LEIAM AS NOTAS FINAIS!
Capítulo 11 - Cara ou coroa e Jantar
Assim que consegui me acalmar, perguntei a Frank, onde teria um hotel, ou algo do gênero, nas proximidades, porque, claramente, Edward e eu precisavamos de um banho, e com o fim da tarde não havia muito mais o que poderíamos fazer, já que o trem que perdemos era o último do dia. Além do mais, eu estava louca para terminar esse dia infernal e não aguentava mais andar sobre estes saltos.
Após Frank nos dizer, muito alegremente, que era dono de uma hospedaria juntamente com sua esposa, Eilen - Será que todos os irlandeses são donos de hotéis, hospedarias ou seja lá o que for? -, aguardamos ele fazer toda a rotina de fechamento da estação ferroviária e partimos em direção à sua casa/hospedaria, sendo acompanhados pelo cachorro que deu início a todo o meu último infortúnio.
- Chegamos! - disse Frank, enquanto adentrava a casinha simples, que seria nosso lar por essa noite - A melhor hospedaria de Tipperary! - continua ele com a voz cheia de orgulho.
- Entrem! Entrem! - nos apressa e ao entrarmos nos deparamos com uma senhora muito fofa, o retrato da mãe perfeita de cabelo castanhos curtos, um pouco acima do peso, mais com os olhos transparecendo bondade, e que presumi ser Eilen, sua esposa - Olha só o que eu encontrei... - diz Frank a ela em tom de descontração.
- Oh, pobrezinhos! - exclama Eilen ao ver o nosso estado, meu e de Edward. - Vocês têm sorte. Vocês dois. Há meia hora tinha dois mochileiros aqui querendo um quarto. - conta - Mas eles não eram casados. - diz como se fosse um dos pecados mais hediondos e vejo também que Frank concorda com o pensamento dela já que sua cara se transforma em uma carranca profunda como a dela.
Começo a me preocupar, pois - DÃ! - Edward e eu também não somos casados, somos completos estranhos, o que faremos?! Eu já não aguento mais andar, meu pés doem, estou morrendo de fome, já que não almocei. Eu só quero que este dia acabe...! - penso como uma criança fazendo manha.
Mas então percebo Edward se movendo para mais perto de mim, cruzando os braços e prestando bastante atenção ao que Eilen diz, mas sem transparecer a inquietação que estou sentindo. Será que ele não percebe que estamos perdidos?
- Admitiram na hora! Sem vergonhas! - continua - Então eu mandei eles embora! O que é certo é certo, com ou sem chuva. - completa enquanto Frank acena com a cabeça em concordância.
E em um lampejo, enquanto ela continuava com seu discurso apaixonado, eu percebo o por que de Edward ter se aproximado de mim assim. Frank não sabe que não somos um casal! Tudo o que temos que fazer é fingirmos ser por uma noite para enganar esse gentil casal.
Não tem como dar errado! Certo? Certo...
- Então, Sr. e Sra... - Eilen se dirige a nós, agora sorrindo, a carranca pela conduta dos mochileiros esquecida.
- O'Callaghan. - Edward diz ao mesmo tempo em que eu sorrindo digo: - Swan.
"Começaram maravilhosamente bem, hein?" Cala a boca, Grilo!
- Swancallaghan! - tento consertar - O'Swancallaghan. - continuo, começando a me enrolar, e então olho para Edward pedindo ajuda, ele então lança um sorriso torto, muito charmoso na direçâo de Eilen, um sorriso que com certeza fez mulheres mais fortes cederem e dar-lhe tudo o que ele desejava.
"Você não resistiria a esse sorriso! Nem mesmo eu resisto! E eu sou só fruto do seu inconsciente." Claro que eu resistiria! "Humhum... Claro... Se você quer se enganar..." - ignoro, novamente esse bendito Grilo, quando ele começa a dar risadinhas como uma maldita adolescente, e me forço a focar na conversa que se passa a minha frente.
- Somos recém-casados, e os americanos não sabem falar nossos sobrenomes. - Edward mente facilmente. - Eu venho de uma longa linhagem de Dingle, O'Swancallaghan. - continua sorrindo - Estamos rezando para que um dia, ter um filho e herdeiro que mantenha linhagem. - finaliza fingindo emoção, mas que de alguma forma convence a Ellen, que sorrir maternalmente para ele, porém decido me interpor, já que essa mentira já esta indo MUITO longe.
