Notas do Autor

Olá! Leitores, espero realmente que gostem do capítulo.

Feliz aniversário, prof. Snape!
Boa leitura e até breve.

TatianyPrince.

Capítulo 19 - Capítulo 19

15 DIAS DEPOIS

Ginny se mexeu na cadeira de plástico desconfortável. Sua memória de como havia parado naquela prisão era um pouco turva, mas ela sabia que não havia outro jeito de ser.

Foi extremamente doloroso saber que o prédio antigo que acolhia todas as crianças seria demolido e todos ficariam sem lar. Ela não poderia dormir em paz se não fizesse alguma coisa. A jovem sabia que a mãe de Harry estava lutando para que as crianças permanecessem no abrigo, mas Ginny também queria fazer alguma coisa.

Ginny não era tola, sabia que o dono do local tinha legitimidade de demolir o prédio, era seu direito. No entanto, apesar de saber que que teu dever era lutar pelo Direito, sabia que se um dia encontrasse o Direito em conflito com a Justiça, deveria lutar pela Justiça.

Ela tinha escolhido o seu curso por realmente amar a causa. Entre o direito e a justiça, sabia que deveria ficar com a justiça. Não era justo demolir um espaço que era tão importante para tantas pessoas.

Sem pensar muito, juntou sua bolsa e foi para lá. Levou apenas dezoito minutos para que os arquitetos que estavam estudando o local chamassem a polícia para que eles a tirassem de lá.

A jovem ruiva brigou com alguns policiais e foi levada a delegacia por ter desacatado uma autoridade. O que levou a sua situação atual, ela estava tendo problemas para convencer os policiais que não fez por mal, no entanto, sua desculpa pareceu não importar para eles.

Era a primeira vez que ela havia sido detida e não gostou da sensação, ela só esperava que Hermione não demorasse a chegar. Ginny também estava curiosa para ver como sua amiga lidaria com aquilo, ela só pedia para que Hermione não se importasse com continuar dividindo o apartamento com uma detenta.

(...)

- Gin ... Ginny ... Ginny foi presa... – Disse Hermione com a voz tremula ao desligar o celular.

- Huum... – Draco respondeu em troca sem ao menos olhar para ela. Blaise havia mandado mensagens segundos antes informando-o sobre aquilo. Seu amigo havia lhe informado que a menina havia brigado na rua e, por isso, havia ficado detida.

Para Draco, era graças a seu amigo Blaise Zabine que ele não havia caido no papo furado da ruiva. Era visível que ela não era adequada para ele.

- Desculpe, - Sua mãe o tirou de seus pensamentos. - sei que não me diz respeito. Mas quem é Ginny? – Narcisa perguntou.

- Minha amiga, Sra. Malfoy. Ginny e eu dividimos o apartamento há uns bons anos. – Respondeu solicitamente e a mulher assentiu.

Hermione deu uma última olhada em Draco e resmungou. Por um momento, os pensamentos dela eram que ela devia golpeá-la para que conseguisse alguma reação mais decente dele. Mas o conhecendo como ela o conhecia, preferiu deixar para lá.

- Eu tenho que ir, Draco. – Sussurrou tentando se acalmar. - Te vejo amanhã.

- Vai soltá-la? – Gargalhou, mas foi recebido por um olhar feroz. - Você não precisa de um advogado? – Tentou se recompor.

- Eu não sei, não faço ideia. Nunca precisei libertar ninguém antes, não de verdade.

De repente, Snape saiu da cozinha com uma xicara de café na mão. Como todos pareciam sem reação, ele resolveu se manifestar:

- O que houve? – Snape perguntou ao notar um clima estranho.

- Minha amiga foi presa. - Ela respondeu e continuou: - Talvez eu deva ligar para um advogado antes, não sei como prosseguir.

Ele ergueu uma sobrancelha.

- Uma amiga? – A questionou preocupado e pensativo.

