"Um mês se passou desde o desaparecimento das três garotas brasileiras, infelizmente as buscas se cessaram e os policiais as deram como mortas, todas as equipes submarinas, e feitas por terra aqui em Atenas estão se recolhendo, aos familiares nossos pêsames", Nia Vardalos para o Jornal Ta Nea.
Kika chorava olhando a televisão sendo abraçada por seu irmão Andy que estava tão triste quanto a irmã pela perda de Koga. Desde o desaparecimento das três, às famílias com muito esforço se mudaram para Atenas para acompanhar de perto o possível resgate.
Após inúmeras buscas feitas pela cidade e até mesmo no mar, acabou-se a esperança de encontrá-las com vida.
- Nããããããããooooooo! - Kika se ergueu assustada ao ouvir do outro lado da porta a mãe de Calisto recebendo a notícia, seus olhos marejaram mais ainda, voltando a soluçar.
- Pobre dona Lila. - falava com as mãos por cima da boca deixando sair abafado. - Já contaram para os pais de Luísa? - olhou para o seu irmão que concordou tristemente. - Meu Deus…. - baixou a cabeça com pesar. - Elas vieram para se divertir e acabaram assim.
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Na outra dimensão, Koga estava sentada com as costas apoiadas em uma das Árvores Gêmeas, depois de dias insistindo com o virginiano para entrar no jardim.
- No que está pensando? - Shaka estava meditando próximo dela quando sentiu a aura da garota escurecer.
Ela olhou para o loiro e deu um meio sorriso, pegou uma flor e começou a despetalar para desagrado do indiano. - Eu só estava pensando nos meus irmãos, na confeitaria, como será que as coisas estão na minha dimensão? - Olhou para Shaka e suspirou - Às vezes fico imaginando se daquele lado tudo parou e quando voltarmos nada terá acontecido.
O dourado desfez da posição de lótus e se aproximou da morena, retirou o cabo da flor de suas mãos, "olhou" para a planta e depois para a virginiana.
- "A vida nem sempre segue o nosso querer, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser" [1, olhe essa flor menina, outrora ela estava bela em meu jardim, plena de beleza e saúde, ela achava que iria concluir sua vida como qualquer outra, seguindo o ciclo da vida, mas de repente foi arrancada da sua realidade sendo transportada por outras mãos, agora ela é apenas um cabo sem graça, mas assim que for jogada nesse gramado, um pássaro irá buscá-la para fazer um ninho para os seus filhotes e ela terá uma nova função, servirá de leito para uma nova vida.
Koga ficou pensando na filosofia do budista, era incrível como ele tinha resposta para tudo, Shaka balançou a cabeça do jeito indiano ficando feliz, pois sabia que havia tocado o coração da moça, virou-se para sair do jardim, mas parou um instante virando o rosto de lado.
- "A vida não é uma pergunta a ser respondida. É um mistério a ser vivido." [2]
O budista saiu da sala deixando Koga mais pensativa ainda.
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Luisa e Milo estavam no oitavo Templo Zodiacal, ele está sentado no sofá assistindo um filme na tv e ela deitada com a cabeça apoiada no colo dele, o dourado afagava os longos cabelos castanhos fazendo com que Luisa estivesse quase adormecendo por causa do carinho, num rompante ela levanta do sofá com a mão no peito, as lágrimas correndo soltas por sua face fazendo o escorpiano se assustar.
- O que aconteceu? - perguntou preocupado enquanto a puxava para um abraço aconchegando-a contra seu peito enquanto Luísa chorava, sentida.
Vários minutos se passaram até que ela enfim se acalmou, afastou o rosto vermelho pelo pranto e fitou o rosto preocupado do dourado.
- E-eu não sei o que houve, de repente senti uma angústia tão grande - levou a mão ao peito na altura do coração e suspirou profundamente - Eu ando pensando tanto na minha família, sinto uma saudade imensa, eu não sei o que tá acontecendo por lá, o que eles pensam que aconteceu comigo - fungou e suspirou profundamente.
Milo ao ouvir as palavras e ver o rosto tristonho da castanha sentiu seu coração se apertar, mas ao mesmo tempo sabia que isso aconteceria uma hora ou outra. Apertou o abraço e fez com que ela apoiasse novamente a cabeça em seu peito enquanto afagava os cabelos dela.
- Shhhhh….é normal isso acontecer, vocês estão longe, só não pense muito nisso - depositou um beijo no topo da cabeça da escorpiana - Estarei sempre aqui com você!