- Mas pode nos chamar de Bella e Edward! - exclamo sorrindo enquanto passo o braço em torno dos ombros de Edward.
- Que graça! - exclama animada. - Vamos lá, vou mostra o quarto de vocês.
- Obrigada. - digo pegando a minha mala.
- Depois de você, doçura! - Edward diz e escuto uma leve nota de sarcasmo em sua voz.
- Obrigada, meu chuchu!- digo no mesmo tom que o dele, enquanto começo a seguir a Ellen.
- Quer ajuda com a mala, amoreco? - continua me seguindo.
Assim que chegarmos ao quarto, Edward pede uma roupa emprestada para Eilen, para ele vestir depois do banho, já que a única que ele possui é a que ele está vestindo, e ele precisará lavá-la para seguirmos viagem amanhã.
Depois que ela sai, nos vemos, os dois, parados ao pé da cama, sem saber o que fazer. Porém eu decido por nós dois, já que sou eu que estou pagando tudo.
- Você não vai dormir comigo nessa cama, Sr. O"Swancallaghan. - o informo, dizendo o "nosso nome de casados" com a voz pingando ironia.
- Acho que você que não vai dormir nessa cama comigo. - diz, tirando o casaco e o pendurando na estrutura de ferro da cama que esta a sua frente.
- Que cavalheiro! - ironizo.
- Cavalheiro? - pergunta também irônico. - Bem-vinda à era da igualdade! - continua sorrindo, dando a volta até a lateral da cama. - Vocês mulheres queriam votar. Agora aguente, querida. - se joga na cama, com as pernas totalmente abertas, tomando assim todo o espaço da cama. - Confortável. - finaliza, colocando as mãos atrás da cabeça, enquanto permaneço em pé o olhando embasbacada.
- Cara ou coroa, meu bem. - digo procurando um moeda na minha bolsa, não querendo me rebaixar, já que ele quer igualdade, eu lhe darei igualdade.
- Tá bom, cara ou coroa. - diz se levantando e cruzando os braços enquanto paro diante dele. - Caraeuganhocoroavocêperde. - diz apressadamente e tudo o que eu entendo é a palavra cara, por isso presumo que é o que ele escolheu. Jogo a moeda pra cima! Que a sorte esteja lançada.
- Deu cara. - digo com tristeza! Hoje não é o meu dia!
- E deu cara. Que pena! Pode ir dormir... - abana com a mão na outra direção, enquanto se lança na cama novamente com um sorriso convencido. - ...na banheira. - finaliza.
Ando até a outra única porta do quarto, se é que se pode chamar de porta já que esta coberta apenas com uma cortina de plástico azul.
- Mas é o chuveiro! - exclamo indignada, ao afastar a cortina.
- Então, vai dormir no chuveiro. - Edward diz como se fosse comum dormir no chuveiro.
- Tudo bem! - exclamo já entrando no chuveiro. - Desde que não seja perto de você tá ótimo! - digo, e fecho a cortina me separando do ambiente em que ele está.
Paro por um momento olhando ao redor, sei que disse que era o chuveiro, mas na verdade é um banheiro completo, porém minúsculo, tem um vaso sanitário em uma ponta, a pia se encontra na outra ponta e o chuveiro no meio dos dois.
Decido que já que estou ali, irei aproveitar e tomar meu banho, pois estou coberta de lama em todas as partes, e minha roupa já está começando a endurecer com ela. Volto ao quarto apenas pra pegar a mala com as minhas coisas.
Depois de retirar toda a roupa suja e separa-la, pego os meus produtos de cabelo e começo a lava-los enquanto canto uma música qualquer que acabo de inventar.
- Eu tô tomando uma chuverada... Tirando a lama... Uh uh uh... Um machucado aqui, outro machucado ali... - e assim continuo até terminar de tomar o banho, com o meu bom humor voltando.
Quando estou terminando de me secar e que eu percebo o que Edward disse sobre na hora do cara ou caroa. Argh! Aquele trapaceiro!
