Possessivo
Anime: Mo Dao Zu Shi
Avisos: Yaoi/Lemon/Angst/Dark/Romance/Omegaverse
Casais: Lan Xichen x Jiang Cheng
Ficwriter: Yoru no Yami – ynyami
Spoilers: nem unzinho sequer.
Disclaimer:- Não sou dona da série Mo Dao Zu Shi e nem nada relacionado sobre a mesma. Isso aqui é uma obra de ficção, que tem como o único intuito de enlouquecer quem escreveu...ahahahahahahahahahahaha.
Resumo: Há um limite entre o amor e a possessividade, mas para um Alfa como Lan Xichen, a apenas uma forma dele demonstrar seu amor por Jiang Cheng, mostrando ao mesmo a quem ele pertence.
Quanto ao fic:- InSide da fic Seu destino é meu. Leia e descubra.
Jiang Cheng corria o mais rápido que suas pernas permitiam, ele precisava chegar até a saída antes que fosse alcançá-lo. Ele parou tentando recuperar o folego, olhando ao redor, procurando por alguma saída, mas a sua frente havia apenas os corredores entre as estações de trabalho que se estendia por metade do andar, a outra metade era composta por salas e já havia perdido a conta de quantas percorreu tentando encontrar um telefone disponível para pedir ajuda. Deixou-se deslizar pelo chão mal sentindo suas pernas, quanto tempo já havia se passado, desde que viera parar ali? Poderia ser apenas minutos, mas sentia como se fossem horas, sabia que não deveria tê-lo ouvido, seu instinto lhe dizia que era uma armadilha, mas decidira acreditar em Lan Xichen ao menos uma vez já que devia e muito ao alfa, e esse foi seu erro, nunca se deve confiar em alguém como Lan Xichen.
-Wanyin, você sabe que não pode se esconder por muito tempo não é. – disse o alfa que caminhava lentamente por um dos corredores mal iluminado.
Jiang Cheng ofegou diante da voz que ecoava pelo andar, sentindo que começava a entrar em pânico, obrigou-se a manter-se agachado, porque sabia que se levantasse o alfa o encontraria no mesmo instante. Ele não tinha ninguém a quem recorrer, pois ao que parecia havia apenas os dois no edifício inteiro. O ômega sentiu arrepios percorrerem suas costas diante da voz que ecoava suavemente, embora carregadas de um leve tom escuro. Mesmo as palavras mais doces pareciam não conseguir esconder a verdadeira natureza do alfa perseguindo-o, ou talvez fosse ele depois de tanto tempo quem pudesse ver através da fachada criada por Xichen.
Olhou ao redor tentando descobrir onde se esconder, mas à medida que o som dos passos aumentava mais seu coração acelerava e seu corpo tremia, Jiang Cheng mordeu a mão esquerda tentando não gritar, enquanto se esgueirava por entre os corredores. Não sabia o que o herdeiro Lan faria quando o encontrasse, e sinceramente não queria descobrir, pois se havia algo que lhe era desconhecido era a forma como a mente de Lan Xichen funcionava. Seu irmão sempre o avisava que Xichen não era um alfa que gostava de ser contrariado.
Ele levou sua mão esquerda ao peito tentando se acalmar. Girou o anel em seu dedo como sempre fazia quando se encontrava ansioso, este era a única herança de sua família, o último presente de sua falecida mãe, respirou fundo, girando continuamente o anel, sabia que sua ansiedade o tornaria descuidado e não podia cometer nenhum erro se esperar escapar ileso do prédio. Procurou pelas mesas mais próximas algo que pudesse utilizar para defender-se, não encontrando nada além de um abridor de cartas.
- Isso vai ter servir. – disse Jiang Cheng.
- O que vai ter que servir ômega.
Jiang Cheng deixou cair o abridor der cartas no chão, sentindo como se seu coração tentasse sair de seu peito. O ômega voltou-se lentamente encontrando os olhos do alfa, ele ofegou levantando-se e fazendo menção de começar a correr, mas um rosnado o paralisou.
- Não eu já lhe dei vinte minutos para se esconder Wanyin, agora venha até aqui. – disse Lan Xichen, estendendo a mão direita para o ômega a sua frente.
- N...não, por favor. – respondeu Jiang Cheng recuando amedrontado, mas travando ao ver o alfa estreitar os olhos diante de sua recusa.
- Você vai desobedecer-me ômega. – perguntou o alfa espalhando seus feromônios, tentando faze-lo submeter-se a sua vontade.
As pernas do ômega começaram a ceder diante do forte feromônio que o alfa emitia, abraçou-se tentando evitar que seu corpo tremesse, mas era difícil, Lan Xichen era um dos alfas mais fortes que já conhecerá e o mais teimoso. Ainda assim não iria ceder, não a ele ou qualquer outro alfa, preferiria morder a própria língua e afogar-se em seu próprio sangue a submeter-se a um alfa que não era seu companheiro.
