(edit 05/03/2020 - Consertei o nome do Doutor que desapareceu em algumas partes da Fic. Aparentemente não se pode juntar letras com 'pontos finais', ou a frase some. Estranho.)

Bom é isso. Eu estou fazendo uma fanfic depois de anos de molho sem escrever nada.

Primeiramente permitam que eu me apresente, eu sou o Bless… um antigo frequentador deste site, e de outros voltados para fanfictions. A anos, eu tentei escrever minhas próprias fics mas nunca cheguei a terminá-las. (Preguiça).

FAQ –

[Esta historia retrata um vilão como MC.]

[Está história é indicada para adultos, pois provavelmente teremos lemons em algum ponto. Fetiches também. Esteja ciente.]

[Eu não tenho pena de personagens fictícios. Para mim, eles são apenas peças num grande tabuleiro.]

[Mais uma vez eu REPITO. Fetiches a Frente. Eu não vou forçar lemons nas cenas, mas planejo usar essa estória como campo de testes.]

[Informações canônicas das historias, podem ou não ser respeitadas.]

WARNING –

Este é um conto recomendado para maiores de idade. Considere-se avisado(a)!

DISCLAIMER –

Todos os direitos das obras aqui descritas pertencem aos seus devidos detentores.


O –


Capitulo 1 – Semeadura e Colheita

Extensas e carregadas nuvens cinzas de tempestade, encobrem o céu da longínqua e acidentada região montanhosa da Capital do Norte.

Uma fina e fria garoa, descende incessantemente sobre todos… quase como se o planeta pudesse 'sentir' a desolação da qual se encontra a mercê, e estivesse expressando 'pesar' a sua própria maneira. Pois… a hora final, havia chegado. O prazo de dez dias de trégua, imposto pela implacável bio arma de destruição do outrora invencível cartel Red Ribbon… se encerrava.

Para o desespero de todos os seres viventes nos quatro cantos do planeta. O torneio de Cell tem inicio.

'Malditos sejam… todos eles.'

O mundo observava atônito o mórbido espetáculo, cuja estrela principal, jurou a total destruição de seu planeta no caso de vitória. O fim do mundo. Mesmo assim, há quem tente desafiar esse destino. Neste mesmo momento… milhares de pessoas abandonam tudo que têm, e correm para as congestionadas vias de saída das cidades em busca de abrigo em algum canto isolado onde o monstro não os ache. Suas mentes atordoadas, incapazes de compreender a futilidade de seus atos.

'Tanto… tanto trabalho…'

Porém…

Distante do pandemônio em ação nas cidades. Ou mesmo… da até então 'calmaria' do local onde o conflito se dará. Existe outro telespectador, assistindo ao show de horrores. Este peculiar indivíduo… indo na contramão do comumente pânico dos demais residentes do planeta, se encontra fervendo com um sentimento bem diferente dentro de si.

Ultraje.

'Para no fim… resultar num retumbante fracasso.' Diz com asco, o telespectador da 'segurança' de seu esconderijo… um rustico bunker, localizado quilômetros abaixo do que restou da câmara, onde se desenvolvia a versão deste mundo do bio-androide que veio do futuro. Com uma mão trêmula, a figura dificultosamente levanta um controle ao monitor e troca o ângulo de câmera das imagens ali exibidas.

A luz da tela, pouco consegue fazer para combater o breu que toma conta do ambiente… mas ao menos sucede em iluminar o único ocupante da sala. Um velho homem, de idade muito avançada… deitado em seu leito. Eletrodos de um monitor cardíaco, fixados em seu tórax… e uma mascara de oxigênio, recém removida, ao lado de seu travesseiro.

Este homem, é nada mais nada menos que Doutor Maki Gero. Aquele que hoje o mundo considera como morto, e que um dia foi conhecido como o renomado cientista que foi precursor na iniciativa cibernética autônoma, que permitiu a criação de maquinas e ferramentas inteligentes capazes de operar sem a intervenção humana. E também… o homem que abriria mão de tudo, para trilhar um caminho sinuoso.

O único caminho que sobrou, depois que o mundo resolveu lhe mostrar sua faceta mais fria.