- E-eu sei - respondeu ainda fungando um pouco - Obrigada! - o abraçou mais forte, era incrível em como se sentia protegida nos braços de Milo, nesse simples ato era como se todas suas dúvidas, medos, receios se esvaissem.
- Vou pedir para Dona Agnes fazer um chá para você se acalmar. - falou já se dirigindo à cozinha voltando minutos depois, sentando novamente no sofá.
- Eu não queria te deixar preocupado, me desculpe! - falou baixando a cabeça, desconcertada, ele prontamente ergueu novamente o seu rosto e afagou a bochecha.
- Não precisa pedir desculpa - olhou no fundo dos olhos de Luísa e se perdeu naquela imensidão azul - Só não gosto de te ver triste - a abraçou novamente - Tudo vai se resolver, Saga e Kanon estão se empenhando para saber como vocês podem retornar - Milo novamente sentiu seu coração apertar, não que fosse egoísta, mas Luisa havia mexido com ele de uma maneira que há muito ninguém tinha feito e pensar na possibilidade de nunca mais vê-la… não queria pensar nisso.
Luísa só conseguiu sorrir mesmo que minimamente e selou seus lábios nos do escorpiano num beijo casto que só foi separado com a chegada de Dona Agnes que trazia o chá que Milo havia pedido, a castanha sentou no sofá, pegou a xícara e aos poucos foi sorvendo o líquido quente, com o olhar perdido.
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Calisto estava ajudando Marie com a arrumação da casa, nada mais justo já que estava morando lá há algum tempo, a ariana queria morrer pois Calisto mais atrapalhava que ajudava, pensava como ela conseguia morar sozinha.
Então para que ela não deixasse mais nada cair, a sentou no sofá e pediu para ajudá-la a dobrar as roupas, até que a viu passar a mão com carinho em uma das camisas do Camus.
- O que houve menina? - sentou-se ao seu lado, colocando a mão entre as pernas e observando a menor.
- Han? - a canceriana olhou um pouco confusa. - Ah, nada não, tava aqui pensando no meu pai, ele gosta da camisa igual ao Camus, com o colarinho bem engomado. - sorriu triste. - Estou com saudades dele.
Marie olhou a menina com pena, por mais que agora todos no Santuário já estivessem habituados com as três garotas e as tratassem muito bem, é claro que elas não deixariam de pensar nas vidas que tinham e muito menos em seus familiares. Então Calisto recebeu um abraço carinhoso de Marie, com direito a carinho na cabeça.
- Own querida, não fique assim, nós iremos achar uma saída, tudo ficará bem, tenho certeza! - Se afastou para ver o rosto da castanha, os olhos já estavam marejados, então voltou a abraçá-la.
- Aconteceu alguma coisa, mademoiselle Marie? Calisto? - Camus descia as escadas para a entrada de sua casa.
Marie se afastou do abraço e olhou para o aquariano. - Nada não mon petit, Calisto só estava me dizendo que estava com saudades do pai.
O dourado se sentou no sofá ao lado colocando a mão na perna de hóspede, sorrindo compadecido. - Vamos achar um jeito de mandá-la de volta mon cher, tenha fé. - Se levantou novamente se dirigindo ao seu quarto sendo acompanhado pelo olhar da canceriana, Marie também se levantou e foi para a cozinha deixando Calisto olhando para a camisa, ela dobrou do jeito que sabia, na verdade ficou toda torta e no final decidiu deixar como estava, colocou ao lado e foi em direção ao quarto do aquariano.
- Camus? Camus? - bateu na porta. - Posso entrar? - esperou alguns segundos até que o aquariano abriu a porta só de toalha, Calisto parecia que tinha se transformado em um scanner o olhando de cima abaixo. - Camus pelo amor que você tem a Athena, se cobre! - o francês riu da cara dela, tinha certeza que ela teria aquela reação, de novo!
- Calisto, Calisto, vou contar pro Máscara da Morte, que está me olhando assim!
Ela jogou a cabeça de uma lado para o outro tentando apagar a cena do ruivo, com aquele abdômen perfeito, branquinho cheio de sardas, começou a pensar no cortiço dos Cavaleiros de Prata, no prateado porcão, Jesus, como estava difícil!
- Seu sem graça! - colocou a mão na cintura fingindo estar brava, o dourado então entrou no banheiro aparecendo somente quando estava vestido.
- O que quer mon amour… - aquele francês dele, deixava até ela que estava muito bem obrigada com o canceriano, caidinha por ele, momentaneamente, é claro!