- Foda-se Lan Xichen. – rosnou Jiang Cheng cravando as unhas no próprio braço, tentando extrair da dor, forças para resistir.
Xichen sorriu maliciosamente diante das palavras irritadas. Seu olhar percorreu o corpo do ômega a sua frente, pernas longas e torneadas escondidas por calças negras que se moldava com perfeição aos quadris e bunda, uma camisa roxa, com os dois primeiros botões abertos, revelando uma pele clara e deliciosa aos olhos. Seu olhar desceu pelos braços finos, mas sabia bem que não podia confiar nisso, Wanyin era tudo, menos um ômega fraco e submisso, seus olhos sempre carregavam uma força que o cativara desde a primeira vez que o vira, um tom de ametistas acinzentadas tão lindos, como uma tempestade em fúria. Ainda assim vê-lo perder a compostura e tremer diante dele, alimentava uma parte obscura de sua personalidade, uma que apenas o ômega a sua frente conhecia. E ainda assim o mesmo confiara nele o suficiente para encontrá-lo sozinho, ali no meio da noite.
- Wanyin, não me irrite, você não vai vencer. – disse Lan Xichen suavemente.
- Eu posso tentar Alfa.
Respondeu Jiang Cheng tremendo, mas enfrentando o alfa a sua frente. Ele respirou fundo da maneira como seu companheiro o havia ensinado a fazer quando estivesse ansioso. Lembrando-se de suas palavras, quando o mesmo o ensinara como enfrentar um alfa que tentasse tomá-lo a força.
"Sua ansiedade é seu pior inimigo A-Yin, você não é um ômega fraco, você é mais forte quando controla sua ansiedade e raiva. Respire fundo e encare aquele que quer toma-lo a força, mostre a ele que você não vai ceder a ninguém que não queira. Você é dono de sua própria vontade e não de sua natureza".
Jinag Cheng olhou nos olhos de Lan Xichen e assumiu uma postura mais ofensiva, não adiantava temer o alfa a sua frente, a natureza podia dizer que ele era um ômega, mas não que era um submisso. Wanyin era sua própria pessoa, não eu gênero secundário, somente um podia fazer dele o que a natureza queria que fosse, e este era seu companheiro o único a fazê-lo agir como submisso, mas não porque o obrigasse, e sim porque seu alfa o respeitava como individuo, sem rotula-lo por seu gênero secundário como muitos faziam.
Ele assumiu uma posição de luta, pernas ligeiramente flexionadas, direita alguns passos à frente a esquerda, os punhos na frente do rosto, respirando fundo, tinha apenas um objetivo em mente derrubar o alfa e sair.
Lan Xichen sorriu ao ver a postura do ômega mudar, não ficou surpreso ao vê-lo lançar-se contra si, disposto a passar por cima dele e deixar o prédio, não que isso fosse realmente acontecer, mas tinha que admirar a determinação dele ao tentar.
O Alfa bloqueou o chute que visava o lado direito do seu rosto, para logo em seguida bloquear um punho que tentou acertar-lhe o lado esquerdo logo abaixo do cotovelo na altura das costelas. Cada soco e chute dado pelo ômega eram carregados de força e precisão, e se fosse qualquer outro alfa que não ele, sabia que o oponente que o ômega enfrentasse seria atingido por dor e ferimentos consideráveis.
- Eu sempre soube que você poderia chutar alto, mesmo com sua estatura, você ficou mais forte desde a última vez que nos encontramos Wanyin. – disse Lan Xichen.
- Eu prático com bastardos como você, que insistem em ir atrás de um ômega acasalado.
- Não atrás de qualquer um, apenas de você A-Cheng. – respondeu o alfa maliciosamente.
Jiang Cheng estremeceu ao ouvi-lo chama-lhe de maneira tão intima, tentou acertar-lhe novamente, mas teve sua mão retida pelo outro que o segurou fortemente, puxando-o e girando seu corpo prendendo-o entre seus braços. Suas costas colidiram contra o peito largo e forte, roubando-lhe o ar, tentou soltar-se, mas o aperto somente intensificou-se. Retesou-se ao sentir lábios macios tocarem seu ouvido.
- Você não deveria ter fugido de mim Wanyin, você nunca deve fugir de mim. – disse Xichen enquanto deixava seus dentes deslizarem pelo pescoço exposto.
Wanyin ofegou diante da mordida próximo a sua marca de acasalamento. Ele podia sentir a dureza contra sua bunda e fechou os olhos.
- Por favor. – sussurrou Jiang Cheng, incapaz de continuar a resistir a seus instintos que diziam para submeter-se ao alfa forte que o mantinha, uma vez que sua ansiedade aumentava.