Enrolo a toalha ao redor do corpo e coloco outra no meu cabelo, molhado e saio, furiosa, do banheiro.
- Pera aí! Seu mentiroso, trapaceiro, seu... - marcho em direção à Edward que dormiu enquanto eu estava no banho. Porém isso não irá me parar. - Acorda! Acorda! - continuo batendo em suas pernas para acorda-lo.
- O que foi? - responde desorientado acordando.
-Ah, você disse: "Cara, eu ganho, coroa, você perde" - imito sua voz enquanto estreito os olhos indignada pra ele.
- Ah, enfim você entendeu... - diz sorrindo, enquanto se arruma na cama, se espreguiçando - Bom pra você!
- Levanta! Levanta! - digo agora empurrando suas pernas pra fora da cama - A cama é minha! - completo vitoriosa uma vez que ele se levanta completamente - Mentirosos perdem! - então me aproximo dele - E eu acho melhor você tomar um banho. Você tá fedendo! - aconselho.
- Humhum! - nega - Você vai me olhar pela cortina! - acusa. O que ele quer dizer com isso?
- Por quê? Você me viu? - pergunto achando absurdo, porém ele concorda com um sorriso malicioso - Você me viu? - pergunto novamente, a raiva voltando a toda.
- Tá! O mentiroso perdeu! O mentiroso perdeu! - diz enquanto corre pro banheiro com as mãos para cima como se estivesse se rendendo. - Não expia, não! - diz em tom de brincadeira e então fecha a cortina.
Enquanto Edward toma seu banho eu visto uma roupa seca e depois seco meu cabelo, estou terminando de arrumar a roupa que tem de ser lavada, quando alguém bate a porta.
- Entre! - convido.
- Olá, querida! - exclama Eilen ao entrar no quarto. - está tudo certo?
- Tá.
- Nós vamos ter tripa para o jantar. Feita em casa. Receita de família. - avisa. Eww! Tripa!
- Tripa? - pergunto, porque só pode ser brincadeira.
- Nada como estômago de vaca em um dia chuvoso! - diz animada, como se tripa fosse o melhor prato do mundo.
- Ai, que delícia! - digo com falsa animação - Ouviu isso, amor? Vai ter tripa! - grito para que Edward escute do banheiro, ele precisa nos livrar dessa.
- Ah, tripa! - responde ele de dentro do banheiro, pelo som, aparentemente ele está secando depois do banho. - Eu estava pensando senhora, que para agradecer por nos acolher assim sem aviso, porque não me deixa cozinhar? - Isso, Edward! É isso aí!
- Não, querido, não posso! - refuta Eilen.
- Ah, pode sim! Ele é Chef! E é muito bom! - digo desesperada para ela aceitar a oferta, mesmo sem saber se Edward é realmente um Chef! Afinal, eu só comi um sanduíche de presunto que ele fez pra mim na noite anterior e um café simples essa manhã.
- É verdade! - Edward concorda.
- É mesmo? Mas que ótimo! - Eilen diz deliciada - Nós temos um casal de italianos hospedados, também. Algum problema? -pergunta, aceitando a oferta.
- Problema nenhum! - Edward diz.
- Muito obrigada! - ela diz, antes de abertar ambas as minhas mãos e sair do quarto fechando a porta.
- Tripa! Ew! - digo uma vez que ela sai, estremecendo. - Mandou bem! - parabenizo Edward enquanto começo a subir na cama.
Porém nesse momento, cometo o erro de olhat na direção do banheiro, e percebo que em algum momento Edward abriu um pouco a cortina, apenas alguns centímetros, no entanto é o suficiente para vê-lo ainda com o cabelo molhado, apenas enrolado em uma toalha que, mesmo de onde estou da pra ver que ela pende um pouco de seu quadril, ele está um pouco inclinado para conseguir olhar-se no espelho baixo enquanto escova os dentes.
Sempre achei o corpo de Jacob ok, porém Edward tem um corpo esculpido, pele branca, costas largas, braços fortes, o torço completamente definido, que mesmo na posição meio inclinado que ele está, ainda é possível ver o tanquinho perfeitamente formado, quadril estreito...
