Dumbledore, como se estivesse esperando que os homens resolvessem, finalmente, a maior parte das suas diferenças, entrou na cozinha com o término da discussão acompanhado pelo irmão, Aberforth, e, pouco antes dos pratos serem servidos para o almoço, ainda contaram com a chegara de Mundungus Fletcher. O que fez com que o diretor de Hogwarts começasse o seu discurso.

- Bem, como hoje toda a Ordem da Fênix está reunida e pequenas desavenças foram superadas por conta de um amor maior do que qualquer coisa, chegou a hora de comunicar a todos os próximos passos que daremos nessa guerra – ele olhava para cada um sentado na mesa, que recebera um feitiço de extensão assim como a cozinha que se tornou três vezes maior, e prosseguiu:

- No final do ano letivo, eu terei de ser morto – essa frase foi interrompida por uma série de murmúrios de desaprovação e comentários de que poderia existir outra alternativa. Não poderia ser assim o final do grande bruxo. O diretor esperou, pacientemente que todos se calassem para continuar:

- Voldemort queria que o menino Malfoy executasse a tarefa, mas não obteve êxito por ele ser fiel a nossa causa... depois, tentou uma menina da Sonserina e, agora, pedirá o mesmo para a senhorita Lovegood. Ele quer que isso seja realizado por um aluno filho de dois Comensais da Morte ou que tenha sangue puro... no que dependesse, exclusivamente, da sua vontade, quem me mataria seria a senhorita Granger. Pois, se ela fracassasse, ele poderia se vingar de Severus a quem já não confia tanto quanto antes, embora esteja fingindo que nada mudou – enquanto falava, todos os olhares estavam voltados a ele sem piscar, tentando compreender onde aquilo chegaria.

- Prosseguindo, a senhorita Lovegood é filha também de Bellatrix Lestrange, não com Sirius, mas com Lucius Malfoy... e, sim Draco, sua mãe sabe disso. Porém, ao contrário do que foi feito com a senhorita Granger, os motivos que levaram Bella a abandonar a segunda filha foi porque ela não queria se prender aos cuidados de uma criança – respirou fundo, no alto da sua imponência, e, voltou a olhar para cada um dos presentes.

- Aqui retomo o ponto do qual fiz esse pequeno desvio... quem terá de me matar será Severus Snape, no lugar da menina.

- Por que exatamente eu? – ele questionou Dumbledore, dando um soco forte na mesa, e, Hermione segurou firme a sua mão, como se quisesse passar confiança.

- Porque você é o único aqui que teria coragem de fazer isso e, principalmente, pelo fato de que Voldemort tem interesse em Hermione. Ela é uma Black, a última com esse sobrenome, eu não preciso lhe explicar o que significa isso... além de que protegerá a alma de uma pessoa inocente – assegurou.

- E a minha alma, Dumbledore? – Snape estava transtornado com aquilo.

- Ora, Severus... você pode se questionar se não é um ato de piedade matar um velho que está sucumbindo, ao invés de deixar que ele sirva de diversão a um grupo de Comensais – falou gentilmente olhando para aqueles olhos negros que demonstravam raiva.

- Quer que seja agora, na frente de todo esse público? Ou deseja que eu lhe dê uma hora para escrever o testamento e o epitáfio que será colocado na sua lápide? – respondeu com sarcasmo.

- Não é necessário, Severus... agradeço a sua preocupação e gentileza. Quando chegar o momento, você saberá. Apenas os que estão aqui saberão do meu pedido, os outros, o considerarão um assassino cruel e traidor... por isso, optei por reunir toda a Ordem. Você terá que se esconder por um tempo e Harry dirá a todos que o viu me assassinar friamente. Que é o pior Comensal e o mais canalha de todos – Dumbledore manteve os olhos nele falando com segurança.

- Ótimo! Tudo o que eu sempre sonhei na minha vida... ser caçado como um animal, arriscando a ser jogado em Askaban novamente... – Snape bufava.