Os olhos de Lan Xichen escureceram diante do pedido, fazendo-o pressionar o corpo do ômega ainda mais contra si, esfregando seu membro já endurecido contra a carne macia das nádegas daquele que desejava com ardor.
- Eu vou devorá-lo completamente de forma que será a minha marca em seu corpo e não a de seu companheiro. – grunhiu o alfa no ouvido de Jiang Cheng. - Você será meu e apenas meu A-Cheng. – afirmou possessivamente Lan Xichen.
- Ahhh!
Wanyin tentou reprimir o gemido, mas foi incapaz de segurá-lo. Ele já se encontrava envolvido pelo cheiro do alfa de cabelos negros e olhos dourados como o sol. Ele já podia sentir a umidade entre suas nádegas e seu cheiro tornando-se mais forte reagindo ao cheiro de luxúria de Lan Xichen.
- Eu amo seu cheiro, ainda mais quando misturado com o meu.
Ele girou o ômega fazendo com que o mesmo o encarasse, os olhos nublados, a pele corada e quente ao toque, lábios entreabertos e ofegantes era ainda melhor que qualquer afrodisíaco que pudesse consumir. Alimentado pelo fogo em seu sangue e o desejo em seu corpo, tomou os lábios entre os seus, afogando-se no sabor que apenas Jiang Cheng tinha.
O beijo era quente e possessivo, Jiang Cheng gemeu pressionando-se contra o corpo de Lan Xichen, entreabrindo as pernas ao sentir a mão fazendo pressão entre elas. Mãos grandes prendiam-no pela cintura e nuca, enquanto suas mãos encontravam-se crispadas no ombro do alfa.
Xichen afastou os lábios mordiscando o pescoço do ômega em seus braços, antes de afastar-se e olha-lo nos olhos escurecidos pela luxúria.
- Solte-se Wanyin. – disse o alfa. – Pense apenas em mim.
- Não...- negou Jiang Cheng.
Ele não podia fazer isso, por mais que desejasse, não trairia seu companheiro com este alfa e com nenhum outro.
- Faremos da maneira mais difícil então. – respondeu Lan Xichen.
Ele segurou o ômega pela cintura erguendo-o facilmente com as mãos, uma posicionou nas costas do ômega e a outra atrás de sua nuca, pressionando o rosto do ômega contra sua glândula de cheiro.
Jiang Cheng tentou debater-se, e afastar-se do pescoço do alfa, mas a mão na sua nuca o impedia de mover-se, obrigando-o a cheirar o aroma tentador do alfa.
Lan Xichen caminhou até uma sala chutando a porta fechada, quebrando-a ao meio. A sala era espaçosa cercada por janelas de vidro, que permitiam facilmente a visão de boa parte da cidade. O alfa olhou ao redor do ambiente, caminhando até a mesa organizada e posicionada bem ao centro da sala, o brilho da lua esta noite era suficiente para iluminar a sala agradavelmente. Ele tirou a mão da nuca do ômega, apenas o suficiente para varrer com ela todo o conteúdo sobre a mesa para o chão.
O som de coisas caindo ecoou pela sala, à medida que tudo sobre ela era varrido. O alfa segurou a cintura do ômega depositando-o sobre a mesa e beijando-o ferozmente, como se o punisse por não obedece-lo e por não ceder ao seu desejo de possui-lo.
Jiang Cheng tentou bater no alfa para fazê-lo soltá-lo, mas teve suas mãos seguradas, enquanto era deitado sobre a mesa por parte de seu atacante. O ômega podia sentir seu corpo reagindo à proximidade de seus corpos e precisava fazer algo, antes que perdesse completamente seu raciocínio.
Ele mordeu os lábios do alfa com força, conseguindo finalmente afastá-lo o olhando-o nos olhos e cuspindo no homem sobre ele, fazendo o outro apenas sorrir diante do olhar irritado.
Lan Xichen afastou-se assim que ômega o mordera, sentindo o sangue escorrer pelo ferimento, olhou com admiração para a imagem a sua frente. Os lábios do ômega se encontravam vermelhos do ósculo e manchados pelo seu sangue, sentiu o cuspe atingir seu rosto e não se impediu de sorrir ainda mais diante do olhar que lhe prometia a morte.
- Eu vou fazê-lo meu A-Cheng, vou cobri-lo com meu cheiro até que não restem dúvidas a ninguém, que você pertence a mim.
- Nunca. – respondeu o ômega.
- Veremos.
Retrucou o alfa erguendo os braços do ômega acima da cabeça e segurando-os com apenas uma das mãos. Ele segurou com sua mão esquerda o lado direito da blusa de Jiang Cheng e com um puxão arrancou metade dos botões expondo-o a seus olhos.