"Eu falhei…" Conclui o Doutor, com voz rouca… olhando para a tela que exibe o fruto de sua mais complexa e longa pesquisa. Ali parado. De braços cruzados. Enfrentando o atual 'campeão mundial' em sua 'pequena' competição desportiva. O moribundo doutor, não consegue deixar de crispar em incredulidade e vergonha ao que está presenciando.

E como não poderia?

Cell, o seu mais promissor projeto. Criado para ser a criatura perfeita. Aquele que contém dentro de si, o DNA de alguns dos mais formidáveis guerreiros que já pisaram na terra, e o conhecimento compilado de praticamente tudo o que a humanidade já alcançou. Decidiu se tornar um… vilão de desenho animado. Sim. Essa seria a descrição correta.

Jogando todas as suas instruções, razão e aparentemente bom senso pela janela… ele decidiu organizar uma competição nos moldes daqueles insípidos torneios de artes marciais, com o intuito de testar suas forças. E como se não fosse o bostante, ainda concedeu aos indivíduos que anseiam por seu fim, um espaço de tempo para planejar e aumentarem as suas chances contra ele.

"Talvez eu deva ter exagerado um pouco na dosagem de DNA Sayajin." O velho diz, tentando controlar sua irritação. Lamentavelmente… parece que mesmo toda a habilidade e sabedoria do mundo não conseguem mudar a burrice contida no genoma dos Sayajins de sangue puro. Graças aos céus, o QI daqueles que ele desafia, se mostra ainda mais baixo que o dele. Se a memória não falha o doutor, Goku e seus amigos detêm em sua posse, as ilusivas Esferas do Dragão, artefatos, ahem… mágicos… que podem conceder comumente, qualquer desejo.

Sem muito esforço, o Doutor consegue imaginar ao menos umas duzentas formas de reverter essa crise com apenas um desejo. Claro… eles não poderiam desejar a morte direta de sua criação. Mas indiretamente, é outro assunto bem diferente.

Mas eles ao menos tentam? Não, eles não tentam. E porque não? Pelo mesmo motivo que eles não desejaram lá atrás, que os Sayajins que estavam a caminho da terra fossem teleportados para as profundezas do maior e mais denso buraco negro do universo, ou que o planeta Terra se tornasse indetectável a qualquer sistema de GPS do universo. Goku queria lutar. Mesmo colocando em risco a vida de seus amigos e todas as pessoas da terra… e isso certamente custou a vida de seus amigos e milhares de pessoas, quando o companheiro de Vegeta destruiu Metro City com uma explosão de energia.

Os Sayajins são uma raça de seres obstinados de visão limitada. Poderosos, com certeza… mas facilmente manipuláveis. Talvez por isso, eles tenham encontrado um fim tão trágico nas mãos de seu senhor. Tomando decisões estupidas como as de Vegeta, que permitiu que Cell alcançasse a sua forma perfeita… muito lhe admira que a raça deles tenha durado mais que uma geração.

'Não que eu esteja em posição de julgar ninguém…' Contempla o Doutor, relembrando como ele permitiu que o seu próprio orgulho lhe cegasse… o levando a cometer erros grosseiros que outrora ele não cometeria. Como por exemplo… insistir num sistema de IA arbitrário para seus androides, mesmo com tantos exemplos de falhas óbvias. Ou criar um autômato dublê, para despistar seus inimigos… mas que ao invés de ajudá-lo, resolveu prendê-lo aqui embaixo e usurpar sua vida.

Simplesmente genial. Bravo.

Bom. Ao menos o miserável teve o que merecia quando, num ato de desespero, resolveu reativar os experimentos N°17 e N°18. Aqueles dois, assim como todo o restante, nunca responderam bem ao programa de condicionamento mental. Os pirralhos lhe detestavam, isso era um fato. Ele não sabe exatamente o porque disso, no entanto… ambos eram praticamente ratos de rua quando ele os encontrou. O Doutor lhes deu abrigo, comida, educação, e um corpo bio-modificado a nível celular que os permitiria tirar o planeta de orbita com uma única bofetada! O que mais eles poderiam querer!? A única coisa que o Doutor queria em troca era a subserviência e lealdade absoluta deles, será que isso era pedir demais?