- Severus, não faça drama! Você pode se esconder aqui e a Ordem sabendo que isso é um pedido direto de Dumbledore, embora creio que sejamos todos contra, não vai te abandonar. Acabei de lhe conceder a mão da minha filha e, ainda, você acha que vou te jogar no meio da rua? Não mesmo, ainda tenho honra e não quero que a Hermione sofra se te acontecer alguma coisa – Sirius o encarou sério, fazendo com que Lupin olhasse para os dois espantado.

- É bom ouvir isso vindo de você, Sirius. Mostra que a parte final da profecia irá se concretizar – Dumbledore sorriu observando os três homens.

- E qual seria? – Lupin o questionou.

- Se eu contar para um de vocês, algo acontecerá que mudará tudo... – antes que o diretor terminasse de dizer, Snape concluiu:

- ... é o paradoxo do tempo. Quando Hermione foi para o passado, ela me contou o que aconteceria até onde ela tinha visto. Como a Bella roubou as minhas memórias, não pude fazer muito a respeito do que havia sido revelado. Mas, foi responsável que Narcissa viesse para o nosso lado, que Draco fosse criado convivendo no meio de trouxas como uma criança "normal" junto com a prima... Dumbledore viu tudo e escolheu momentos em que poderia intervir, fazendo com que Harry aprendesse Oclumência desde que pôs os pés em Hogwarts... você está vivo por conta disso, Sirius... era para a Bella ter te matado no Ministério e a batalha era para ter acontecido antes. Muitas coisas se modificaram, outras, não.

- Caso tentem perguntar ao Harry o final da profecia, vocês todos irão se decepcionar, pois só revelei a parte que diz respeito ao que ele deve fazer na batalha final. Antes que eu me esqueça, William e Fleur, apressem o casamento ainda para este ano. Digo o mesmo para vocês dois, Remo e Nymphadora, essa é a hora para vocês também – enquanto dizia isso, Dumbledore observava a troca de olhares entre Snape e Hermione.

- Quanto aos dois... Sirius, você fará o Eloentre eles. Sei que tem uma faca de prata dentro dessa casa e os dois devem sair daqui com a união de almas. Pois, a Bellatrix está enlouquecida atrás da menina. É o único jeito dela ficar a salvo e o Severus conseguir localizá-la onde quer que esteja. Draco, avise a sua mãe que ela terá de ser forte por mais tempo, logo, o seu padrinho irá falar com ela e será um assunto de suma importância – o mago mais velho disse seriamente.

- Mas o Elo não pode ser desfeito, Albus – Mcgonagall se manifestou atônita de ter ouvido aquilo, enquanto os outros olhavam espantados, pois sabiam o quanto aquele feitiço era poderoso.

- Eu sei, Minerva... é o único modo de mantê-la viva nessa guerra. Todos aqui serão testemunhas, pois mesmo quando o Ministério cair, tantos bruxos garantindo a mesma coisa, eles não terão como alegar que não ocorreu.

- Tem certeza, Dumbledore que é o único jeito de Hermione ficar a salvo? – questionou Sirius antes de se levantar.

- Sim! – ouvindo a resposta ele saiu da cozinha, voltando minutos depois com a faca nas mãos.

Todos automaticamente se ergueram das cadeiras e a mesa desapareceu. Todos sacaram as varinhas e direcionaram a eles, fazendo um feitiço convocatório de proteção aos dois.

- Severus tem certeza de que quer casar com a Hermione? – Sirius o encarou.

- Tenho, sim – Snape o encarou.

- Será capaz de morrer ou matar quem quer se seja, se preciso for, para defende-la? – continou questionando.

- Serei – os olhos dele estavam fixos em Hermione. Ao ouvir essas respostas, se virou em direção a filha:

- Hermione, você tem certeza de que quer casar com o Severus? – repetiu a pergunta.

- Sim – ela assentiu.

- Você está, plenamente, consciente de que o que será feito aqui não poderá ser revertido? – manteve o mesmo tom de inquirição.

- Estou – replicou com firmeza.

- Os dois se ajoelhem, então. Todos aqui serão atestadores de que um está disposto a passar o resto da vida com o outro. Esse encantamento, como sabem, é muito mais profundo do que um casamento e será para sempre. Vocês dois devem ter a consciência de que feito isso, serão parte um do outro, compartilharão sentimentos e dúvidas, até o fim dos dias. Fui claro? – Sirius olhava para os dois que assentiram para ele. Vendo que estavam decididos, ele pediu que Molly alcançasse para ele um prato de prata com o brasão dos Black para colocar entre o casal.