Jiang Cheng ofegou ao sentir a blusa partir-se diante da mão de Lan Xichen, tentou debater-se, mas era como se algemas o mantivessem preso, o olhar do alfa era escuro e carregado de malicia, ele podia sentir a umidade começando a acumular nos cantos dos olhos e se forçou a não chorar, não daria o outro o prazer de vê-lo quebrar.
Wanyin ofegou ao sentiu seu mamilo esquerdo ser torcido, e arqueou involuntariamente o corpo para cima diante do prazer a percorrer lhe. Dentes fecharam-se sobre o mamilo direito puxando-o, o fazendo choramingar, a dor e o prazer tornavam sua mente nebulosa, o fazendo desejar por mais.
Os lábios e mão de Lan Xichen revezavam-se entre os mamilos do ômega, puxando-os, sugando e mordendo, alternando a pressão ao ponto da dor, o que parecia agradar Wanyin. Ele continuou a atormentá-lo ao ponto de ouvi-lo choramingar, mas desejava ouvir mais da criatura divina sob si. Sua mão direita dirigiu-se para o membro do ômega, massageando o músculo endurecido por sobre as roupas, obtendo uma resposta ainda mais doce a seus ouvidos.
- Xi...xichen.
Ele usou as duas mãos para abrir a calça do ômega e livrá-lo das vestes que o impediam de vê-lo completamente.
- Perfeito...você é perfeito Wanyin. – sussurrou Lan Xichen, embevecido com a beleza selvagem diante de seus olhos.
Jiange Cheng cobriu os olhos com o braço incapaz de continuar a encarar o olhar de adoração de Lan Xichen, ele tentou fechar as pernas, mas o alfa impediu-o.
Lan Xichen segurou os joelhos de Wanyin, impedindo que o ômega se escondesse de seus olhos. Ele inclinou-se sobre o mais jovem distribuindo beijos sobre o tronco exposto, principalmente em seu abdômen, descendo cada vez mais antes de chegar ao membro do ômega em seus lábios. O alfa sugou a ponta em deleite, empurrando com sua língua o prepúcio, para chegar à glande e sugá-la.
Jiang Cheng gemeu ao ter a cabeça de seu membro sugado pelo alfa. Ele queria arrancá-lo de si, mas não conseguia mexer-se, o calor úmido envolvia a cabeça de seu membro, minando suas forças. Queria impedir-se de gemer, mas era impossível, diante da forma como Lan Xichen engolia seu pênis.
- Ahhhh...
Lan Xichen sorriu ao ouvir o ômega gemer e procurou engoli-lo completamente, para um ômega Jiang Cheng era bem desenvolvido, seu membro pesava em sua língua, e a ponta quase tocava o fundo de sua garganta. Ele subiu e desceu sobre o membro rígido em seus lábios, envolvendo sua língua e raspando os dentes, fazendo o ômega contrair-se antes de choramingar. A respiração de Wanyin começou a tornasse arfante indicando que o mesmo estava próximo do orgasmo. Lan Xichen soltou as mãos do ômega, usando uma das mãos para beliscar os mamilos de Jiang Cheng e massagear o ânus do mesmo, fazendo-o agarrar seus cabelos e forçar-se ainda mais em sua boca.
Ao sentir dois dedos de Lan Xichen em seu buraco, Jiang Cheng não pode impedir-se de agarra os cabelos do alfa e força-lo a engolir ainda mais dele em seus lábios, o prazer crescia em seu estomago, fazendo-o arquear o corpo sobre a mesa. O orgasmo rasgou-o como uma lamina quente, fazendo-o estremecer e contrair os dedos dos pés.
- Delicioso. – disse o alfa, lambendo os lábios.
Jiang Cheng encarava a íris dourada com olhos ainda enevoados pelo prazer, sua respiração encontrava-se descompassada e o corpo ansiava mais pelos toques do alfa entre suas pernas. Ele fechou os olhos tentando ordenar seus pensamentos, abrindo-os ao sentir os lábios de Lan Xichen em seu tornozelo esquerdo. Sua perna foi erguida e colocada no ombro direito do alfa, expondo sua intimidade aos olhos e língua de Lan Xichen. Ele ofegou ao sentir a língua do alfa empurrar-se contra seu buraco que já se encontrava encharcado pela excitação e aberto pelos dedos do primogênito do império Lan.
- Merda...- gemeu Jiang Cheng ao sentir seu membro começar a ganhar vida novamente.
- Eu ainda não tive o suficiente de você Wanyin.
Disse Lan Xichen mantendo o ômega preso sob seu olhar, ele voltou a tocar o ômega, massageando lhe o membro fazendo voltar à vida novamente. Ele podia sentir seu membro pulsando desejando aconchegar-se no calor do corpo do ômega, mas ainda não era o momento, ele ainda precisava quebrar o ômega antes de possuí-lo. Faze-lo esquecer de seu companheiro e aceitar a verdade incontestável de que Jiang Cheng era dele e apenas dele.
