Um novo dia se iniciara no Castelobruxo com a claridade cruzando os corredores e ultrapassando as barreiras impostas pelas várias árvores que ficavam no seu entorno. O tempo estava estranhamente nebuloso, com nuvens carregadas anunciando a chuva que se aproximava em meio ao vento forte. A ventania úmida e veloz contrastava com o silêncio vindo da floresta… o cenário era assustador, como se todos os seus habitantes tivessem deixado de existir durante a madrugada. Naquele momento, o único pensamento que rondava é se achavam envoltos a espectros. Fantasmas de antepassados e poltergeists vagando pela lugubridade soturna e enigmática de um céu esverdeado.

Severus observava tudo aquilo com um ar de curiosidade sombria, analisando o que acabara de iniciar. Do lado de fora dos muros altos daquela construção incaica, algo de relevante ocorrera e necessitava ter a certeza do que era. Questão, esta, que não demoraria muito a acontecer. Tucanos, papagaios, araras, corujas e tuiuiús cruzavam o teto da escola, carregando cartas acompanhadas pela edição especial da Revista do Mago.

Seguidores das Trevas atacam a Escola de Magia e Bruxaria do Brasil

Caros leitores, nossa redação está em polvorosa com as notícias que nos chegam de São Paulo, mais especificamente de Campos do Jordão, onde se localiza o nosso jovem centro educacional chamado Escola de Magia e Bruxaria do Brasil. Segundo relatos, oriundos de fontes seguras que trabalham dentro da Federação Mágica do Brasil, nos muros da instituição, foi fundado um grupo que se auto-intitula Brigada dos Amaldiçoados.

Ainda não sabemos ao certo sobre o que se trata esta nova seita, porém, ao que fomos informados, a liderança e fundação pode ser obra de Petrus Romanov. O jovem, filho do mafioso russo e ex-Comensal da Morte Ivan Ivanov, estuda na escola citada e é monitor da Casa das Serpentes. Os antecedentes familiares sustentam tais afirmações. Foram os Ivanov que auxiliaram Rasputin na dominação e maldição contra o czar trouxa, Nikolay II, e sua família.

Após sequestrarem uma das filhas do mesmo, adotaram o sobrenome Romanov para se legitimarem no poder e, posteriormente, se aliaram a Gellert Grindelwald. Com a queda deste bruxo e do período de terror por ele iniciado, Alexey Ivanov, amigo íntimo deste e chefe de vários ataques aguardou o momento exato para um novo ataque. Dos ideais de Grindelwald, a ascensão dos Comensais, agora presenciamos o surgimento desses jovens Amaldiçoados e esperamos que, mais um vez, o abismo da ignorância e do preconceito seja vencida.

Comensais da Morte no Brasil

O Ministério da Magia Brasileiro e a Federação Mágica do Brasil vem alertar que antigos Comensais da Morte foram vistos em território nacional. Como na Primeira Guerra Bruxa, alguns seguidores de Você sabe quem, estão recrutando jovens para as linhas de combate para um novo confronto. Alguns cogitam que a manifestação dos Amaldiçoados seja uma consequência da presença destes criminosos no país e da proliferação de ideias de extermínio em massa dos nascidos trouxas, mestiços e da população não mágica.

Tempos difíceis estão se aproximando, caros leitores! Os riscos e malefícios de uma nova era sombria nos colocam de sobreaviso e cautela máxima. Pedimos para que a população esteja preparada e proteja as suas crianças, abordando os riscos e a gravidade de manter contato com tais transgressores da ordem e do bem-estar social.

Os alunos liam aquelas notícias atônitos. Mesmo que tentassem não conseguiam assimilar aquelas palavras, pois o horror espreitava com a escuridão silenciosa que corrói a alma. Por detrás das portas, nas ruas, nas conversas informais… todo o cuidado era pouco daquele ponto em diante. Como confiar nos outros quando adolescentes, praticamente da mesma idade que eles, formavam uma milícia paramilitar para desafiar o mundo bruxo? Pessoas da mesma idade que eles, naquele instante, abraçavam magias ancestrais e artes das trevas, como se fosse o mais correto a ser feito. O futuro de muitos ali era incerto, a luz do autocontrole e da esperança lhes era roubada com aquele comunicado.

