Desculpem a demora em atualizar essa história, mas agora vamos firmes e fortes
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Milo e Luisa após o beijo que trocaram ficaram ali próximo da água, o grego estava sentado e Luisa sentada de costas para ele, entre suas pernas, o vestido que usava de gola canoa deixava a mostra sua tatuagem de flores que tinha no ombro direito, o grego deslizou os dedos por todo o desenho e depois a abraçou fazendo com que ela apoiasse a cabeça em seu peito.
- No que está pensando? - Milo perguntou após alguns minutos de silêncio
- Em tudo o que está acontecendo nesses últimos dias. - parou por mais alguns segundos - Há uns dias atrás tu era só um personagem de ficção, só fazia parte dos meus devaneios - balançou a cabeça e sorriu - E agora estou aqui contigo.
Milo a abraçou mais e afundou o rosto na curva do pescoço dela fechando os olhos ao sentir o aroma do perfume suave que exalava dos cabelos e da pele.
- Lu? - sussurrou no seu ouvido fazendo a pele se arrepiar - Durante todos esses dias que estive longe não parei de pensar no que você tinha dito, na sua declaração.
Ela se desvencilhou do abraço, ficou de lado para ter acesso ao rosto dele, o fitava com a sobrancelha arqueada e de uma maneira analítica.
- O que foi? - Milo perguntou, achando graça.
- E se tivesse sido fruto dos meus delírios?
Milo ficou sério e desviou o olhar por uns segundos para depois voltar sua atenção para Luisa.
- Então eu teria que dar um jeito para fazer você se apaixonar por mim.
- Ora, ora, és muito convencido senhor Milo de Escorpião. - Cruzou os braços e o olhou com uma falsa repreensão .
- Não é isso - Milo acariciou o rosto alvo e com o polegar delineou os lábios de Luísa que fechou os olhos para apreciar o toque. - É que você mexeu comigo - encostou a testa na dela - E quero tentar algo com você e ver no que isso vai dar. - Selou seus lábios nos dela num beijo apaixonado não dando chance para ela responder.
Luisa sentia seu coração palpitando dentro do peito, sentia uma felicidade imensa ao ouvir o que ele tinha dito, eram as palavras que sempre quis ouvir, mas ao mesmo tempo sentia uma grande insegurança, incertezas. Infelizmente as desilusões sempre deixam marcas, e com ela não era diferente, e por causa disso não conseguia confiar totalmente nas palavras dele.
Seu rosto ficou sério, mas agora seus pensamentos eram preenchidos pelo medo. Por terem trocado alguns beijos não queria dizer nada, ou dizia? Maldita paixão platônica que sempre imaginava que aconteceria consigo um romance tipo conto de fadas. Deveria perguntar para ele? Não, iria parecer uma desesperada. Por que foi dizer que o amava? Agora com certeza, ele sabendo disso iria brincar consigo. Mas, ele havia dito que queria tentar algo, será que estava sendo sincero? Droga, por que simplesmente não conseguia deixar as coisas acontecerem normalmente? Sempre tinha que querer saber tudo antecipadamente, ter controle sobre tudo. Eram o turbilhão de perguntas que se fazia e em cada uma sentia seu coração apertar.
Milo percebeu que o corpo de Luisa havia ficado tenso, não entendeu essa mudança repentina. A abraçou mais forte e depositou um selinho no ombro desnudo.
- Ei, o que foi?
- Na-nada
O escorpiano jurou que a voz de Luísa além de trêmula saiu embargada, soltou o abraço e ficou de frente para ela e viu que os olhos da castanha que antes transbordavam alegria agora demonstravam arrependimento. Por que ela estaria arrependida?
- Lu? - segurou o rosto alvo entre suas mãos - Tudo o que aconteceu hoje não é uma brincadeira, isso eu te garanto, eu realmente quero ver no que vai dar, eu… quero me envolver, é sério! - Os olhos azuis dela voltaram a brilhar e seu corpo voltou a relaxar. - Durante esse tempo que fiquei em missão tuas palavras ficaram ecoando em minha mente o tempo todo, desejava que aquelas palavras não fossem fruto de um delírio, se quiser pergunta pro Aiolos, compartilhei essa aflição com ele.
- Com Aiolos? - Luísa sabia da seriedade do Cavaleiro de Sagitário, se Milo estava dizendo isso, então havia uma possibilidade de ser verdade. - Desculpe por duvidar é que….
