# E as coisas esquentam de novo… espero que gostem...
Capítulo Dezesseis
Hermione esperou até a meia-noite. E então esperou mais uma hora inteira. Quando ouviu o criado passar pelo corredor em sua última ronda da noite, ela sentou na cama. Era hora...
Vestiu o robe por cima da camisola e apertou o laço na cintura. Então pegou o molho de chaves na cômoda e saiu para o corredor. Hermione caminhava devagar. Ela tinha que andar assim , pois nem se arriscou a levar uma vela. Não queria se arriscar a acordar alguém com seus passos ou suas chaves tilintando.
No fim do corredor, virou para a direita e ficou colada à parede, contando as portas até chegar à quarta. Depois de passar as mãos pela superfície da porta para encontrar a fechadura, inseriu a chave-mestra que trazia no chaveiro… Segurou a respiração... E a virou. Clique. A porta abriu, silenciosa devido às dobradiças bem lubrificadas.
Ela esperou na entrada por um instante, dando tempo a seus olhos para que se acostumassem com a escuridão. Brasas ardiam lentamente na lareira, convidando-a para dentro. Hermione entrou no quarto, pegou um pedaço de vela na cornija e se agachou para acendê-lo nas brasas. A chama solitária pintou o quarto com um brilho amarelo fraco. Ela podia enxergar melhor o aposento. Ela podia enxergar Harry melhor. E, céus, como ele era magnífico.
A cama no quarto dele era grande, mas o corpanzil esparramado fazia parecer uma cama de criança. Todos os cobertores tinham sido jogados de lado. As almofadas também – exceto um travesseiro. Ele dormia de costas, envolto por apenas um lençol de algodão. Por baixo dele, o corpo de Harry era um cenário de vales e cumes esculpidos. A cada respiração, seu peito subia e descia. Ela observava, paralisada, até perceber que estava respirando no mesmo ritmo que ele.
Hermione deixou a vela sobre a cornija e engatinhou até o lado da cama. Ela subiu com cuidado na borda do colchão e esticou as pernas de modo a ficar deitada de lado, apoiada em um cotovelo.
Com a mão livre levantou a borda do lençol e – depois de esperar uma, duas, três respirações para ter certeza de que ele não acordaria – começou a puxar o tecido para baixo. Ela trabalhou devagar, com cuidado... sabendo que a resposta que ela procurava estava ali, embaixo daquele lençol.
Ele se mexeu dormindo. Com os olhos ainda fechados, Harry virou de lado, jogando um braço na direção dela. A mão dele pousou na coxa de Hermione. Ela prendeu a respiração e ficou imóvel, mantendo todos os músculos retesados. Seu coração, contudo, não seria tão facilmente controlado. Ele socava seu peito com tanta força que ela teve certeza que as batidas o acordariam.
Oh, não. Oh, Senhor. Ela tinha saído de seu próprio quarto acreditando no brilhantismo de sua ideia. De repente, não era apenas uma ideia, mas uma realidade – uma realidade imensa, adormecida e sensual – e ela não se sentia segura. A mão dele estava em sua coxa. E se mexia. Mesmo naquela tarde, ele não ousou tocá-la de modo tão ousado. Ele esticou e fechou os dedos. Suas carícias começaram a formar círculos possessivos, desavergonhados, no quadril de Hermione. Seria possível que ela tivesse entrado no sonho dele? Em caso positivo, ela não podia deixar de pensar no que eles estariam fazendo nesse sonho.
Ele flexionou os dedos, apertando o traseiro dela.
"Hermione", ele grunhiu.
Eles deviam estar fazendo alguma coisa boa, ao que parecia. Com um gemido baixo, ele passou o braço ao redor da cintura dela, e uma leve contração dos músculos a levou para perto.
"Hermione."
"Sim , Harry."
Olhos verdes se abriram de supetão.
"Hermione?!"
Em um instante ele foi parar no lado mais distante da cama – o mais perto que conseguiu chegar da borda do colchão sem cair. Considerando a violência da reação dele, Hermione tentou não se sentir ofendida. Com certeza ela teria notado se feridas de lepra tivessem surgido em seu próprio rosto desde a hora do jantar. Não, esse era o olhar de um homem pego em sua própria mentira. O que significava que ela o tinha bem onde queria.
"Que diabos você está fazendo aqui?" Ele agarrou o lençol e o puxou até o pescoço.