- Queria te pedir um conselho na verdade. - falou tímida, despertando a curiosidade do aquariano que continuou sério encarando ela.
- Non fique na porta, entre! - Calisto mesmo hospedada lá a tanto tempo ainda não tinha entrado no quarto de Camus de Aquário, seus olhos passavam por cada detalhe daquele recinto que para ela era mágico! Ficou surpresa ao ver a cômoda cheia de porta retratos, então quer dizer que o gélido cavaleiro era bem família!
- Camus esse é você e Marie? - pegou um dos porta retratos mais antigos com uma moldura prateada, tinha uma foto linda de Marie beijando a ponta do nariz de um menino ruivo, por volta de seus seis, sete anos.
- Oui, é a única foto que tenho criança. - ficou atrás de Calisto, e começou a apontar - esse aqui é Hyoga e Isaak quando chegaram no treinamento na Sibéria, eu com eles e nossos cachorros - a castanha ficou feliz em ver aquele pedacinho do Camus que ela não conhecia, mas ele expor sua "família", apertava ainda mais o coração da canceriana, ficava se perguntando como seus pais estariam. - Bon mas o que queria perguntar?
- Promete que não conta para ninguém? - o aquariano revirou os olhos assentindo com a cabeça. - Camus é sério!
- Oui, Oui eu prometo! - o francês levantou os braços derrotado, Calisto fez uma cara de desconfiada mas continuou.
- Você sabe que eu estou saindo com o Máscara da Morte, né? - ele levantou uma das sobrancelhas bifurcadas aguardando ela continuar. - então… - olhou para Camus e sentiu sua bochecha queimar e num fio de voz soltou - Eu estou gostando dele de verdade. - enrolava os dedos nos cabelos longos um outro nervosa.
- Mon Dieu! - Camus disse fingindo estar assustado, fazendo a canceriana arregalar os olhos.
- Ah, eu sabia que eu estava fazendo merda! - Calisto bateu a mão na testa. - Ele não gosta de ninguém, não é? Só esta comigo para me….. - se calou olhando para o rosto do aquariano que arregalou os olhos rubros e antes que ela terminasse a frase engoliu em seco escolhendo as melhores palavras pra terminar a sentença e com um sorriso amarelo continuou. - Para me beijar - forçou uma risada sem graça ganhando mais uma revirada de olhos, então ele desarmou os braços cruzados na frente do corpo e suspirou falando sério, ainda mais que aquele tipo de conversa não era de sua preferência.
- Non acho que ele só esteja com você só para te…- ele passou a língua nos lábios e segurou a risada, o que deixou Calisto mais envergonhada - ...te beijar, mas acho que deve ir com calma mon cher, Máscara da Morte é complicado por várias questões, ele não é de se envolver com ninguém, mas acredito que é por que ele nunca gostou de alguém de verdade.
Calisto baixou o rosto olhando para as próprias mãos, pensativa. - É, você tem razão, vou tentar blindar meu coração por enquanto…
Camus passou a mão na cabeça de Calisto descabelando-a, não tinha nada que a deixasse mais irritada, até parece que ele não sabia quanto tempo ela levava para desembaraça-los, ela fechou os olhos contando até três antes de atacá-lo com soquinhos que não faziam nem cócegas no aquariano - VOCÊ SABE QUE EU ODEIO QUE ME DESCABELEEEEE !!!!
- AHAHAHAHAHA, non seja mal agradecida, é o pagamento pelos meus conselhos. - o ruivo segurava os braços dela que se debatia, até que vencida pelo cansaço, bufou jogando a franja longa para trás, arrancando mais algumas risadas do cavaleiro.
- Obrigada Camus - disse sem vontade.
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Algumas semanas se passaram, Saga e Kanon continuavam a pesquisa sobre as dimensões, o mais velho estava sentado na escrivaninha da biblioteca fazendo contas enormes e Kanon lia alguns livros apoiado na estante da biblioteca, Saga não pode deixar de reparar que toda hora seu irmão suspirava profundamente.
- Que houve Kanon? - Saga perguntou preocupado com os mais novo que o olhou de volta sério.
- Eu confesso que não tenho a mínima vontade de descobrir a charada, só de pensar em Koga voltando para casa …. - ele passou a mão nos cabelos jogando para trás de forma nervosa, até que vencido em tentar deixar o cabelo que tinha vontade própria fez um coque alto puxando bem os fios para trás, olhou para o irmão que continuava de cabeça baixa segurando a cabeça murmurando contas, se aproximou sentando na cadeira ao lado, abrindo novamente o livro de física avançada - Saga eu estou perdidamente apaixonado por essa mulher, eu não quero que ela vá…. droga! - fechou o livro de forma brusca soltando até um pouco de fumaça do mesmo.
