Capítulo 20 - Capítulo 20

Ao ouvir gritos vindo do quarto ao lado, Hermione entrou em alerta. Mesmo com enorme cansaço, tentou levantar-se sem fazer nenhum barulho. Sem saber pelo o que esperar, pegou um bastão de baseball que estava em baixo da cama e foi para o quarto de sua amiga.

Em instantes, ela abriu a porta e se deparou com a ruiva lutando em seu sono. Hermione havia vivido tempo suficiente com a menina para saber que algo havia acorrido na noite passada. Durante os anos em que vivera com Gin, descobrira que quando a jovem tinha pesadelos era um sinal de que algo no seu dia não havia corrido bem.

Quando a mulher de cabelos castanhos havia chegado em casa na noite anterior, a sua amiga estava confortavelmente acomodada em sua cama, e acordá-la para saber o motivo de seu sumiço pareceu extremamente desagradável.

- Fique longe de mim! – Ginny gritou em seu sonho. – Não... Não... Chega..

- Acorde! – Hermione disse agitando-a. – Gin? Acorde... Isso é um pesadelo.

- Não! - Gritou desesperadamente e Hermione começou a dar leves tapas em seus braços.

- Vamos querida, acorde. – Implorou novamente.

- O quê? – Gritou quase jogando Hermione no chão. Ginny Weasley a encarou assustada e tentou se recuperar. – O que houve? Santo Deus, já é segunda-feira?

- Não, Gin. É sábado... Você está bem? Você estava chorando, então tive que lhe acordar. – Sussurrou.

- Estava? Bem, então obrigada por isso. Merda, foi horrível. – Resmungou passando as mãos pelo rosto.

- Com o que sonhou? – Perguntou curiosa.

- Com as crianças! Elas estavam sendo expulsas, Hermione. Parecia tão real.

- Não acontecerá, você sabe. Graças a você, isso não vai acontecer.

- Você tem razão... Como foi sua noite? – Questionou tentando se manter calma.

- Bem, podia ser melhor se você estivesse lá. Me diga, Gin, por que foi embora sem ao menos dizer que estava saindo? – Hermione perguntou não parecendo satisfeita. – A Sra. Malfoy disse que você havia passado mal do estomago. Mas não me pareceu muito honesto.

- Foi exatamente isso! – A ruiva mentiu. – Fui uma tola em ter aceitado ir até lá. Sou uma vegetariana, Hermione. Você vê, certamente algo contaminou o meu prato. Eu vou fazer xixi! Por favor, espere um momento. - Ela implorou à beira de explodir.

Quando sua amiga voltou minutos depois, Hermione havia notado que ela parecia horrível, a moça tinha um olhar triste e solitário. Algo digno de pena. Talvez, se conseguisse arrancar um pouco mais dela, Hermione poderia descobrir o que de fato havia ocorrido.

- O que achou do Draco? - Perguntou ligeiramente preocupada.

Gin se virou para encará-la e pareceu estar pensando.

- Nada. – Disse quando finalmente sabia que não deveria dizer.

- Nada? Só isso que tem a me dizer? – Sorriu com honestidade.

- Sim, Hermie. – Sussurrou. - Bem, tenho que ser sincera com você, amiga. O Sr. Malfoy não é bem o que eu imaginava. – Confessou. – Então decidi que seria melhor desencanar dele, acho que não preciso me amarrar a alguém agora.

- Uau... não esperava isso. – Sorriu Hermione.

- Agora que você me acordou, o que faremos?

- Eu vou ... – Hermione se inclinou como se fosse contar um grande segredo. – Oh, querida... eu tenho que me encontrar com Draco. Sinto muito! Estou sendo uma péssima amiga, não estou?

- Oh, não é nada demais.

- Você não ficará chateada?

- Não, Hermione... não ficarei. Não esqueça a sombrinha, está um tempo terrível lá fora.

