Cherry Bomb não lembra com extrema exatidão como chegou aqui. Primeiro, ela acordou com frio, muito frio, o que era raro principalmente no Inferno. Só se algum demônio de gelo estive presente na festa de ontem, por isso o frio, mas não. Ela não estava no lugar ou região próxima da festa aonde entrou sem ser convidada. Poderia ser uma área da cidade de habitação imp, todavia, não havia ninguém. Realmente ninguém aqui. Isso só aumentou um pouco a felicidade explosiva dela, pois se não havia ninguém ou nada ela verdadeiramente poderia fazer qualquer coisa nesta região. O único problema não haveria nenhum demônio para "redimir" sua destruição, é sempre mais divertido quando mais indivíduos juntavam-se no seus pequenos caos. Que pena que Angie não está aqui, ela pensou.

Levantou-se e conferiu seus pertences. Bombas, ok. Calcinha ainda no lugar, ok. Celular, não roubado, porém quebrado, não é ok. Resmungou, era difícil ter um aparelho decente neste lugar amaldiçoado, às vezes abençoado para alguns, por Deus. Sua raiva agora poderia ser uma boa desculpa para soltar uma bomba...

Cherry pegou uma de suas clássicas e jogou mais longe que conseguia.

Onde atingiu fez uma explosão branca e um som que ela conhecia. O som de um carro explodindo. Correu para sua pequena amostra de frustração, e percebeu uma coisa.

Neve. Sim, neve no inferno. Havia alguns montes espalhados em vários lugares, após a explosão, poderia ver debaixo daqueles montes alguns automóveis ou coisas urbanas para o enfeite funcional da rua. Entretanto, pareciam diferentes de alguma forma, ela não conseguia colocar a palavra certa para as características daquelas coisas. O carro explodido ficou em pedaços e pegando fogo, do jeito que ela gosta. Tal satisfação a fez esquecer do frio daquele lugar.

- Se esses montes de neve têm coisas em baixo delas...-o sorriso de Cherry aumentou e preparou mais bombas. Mais explosões foram feitas. Durante isso, ela pisou em alguma coisa e pegou para ver o que era, um celular, porém quebrado pela sua pisada. Cherry Bomb sorriu e teve uma ideia.

Começou a procurar dentro dos carros abandonados, até encontrar algo que não parecesse chamuscado e cheio de pó. Finalmente, encontrou uma bolsa feita com certeza por um modernista maluco, e lá dentro um celular com carregador intactos. Uma sorte para ela realmente. Um lugar para testar sua explosão, também caso um extermínio anual começasse a ficar feio, um refúgio e um celular novinho. E por que ficar com um só?

Logo começou a procurar tais belezinhas, esses celulares pareciam de ficção-científica, dobráveis, quase transparentes, poderiam render uma grana extra, uma boa grana. A mesma bolsa utilizou para guardar aqueles que pareciam intactos pelos menos. Procurando por causa dessas quinquilharias modernas, mais adentro nesta parte abandonada da cidade do Pentagrama.

Na bolsa, agora pertencente a Cherry, havia pelo menos uns sete celulares talvez funcionais. Já era o suficiente para um teste, caso der certo a venda desses telefones, era só vim aqui é coletar mais (caso tivesse). Preste a ir embora, ela ouviu um grito e algo a certou.

Isso a fez cair de cara na neve, quem ousaria um golpe baixo em Cherry Bomb, pensou a mesma.

- Ei! Quem é o fudido que fez isso?! Mostra sua cara de merda para eu explodir ela!

- ... Ooohhh amiga! Desculpa... eu- a voz de resposta veio do chão, Cherry olhou baixo e ficou surpresa, uma cabeça falante- Um camarada meu ficou irritado, então... Desculpa de novo...?- essa cabeça parecia nervosa por sua declaração.

- Tudo bem... Não é todo dia que você acertado por cabeça... ainda viva.- respondeu Cherry pegando a cabeça viva do chão.

- Obrigada... Poderia me fazer um favor...- pediu a cabeça.