Antes de responder Saga teve uma crise de espirros com a poeira do livro, tirando um risadinha baixa do caçula que não deixou de gostar de uma maldadezinha branca, até que, enfim terminou a sessão de espirros, olhou para o irmão com os olhos marejados. - Kanon um pouco egoísta da sua parte, não acha? - ele pegou um lenço que tinha no bolso da calça e assoou alto tirando a atenção de alguns cavaleiros que estavam sentados nas mesas ao lado - Me desculpem - disse um pouco sem graça e com a voz mais baixa que conseguiu continuou - Elas têm família, Koga mesmo tem os irmãos e um negócio próprio, se coloque no lugar dela, tenho certeza que ela deve estar muito triste e preocupada. - Saga olhou para Kanon o repreendendo limpando o óculos de leitura.
O mais novo se levantou novamente da cadeira andando de um lado para o outro, depois de um tempo se voltou para grande janela da biblioteca, mastigando as palavras do irmão, não queria ser egoísta, mesmo porque só desejava a felicidade de sua morena, mas imaginar uma vida sem ela…. era demais para seu coração.
- Sa…. - ainda nervoso pegou novamente a cadeira a girou para se sentar com o peito apoiado no encosto. - Eu nunca te pedi nada nessa vida.
O mais velho levantou os óculos puxando para trás da cabeça como fosse uma tiara, torceu os lábios já prevendo que dali sairia alguma bobagem do irmão, limpou a garganta estreitando os olhos. - Já sim. - disse seco, desenhando um sorriso apoiando o rosto na mão para esperar a bomba do caçula, já Kanon emburrou o rosto como se fosse uma criança mal criada.
- Não, eu nunca te pedi nada! - se fez de ofendido.
- Shiuuuu, fala baixo, já pediu sim, muitas coisas!
Kanon abriu a boca indignado - EU NUNCA pedi nada pra você!
- Já sim. - O gêmeo abriu a mão fazendo um cinco e com a outra foi apontado cada dedo enquanto descrevia todos os favores que o irmão já havia pedido.
- Já pediu pra eu fingir que era você para fazer prova de grego, já pediu para eu ser você quando queria dar um fora em alguma menininha, já pediu pra eu ser você quando não queria treinar, já pediu pra eu fazer supermercado na sua vez, já pediu até pra eu tran….. - Saga foi imediatamente calado com a mão na boca do irmão que virou o rosto pra sorrir para Koga que acabava de entrar no biblioteca.
- Boa tarde Bombom! - destampou a boca de Saga que só negava com a cabeça revirando os olhos e baixando novamente os óculos para continuar seus estudos.
- Olá rapazes! Nossa, isso aqui é lindo demais! Não tinha vindo aqui na biblioteca ainda! Parece de contos de fadas. - Os olhos ametistas passavam por todas as prateleiras belamente adornadas da biblioteca abarrotadas de livros antigos. - Nossa isso é demais! - Parou os olhos assim que encontrou os cor de jade de Kanon - Anjão que cara é essa? Você está se sentindo bem? - se aproximou do amado repousando a mão em seu rosto.
- Não é nada, só um mal estar, já vai passar. - disse com olhar triste.
Koga ficou um pouco desconfiada - Certo….. Saga como andam as pesquisas? Alguma novidade? - voltou o olhar para o mais velho.
- Só possibilidades querida, bem vou deixar vocês dois. - o mais velho juntou os cadernos e livros num monte só e aproveitou para amarrar os cabelos no mesmo penteado do irmão. - Hoje é meu dia de limpar o hall.
- Quem diria, Saga de gêmeos na faxina! - Koga riu da cara mal humorada do mais velho, que lhe mostrou a língua e saiu andando falando alguns impropérios baixinho.
Koga voltou para Kanon e lhe beijou demoradamente, chamando a atenção de todos que estavam na biblioteca, assim que terminaram o marina fuzilou cada cavaleiro com o olhar, fazendo-os voltar aos seus livros, até mesmo Koga se arrepiou - Está tudo bem mesmo? - perguntou fazendo um carinho na nuca do geminiano, que sério lhe respondeu.
- Sim… não se preocupe - mentiu.