As duas continuaram a conversa por mais alguns minutos, finalmente parando quando Hermione saiu para encontrar seu mais novo amigo. Três horas depois quando Ginny ouviu alguém bater na porta, ela imaginou que sua companheira de apartamento já havia retornado.

- Você? Por que você está aqui, Sr. Potter? - Gin perguntou com desdém enquanto desviava o olhar do dele. – Se for para me entregar o convite do casamento, perdeu seu tempo, já que não vou. - Acrescentou.

Harry olhou para ela, claramente desconfortável. Ele balançou a cabeça e por fim resolveu falar:

- Não mandei aquele convite para você, Gin. - Sussurrou em voz alta. – Fiquei horrorizado quando soube de que forma ele chegou a você. Escute, me perdoe! – Pediu e segurou as mãos dela para chamar sua atenção.

A jovem olhou para cima novamente, escondendo seu choque.

- Você acha que as coisas são simples assim, Harry?

- Com você sempre foi, Gin. - Ele disse a ela gentilmente, com os olhos cheios de sinceridade. – Volta para mim.

Ginny Weasley quase caiu quando ouviu aquelas palavras. Ela não tinha certeza se havia escutado aquelas palavras ou se era sua mente brincando com ela. Ainda assustada, olhou para ele, com lágrimas nos olhos e toda a dor que havia sentido no término do relacionamento havia retornado.

- É algum tipo de brincadeira? - Ela choramingou, quebrando o contato visual. – Pois digo que não tem graça nenhuma!

- Não é brincadeira. - Assegurou ele antes de pegar a mão dela novamente. – Por favor, me deixe entrar. Vamos conversar.

Ginny abriu um pouco mais a porta e observou enquanto Harry passava por ela, a jovem não sabia se aquela era uma boa decisão, porém, ouviria o que ele tinha para dizer.

(...)

Depois de uma longa reunião, todos os professores já haviam saído e Lily sorriu suavemente para o homem ao seu lado:

- Nosso apartamento nunca esteve tão vazio. Por que não vamos até lá já que não temos mais nada a fazer aqui?

Snape balançou a cabeça e respirou profundamente. Ele parecia fazer um grande esforço.

- Não. - Ele limpou a garganta. – Está na minha hora, Evans.

- Nos encontramos amanhã? – Embora decepcionada, o questionou com um sorriso malicioso.

- Não penso assim. - Ele disse enfaticamente, sentando-se mais ereto no assento. - Lily, nós precisamos conversar! - Disse atordoado. – Mas não pode ser aqui!

- Não pode ser aqui? Olha, seja lá o que precisa me falar, fale logo Severus. Somos dois adultos! Seja lá o que for podemos resolver isso.

- Não podemos continuar com isso. – Ele revelou levantando-se. Ele olhou para ela estranhamente.

- O que está acontecendo? – A mulher perguntou, com a voz uniforme e sem emoção. - Por que não pode ser aqui?

- Você vê, percebi que... Como eu digo isso... - Ele começou parecendo entediado. – Decidi que já não quero isso que temos.

- Eu ... eu ... - ela parou, tentando encontrar uma resposta para sua revelação. – Achei que nosso arranjo era satisfatório, a vida está boa assim. Sou casada há mais de 20 anos, Severus. Eu preciso disso! Não vai me dizer que está com outra!?

- E se eu estiver? – A questionou. - Então você quer que eu prometa exclusividade a alguém que já é casada? – Perguntou pensativo. – Desculpe, mas não sou tolo a esse nível. Você já deveria me conhecer melhor do que isso, Evans.

Ela se levantou e jogou a cadeira no chão. Percebendo a exaltação da mulher, Snape se aproximou e a encarou.

- Severus Snape, você não pode ser de mais ninguém. Você entendeu? Você me pertence! – Ela gritou com uma ponta de irritação em sua voz.

Lily colocou os braços em volta do pescoço dele e o puxou para mais perto para lhe dar um beijo. Ele estava tenso. Ela não era tola para não perceber.