Mais tarde…

"Bah! Maldito simplório." O Doutor grunhi de irritação, ante ao mais novo vacilo monumental do homem que supostamente deveria estar lutando a favor do planeta e de todos os seus residentes. Son Goku, o primeiro dos guerreiros disposto a desafiar o monstro… desistiu do combate. Após um embate quase igualado entre o Sayajin esfomeado e o insectóide presunçoso, Goku simplesmente resolveu abandonar a luta, e ceder lugar ao seu rebento… o pequeno Gohan.

Em qualquer outra situação. Esse resultado seria mais que satisfatório. Goku, o homem que em um dia, conseguiu destruir a sua ambição e motivos de viver… havia admitido sua derrota perante uma de suas criações. Claro, isso seria muito melhor com ele todo desconjuntado no chão, em uma poça de sua própria urina. Mas esse não é o caso. O problema com esse resultado, é o que vai acontecer com o planeta caso Cell prevaleça e saia vitorioso em seu torneio. Ele vai destruir a terra. Com o Doutor junto. E isso não seria bom.

Sim, isso cumpriria sua ambição de acabar com a odiosa existência de Goku, mas tal vitória não vale o sacrifício de sua vida. Se ele estivesse tão desesperado pela morte do símio alienígena, ao ponto de arriscar a própria segurança, o Doutor a muito teria arrombado a casa dele e lhe enfiado uma dose letal de VX goela abaixo.

Não. Não… o Doutor prefere continuar vivo se possível, muito obrigado. Mesmo que ele sucedesse… ações drásticas como essa iriam gerar perguntas… e logo, um de seus amigos estaria as suas portas, pronto para fazer justiça ao guerreiro. Isso seria tolo. Ainda mais tendo o conhecimento de que 'algo' o aguarda depois da morte. E ele tem a impressão de que não será algo bom, então sim… vamos tentar nos manter vivos.

"Gohan… seu cabelo está dourado. Pelo visto… ele também conseguiu alcançar aquilo que eles chamam de, 'Super Sayajin'."

Excelente. Até onde o Doutor pode entender, estas transformações representam bem mais do que uma simples expulsão de energia. Elas aparentam amplificar os poderes dos seus usuários em várias vezes, se a leitura que ele recebeu de seus robôs espiões, estiverem corretas. Talvez o jovem hibrido tenha alguma chance contra o seu Androide que se encontra desgastado pela luta com Son Gok–…

[Aqui, Cell… pegue!] O dito, detestável Sayajin, diz na tela do monitor… jogando uma Semente dos Deuses para Cell. Que a come. E recupera todas as suas forças.

[G-Goku! O que você fez!?] Grita Kuririn horrorizado.

[Ha,ha,ha,ha… não é óbvio Kuririn? Cell estava cansado. Lutar com ele assim não seria justo.] Goku responde sorrindo.

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O franzido permanente no rosto do Doutor, não muda. Ele apenas… fita… a tela de seu monitor sem reação.

[Confiem em mim. Gohan está preparado para isso.] Diz Goku, através do microfone do robô parasita em seu ombro.

Lentamente, levando uma mão ao rosto. O Doutor sente uma dor de cabeça, e quase tem um aneurisma cerebral diante daquilo que ele acaba de presenciar. Aquele… homem… ele deu uma Semente dos Deuses… a criatura que planeja dizimar o planeta, juntamente com todos que ele se importa. Por acaso ele perdeu a cabeça!? Será que ele se esqueceu da capacidade do Androide de realizar o Zenkai igual aos que os Sayajins têm quando se recuperam de um grave ferimento? O poder de Cell praticamente duplicou! Até mesmo o Doutor que ainda não dominou por completo a arte de sentir Ki, consegue sentir a grande presença de sua criação. E olha que ele está em uma sala quilômetros abaixo da terra!

[Tranquilo pessoal! Essa luta já está no papo.] Goku complementa com confiança.

Mais tarde…

Goku estava errado.

Muito errado.

*GHOGGOGOOGHO* Mais um forte tremor de terra atinge o Bunker do Doutor.