- Te levar até seu corpo...?- a cabeça acenou em concordância a pergunta nas mãos dela. Não seria tão ruim, ela poderia achar mais dessas belezinhas no caminho e também esse "camarada" da cabeça poderia dar uma boa encrenca.- Ok, Maria Antonieta, vou fazer a entrega!

- Com qual condição?- perguntou com um estrito olhar. Wow, pensou Cherry, essa cabeça é esperta.

- Eu encontrou algumas bugigangas para vender no meu dessa neve toda, então o frete vai demorar.- Cherry deu seu sorriso de assinatura.

- Bugigangas...? Ah! Os resquícios... Olha, uma dica não deixa meu camarada saber que se tá levando essas coisas, tá?

A cabeça parecia preocupada por um instante, mas Cherry não abalou o sorriso, pegou os longos desarrumados cabelos cinzas da cabeça e pendurou no ombro igual uma sacola, isso resultou em vários xingamentos do dono da cabeleireira. Logo, foi na direção guiada pelo peso extra no ombro.


Hazbin Hotel, um hotel cujo o propósito é a busca da redenção de demônios para suas almas irem para o paraíso. No começo fora uma piada em todas as mídias, entretanto não impediu para alguns demônios tentassem uma saída de suas vidas miseráveis no Inferno, eram casos simples, na maioria das vezes oriundo de problemas sociais do mundo terreno ou com várias frustrações internas, também ambos juntos em alguns casos. Quando houve a primeira alma a ir os reinos superiores, as piadas da mídia viraram notícias verdadeiramente sérias. Charlie não percebeu a seriedade pelas matérias feitas, só percebeu a seriedade quando seu pai a visitou pessoalmente.

Seu pai nunca tinha visto o hotel em seu interior, isso deixou Charlie bem nervosa, por sua sorte Alastor não estava presente no hotel naquele momento. Todos ficaram tensos pela presença de Lúcifer no ambiente. Ele a cumprimentou e depois Vaggie, normalmente ignorando a tensão o qual criou. Pediu que gostaria de conversar com a filha em particular. A princesa do inferno sentiu um arrepio, o guiou até seu escritório.

Lá, Charlie fechou bem a porta, pois ela conhecia seu pai, quando ele falava "particular" era estritamente o significado da palavra "particular" e virou-se para ele. Lúcifer estava encostado na sua mesa com um sorriso que ela jamais virá, não sabia se era bom ou ruim aquele sorriso.

- Bom dia, Charlotte.- ele simplesmente disse, mas na cabeça de Charlie, ela estava ferrada.

- Bom dia, p-pai...- respondeu em nervosismo.

- Você sabe o que fez?

- Conseguimos enviar um condenado para a ascensão...?- perguntou nervosa, esse nervosismo estava quase a matando.

- Você viu?

- Viu o que..?

- A ascensão.

Ninguém do grupo de funcionários ou mesma ela viu a ascensão. Este hóspede era um dos mais promissores, naquela semana parecia estranhamente aliviado, depois se despediu de cada um e sumiu. Ninguém o viu, mesmo nas câmeras de segurança a imagem dele era inexistente.

- Não vi, ninguém viu...- Charlie disse um pouco decepcionada. Ela já pensava as palavras para deprecia-la, ser uma "falha" novamente. Todavia, foi outra situação, seu pai entregou um pergaminho. Nunca viu algo tão lindo, suas hastes eram de ouro vermelho rebuscado com papel diferente ao toque.

- Abra-o – seu pai pediu.

Abrindo o pergaminho, logo um choque. Por uma mera educação extra, linguagem dos reinos superiores foi um das línguas mais difíceis que ela aprendeu, mas para o pergaminho em mãos parecia que todos aqueles tempos valeram cada segundo.

Nas mãos dela havia uma carta do Paraíso. Naquele momento, o momento Charlie super feliz foi ativado. Ela não conseguia parar de pular de alegria, até esqueceu que seu pai estava no ambiente.

- Como você conseguiu isso?! Pensei que todas suas conexões lá em cima foram cortadas!- Lúcifer sorria para sua filha, um sorriso bom que ela conhecia.

- Não é todo mundo que me odeia lá. Pode ler.- Lúcifer parecia feliz pela atitude da sua filhinha.

