Danisa e Tony chegaram a Torre pelo horário do almoço, ele estava faminto, pois não comera nada desde que saíra do Hotel Danieli. "Eu deveria ter tomado café, eles servem uma comida realmente boa!" pensa ele enquanto apertava o botão do elevador da Torre.
— Eaí como foram? — perguntou Clint aos recém-chegados enquanto pegava um pedaço do que parecia ser porco.
— Tudo sobre controle. — disse Tony sentando-se a mesa e começando a se servir.
Apesar de não ter comido nada, Danisa não estava com a mínima fome, mas decidiu sentar-se a mesa para tentar se distrair e tirar da mente a conversa que tivera com Tony na noite anterior. Afinal por que ela estava pensando nisso? O fato de Tony algum dia ter amado alguém a incomodava, ela só não sabia o porquê. Talvez ela não fosse capaz de imaginar um sentimento como esse, já que nunca tivera.
— Danisa? — Steve a chamou pela quinta vez. — Está tudo bem? Não disse uma palavra desde que chegou.
— Desculpe, eu estava pensando em umas coisas, apenas isso.
— Não precisa se preocupar vamos encontrar a senhora Shorld o mais rápido possível.
Ela se limitou a um aceno de cabeça. Depois do almoço todos seguiam rumo a seus afazeres, mas enquanto saía da sala, Danisa sentiu uma mão tocar levemente seu braço, ela olhou para o dono, Bruce a encarava com certo receio.
— Eu preciso falar com você a sós, será que podemos ir a outro lugar? — ele ainda mantinha a mão em seu antebraço.
— Sim. — a resposta veio fácil e ambos seguiram para um lugar sossegado.
A sala de reuniões se encontrava vazia aquele momento.
— O que houve? — perguntou ela assim que viu Bruce fechar a porta atrás de si.
— Quando foi para Veneza com... Tony, Steve me chamou para conversar, sei que a fuga de Kelly e a morte de Albert mexeram com você, mas a S.H.I.E.L.D. está muito empenhada em encontrá-la. — ele tocou levemente sua mão tentando transmitir a confiança que sentia ao encarar aqueles belos olhos. "Ela é tão linda!", pensou tentando manter o foco do real motivo de tê-la chamado para conversar — Steve me pediu para ajudá-lo a descobrir se há relação entre a fuga de Kelly e as aparições mais recentes de alguns vilões, mas eu encontrei mais que isso. Kelly foi agente da Hidra.
— O que? — Danisa se pôs em pé de um sobressalto. — Como assim agente da Hidra?
— Acalme-se, por favor, sente e me escute.
— Me conte tudo, o que ela fazia lá? Como soube disso? — ela sentou calmamente tentando assim tranqüilizar Bruce que a olhava de modo preocupado.
— Eu estava procurando informações sobre as aparições recentes e achei umas coisas sobre ela. Kelly foi auxiliar de um cientista de nome desconhecido, infelizmente o conteúdo do experimento eu não consegui descobrir, foram destruídos, mas pelo que vi, tenho quase certeza que tem a ver com um componente de maximização de energia, mais ou menos como um raio gama.
— Agora entendo como ela conseguiu fazer aquilo. — ela pensou em voz alta.
— Aquilo o que?
— Ela maximizou meu componente SSD e usou para tentar me controlar.
— Componente SSD? — indagou confuso.
— Eu havia criado um Soro para tratamento de Doenças Degenerativas há meses, era mais que um simples tratamento, significava a cura. Eu tinha uma amiga, Karen, ela era tão inteligente, mas tinha uma condição rara e piorava a cada dia, os pais mal conseguiam olhar para ela, perceber que ela se perdia aos poucos... eu queria ajudá-la e resolvi procurar uma cura, ela estava do meu lado e sempre ajudava quando podia, eu testei o soro nela, era inofensivo e deu resultado, ela começou a lembrar, eu comecei a aumentar a dose e percebi que não apenas curava a doença, mas também melhorava as células do nosso corpo, tornando-a imune a qualquer coisa, nós estávamos tão felizes, fizemos vários testes com células infectadas com outras doenças e todas se curavam, decidimos apresentar o projeto na escola, foi a maneira que encontramos para mostrar a todos, poderia ajudar tanta gente. Mesmo depois da Feira de Ciências eu continuei a fazer os testes, eu apliquei uma dose em mim, o problema é que não funcionava tão bem em algumas pessoas cujo DNA tinha alguma modificação genética inumana.
