Nota da autora: Olá, enfim, depois de tempos resolvi postar outras fics minhas aqui.

Está é uma pós-fic Meu Adorável Hóspede, portanto para entender melhor sugiro que leia a outra primeiro.

Notas da história: O personagens da série não pertencem a mim, mas sim a The CW Television Network.

História feita de fã para fã, sem fins lucrativos.

Uma pequena Oneshot de continuação de Meu Adorável Hóspede.

Universo Alternativo.


Sorrateiramente o encapuzado verde adentra o quarto do casal. Em silêncio e arco e flecha em posição sai do quarto e caminha pelo corredor do apartamento, a atenção voltada ao menor som que se possa ouvir no local, aproximando-se de onde ele sabe ser a sala ouve sons de choro de criança e uma voz lamuriosa. Tentando entender o que o homem diz ele abeira-se da porta de entrada do cômodo. Seu amigo havia mandando sinal de emergência no aparelho que Felicity havia sincronizado para o caso de estar precisando do Vigilante.

- Tommy? – indaga ao observar o moreno andando de um lado ao outro da sala tentando acalmar o bebê choroso em seu colo.

- Shhiii! Calma, amor, papai tá aqui... – pausa respirando fundo, não se dando conta da presença do amigo ainda – Shhiii, céus, Oliver cadê você? Shhiii. – tenta acalentar a bebê balançando-a de um lado para o outro, que aumenta o choro esticando pernas e braços deixando o moreno ainda mais desesperado – Não, não faça isso – diz mudando a criança de posição – você tá me assustando – profere fazendo o loiro atrás de si sorrir – você vai me fazer chorar... – funga – Eu vou chorar. – anuncia desolado.

- Thomas Merlyn chorando. – Oliver brinca. Tommy vira-se assustando e aliviado pela chegada do outro.

- Oliver. Graças a Deus, me ajuda cara, por favor, eu não sei mais o que fazer com ela. – implora aos sussurros fazendo Oliver suspirar.

- Eu não acredito que me chamou por que não consegue dar conta de um bebê. – revira os olhos.

- Qual é cara, eu não tenho mais a quem recorrer e eu já fiz de tudo, limpei, dei comida, água, chá calmante e nada, ela não para de chorar. Ela simplesmente não para, vai me deixar louco. – entrega a filha a Oliver – Pega ela um pouco, preciso descansar meus braços.

- O quê? Não. – Oliver se apavora – Vou assustá-la vestido assim. – indica uniforme do Vigilante. Por um momento a menina para e o encara com seus pequenos olhos azuis como os da mãe – Oi little Ivy. – sorrir para a menina que inicia uma nova onda de choro – Calma princesa, tio Ollie tá aqui. Calma. – repete com o aumento dos gritos da menina – Porra Tommy...

- Psiu, olha o linguajar. – Tommy o repreende.

- Ora, ela tem sete meses, não é como se entendesse o que falamos.

- Então não pede que ela se acalme, porque ela não entende. – indigna-se e recebe um olhar raivoso de Oliver.

- Pega que a filha é sua. – devolve Ivy para Tommy e segue por onde chegou.

- Ei, aonde você vai? – Tommy pergunta desesperado.

- Embora, não vim aqui para ficar ouvindo esporro. – coloca o capuz sobre a cabeça.

- Não, espera, desculpa tá! Estou nervoso, cansado e não estou pensando direito, me ajuda cara. – murmura em desespero.

- Certo! Em que eu posso ajudar. – o loiro pergunta fazendo Tommy dar um leve sorriso de esperança.

- E... Eu não sei, achei que pudesse ter uma ideia. – troca a filha de um braço para o outro a encostando em seu peito dando leves palmadas nas costas da menina.

- Já ligou para Felicity?

- Não quero deixá-la preocupada, ela está a apenas quatro horas de viagem daqui, se eu ligar é capaz de na mesma hora ela vir, isso seria ótimo, para mim, mas estragaria o negócio que ela foi fazer. Além disso, que merda de pai seria eu se não pudesse lidar com minha própria filha por dois dias.