Enquanto Dumbledore e Mcgonagall conjuraram uma espécie de escudo em torno dos três para que nada atrapalhasse o que seria feito ali. Sirius se aproximou de Snape, que ergueu a manga da camisa para que o seu punho fosse cortado, sem tirar os olhos de Hermione e, o Maroto passou ali a faca de prata, puxando o braço dele para que pingasse o sangue dentro do prato; com isso, se virou para a filha e fez o mesmo. Executada esta parte, ele se virou para os dois, dizendo que apenas eles poderiam completar o ritual aprofundando aqueles cortes, o que comprovaria a certeza do que estavam realizando. Assim executaram, demonstrando uma pequena expressão de dor com a faca afundando dentro do corte já feito. Sirius, então, mandou que ambos pegassem as varinhas e colocassem a ponta no centro do prato, para que elas fossem mergulhadas no sangue e dissessem juntos as palavras que saíssem do coração de cada um.

- Spiritus Uno – uma luz branca envolveu os dois, sentindo um formigamento crescente subir pelo corpo e os olhares se intensificaram.

Os negros se misturaram aos castanhos, os corações agora eram apenas um, assim como as almas e as mentes. Snape a puxou para si e deu o beijo mais apaixonado de todos, o que ela tantas vezes sonhou e jamais teve coragem de dizer.

- Hermione, amo você com todo o meu coração. Não é necessário esse ritual para que eu te veja como parte da minha alma e o melhor de mim. Você sempre foi tudo, o universo inteiro e nada no mundo será capaz de nos separar – ele beijou as duas mãos dela.

- Severus, você sabe que é o amor da minha vida. Viu que sempre foi você o homem que eu sonhei ter ao meu lado. É a pessoa com quem eu quero dividir a vida, os medos, os sonhos... construir uma família e ter filhos lindos. Eu amo você infinitamente – terminou de dizer repetindo o gesto dele.

Quebrado esse contato e as juras de amor, um fechou o ferimento do outro e sentiam que estavam diferentes, que algo havia se encaixado. Ele teve, mais uma vez, a certeza de que pertenceria a ela para sempre. Era o certo... era como se os espelhos do seu coração tivessem se reconstruído com um Reparo, que aquele sofrimento de a ter visto partir desaparecesse. Dentro dele corria a doçura e a felicidade que ela tinha internamente, sempre tão cheia de vida e de sonhos, mesmo passando por adversidades. Hermione, pela primeira vez, sentiu todo o medo que ele nutria de um dia ser abandonado novamente e o quanto aquilo o atormentava. A sensação de culpa e de arrependimento pelo passado, queimavam no seu coração, percebendo o quanto ele se torturava e sofria pelos erros cometidos. Agora não precisava mais de palavras e gestos, ela experimentava nas suas veias todo o amor que Snape sempre disse sentir por ela e era infinitamente forte e exagerado... uma verdadeira veneração. Tudo era mais acentuado e as sensações extremamente violentas explodindo como foguetes no peito.

- Falta a última parte do encantamento, mas essa... eu prefiro não estar presente para ver – Sirius olhou sisudo para Snape que, abriu para ele um sorriso de felicidade e o abraçou.

- Obrigado! Eu nunca vou ser capaz de te agradecer por ter feito uma pessoa tão perfeita e linda... ela foi concebida em ouro rosa e diamantes negros, a mais rara do mundo – o apertava contra si, deixando o outro sem reação, até que retribuiu o gesto.

- O melhor agradecimento é cuidar bem dela, não permitir que sofra e mantê-la segura... o resto, não importa. Agora vão – ele se separou, do agora genro, o empurrando para que subisse as escadas.

- O que exatamente foi isso? O ritual não terminou? – Hermione perguntou sem entender nada.

- Perdão... simples assim. A segunda pergunta, bem... temos que comemorar. O Elo só é fechado quando... sabe? A melhor parte de um casamento! – piscou para ela a carregando pela mão escada acima.