— Seus poderes ficaram tão fortes que você não conseguiu controlar. — ele falou pesaroso, sabia o que era no ter controle sobre si.
— Sim, eu criei outro soro para me controlar, mas depois de um tempo ele ia perdendo o efeito conforme eu usava, e depois só ajudava por poucos minutos.
— E a sua amiga?
— Ela morreu num acidente de carro. — falou com a voz embargada de emoção.
— Sinto muito.
— Tudo bem. — um silêncio se fez na sala.
— A maior questão nisso tudo é para quê estavam desenvolvendo algo assim?
— Não consigo imaginar, mas com certeza não é bom. — Danisa começara a ficar atônita. — O que Steve está fazendo com relação a isso?
— Bem, nada além de procurar Kelly... Na verdade eu não contei nada a ele, eu queria contar para você antes, para que você decida o que fazer. — ele deu um sorriso tímido.
— Obrigada por isso, eu gostaria que você não contasse a ninguém, preciso pensar em tudo isso e no que fazer.
Ele apenas confirmou com a cabeça, pouco depois ambos saíram da sala. Danisa se virou para encará-lo e lhe deu um abraço forte e demorado.
— Obrigada. — disse cortando o contato e seguindo para seu quarto.
Na manhã seguinte Danisa acordou bem cedo, sua mente a mil por hora desde o momento da conversa com Bruce na noite anterior, ultimamente ela tinha muitas coisas a pensar. Resolveu por isso extravasar treinando um pouco sozinha, mas para dificultar mais as coisas para ela a sala já estava sendo usada.
— Você vai demorar muito? — indagou displicente.
— O tempo que eu achar necessário. — Natasha respondeu sem tirar os olhos no saco de areia.
— Por que me trata assim? Eu não fiz nada para você. — Danisa já estava cansada de ser tratada assim pela agente Romanoff.
— Não confio em você.
— Bom, sinto muito, mas trabalhamos juntas, uma hora terá de lidar com isso. — ela falou se aproximando de onde a ruiva estava.
— Você pode enganar a todos, mas não a mim. Você deve estar tramando algo com aquela sua mãezinha. — provocou.
— Não seja ridícula, não tenho nada com aquela mulher! — a raiva começando a subir.
— Você está conseguindo enganar a todos, principalmente Bruce. Eu vi vocês dois ontem saindo da sala de reuniões. — falou parando de socar o saco de areia e se aproximando ameaçadoramente da jovem. — O que você estava falando para ele?
— O que eu falo e com quem eu falo não é da sua conta! — falou com raiva virando-se para pegar suas coisas e sair dali, mas um movimento a suas costas a fez virar em tempo de se defender de um chute da Viúva Negra.
— VOCÊ FICOU LOUCA?
Natasha não falou nada, apenas desferiu outro golpe que também fora defendido. As duas entraram em uma luta de socos e chutes, poderiam ficar ali por horas, ambas eram as melhores agentes que a S.H.I.E.L.D. já tivera, mas Danisa tinha a vantagem de ter poderes, embora jamais os usasse numa luta dessas, ela não era uma covarde.
A ruiva tirou uma pequena faca de sua bota e num movimento rápido segurava a centímetros da garganta da jovem.
— Fique longe dele!
— Fique você longe de mim. — Danisa falou calmamente.
Natasha abaixou os olhos e viu o pequeno, mas com certeza afiado canivete na direção de seu tórax, uma pequena perfuração no lugar certo seria fatal.
— Meninas. — chamou Clint parado na porta, olhando a cena com desconfiança.
Danisa guardou o canivete, pegou suas coisas e saiu. "Mulher mais doida!" pensou indo para seu quarto tomar um banho, a única coisa que a relaxaria naquele momento.
A noite caíra e a jovem nem percebera. Danisa desceu pouco antes do jantar e seguiu para a sala de jantar, quando não encontrou ninguém estranhou, mas deu de ombros decidiu seguir para a sala de estar para preparar uma bebida. "Eu deveria me sentir burlando a lei, não tenho idade para beber, mas foda-se!" pensou rindo se si enquanto enchia o copo com uma bebida âmbar, ela tomou tudo num só gole, o liquido queimou sua garganta e sua cabeça girou.