Xichen soltou o membro do ômega e deixou que suas mãos se aventurassem por entre as nádegas macias de Jiang Cheng separando os glóbulos macios e redondos, para observar melhor o recanto escondido. Jiang Cheng ofegou ao sentir os polegares do alfa acariciar sua intimidade, pressionando-se contra ela suavemente antes de abri-la.
- Ohhhhh!
Jiang Cheng podia sentir a língua de Lan Xichen vasculhando seu interior, entrando e saindo de dentro dele, sugando-o como se fosse uma iguaria fabulosa. Ele levou uma das mãos ao mamilo esquerdo puxando-o, enquanto a outra tocou o próprio membro, masturbando-se perseguindo o prazer que seu corpo ansiava.
- Isso toque-se por mim Wanyin. Coloque sua perna direita sobre a mesa e abra-se para mim, meu amor.
Pediu Lan Xichen, vendo o ômega obedecê-lo depois de alguns minutos. Ele voltou a dar atenção ao buraco enrugado, adicionando três dedos a exploração.
Jiang Cheng contorceu-se, ao sentir os dedos do alfa quase fora de seu corpo, choramingando pela perda, apenas para gemer alto, ao senti-lo mergulhá-los novamente dentro de si, não duas, nem três vezes, mas dezenas de vezes.
Sua respiração tornou-se descompassada e piscou os olhos quebrando momentaneamente o contato entre ambos. Um grito escapou dos lábios do ômega diante do prazer que percorreu o seu corpo, quando o moreno tocou sua próstata, pequenos espasmos percorreram seu corpo, enquanto buscava um pouco mais de ar.
O alfa o observava cativado, escovando seus dedos sobre aquele ponto novamente apenas para ver o ômega gemer de forma desamparada. Os olhos dourados escureceram, e sentiu-se extasiado com a visão que tinha de seu amante, repetindo uma vez após outra o toque de seus dedos sobre a próstata do moreno, até que o mesmo começou a gemer e implorar.
- Por...favor...me leve alfa...eu...preciso...preciso de você.
Wanyin balançava a cabeça de um lado a outro buscando por apoio, o prazer tirou-lhe o que lhe restava de dignidade e se ouviu implorando que o alfa o possuísse. Ele tornou-se incoerente ao implorar a Lan Xichen que o tomasse, mal conseguindo respirar, agarrou os fios negros dos cabelos de Lan Xichen o obrigando a cobrir-lhe o corpo com o seu, mendigando contra os lábios do outro em desespero.
- Por favor...por favor...por favor.
- Seu pedido é meu desejo A-Cheng - sussurrou Lan Xichen, capturando os lábios que imploravam.
- Sim...por favor. - ofegou o ômega contra os lábios do alfa. - Por favor, Alfa, não me faça esperar mais.
Lan Xichen sentiu o último fio de autocontrole romper-se diante do pedido, feito de forma tão submissa, ele afastou-se apenas o suficiente para arrancar as roupas do corpo, antes de pegar o ômega nos braços e levá-lo até o sofá. Ele sentou-se com o ômega em seu colo, guiando seu membro até sua passagem quente, vendo em deleite a criatura em seus braços jogar a cabeça para trás ao ser penetrado.
Wanyin envolveu as pernas ao redor da cintura do alfa assim que o mesmo o ergueu da mesa, ele beijou e sugou cada extensão de pele que podia alcançar.
Ele sentiu a ponta do membro grosso e longo de Lan Xichen tocar sua entrada assim que o mesmo se sentou e procurou relaxar diante da invasão, mas ao sentiu seu canal abrindo-se para receber o alfa em seu corpo, não pode deixar de ofegar ao senti-lo ir fundo dentro de si.
Wanyin apoiou as mãos nos ombros de Xichen, ondulando e movendo seu corpo sentindo o alfa pulsando quente dentro dele. Seus quadris se moveram em sincronia, a cada vez, à medida que o prazer ia aumentando as estocadas de Lan Xichen tornavam-se mais rápidas e mais fortes. Ele retirou uma das mãos dos quadris do ômega, evolvendo-lhe o membro e masturbando-o na mesma intensidade que entrava e saia de seu corpo.
O ômega podia sentir o gozo aproximar-se cobrando seu preço, e gritou o nome do alfa, antes de morder lhe o ombro diante da plenitude do prazer alcançado, banhando a ambos com seu sêmen.
Lan Xichen apertou mais o ômega junto a si, no instante em que as paredes se apertaram impiedosamente ao redor de seu membro, seu corpo tremeu e fazendo preencher o interior do ômega com sua semente.