Ao chegarem no andar superior, Snape sorriu para Hermione. Ela sentia o amor queimando dentro dos dois e, para o homem, era como se ele estivesse hipnotizado pelo o que experimentava. O fogo e o desejo dela incendiavam dentro dele... era nova aquela sensação de afetuosidade e carinho crescendo em seu peito. Sabia que aquilo só poderia ser parte da sua mulher, assim como algo lhe dizia que o furor do seu coração estava ardendo nela.

- Com o que aconteceu agora, eu percebo que existe uma questão que nunca nos dedicamos com total empenho – o olhar dele parecia atravessar a alma.

- O quê? – ela começava a ficar zonza com toda aquela confusão dentro de si.

- Amor... – ele a puxou para perto, colando os corpos.

- Claro que já fizemos... – a castanha o encarava incrédula, sem acreditar que ele tinha falado aquilo

- Não mesmo, nossa primeira vez foi toda aquela gritaria, hormônios descontrolados e, ao que eu bem me lembre, não fui o mais gentil dos amantes... gostaria que fosse diferente, quero você sendo completamente minha – disse a levantando no colo para levar ao quarto que, antigamente, pertencia a Regulus.

- Até parece que foi uma úni... - antes que Hermione conseguisse terminar o argumento, Snape a beijou. Era um beijo lento, calmo, como da primeira vez que ele a beijara quando ambos tinham a mesma idade, experimentando as sensações que o toque dos lábios proporcionava. A língua dele acariciava a sua, a envolvia, tocava o palato e roçava no freio do seu lábio, fazendo com que o seu corpo afoguear com aquilo. Ele estava sendo carinhoso, até mais do que ela imaginava ou lembrava que poderia ser. Ficou por um tempo explorando cada parte do seu corpo, de pé contra a parede, traçando linhas com a língua e se certificando da exatidão dos detalhes com a ponta dos dedos.

Ele a deitou, gentilmente, na cama e afagou os seus tornozelos, retirando os sapatos e as meias. Sorriu vendo Hermione suspirar e dar um gritinho, quando ele mordeu os seus dedos. Como agora eram um só, possuía a mais absoluta certeza de que a sua castanha estava gostando daquilo. Enquanto beijava os pés dela, as suas mãos trilhavam o caminho da panturrilha até os joelhos, onde ele acariciou por um bom tempo os ligamentos de cada um dos cruzados superiores. Seguiu atentamente para as coxas, dando ali leves apertões antes de descer o rosto para a parte interna tocando com os lábios a calcinha. O sangue fervia em ambos e, ela começava a segurar os cabelos dele, incentivando que continuasse. Mas, ele parou e sorriu safado, mordendo o lábio.

Snape estava apenas se dedicando a proporcionar carinho, gentileza e conforto, até começar a lentamente, a intensificar o contato e a força ao puxá-la para si, apertando com firmeza o corpo. Se ergueu sobre ela, colocando os seus joelhos entre as pernas, arqueando as costas para frente de modo que permitisse admirá-la atentamente. Cada detalhe daquele rosto parecia ter sido planejado para enlouquecê-lo por completo. O calor crescente os atormentava, fazendo com que pequenas gotas de suor começassem a se formar entre os seios de Hermione e, outras tantas, escorressem pelas costas dele. Um sorriu para o outro antes de voltarem a se beijar, ainda com mais desejo e paixão, o impulsionando a dar uma pequena mordida no lábio inferior dela e puxasse a carne macia para provoca-la. Antes que lhes faltasse o ar, ele prendeu os pulsos com a mão fazendo com que ela ficasse com os braços sobre a própria cabeça, desenhando lindamente cada um dos seus contornos femininos e dando espaço para que iniciasse a sua jornada de exploração por cada um dos traços que tanto adorava. Hermione se movia, roçando o corpo, movendo o quadril de modo que atritasse com o dele, buscando intensificar ainda mais as sensações, friccionando os sexos... a fazendo gemer. Suas mentes e as suas almas estavam unidas, ela entendia cada uma das intenções dele em tortura-la maravilhosamente bem. Entretanto, sentia o fogo cortar por toda a alma, a deixando próxima ao limite suportável de distanciamento entre os dois. Queria tê-lo com urgência dentro de si. Snape sentia o mesmo, mas queria prolongar aquilo ao máximo, passando a língua pelo pescoço, desenhando um caminho de beijos pelos ombros, colo até chegar aos seios. Ali, se dedicou a chupar e a lamber cada um, oscilando a movimentação dos lábios com a das mãos para que ambos recebessem os devidos carinhos e cuidados merecidos. A castanha soltou um grito abafado e rouco quando o observou sugando a pele, como se ele fosse um vampiro roubando a sua alma e a mesma estivesse entregando tudo de boa vontade. Pensou na ideia de que poderia morrer de amor e tesão naquele instante. Ele subiu o rosto novamente, a observando e, logo, recomeçaram os beijos, fazendo com que ela sentisse os movimentos de vai e vem, e, gemesse ainda mais alto, a abraçando com força.