Na carta dizia:

Caro companheiro Lúcifer,

Em 25 de março, recebemos uma alma verdadeiramente em pesar por seus pecados. Esta alma será repassada para o julgamento indo para a decisão de reencarnação ou ficar entre nós.

Pelo relato da alma, existe um centro de reabilitação no território infernal pertencente a sua cria. Muitos aqui estão impressionados, até todos os Ofanins estão impressionados.

Na próxima reunião entres os antigos, veremos se durante as purificações vermelhas o lugar seja uma zona neutra. Não faço promessas, meu caro amigo.

Então, como vai a família e sua situação neste lugar caótico? Espero sua resposta.

Seu caro amigo,

Miguel.

Os olhos de Charlie brilhavam, não havia dúvidas, essas eram palavras vindas acima. Nem repórter poderia contestar sobre a fidelidade da ascensão, esta carta era uma verdadeira benção para sua causa. No meio da sua felicidade, seu pai chamou a atenção dela.

- Desculpe- disse risonha de vergonha.

- A partir de agora, você não pode vacilar nem um instante.- Charlie nunca o viu com uma voz tão preocupada- Agora, o pessoal de lá está com os olhos aqui, você não pode vacilar.

- Vacilar o que? Eu já estou elaborando um sistema—

- Não é isso o meu dizer.- ainda expressou preocupado- Eu e sua mãe estamos mais preocupados com você. Pior ainda com aqueles malditos tendo os olhos voltados para isso tudo. E—

- Pai, eu já tenho 150 anos, não sou mais uma criancinha. Eu consigo fazer isso.

Lúcifer gostaria de dizer que não, ainda para seus olhos Charlie ainda é aquela criança trazendo alegria para o casal Magne. Mas, infelizmente pelo pensar óbvio, ela não era. Charlotte não era mais um bebê a ser protegido 24 horas. Ele soltou um suspiro, endireitou a postura e pediu:

- Então, Charlotte, cuide bem desta carta. Caso houver outras as mandarei diretamente para você. Não deixe ninguém tê-las. NINGUÉM. Você está me ouvindo? – a filha concordou a ordem.- Além de... tome cuidado.

Assim, Lúcifer foi embora.

Graças a carta, fidelidade da ascensão não fora questionada. Finalmente, o Hazbin Hotel poderia trabalhar em todo seu potencial e alegria para a redenção dos pecadores.


Angel Dust acordou resmungando, todos perceberam que ele estava de mal humor, pois ele não havia flertado com ninguém, o que era uma raridade, além de acordar bem mais do que o normal. Ele foi até a cozinha dos funcionários, encontrou a maioria do pessoal lá.

- Bom dia, Angel!- acenou Niffy enquanto lavava a louça com uma velocidade questionável.

- Bom dia é o... Nossa, nem tô com vontade de xingar- resmungou Angel.

- O que houve, Angel? – perguntou Charlie preocupada.

- Sabe aqueles filmes quando o personagem no filme tem um sonho bizarro que depois vira realidade e quase todo mundo se ferra?

- Sim...?

- Então, é isso. Alastor, posso pegar um gole do seu café? Tô precisando.

Alastor apenas ofereceu o bule e continuou a ler o jornal com tédio apesar do sorriso do rosto. Por algum motivo estranho, Alastor começou a perceber, a cidade começou a ficar mais "calma". Ainda havia o estado caótico normal do Inferno, porém parecia estranhamente calmo. Nem um Overlord brigando com o outro, nenhuma guerra territorial. Nada. Nem mesmo Vox para encher sua paciência. Alastor não queria concordar, mas ele estava sem entretenimento novamente. O hotel já conseguiu suas metas, milagrosamente, e agora isso.

Suspirou, talvez ele deveria dar um passeio pela cidade para procurar alguma coisa para fazer.

- Angel, como foi o seu sonho?- Charlie perguntou curiosa.

- É melhor nem saber... Deve ter sido algo sexual bizarro com certeza.- resmungou Vaggie.

- Eu também pensei isso no início, mas não! Deixa eu contar...