- Só deixa eu te provar que tudo é verdade. - A abraçou forte.
Luisa nada disse, apenas retribuiu o abraço se aconchegando ainda mais contra o peito largo do dourado desfrutando da imensa paz e alegria que seu coração transbordava.
Ficaram mais um tempo ali curtindo um ao outro até que a escorpiana sugeriu irem embora, pois já estava tarde e quase todos já haviam se retirado. Milo levantou ajudando a fazer o mesmo e ambos voltaram ao Santuário mantendo suas mãos entrelaçadas.
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O canceriano subia as escadarias entre gêmeos e câncer, se questionava porque estava ajudando aquela infeliz, todas as vezes que se bicavam discutiam e se maltratavam, talvez fosse uma forma de se redimir, sim, era isso!
- Mazcara? Mazcara? - Calisto falava baixinho em seu colo, fazendo com que ele rompesse o passo.
- Cosa? Que houve Calisto? - olhou preocupado para a garota que estava pálida, tinha que fazer ela comer alguma coisa e rápido.
- Não tô legal, estou enjoada, você tá balançando demais!
- Vai vomitar? - perguntou já voltando a subir mais depressa, pois na mesma hora ela colocou a mão na boca. - Guarda só mais um pouquinho, estou chegando!
Assim que entraram na casa de Câncer, Calisto sabia que não conseguiria se controlar mais, mas graças a todos os santos deu tempo de chegar no banheiro botando tudo para fora, o canceriano se compadeceu pelo estado deplorável da colega de signo, segurando os longos cabelos para ela não se sujar.
- Pronto, pronto, está melhorando? - fez um carinho nas costas pequenas de Calisto.
- Nãooooo, tô podre…. quero morrer! - tirou uma risada do canceriano.
- Garanto que hoje não é seu dia! Tome um banho, vou trazer uma toalha e pegar uma camiseta minha, deve servir como vestido para você, é tão baixinha.
- Obrigada por falar da parte que me toca! - Calisto fingiu ficar brava.
- De nada….
Alguns minutos depois Calisto saiu do banheiro limpa e vestindo uma camiseta que como Máscara da Morte disse, parecia um vestido, sentou-se ao lado dele no sofá ainda tonta por causa da bebida, se alguém lhe perguntasse mais tarde não saberia responder porque havia feito o que estava prestes a fazer, mas, fez mesmo assim, se aproximou do rosto do canceriano depositando um beijo e depois aconchegou sua cabeça em seu colo fechando os olhos pesadamente. - Obrigada Mask.
Máscara da Morte ficou sem reação e sem conseguir olhar para ela que já ressonava em seu colo, passou os dedos nas madeixas molhadas da moça fazendo um carinho. - De nada ragazza, buona notte.
Já de manhã….
- Minha Santa Atena, que noite… - Calisto esfregava o rosto sentindo aquele gosto de guarda-chuva usado na boca. - prometo que nunca mais bebo desse jeito! Uahhhhhhhhh - bocejou alto esticando bem os braços até bater no rosto de alguém.
- Aiiiii isso é jeito de me acordar??
Calisto abriu os olhos na hora se virando em direção a voz. Máscara da Morte também bocejava alto esticando todo o corpo e estalando o pescoço - Buon giorno!
Calisto sentiu seu estômago revirar, ficou em choque sem saber o que dizer, o que pensar, o que fazer! Olhou o canceriano de cima abaixo vendo que ele só estava com um shorts bem larguinho é mais nada, claro que não deixou de reparar na pele bem bronzeada, e na barriga trabalhada, e naqueles olhos azuis tão claros que pareciam dois cristais, esse não era o foco! Foca menina!!! Então voltou para si e não reconheceu a camiseta que estava usando, era dez números maior que ela, era do próprio canceriano??
- Minha nossa senhora da Guadalupe, o que fizemos? - Colocou as mãos na cabeça e ergueu o corpo se sentando na cama, o canceriano fez o mesmo, tinha vontade de rir da cara da menina, ela estava cômica.
- Ué tu no sabe? No é óbvio? - Máscara da Morte passou o dedo de leve no rosto de Calisto, que já suava frio! De todos os oitenta e oito cavaleiros que ela podia ir pra cama, tinha que ser com ele???????
- Ah não?
- Ah sim! - Estava difícil segurar a risada, o canceriano mordia os lábios!
