Nota do autor:Estou reportando, pois por algum motivo o texto ficou cheio de erros e até sumiram algumas palavras aparecendo outras sem sentido para o texto

Olá, em tempos de isolamento social, resolva postar aqui também outras fanfics minhas, para quem pode ficar em casa, espero que seja um meio de distração, cada dia postarei uma nova ou capítulo novo.

Notas da história: Os personagens não pertencem a mim, mas seus criadores originais: Dick Wolf, Matt Olmstead e Michael Brandt.

Fanfic feito de fã para fã, sem fins lucrativos.

Se você viu essa história em outro site, já fez alguns anos atrás em um site de fanfic brasileiro.

Nota do capítulo : Oneshot AU que passa após 2x17.


O baque surdo chega ao seu ouvido, andando até a entrada da emergência ele se depara com rostos chocados, pessoas indo e vindo. Ele se jogou. Ouve uma voz aguda dizer. Andando mais rápido sai do prédio, há alguns passos, um corpo estendido no chão, o líquido vermelho espalhado ao seu redor, ele aproxima-se para ver quem é ele. Quando olha para o rosto sem vida, o choque, o ar fica preso em seus pulmões. Aquele rosto conhecido, o rosto que ele não via há mais de vinte anos. Ela. Sua mãe.

Acorda assustado, todo o seu corpo está tenso, o suor escorre por sua testa molhando seus cabelos, sai da cama e se encaminha até a janela, precisa de ar, refrescar o corpo e a mente, abre-a e a brisa gelada lhe toca a face acalmando um pouco seus nervos.

O sonho ainda está nítido em sua memória, assim como a tragédia com doutor Wheeler, e o suicídio de sua mãe também. Durante todo o dia ele permaneceu neutro, fez seu trabalho de forma metódica, tentou não transparecer o quanto estava afetado. Sara estava instável, sentindo-se culpada e ele tentou se manter firme, por ela. Em um momento de fraqueza ele dissera que Wheeler fora até ele também, mas que ele não ajudou, ela agradeceu e disse que ele não precisava confortá-la. Ele não estava confortando-a, estava assumindo que ele falhara. Ele não leu os sinais, ele não aprendeu como havia dito a ela na sala de cirurgias, uma vez ele passou pelo mesmo processo, sua mãe precisou de ajuda e ele não percebeu, ele falhou como filho. Agora ele falhou como homem.

Ele poderia ter abraçado mais sua mãe, ter a feito sorrir mais vezes, ter dito que a amava quando ela estava triste, ele poderia ter sido um filho melhor. Ele também deveria ter sido mais amigo, ter se importado com o pedido mudo de ajuda de seu colega. Nada disso ele foi. Aprenda com os erros. Ele diz a si mesmo. Ou aprenderá com a dor.

Ele está cansado, mortificado e não aguenta mais carregar a dor da perda que se esconde em algum lugar de seu coração. Fecha a janela e se dirige ao banheiro, toma um banho quente para limpar o suor, sentindo-se mais leve ele volta a deitar aconchegando-se no corpo da morena, como fizera mais cedo, confortaram-se mutuamente. Beija os cabelos macios e se enrosca no emaranhando de fios cacheados sentido o cheiro doce que aquece seu coração.

- Connor. Tudo bem? - ela murmura sonolenta.

- Está tudo bem amor - a aperta em seu abraço - volte a dormir. - diz enquanto fecha os olhos deixando o peso da angústia e do medo para trás, porque quando ele está nos braços de Sarah nada mais importa, apenas o conforto que ela lhe proporciona.

- Connor. - ele abre os olhos e encontra os dela observando-o carinhosamente - Vai ficar tudo bem. - profere de forma calma, ela sempre sabe quando não está tudo bem e o tranquiliza.