"Não é óbvio?"
"Espero que não."
"Estou aqui para ver o pijama lilás."
Ah, o rosto dele. Hermione desejou ser uma desenhista melhor para poder eternizar aquela expressão de estarrecimento.
"O pijama lilás", ela repetiu. "O pijama bordado que você mencionou esta noite. É melhor que você o esteja usando sob o lençol. Porque eu sei que sua história sobre James foi pura invenção, do começo ao fim ."
"Bem , você está enganada." Ele desceu o lençol até a cintura. "Está vendo? Nada de pijama lilás."
Não, nada de pijama lilás. Nenhum pijama, aliás. Ele estava nu até os quadris, e cada centímetro rígido de seu torso brilhava sob a luz da vela, como uma escultura moldada em bronze. Ela foi abalada pelo impulso de tocá-lo, mas uma voz interior de alerta a segurou – não a que avisa uma garota para ter cuidado com homens perigosos, mas a aquela que a impede de pegar uma batata que caiu nas brasas. Ela poderia queimar os dedos.
"Então você trapaceou", ela conseguiu sussurrar, arrastando os olhos de encontro aos dele. "Contou mais de uma mentira, seu canalha. Homens já foram desafiados por menos que isso."
"O que você está fazendo? Isso virou um duelo, agora? Ninguém é desafiado por jogos de salão."
"Não. Eles são desafiados por brincar com a virtude de uma donzela e arruinar suas chances de felicidade. É a minha vida que está em jogo. E você mentiu para mim ."
O sono tinha desaparecido do rosto dele. Harry estava desperto e bravo.
"Eu disse que James a ama. Por que é tão difícil acreditar nisso?"
"Porque a minha mentira foi muito perto da verdade. Ele nunca me beijou, nem mesmo uma vez em oito anos de noivado."
Ele sacudiu a cabeça sem querer acreditar.
Ela juntou as mãos sobre as pernas.
"É verdade. Quando você me beijou na torre, há alguns dias...? Esse foi meu primeiro beijo."
"Seu primeiro beijo?" Harry não podia acreditar. Ele sentou na cama. O lençol ficou caído na cintura. "Isso não é possível."
"Eu lhe garanto, é verdade. É mais do que humilhante admitir isso, mas é verdade."
Harry ficou olhando para ela, seu perfil delicado com o cabelo solto caindo em ondas douradas. Ela era tão linda que até doía olhar. Pela primeira vez começou a duvidar de seu irmão. Será que James era um desses homens que preferiam pessoas do seu próprio sexo? Claro que não. Harry considerou a ideia absurda. Quando eram adolescentes, seu irmão estava sempre pegando "emprestadas" as melhores gravuras francesas de Harry, embora fingisse não saber de nada quando perguntado. E havia as histórias sobre suas aventuras devassas durante a época da faculdade. Não eram muitas histórias, mas elas existiam . James gostava de mulheres. O que tornava a confissão de Hermione ainda mais difícil de entender. Como James podia resistir a beijar essa mulher? Harry tinha excelentes motivos para não beijar Hermione, e havia sucumbido à tentação – várias vezes – apesar deles.
"Eu fui mesmo seu primeiro?", ele perguntou.
Ela aquiesceu.
Um sentimento de vitória faiscante percorreu o corpo dele como um relâmpago. Harry poderia dar uma corrida da vitória ao redor do castelo. Ele não se sentia assim tão bem desde que ganhou a luta de seu primeiro campeonato. Não conseguia nem ficar bravo com seu irmão. Saber que ele foi o primeiro a beijar Hermione, o primeiro a tocá-la... Fazia com que quisesse ser o primeiro em tudo. Não só o primeiro, mas o último. O melhor. Ele fechou as mãos, agarrando o lençol.
"Você precisa voltar para o seu quarto."
Em vez de sair, ela se acomodou na cama e cruzou as pernas debaixo da camisola. Ela estava em casa. Para ser honesto, Harry ponderou que ela estava mesmo em sua própria casa. Muito bem . Ele teria que ir embora, então. Não só do quarto, mas do castelo. Se fosse selar seu cavalo naquele momento, poderia estar em Southwark ao raiar do dia. Acenou para suas calças e camisa, penduradas no braço de uma poltrona, fora de alcance.
"Pode me passar minhas roupas, por favor?"