- Ah não? - ela o olhava e negava com a cabeça
- Ah sim, principesca! Che? no gostou da nossa noite?
Um turbilhão de imagens surgia na cabeça de Calisto, as garotas na praia, o Luau, o tempo que passou conversando com todos, a bebedeira e ….. branco! Não lembrava de mais nada!
A castanha pegou o travesseiro e colocou de modo brusco na frente do rosto falando com a voz abafada - Eu não lembro de nada Máscara da Morte...quero morrer!
O canceriano estava se divertindo horrores com ela, seus olhos já lacrimejavam de vontade de gargalhar, mas manteria a postura mais um pouquinho, mal sabia ela que dormiu em seu colo no sofá, ele a levou até sua cama para que ficassem mais confortáveis e dormiram.
- No faça cosi. - falou calmo, até começou sentir um pouquinho de dó, ele baixou o travesseiro de seu rosto. - Só foi una notte, non precisa ficar assim.
Calisto sentia sua boca seca, tinha vontade de morrer, de se jogar do alto do penhasco das doze casas, não sabia o que era pior: a ressaca, ter transado com Máscara da Morte ou ter transado com Máscara da Morte e não lembrar! - Posso usar seu banheiro? - perguntou acanhada.
- Si! É esta porta da frente. - falou observando todos os movimentos da canceriana, não conseguiu segurar mais a risada quando ela roubou todos os lençóis e edredons para sair da cama, parecia uma lagarta desengonçada.
- Cara mia, me divirto com você! - riu se deixando cair na cama, sorrindo.
Passou alguns minutos e ele a ouviu chamando, se levantou e abriu a porta que estava destrancada, Calisto estava agachada somente com a sua camiseta fuçando dentro do seu armário.
- Você não tem uma escova de dente reserva não? - ela tirava os potes de shampoo, barbeador, tudo de dentro!
- Hey! Sua bagunceira, minhas coisas! - riu com a espontaneidade da garota. - No tenho, usa a minha. - não conseguiu conter mais uma maldadezinha, se apoiou na pia cruzando os braços - Depois de ontem acho que non tem problema.
Calisto suspirou vencida e se levantou pegando a escova de dentes dele e começou fazer sua higiene bucal sendo observada por Máscara da Morte. Olhou para ele com a escova na boca cheia de espuma e sorriu em escárnio, tirando mais uma risada do canceriano, ela olhou para o chuveiro e ligou, enxaguou a boca, olhou para ele, minha nossa tinha que ser tão gostoso? Olhou para o próprio reflexo, se tinham dormido juntos como ele disse e pelo jeito rolou de tudo. Sorriu maliciosa olhando para ele e pensou "Já que estou no inferno então vou me queimar", tirou a camiseta ficando somente de calcinha, colocou a mão para ver se a temperatura estava boa, tirou a calcinha e entrou no box.
Máscara da Morte estava de boca aberta, com os olhos arregalados, jamais ia imaginar que ela faria isso.
- Ué vai ficar me olhando? Vem, não tem nada que vc já não viu, não é mesmo? - Calisto pensou, porque não aproveitar a oportunidade e fazer algo que se lembrasse.
O dourado hesitou por um momento, sabia que o que estava fazendo não era certo… mas uma mulher nua dentro do box do seu banheiro o chamando… ah que se dane!
Tirou o shorts ficando nu, entrou no box, olhou Calisto que estava deixando cair a água no corpo de costas para si, ela tinha um belo traseiro! Sorriu puxando ela para si, beijando seus ombros enquanto ela segurava seus cabelos grisalhos por trás da nuca
A cabeça do canceriano dava rodopios pois agora não poderia dar para trás, ela estava se entregando, achando que eles já estivessem juntos, por outro lado seu corpo tinha vontade própria negando todo o tipo de racionalidade, ele mesmo estava entregue aos encantos de Calisto, que agora já estava de frente a si, beijando deliciosamente seus lábios, suas unhas riscavam suas costas bronzeadas lhe tirando arrepios. Máscara da Morte apertava o bumbum empinado até erguê-la de uma vez, fazendo-a entrelaçar as pernas no seu quadril, os movimentos que ela fazia estavam levando-o a loucura.
- Ragazza, assim você me deixa louco! - gemia nos lábios que não se separavam.
