Capítulo Vinte e Cinco (O plano final)

*No Centro Médico da S.H.I.E.L.D.*

— O senhor deveria ficar em repouso. — o jovem médico Erick Claine pedia pela 4ª vez para Stephen Strange permanecer na ala de recuperação, entretanto o homem teimara, e já se encontrava de pé e colocava suas vestes apressadamente.

— Eu estou me sentindo muito bem. — ele terminou de colocar sua capa. — Agora, se realmente quiser me ajudar diga a todos que estou perfeitamente bem.

— Acredito não poder falar isso, sabe que não está 100%. Tens um extremo poder, mas seu corpo é humano. — Stephen o encarou, Erick suspirou. — Mas se nada que eu disser o fará ficar, então se alguém perguntar não direi nada.

— Obrigado. — Stephen acena com a cabeça e seguiu para a saída.

Strange entrara poucas vezes no quartel da S.H.I.E.L.D. , mas seguiu confiante pelos corredores que levavam a Sala de Reuniões, o mesmo lugar que dias antes descobrira ter uma filha. Nem as dores que sentia pelo corpo eram piores do que a lembrança de que foram causados pela sua própria filha.

— Dr. Strange? Deveria estar se recuperando. — Nick falou assim que notou o homem parado à porta, aparentemente absorto em pensamentos.

— Não, eu estou exatamente onde deveria. — ele sentou-se na cadeira vazia ao lado de Natasha, tentando ao máximo controlar a fisgada forte que sentia ao fazer o movimento.

Os Vingadores estavam reunidos para tentar encontrar formas de ajudar Danisa. Stark e Banner, que já estava devidamente vestido, encontravam-se à mesa com os demais.

— Stephen nós não temos como detê-la, você não a conhece. Acredite, ninguém aqui sabe do que ela é capaz.

— O que está sugerindo? Matá-la? — Strange estava completamente transtornado. Não deixaria que machucassem sua filha, a protegeria com sua vida se fosse necessário.

— Acredite eu quero que ela fique bem, jamais a machucaria. — Nick estava sendo profundamente sincero, ela era o mais próximo que ele tinha de uma filha, mas precisava fazer de tudo para prezar o bem da humanidade. — Mas devido às circunstâncias, precisaremos utilizar o plano emergencial de contenção.

— Nick, ele nunca foi utilizado, não sabemos quais podem ser os efeitos adversos. Steve se pronunciou.

— Plano de contenção? O que é isso? — Stephen questionara.

— É uma arma produzida com tecnologia avançada que extrai dos seres, seus poderes e habilidades, sejam elas de origem mutagênica, inumana, alienígena e seres cósmicos.

— Não há outra forma, Strange não está mais sob a posse da jóia, ainda está debilitado, e vocês não são capazes de detê-la.

— A chances disso dar errado são muito grandes. Quando me pediu tecnologia para um projeto, não imaginei que fosse para isso. — Stark falara, há tempos vinha tentando parar de fabricar armas de destruição em massa, que comumente eram utilizadas em pequenos conflitos e até mesmo guerras, mas manteve-se auxiliando a S.H.I.E.L.D., só agora entendeu exatamente com o que.

— S.H.I.E.L.D. não precisa lhe informar o que faz Stark, isso está muito acima de você.

— Acho melhor deixarmos esse conflito para depois e voltarmos a Danisa. — Clint falou tentando retomar o assunto que realmente era importante e estava em pauta no momento.

— Sim você tem razão. — Strange falou. — E ela não será usada mais uma vez como cobaia.
— Isso já foi decidido, os procedimentos já estão em curso. — Nick sentenciou.
— Eu... — Bruce se pronunciou. Evidenciando sua presença, já devidamente vestido, o homem estava em silêncio desde que voltara. — Me deixem falar com ela.
— Ela não é mais a mesma Dr. Banner.
— Me deixe falar com ela. Eu preciso realmente ver se... Se ela ainda está ali.
A sala ficou em silêncio pelo que pareceu uma eternidade, até Nick simplesmente balançar a cabeça em concordância.

A atual dupla de vilões dessa vez queria mostrar ao mundo que estavam ali para dominar, não por outro motivo escolheram a área de maior movimento da região central de Manhattan, a Times Square. Sua chegada foi estranhada por alguns transeuntes, bem pudera Loki estava sempre com suas vestimentas Asgardianas, mas ainda sim muitas pessoas passavam por ali sem notá-los, a jovem decidiu chamar atenção. Seu domínio da telecinese havia aumentado nos últimos tempos, desde modo foi fácil erguer alguns outdoors e criar uma espécie de bloqueio, impedindo as pessoas de passarem.