Eu acordei em uma planície. Nessa planície, toda grama parecia quase morta e ventava para um caralho. Comecei a andar poraí para ver se algo acontecia ou algo mudava, a única que mudava é que parecia enquanto eu mais andava mais frio ficava. Aí, eu comecei a ouvir sons de porradaria.

Eu fui ver essa treta, de longe eu vi dois demônios lutando com contra um bando de pessoas de cabelo esquisito. Quando eu cheguei mais perto, era eu e a Vaggie—

- Eu tava no seu sono?!

- Sim, tava.

Só que estávamos bem diferente, seu corpo tava... divido, eu acho, e você tinha uns poderes de fogo, e com roupa muito melhor do que você sua.

- Ei!

Eu estava horrível, meu pelo todo desbotado e meu olho esquerdo estava brilhando e com várias nervuras ao redor, era horrível. Só que, ele ou eu, lutava com umas espadas muito loucas e... a gente matou toda as pessoas com cabelo esquisito. Aí, " nós" começamos a conversar, depois "eu" percebeu eu. Wow, essa frase ficou estranha.

Ele andou até mim e ficou cara a cara comigo. Você perguntou o que eu estava fazendo e parecia que seus olhos haviam sido destruídos. Daí, vem parte bizarra.

- Eu estou olhando o meu passado, que bons tempos, não era?- ele disse pra mim.

- Era bons tempos sim...- você respondeu.

- Meu eu do passado, não importa o que faça nada mudará o resultado perante a escolha da Máquina.

- Aí, eu acordei com um chiado terrível nos ouvidos.

- Você usou alguma coisa ontem?

- Pior que não.


Cherry tinha razão pela quantidade de bugigangas que ela poderia vender. Mais alguns celulares intactos com cabos, todos cheiravam dinheiro. Só que o silêncio estava a matando, apesar das falas vindas da cabeça para direção aonde estava o corpo pertencente. Ela precisava de um pouco de barulho. Quando estava preste a jogar uma bomba, a cabeça a interrompeu.

- Que porra sé tá fazendo?!

- Tá um silêncio desgraçado aqui, eu preciso de um pouco de barulho!

- Calma ae, você pode conversar comigo, invés de fazer isso...

- O que me impediria?!- com seu sorriso de assinatura.

- Afi! Pode fazer o que quiser! Só que quando chegarmos no meu corpo, melhor não explodir nada.

Realmente, algumas explosões aqui e ali perante ao caminho, isso parecia irritar a cabeça, se essa coisinha voltar ao corpo poderia render uma boa briga. Nesse mesmo caminho, ela começou a perceber os prédios começaram a aparecer mais destruídos indo quase para a estrutura de aço e finalmente chegaram a uma planície de neve. Cherry teve que estreitar seu olho para duas figuras no centro daquela planície.

- O que você fez para ela te jogar tão longe?

- Bolas de neve... É... não deu certo...

Lá no meio, estava o corpo da cabeça esperando até sua cabeça voltar, estranhamente parecia sair uma espécie de energia do pescoço e de algumas divisões aparentes no seu corpo. Cherry colocou a cabeça no corpo.

- Obrigada, amiga, é difícil quando um certo alguém arranca a minha cabeça!- berrou virando para a outra figura que estava meditando sem se importar com a referência.

- Eu sou Cherry Bomb, prazer- Cherry poderia dizer que a cabeça tinha estilo, ela usava uma correntes com cadeados como acessórios e umas sandálias de salto com plataforma e cintos que ela buscava já faz um tempo, uma gótica punk suave com certeza.

- Mergo... E ela, eu acho que é ela, eu a chamo de Una.- a demônio explosivo percebeu mais a figura meditativa, parecia alguém usando um tecido velho preto envolta do corpo e nem dava para ver sua aparência.

- Você acha que é "ela"?

- É complicado... Então, aonde se vai agora?

- De volta pra cidade é claro, duh!

- Então, eu vou junto.- já indo um passo à frente.

- Pra quê?- perguntou confusa.

- Uai, você sabe como chegar naquela cidade cheia de malucos? Com certeza não. Você poderia parar em um lugar não muito convidativo.