- Não podemos, Lily. Não mais. – Disse saindo, se afastando dela novamente. – Não percebe que isso foi longe demais?

- Seu traidor. Seu covarde. - Lily gritou baixinho, quando ele se afastou e ficou parado virado para a janela. - Você não pode estar falando sério! Isso é algum tipo de brincadeira? Não tem graça alguma, Snape.

- Nunca falei tão sério, Lily. – Ele disse e ela viu seu semblante cair por alguns segundos. - Já se passaram anos. É insano pensar que nos sujeitamos a isso por tanto tempo.

- Ah, pare! Espera, você voltou para sua ex-mulher e não estou sabendo? – Perguntou assustada.

- Não, Lily. Isso não tem nenhuma ligação com Letta.

- Sev, por favor. Podemos resolver isso! - Ela implorou para ele.

- Não, não podemos resolver isso. Acabou, Lily! Quer você queira ou não! - Snape respondeu com firmeza. –Espero que você me entenda.

Com um mau humor, Lily levantou a cadeira caída e começou a andar de um lado para o outro

- Certo, Severus, não sou burra! Vai me dizer que essa ideia surgiu de repente? – Disse quando bateu a mão no lugar vazio na mesa. – Você está com alguém, não é?

- Estava demorando, Sra. Potter. - Disse Snape, sarcasticamente. – Não faço ideia do motivo por sua fixação nessa ideia, mas te garanto que não. Mas eu devo lembrá-la que você é casada e eu posso fazer o que quiser com minha própria vida?

- Certo, Snape! Foi isso que combinamos, não é? – Concordou sem acreditar. - Quando um já não quisesse pararíamos com isso. Pois bem, se é o que você deseja.

Ela vestiu o manto, olhou para ele uma última vez e saiu.

Lily não conseguia entender o motivo de Severus parecer ainda mais mal-humorado do que normalmente ele era. Apesar de querer questioná-lo sobre sua pequena mudança de mentalidade, ela preferiu ir contra seu desejo. Talvez ele só precisava de algum tempo para si mesmo.

No entanto, a mudança dele era mais perceptível que ela queria admitir. Não foi no início das aulas que havia ocorrido aquela mudança repentina. O evento provavelmente estava um pouco mais a frente. Lily não duvidava que uma hora ela descobriria o motivo, mas ela só conseguia pensar que queria Severus de volta e que uma mulher era o único motivo dele estar daquele jeito.

Flashback on

Sim, aquilo parecia mais sonho do que realidade para Lily, mesmo que tivesse que ir embora em poucas horas, tinha sido tão delicioso quanto a noite anterior.

- Bom, você parece se superar a cada dia, Sev.

- Se você diz. - Ele disse, beijando seu pescoço e ombro enquanto ele acelerava o ritmo, suas mãos se ocupando acariciando seus seios. – Lingerie nova, Evans? - Ele perguntou ao notar a peça descartada na cama.

- Eu comprei pensando em você. - Ela disse, e ela o sentiu sorrir contra seu pescoço. – Você gosta?

- É tolerável. Você, bem, nós sabemos que você fica bem em qualquer coisa. - Ele rolou para o lado enquanto segurava seus quadris.

- Droga, Severus. - Ela murmurou. – Eu nunca vou cansar disso.

- E vou continuar fazendo isso até que dê a hora de seu marido chegar em casa. - Disse a ela, enquanto olhava para o relógio. – Certo, Evans... Temos cerca de quarenta minutos... posso fazer muita coisa nesse tempo.

- Você pode?

- Sim, você sabe que posso. - Severus afirmou.

Seu sorriso tinha acabado de se transformar em um olhar malicioso quando eles voltaram a suas atividades.

Flashback off

Ela não conseguiria ficar muito tempo sem suas noites memoráveis. Sua única alternativa era acabar com o que estava sendo a distração do seu homem.

(...)

Para desgosto de Ginny, eles estavam conversando por cerca de quatro horas. Mesmo que ela estivesse muito brava com ele, não conseguiu mandá-lo embora. Não com a chuva do jeito que estava.