- Você já não está podendo com ela Tommy. – lembra.

- Mas ela não precisa saber né.

- Ok, ok, talvez seja cólica, dizem que bebês têm muito disso. – recomenda na esperança de ter encontrado a solução e acabar com choro e gritos, sua cabeça dando sinais de dor.

- Não aos sete meses, além do mais já verifiquei. – encolhe os ombros em desculpa.

- Ela pode estar sentindo alguma dor, já viu se ela tem febre?

- Espera. - coloca a costa da mão na testa da filha – Eu não sei, acho que tá normal.

- Deixa-me ver. – Oliver repete o gesto de Tommy – Não. Sem febre. Sem dor de cabeça também. – fala ao colocar dois dedos na têmpora de Ivy, um de cada lado.

- Onde aprendeu isso? – Tommy pergunta fascinado.

- Com mamãe e Thea, eu não era tão inútil assim. – profere orgulhoso de si.

- Hum, tá! E aí mais opções?

- Lamento, esse é o primeiro bebê que tenho contato em anos, não me lembro de muita coisa. – desculpa-se procurando algo que possa usar de entretenimento para a bebê – Já sei. – grita com um grande sorriso nos lábios – Sara. – sorri como se tivesse descoberto um grande mistério.

- Sara Oliver? Sério, a Sara? O que Sara sabe sobre bebês? – rosna por entre os gritos agudos que a filha solta.

- Não tô vendo você dar ideias melhores. – diz ignorando o moreno, já ligando para namorada.

~'~

- Vocês são dois patetas mesmo, hem! – a loira ralha pegando a bebê dos braços de Tommy. – Vem cá amorzinho, pronto, pronto. – fala carinhosamente com menina embalando-a nos braços de forma delicada. Coloca Ivy sentada em seu braço esquerdo contra o próprio peito levando a menina a diminuir o choro – Isso, tudo bem, tia Sara vai cuidar de você. – ronrona no ouvido da criança, a voz quase infantil. Ivy aconchega-se a loira, o rosto entre os fios de cabelo, as mãos em volta do pescoço segurando alguns fios.

- Mas o quê? – Tommy solta indignado.

- Psiu, vai assustá-la. – Sara o fulminando com o olhar.

- Mas como? Is-isso não é possível.

- Ela está sentindo a falta da mãe. – passa a mão levemente nas costas da bebê – Ela sabe que não sou a mãe dela, mas Felicity e eu não somos tão diferentes fisicamente e ela se sente segura comigo, eu lhe dou conforto.

- Conforto? – Tommy estreita os olhos – Eu sou o pai dela, a embalei de todas as formas, proporcionando o maior conforto que ela pode ter.

- Ah, não proporcionou não. – Oliver acusa – Você estava jogando-a pra cima e pra baixo, sacudindo-a tanto que não sei como ela ainda está inteira.

- Eu não a joguei pra cima e pra baixo. – o moreno defende-se irritado.

- Tá, tá, não importa. – Sara profere enfática – Não é questão de apenas embalar, tem que conversar... Não... – ela intercepta Tommy antes que ele proteste – Fazer manha, conversar com calma.

- Tá vendo. – Oliver dá um soco no braço de Tommy – Tem que conversar. Não chorar, se desesperar. – admoesta como se fosse um especialista, Tommy bufa em frustração sentindo-se bobo.

- Ok! Ela dormiu. – Sara sussurra – Onde ela dorme?

- Eu a levo. – tenta pegar a filha sendo impedido por Sara.

- Quer que ela acorde? – Ergue a sobrancelha de forma desafiadora. Tommy nega abruptamente de olhos arregalados e segue para o quarto da filha. Sara seguindo-o em silêncio.

~'~

- Eu sei que é tarde... – Tommy desculpa-se com Oliver pelo chamado assim que abre a porta e o encontra do outro lado – Mas quem eu poderia chamar a essa hora!? – explica-se saindo com a filha coberta dos pés a cabeça, meias fofas, pijama de lã grossa, gorro, uma manta cobrindo-a e pulmões a todo vapor.