Pela primeira vez somente naquele dia, ele notou o quão bonita ela ficava quando parecia preocupada, seu comportamento demonstrava ainda mais que de fato ela era uma mulher, não uma menina.

Embora seus 23 anos demonstrasse que ela era jovem, havia algo em seus olhos que não condiziam com sua idade. Como ele queria beijá-la, mas ele não poderia.

- Oh, desculpe. – Hermione sussurrou um pouco em pânico. – Você sabe, a ex-nora da professora Potter.

- A senhorita Weasley? – Snape perguntou após se recuperar.

- Sim, eu não sei o que fazer. Não sei se vou imediatamente ou se busco um advogado antes. – Ela lamentou.

- Bem, - Ele sussurrou massageando as têmporas. – Vou com você. Temos que ser rápidos, caso contrário ela só será liberada amanhã. – Disse por fim.

- Obrigada. – Sorriu em troca, mas ainda parecendo nervosa. - Draco, tudo bem se terminarmos amanhã?

- Não, estou bem. Obrigado por perguntar. – Disse parecendo pouco afetado por tudo que estava acontecendo. - Eu gostaria de poder estudar, mas a detenta precisa mais de você.

- Não fale assim, Ginny não é isso que está falando, deve ter uma boa explicação para isso. Sei que tem algum motivo bem relevante para ela se encontrar nessa situação.

- Aqui, coma isso. – Entregou o prato com alguns sanduiches. - E não seja patético. – Severus empurrou o rapaz. – Narcisa, se tudo correr bem, nos vemos no jantar.

(...)

Enquanto estavam no carro, eles ficaram em silêncio por um momento. Hermione ficou com um pouco de vergonha de tê-lo colocado naquela situação.

- Por que tão quieta? – Snape perguntou quando já não suportava o silencio. – Para alguém que fala tanto é um tanto perturbador vê-la assim, Srta. Granger.

- Eu só ... ela é minha família aqui. Meus pais estão na Austrália, então, Ginny é quem eu tenho como família.

Severus percebeu que ela parecia frustrada.

- Eu ofereceria a você meus pesamos se não soubesse o que estava acontecendo, mas não poderíamos considerar que a Srta. Weasley está morta agora, nós poderíamos? – Ele sorriu zombeteiro.

Ela sorriu, mas não sem antes batê-lo levemente no braço.

Severus estava concentrado, mas era impossível não perceber o quanto Hermione parecia perturbada. Ele a viu fechando os olhos, mas por alguma estranha razão, ela não conseguia se acalmar.

- Tenho certeza que a Srta. Weasley também lhe considera alguém especial, Hermione. – Snape tentou acalmá-la. – Afinal, ela perdeu os pais quando era muito jovem, então, certamente você é a família que ela tem.

- Eu não sabia que você sabia sobre isso. - Falou virando-se para olhá-lo.

- Como não saberia? – Ele perguntou com sinceridade. – Bem, os pais dela eram meus amigos. Quando Molly e Arthur perceberam que não podiam ter filhos, optaram pela adoção. Ajudei com todo o processo!

- Oh, não fazia ideia.

- Chegamos. – Ele a alertou, encerrando a conversa anterior.

Hermione assentiu e quando ele estacionou, ela lhe deu um beijo na bochecha.

- Se quiser me esperar aqui, posso resolver isso. - Severus respondeu honestamente, após se recuperar do choque de ser beijado novamente. - Eu acho que vou checar o que houve e livrá-la disso logo.

- Eu vou com você. - disse Hermione, sentindo-se um pouco doente, mas muito determinada.

Eles entraram na delegacia e Severus conversar com algumas pessoas.

Hermione sentiu-se tão fascinada ao ver Snape resolvendo toda a situação que mal acreditou quando ele conseguiu que ela visse a amiga enquanto acabava de endireitar as coisas.

- Deus. Ginny! Você ficou maluca. Insultar dois policiais, sério?

- Mmmm… .Ummm… - Ginny murmurou enquanto tentava manter a boca fechada por estar envergonhada.

- Você passou dos limites dessa vez. – Sua amiga a repreendeu.

