tirar a poeira e as colocou nos ombros de Harry.
"Seu futuro está em jogo aqui. Eu posso arrumar outro lutador, mas você só tem a si mesmo. E você já lutou o bastante para saber que, se quiser ter alguma chance de derrotar Diggory, tem que querer. Você tem que querer isso mais do que qualquer coisa no mundo."
Ele fechou os olhos e se viu no chão depois da luta com Diggory. Os olhos latejando, a cabeça pesada. Sua visão borrada por suor e sangue. A multidão à sua volta, cantando e gritando enquanto o árbitro contava os segundos finais do seu reinado de campeão. As lutas profissionais tinham sido sua vida, sua salvação. Ele trabalhou duro por muito tempo para sair daquele jeito do esporte.
"Eu quero vencer", ele disse. "Eu preciso vencer."
"Então toda esta situação com Hermione é uma distração. O que nós estamos fazendo aqui, Harry? Se você quer mesmo resolver esta situação, só vejo duas alternativas. Minta e diga para ela que James está apaixonado. Ou seja honesto e confesse que você está."
"O quê?!" Harry se encolheu, como se tivesse recebido um golpe inesperado. Apaixonado por Hermione? Não, ele não podia estar. Gostava de Hermione. E a admirava. E não havia como negar que a desejava, em um nível perigoso. Sua fascinação por ela tinha superado seu interesse por quase tudo e todos, exceto por lutar. Mas aquilo não podia resultar em nada. Harry era apenas diversão para ela, e ele tinha que tomar cuidado para não a arruinar. Tinha conquistado aquela reputação e agora tinha que viver com ela. O mais perigoso de tudo era que Hermione tinha a capacidade de acabar com seu autocontrole. Se Harry realmente gostava de Hermione, iria manter distância dela.
"Eu não sei de onde você tirou essa ideia", respondeu a Ron. "Isso é um absurdo. Ela é... e nós..." Ele fez gestos inúteis. "Eu não estou apaixonado por ela."
Ron revirou os olhos.
"Tem razão. Você não sabe mentir. Vamos entrar."
Ai esta mais um capítulo, esse foi só pra descontrair, no próximo teremos mais drama...
Lembrando esta é uma adaptação, nada além da paixão pela leitura me pertence. Decidi juntar uma das minhas escritoras favoritas com meus personagens favoritos de Harry Potter. A história original também se chama "Diga sim ao Marquês", da maravilhosa Tessa Dare". Sei que algo assim já foi feito, mas estou apenas passando o tempo e curtindo.