— Essa bebida é muito forte para uma jovem. — comentou Tony chegando perto do bar.
— E você com isso? — falou áspera enquanto enchia mais um copo.
— Está brabinha é? — brincou.
— Onde foram todos? — desconversou ela, começara a ficar quente, só não sabia se era pela bebida ou pela proximidade de Tony.
— Saíram, mas adivinha, fomos deixados para trás. Eles devem estar tramando algo.
Ela parou para pensar um momento. Bruce também estaria tramando contra ela? Ele não faria isso, faria?
— Quer dançar? — propôs Tony surpreendendo a jovem.
— Quê?... — mas antes que pudesse perguntar se ele estava louco, ela já estava sendo conduzida para o meio da sala.
Uma música suave começou a tocar e o moreno a conduzia numa lenta e sinuosa dança.
— O que deu em você para querer dançar agora? — o corpo dela estava ficando mais quente.
— Eu adorei dançar com você aquele dia, estava apenas querendo repetir a dose. — ele disse dando aquele sorriso convencido.
— Baby... — sussurrou em seu ouvido e um arrepio transpassou o corpo da jovem.
Ele desceu o rosto para seu pescoço dando leves mordidas em cada canto.
Danisa pensou em se afastar, mas estava tão bom que preferiu puxá-lo mais para si e sentir mais aquela língua em seu corpo, ela precisava relaxar, e Tony estava fazendo um ótimo trabalho.
Danisa o beijou com voracidade, o moreno retribuía o beijo mordiscando seu lábio inferior. Ele desceu as mãos pela cintura dela, puxando-a mais para si. As mãos dela passeavam pela nuca do moreno, puxava os cabelos, aprofundando o beijo. Ele parou de beijá-la e a olhou, todo o desejo transpassando em seu olhar e suas mãos desceram para as nádegas dela, apertando, ela gemeu com os olhos fechados. Ele deu um sorriso cínico, queria vê-la gemer mais vezes, num movimento hábil ele a ergueu pelas coxas e a posicionou no colo, suas intimidades se pressionavam e Danisa percorreu as mãos pelo peitoral dele, abrindo com urgência sua camisa. Tony começou a subir as escadas, ele não conseguia parar de olhar aqueles olhos lindos, com um brilho de desejo, ela o desejava. Ele chegou em seu quarto fechando a porta atrás de si rapidamente, beijou a jovem vorazmente, e a deitou na cama, ela enfim tirara a sua camisa e começara a percorrer seu corpo com os olhos enquanto mordia os lábios, ele percorreu as mãos pela lateral do corpo da morena que estava com as pernas em volta de sua cintura e tirou sua blusa, ele não esperava ver um sutiã vermelho, e sua excitação aumentou ao imaginar a peça de baixo, começou a puxar a calça jeans e lambeu os lábios assim que viu a pequena calcinha de renda, "Ela planejou isso?" pensou, mas logo voltou sua atenção para as pequenas e macias mãos que tentavam sem muito sucesso tirar sua calça, ele a ajudou e voltou a beijá-la intensamente, os lábios ora em sua boca ora deslizando pelo colo até libertar seus seios. Ele abocanhou o seio esquerdo enquanto massageava o direito, apertando e deixando uma marca vermelha vez ou outra, Danisa gemia e se esfregava nele, que percebendo isso deslizou a mão direita para sua intimidade, onde ele podia sentir sua umidade através da renda. Ele removeu a pequena peça e não conseguiu controlar a pulsação de seu membro que parecia ter atingido o ponto máximo, ele tirou a sua última peça e sem qualquer demora a penetrou, o movimento arrancou gemidos dos dois e Tony começou a se mover com mais força e rapidez, as mãos da jovem desceram pelas costas e o puxara mais para si, aprofundando as estocadas, isso o fez puxar os cabelos da morena para trás tendo uma visão perfeita de seu pescoço, rosado pelos beijos e mordidas que depositara ali, a sensação de tê-la marcado o deixou mais louco, ele a subiu mais até esta ficar com as costas no espelho da cama e aumentou as estocadas, arrancando uma mistura de gritos e gemidos dela, que arranhava suas costas com força tamanha que pode sentir o úmido do sangue. Suas bocas se explorando em beijos intensos e profundos, e depois de alguns minutos ele sentiu o interior úmido lhe apertar e ambos urraram de prazer.