- Confesso que insultar autoridades não estava nos meus planos para o dia. – Confessou um pouco triste. - Hermione, foi sem pensar, aqueles policiais foram rudes. Minhas intenções eram as melhores, só queria que aquelas crianças não fossem jogados na rua. Precisamos de um prazo maior, Hermione. Quinze dias é muito pouco, no mínimo uns seis meses para conseguir um lugar para eles.

- Bem Srta. Weasley, você está livre. – Snape garantiu e olhou para ela com as sobrancelhas levantadas.

- Obrigada, Senhor. Mas juro que foi um mal-entendido. – Falou indignada e eles lhe retornaram um olhar estranho. - Vocês não acreditam em mim, certo?

- Eles estavam fazendo o trabalho deles, querida. – Hermione sussurrou.

- Senhor... – Disse virando-se para o homem que a encarava.

- Estou inclinado a acreditar em você sobre isso, sei quem são eles, Srta. Weasley. Não duvido que eles a tenham tratado mal, mas você aprenderá que terá que aprender responder a comentários inadequados e acusações grosseiras, sem perder a razão. – Snape respondeu com um ar de confiança.

Eles caminharam para fora da delegacia e entraram no carro. Ginny se assustou quando viu Lily Potter do outro lado da rua falando no celular.

- O que a Sra. Potter está fazendo aqui? – A ruiva perguntou um pouco inquieta.

- Esqueci de mencionar, – Snape começou. – ela também estava tentando te soltar! Para ser sincero, a Sra. Potter fez um ótimo trabalho.

- O quê? – A jovem perguntou boquiaberta e Hermione também olhava para ele bem surpresa.

- Parece que você ganhou uma nova admiradora, Srta. Weasley. – Snape revelou. - A Sra. Potter mencionou algo sobre o abrigo ter conseguido mais sete meses antes da demolição.

- Parabéns, Gin. – Hermione sussurrou lhe dando um beijo na bochecha.

- Oh... – Disse limpando as lágrimas. – Era o que eu mais queria. Vocês acham que poderíamos para no meio do caminho para ter um pouco sanduíche? Estou com fome.

- Bem, eu não sei, Gin. Estamos de carona com o professor Snape. – Advertiu Hermione.

Snape gargalhou levemente, antes de se pronunciar:

- Me recuso a parar em qualquer uma dessas lanchonetes que servem um lixo como comida. – Ele disse parecendo sério e a ruiva resmungou. – Tenho certeza que podemos jantar em algum lugar decente. A Srta. Granger e você são minhas convidadas, mas receio que tenho que avisar que o Sr. Malfoy e a mãe dele também.

- Obrigada. - Ginny disse enquanto tentava esconder um sorriso.

(...)

O restaurante de Severus estava lotado e ele não estava sentado com eles por causa do grande movimento. Mas Hermione considerou que era melhor daquele jeito, já que talvez ela não conseguisse esconder que estava ainda mais apaixonada por ele estando muito tempo no mesmo ambiente.

- Hermione, você está me ouvindo? – A ruiva lhe sacudiu. - Ou você está sonhando acordada de novo? – Ginny sussurrou em seu ouvido.

Ginny Weasley foi bastante paciente, especialmente com sua melhor amiga. Entretanto, ela queria tirar informações da mesma e Hermione não estava colaborando. Não fazia ideia se sua presença estava sendo apreciada e Hermione Granger parecia uma caixinha de segredos, era muito difícil arrancar qualquer tipo de informação dela.

Mas ela realmente precisava saber o que Draco estava achando dela. No entanto, para seu azar, Draco e sua mãe pareciam não querer colaborar com ela.

Vendo que Luna e seus pais haviam chegado, a ruiva achou que seria bom cumprimenta-los.

- Com licença Sr. Malfoy, Sra Malfoy, - Ginny falou, chamando a atenção para si. - preciso falar com uns conhecidos naquela mesa. Mas logo estarei de volta.

