O título é o mesmo de uma música da Shinedown na qual me inspirei pra escrever essa história.
Essa fic é um projeto de 10 anos atrás, espero que as coisas andem kkk ai

The Crow & The Butterfly

Prefácio

O dia era claro quando L passou pela porta de entrada da prisão ADX Florence, no Colorado. Andou pelos corredores, guiado por dois policiais e observando a estrutura que só uma prisão de segurança máxima poderia ter. As portas das celas eram de um metal pesado, vermelhas, contrastando com as paredes, teto e chão brancos. O local era muito limpo e silencioso. Ele mesmo havia pedido para que Beyond Birthday fosse mandado para lá. Logo chegou ao seu destino: o cubículo do próprio. L olhou pela janela da porta e observou o pequeno local e o que ele continha, parando os olhos na cama onde B dormia. O detetive mordeu o polegar, sentindo um frio percorrer-lhe a espinha. Não via o outro desde que ele era um aluno inocente do orfanato, e que agora jazia ali, confinado, criminoso. L observou o corpo magro do outro, tão parecido com o seu, e o cabelo negro e falho por conta das queimaduras que Beyond sofrera. Suspirou. Sabia que a conversa que teria não seria curta.

Não precisou dizer nada para que um dos policiais abrisse a porta e deixasse L entrar. Foi deixado sozinho no pequeno quarto, mas não sem a segurança de que os dois policiais ainda estariam do lado de fora, observando o detetive pela grande que existia entre a porta de metal e o cômodo. A porta de metal permaneceria aberta. Beyond abriu os olhos quando ouviu a movimentação e deu um sorriso largo quando viu seu visitante.

- L Lawliet! Mas que honra! - falou num tom sarcástico, sentando-se na cama. - Muito obrigado pelo apartamento, apesar da pouca luz natural, é um lugar adorável. – B olhou pela janela fina atrás de sua cama antes de apontar para um banquinho em frente a uma mesa presa à parede. - Vamos, fique à vontade. O que te traz aqui?

L suspirou novamente, sentando-se no banco, que notou ser preso ao chão.

- Olá, Beyond. Vou ser direto, tenho algumas perguntas a fazer. - L percorreu os olhos pelo quarto de novo. Evitava olhar nos olhos do outro. Os olhos carmesim que desde sempre lhe davam arrepios.

- Pois seja direto, então.

- Quero saber da morte de A.

Beyond fechou a cara ao ouvir as palavras de L. Rosnaria se fosse um animal. Mas logo voltou a sorrir, dessa vez sem dentes. - Ora, L, você é tão insensível.

- Você o matou? Fez com que parecesse suicídio?

- VOCÊ o matou! - Beyond vociferou, levantando da cama.

- O que quer dizer com isso, Beyond? - L tentava não perder a postura, mantendo o tom monótono na voz. Sabia que B não podia fazer nada contra ele naquele lugar.

- Você quer mesmo saber? - B sorriu mais uma vez. – Não... Na verdade, eu faço questão que você saiba.

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