Uma nova facção surgira e os seus correligionários agiriam quando todos menos esperassem. Ser considerado um traidor do próprio sangue, um mestiço imundo ou um mudblood, era apenas uma questão de tempo. A caverna do medo e da insegurança os manteria prisioneiros ao notarem que antigas histórias de guerra se tornavam reais. Tudo deixara de ser somente desconfianças e medos bobos. O alarme não soava, unicamente, na Europa. Ele ecoava pela América, pelo o que as cartas relatava, e se espalhara pela Oceania, África e Ásia. Todos os ministérios, exércitos e polícias bruxas permaneciam atentos a cada novo indício.

Enquanto, o pânico se espalhava como um rastilho de pólvora pelas mesas do café da manhã, Severus apreciava toda aquele teatro de prováveis êxitos e derrotas incontestáveis. Ao acabar a sua pormenorizada leitura, com um semblante tranquilo retomava alguns pontos relevantes do que estava por vir. Da fato, Petrus iniciara a hoste de defensores da pureza de sangue, com a reunião de jovens mentes sagazes e corações raivosos. A quebra das regras e regulamentos por adolescentes, como esperado, colocara em pânico o Ministério e a Federação em pouco tempo. Sua única verdadeira preocupação, com relação ao que se informara, era que Nymphadora seria envolvida por ser Auror. Cogitava todas as variáveis para descobrir um meio irrevogável de retirar a irmã da confusão, deixando que os Aurores e Priores seguissem desesperados sem saber como proceder.

Seus olhos de ônix brilharam quando lembrou da última vez que conversou com Ivan e esquematizou, conjuntamente, como o menino chefiaria um grupo de serpentes. O ruivo ainda era uma criança quando estabeleceram os pontos chave para atingirem os seus objetivos: o inglês queria vingança, o russo, o poder… o Castelobruxo não apresentava os requisitos fundamentais para a empreitada. Era mais antigo e se localizava em meio à floresta, o que acarretaria em uma perda considerável de mentes brilhantes e a propagação dos planos rapidamente. O ninho das cobras teria que fornecer ao jovem comandante pontos de fuga, agilidade na circulação de relatórios, trânsito livre para reuniões nas madrugadas e, principalmente, um lugar bastante populoso para proliferar os ideais.

Inicialmente, com o falso propósito de defender a pureza de sangue, criariam o caos. Queimando o mundo com firmeza e sem piedade, o charco paludoso, com suas pedras e lama, levaria salvação e uma nova era seria iniciada. Somente uma serpente, devorando a própria cauda e desenvolvendo simbolicamente o infinito, exporia o momento em que a verdade vindoura. O Agoureiro era apenas uma espécie de surto esquizofrênico inexpressivo e, se precioso fosse, o usaria para a revanche… Delphine era ambiciosa demais para permanecer ao lado de alguém que nunca lhe assumira como filha e, de qualquer modo, o rapaz russo era seu pretendente desde o nascimento.

Após a queda dos opositores e receio dos não mágicos do que lhes seria destinado, independente do status sanguíneo, bruxos voltariam a ser reconhecidos como almas raras. Andariam livres pelas ruas sem precisar se esconder ou temer as tochas e o assassinato de suas mulheres nas fogueiras. Contudo, isso não bastava, retalharia Dumbledore e Voldemort na frente de todos. Sobreviveria a esta batalha e mataria aqueles seres o destroçaram quando assassinaram Hermione, através de Bellatrix, naquela outra realidade que tanto o assombrava diariamente. Nada o faria perdoá-los, quando a sua vida inteira se dedicou apaixonadamente a forjar a sua espada para traspassá-los. Principalmente, depois de tantos anos agindo como um verdadeiro homem de mil máscaras, escondendo o seu coração queimando pelo ódio por trás de um semblante frio e entediado.