Então, Ginny se foi e deixou os três sentados à mesa. Mas quando o olhar dela pousou sobre o loiro, a moça sorriu.

- Sério, Granger, você não deveria passar tanto tempo com ela. –Reclamou incomodado. - Weasley não parece ser uma boa companhia.

- O quê? Ah, por Deus. Você não sabe o que diz. – Hermione resmungou. - Ela é minha melhor amiga, Draco. E ela é definitivamente a pessoa mais incrível que eu conheço. Por dentro e por fora. A Senhora certamente vai gostar dela, Sra. Malfoy.

- Certamente não. – Draco respondeu pela mãe e Narcisa sorriu. – Minha mãe não é muito fã de quem vive se metendo em confusão. – Ele revelou.

- Ela não vive se metendo em confusão! Não sei de onde você tirou essa história. Porque você não dá uma chance para conhecê-la? - Hermione disse com a cabeça entre as mãos. – Olha, tenho certeza que vai gostar dela, tem muito mais em comum do que você imagina.

- Nem vem, Granger. Nunca fui preso.

- Draco! – Ela o repreendeu, - Você só pode estar brincando! Você sabe os motivos que a levaram para cela?

- Sim, foi me dito.

- Mas... – Hermione começou, porém não teve a chance de dizer mais nada, pois logo sua amiga estava de volta.

- Voltei. – Disse sorrindo.

- Aqui está o vinho que a Senhorita pediu. – O garçom disse a Ginny Weasley, servindo-a.

Draco encarava Ginny com um olhar bastante curioso.

- Domaine Leroy Musigny Grand Cru? – Malfoy a questionou surpreso. - Um dos mais caros vinhos franceses? Interessante. – Draco revelou parecendo pensativo.

- É um bom vinho! - Respondeu envergonhada.

Hermione não conseguia entender o motivo que levou Draco a estar tão na defensiva. Olhando para as pessoas sentadas a mesa, ela notou que Ginny estava mais quieta que o normal, Narcisa parecia um pouco desconfortável com Ginny ao seu lado e apesar de Draco tentar manter as aparências, Hermione sabia que ele tinha bebido mais do que deveria.

Ela precisava quebrar o gelo que estava entre eles, afinal, se Ginny queria Narcisa como sogra, eles precisariam se dar bem e Hermione iria ajudá-las para tal coisa.

Rindo do que Narcisa havia falada, Hermione continuou a falar:

- A primeira impressão que tive do seu filho não foi uma das melhores. – Argumentou arrancando uma grande risada de Narcisa.

- Hmmm... obrigado, isso foi bom. - Draco disse dando uma boa garfada em seu prato.

- Foi realmente muito ruim? – A Sra. Malfoy perguntou distintamente.

- Sim, foi. – Deu uma leve risada. – Bem, será uma conversa para depois, pois preciso ir ao toalete. – Hermione os informou levantando-se, tentando deixá-los por alguns instantes para forçá-los a conversar, de longe ela ainda podia vê-los em silencio, mas sorriu quando viu Narcisa falando algo.

- Draco! – Sua mãe advertiu. - Eu pensei que você tivesse hábitos alimentares melhores do que isso. Não foi assim que lhe criei. – Reclamou quando ele jogou mais maionese caseira no prato.

Essa revelação repentina fez com que Draco quase se engasgasse.

- Meus hábitos alimentares não são tão ruins. – Ele disse convencido. – Não tem nada de errado com a boa e velha picanha.

- Com esse tanto de gordura e maionese? Querido, nem os porcos se alimentam assim. – O acusou.

- Mãe.. – Rosnou levemente, tentando ignorá-la.

- Você mereceu isso. - Ginny disse com confiança, sabendo que deveria entrar no clima da conversa.

Seus olhos cinzentos se voltaram para ela, Draco a olhou diretamente nos olhos e disse:

- Você não está em posição de criticar ninguém. – Cuspiu irritado. – Não foi eu quem fui preso.

Ginny ficou surpresa e se sentou mais ereta.