- Hum... Sara? – pergunta estranhando o vestuário de pai e filha, Tommy em jeans e jaqueta – Onde está indo? Não me diga que desistiu e vai deixá-la em uma esquina qualquer? - pergunta desconfiado.

- Não seja idiota. Não ouça o que ele diz minha abelhinha. – tapa o ouvido da criança – Papai jamais a abandonaria. Apesar de ser essa minha vontade nesse momento. – pensa enquanto desce à escada – Estamos indo dar um passeio e eu teria chamado Sara se ela não tivesse desligado o celular depois da quinta chamada – responde quando Oliver prostra-se a seu lado.

- Dar um passeio? Há essa hora? Tommy está maluco? São onze e quarenta e cinco da noite.

- Eu preciso fazer alguma coisa Oliver, quem sabe uma caminhada faça-a dormir.

- Ah claro, há essa hora, com esse frio, ela vai dormir sim, depois de desmaiar de hipotermia. – ironiza.

- Ela não vai desmaiar, está muito bem protegida. – diz abraçando a filha quando saem do prédio e sente o ar frio abater-lhe. Protetoramente a encosta em seu peito arrastando a mão pelas costas da menina.

- Ainda não entendi o porquê da minha presença.

- Não vou arriscar sair com minha filha tarde da noite e sozinhos. – explica-se, Oliver acena afirmativamente observando tudo a sua volta.

- Novidades de Felicity

- Ligou para avisar que conseguiu adiantar a apresentação para essa noite e antes do meio-dia de amanhã chega, aliás, muito obrigado, graças a você estamos nessa, tinha que ser Felicity né. - troça aos sussurros para não assustar a filha que começa a adormecer.

- E acredite estou pagando muito caro por isso. – Oliver suspira pensando no que se meteu. Caminhando nas ruas escuras de Starling em plena madrugada, em meio ao frio congelante, com o cara que está com aquela que ele acreditava ser a sua garota. Mas não é. E um bebê. O bebê deles.

- Ela dormiu. – Tommy suspira de alívio.

- Bom, agora podemos voltar para cas... – para ao ouvir o som de sirene.

- Merda!

- Porcaria.

Ambos injuriam juntos semicerrando os olhos evitando a luz ofuscante dos faróis da viatura.

- Senhores. – o oficial cumprimenta aproximando-se com um sorriso de escárnio – Posso saber o que carrega em seus braços, senhor? – aponta para o bebê adormecido.

Como se ele realmente não soubesse. Tommy pensa aborrecido. Adotando sua melhor expressão de fingida paciência ele força um sorriso.

- Meu bebê, estamos em uma espécie de passeio.

- Seu bebê? – o homem pergunta desconfiado – Seus documentos e os do bebê, por favor.

- Er... Ah... Bem, meus documentos...

- Não me diga que saiu sem seus documentos e pior sem os da Ivy. – Oliver vocifera.

- Psiu! Fala baixo ou adeus silêncio. – Tommy murmura com pesar.

- E que importa se eu falar alto ou baixo, estamos em plena madrugada com um bebê que você não pode provar que é seu simplesmente por que foi idiota o bastante para sair sem pegar qualquer documentação. – joga as mãos ao alto exasperado.

- Também preciso dos seus, senhor. – o oficial pede a Oliver.

- Claro, como se você não soubesse quem somos. – Tommy ironiza.

- Como é senhor?

- Oras! Não me diga que não reconhece Thomas Merlyn e Oliver Queen.

- O senhor está querendo mesmo ir preso não é? Está com uma criança que não pode provar que é sua e ainda me desac...

- Não! Senhor desculpa-o sim? – Oliver pede desalentado – Está nervoso e cansado, olhe para ele, desgrenhado, olheiras, o homem nem mesmo está dormindo. – tenta apaziguar a situação.

- Não estou interessado em desculpas. – o homem analisa Tommy – Documentos ou terão que vir comigo.

