Demorei um pouco eu sei. Infelizmente não estive em casa para conseguir escrever e terminar esta história antes do final do ano. De qualquer forma demorei também um pouco mais para explorar ideias para finais, não quero apenas terminar isto mal visto que esta será a minha última história longa (não digo para sempre, mas por algum tempo). De resto e para me manter "activa" vou escrever histórias curta (1 capítulo) que não me obrigam a ler, reler, alinhar e toda uma ginástica cerebral que o tempo não me permite como antes.
Por isso mesmo acho que neste momento é o mais adequado, posso escrever no meu tempo pois será sempre algo novo com pés e cabeça. O que quero dizer é que ao fim de tantos meses eu já não me lembro de metade dos diálogos e ter de reler tudo para manter a história correta é uma dor de cabeça às vezes (imaginem o tempo a reler 40 capítulos e ainda escrever, o que me acontecia é que só relia e deixava a escrita para outro dia e ia perdendo o que tinha lido nesses intervalos). A isto eu digo "bem-vinda ao mundo do trabalho".
Para quem está atento e já segue o meu perfil de histórias sabe que existe uma história com o nome "Histórias Random Ezria" vou publicar essas histórias soltas nesse "arquivo" como lhe gosto de chamar. Outros atentos também já devem ter reparado que escrevi outra pequena história para outro casal, bom, isso também vai acontecer. Querendo ou não, Ezria sempre estará nos nosso corações, mas temos de abrir espaço para novos amores.
Vamos voltar à nossa história para já! Um grande M para este capítulo se me faço entender.
O coração do Ezra já batia descontrolado do momento anterior, na cabeça dele, ela já devia estar com ele. Porque estava a levar tanto tempo? Ele avançou pelo caminho principal coberto com algumas pétalas de rosas brancas. A carruagem esta no exterior ainda fechada, mas ele viu a sombra dela no interior. Os pais dela estavam à espera dela. Ele avançou decidido a ser ele mesmo a levá-la até ao altar. Exibir a sua linda noiva, a mulher que ele mais ama.
Assim que a viu sabia que tinha cometido um erro, ela estava linda, linda de mais… mas o olhar dela não era tão feliz por o ver. Então uma pequena desavença começou não apenas dentro dele, mas também com ela. Ela não o queria ali, ela queria entrar com o pai. Ele não a devia ter visto antes de pisar dentro da igreja e isso estava a deixá-la muito chateada. A desavença durou pouco, ela expulsou-o e ele voltou a entrar na igreja com as mãos a abanar. Os olhares atentos dos convidados e alguns cochichos. A carantonha dele durou pouco tempo pois a marcha nupcial encheu a igreja de tal maneira que até ele tremeu ao seu som. Não tardou para que a Aria aparecesse no fundo do corredor ao lado do seu pai. O maior sorriso visível no seu rosto lindo. Ele manteve a posição, mas os seus olhos traiam-no. Ella ofereceu-lhe um lenço, ela estava do lado da noiva com a Rose. Por mais inesperado que fosse os pais dele ocuparam o seu lado sem uma única palavra. O Rei e a Rainha também se levantaram para ficar do seu lado. Ele não esperou ter um apoio tão forte no dia do seu casamento. No final de contas o Ezra continuava a ser um dos homens mais leais do reino e provavelmente os pais ainda viam alguma utilidade na convivência com ele.
A Aria já estava no meio do corredor, o seu sorriso brilhava ainda mais para os convidados que a filmavam ou tiravam fotografias, afinal algumas pessoas de posses ocupavam os lugares à esquerda. Avançando um pouco mais, ela apenas olhava para ele e ele para ela. Não via pai, mãe, rei ou rainha e muito menos convidados… era ele e ela… em breve um só. Ela ofereceu-lhe um sorriso tranquilo que provocou o seu descontrolo. O coração dele já batia tão forte que quase doía se e não soubesse que estaria ao lado dela em poucos segundo temeria que não aguentasse esse ritmo frenético. Então ela estava ali. Atrás do pai que o cumprimentou e então ela deu um passo em frente. Ele beijou-lhe a testa, desculpou-se e assim começava um novo capítulo da sua vida.