"Como foi que ele escondeu tudo isso todo esse tempo?" Eu não sei, Grilo... Eu não sei... "Nossa, ele é quente! Muito quente!" Pois é... Pois é...
A parte do meu cérebro que ainda permanece funcional e racional, me alerta pra sair dali, mesmo com a parte menos racional dizendo que se ele me expiou eu também enquanto eu estava no banho, então eu tenho todo o direito de aproveitar o show. Mas mesmo contra a vontade decido sair dali.
No entanto meus olhos tem outros planos, já que eles não conseguem se desgrudar da cena a sua frente, então eu ando de lado ainda vendo Edward se inclinar ainda mais próximo do espelho, e assim acabo batendo com tudo contra a parede tentando chegar à porta, nem mesmo assim meu olhar se volta pra outra direção, então eu tateio a porta atrás da maçaneta, e um vez que eu a abro saio dali como se estivesse sendo prosseguida por cães infernais.
Uma vez que eu me acalmo e que Edward sai do quarto, eu me ofereço a ajudá-lo com o jantar, já que ele está cozinhando pra me livrar das tripas e também por que devemos manter a fachada de casal apaixonado.
Estamos na horta colhendo legumes e verduras para a receita escolhida, e eu estou com o livro de receitas, porém não consigo encontrar as cenouras especificadas.
- O que você tá fazendo? - Edward pergunta, olhando para mim de sua posição agachado enquanto pega o alho-poró.
- A receita pede três cenouras médias, e eu acho que essa daqui, - lhe mostro a cenoura que eu colhi, mas que está muito maior em relação as outras - é muito grande pra ser considerada média. E essas duas aqui? - digo as juntando com a maior para que ele possa ver a discrepância entre uma e outra. - Claro que são médias. Em compensação essa daqui... - divago, agora mostrando as três e ele.
-Ahram! Olha! - diz ele se aproximando, então pega as cenouras da minha mão e quebra um pedaço da maior à igualando as outras duas.- Três cenouras médias. - completa falando pausamente.
- Olha, eu acho que não tem nada demais em quer ser precisa.
- Tá. Então você deve ser muito, muito precisa. - diz irônico enquanto dá a volta por detrás de mim.
- Olha eu teho uma ideia: porque você não para de tentar controlar tudo o que existe no universo. É o jantar! Tenha um pouco de fé! - diz e fecha o livro de receitas no meu colo. - Vai dar tudo certo!
- Eu já ouvi isso antes. - sussuro mordaz enquanto bato a terra das minha mãos e calça.
- Devia ter prestado atenção. - diz ele enquanto se agacha para colher algum outro ingrediente, porém nesse momento, ele tocou em um ponto onde se encontra o meu limite.
- Sério? Você acha? Vai dar tudo certo. - pergunto retoricamente e ácida, ele olha pra mim, como se fosse mais uma discussão inútil, porém ele não sabe no que se meteu! Bem, eu vou mostrá-lo.
- Meu pai era o rei do "Vai dar tudo certo". Imóveis nas Bahamas, locadoras de vídeo móveis, qualquer que fosse o investimento do momento nosso dinheiro ia atrás. Como é que era? "Não se preocupe. Vai dar tudo certo."
"Corta pra eu trabalhando em dois lugares depois da escola e nossa casa sendo tomada na véspera de natal. Ho, ho, ho!" - me interrompo para não desabar diante de Edward, não sei nem porque eu lhe contei essa história, nem mesmo Jacob sabe dessa história, mas Edward sempre me pressiona até o ponto de ebulição, sempre testa meus limites.
- Então você me desculpa, se eu não prestar atenção. - finalizo, agora já de pé, o encarando nos olhos, ele que também está de pé.
- Eu sinto muito! - pede, porém não abaixarei a guarda, não posso abaixar a guarda. - Sério, desculpa! Todo pai deveria ser alguém em que podemos confiar. - termina e olhando em seus olhos vejo que ele realmente parece arrependido. E além disso também enxergo, não piedade - que era o que eu temia -, mas respeito em seus olhos.
- Mas enfim, o jantar né? - digo mudando de assunto. - Já temos o repolho, o alho-poró, três cenouras médias... -digo sorrindo de todo o drama que apenas algumas cenouras causaram.