O alfa continuou movendo-se até que seu gozo cessasse, mas sentia-se apenas parcialmente saciado, ele precisava sentir o ômega ainda mais. Lan Xichen devorou o pescoço do ômega com mordidas e chupões que certamente seriam uma bela pintura em seu corpo na manhã seguinte.
Jiang Cheng podia sentir a semente do alfa, escorrer por sua passagem e por entre as nádegas e por mais que a sensação devesse causar-lhe repulsa, não tinha forças para sequer pensar em afastá-lo. Deixou-se ser deitado no sofá encarando a íris dourada, mas algo no olhar de Lan Xichen o fez estremecer, antes que sua voz lhe causasse ainda mais arrepios.
- Espero que você não pense que eu terminei A-Yin.
Algumas horas depois:
Lan Xichen segurava com a mão direita o pescoço de Wanyin pressionando-o enquanto investia com força dentro do corpo de seu amante, apenas mais um pouco de pressão e quebraria o pescoço de Jiang Cheng. Ele podia sentir a passagem quente e úmida do ômega apertar involuntariamente seu pênis, indicando que ambos se encontravam, perto do fim e sorriu.
- Meu...meu...meu- repetiu Xichen, hipnotizado pela visão de dor e prazer refletida nos olhos do ômega.
Jiang Cheng podia sentir o prazer crescer à medida que o aperto em seu pescoço aumentava, suas unhas se encontrava cravadas no braço de Lan Xichen como se fosse à única coisa que o impedia de sucumbir ao prazer que parecia querer afogá-lo. Ele queria gritar, mas era quase que impossível falar diante do aperto de ferro em seu pescoço, tudo que podia fazer era balbuciar, sem palavras, respondendo ao alfa que o tomava.
Xichen sentiu-se explodir dentro do ômega, ao ler-lhe os lábios, respondendo o que sempre soubera, que Wanyin era seu. A semente de seu amante jorrou entre seus corpos e seus olhos se desconectaram quando a bela criatura sob si alcançou o orgasmo, desmaiando logo em seguida.
- Não se preocupe eu cuidarei de você A-Yin.
Disse Xichen beijando suavemente os lábios inchados de Jiang Cheng. Ele afastou as mexas escuras do rosto do ômega com cuidado, antes de retirar-se de seu corpo, vendo sua semente escorrer por entre as pernas do ômega. Tomou-o com cuidado nos braços, levando-o ao banheiro adjacente a sala onde estavam, limpá-lo-ia corretamente e cuidaria de suas feridas, antes de levar o ômega para casa e seu companheiro.
Na manhã seguinte:
Jiang Cheng abriu os olhos sentindo a maciez dos lençóis sob si. O cheiro de lótus e de seu companheiro era forte no quarto o fazendo perceber que estava em casa, na cama que compartilhava com seu companheiro, o que significava que acabara desmaiando e Lan Xichen o trouxe. Tentou sentar-se, mas seu corpo recusava-se a cooperar, não havia uma parte que não estivesse doendo.
A porta abriu-se revelando seu companheiro que carregava uma bandeja repleta dos alimentos que mais gostava.
O alfa viu seu ômega acordado na cama, os longos cabelos soltos caiam pelos ombros como uma cortina de seda, as marcas do que o mesmo havia sido submetido deixavam clara a mensagem a qualquer um que olhasse. De que o belo ômega pertencia a apenas uma pessoa.
- Tira esse sorriso de merda da sua cara Lan Xichen, eu estou aborrecido com você. - repreendeu Jiang Cheng diante do olhar possessivo do companheiro.
Ele conhecia esse olhar, era o mesmo que o alfa lhe dera antes de convencê-lo a participar do seu jogo no novo edifício da academia Lan. Seu companheiro possesivo era um idiota. Como alguém era capaz de ficar com ciúmes da própria marca de acasalamento?
- Você precisa de tratamento psiquiátrico sabia. - resmungou Wanyin desviando o olhar do alfa que se aproximava.
- Não tenho culpa se meu ômega e tão adorável.
Disse Xichen amuado, o alfa sentou-se na beira da cama, colocando a bandeja próxima ao ômega, estendendo uma das mãos e tocando o ômega tentando apaziguar o olhar irritado.
- Sem beicinho para cima de mim, não vai funcionar novamente. - repreendeu o ômega estapeando a não que acariciava sua coxa esquerda.
- Desculpe amor, não vai acontecer novamente. Vou manter meu temperamento sob controle.
Jiang Cheng sabia que isso era mentira, a próxima vez que seu alfa cismasse com algo, seu temperamento irracional e possesivo viriam à tona com a força de um tornado como sempre acontecia. Desta vez Lan Xichen surtara por causa da marca de acasalamento. O alfa estava trabalhando quase vinte horas direto, procurando desmantelar uma rede de trafico de ômegas, que os sequestrava e os vendia para alfas com o intuito de torná-los brinquedos sexuais. A mesma rede que havia sequestrado ele e seu irmão anos atrás.