"Ghhhrrr!" O velho aperta os dentes de dor, após ser atingido no ombro por um escombro do teto, que começa a ruir. Mancando, ele se posiciona rente a uma parede reforçada entre duas colunas… um ponto relativante seguro da sala que está colapsando. "(Arfada)… (Arfada)… Ghurrg, Coff! Coff!" Ele tosse, segurando seu peito dolorido.

Para salvar sua vida, e evadir um pedaço do teto que caía sobre ele… ele teve de abandonar seu leito equipado com seus aparelhos de auxilio a vida. E… eles estão fazendo falta. Aos seus 110 anos de idade, seus cansados órgãos funcionam da mesma forma que uma engrenagem desgastada. Muito mal, e empacando. Eles não conseguem mais funcionar sozinhos, e se não estiverem sob os constantes cuidados de seus aparelhos, eles podem cair em falência. Some isso ao fato da precária situação que o Doutor se encontra, e nós temos um cenário bem… desfavorável… para ele.

"G-Goku… (Arfada)… M-Maldito seja… (Arfada)… Son… Goku!" diz, se apoiando em uma das colunas onde se esconde… enquanto a prisão, onde ele esteve selado durante os últimos 2 anos, desmorona a sua volta.

Aquele maldito tolo. O Doutor já deveria ter imaginado que Son Goku, daria um jeito de arruinar tudo. É isso o que ele sabe fazer de melhor. Aquele quadrupede desmiolado não tem capacidade de pensar, senão com seus músculos… e pela milésima vez, todos vão pagar o preço por suas galhofadas.

A luta do filho de Goku contra o Androide verde, começou de forma aparentemente equilibrada. Porém aos poucos, a vantagem começou a pender para Cell, devido a óbvia hesitação do jovem guerreiro. Diferente dos outros Sayajins… Gohan não apresenta a quase tara por combates de seu pai e Vegeta… pelo contrario. Assim como Trunks, o filho de Vegeta, ele não mostra interesse particular em participar das lutas… o que é intrigante por si só. Sendo um hibrido, o garoto tem o melhor dos dois mundos… o gene e poder assustador dos Sayajins e pouco ou nada da burrice que vem junto.

Ou pelo menos foi isso o que o Doutor achou.

Mais tarde…

*CRAshHH*

"Gh…!" Quase perdendo o equilíbrio, Maki Gero usa o pouco que sabe sobre manipulação de Ki, para reforçar seu corpo e dar uma arrancada para frente… escapando assim dos escombros e terra que decidiram cair sobre o canto onde ele se escondia. Mas perde o controle devido ao seu impulso e cai rolando no chão… terminando esparramado, de costas para baixo.

Ele realmente devia ter investido mais tempo pesquisando sobre Ki. Não que isso lhe ajudaria muito com seu corpo tão mal condicionado. Se ao menos aquele maldito robô dublê, não o tivesse traído, e lhe auxiliado na transferência de seu cérebro para o novo corpo ciborgue que estava sendo preparado… o Doutor não estaria nessa situação patética.

'Então é assim que termina…? Soterrado sob os escombros do meu próprio sangue e suor. Como eu pude permitir que-… ARGH!' O Doutor move sua cabeça para a direita, desviando de uma caixa de ferro que se espatifa no chão. 'Mas será que um homem velho, não pode mais ter paz nem para fazer um monologo nos seus últimos momentos!?' Ele diz revoltado em sua mente. Imaginando consigo até quando aquele pirralho histérico pretendia continuar sacudindo o planeta em seu pequeno episódio de frenesi.

Quem diria… Goku estava certo no final. Bom. Parcialmente certo.

Seu filho, Gohan… de fato tinha o poder necessário para livrar o mundo da ameaça sintética. Tudo o que ele precisava, era de um incentivo. Um incentivo na forma da cabeça do autômato que ele construiu em memoria ao seu filho morto… que por sua vez, Cell prontamente esmagou. 'Ahem'… continuando. Após o Sayajin adolescente testemunhar os seus amigos serem tratados igual bolinhas num jogo de Pebolim pelas crias do Cell, e enfim se dar conta de, assim como seu pai, Cell ser uma praga que só iria parar de causar problemas depois de morto… resolveu soltar o maior berro da historia, e liberar todos os seus poderes ocultos.