Danisa nem dormira a noite, ficou fitando o teto daquele enorme quarto. Tony estava ao seu lado com os braços em volta de sua cintura, ele dormia com um sorriso no rosto. A jovem tentava pôr os pensamentos no lugar, mas as sensações ainda estavam ali em seu corpo. Ela decidiu que era melhor voltar para seu quarto antes que ele acordasse, ou antes que alguém a visse.
Assim que amanheceu ela rumou para a cozinha com uma pílula na mão e pegou um copo d'água, o esvaziando rapidamente.
— Está doente? — perguntou Clint.
— Meu Deus Clint! Quer me matar de susto? — ela arfou em surpresa. — Eu não estou doente, é... uma vitamina. — disse por fim.
—Então tá. — disse ele ainda meio desconfiado. — Vamos tomar café?
—Vamos. — aceitou seguindo para a mesa. — Onde vocês foram ontem a noite? — ela tentou soar despreocupada.
— Steve chamou para resolver umas coisas. — desconversou enchendo a boca de torrada.
Logo todos apareceram para o café, inclusive Natasha que nem a olhara. O último foi Tony que estampava no rosto um enorme sorriso.
— Que sorriso de orelha a orelha é esse Tony? — perguntou Clint não contendo a curiosidade.
— Tive uma ótima noite. — falou sorrindo olhando para Danisa que engoliu o bolo com dificuldade.
— Aposto que mais uma de suas festinhas. — murmurou Natasha.
Quando Tony ia discordar e talvez falar mais do que devia um barulho de algo quebrando pode ser ouvido no andar de cima da Torre. Todos correram preparados para o local e encontraram um moreno parado fitando-os com um sorriso cínico no rosto.
— Ops! — zombou o moreno. — Não encontrei a porta.
— Poderia ter batido, não destruído meu telhado. — sarcastiou Tony.
— Cale-se midgardiano! — rosnou Loki. — Eu soube que vocês possuem um novo membro, achei melhor vir me apresentar.
— E em que isso lhe interessa? — questionou Danisa cortando Tony que iria se pronunciar.
— Ora, não imaginei que fosse tão...
— Tão o que? — a voz de Tony assumindo um tom de raiva.
— Tão jovem e bela! — falou o moreno com um sorriso.
— O que quer? — perguntou Steve.
— Vim apenas fazer uma visita, como disse.
Outro barulho soou no lugar e pedaços do telhado caíram no chão.
— Outro! Podia ter entrado pela porta Thor. — falou Tony olhando os dois buracos no teto. — Eu deveria mandar vocês consertarem.
— Vim buscar Loki, mas de qualquer forma desculpe pelo telhado. — disse Thor se aproximando de Loki. — Não aprende mesmo não é irmão?
— Deixe de ser irritante irmãozinho, vim ver a mais nova aquisição dos seus amiguinhos.
— Para de falar de mim como se eu fosse um objeto! — vociferou Danisa.
— Sua beleza se compara a de uma Deusa, uma pena que seja mortal, mas é claro que eu posso mudar isso. — falou ele com um sorriso presunçoso.
— Pare com isso! — Bruce falara pela primeira vez, seus olhos assumindo um leve tom esverdeado.
— Olhe só para você, um mero mortal sem sua carapaça verde.
— Chega! Por favor leve-o daqui.
— Desculpe-me, meu irmão deveria está cumprindo o que lhe foi mandado em Asgard. Vou levá-lo de volta.
— Eu sei voltar para casa, mas antes eu gostaria de falar com a bela mortal aqui.
— Não. — Bruce e Tony falaram em uníssono.
— O que tem para falar comigo? — ela o encarou.
— Que olhos mordazes, diga-me como pode ser tão linda sendo uma mera cobaia científica? — sussurrou ele apenas para ela ouvir.
— Do que está falando?
— Que sua mamãe lhe transformou em uma arma. — e dizendo isso se aproximou de Thor e uma nuvem de fumaça começou a se formar.
— Não, espera! — ela disse, mas já era tarde, eles se foram.