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Calisto desceu para Casa de Câncer depois da conversa que teve com Camus, decidiu aproveitar um dia de cada vez e tentar não se apaixonar logo de cara, o que era quase impossível para a romântica canceriana.
Enquanto Máscara da Morte lhe preparava um lanche, estava sentada na cadeira alta que tinha no balcão da cozinha americana. A castanha sem ter muito o que fazer, pois o canceriano não permitia que ela o ajudasse, já que da última vez ela quase deixou cair a pilha de travessas e quebrou 4 copos, pegou lápis e papel para desenhar, ela sendo artista plástica de formação não podia deixar de praticar, pois bem ali na sua frente tinha muita inspiração para botar no papel. Ficou alguns minutos imersa nos seus pensamentos segurando o rosto com uma das mãos esboçando seu desenho, até sentir um arrepio na nuca pelo cheiro que ele lhe deu no pescoço .
- Bella, por que está tão quietinha? Está desenhando o que? - disse sentando ao lado da garota.
- Ah, é só um esboço. - Calisto disse mostrando o papel.
- Ma Che? Está belíssimo! Sou io, são meus olhos!
- Sim, eu sou apaixonada por eles. - disse envergonhada colocando uma mecha atrás da orelha. - ...são os olhos mais claros e lindos que já vi na vida, são tão expressivos.
Máscara da Morte abriu um sorriso lindo, mostrando os dentes brancos, segurou o rosto da canceriana e lhe beijou, segurando depois o papel - Posso ficar com ele?
- Claro, é seu. - ela disse orgulhosa. - Hummm o que você aprontou aí pra gente comer?
- Hoje é só um lanche, quero levar você a um lugar especial para mim! - Ele se levantou para pegar os pratos e copos, continuando a falar enquanto arrumava tudo no balcão - É mio refúgio, quando quero meditar, treinar, quero que você conheça.
Calisto sentiu seu coração se encher de alegria, sabia que aquele gesto do canceriano queria dizer muita coisa, e não pode deixar de sonhar que ele poderia querer formalizar a relação deles, como Kanon e Koga, afinal estava levando-a para um lugar especial para ele. - "Calma Calisto, blindar o coração lembra?" - mas ela não conseguia conter a felicidade mordendo os lábios de animação.
Após o lanche, Máscara a levou para prainha, o sol estava daqueles escaldantes, assim que saíram da relva e pisaram na areia, o canceriano tirou a regata ficando somente com a bermuda, expondo toda a tez bem bronzeada, com reflexo da areia seus olhos ficaram ainda mais claros para o deleite da canceriana.
"Obrigada senhor! Eu já te agradeci? Não? Agradeço de novo! Obrigada senhor! Minha nossa, olha esse corpo!"
Calisto ainda estava em meio às sombras das árvores olhando Máscara colocar os pés na água.
- Cali! Não vem? A água está uma delícia! - o canceriano parecia uma criança pulando as ondas e mergulhando, Calisto se abaixou apoiando as costas em uma palmeira segurando as pernas flexionadas com os braços, apoiou o queixo nos joelhos e suspirou, se sentia tão feliz, fazia tempo que não se relacionava com ninguém e mesmo que este possível relacionamento tenha começado bem torto, o canceriano com ela se mostrava muito atencioso do jeito dele, ela soltou um risinho analisando seus pensamento, quando ia imaginar viver uma cena dessa, passar por isso, viver esse sonho de estar morando no Santuário de Atena e ainda de brinde se relacionar com um cavaleiros de ouro.
Bella? - Máscara da Morte apareceu na frente de Calisto, havia voltado de encontro a castanha que voltou a atenção ao dourado, ela aproveitou para fazer um coque frouxo no cabelo devido ao calor. - E então? Gostou? - ele dizia sorrindo. - Esse é o meu canto.
Calisto segurou na sua mão e puxou para baixo para que ficassem quase da mesma altura. - Aqui é tão lindo Máscara, fiquei feliz de vocês ter me trazido aqui e saber que esse lugar realmente existe.
Máscara se perdeu nas palavras da canceriana, como assim "realmente existe"? - Você já tinha ouvido falar da prainha?
- Não, ninguém me contou, eu mesma imaginei esse lugar para escrever a sua história.