Ela não se mexeu, a não ser para brincar com uma mecha de seu cabelo dourado solto. Quando ela falou, seu tom era rouco.
"Você gostaria de ouvir uma história para dormir?"
"Na verdade, não."
Colocando a mão no peito dele, Hermione o empurrou, fazendo-o deitar no colchão.
"Vai ouvir mesmo assim ."
Santo Deus. Havia termos como "duro-como-pedra" ou "duro-como-aço", mas a dureza da ereção atual de Harry, superava tanto as suas experiências anteriores, que ele achou que poderia interessar à ciência. Pensou em fechar os olhos, enfiar os indicadores nas orelhas e recitar as regras do boxe no volume máximo até ela ir embora ou amanhecer. Mas bastou olhar para a expressão de teimosia no rosto dela para perceber que não adiantaria. Ela estava determinada a esperar. Aquela mulher era campeã de paciência. E isso era culpa do idiota do irmão dele.
"Era uma vez", ela começou, "em que eu me imaginei ser a Bela Adormecida. Fui prometida, ainda no berço, em casamento... não a um príncipe, mas a algo bem parecido. Fui rodeada por amizades bem - intencionadas e coberta de presentes. Riqueza, boa educação e até mesmo um castelo." Ela abraçou os joelhos e encarou a lenha em brasa. "Perto do meu décimo sétimo aniversário, eu fui dormir. Não houve nenhum fuso de roca de fiar para espetar meu dedo. Mas eu caí no sono assim mesmo, e fiquei dormindo durante oito longos anos."
A luz da vela tremulou no rosto dela, acariciando sua face com mais ternura do que um bruto como Harry conseguiria.
"À minha volta", ela continuou, "minhas amigas estavam casando, viajando, tendo filhos e construindo seus lares. Eu, não. Eu continuava adormecida naquela torre. Ainda esperando que meu príncipe voltasse para casa e me beijasse, para que pudesse acordar.
"Então, um dia... decidi me dar um beliscão e acordar. O príncipe não viria me salvar. E talvez – só talvez – não precisasse dele. Eu tinha recebido tantos presentes. Educação, fortuna, um castelo. Quem disse que, apenas por ser mulher, eu mesma não poderia fazer alguma coisa com esses presentes?" Ela olhou para Harry. "Então você apareceu."
"Eu não sou nenhum príncipe."
"Não, não é. Você é rude, rebelde e mal-educado. Mas me beijou em uma torre. Trouxe-me todas as flores da estufa. Entregou-me entregou uma sala cheia de bolos. Você me fez perder o chão." Ela apoiou o queixo nos joelhos e o encarou. "E esta noite lembrou-se do que eu vesti no meu baile de apresentação quando eu tinha 17 anos. Até do cabelo cravejado de pérolas."
O coração de Harry tropeçou e parou. Sua boca ficou seca.
"Não. Não fui eu. Já lhe disse, foi o James."
"Você é um péssimo mentiroso." Os olhos dela dispararam uma acusação na direção dele. "Eu achei que você não tinha ido ao meu debute, mas foi. Você tem que ter ido."
"Eu fui", ele admitiu. "Mas não fiquei muito tempo. Saí logo depois que cheguei."
"Por quê?"
"Porque não aguentaria ficar lá nem mais um instante. Eu já lhe disse como me sentia. Gostava de você e, como já contei, sempre tive inveja do James. Aquela noite foi... uma tortura. Eu detestei o que fizeram com você. O objetivo daquela noite era embalá-la como o presente de aniversário mais vistoso e entregá-la para James, para ver se ele a aprovava." Harry passou a mão pelo cabelo. "Eu tive vontade de esmurrar alguma coisa. Então saí e encontrei algo para bater."
"Não culpo você por ter ido embora." Ela tocou no ombro dele. "Eu também queria fugir."
As palavras dela fizeram com que alarmes começassem a soar em seu cérebro, mas ele não soube o que responder. A sensação da ponta dos dedos dela acariciando sua pele nua o deixou mudo. Ele a queria há tanto tempo. Ela era tão linda. Tão linda e estava ali. Com ele. Com ele. O homem errado. O pior homem .
"Hermione..." A voz dele saiu estrangulada.
"Shiiiiiii..." Ela ficou de joelhos e diminuiu a distância entre os dois. "Pare de resistir e deixe algo maravilhoso acontecer."