Era estranha a sensação que Hermione sentia, como se ele estivesse a serpenteando prestes a dar o bote, a medida em que a boca e a língua voltaram a trilhar linhas imaginárias retas e circulares entre a sua clavícula e a barriga, onde ele deu pequenas mordidas. Ao chegar no umbigo, ele sorriu, dando beijos no entorno, até introduzir a língua. Aquilo foi como se estivesse ligado um botão dentro da castanha... ela o empurrou, fazendo com que ele deitasse e pudesse subir sobre o seu corpo. Retribuindo os beijos pelo pescoço e no peito, ela lutava contra aqueles botões e para conseguir arrancar fora a camisa que ele usava, o desejo era tanto que reuniu forças o suficiente para rasgar aquele tecido que a impedia de contornar as cicatrizes com a língua, enquanto tentava prender os braços dele nos lençóis. O mesmo foi em relação às calças, o que fez Snape gargalhar com o desespero dela e ajudá-la a abrir o cinto, retirando completamente as vestes junto com a cueca. Hermione, agora, descia os beijos e os chupões até chegar a virilha... o fazendo prender a respiração, quando a viu começar a massagear lentamente o seu membro, completamente duro. Sentia uma luta interna para não fechar os olhos e apreciar aquela cena, que, por si só, era capaz de fazê-lo gozar ali mesmo. Se agarrou a todo o seu autocontrole quando a movimentação passou a ser acompanhada pelos lábios e a deslocação circular da língua... seu pênis pulsava e ele sabia que se não a parasse, não conseguiria aguentar mais.

- Sempre tive certeza de que você era uma verdadeira libertina, minha pequena! Mas, não é o momento... – a puxou de volta, invertendo novamente as posições e retomando os beijos molhados que distribuía até o caminho do baixo ventre, as partes externa e interna das coxas, até chegar onde queria... mordiscou cada uma delas e, no atalho entre as duas, soprou contra a vulva fazendo com que Hermione soltasse um grito e se contorcesse debaixo dele.

- Severus... não faz isso! – ela gritou dando um tapa forte no seu braço que o fez rir.

- Agora eu sei o que você gosta e deseja... Hermis, você é selvagem, não resista! – falou tirando a calcinha e empurrando o dedo indicador para dentro dela, fazendo com que a castanha arqueasse as costas com a sensação que lhe cortava o corpo. Era como se estivesse a rasgando internamente, expondo as suas fantasias mais ocultas de erotismo. Ela estava quente e excitada, e, Snape começou a fazer movimentos certeiros, introduzindo o dedo médio enquanto ela se contorcia implorando por mais em meio a palavras inconscientes, desconexas, envoltas a agitação de seus quadris que demonstravam o quanto gostava de tudo aquilo. Passando a mão por trás das suas coxas, colocando as pernas por cima dos ombros e usando a força para segurá-la um pouco, intensificou a velocidade dos dedos, enquanto a língua fazia movimentos circulares, lambendo e sondando cada pedacinho dos grandes lábios e clitóris. Hermione prendeu aqueles cabelos negros, se rendendo a teia de prazeres que eliminavam todos os seus pensamentos. Era uma sensação única ter aquelas mãos e boca tão habilidosas a sua disposição...