Por conta da sua ausência em casa, o cheiro do alfa em seu corpo diminuiu e por conta disso o cheiro de Lan Xichen em sua marca também suavizou, tornando-o irritadiço e irracional. Quando há dois dais atrás foi ate a academia levar o almoço de forma a tentar ao menos acalmá-lo, acabou desencadeando a possessividade do alfa, diante da atitude de um dos homens Lan.
Academia Lan - Edifício Central - Uma semana atrás.
Jiang Cheng segurava com força a alça da bolsa aguardando o elevador chegar ao último andar, não sabia qual seria a reação do alfa, pois não avisara o mesmo de que estaria indo vê-lo. Fazia dois dias que não via Xichen e por mais que não quisesse admitir sentia falta do alfa. As portas se abriram permitindo a entrada de dois alfas e um beta que o cumprimentou com um aceno de cabeça.
Wanyin se afastou para o canto ignorando o olhar que os alfas lançavam em sua direção. Revirando os olhos diante do perfume que os dois exalavam tentando atrai-lo, como se ele fosse dar bola para qualquer um que não fosse seu companheiro. O elevador subiu mais alguns andares antes que chegasse ao seu destino.
Wanyin passou pelos alfas sem nem dar-lhes um único olhar, caminhando diretamente para a sala onde encontraria Lan Xichen, mas quando estava prestes a bater na porta, sentiu seu pulso ser agarrado e o corpo puxado para trás.
- Posso ajudá-lo senhor? - indagou um beta que Jiang Cheng nunca vira.
- Wanyin.
Jiang Cheng ia perguntar sobre o alfa, antes de ser interrompido por aquele que procurava. Sentiu um arrepio gelado diante do olhar frio que Lan Xichen lançava ao beta que o mantinha preso pelo pulso.
Lan Xichen estava retornando a sua sala, mas ficou surpreso ao encontrar um de seus homens tocando seu ômega. Seu olhar estreitou ao ver que o mesmo não parecia que tinha a intenção de soltá-lo.
Um rosnado emergiu de sua garganta ecoando pela sala, enquanto caminhava em sua direção fazendo todos ao redor olharem para eles.
Jiang Cheng conhecia o olhar no rosto do alfa, e este nunca era um bom sinal. Ele girou a mão torcendo o pulso libertando-se do beta e inclinando a cabeça suavemente, não era um sinal completo de submissão, mas esperava que fosse o suficiente para apaziguá-lo.
Lan Xichen rosnou fazendo o beta recuar e curvar a cabeça, entretanto o alfa mal notou tendo os olhos fixados apenas no seu ômega, passando pelo outro Lan agarrou o braço de Jiang Cheng fazendo-o tropeçar ligeiramente ao ser puxado bruscamente.
Wanyin deixou-se ser arrastado para dentro da sala por Lan Xichen que bateu a porta assim que ambos entraram. A frente de seu corpo colidiu contra a parede, ao ser imprensado pelo alfa a suas costas, fazendo-o soltar a bolsa que continha o almoço de Xichen.
- Idiota o que você...
Jiang Cheng estava prestes a reclamar com Lan Xichen sobre sua atitude. Levantara cedo para preparar o almoço e tivera tanto cuidado para pegar o metrô e tentar não virar o conteúdo e agora seu companheiro age dessa forma.
Entretanto qualquer retórica que pudesse formular morreu em seus lábios diante do rosnado e da pressão do corpo do alfa contra o seu.
- Não sinto meu cheiro em você. Sua marca não tem meu perfume. – rosnou Lan Xichen.
- A-Huan. – sussurrou Jiang Cheng ao sentir os dentes do alfa sobre a marca de acasalamento em seu pescoço.
Lan Xichen estava chateado, não ele estava muito, além disso. Seu ômega tinha uma marca de acasalamento que não tinha sem cheiro nela e isso o estava enlouquecendo, aquela marca poderia ter sido feita por qualquer outro alfa, já que seu perfume nela era fraco. E imaginar que outro tivera seu Wanyin nos braços e o marcara como seu era inimaginável. Lan Jiang Cheng era seu companheiro, seu ômega e aquela deveria ser sua marca de reivindicação, ela deveria ter seu perfume nela.
O alfa rosnou e bateu com a mão na parede ao lado da cabeça do ômega criando uma rachadura na parede e derrubando um dos quadros mais próximos.