Calisto afastou seu rosto e sorriu maliciosa - Mas essa é a idéia. - mordeu os lábios, olhando aqueles olhos azuis maravilhosos do italiano. - você é lindo Máscara. - fez um carinho na face do canceriano, que num misto de culpa e desejo, puxou o rosto da garota para mais um beijo, puxando delicadamente os longos cabelos castanhos.
Saiu do banheiro levando ela ainda entrelaçada no seu corpo depositando delicadamente seu corpo no colchão.
- Máscara vai molhar sua cama! - Calisto se ergueu um pouco, mas foi empurrada novamente para se deitar.
- No me importo, quero você aqui - passou a ponta do dedo delicadamente em seu ventre lambendo os lábios, mesmo a moça sendo pequena tinha o corpo proporcional, belas curvas, os defeitinhos que toda mulher tem, ele nem reparou pois o que importava era o conjunto da obra, e a canceriana para seus olhos era uma bela obra de arte, beijou seu umbigo fazendo a pele dela arrepiar e ela rir tímida.
- Faz cosquinha - disse baixinho, ela ergueu o corpo se apoiando nos cotovelos mordendo os lábios, passou a mão por trás da nuca do canceriano puxando para si - vem… - falou sentindo seu peito subir e descer pela respiração descompassada, não tinha porque estar nervosa, mas como não se lembrava de nada, seria como se fosse a primeira vez com ele, o italiano passou os dedos pela sua face carinhosamente, colocando uma mecha de cabelo atrás de sua orelha, seus olhos percorriam todo o seu rosto, ela pensou como ele podia ser tão carinhoso e ao mesmo tempo sabia ser tão mal, sentiu o corpo forte e pesado pender por cima do seu, suspirou balançando a cabeça para os lados como se quisesse apagar aquele pensamento.
- Che houve bella - a olhou preocupado. - Estou te machucando? - beijou delicadamente seus lábios.
- Não… não foi nada… - retribuiu o beijo aprofundando e sentindo o gosto do italiano, o beijo dele era tão bom!
Máscara da Morte aproveitando a entrega da canceriana, passou os dedos na cintura fina, sentindo o corpo pequeno arquear por baixo do seu, dos lábios atacou o pescoço beijando e dando chupões.
- Humm, Máscara, que gostoso… - Calisto entrelaçou os dedos nos cabelos grisalhos do italiano, e com a outra mão não se conteve e deu um belo apertão no bumbum redondinho dele, ele ergueu o rosto e riu, mordendo de leve o bico dos seios.
- Sua safada! - Máscara da Morte se deliciou com os seios da canceriana, percorrendo com a língua de um monte para o outro, apalpando de forma delicada, ela respondia com arfares e chamava seu "nome", isso o deixava cada vez mais excitado. Continuou com a trilha de beijos até rodear novamente seu umbigo e ouvir uma risadinha dela, deu mais uma mordiscada em seu ventre até se encaixar no meio das pernas, passando a língua em sua fenda rosada beeeem devagar. Calisto se arrepiou inteira, que boca era aquela????? Ela já não estava se contendo, mexendo os quadris para sentir mais o toque do canceriano, que segurava suas coxas de forma firme.
Os corpos estavam suados pelo desejo, ela já sentia os espasmos do orgasmo, e assim que chegou de forma arrebatadora segurou a cabeça do canceriano para ele não sair dali, sentia seu corpo relaxar devagar devido ao torpor, Máscara da Morte ficou satisfeito, mordiscando de leve as coxas femininas, subiu novamente por cima dela e se encaixou devagar na fenda apertada.
- Calisto, que delícia… - Máscara da Morte sussurrava em seu ouvido.
- Seus corpos iam para frente e para trás, ele a segurava pelo quadril para se aprofundar cada vez mais, os gemidos cada vez mais altos estavam o deixando maluco de tesão, trazendo ele mais perto do orgasmo, Calisto se sentia deliciosamente preenchida, mas queria mais, sentia que o canceriano estava chegando no seu limite, então empurrou o corpo dele fazendo se sentar, sentou em seu colo, queria olhar para o rosto dele quando chegassem ao ápice, continuou o rebolado sem deixar de encará-lo.
- Máscara da Morte não tirava os olhos dos castanhos de Calisto, não se sentia assim a muito tempo, a entrega dela sem pudor, a confiança que ela estava depositando em si, o carinho, os beijos deliciosos, o corpo bonito, o jeito safadinho na cama, tudo isso estava aquecendo o coração que outrora estava tão vazio. Segurou com as duas mãos o rosto dela fazendo que suas testas se encostassem, até chegarem juntos ao ápice. Ele não aguentou quando ela gemeu alto, se derramou dentro dele, Máscara abraçou a canceriana carinhosamente e depois selou seus lábios
- Ragazza tu é perfetta per me. - disse fazendo-a sorrir e ficando com o rosto ainda mais corado.