"Onde vamos Ezra?" Ela pergunta impaciente, mas ainda excitada. A viagem de cavalo tinha sido ideia dele. Ele ia levá-la para lá da planície onde a montanha começava e um bosque se expandia com toda a sua beleza e esplendor. "Só mais um pouco Srª Fitz." Ele disse-lhe ainda cavalgando ao lado dela a uma velocidade moderada.
O sorriso dela traiu-a. Apesar de pensar nisso, o seu novo apelido era uma marca de conforto. Eles são oficialmente um casal, o que significa que não existem restrições, problemas ou falatório. Eles podiam estar juntos tanto quando gostariam. Ninguém os interrompeu quando demoraram no quarto, ele deleitou-se ao lhe remover o vestido com um cuidado especial e ela enquanto trocavam carinhos. Não se perderam do seu objectivo, as roupas de equitação foram vestidas e os seus cavalos estavam prontos assim que saíram.
A viagem de 15 minutos a cavalo um ritmo acelerado estava a deixá-la sobrecarregada. Ela mal tinha dormido nessa noite com a excitação do casamento e agora ainda tinha todo um passeio cansativo pela frente.
"Estamos quase lá amor." Ele desbravou caminho pelo bosque agora mais devagar. Ela concentrou-se em não bater em nenhum ramo de árvore. Ela podia ouvir os pássaros, a brisa e água. O som da água vindo mais forte à medida que avançavam pela mata.
"Uma lagoa!" Ela sorriu ao ver. Uma pequena queda de água acompanhava a paisagem. A água era límpida e ela podia ver o fundo rochoso e irregular. "Como não há ninguém aqui?" Ela perguntou ao descer do cavalo. O Ezra já tinha prendido o seu numa árvore e estava a fazer o mesmo ao dela. O brilho do sol aquecia o local como uma pequena estufa agradável e quente. A água convidativa… seria esse o plano? Antes que ela lhe pudesse perguntar, ele abraçou-a por trás com o queixo dele no seu ombro.
"Vamos entrar?" Ele sussurrou ao seu ouvido.
"E se alguém aparecer?"
"Que mal terá? Fazemos algo ilegal?"
"Não, mas tu não te importarias que alguém me visse nua?" Ela perguntou.
"Eu ficaria na tua frente e ninguém tem muito tempo para vir aqui a um dia de semana." Ele diz confiante.
Ela sorri. Ela queria muito se banhar naquela lagoa e fazê-lo com ele. Trouxe-lhe um ligeiro formigamento no baixo ventre. A tensão dos últimos dias afastados estava lá, mas ele foi suave a roubar-lhe alguns beijos e atenções para diminuir esse mesmo desejo pendente. Olhou para ele por cima do ombro. O seu marido. Ela lembrou-se que não podia lutar contra a sua vontade, ela é propriedade dele por lei. Mas ela também sabe que ele nunca a tratará assim como inferior. De qualquer forma ela queria estar na sua melhor graça, este foi o dia do seu casamento e não iria começar uma discussão sobre como era imprudente ficar nua no meio de um bosque.
Ela começou a desabotoar os botões da sua própria camisa florida. Ele ajudou-a com o casaco e a camisa, dobrando e deixando a roupa em cima de uma rocha das várias rochas na borda. Nesse movimento ela tirou as botas de montar e as calça justas que raramente se via mulheres usar nas montadas normais, mas o Ezra insistiu que ela as colocasse. Ela estava ali com um conjunto rosa claro. Ele nesse momento já se desfazia da própria roupa e juntou-a à dela. Quando ele ficou completamente nu ela estava igualmente nua encarando as moitas e árvores atrás deles para ter a certeza de que ninguém estava ali.
"Ninguém está lá amor." Ele diz aproximando-se dela e beijando os seus lábios com brevidade.
Ela concordou e seguiu-o para a água. Ele foi o primeiro a entrar. "Está muito fria?" Ela perguntou, ainda nem experimentado a água, mas a terra e as pedras estavam frias.