Ainda que a febre da ira e do desejo fervesse em suas veias, aprendeu a duras penas a se adaptar às circunstâncias que o cercavam, rastejando como uma cobra entre os dois lados. Se moldando, espreitando, examinando os detalhes e, acima de tudo, enganando a todos. Muitos se orgulhavam em dizer que o conheciam, todavia, a sua personalidade antissocial permitia expor apenas o que lhe fosse conveniente. Porém, só Andrômeda, Nymphadora e Narcissa poderiam fazer tal afirmação sem estarem enganadas. Elas o compreendiam e o aceitavam verdadeiramente, sem disfarces ou dissimulações. Se revelaria para Draco ainda naquela noite e, sem dúvidas, teria o apoio dele. No caso de Hermione, logo, também o enxergaria livre dos subterfúgios que se utilizava publicamente.

Como um bom agente duplo, representava um Severus para cada pessoa, demonstrando que jamais deixara de ser o resultado do meio em que foi criado e a violência a que se expusera por tanto tempo. Em silêncio perscrutou e ensaiou cada passo para manifestar uma submissão cega, com toques de remorso e paixão mal resolvida, para disfarçar as suas reais intenções. No entanto, após encontrar a jovem bruxa, viu que era a época de reaprender a controlar os próprios nervos e a constante agitação interna. Mesmo que a sua mente e o seu coração soprassem que apenas o amor era o plano mestre que guiava tudo aquilo e que não deveria esquecer o quão forte era o seu senso para decidir o que era o certo, teria de impedir a perda de foco. Era hora de ficar imóvel para não precisar ceder, posteriormente, como um bom general. Nada poderia fazê-lo ser incoerente ou ter ataques de raivas. Seu disfarce social permaneceria límpido, livre de incoerências e incorruptível, diante dos demais. Não perderia o que lutara tanto para conquistar e entregar nas mãos de uma menina de cabelos revoltos. Não houve dia que ele não pensara no quanto ela era o que importava.

Para tanto, nada mais óbvio, do que criar um exército para servir a sua rainha. Um grupo de jovens ambiciosos fora das fronteiras europeias para atacar o Lorde das Trevas e Dumbledore simultaneamente. Quando o breu se erguesse, segredos sagrados se preservariam dentro dos seus Amaldiçoados, e a realidade seria exposta publicamente. Duvidava muito que, aqueles dois velhos, continuariam tendo uma lealdade dos seus seguidores, quando o verdadeiro mestre aparecesse. Outro ponto, que nunca cogitara, mas que se evidenciava, era que a guerra chegando ao Brasil obrigaria Sirius a decidir voltar à Inglaterra com a família. Não careceria de avisos para acertar com precisão neste tema, pelo simples motivo de que se tratava de alguém muito fácil de sondar com exatidão os seus passos e decisões.

Hermione, Draco e Luna, finalmente, entrariam em Hogwarts e as coisas começariam a entrar no rumo esperado. Refletindo quanto a este tópico, chegou a conclusão de que precisava falar com os dois primeiros naquele instante. Com isso, se levantou e rumou, com pressa, em direção à mesa onde estavam sentados. De longo, notava as suas expressões claras de tensão que compartilhavam. Os irmãos Black tinham semblantes sérios e preocupados, conversando sobre o que acabaram de ler na revista e a carta enviada pelo pai avisando que Narcissa iria vê-lo pelo do final de semana. Além de informar que, antes do término das férias, Andrômeda e Nymphadora viriam para o Brasil auxiliá-los no retorno à Europa. Ali ficava muito claro que, embora ainda estivessem brigados por conta da discussão ocorrida, os jovens eram extremamente unidos e protegeriam uns aos outros.

Severus se aproximou deles e sem maiores explicações afirmou encarando a castanha e o loiro:

- Quero falar com os dois após o término da minha aula hoje.

- Padrinho, eu estarei lá para conversar com o senhor - disse o rapaz com o olhar fixo no mais velho. Algo lhe atestava, no seu íntimo, que aquele assunto se distanciava muito da pesquisa que vinham realizando. Independente do que fosse, ficaria ao lado do bruxo de cabelos negros e se manteria fiel as suas decisões.