- Você não é vegetariana, é? - pergunta indo em direção ao galinheiro.
- Não. - respondo colocando o livro sobre um dos braços enquanto coloco a outra mão sobre os olhos pra poder enxerga-lo já ele está na direção do sol poente.
- Ótimo. - diz e pega uma das galinhas dali. - Edward, um, galinha, zero. - comemora.
- Ah, que fofinha! - digo uma vez que Edward chega perto de mim com ela, porém assim que eu termino de falar ele quebra o pecoço da galinha, bem na minha frente.
- Coq au vin? - pergunta como se nada tivesse acontecido, enquanto o olho boquiaberta.
- Ai... - digo e me afasto rapidamente.
- O que foi? - pergunta ao ver me reação, porém o ignoro sigo em direção a casa. - Dai-me paciência. - ainda o ouço dizer.
Depois de entrar na cozinha começo a lavar os ingredientes que trouxe comigo, enquanto espero Edward voltar com o resto.
- Não vai me dizer que você nunca comeu galinha ao molho pardo. - diz adentrando a cozinha e colocando a galinha já limpa e pronta para o preparo e o restante dos ingredientes sobre a pia.
- Mas é claro que já. - respondo começando a organizar os legumes já lavados sobre a ilha da cozinha.
- Estou me perguntando: de onde você acha que as galinhas vêm? - pergunta arqueando uma sobrancelha.
- Dá seção de congelados - resolvo dar uma resposta espirituosaa para amenizar a tensão. Ele então me olha com uma cara que diz "É sério isso?" - Eu sei... Eu sei... É que você me pegou de surpresa. Mais uma vez! - digo e olho pra ele, para que ele veja que é uma coisa boa. A vida com Edward é uma caixinha de surpresas.
Passado o momento "De onde as galinhas vêm", Edward e eu começamos verdadeiramente o preparo do jantar. E fico surpresa com a forma harmoniosa que trabalhamos juntos. Parece que sempre fizemos isso.
- Me dá as cenouras. - pede Edward acenando com as mãos em forma de concha pra mim.
- Sim, cenouras. - digo pegando um punhado e colocando em suas mãos à espera.
O único incidente que temos é quando esbarro sem querer nele enquanto corto o repolho.
- Me desculpa. - peço, e ele apenas sorri em resposta e seguimos em frente.
- A gente aumenta o fogo aos poucos. - instrui uma vez que começa a selar os pedaços da galinha..
- Passa pra outra vasilha. - diz já colocando os pedaços selados na vasilha que irá pro forno, enquanto escuto e vejo a forma que ele faz atentamente.
- Vai virando devagar. - diz enquanto fica atrás de mim e segura minhas mãos no cabo da panela me ajudando a virar o molho sobre a galinha.
- Álcool - diz e bebe um gole do vinho diretamente da garrafa e pisca pra mim enquanto me passa a garrafa para que eu faça o mesmo, o que eu faço alegremente. - É isso aí! - me congratula sorrindo - Agora vira! Isso! - me instrui a colocar o restante do vinho na galinha.
À colocamos para assar e começamos o preparo do acompanhamento. Vejo, encantada a forma que Edward domina a cozinha, sob controle e no comando, mas nunca sendo um tirano ao pedir para fazer algo.
Na metade do cozimento da galinha ele a tira do forno para poder regá-la com mais molho e me dá um pouco pra provar, e tudo o que eu posso fazer é gemer de satisfação, e vejo o olhar orgulhoso no rosto dele e então pego a colher da mão dele e também pego um pouco levo até sua boca para que ele também prove.
-Vamos deixar mais um pouco- diz depois de saborear.
Uma vez que não sou mais necessária na cozinha me dirijo até a sala de jantar para pôr a mesa.
Eilen já tinha a organizado, porém a decoradora em mim tinha que arrumar novamente, pois não estava harmônico o suficiente, por exemplo, o prato de suporte que estava pendurado na parede combinava muito mais com pratos do que o que ela havia colocado. Então, os troco colocando o que estava na parede à mesa e o que estava na mesa toma o lugar do que estava na parede.