Jiang Cheng pulou diante da palmada na parede e olhou para a rachadura criada pelo seu alfa, devagar ergueu sua mão cobriu a mão daquele que detinha seu coração deixando que seu perfume saísse tentando aclamar o alfa que se encontrava enraivecido. Sabia que Lan Xichen era um homem extremamente possessivo e por mais que isso devesse assustá-lo, sentia exatamente o oposto, saber que era o único capaz de transformar o alfa dessa forma o envaidecia e o fazia sentir-se amado e protegido.
- Huan...meu amor. – sussurrou Jiang Cheng
Lan Xichen olhou para a mão que cobria a sua fechando os olhos por alguns instantes, respirando profundamente até se acalmar, ele sentiu o cheiro de seu irmão do outro lado da porta e pressionou-se mais em Wanyin, soltando um rosnado baixo, voltando sua atenção ao ômega nos seus braços.
- Venha me ver, em dois dias. Deixe-me marcá-lo novamente. – pediu Lan Xichen.
- Você pode fazer isso essa noite se vier para casa. – respondeu Wanyin.
Lan Xichen afastou-se o suficiente para virar seu companheiro e olhá-lo nos olhos, inclinando-se e mordiscando o pescoço esguio com cuidado deliberado, suas mãos segurando com firmeza os quadris estreitos do ômega.
- Não posso ir ainda, não enquanto não conseguir pegar o rastro de Wen Chao. – disse Xichen com raiva, aumentando o aperto em Wanyin.
- Ok alfa grande, se acalme. – respondeu Jiang Cheng.
Ninguém mais do que ele gostaria de ver Wen Chao atrás das grades, seu companheiro certamente desejava mais uma morte tortuosa ao herdeiro Wen, do que coloca-lo simplesmente atrás das grades, mas não iria argumentar quanto a isso. Ainda assim não entendia porque eles não podiam resolver isso em casa, mesmo que fosse dali a dois dias.
- Porque você não pode fazer isso em casa? – perguntou Jiang Cheng ao alfa que tinha um sorriso nos lábios.
O ômega estreitou os olhos e tentou se afastar, apenas para ser retido por Lan Xichen que o segurou pela cintura.
- A nova sede Lan será inaugurada daqui a três dias e eu quero mostra-la a você primeiro.
- Porque eu tenho a impressão que não é bem isso que você tem em mente. – indagou o Wanyin ainda mais desconfiado.
Jiang Cheng viu o alfa inclinar a cabeça e fazer um olhar amuado, como se alguém houvesse chutado seu único amigo canino no mundo, ele não deveria ceder, mas sabia que não conseguia, não quando Lan Xichen parecia tão desanimado.
- Eu sei que vou me arrepender disso. – resmungou o ômega, acenando a cabeça em acordo.
- Obrigado Wanyin.
Agradeceu o alpha cobrindo de beijos o rosto do ômega, que tentava em vão afastar o companheiro.
"Eu não quero nem imaginar no que me meti" – pensou Jiang Cheng conhecendo bem a mentalidade do alfa que tinha por companheiro há pouco mais de dois anos. Enquanto deixava Lan Xichen beijá-lo como queria.
Tempo presente:
O ômega continuou a evitar o olhar do alfa, mas sabia que era inevitável perdoá-lo, não conseguia guardar rancor contra Lan Xichen por muito tempo, o alfa sabia exatamente como manipulá-lo e de certa forma ele também sabia como dobrar o alfa a sua vontade.
- Duvido que você consiga manter-se sob controle por muito tempo Huan. – replicou Jiang Cheng pegando um morango da bandeja.
Ele viu os olhos do alfa brilharem ao ouvi-lo chama-lo pelo nome de nascimento, sabia o quanto isso alegrava o homem de cabelos negros e olhos dourados a sua frente.
- Wanyin. – sussurrou Lan Xichen.
- Hum. – resmungou o ômega mastigando outro morango.
- Eu te amo. – respondeu o alfa beijando os dedos da mão direita de Jiang Cheng.
Jiang Cheng olhou para Lan Xichen e sorriu colocando um morango nos lábios do alfa, ofegando ao senti-lo morder a ponta de seus dedos.
- Também te amo A-Huan. – respondeu Wanyin corando.
Sim não havia dúvidas de que amava o alfa a sua frente, mesmo nos momentos em a sanidade de Lan Xichen era questionável, não conseguia mais se imaginar sozinho. Nesses dois anos juntos o primogênito Lan, lhe mostrara facetas de sua personalidade que duvidava que seu irmão ou tio conhecesse por detrás do sorriso amigável se escondia uma personalidade possessiva e cruel, mas Xichen nunca o machucou ou fez algo que o fizesse desconfortável.
O mesmo sempre o respeitou e deixou claro seu desejo por ele, perguntando se podia dar vazão a suas fantasias, e mesmo que ainda se sentisse constrangido com alguns de seus pedidos sempre os acatava com prazer, pois sabia que estava seguro nas mãos de seu companheiro.
Owari