— O mundo está sempre com pressa, não é? — sua voz ecoou no local, atraindo a curiosidade de mais pessoas. — Mas é claro que terão tempo para mim. É muito simples, vocês humanos deverão servir a seus superiores, a nós. Sem reclamar, sem titubear, e principalmente, sem tentarem dar uma de heróis.

— Quem é você? O que acha que está fazendo? — uma dupla de policiais ficaram a postos, com suas armas em punho.

— Tolos! Essas armas mortais não servirão para nada. — Loki lançou-as longe com sua magia. — Agora, curvem-se. — o moreno levantou seu cajado, não havia nada mais prazeroso para ele do que manipular o medo das pessoas.

Não demorou muito para todos que estavam ali transbordassem de medo e insegurança, a jovem realizava suas demonstrações de poder, impedia todos de saírem de seu encalço, dava ordens e brincava com eles como se fossem fantoches.

O moreno parecia se divertir ao ver todas aquelas pessoas subjugadas às suas vontades, este sempre foi seu plano, os seres humanos eram inferiores, portanto deveriam servir aos deuses, mas contudo, estava surpreso com o nível de sadismo da jovem ao seu lado, ela estava totalmente mudada, parecia outra pessoa, a Danisa que conhecera, forte porém assustada aos poucos dava espaço a uma mulher sem escrúpulos, dominada por ódio.

— Por favor, não a machuque! — a jovem mulher implorava para Danisa.

— Essa fedelha ousou me desafiar! — Danisa mantinha as mãos apertando a garganta da pequena criança, que chorava baixinho.

— Minha filha não sabia o que estava fazendo, por favor, deixe-a.

— Ela vai servir de exemplo para o resto. — Danisa levantou uma das mãos, de modo que colocaria um fim desta vida que mal começara a viver.

— Danisa! Deixe-a! — Bruce gritou.

Ela virou na direção do homem.

— Doutor Banner. — falou com escárnio. — Acha mesmo que pode chegar aqui e me dizer o que fazer?

— Você não é assim Danisa, jamais machucaria uma criança!

— As pessoas mudam Bruce… — ela voltou sua atenção a criança que choramingava. — Sabe de uma coisa? Você é uma garotinha catarrenta! — e empurrou-a em direção a sua mãe.

— Vamos Bruce! Chame seu amigo, eu quero diversão! — ela tinha uma risada histérica.

— Eu não quero machucar você. — ele deu alguns passos a frente, tentando se aproximar ao máximo dela.

— Covarde. — num movimento de mão ela arrancou a fonte que se encontrava no centro e lançou em direção a multidão. As pessoas gritaram, mas o medo as impossibilitava de se movimentar. Danisa esperou o som da morte, mas ele não veio.

Aquele pedaço de concreto explodiu em pequenas pedras, o Homem de Ferro a destruiu com o raio repulsor, levantando uma enorme cortina de poeira. Viúva Negra e Gavião Arqueiro, começavam a levar as pessoas para longe dali, uma luta era iminente.

Loki estava com seu cajado em riste, preparando um ataque contra os heróis que ameaçavam sua diversão, e o mais importante, Danisa.

— Loki! — o deus do Trovão proferiu. — Não ouse se meter nessa briga, você virá comigo para Asgard.

— Não mesmo irmãozinho. — Loki lançou-lhe uma poderosa rajada de energia, que o loiro defendeu por pouco utilizando seu Mjölnir.

Danisa aproveitou a pequena distração e iniciou seu ataque. A jovem lançava sobre os Vingadores suas rajadas de energia que deixou de assumir o tom familiar roxo, para tornar-se um verde vibrante, o que significava que ela havia conseguido utilizar a jóia do Tempo para maximizar seus poderes.

Os Vingadores tentavam a todo custo se defender dos ataques de Danisa ao mesmo tempo que protegiam as pessoas que ainda se encontravam no local. Loki utilizava seus poderes para explodir os diversos carros parados ao redor da praça, abandonados por seus donos desesperados. Ao mesmo tempo tentava, sem muito sucesso, utilizar seus poderes de ilusionismo, mas Thor já estava preparado para esses truques e contra atacava com sua eletrocinese.

Bruce encontrava-se imóvel no meio daquela guerra, não conseguia aceitar que ela não pudesse mais está ali, mas o pior que isso era saber o que aconteceria dali em diante, agora que ela mostrara a que estava ali.

— Não pode ser…. — Strange não queria acreditar que sua filha se perdera. Ele encontrava-se no Quinjet da S.H.I.E.L.D. que sobrevoava a praça de modo que não fosse percebido.

— Não temos outra escolha. — Nick virou-se para a agente Hill. — Avise a eles que o plano de contenção está em curso.