Danisa vasculhava os armários e a geladeira enquanto anotava tudo o que precisava comprar para sobreviver. Por um momento ela sentiu saudade dos "armários mágicos" da Torre que nunca esvaziavam, mas sabia que precisava fazer isso. Depois da lista feita ela saiu à procura de um lugar para fazer as compras, não conhecia muito bem as redondezas, mas encontrou não muito longe um mercado, ver preços e produtos era uma tarefa muito chata e depois de quase 30min ela saiu com algumas sacolas, mas não antes de se esbarrar com alguém e derrubar quase tudo no chão.
— Me desculpe, eu...
— Bruce? — Danisa deu um passo para trás, surpresa. — O que faz aqui?
— Como você está? Estive tão preocupado, quer dizer, não que você não saiba se cuidar, não é isso que quero dizer, mas... — ele continuava o mesmo enrolado de sempre, ela sentia saudades disso.
— Bem... Pode me ajudar a pegar essas coisas? — ela se abaixou e começou a recolher as compras.
— Ah sim, claro.
— O que veio fazer aqui? — ela perguntou enquanto seus pés seguiam naturalmente para seu apartamento.
— Eu não estava te seguindo, se é o que está pensando. — ele tentou se explicar.
— Não disse que estava, mas esse é um lugar longe, imaginei que estivesse na Torre com os outros.
— Eu estou cansado, e não vou mentir. — ele a encarou. — Tinha a esperança de lhe encontrar, em algum lugar.
Ela parou bruscamente.
— 302. — ela disse, e depois de ver a cara de confusão que ele fez, acrescentou. — É o número do meu apartamento, fica no 3º andar deste prédio.
Ele levantou os olhos e visualizou o pequeno e bem cuidado edifício.
— Que tal um jantar? — ela falava de uma só vez. — Eu posso preparar algo, você pode vir às 20h?
— Claro. — ele sorriu, o mesmo sorriso tímido que ela tanto adorava.
— Bem, eu... eu vou então, até mais tarde. — ela o beijou na bochecha e subiu para seu apartamento.
Assim que fechou a porta do 3º andar atrás de si, ela não acreditou no que tinha acabado de fazer. Um jantar? Cozinhar não era um dos seus melhores dotes.
— Eu preciso encontrar alguma receita, espero que a senhora Martínez tenha algum livro de culinária.
Ela passou o restante do dia arrumando tudo para fazer um agradável jantar, por sorte havia três livros de culinária na estante e escolheu uma receita fácil e que poderia fazer com os ingredientes que tinha. Quando Danisa terminou de fazer tudo já eram 19:30h, precisou correr para tomar banho e se arrumar, colocou um vestido rodado preto e não carregou muito na maquiagem. Às 20h em ponto a campainha tocou.
— Oi. — ele estava com uma camisa pólo azul-marinho e uma calça jeans escura. Estava lindo. — Trouxe vinho.
— Pode entrar. — ela lhe sorriu.
Ambos sentaram-se à mesa e se encararam por quase 2min sem dizer absolutamente nada.
— É um belo apartamento. — ele rompeu o silêncio e olhou ao redor.
— É... Como estão as coisas?
— Bem, quer dizer, ainda procuram por você.
— Não contou que eu estava aqui, não é? — era a última coisa que queria.
— Não! Claro que não. Eu sei que quer dar um tempo, eu respeito isso, e entendo.
— Obrigada, são muitas coisas a pensar.
— Eu imagino. — ele a olhou e fez uma careta. — É, tem alguma coisa no fogo?
— Ai caramba! — ela saiu em disparada até a cozinha. — Não acredito nisso. Droga!
O escondidinho estava quase completamente queimado.
— Está tudo bem? — Bruce apareceu na cozinha.
— Nosso jantar está meio tostado.
— Meio? — ele riu. — Eu diria que está bem... — e parou ao ver a cara emburrada dela. — Desculpe.
— Tem frango na geladeira. — ela pegou, esquentou e levou para a mesa.
— Acho melhor abrirmos o vinho. — ele propôs.
— Esqueci de pegar as taças, espere um pouco. — ela se levantou e rumou novamente para a cozinha.
Seu jantar não estava saindo como o planejado e ela estava ficando com raiva.
Ela tentava em vão pegar as taças de cima da prateleira, mas seus 1,68 não ajudavam muito, sua frustração não ajudava a lembrar que possuía poderes e que essa seria uma tarefa muito fácil. Uma sombra se posicionou às suas costas e ela virou abruptamente. As mãos do castanho seguiram até as taças, pegando-as e entregando-lhe, seus corpos estavam tão perto que suas respirações pareciam estar em sincronia.
— Obrigada. — gaguejou ela nervosa, e depositou as taças no balcão do seu lado.
— Você está linda. — ele disse com o olhar penetrante.
— Desculpe, eu queria que o jantar fosse bom, mas eu me atrapalhei toda. — ela disse cabisbaixa.
— Está tudo maravilhoso. — ele aproximou seu rosto no dela, sentindo o hálito de hortelã.
— Bruce... — antes que pudesse dizer mais alguma coisa ela sentiu o beijo, era casto, contido, mas demorado e firme.
— Eu não posso. — ele se afastou.