Acredito que um pouco de verde se faz necessário também, então pego na cozinha dois ramos de Alecrín, e coloco sobre o prato suporte. Assim que faço isso, Edward sai da cozinha segurando tigela com a galinha já pronta.
- É isso que você chama de montar? - pergunta avaliando a mesa.
- Mais ou menos...- respondo ainda achando que poderia mudar mais algumas coisas, mas temos que trabalhar com o que temos.
- É, nada mal! - elogia - Aqui? - pergunta apontando pro suporte.
- É, pode colocar ai...- digo, colocando uma mecha de cabeço atrás da orelha, sem graça com o elogio.
Uma vez que estamos todos servidos, comemos em relativo silêncio.
- Olha, está impecável. - Stefano, um senhor italiano, elogia uma vez que terminamos. - Magnifico. - completa em italiano.
- A galinha estava realmente deliciosa. - elogia Chiara, a esposa de Stefano.
- Tava, né? Eu não sei fazer galinha muito bem. O Jacob fala que a minha fica meio seca. - comento.
- Jacob? - Pergunta Chiara.
- Ah... O Jacob... Ele é nosso... É...- me enrolo na explicação. "Bela mentirosa você é, hein?" Verdade. Porque eu tinha que trazer o Jacob nisso? "E você pergunta pra mim?", vendo que daqui não sairá nada, me viro para Edward em busca de ajuda.
- Nosso vizinho. - complementa ele, e não posso estar mais agradecida.
- É, nosso vizinho que às vezes aparece pra jantar. Não é, amorzinho? - digo, entrando na mentira e apenas jogando um apelido carinhoso ao acaso para parecer uma esposa apaixonada.
- É, ele é cara ótimo.
- É.
- Mas tem problema de aprendizagem. - diz com um tom de piedade. Como é que é? De onde ele tirou isso? - Fala pra todo mundo que é cardiologista. É muito engraçado. - diz rindo e todos o acompanham, o que me obriga a acompanhá-lo também. Isso só pode ser brincadeira... Argh!
- Mas é um cara muito feliz, sabe? - Edward continua, uma vez que os risos diminuem. - E ele tem uma quedinha, por ela. - aponta pra mim. - Coitado! - finaliza, jogando a cabeça pra trás enquanto ri, e novamente todos o acompanham. Esqueça que alguma vez eu disse que era grata à ele.
- Antiguidade, Frank? - Edward pergunta mudando de assunto, uma vez que vê Frank começar a servir um conhaque a sua esposa.
- É, antiguidade. Como eu! - rimos do bom humor de Frank. - Presente de casamento. - continua.
- São só 44 anos, seu patife! - exclama Eilen, dando um tapa no braço de Frank de brincadeira. Ele então deixa a garrafa sobre a mesa segura o rosto de Eilen com as duas mãos e lhe dá um beijo longo e estalado.
- Sláinte! - brinda Edward, em irlandês, uma vez que todos estão servidos, e todos brindam da mesma forma.
- Viram? - começa Stefano uma vez que todos já tomaram um pouco da sua bebida. - É disso que se precisa para se ter um casamento de 44 anos. O beijo! - discursa - Sempre beije como se fosse a primeira e a última vez. - diz e se vira para sua esposa. - Vem cá! - a chama para mais perto com um sorriso, sendo rapidamente retribuído por ela, enquanto se aproxima dele.
Então, eles se beijam como se não houvesse mais ninguém ali, a impressão que nos passa é de que eles realmente estão se beijando a paixão da primeira vez. É lindo de se ver. E eles prolongam isso por muito tempo. Tempo demais.
- Que ótimo! - interrompe Eilen, uma vez que acredita já ter sido tempo suficiente. E nós rimos.
- É a sua vez, meu filho. - começa Frank. - Mostra pros velhos aqui como se faz. - instiga, e só ai que Edward e eu percebemos que ele está falando com a gente, mais especificamente, com Edward. Só pode ser brincadeira!
- O quê? - exclama Edward com os olhos levemente arregalados. Exatamente os meus pensamentos, Edward! Exatamente os meus pensamentos.
- Ora, eu beijei a minha mulher, Stefano beijou a dele com certeza. - eles riem, mas dessa vez Edward e eu não acompanhamos.
