Aproveitem a vossa pequena prenda! Foi o máximo que consegui fazer com o tempo disponível.
Acordou com os primeiros raios de sol, era apenas uma fina luz ao longe. Ainda muito escuro para se perceber o que estaria à sua volta, mas ele sabia que tinha de sair agora. Os pais dela eram pessoas do campo que acordam mal o dia raia e ele tinha de ir trabalhar. A Aria estava enrolada nele, alheia a tudo o que se passava no mundo real. Nada era melhor do que a terra dos sonhos e ele não podia deixar de sorrir ao ver o seu rosto relaxado.
"Aria, amor." Ele beijou a testa dele. "Vou ter de ir." Ele sussurrou.
Ela despertou ainda mole e olhou para ele. "Já?" Ela pergunta limpando os olhos com a mão.
"Tem de ser amor. Os teus pais não me podem ver aqui. Era suposto ser uma semana sem te ver quanto mais tocar..." Ele levou o seu ponto tocando na pele macia do seu lombo.
"É uma tradição parva… nem percebo o fundamento. Para começar devia ser virgem… depois qual o sentido…" Ela diz.
"Nós dissemos que o faríamos, mas eu senti tanto a sua falta amor." Ele sussurrou.
"Eu também. Talvez esse seja o objectivo… deixar as pessoas loucas de desejo." Ela diz.
Ele sorri. "De certeza. Não aguentei nem uma semana." Ele diz abraçando-a. "Vou ter de ir agora." Ele beijou a testa dela novamente.
"Voltarás?" Ela pergunta.
"Não devemos abusar da nossa sorte, não achas? Já falta pouco!"
Ela concordou. Ele relutantemente afastou-se para se vestir. Ela levantou-se também vestindo um robe de seda.
"Tem cuidado na viagem." Ela aproximou-se dele quando ele terminou de se arrumar.
"Vemo-nos no altar meu amor." Ele beijou-a uma última vez antes de sair.
Quando ele saiu ela foi para a janela e viu-o partir.
Dia do casamento
A igreja estava mais cheia do que o Ezra imaginou. Alguns membros amigos do concelho, nobres de um escalão mais baixo e até plebe queriam ver principalmente a noiva. Era sempre assim, a multidão tendia sempre a desaparecer assim que a noiva pisava na igreja. Para surpresa do Ezra viu o Rei e a Rainha entrarem, seguidos pelo Jason e a sua nova conquista e por fim a Alison e o seu marido. A aparição Real no casamento era sempre uma grande bênção. Os guardas duplicaram e ele sentiu-se nervoso. Era uma grande responsabilidade perante tanta gente, mas principalmente pela promessa que representava. Ele ia prometer o resto da sua vida, toda a vida com a mesma pessoa, mas ele sabia que era a pessoa certa. A pessoa que o ia acompanhar para sempre nos melhores e piores momentos e isso era reconfortante. Ele podia ver o seu futuro, o seu futuro com a Aria. O sucesso só podia vir com o tempo, mas ele estava encantado ao pensar na equipa que eles formavam.
Assim que os cavalos entraram na povoação mais densa ela ficou nervosa. Ela seguia sozinha na maior carruagem, atrás vinham os empregados que estavam na quinta e os pais dela. Ninguém lhe podia dar uma palavra de apoio nesse momento. Ela tentou se distrair olhando para as casas que gradualmente pareciam mais luxuosas à medida que se aproximava da muralha. Então a torre da igreja era visível e ela começou a pensar em tudo. Como podia ser o futuro deles, como ela podia ser uma boa esposa? Seria suficiente? Ele podia se cansar? E pior… ele podia se arrepender? Eram muitos perguntas que a faziam duvidar e que ela até fez. Mas valia a pena? Ela pensou que não. Do que ela tinha medo? Ela só tinha de aceitar e seguir o seu caminho, ela ia casar com o amor da sua vida e apenas isso deixou-a incrivelmente feliz. Os sinos da torre tocaram enunciando as horas certas. Era a hora do início da cerimónia, mas como sempre e tradição ancestral a noiva estava alguns minutos atrasada. Era previsível que o Ezra já estaria em polvorosa. Ex-membro do exército, ex-duque e agora barão. Ele não era a pessoa de esperar, ele fazia acontecer.
A carruagem parou e ela esperou que os empregados subissem, os guardas ficaram de plantão. A mãe e o pai dela aproximaram-se. Ela viu os pais dele entrarem na igreja lançando-lhe olhares atentos que ela não conseguia ler. O que eles faziam ali? É claro que eles foram convidados, mas a antipatia deles era tão grande que ela não os esperava ali. Principalmente não os esperava encontrar a entrar. O sino da igreja tocou como anúncio da sua chegada. Ela não estava pronta para sair da carruagem ela precisava de mais um minuto. Ela pegou o buquê de rosas brancas e aproximou-as do nariz. O cheiro suave acalmou-a, ela já se sentia muito emocionada e ainda não tinha visto o noivo. Ela respirou fundo.
"Aria?" A mãe dela chama.
"Só um minuto!" Ela continuou a respirar fundo. Ela inclinou a cabeça para cima segurando a tiara no lugar. Ela não podia chorar, isso arruinaria a maquilhagem e ainda ninguém a tinha visto.
"Ezra?" A mãe dela diz.
Ezra? O que ele fazia ali? A cabeça dela alcançou imediatamente o orifício da janela da carruagem. Ele vinha em passo apressado na sua direcção. Ela sentou-se direita em choque, não era suposto ele vê-la.
"Tens de esperar lá dentro!" O pai dela diz-lhe.
"Ela não sai? Porque ela não sai?" O Ezra pergunta. "Ela está bem?" E com isso o Ezra abriu a portinhola da carruagem e olhou para ela. Ele ficou um segundo a mais calado a ver a sua bela noiva.
A primeira reacção foi dela. "O que estás aqui a fazer?" Ela não foi amistosa, ele tinha de controlar a sua impaciência.
"Eu vim te buscar!"
"Não! O meu pai ia me levar." Ela diz.
"Ah… tens razão, mas eu estava muito ansioso e tu nunca mais aparecias." Ele parecia meio embaraçado.
Ela queria barafustar, dizer-lhe que ele era um caso perdido, mas ali estava ele com os nervos à flor da pele. "Eu só precisava de um minuto Ezra… agora vai para dentro!" Ela disse chateada, mas no fundo ela queria enchê-lo de beijos.
"Eu posso te levar!" Ele diz. Havia alguns casamentos em que o casal entrava junto, não haveria problema.
"Não me devias ver agora! Desaparece Ezra!" Ela disse.
E ele como um cachorro abandonado voltou a subir as escadas para a igreja. Ela saiu da carruagem, a mãe dela ajeitou-lhe a saia e subiu para o interior. Ficou ela e o pai. Algumas pessoas à volta e guardas por todas as partes incluindo um mesmo ao seu lado.
"Pronta?"
"Sim." Ela sorriu para o pai.
"Eu confio nele, ele é bom para ti. E se não for… já sabes que o deixo no sítio."
Ela riu. "Vamos!"
Feliz Natal!
Espero terminar esta história antes do final do ano se tudo correr bem! Alguns detalhes aparecem no tumblr que divulgo no meu perfil. Obrigado pela leitura! Beijinhos!