Harry parecia determinado a conquistá-la e a lutar por ela. Porém, em sua cabeça, tudo aquilo parecia errado e sem sentido.

- O que te faz pensar que agora será diferente, Harry? Até onde sei, somos a mesma pessoa.

- Fui estúpido, Gin. Cai na conversa de pessoas que acreditei serem minhas amigas.

- De fato foi bem estúpido. Onde estava com a cabeça para cair na conversa de Zabini? – O questionou, mas logo se arrependeu ao notar seu semblante arrependido. – Desculpe, Harry. A verdade é que não podemos chorar pelo leite derramado. Não é como se pudéssemos mudar o passado.

- A questão é que eu te amo, Gin. Ainda te amo e não consigo enxergar uma vida na qual você não faz parte. Terminei meu noivado por não conseguir te esquecer.

- Harry...

- Me dê uma chance. Apenas uma chance!

- Você não entenderia, sabe? Não é tão simples assim.

Harry limpou a garganta antes de falar.

- Então, existe outra pessoa?

- O quê? Bem...eu..

- Existe. – Ele concluiu.

- Não existe ninguém, mas é complicado. Na verdade, nunca existiu. Fui apenas boba em ter me iludido por quem não merecia. Porém, não posso negar que você ainda é uma pessoa especial para mim. Foram anos juntos.

- Exatamente! E é por isso que devemos tentar novamente, Gin. Nós merecemos isso.

- Preciso de um tempo para pensar! - Ginny disse a ele, tentando mascarar seus reais sentimentos.

- Você tem todo o tempo do mundo. - Sorriu docemente para ela, estendendo a mão e inconscientemente para onde ficava seu colar e não o encontrou. – Onde está o seu amuleto? Nunca te vi sem ele.

- O perdi! Já faz algum tempo... – Ela resmungou. – Certamente minha falta de sorte se deve a isso. Quer mais um chocolate quente?

(...)

Três horas depois, Snape entrou em casa, completamente ensopada, pendurou seu casaco e apesar de sua vontade de afundar na cadeira, ele preferiu ir para seu quarto trocar de roupa.

- Severus, que bom que chegou! – Narcisa o recebeu. – Bem, nós deixamos um pouco do jantar para você.

- Obrigado, Cissa.

- Bem, espero que não se importe, mas a Srta. Granger ficou para a noite. – Disse e mordeu o lábio inferior, tentando pensar se o homem acharia ruim. – Não ficaria tranquila se deixasse que ela fosse embora nessa chuva.

- Não vejo problema. - Snape disse, apesar da sua dureza habitual de sua voz.

- Que bom porque é tarde demais para mandá-la para casa. – Narcisa balançou a cabeça novamente.

- Eu vejo, há alguma coisa em particular que você gostaria de dizer?

- Não.

- Bem, você não se importa vou subir, tenho algumas provas para corrigir. Não estranhe se não me encontrar pela manhã, pretendo sair bem cedo, Cissa.

(...)

Era tarde da noite quando Hermione percebeu que Draco e sua mãe já estavam dormindo e resolveu ir atrás de Severus. Ela não conseguia, por mais que tentasse, não conseguia tirá-lo de sua cabeça.

Depois daquele jantar tenebroso com apenas Narcisa e Draco, ela queria estar com ele. O queria com todas as suas forças.

Hermione Granger caminhou silenciosamente pelo corredor viu a porta do seu escritório aberta e a luz acesa. Ela diminuiu o ritmo de seus passos, já que não tinha idéia de como o abordaria.

Quando havia descoberto o relacionamento de Severus com uma pessoa chamada Letta tudo que ela havia idealizado havia terminado. No entanto, depois que soube que não existia mais nada entre eles há anos, ela resolveu que arriscaria.

Com determinação, entrou e olhou para ele. Severus logo percebeu a sua presença e olhou para cima.

