Severus Snape¡!ON
Nunca fui alguém que teve amor, meu pai era um homem abusivo e minha mãe uma louca, por essa razão eu nunca esperava receber, então conheci ela. Lillian Evans, com ela pude perceber que podia sim ser feliz, e também pensei que talvez eu tivesse um futuro com ela, então observei de perto esse futuro escapando das minhas mãos, sentia vontade de vomitar, queria gritar e fugir. Minhas pernas pararam, não consegui me mover, parecia que alguém tinha lançado o feitiçoPetrificus.Pude observar todos com um sorriso. "Ele" tinha ganhado o que mais desejava e de bônus, conseguiu me atingir de uma forma que nunca pensei que me atingiria.
Pude sair do meu transe quando Sirius Black, gritou meuapelido.
— RANHOSO! - o Black gritou com um sorriso vitorioso.
Abaixei o olhar e sair daquela confusão, tudo que eu menos precisava era escutar como havia perdido a Lily para o idiota do Potter.
Já não tinha mais a amizade dela fazia um ano, mesmo assim doeu, como doeu. Por Morgana! Não conseguia controlar minhas lágrimas, da minha garganta saia sons de tristeza. Corri. Tropecei. E novamente corri. Precisava fugir, precisava tirar essa dor do peito.
Quando cheguei na Sala Comunal da Sonserina, fui até a lareira e me sentei bem perto, precisa de calor. Não tinha um abraço, e nunca teria. Precisava de algo para aquecer meu gélido corpo. O calor do fogo, me fez chorar mais, pensar que aquilo seria a coisa mais quente que sentiria, machucava, abaixei a cabeça e me deixei levar pelas emoções do momento. Lágrimas, soluços, raiva, tristeza, dor, perda.
Não sei quanto tempo se passou, apenas sei que quando meu choro cessou eu sair da Sala Comunal e fui para o meu quarto. Não havia mais aula, e mesmo se tivesse, sentia que tinha que faltar, não conseguiria olhar para ninguém, principalmente para Lily, que com certeza estava sorrindo alegremente para o Potter.
Quando cheguei no meu quarto, me olhei no espelho, e observei um jovem de 16 anos, acabado, fúnebre, triste, azarado, com frio e feio. Abracei meu próprio corpo e desejei fugir desse mundo. Tirei minha veste, e novamente olhei para o espelho, meu corpo era esquisito, podia contar as costelas, meus ossos apareciam, minha cintura era tão fina que um simples soco poderia me quebrar, seus dedos do pé era longos e finos, como se existisse apenas pele e osso, no meu quadril pude observar a bacia aparecendo. Estava muito magro, estava definhando e eu tinha consciência disso, meu rosto demonstrava isso, a rosto pálido, com profundas bolsas embaixo dos olhos profundos e cansados, meus finos lábios estavam rachados pela falta de água no meu organismo. Meus cabelos negros estão sem brilho, mesmo sendo oleoso, meu enorme nariz fazia a cereja do bolo, me transformava em um demônio. Eu não viveria muito, e tinha consciência disso.
Olhei para a Lua, é desejei sumir.
Sair de perto do espelho e fui até o banheiro, precisa tirar o cheiro de fumaça do corpo, e quem sabe a tristeza.
— SEVERUS! - escutei alguém me chamar, olhei mais uma vez para o espelho e terminei de arrumar minha gravata.
— Sim Malfoy. - sussurrei.
Lucius me falou tudo que havia acontecido quando partir do meio da confusão. Não considerava Lucius meu amigo, porém tínhamos um certo nível de intimidade. Quando chegamos no Salão Principal, desejei não olhar para a mesa da Grifinória, porém, meus olhos traidores foram até o local, procurando o novo casal de Horgawts. Senti meu coração partir, ao ver o braço do Potter envolta dos ombros domeuLírio.
Me sentei na mesa e desejei que essa noite passasse de uma vez. Queria apenas sumir dessa realidade. Os elfos haviam preparado algo esplêndido, porém, não sentia fome, nem sede, por essa razão me contentei com um pedaço de pão e água. Sabia que essa não era uma dieta adequada para um adolescente de 16 anos, porém, era o necessário para um de coração partido. O jantar passou tranquilamente, e de certa forma desejei que isso acontecesse.
Fui direto para o meu quarto, não estava afim de beber e me divertir com outros sonserinos, queria apenas descansar.
Quando marcou cinco horas da manhã já estava em pé, me banhei na água gelada, e desci até a cozinha, os elfos ainda estava fazendo o café.
— Bom dia Senhor Prince. - sorrir. Os elfos do castelo sabiam que eu odiava o sobrenome do meu pai, então sempre me chamaram pelo sobrenome da minha amada mãe.
— Bom dia. - falei sem forças. Minha voz estava fraca, pela falta de alimento, desse jeito não viveria muito.