Sua boca saboreou o próprio gosto, quando ele a beijou novamente, com tanta paixão e desejo. Ela queria retribuir o prazer proporcionado, tentando voltar a chupá-lo, mas, ele a pressionou contra a cama, se ajustando entre as pernas. O olhar dele era intenso e parecia investigar completamente a sua alma. De fato, Snape queria fazer amor com ela. Acariciava o rosto da sua mulher, da sua esposa, com devoção e cuidado. Ele estava extasiado porque tudo nela o seduzia, cada pequeno detalhe ou gesto, a visão do seu corpo nu, suado, entregue e o calor que emanava das suas coxas. Hermione moveu os quadris para dar espaço a ele, abrindo as pernas para dar a permissão pedida... primeiro deixou os joelhos dobrados, para, um pouco depois, o envolver com elas em torno da sua cintura. O enchendo de carinhos, tocando as cicatrizes que se distribuíam pelas costas, lambendo o pescoço até conseguir reunir forças suficientes para apertar impetuosamente os ombros e cravar as unhas curtas. Ele se apoiou nos próprios braços afastando-se um pouco para a admirar, mais uma vez, antes de beijá-la vorazmente. Hermione esperava que ele a penetrasse em um impulso, a invadindo num misto de amor e violência, que sempre o caracterizara. Mas não foi assim...

- Olhe... nos... meus olhos, ... como... eu... estou... olhando... para você – Snape tentava controlar a respiração e os gemidos que começavam a sair de sua garganta.

- Sev... eu não... não... consigo – a castanha lutava para manter a sanidade, quando já estava prestes a se deixar levar pelo próprio prazer que a dominava completamente.

- Consegue... sim – ela abriu os olhos e o viu com o rosto concentrado, não querendo perder o juízo ou fechar os olhos e se entregar antes dela.

Snape entrou lentamente, fazendo movimentos demorados e suaves, imprimindo toda a intensidade e furor dos seus sentimentos em cada um deles como se estivesse sendo guiado por alguma música extremamente sensual do Velvet Underground. Se sentia cercado pelo calor mais formidável e delicado.

A castanha cedeu àquele impulso o acompanhando, deixando que ele a carregasse o mais longe possível... sentindo novamente os espasmos se espalharem por todo o corpo. Ela levou sua boca para o ombro dele, mordendo com força, o que o fez entrar mais fundo e aumentar o ritmo e a velocidade da penetração. Finalmente, em meio a um gemido o agarrou apertando com vontade contra si... liberando o gozo que se fundia ao dele.

Era boa e gratificante a sensação de ter Hermione em seus braços, sentir a sua respiração e o seu coração batendo, de poder demonstrar, pelo menos entre aquelas pessoas, livremente o quanto a amava. Logo, seria assim para o resto do mundo. Finalmente, diria a todos que era a sua esposa, sua rainha, sua dona, sua amada e tantas outras coisas que apenas enfatizariam o quão importante aquela menina-mulher era na vida dele. A castanha prestava atenção naqueles gestos e vivenciava dentro de si os mesmos sentimentos que ele. Era bom e único, isso bastava. Ao reconhecer estes sinais claros de que amor, desejo e paixão se misturavam, o segurou pelo queixo e o beijou impetuosamente. Isso o fez sorrir entre os beijos e recomeçar as carícias. Compreendia que ela queria mais, que o fogo ainda queimava, assim como estava ainda ardendo dentro dele.

- Não sei como ainda posso me impressionar com a sua estranha mania de ficar me atiçando, pervertida – disse antes de morder o queixo de Hermione, que se deleitou com aquelas palavras, do mesmo modo que, deliciava-se com os carinhos recebidos.

- Sim, eu sou uma devassa por estar aqui transando com o meu professor. Qual será a punição que o senhor me dará? – brincou se ajeitando junto ao corpo dele.

- Vejamos... creio que terei de lhe aplicar uma detenção, senhorita. Deve ter em mente que eu sou um professor muito rígido e exijo a perfeição dos meus alunos. Penso, que deve ser suficientemente inteligente e capaz para perceber que terá de estimular o meu intelecto, de maneira aprazível, com a sua graciosidade ao executar o que eu lhe pedir. É possível? – agora entrara no jogo e divertia-se com as palavras que enfatizavam o quão interessante era observá-la tão provocante e sexy.