E algo maravilhoso realmente aconteceu. Ela inclinou a cabeça para a frente e encostou os lábios nos dele. Santo Deus. A essa altura ele já a tinha beijado várias vezes, e cada novo beijo era melhor que o anterior. Mas ser beijado por ela? Aquilo era algo novo, desconhecido. Harry pensou que talvez estivesse no Paraíso. Hermione passou sua boca na dele, abrindo mais os lábios a cada passada. Com a língua, ela provocou o canto dos lábios dele, separando-os timidamente para poder aprofundar mais o beijo. Ele gemeu em sua boca, incapaz de resistir. Com vontade própria, os braços dele a envolveram , puxando-a para perto, ajudando-a a sentar em suas coxas. Mas as palavras dela ficavam atormentando o cérebro dele.
Eu também queria fugir. Harry sabia que, com as mulheres, ele normalmente era apenas uma fuga. Quando iam para sua cama, as mulheres estavam fugindo de algo. Expectativas, decoro, tédio, um casamento infeliz... às vezes, todas as alternativas anteriores. Era por isso que ele tinha cortado todas as relações bem antes da sua última luta. Ele não achava mais graça em ser um tipo de garanhão sexual, que as mulheres procuravam para uma cavalgada louca e despreocupada. Na próxima vez em que começasse um caso, dizia para si mesmo, não seria com uma mulher que estivesse fugindo de algo. Ele queria uma mulher que estivesse procurando por ele. Ele a rolou na cama, ficando sobre ela, e interrompeu o beijo. Harry ficou olhando para ela, procurando segurança.
"Diga-me por que você está aqui comigo. Por que estamos fazendo isso?"
Ela inspirou para responder – um ato que fez seu peito subir.
"Deixe para lá", ele disse, passando um dedo por baixo do decote rendado da camisola dela. "Não responda. Eu não quero saber."
Não havia tantos botões dessa vez. Cerca de cinco, apenas. Harry não contou; ele não teria paciência de desabotoar todos. Assim que chegou à altura do tórax, ele passou os dedos por baixo do tecido e o deslizou pelo ombro dela... expondo aquele monte claro e indescritível, que era o seu seio. Um pedacinho provocante de cada vez. Então, o outro.
Por um longo momento, ele não conseguiu fazer nada a não ser olhar.
"Espero corresponder a todos esses anos de fantasias."
Ela parecia nervosa, e ele detestou deixá-la insegura, ainda que por um instante. Um homem sofisticado e eloquente comporia uma ode à beleza dela.
"Melhor. Você é muito melhor", foi só o que ele conseguiu dizer.
Fantasias não são quentes nem macias. Não fazem a cabeça dele girar com o aroma de violetas. E as fantasias não estavam ali, com ele.
Ele encontrou uma pinta minúscula do lado de baixo do seio esquerdo e a acariciou, tocando-a de leve com o polegar. A pinta o fez saber que aquilo era real. Hermione estremeceu quando ele envolveu o seio com a mão. Ótimo. Assim , talvez, ela não reparasse que ele também tremia.
Ele não conseguia evitar de se sentir emocionado. A pele dela era tão macia sob seus dedos. Mais macia que pétalas de flores, nuvens, sonhos. Dentre toda essa maciez onírica, o mamilo desenhava um nó teso e rosado, implorando por atenção.
Quem era ele para recusar?
Baixou a cabeça e tomou o bico em sua boca.
"Harry", ela arfou. "Isso."
Isso. Ela entremeou os dedos no cabelo dele, segurando-o perto, enquanto o membro dele... Deus, o membro rijo estava onde queria, aninhado na abertura dela. Harry afastou as coxas dela para os lados, acomodando seus quadris entre elas. E então começou a se mexer de encontro a ela em um ritmo lento, imitando o ato de fazer amor, enquanto chupava os seios dela. Hermione estava em silêncio, mas não total. Seus gemidos doces e suaves de prazer deslizavam pelas costas dele como unhas, despertando cada um de seus nervos.
Logo ela começou a se mexer com ele, cavalgando no cume rígido da excitação de Harry. As camadas de camisola e lençóis ficavam quentes e deslizavam entre os dois, aumentando a fricção. E, Santo Deus, como aquilo era bom . Tão. Terrivelmente. Bom . Ainda assim , aquelas palavras não paravam de assombrar Harry. Eu também queria fugir.