O dia transcorrera, como era de se esperar, tenso pelos corredores e nas salas de aula. Após o jantar, os alunos do curso especial, migraram para a sala onde Severus os aguardava para a terceira aula. Ao mesmo tempo em que o medo circulava como sangue entre os adolescentes, algo sagrado e mágico era compartilhado. Ali se encontrava o segredo para a realização da Grande Obra de Todos os Tempos (ou a Medicina Universal), a guerra tal qual a alquimia era a arte de separar os oportunistas daqueles que, realmente, exploravam todos os seus riscos. Isso era o resultado de pistas dadas através de nomes próprios compreendidos apenas por alquimistas reconhecidos. A ausência de explicitação quanto aos processos, fundamentais, para a produção da matéria transmutada ou a criação de complexos enigmas quanto a ordem das operações era a fonte da trapaça. Nada era o que parecia, palavras tem seu significado transformado em outro quando lidas em voz alta. Simultaneamente, signos astrológicos, animais, figuras misteriosas, também aparentavam, falsamente, a simbologia esperada. Os sábios atingiriam o grau de percepção preciso para ir além, transcendendo a morte e a loucura que circundavam os aspectos místicos ou ocultos que sombreavam a própria ideia de metamorfosear algo.

Modificar a si mesmo e se auto-conhecer era um processo lento, gradual, doloroso, terrível, assustador e solitário. Enfrentar a própria mente e a consciência transportaria mentes fracas à entrega e a rendição. Como um soldado desarmado e ferido, o ignorante cederia à finitude ao confrontar seus pensamentos e seus medos. Quando o maior inimigo é a própria sombra e a culpa, o terror surgia, sorrateiramente, nas várias submerso ao total silêncio, às leituras excessivas, às intermináveis frustrações, à falta de repouso e à solidão absoluta que os doutos se submetem. Como nada é fácil, a questão giraria em torno de uma obra maléfica dos gases venenosos que corrompem os alvéolos pulmonares, impregnando-se no sangue, matando aos poucos em meio a delírios horrendos. Na fumaça do enxofre, o oxigênio se esvai… O preço da vitória e da assimilação profunda e multiforme era que a dor vem do desejo e da busca contínua por não senti-la. Ao decifrar o cosmos, se atinge o violento discernimento de que este tende a se reorganizar para sustentar o equilíbrio do tempo. A inalterabilidade e o autodomínio leva a uma intensa perfeição. As poeiras e os átomos escondem a imortalidade, mesmo que seja unicamente uma metáfora espiritual do própria alma.

Ao término da aula, Severus viu cada um dos alunos sair da sala com um olhar perdido, como se estivessem zonzos com tantas informações recebidas. Hermione terminava de organizar o seu material para guardar e esperar a chegada do primo para conversarem com o professor. Sem esperar a entrada do menino, o bruxo se aproximou dela com um livro de aspecto surrado nas mãos. Notando o olhar de dúvida que a jovem lançara, se apressou em relevar o que seria.

- Senhorita Black, como vejo que é uma moça sensata e inteligente, quero que fique com este exemplar do Advanced Potion Making - esclareceu entregando a obra nas mãos dela.

- Obrigada, senhor… por acaso ele lhe pertence? - perguntou observando os detalhes na lombada e a caligrafia exposta por todas as páginas.

- Qual o motivo da questão? - retorquiu tentando estabelecer um diálogo em que a sagacidade dela se expressaria claramente como água.

- É a sua letra… e, suponho sem querer ofendê-lo, que o senhor seja o Príncipe Mestiço - respondeu erguendo o olhar para comprovar as suas suposições.

