Shunrei estava sentada em uma cadeira de balanço, que ficava na varanda da pequena casa que vivia em Rozan. Em seu colo estava um lindo bebê, ele mexia os bracinhos e balbuciava coisas incompreensíveis. Era Shoryu.

A chinesa desvia um pouco seus olhos castanhos em direção ao horizonte, seu coração se aperta em lembrar que seu amado Shiryu havia ido mais uma vez para uma batalha. Dessa vez, para tentar salvar seu irmão Seiya e como sempre, a dúvida se ele retornaria lhe invadiu com força. Todavia, sabia que essa era a missão dele e nada podia ser feito, ele até tentou seguir uma vida normal, mas não conseguiu.

Shunrei voltou a desviar sua atenção para o pequeno, ao sentir ele puxar sua trança e começar a gargalhar.

– Ei, o que você está achando tanta graça, hein? – disse, e começou a rir também, afinal a risada de uma criança é contagiante.

Mãe e filho ficaram mais alguns minutos ali, e o coração da castanha se encheu de alegria, porque ali soube, mais que nunca, que era seu destino encontrar Shoryu e se tornar mãe dele. Não havia pensado em se tornar mãe tão jovem, mas já que tinha acontecido, faria qualquer coisa por ele e sua felicidade. E tinha certeza que o pequeno havia se tornado mais uma razão para que Shiryu regressasse para casa e para junto deles. E que seriam uma família feliz.