Ele levantou a cabeça. Se havia conseguido cultivar algum autocontrole ao longo dos anos – cada fio de disciplina que o transformou de rebelde cabeça quente em campeão –, Harry esperava utilizá-lo naquele momento.
"Mudei de ideia", ele disse. "Eu quero saber. Preciso saber. Por que você está comigo aqui e agora?"
"Porque eu quero você. Eu quero isso." Arqueou o pescoço para dar um beijo no rosto dele, depois nos lábios. Ao mesmo tempo, ela se mexeu debaixo dele, esfregando-se por toda a extensão da saliência dura dele.
A mente dele foi esvaziada. Objeções? Que objeções? Será que existia algum escrúpulo do qual ele devia se lembrar? Alguma questão de dever ou lealdade? A menos que alguma dessas coisas estivesse escondida debaixo da curva do seio dela, Harry não conseguira se lembrar. A cabeça dele só conseguia guardar um pensamento: Hermione o queria. E ela conseguiria o que estava querendo. Ali. Naquele instante. Ninguém mais importava. Ninguém nunca tinha se importado com ele.
"Harry. Eu quero isso há tanto tempo."
Quando ela sussurrou o nome dele, algo selvagem tomou conta de seu corpo. Afastando ainda mais as coxas dela, ele baixou o corpo de encontro ao dela, precisava que aquele calor suave e abundante amortecesse seu coração. Do contrário, aquela coisa acabaria pulando para fora do peito. Harry encostou a testa na dela. E tocou seu cabelo e aquele rosto tão lindo. Então ela o beijou com uma doçura que o fez querer chorar.
Ela passou uma das pernas, macia e forte, em volta da dele. Com os dedos, agarrou apertado o cabelo de Harry. Ela o segurava como se aquele, e nenhum outro, fosse o lugar dele. Como se tudo naquela alma sombria, carente e desesperada pertencesse a ela. E talvez essa fosse a verdade. Aquilo era tudo com que ele sonhava desde seus 15 anos. Ela era tão quente, reagia com tanta intensidade ao toque dele. E por mais que quisesse entrar nela e soltar aquele desejo há tanto reprimido, Harry queria ainda mais o que viria depois. Intimidade. Afeto. Talvez até... Oh, droga. Talvez até amor.
"Você entende o que isso... nós deitados aqui... significa?" Ele colocou uma mão entre os corpos, segurou a bainha da camisola dela e a puxou para cima.
"Você sabe o que vai acontecer?"
"Sei."
"Não fique com medo. Eu vou tomar cuidado. Vou fazer com que seja bom para você."
As palavras murmuradas soaram banais até para ele, mas Harry falava sério. Poucos acreditariam que um homem com aquele jeito bruto fosse capaz de ser delicado. De qualquer modo, no passado as mulheres nunca quiseram isso dele. Mas ele tinha muita delicadeza guardada. Anos e anos de doçura acumulada. E naquela noite derramaria tudo sobre ela.
"Não estou com medo", ela sussurrou. "Mas você precisa me soltar, só por um instante."
Ele beijou e mordiscou todo o pescoço dela, adorando cada centímetro de pele.
"Sem chance."
Agora que a tinha nos braços, daquele modo, Harry não a soltaria. Nunca mais.
"Eu preciso ir até o meu quarto. Só vai demorar um instante. Eles estão na gaveta de cima."
Na gaveta de cima. Se aquela fosse outra mulher, ele teria pensado que ela se referia à esponjas preservativas. Mas ele tinha lhe dado seu primeiro beijo. Ela era inocente. Harry sabia que ela almejava a independência, mas com certeza Hermione não era tão moderna.
"O que está na gaveta de cima, amor? Com certeza isso pode esperar." Ele subiu com a mão pela perna dela, deslizando seu toque até a coxa sedosa de Hermione. Bom Deus. Ele estava a centímetros do centro dela. Daquele calor doce e apertado.
"Não pode esperar", ela arfou. "São os documentos."
Prometo não demorar para atualizar...
Lembrando esta é uma adaptação, nada além da paixão pela leitura me pertence. Decidi juntar uma das minhas escritoras favoritas com meus personagens favoritos de Harry Potter. A história original também se chama "Diga sim ao Marquês", da maravilhosa Tessa Dare".