— Senhor Prince, seu café. - falou Goody com seu largo sorriso, me entregando uma bandeja com um copo de suco de abóbora e uma fatia generosa de bolo.
Agradeci e me sentei no chão, perto dos armários. Comi em silêncio enquanto observava os elfos atarefados em terminar de fazer o café da manhã. Eles viviam trabalhando e nunca tiravam férias, como podia sorrir? Sempre me perguntei isso, até um dia pergunta para Goody. Ele disse que esse era seu trabalho, e ele amava seu trabalho.
Depois de terminar meu café, ajudei um pouco os elfos, não era como fosse fazer grande coisa, apenas os ajudei aguarda as coisas.
— Tenham um bom dia! - desejei ao sair da cozinha, com a minha bolsa e ir para a primeira aula do dia. Poções com Horácio Slughorn.
Não tinha ninguém na sala, nem mesmo o professor, como de costume peguei meu livro de poções e me pus a ler alguns tópicos.
—Amortentia- comecei a ler sobre a mesma. —Poção que imitar o amor, quando preparada corretamente a pessoa sente o cheiro que mais lhe agrada, fazendo menção ao cheiro da pessoa a quem se sente atraído.- senti um nó na garganta.
—Amortentia, é uma poção perigosa, pois a pessoa que a ingere fica loucamente apaixonada pela pessoa que preparou, porém o amor não é verdadeiro.
— Vejo que está se adiantando senhor Snape. - olhei assustado para o dono da voz, então suspirei aliviado ao ver que era o diretor.
— Bom dia diretor - falei, voltando minha atenção no livro de poções.
Dumbledore se aproximou, e com aquele seu sorriso caloroso se sentou do meu lado.
— Ontem, durante aquele confusão causada pelo senhor Potter, vi o senhor correndo…
— Corri, pois pensei que iriam tirar sarro de mim senhor. - interrompi o velho diretor, sem tirar os olhos do livro que me interessava.
— Senhor Snape, não precisa de justificar. Só falei por curiosidade, filho. - Dumbledore sorriu.
Olhei para o homem de olhos claros e neguei. Sabia que Dumbledore era um homem bom, mesmo sendo misterioso. Minha mente gritava comigo:Fala para ele o que lhe aflige. Olhei para o homem e sinceramente ponderei em fala, porém neguei ao ver o professor Slughorn.
— Albus, o que faz aqui? - perguntou o diretor da Sonserina com certa animação.
Novamente olhei para o livro, e continuei minha leitura.
— Horácio, vim aqui entregar algo pessoalmente para o senhor Snape.
Olhei para o diretor de Horgawts, confuso. Foi quando vi um livro de capa dura de cor preta, escrito:Animagologia, estudos avançados.Quando ia perguntar o do porque desse livro, o velho diretor já tinha ido embora.
Slughorn, olhou para o livro e sorriu.
— Albus tem bom gosto para livros:Feitiços de defesa.Um boa escolha devo dizer. - o diretor da casa de sonserina foi até a própria mesa depois que leu a capa do livro.
Não estava dizendo Feitiços de Defesa, mas sim, Animalogia, estudos avançados. Ele havia enfeitiçado o livro para que apenas eu e ele pudéssemos saber o seu conteúdo. Sorrir. Pois Albus Dumbledore estava confiando em mim.
Se passaram alguns minutos quando ponderei se devolveria o livro ou realmente iria aceitar lê-lo. Quando finalmente decidi aceitá-lo, o guardei na bolsa, foi tempo suficiente para que os alunos da Sonserina e Grifinória entrasse para a assistir a aula de poções.
Fiz o possível é o impossível, para não me deixar debater com o afeto recíproco do Potter com a Lily. O ano mal havia começado e eu já desejava que estivesse próximo de acabar para finalmente, fazer o último ano e poder ser livre. Sim desejava a liberdade.
— Bom dia alunos. - Horácio sorriu para sua turma. — Hoje iremos trabalhar com a poção do amor, vamos se aproxime, - todos se aproximaram. — Alguém sabe o outro nome dessa poção.
Lily levantou a mão com animação.
— Amortentia. - sorriu. Lily era tão inteligente, me deixei sorrir.
— Certíssima, 10 pontos para Grifinória, pela resposta correta. Alguém sabe dizer como funciona?
Foi minha vez se levantar a mão timidamente.
— Senhor Snape. - falou Slughorn com um sorriso.
— A amortentia quando preparada corretamente, trás o aroma daquilo que mais lhe agrada, comoterra molhada, brisa do verão e polidor de vassoura- respondi baixinho.
Me sentia atraído pela fragrância. Não seria o contrário, era Amortentia. Porém o professor fechou o caldeirão.
— Parabéns senhor Snape, 10 pontos para sonserina. Porém é uma poção extremamente perigosa, pois o amor não pode ser manipulado.
Olhei para a Lily, e percebi que o aroma que tinha sentido não se rebatia a ela. Senti um nó se forma, de querem o aroma tão fascinante?