- Claro, professor Snape. Como o senhor mandar... mas, tenho um pouco de medo, sabe? Alguns dizem, e... me perdoe por repetir... que o senhor é tarado – a castanha o olhou fazendo uma cara de inocente, ao mesmo tempo em que passava a mão por cima do mastro dele.

- De fato... eu sou muito. Quem lhe falou isso, tem toda a razão – o sorriso era malicioso e em um gesto, se colocou de joelhos na cama junto a ela, girando o corpo para que ficasse de costas para ele.

Sem pensar duas vezes, enroscou os dedos naquele cabelo castanho cheio de cachos, puxando a cabeça dela para trás, fazendo com que fosse possível beijá-la com toda a ferocidade e urgência necessárias. Sugava os lábios de Hermione com vontade e força, levando uma leve mordida nos seus em retribuição, antes que ela gemesse.

- Eu quero que você se entregue, que jogue todos os limites para o alto e deixe a sua natureza te guiar... entenda que, o que vamos fazer agora, não é amor, é sexo puro e primitivo – Snape sussurrava no ouvido dela.

- Me... fode, então, do jeito que quer – recebeu a em troca a resposta que tanto esperava escutar e, com isso, impulsionou o corpo dela para frente, de forma que ficasse de quatro.

Antes de penetrá-la, abocanhou o clitóris e sugou com vontade, sentindo que ela ainda estava molhada e pronta. Se dedicando a experimentar e a sorver cada gota do maravilhoso gozo que saia, como se fosse o néctar dos deuses ou o mais caro vinho do mundo. Enquanto isso, ela gritava de prazer e repetia o nome dele. Levantou a cabeça limpando os lábios e voltou a distribuir beijos pela nuca e pescoço, antes de tomar a boca novamente. Hermione se segurava na guarda da cama, sentindo ele passar a glande por toda a sua vulva, brincando com o quanto já estava inchada, esperando para recomeçar. Snape, vendo a pressa e toda a ânsia que ela demonstrava de tê-lo dentro de si, passou a mão pelas suas nádegas e a penetrou naquele abismo úmido e quente, em que sempre se perdeu no íntimo dela.

- Mais... forte... – sussurrou quase perdendo o fôlego, já começando a sentir o seu ventre pulsar de prazer.

Aquilo serviu de incentivo para que ele aumentasse ainda mais as estocadas, com impetuosidade. Cadenciava os movimentos, ora mais rápidos, ora mais lentos, mantendo uma das mãos a segurando pela cintura e, a outra, agarrando firmemente os cabelos. Sentia o corpo de Hermione se contraindo furiosamente contra o dele, ela o prendia dentro de si... o barulho do choque entre os corpos se mesclava os gemidos, cada vez mais altos e sem sentido. Seduzido e arrebatado, como se estivesse entorpecido pelos gritos de prazer que ela soltava, depositou um tapa forte na nádega dela, quando sentiu aquele líquido quente do orgasmo envolver o seu membro. Eles agiam por puro instinto. A castanha sentiu quando foi puxada pela cintura, para que ficasse novamente de joelhos e com o corpo colado junto ao dele. Experimentava a sensação de ter aquele par de mãos, com dedos longos e ágeis, apertando os seus seios. O balanço dos corpos, que ferviam juntos, fazia com que ambos não conseguissem parar. Estava tão inchada e sensível ao toques e o vai e vem, que, mais uma vez, chegou ao ápice, levando-o ao clímax também... caíram os dois suados, com as respirações descompassadas e os corações quase saindo pela boca. Trocaram olhares cúmplices, sabiam que ali tinham atravessado mais uma linha juntos...

Após o término, ainda meio zonzo com a veemência de tudo aquilo, Snape soltou a respiração pesada e a puxou para si, juntando os corpos de tal forma que, não houvesse mais espaço entre eles. Naquele instante, jurou para si mesmo que faria tudo que pudesse para a manter segura sempre.