- Draco, não seja indelicado. – Sua mãe pediu.

- Tudo bem, mas ela pediu por isso. - Draco disse enquanto se servia com um pouco mais de vinho. – Não sei como Hermione pode ter uma amiga como você.

- Sinto muito, Senhorita. Mas tenho que concordar que não esperava algo assim da Srta. Granger. – Narcisa falou parecendo convencida de que a ruiva não deveria ter amizades como a de Hermione. A mulher mais velha estava horrorizada com que Draco havia dito a ela.

- De fato tenho muita sorte de tê-la como amiga. - Ginny falou quando se recuperou do choque com um leve tremor em sua voz. – Percebi que não sou bem-vinda aqui, então, é melhor que eu vá embora.

- Nunca concordei tanto com você, Weasley, - disse Draco, quase no rosto de Ginny. – Vai ser melhor. - Ele sussurrou entediado. – Não queremos alguém com sua fama na nossa mesa.

De repente, a jovem sentiu o mundo girar e tentou se concentrar para que não caísse do seu assento. Totalmente envergonhada, ela se levantou olhou para eles pela última vez e saiu mais depressa do que suas pernas permitiram.

- Draco, preciso falar algo com a Srta. Weasley.

- Tudo bem, mamãe! Mas cuidado, não sabemos do que ela é capaz.

Narcisa acelerou um pouco os passos e encontrou a menina encostada na parede. Ela ficou com um pouco de pena da garota, mas sabia que não podia se deixar levar por seu coração.

- Só vou dizer uma vez, menina. – Começou friamente. - Sei bem o tipo de pessoa que você é. Uma mulher sem futuro algum. Não sou boba, sei que anda atrás do meu filho, vi como olhou para ele. Serei bem direta! Ele não é para você, procure alguém do seu nível, garota. – Rosnou impaciente e saiu.

Ginny ficou ali parada sem entender absolutamente nada. Ela sabia que o fato de ter sido presa podia passar uma má impressão para as pessoas. Mas ficou horrorizada e chateada por ver o quão rude e desagradável Draco havia sido com ela.

Para ela, a mãe dele havia sido ainda pior. Pela primeira vez, Gina sentiu raiva. Gin decidiu que ficaria longe de Draco Malfoy e de sua mãe. Sentiu-se tão humilhada, ela só queria cavar um buraco e se esconder.

(...)

Narcisa olhou para Hermione e sorriu brevemente:

- Querida, certamente você teria entendido se estivesse aqui. Infelizmente, a Srta. Weasley recebeu uma ligação que a impediu de permanecer. Não há mais nada que possamos fazer sobre isso, então teremos apenas que ficar e jantar.

- Não entendo! Acho que devo ligar para ela.

- Não! – Falou ofendida, Narcisa cuidadosamente colocou a mão sobre a dela. - Aparentemente, a comida não caiu bem. Então, só irá constrange-la se ligar. – Sussurrou como se quisesse que Draco não escutasse.

Estreitando os olhos, Hermione perguntou:

- Como assim? Ginny nunca teve esse tipo de problema.

- Você não vê? Estamos em uma churrascaria. Nunca se sabe se algo que não deveria foi parar no prato dela. Não poderíamos confiar em absoluto! – A mãe de Draco declarou.

- Pode ser. – Hermione respondeu pensando no comportamento estranho da amiga e no estado deplorável que Draco estava.

(...)

Não foi difícil para Luna encontrar sua amiga sentada na calçada do lado de fora. Ela estendeu a mão e puxou a amiga para cima.

- Luna, obrigada por ter saído de lá. – Sussurrou. – Sinto muito por estragar seu jantar. – Falou limpando as lágrimas.

Ginny ofegou tentando recuperar o fôlego.

- Você tem que me dizer o que aconteceu contigo, Gin. Você parece péssima, não vi quando saiu de lá.

- Não consigo, não agora.

- Ok, você não se parece com a pessoa que eu conheço, então vou esperar que esteja melhor.