- Ah, não! Não precisa. A gente já se beijou hoje. - digo querendo escapar dessa situação. "Será que o Jacob, já está começando a sentir a cabeça dele um pouco mais pesada agora?" Cala a boca, Grilo! Nada aconteceu e nem irá!
- Até cansar! - exclama Edward também se esquivando dessa situação.
- É. - concordo, mas devo admitir, pelo menos pra mim, que dói um pouco a evasão dele.
- Um pouco de cavalheirismo, homem? Sabe do que eu estou falando. - instiga Frank, Edward então passa o braço por trás das minhas costas na cadeira, e me dá uma beijo estalado na bochecha.
- Ai, que gracinha! - digo na minha melhor imitação de voz apaixonada, enquanto olho pra ele.
- Se isso foi um beijo, por que continua casada com ele? - pergunta Eilen, rindo bem-humorada e acompanhamos.
- Não, eles são tímidos, só isso. - nos defende Stefano, e nesse momento eu quero beija-lo em gratidão.
- É, muito tímidos! - exclamo, pegando a saída oferecida por Stefano e partindo com ela.
- Vocês estão entre amigos! - persiste Frank. Mas que homem insistente. Deus! - Vocês são jovens, casados e apaixonados. Qualquer um pode ver isso!
Parecemos apaixonados? Claro que não! Só se for apaixonados por matar um ao outro! "Vai dizer que você não acha Edward bonito?" Acho, é claro, mas... "Que não gosta de estar perto dele?" Quando ele age de forma civilizada, sim, claro, mas a questão... "Vai dizer que não se sente abalada perto dele?" Um pouco, mas...
Porém meu diálogo interno é interrompido quando Frank recomeaça a falar:
- Vamos, homem! - bate na mesa com força - Beije a garota!
N/A:
Aviso rápido:
Esse foi o último capítulo de 2019!Não irei postar nas próximas semanas, pq também sou filha de Deus, e mereço um descanso de fim de ano.
Porém, tentarei adiantar a história, NO TEMPO QUE EU TIVER LIVRE! Ou seja, posso ou não adiantar ela, vai depender do que terei que fazer nesse meio tempo.
Porém se vocês se esforçarem e tiver bastante comentários nesse cap, eu também posso me esforçar e postar um cap de Natal, ou um bônus do capítulo dd hoje todo em POV Edward. (Os que comentarem me digam no cometário o que preferem)
Vamos galera, comentem, pleeease... escrever pra fantasma não tem graça. E nem precisa ser Um textão de comentário. Só um "gostei" ou "Ta uma bosta, melhora ai" já tá legal. ok?
MOMENTO SAH RESPONDENDO REVIEW (Tô me sentindo! Sai que esse momento é meu!)
Barbara Gouvea: Que imaginação que tu tem, gata! kkkkkk Mas respondendo a sua pergunta: Não o Edward não fez de propósito. Pq pensa, não tinha como ele saber que o cachorro ia instigar a Bella a subir e, provavelmente, ele não contabilizou o tempo levando em consideração o tamanho das pernas da Bella e nem que ela estava de salto, alem de não contabilizar as paradas pras discussões que eles tiveram.
Porém nunca se sabe, afinal não sabemos (ainda) o que se passa na cabeça do nosso Irishward ;)
Alma Paula: Bella é o que na minha terra chamamos de pessoa cagada de urubu kkkkkk
Mas dizem que quando as coisas dão tão errado assim, é pq nós estamos no caminho errado. Mas vai saber, né? kkkkkkk
FIM DO MOMENTO SAH RESPONDENDO REVIEW
Gente caso alguém tenha alguma duvida ou tese sobre a fic pode mandar nos comentário que eu respondo aqui.
SÓ NÃO ESQUECE de colocar o nome, mesmo se voce não tiver conta no fanfiction, coloque seu nome no comentário.
Pq do contrário não tem como eu responder, pq eu não vou saber quem é o convidado1234 e você não vai saber que você é o convidado1234 pq o Fanfiction não faz distinção.
No mais tchau! Por que eu já falei Bagaralho!
Feliz Natal e Prospero Ano Novo a todxs! ;)
Bjos!