E isso é bom, não? Sim. É bom.

Só que ao mesmo tempo, não é bom.

E porque não?

Bom. Seria porque… a droga do mundo inteiro começou a tremer graças a essa liberação de poder!? Mas porque isso?! Não dá pra entender! Porque ele está se esgoelando igual um bode constipado? Porque ele está permitindo que seu poder liberado se manifeste no ambiente, ao invés de controlar sua área de efeito como manda o manual? Será que a raiva o cegou tanto, que ele se esqueceu do quão frágil é o planeta, e o quão fácil as falhas geológicas dos continentes são afetadas? Se uma mera bomba no lugar errado, pode causar até mesmo a ativação de um vulcão… imagina um terremoto de escala 9 a nível mundial.

Ah. Mas está tudo bem! Nós podemos concertar tudo magicamente com as Esferas do Dragão! Não importa que milhares de pessoas morram no processo. Todos podem ser trazidos de volta com as incríveis bolas mágicas do alienígena assexuado que mora na vasilha flutuante! É só juntá-las e BANG! Todas as pessoas mortas por Cell voltam a vida! Assim, simples e fácil!

Quanto as pessoas mortas pelos heróis? Elas que se lasquem!

"HmmM…!" Os olhos do Doutor se expandem.

*CraakGS* Inúmeras rachaduras cortam de fora a fora, o teto do castigado Bunker. Os tremores finalmente seção. Porém o estrago já estava feito… e como que combinado. Paredes e teto… cedem.

O tempo, parece desacelerar neste momento. O olhar do Doutor, vai para um canto da sala… onde um velho retrato repousa, caído ao chão. Em sua foto amarelada… uma família de três, pode ser vista. Um jovem rapaz tímido, vestido em um terno social… uma sorridente e vivaz senhorita de vestido branco… e um bebê recém-nascido nos braços dela. Sua esposa e filho. Macca e Gebo.

Neste segundo final.

O velho homem gostaria de se permitir um breve momento de alegria, e pensar que… após tanto sofrimento, ele estaria prestes a ir ao encontro de sua família. Mas ele sabe que isso não será possível. Sua vida tortuosa se certificará de negar até em morte, o que ele não pode fazer em vida. Ter em seus braços novamente, as pessoas que ele mais amou. Nem mesmo seu filho… que ele tentou manter longe, ele conseguiu salvar. E assim. O Doutor acabou sozinho com sua dor, culpa, revolta… e principalmente… rancor.

Rancor de seus antigos superiores da Ph.S, por barrarem sua promoção. Rancor dos seus velhos colegas por denunciarem sua pesquisa pessoal, e o impedirem de sintetizar a cura para a doença de sua esposa. Rancor do Governo Mundial, por ser a causa da morte de seu filho. E rancor daquele homem, que tornou impossível o seu desejo de vingança contra esse mundo que tudo lhe tirou.

Por isso ele não abandonou a Red Ribbon. Por isso ele tentou se vingar do mundo, através dela. E por isso… ele não pôde perdoar a Son Goku.

*GhoGGhOOOGH*

Grandes escombros caem sobre o cientista… soterrando seu corpo sob toneladas de terra, concreto e aço. Esse… era o fim da linha.

Em sua mente, já quase desvanecida… um ultimo vislumbre lhe ocorre.

'Não…' Ele declara determinado. Seus olhos vidrados já cegos… emanando um luz quase etérea. 'O experimento… só termina, quando o Doutor admite seu fracasso.'

Seu coração bate pela ultima vez.

'E eu… me recuso.'


O –


Estação do Mundo dos Mortos | Escritório do Enma-Daioh

"Próximo!" Grita impaciente o gigante vermelho sentado atrás de sua, igualmente enorme, mesa.

Enma-Daioh, o rei de todos os ogros, e responsável por julgar todas as almas que partem dessa pra melhor. Não estava tendo um bom dia.

"Eu disso próximo, droga!"

Graças aos 'eventos peculiares' transcorrendo no quadrante norte da área sob sua jurisdição… mais precisamente num planeta chamado Terra. O já, exausto juiz, se encontra a cada minuto mais sobrecarregado de serviço. As almas dos recém-falecidos, que vem para receberem seu julgamento e poderem ser enviadas para respectivamente seu descanso eterno ou penação… estão entupindo a estação.