O homem permaneceu em silêncio em sua mesa, o pedaço de papel que ele estava rabiscando foi guardado em sua gaveta mais do que de pressa.

Hermione notou que ele parecia perdido no momento.

A porta se fechou em um baque e ele não disse nada, perdendo toda a sua coragem ela rapidamente se virou para sair, rezando para não ter feito papel de tola.

- Senhorita Granger? - A voz de Snape ecoou profundamente, - O que você está fazendo aqui? Não deveria estar dormindo?

Surpreendentemente, ele não parecia rude. Hermione pensou que ele parecia um pouco estressado.

A jovem engoliu em seco e se virou para o encarar. O homem que ocupava seus pensamentos na maioria do tempo, permaneceu a onde estava, esperando por ela. Claro que ela não esperava que Snape se movesse silenciosamente em direção a ela, mas certamente esperava um pouco mais dele.

- Srta. Granger, sinto em dizer, mas não tenho a noite toda. Realmente estou muito ocupado. - Disse ele cautelosamente, mas suas palavras apenas serviram para que ela tomasse coragem para aproximar-se dele.

Hermione o ignorou e começou a dar vários passos em direção a ele.

- Não consigo! – Hermione se pegou dizendo enquanto olhava profundamente os olhos negros, cheia de desespero e muita agonia. – Pelo amor de Deus, Severus. – Ela disse com mais firmeza. - Não posso dormir adequadamente sem lembrar do seu beijo. Não consigo não pensar em você, sei que é loucura, mas não consigo te ver e não poder te tocar. Isso está me fazendo mal, ontem mesmo enquanto eu lavava o cabelo, certamente passei shampoo por mais vezes que o necessário. Você vê, havia acabado de comprar e já está vazio. E a culpa é inteiramente sua.

- Eu tive uma noite difícil, senhorita Granger, não posso sequer começar a lidar com suas questões.

Hermione observou quando Snape pegou a caneta para começar a escrever novamente, porém, em um ato impulsivo, ela tirou a caneta das mãos dele.

- Você não pode estar falando sério! Realmente. - Hermione começou, enquanto Snape a observava com cuidado. – Eu não posso estar ficando louca, eu não fui a única a beijar naquela noite. Eu posso ter tomado a iniciativa, mas você continuou. Mesmo que brevemente!

- Granger, honestamente. - Snape sentando-se corretamente e fechando os olhos. – Você não deve estar pensando adequadamente.

- Como não? Nunca pensei tão adequadamente, se é que isso faz algum sentido. Não estou mentindo, cada segundo de cada dia meu corpo sente vontade de estar perto de você, sentir o calor do seu corpo pressionado no meu.

- Sou seu professor, Granger. – Rosnou tentando se convencer de que aquilo era um empecilho.

- Meu Deus, nós somos dois adultos, não existe nada ilícito nisso.

Quando ele não disse nada, ela voltou a falar:

- Não faz nenhum sentido, Severus. - Disse e engoliu em seco, - Não se comporte como se você fosse indiferente, eu sei que sente o mesmo que eu. - Ela suspirou e limpou as lágrimas do rosto antes dela continuar. – Eu realmente acreditei que poderíamos ter algo especial como a maioria das pessoas... Mas vejo que provavelmente não. Então, é assim que será, não é mesmo?

Surpreendentemente, Snape se levantou e diminuiu a distância que havia entre eles e foi para mais perto.

- Espero que você esteja certa sobre tudo que disse. - Ele sussurrou. – Deus me ajude, Granger. - Snape a pegou pelo pulso e a arrastou para a porta de seu quarto. - Se não é isso que você realmente quer, é melhor que não entre nesse quarto, mas se for o contrário...

Hermione respirou fundo e o puxou para mais perto, surpreendendo-se, ela se aproximou dele de bom grado. Depois de um longo e faminto beijo eles entraram no quarto dele.

- Nunca tive tanto certeza! – Ela confirmou antes de puxar a cabeça dele para baixo, beijando-o novamente.