Mergo tinha razão, Cherry tinha que admitir, ela já começou a sentir os efeitos da ressaca batendo nela. Além de explodir as caras de um filhos da puta quando estava de ressaca não é legal.

- Além de... alguém pode dar mais valor em mim enquanto eu vou embora! - disse virando para a figura meditativa, que não respondeu nada.

Logo, ambas foram para cidade do Pentagrama.


Alastor estava frustado. A sua pior das hipóteses aconteceu, ele estava sem entretenimento novamente, mais nada parecia acontecer naquela cidade. Voltou para o hotel quase de noite, jantou com todos, o que acontecia raramente. Pela sua sorte, ouvir uma alma desistindo da redenção o fez um pouco feliz. Voltou para seu quarto no hotel e fora dormir, sem mais ou menos. Quando acordou, ele estava em outro ambiente, um ambiente bem conhecido.

A velha casa do senhor Thomas. Além de sua mãe, ele sentia saudade do velho senhor que cuidava dele enquanto sua amada mãe trabalhava. Graças a esse senhor, seus conhecimentos da artes do vodoo começaram e além de outras artes obscuras. A casa mantida como sempre, velha com necessidade de uma boa camada de tinta e alguns utensílios de carpinteiro, pelo que ele se lembra pelo dizeres de sua mãe, foi Thomas quem fez a mesa de jantar mais cadeiras de sua antiga casa. Alastor até conseguia ouvir as galinhas lá fora.

- Pelo Senhor, sua mãe realmente deu muito mingau pra você, meu filho!

Alastor não poderia acreditar no que virá. Um velho senhor negro com cicatrizes dos antigos tempos da escravidão americana, corcunda e barba branca crespa. Esse era o bom e velho tio Thomas.

- Que saudades, Tio Thomas!- disse Alastor com uma felicidade verdadeira.

- Também sinto, olha como você cresceu... Jamais deveria ter ensinado essas coisas para você- murmurou no final.

- Você viu o que eu fiz?- perguntou surpreso.

- Sim... quando eles me disseram que você virou um serial killer, morri de desgosto.

Alastor ficou cabisbaixo com essa afirmação. O Tia Thomas percebeu sua reação, ainda seu último aluno ainda havia um pouco de coração.

- Mas alguns realmente mereciam a morte...

- ... Como está a minha mãe?

- Lá em cima quer dizer? Ela está bem, sempre orando pra você.- Alastor deu um sorriso amigável.

- E o senhor, como vai? E como—

- Como fui para o céu? Realmente, apenas aprendi e apliquei quem realmente precisava... Antes que pergunte mais alguma coisa moleque, todos estão bem! Rosana, o senhor Victor, todo mundo tá bem.

Alastor riu, fazia tempos que ninguém o chamava de moleque, isso lembrava ele dos velhos tempos.

- Não é pra rir, moleque! O assunto é sério. Não posso concordar pelo o quê você virou, mas ainda bem que está lá.- Alastor ficou em silêncio, deixando o senhor falar- Eu sinto mudanças Alastor. Mudanças grandiosas... Eu posso sentir, ocorrerá mudanças de grandes proporções, em breve e TIRA ESSE SORRISO DA CARA! Isso não é uma treta barata para diversão!... Puxa vida...

- Perdão, Tio Thomas, mas que tipo de mudanças?

- E-eu não sei, apenas sinto isso, na última vez que senti isso a escravidão foi abolida no dia seguinte.

Uma das várias coisas aprendidas pelo demônio do rádio foi que as previsões do tio Thomas sempre estavam certas, não importava a situação, de uma mera chuva ou acidente no trânsito já para tirar as crianças da rua. Para o professor veio dos reinos superiores em seus sonhos para anunciar grandes mudanças no Inferno. Ele teria que pedir mil perdões para seu professor e considerado tio, isso seria um bom entretenimento para ele.

- Poderia dizer para minha mãe que o fiz pagar pelo o que fez?

- Sim, direi com maior prazer.

E assim, Alastor acordou, esperando ansiosamente para essas mudanças.


Tolueno.

Caso ser for verdadeiro, conduza.

Caso ser for falsa, a decisão caberá ao receptáculo.