Capítulo Vinte e Seis (A contenção)

Diante de todas as circunstâncias, não havia mais opções. Strange desceu do Quinjet e seguiu até a praça para ajudar, utilizava sua manipulação de energia para projetar escudos protetores nos civis.

— Temos 10 minutos. — avisou à ruiva ao seu lado.

— Strange cuidado! — Viúva Negra avisou em tempo do homem se desviar da explosão mística criada por sua filha.

— Eu deveria ter acabado com você quando tive a chance, papai. — a última palavra continha tanto escárnio que Strange precisou ser forte para não se abalar.

— Essa não é você, por favor, pare.

— PARE DE DIZER QUEM EU SOU! Eu sou exatamente o que está vendo, a pessoa que vai matar você!. — ela investiu mais uma explosão sobre o mesmo. — O que acha? Aprendi direitinho não foi? Não demorará muito até eu me tornar a Única Maga Suprema do Universo.

Pai e filha iniciaram seu confronto.

Strange era o grande Mago Supremo do Universo, seu poder e controle mágico eram considerados um dos mais complexos do universo, além de seu conhecimento vasto dos segredos místicos, mas sua filha foi treinada pelo serviço de inteligência da S.H.I.E.L.D. além de possuir poderes de limites desconhecidos, e de ter tido contato com o Livro Avançado de Magia Universal, o conhecimento de seus escritos despertaram em si as magias místicas, as mesmas adquiridas pelo seu pai através do treinamento com o Grande Ancião. O confronto entre os dois, e principalmente a saúde de Strange teria impacto direto no universo, principalmente com os poderes da Jóia do Tempo sendo usados para fins maléficos.

Strange sabia que quanto mais tempo Danisa passava com a Jóia, mais ela era absorvida pelo poder, e mais descontrolado o mundo a sua volta ficava, ele podia sentir a energia universal se modificar e ir se corrompendo aos poucos, o tempo era o equilíbrio.

Danisa atacava fixamente seu pai, que tentava a todo custo se defender das magias da filha, sabia eram magias para matar.

Gavião Arqueiro e Viúva Negra seguiam ajudando as pessoas a saírem dali a salvas, porém Loki conseguia utilizar seu controle de mente para fazer alguns civis se voltarem com os heróis, alguns policiais que estavam no local sacaram suas armas e atiraram contra a ruiva, que se desviou por pouco e Gavião conseguiu mirar na arma do policial e utilizar uma de suas flechas para desarmá-lo.

O tempo estava acabando, o lugar já se encontrava quase todo vazio. Bruce falava com os poucos civis presentes e os instruía a sair dali. Stark se encontrava com Thor, que tentava controlar os ataques de Loki. Era surreal acreditar que apenas duas pessoas estavam transformando aquele lugar num caos.

— Você realmente tem noção do que está fazendo? — Thor pergunta a seu irmão.

— Nunca estive tão certo disso. — neste momento Loki só concentrava sua atenção em Thor.

— Irá se matar assim!

Apesar de todas as circunstâncias e, principalmente de todos os crimes cometidos pelo seu irmão, a última coisa que Thor gostaria é de vê-lo morto, e menos ainda morto por suas mãos.

— Eu faria qualquer coisa por ela.

Thor ficou estupefato ao ouvir aquelas palavras de seu irmão. A poucos metros dali, a voz da jovem pode ser ouvida.

— É só isso que você tem? — Danisa questionou em tom de desafio.

— Me desculpe filha.

O tempo se esgotara.

Um raio de luz azul vindo do céu descia sobre a cabeça de Danisa.

— NÃO!

Loki direcionou um último ataque em seu irmão e Stark, e empurrou Danisa no momento exato em que foi atingido. A luz reverteu sua polaridade, e com ela levou os poderes do deus Loki.

Danisa olhou seu grande aliado inconsciente no chão. Uma raiva bruta despertou dentro de si, seus pés deixaram de tocar o chão e num levantar de mãos seu poder se propagou em uma ressonância destrutiva, jogando todos os presentes ali a metros de distância. Exceto um homem, que também era um monstro.

Hulk caminhava pesadamente em direção a jovem, seus enormes pés afundando no concreto devido a enorme força que vinha contra si. Ele não desistiria dela.

— Danisa! — ele brandou, Bruce estava no controle. — Por favor, não desista. Eu sei que você está aí.

Os olhos da jovem estavam vazios, brilhavam num verde forte e assustador, não parecia haver nada ali, além de uma casca repleta de energia.

— Bruce… — sua voz era fraca e tentava se sobressair diante do som da destruição. — Eu não consi...

— Você consegue, eu estarei sempre com você. Escolha seu Destino.

Com a última liberação de poder, ela caiu, inconsciente, nos braços de Bruce.