- Senhor, por favor, nós apenas saímos para um passeio. – o homem abre a boca para argumentar, porém Tommy o corta – Eu sei que é tarde e que é suspeito estarmos no meio da noite com uma criança, mas eu realmente não sabia mais o que fazer. O senhor tem filhos? – pergunta tentando fazer seu ponto, o outro acena afirmativamente - Então o senhor sabe como às vezes é difícil lidar com eles.

- Bem, nem sempre é fácil. – o homem admite.

- Viu! Minha namorada viajou a trabalho e essa é a primeira vez que fico a sós com ela. – explica calmamente sentindo-se esperançoso de evitar o xadrez ao ver a expressão de compreensão do policial.

- Muito bem, mas eu garantirei que voltem em segurança, é muita irresponsabilidade andarem com uma criança tão tarde da noite em uma cidade com Starling. – admoesta. Oliver e Tommy apenas trocam olhares divertidos.

~'~

- Oi amorzinho. – Felicity sorrir para a filha que a olha com olhos brilhantes e um grande sorriso enquanto se equilibra na grade do berço – Mamãe sentiu saudades, sentiu falta da mamãe, hum? – conversa com a criança em voz infantil a pegando no colo – E como papai se comportou? – pergunta avaliando a filha, apalpando-a em todas as partes. Pelo menos não está faltando nenhum pedaço. Dá um suspiro de alívio e segue para o próprio quarto.

Tommy está deitado desajeitadamente na cama após a longa noite ele dormiu pouco. Teve que acordar cedo já que a filha tem tal hábito e após todos os cuidados necessários e alimentá-la ele não resistiu a esperar Felicity acordado e acabou desmaiando de cansaço.

Felicity sobe na cama com a filha nos braços e a coloca deitada ao lado do pai, a menina imediatamente se aconchega a ele puxando e babando seu queixo fazendo-o acordar assustando.

- Boa tarde dorminhoco. – Felicity cumprimenta afagando-lhe o cabelo e beijando-o rapidamente.

- Que horas? – ele pergunta sonolento desviando das tentativas de beijos da filha, que saem mais como lambidas.

- Doze e trinta e cinco. – ela diz olhando para o relógio de pulso de Tommy que se encontra no criado-mudo ao lado da cama.

- Caramba, eu perdi a hora – diz afobado, jogando o lençol para o lado – preciso correr, estou mais que atrasado para o trabalho. – faz menção de descer da cama, mas para ao ouvir Felicity gargalhar, olha-a intrigado.

- É sábado Tommy, você não precisar ir trabalhar hoje, lembra? – na verdade o sábado também é considerado um dia de trabalho na Global, porém, desde que Ivy nascera que Tommy tem levado o trabalho de sábado para casa ao invés de ir à empresa. Mas Ivy o deixou tão atordoado que esquecera.

- Ah é. – concorda encostando-se a cabeceira da cama. Ivy teimosamente escalando-o. – Como foi à viagem? Tudo certo? Conseguiu o contrato?

- Melhor do que o esperado. Eu só acabei de perder minha fã. – aponta para a filha que a ignora. Tommy observa a menina não acreditando que a paz voltou – Como ela se comportou? – Tommy olha da filha para Felicity pensando nas últimas trinta e seis horas.

- Ela foi ótima. – diz encarando a filha. Felicity nunca mais deixaria Ivy aos seus cuidados se soubesse a verdade, ademais Felicity não precisa saber que ele foi um pai de merda.

- Eu sabia que ia dar tudo certo. – ela força um sorriso que passa despercebido por ele que está a brincar com Ivy. Graças aos céus. Deus sabe o pânico que ela sentiu ao imaginar Tommy cuidando de Ivy sem um auxilio, ele não é dos mais hábeis quando se trata de bebês – Vou tomar um banho para tirar um pouco desse cansaço. – e levanta-se seguindo para o banheiro deixando Tommy ainda absorvido no comportamento da filha.

- É abelhinha, nós sobrevivemos. – fala sério. A menina o encara por alguns segundo e abre um sorriso de quatro dentes e muita baba.