Não que em algum momento, a estação do Ogro Supremo fique menos populosa. Mas especialmente na ultima semana… Enma-Daioh poderia jurar que morreu e foi condenado ao inferno. Piada redundante e tudo. Mas ele sabe o motivo disso. Oh, ele sabe.

Cell. Aquela… quimera terrena. Ele é a causa de seu atual calvário. Mas de que raio de buraco aquela coisa saiu, afinal? Como os habitantes daquele minusculo planeta conseguiram o feito de criar tal monstruosidade, tendo em disposição uma tecnologia ainda tão subdesenvolvida? Civilizações muito mais antigas e avançadas já tentaram tal feito e não obtiveram nem metade do sucesso dos terráqueos. Tsh… e depois dizem que os Demônios do Makai são uma raça assustadora.

"Errm… Senhor?" Um de seus assistentes ogros de pele azul, lhe chama a atenção. O olhar possesso de seu rei, antes fixado em seu livro… o faz dar um pulo para trás, e bater continência instintivamente. "M-me-me d-desculpe incomodar meu senhor! M-mas nós temos um problema!" Diz o aterrorizado funcionário, apontando para entrada do escritório… onde uma pilha de almas no formato padrão de nuvem estão entaladas na porta.

"As almas do planeta Terra mais que quadruplicaram seu influxo senhor! A nossa capacidade máxima de suporte já foi excedida pelo menos umas dez vezes!"

Fumegando de raiva. O grande ogro vermelho quase parte sua mesa em duas quando martela seu punho fechado nela. Ainda bem que ela é reforçada.

"Quadruplicaram!? Como assim as almas quadruplicaram! O que diabos está acontecendo naquele planeta?! Por acaso aquele monstro conseguiu derrotar Goku e seus companheiros!?" Ele demanda.

Tremendo igual uma vara verde. O 'agora' pálido funcionário, consulta sua staff com seu ponto de ouvido, e num instante ele já tem uma resposta para seu chefe.

"N-não, senhor! Ao que tudo indica… essas mortes foram causadas devido aos efeitos colaterais da batalha, senhor!"

O rei dos ogros, recosta em sua cadeira enquanto pinça o dorso do nariz com os dedos. Ele sente uma profunda dor de cabeça chegando. Porque eles estão se dando o trabalho de atender todas essas almas afinal? Os terráqueos vão ser trazidos de volta a vida mesmo. Ele devia era aproveitar a chance para tirar alguns meses de férias no seu reino particular. O tempo lá corre diferente do daqui… um minuto aqui, corresponde a uma semana lá. Droga… isso seria mais que o suficiente para tirar um pouco do estresse que ele acumulou nos últimos cem anos. Se ao menos seus superiores não fossem tão exigentes.

"Certo… e quem está ganhando? O androide ou os guerreiros da terra?"

"Humm… aparentemente os defensores da terra, senhor." O funcionário diz temeroso, ajustando seus óculos. "A criatura estava em vantagem até certo ponto, mas o jovem sayajin que estava lutando com ele, teve um aumento exponencial de poder e…–Ah. Perdão, senhor…" Ele coloca uma mão no ouvido, aparentemente recebendo uma mensagem da staff. "E-Eh…!? Ehhhhhh!"

Enma-Daioh percebe a mudança de expressão do seu servo, e não gosta nada dela. O dever destes ogros é ter medo dele, e eles sabem disso! Se algo os assustou, só pode ser algo que possivelmente vai lhe deixar irritado… e isso se traduz em mais punições gratuitas a ele e seus companheiros plebeus.

"O que foi? O que aconteceu agora!? Desembucha logo homem!"

Tremendo, o funcionário responde.

"S-Senhor… isso é terrível! O Kaioh do Norte… o grande Kaioh-sama, acaba de morrer!"

"O QUE!" Vocifera o enorme ogro vermelho se levantando, virando sua cadeira. "O grande Kaioh-sama do Norte está morto!? Do que você está falando!? Explique-se imediatamente!" Ele ordena furioso.