— É claro que pode! — ela não podia esperar mais.
— Eu não deveria. — ele tinha tanto medo de machucá-la.
— Tudo o que deveria era me fazer sua. — e antes que ele pudesse fazer mais objeções, ela o beijou, queria mostrar a ele todo o desejo que sentia.
Bruce decidiu se render a vontade que crescia dentro de si, aprofundou o beijo e deslizou as mãos pelo corpo da jovem. Ela o puxava pela nuca e gemia baixinho. O castanho desceu sua mão até a bunda de Danisa e apertou, foi firme, na força certa e a fez bambear. Um gemido gutural escapou da boca de Bruce, a jovem percebeu que ele estava ofegante, e de olhos fechados. Ele cortou o contato com ela imediatamente.
— Eu não quero te machucar.
— Você não vai Bruce, confie em você, porque eu confio.
Os dois se encararam por alguns segundos antes de retomarem o beijo. Dessa vez foi voraz e profundo, roubou-lhes o ar. Danisa o pegou pela mão e o conduziu até seu quarto. O cômodo era pequeno e simples, mas acolhedor e muito bem arrumado. Um pequeno closet à esquerda, uma cômoda à direita e uma antiga cama de dossel no centro. Era incrível como ela se destacava no pequeno lugar, era de mogno e estava milimetricamente arrumada.
— Eu vou adorar bagunçá-la com você. — ela sussurrou no ouvido do castanho, arrancando um sorriso nunca antes visto pela jovem, era pura malícia.
Como se nunca tivessem se separado o beijo ardia continuamente. Ele curvou-se um pouco, sem desgrudar seus lábios dos dela, e pôs as mãos pelas laterais das coxas da jovem deslizando para cima o vestido, suas mãos eram quentes e Danisa já estava molhada de desejo. Bruce a deitou na cama sem tirar os olhos dos dela, ele tirou o vestido vagarosamente e percorreu os olhos pelo corpo da morena, as peças íntimas de cor preta incutiu uma sensualidade clássica a ela, ele se demorou analisando seu sutiã rendado onde seus seios podiam ser vistos malmente através do tecido fino. Ele deteve-se mais demoradamente em sua calcinha, diferentemente da parte de cima ela não mostrava nada, era de um tecido fino, mas não transparente. Ele pegou a perna direita da jovem e a levantou o suficiente para seus lábios a tocar, ela fechou os olhos. Ele foi tecendo beijos quentes sem tirar os olhos da jovem, do pé a coxa, sua mão acompanhava sua boca e ao chegar em cima se deteve, ela abriu os olhos e o encarou. Bruce sorriu, mais uma vez aquele sorriso que Danisa nunca tinha visto, mas que estava adorando receber. Ele deslizou sua mão pela virilha da jovem e pousou na sua intimidade, massageando-a. Danisa gemeu e fechou com força os olhos. Ele deslizou o polegar para cima e para baixo, revezando movimentos circulares e uma leve pressão, ele já podia sentir a umidade. Devagarzinho, como se quisesse torturá-la ele deslizou a última peça que faltava. Ela suspirou e arfou alto quando ele voltou a massagear sua intimidade, de repente ele parou, desceu seu próprio corpo e lambeu sem pudores a intimidade de Danisa. Ela ergueu seu corpo incentivando-o, ele chupava e lambia, ora aumentava o ritmo, ora ia devagar, ele a saboreava como se cada gota lhe enchesse de energia. Ela gemia e depois de um tempo passou a rebolar. Bruce sem tirar a boca dela começou a se despir. Nu ele parou e voltou a estimular seu clitóris, alternando a velocidade. Bruce se posicionou na entrada de Danisa, ela sorriu, ele pincelava seu membro na umidade dela, ela gemia e tentava puxá-lo, mas ele se mantia firme, torturando-a, e num movimento firme começou a penetrá-la, quando entrou por inteiro ele iniciou os movimentos.
Suas estocadas eram lentas e profundas, não tirava um minuto os olhos dos dela, debruçado sobre ela controlando seu peso, a beijava com paixão e carinho. Danisa gemia e fazia carinho na nuca dele, a cada estocada era como se uma energia se liberasse, como se o desejo há tempos contido finalmente se libertasse. Ele se pôs ereto, ainda dentro dela ele parou, a respiração de Bruce se tornou mais pesada e rápida, e ele jogou a cabeça para trás, de olhos fechados.
— Bruce? — gaguejou ela, num misto de medo e esperança.
Ele gemeu rouco, e abriu os olhos. Os verdes encararam os castanhos dela, Danisa se sentiu sendo preenchida aos poucos, e arfou com a sensação, sua respiração acelerou.
— Bruce? Fica comigo, por favor.
Ele ainda a encarando com os olhos esmeraldas, sorriu, o sorriso tímido tão familiar.
— Eu sempre estarei com você. — e a beijou, doce e apaixonadamente.
Ele recomeçou os movimentos, agora causando uma sensação incrivelmente nova e deliciosa. Os dois ficaram ali, olhos castanhos e verdes se encarando, numa sinfonia de gemidos acompanhando os movimentos ritmados de seus corpos. Desejo, paixão, ternura e carinho, sendo passados de um a outro.