"Um pouco, mas vamos nos habituar. Não vais pensar muito nisso." Ele diz oferecendo-lhe a mão. Onde ele estava a água já alcançava a cintura.
"FRIA!" Ela encolheu-se enquanto se abraçava a ele.
Ele riu ficando abraçado a ela por algum tempo. O tempo de ajuste podia durar e à medida que avançavam mais resistência iam tendo ao frio. Ele praticamente não sentia e ela parecia estar bem. Então ele puxou-os para baixo num mergulho que lhe valeu um beijo roubado, quando chegaram à superfície esse beijo continuou, quente e áspero. E como ele prometeu já não pensavam em frio. Leves gemidos escaparam dela na sua exploração pelo corpo dela. Os mamilos dela particularmente tensos e sensíveis. Quando partilharam um olhar foi cheio de desejo e luxúria. Ele teve uma ideia. Levou-a para uma das bordas inacessíveis e ajudou-a a subir sobre a rocha. Ela não deixou de o olhar na expectativa de saber o que ele pretendia. Ela ficou bem na borda, como ele a deixou. O sol banhou-a com o seu calor e ela sentia-se bem. Então ele separou-lhe gentilmente as pernas expondo a sua vagina. "Deita-te!" Ele disse-lhe, isso deu-lhe ia um melhor acesso à zona pretendida.
A rocha era áspera e irregular, mas assim que ele passou a língua pelo seu sexo ela não ligou muito a esse detalhe. Ele era habilidoso com a sua boca linda e ela gemeu a cada lambida fervorosa. Até que a língua dele a começou a foder, ela não podia deixar de gemer em aprovação e apertar os mamilos sensíveis. A tensão levemente diminuindo e a sensação agradável do seu baixo ventre voltando à vida. Ela estava perto de alcançar o seu fim, mas antes que ela conseguisse ele parou. Ela levantou a cabeça e olhou para ele. "Porque paraste?" Ela estava ligeiramente desiludida.
"Vem!" Ele ajudou-a a voltar à água. O frio quebrando a magia em que ela estava anteriormente, mas ele firmou-a na rocha, as pernas dela subindo na cintura dele. O olhar intensamente nos seus olhos enquanto ele deslizava dentro dela. Ambos gemeram na aprovação do seu ato. Ela agarrou-se mais nele. "Não pares Ezra." Então ele não parou e por mais frenético que fosse e por mais animalesco que parecesse ele não parou. Os gemidos dela e o som da água eram tudo o que ele podia processar. Quando ambos estavam a chegar ao fim do seu limite os gemidos mudaram, mais urgente e um pouco diferentes do que ela costumava fazer. "Aria…" "Por amor de Deus não pares!" Ela ordenou em dor. Ele assim fez, ela apertou-se nele quando chegou e ele gemeu quando se libertou dentro dela. Eventualmente eles afastaram-se, mas ele não a largou. Ela suspirou satisfeita enquanto ele a abraçava quase sem peso por acção da água.
Quando já estava a ficar tarde eles saíram da água e enquanto ele a secava com uma toalha que tinha deixado num cesto de suporte parou. "As tuas costas… estão feridas." Ela tinha pequenos ferimentos. Ela olhou por cima do ombro.
"Acho que foi nas rochas." Ela dá outra olhada. "Não me dói." Ela assegura.
"Não dói agora, mas de certeza que mais tarde estará pior. Precisamos voltar e tratar dessas feridas."
"Eu estou bem! Mas sim, temos de voltar… eu também tenho uma surpresa para ti."
"Hm… quem disse que a minha surpresa terminou?"
"Como assim?" Ela pergunta.
"Conto-te no nosso jantar." Ele beija-lhe o nariz e volta a vestir a sua roupa.
Bom Ano Novo!
Ainda não sei (não escrevi nem uma palavra), mas provavelmente o próximo capítulo será o último.
Alguns detalhes aparecem no tumblr que divulgo no meu perfil. Obrigado pela leitura! Beijinhos!