Levantando um pouco a cabeça da posição de bola que ele assumiu no chão… o aterrorizado funcionário tenta responder a pergunta de seu rei.

"O-o-o-o-o m-m-monstro ch-chamado Cell… t-tentou u-um ataque suicida se explodindo, senhor…" Explica o Ogro Operário. Engolindo o nó que se formava em sua garganta, ele prossegue. "Mas o guerreiro Goku, interviu e o tirou da terra. O… levando… direto para o planeta do Kaioh do Norte!" Ele termina se levantando e pulando para a esquerda… se esquivando de um copo gigante atirado em sua direção.

"Meu mestre…" O gigante diz fumegando de raiva, sua respiração ofegante. "Morto…" Seus punhos fechados, tremem de indignação. "Não."

Isso não fazia o menor sentido. Porque Goku iria atrás do seu mestre? Teria ele algo contra o velho eremita do norte? Não, é claro que não. Em sua hora de necessidade, o Senhor Kaioh o treinou para ajudar a salvar seu mundo. Porque o Sayajin iria lhe pagar jogando uma bomba na porta de sua casa? 'Espera aí…' Pensa Enma. 'Ele me disse que Goku se sacrificou? E… e quanto a Cell!?'

Suando frio, o Ogro vermelho olha em volta, a procura de alguma criatura verde com níveis de poder assustadoramente altos.

"Gast!" Ele grita, chamando a atenção do seu funcionário que escapou da morte. Por pouco. "Você disse que o monstro explodiu?" O funcionário assente com a cabeça. "Pois… onde está a sua alma agora?"

"B-bom, ele…–" O funcionário começa a dizer mas é interrompido por uma nova voz abafada.

"Ele não está aqui."

Surpresos… ambos, rei e servo se voltam para a direção da voz. A porta de entrada, onde as almas estavam entaladas. Com apenas um brilho de alerta, proveniente de algo além da massa de espíritos, uma explosão acontece… jogando as almas para tudo que é lado, e liberando a entrada do escritório.

Perplexos pelo ocorrido… Juiz e funcionários da Estação, nada dizem. E apenas observam em choque, enquanto uma figura adentra a sala calmamente.

A figura se revela um homem alto de meia idade, de cabelos curtos e negros. Trajado em um terno vintage preto.

Pela autoridade sobre os mortos, concedida a ele. A identidade desse indivíduo não demora para surgir na mente de Enma-Daioh. Que responde com um suspiro de surpresa.

"VOCÊ!?"

Parando em frente a mesa do gigante vermelho. O homem apenas se inclina um pouco para frente em um gesto de saudação.

"Boa tarde. Queira perdoar a minha entrada um tanto… indecorosa. Mas acredito que a presente situação, exija medidas urgentes."


AN: Oh boy… minha mente está em chamas. Escrever introduções é algo mais difícil do que parece. Vocês não sabem quantas vezes eu voltei, revisei e etc.

Bem o primeiro passo foi dado. Nos vemos em breve… ou não. Depende do tempo que terei disponível para escrever, e se a minha preguiça deixar. Por hora, tchau tchau. Mas ei… fique com algumas curiosidades e outras coisas.

...

* Gero realmente construiu o Androide N°16 como uma forma de homenagear seu filho morto. Que se chamava Gebo. Ele o construiu bondoso de propósito para diminuir as chances dele ser destruído em batalha. Provando assim, que o Doutor, apesar de ser 'mal'... ainda era capaz de sentir afeto.

*Metro City, a cidade aleatória que Nappa explodiu quando ele e Vegeta chegaram a terra, nunca foi desejada de volta, e seus habitantes nunca voltaram a vida. As Esferas tinham sido usadas para trazer Goku de volta a vida, e depois sumiram com a morte de Piccolo e Kami-sama.

*A finada esposa do Doutor não possui (até o presente momento) um nome oficial, por isso inventei um. É dito no jogo FighterZ, que a aparência da Androide 21, foi baseada na mãe de 'Gebo'.

*VX é um agente químico real, considerado uma arma de destruição em massa… bastando apenas 1/3 de uma gota de sua substancia em contato com a pele ou inalada, para causar a morte de uma pessoa em minutos.