Máscara da Morte franziu o cenho, então Calisto já tinha escrito essa tal de historinhas, contos, não...fics, sobre ele? Como ele não era homem de meias palavras não ia perder tempo divagando sobre o assunto. - O que escreveu sobre mim? - Calisto que ainda estava um pouco anestesiada pela situação nem ouviu a pergunta direito
- Ah, é uma aventura em que você luta contra demônios, exorcizando-os e ao mesmo tempo tem que treinar uma moça médium para passar seu legado.
Ele ajeitou o corpo tombando a cabeça para o lado - Una aventura? Interessante…, Non che io não possa fazer isso, mas fico impressionado com a sua criatividade bella.
Calisto sorriu ficando com os bochechas rubras. - Bem, não é bem uma aventura, tá mais para suspense com um pouco de terror, tentei fazer algo diferente. - Desviou o olhar sendo percebido pelo canceriano.
- Che houve? Que cara é essa? - Calisto se levantou e encarou as orbes cristalinas com um sorriso safado. - Eu escrevi umas coisas quentes na sua história também.
Máscara da Morte primeiro ergueu as duas sobrancelhas mas depois relaxou - Acho que non deveria me surpreender. - se levantou e ergueu ela num pulo a abraçando e beijando seu pescoço até chegar na sua orelha tirando um milhão de arrepios da canceriana. - Depois quero saber tudo sobre essas partes quentes. - sussurrou pegando em sua mão a conduzindo para a beira do mar, andaram mais um pouco com os pés na água de mãos dadas, de onde estavam era possível ver o Monte Zodiacal com todas as varandas das casas, ou seja a parte do fundo das casas e lá no alto a estátua de Athena, além do mar azul turquesa e as formações rochosas num tom muito claro.
- Uauu…. - Foi quase um sussurro, Máscara a olhava, estava tão bonita, com as maçãs do rosto já coradas com o sol, os olhos brilhando de alegria. - Aqui realmente é lindo demais! - Calisto falava sorrindo com os olhos, até deu um gritinho quando o canceriano a segurou no colo e lhe tomou boca num beijo cinematográfico
- Você é linda demais, mia bella ragazza! - falava roçando a ponta do nariz no dela, soltando seu corpo devagar, Calisto ficou nas pontas dos pés enlaçando os braços por trás do pescoço do canceriano, encarando as orbes cristalinas, ainda era difícil acreditar que tudo aquilo não era um sonho.
- Vamos! Tira o vestido, vamos entrar no mar. - o dourado já louco de desejo tentava erguer a saída de praia fazendo a rir alto com seu exagero! Calisto olhou para os lados com um sorriso no rosto, até ele se desfazer devagar. - Que houve Calisto? - Máscara da Morte a olhou preocupado, havia feito algo errado?
- Bem…. er….você pode virar de costas?
- Quê, agora tá com vergonha? Eu já vi você todinha, sua tonta!
- Mas é diferente, você não tava me secando do jeito que está agora. - a canceriana sentia sua bochecha queimar. - E quando nós ahm…. da primeira vez… eu…. eu estava sob efeito do álcool ainda. - ela terminou com um bico e ficando emburrada, que custava ele se virar?
- Calisto? - o dourado disse se aproximando com olhar felino e muito sério, do jeito que ela não gostava de vê-lo. - Olha para mim? - pegou no queixo dela e ergueu para que se olhassem. - Io te acho linda, por que isso agora?
Calisto baixou o olhar constrangida tirando a mão do canceriano do seu rosto delicadamente. - Eu fico te olhando e te acho tão lindo, tem um corpo perfeito e o meu… - ela olhou para baixo e suspirou - O meu é cheio de defeitos.
- Defeitos? Que defeitos? Tem duas pernas, dois braços, barriga. - ele voltou a se aproximar desta vez cheio de "más intenções" já entrando com o rosto na curva de seu pescoço. - Tem um par de seios lindos, uma bunda que eu amo, o rosto de anjo e uma boca, ah que boca. - tomou a garota novamente num beijo quente, tirando o vestido da canceriana que deixou sem dizer mais nada. - io te adoro Calisto, é perfeita, tire essas bobagens da sua cabeça. - Pegou ela no colo e correu para o mar.
Dentro d'água os dois ficaram se curtindo, abraçados em longos amassos.
- Te quero - a canceriana falou no meio dos beijos molhados e salgados. - Mas não aqui, na água não dá muito certo. - ela riu com a própria sinceridade.
- Hummm … vou pensar. - Máscara disse se divertindo na cara indignada da canceriana.
- Tá bom, passou até a vontade. - Calisto foi saindo da água fingindo braveza.
Continua….
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[1] Frase de Chico Xavier
[2] Frase de Buda