- Interessante o seu ponto de vista, o que me leva a duas interpelações. A primeira é que, caso eu seja o Príncipe Mestiço, significa que não tenho o sangue puro. Não lhe soaria estranho alguém assim carregar a Marca Negra no antebraço esquerdo? - inquiriu analisando a expressão de Hermione. Era como se estivesse ponderando cada palavra que acabara de ouvir antes de tecer qualquer comentário ou formular uma resposta, o que lhe levou a fazer a segunda interrogação:

- Se eu a tenho, quem lhe garante que eu sou confiável ou que esteja em segurança sozinha comigo, senhorita Black?

- Senhor, não me importo com o seu status de sangue e o simples fato de que foi escolhido para ser padrinho do meu irmão comprova que é alguém insuspeito - afirmou tentando justificar a suas conjecturações de maneira objetiva. Assim, foi adotando uma postura rígida que buscava ressaltar a sua convicção no que acabara de dizer.

- Não respondeu inteiramente a minha pergunta - ponderou ainda a examinando. Estava quase certo de onde aquela conversa os levaria.

- Não entendo o que os levou a isso e, por isso, não quero condenar ninguém sem saber as suas razões. Sei que eu não o faria, porém, não acho correto sentenciar… se eu o fizesse, estaria condenando a minha mãe também - falou com os olhos fixos no chão, sem conseguir encará-lo. Não queria, sob hipótese alguma, demonstrar qualquer sinal de fraqueza na frente de Severus.

- Pois bem, posso lhe esclarecer que eu me envolvi com isso por raiva e por ambicionar ter a minha alma de volta. Bella o fez por defender cegamente o lema Toujours Pur dos Black. Além de que, nós dois, temos um espírito belicoso. Entraríamos na guerra de qualquer forma… - esclareceu dando de ombros com uma expressão de tédio diante do que acabara de declarar.

- Meu pai defendera o outro lado… - murmurou como se estivesse relevando o seu pensamento em voz alta.

- Compreenda uma coisa, há uma linha muito tênue que separa separa os Comensais da Morte e a Ordem da Fênix. Não creia que o que chama de "outro lado" foi heróico… houve excessos dos dois lados. Torturas e mortes se espalharam por todos os cantos. Em uma batalha não existem heróis e vilões. Apenas há pessoas lutando para sobreviverem, enquanto os senhores da guerra, não se sujam de sangue - revelou levando Hermione a encará-lo com um olhar que mostrava toda a sua perplexidade perante aquele detalhamento. Severus não exprimia qualquer arrependimento, abordando algo tão difícil de um jeito sanguinolento e áspero, como se tratasse de algo banal. Constatando o silêncio da jovem, achou melhor encerrar o assunto ali.

- Draco, pode parar de se esgueirar pela porta e entre de uma vez - encarou o afilhado que caminhava em sua direção. O loiro estava sem entender como a conversa tinha parado ali e, principalmente, como o mais velho o avistara encostado na parede.

- É um aviso para os dois… quero que comecem a andar com os seus irmãos. Com essa revista dizendo que Comensais da Morte estão por aí, logo, alguém vai lembrar de quem vocês são filhos. Eu não preciso dizer o que farão com os dois e, principalmente, com a Luna - avisou olhando para os adolescentes com um ar austero e ácido.

- O que o senhor acha que pode acontecer? - o rapaz o questionou, mesmo já sabendo a resposta de antemão.

- Vão atacá-los, verbal e fisicamente, sem piedade e sem considerar o tempo de convívio que tiveram - disse asperamente. Sem dar tempo de ouvir qualquer arguição por parte deles, prosseguiu:

- Eu não preciso ter lido a carta que receberam para estar ciente de que o Black os levará de volta à Inglaterra. Estimo que esteja correto nesta decisão. Lá, junto aos seus familiares, estarão mais seguros - concluiu dispensando ambos, se encaminhando para fora da sala.

Já era madrugada quando Severus decidira andar pela escuridão e colocar as suas reflexões em ordem para ver qual o melhor caminho a seguir. Ao se aproximar das árvores que cercavam o Castelobruxo, escutou gritos e um barulho de um grupo correndo na sua direção…

- Não vamos permitir que Anambé negro leve Quaracitî para a escuridão - os Caiporas repetiam apontando suas lanças em direção ao bruxo.