Os dois se deitaram novamente, ele a puxou para si fazendo-a repousar seu rosto no peito forte cobrindo-a com lençol, ela logo cochilou e ele continuou a fazer carinho nas suas costas sorrindo bobo, até que fechou o semblante lembrando que tudo aquilo foi obra de uma mentira.
- sei stupido… murmurou para si mesmo.
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Luisa acordou no dia seguinte e rapidamente sua mente foi inundada pelas lembranças dela com Milo, abriu um sorriso enquanto delineava os próprios lábios mal acreditando que tinha trocado beijos com o dourado, que tudo o que tinha acontecido tinha sido real. Após alguns minutos assim, se espreguiçou, levantou e se dirigiu ao banheiro, após a higiene matinal se pôs a pentear os longos cabelos castanhos e só então percebeu que o perfume amadeirado de Milo estava impregnado nos fios e em sua pele e isso fez que novamente um sorriso largo se formasse em seus lábios, suspirou amarrou os cabelos no rabo de cavalo que sempre usava. "Ai ai, estou parecendo uma adolescente apaixonada, mas é tão bom se sentir assim", suspirou novamente com o pensamento e se dirigiu até a cozinha onde o cheiro delicioso do café imperava.
- Bom dia Debas! - falou quando chegou no cômodo e encontrou o taurino preparando o café.
- Bom dia! - ele respondeu se virando para Luisa que ainda estava parada na porta - Aproveitou bastante o luau? - perguntou e sorriu vendo o rosto de sua hóspede corar, claro que havia visto ela e Milo juntos.
- Sim, foi perfeito! - respondeu sorrindo também e foi ajudar a arrumar a mesa para o café.
- Percebi, vi que chegou tarde. - levou a cafeteira até a mesa e foi até o armário para pegar as xícaras e talheres.
- Foi mesmo, nem notei a hora passar - sentou e começou a se servir.
- Mesmo que quisesse não teria como, estava perdida nos braços de um certo escorpiano - gargalhou vendo o rosto de Luisa ficar vermelho igual um tomate. - Calma pequena - falou após sentar - Dou a maior força para vocês, Milo é um cara legal.
- Eu sei que sim!
O taurino iria seguir a conversa porém, sentiu um cosmo conhecido pedindo permissão para entrar na área privativa que foi prontamente concedido por ele. Após alguns minutos, Milo entrava pela porta da cozinha, cumprimentou Aldebaran com um aperto de mãos e após o brasileiro indicar uma cadeira vazia, sentou, virou para Luisa e depositou um beijo em sua bochecha.
- Quer tomar café? - o brasileiro perguntou
- Obrigado, já tomei! Mas...- pegou um pãozinho de queijo - Aceito um desses porque é delicioso e não consigo resistir.
- Vocês não vão treinar hoje? - a castanha perguntou olhando de um para o outro.
- Eu vou - Milo respondeu se virando para ela - E você vai treinar comigo.
- Eu? - arqueou a sobrancelha - Mas por quê? Não quero levar umas agulhadas não - revirou os olhos arrancando riso dos dois dourados.
- Não boba, pensa que esqueci como você bateu naquele soldado? - pegou outro pão de queijo - Então vamos lutar um pouquinho.
- Não sei….- respondeu incerta se deveria aceitar, afinal Milo era um dourado, era conhecido por ser o mais rápido entre os doze, não teria chance nem de arranhá-lo.
- Isso! - Aldebaran se pronunciou - Vá com ele pequena!
- Tá bom - falou e foi até o seu quarto para colocar uma roupa mais adequada, voltou minutos depois usando um collant preto, igual aos que as amazonas usavam e uma bermuda do mesmo tecido, ambos preto.
Se despediram do brasileiro e Milo a levou para mesma floresta que ela havia estado com Calisto e Koga no dia que foram presas. O dourado depositou a mochila em cima de uma pedra, retirou a camiseta, ficando apenas com uma regata, prendeu os longos cabelos loiros num coque desleixado para deleite de Luisa que estava quase babando com a visão.
Continua….
