Com o Acordo de Paz entre os Deuses assinado e a Paz instaurada, Athena passou a dar férias para todos seus guerreiros. Havia chegado a vez de Aldebaran e ele resolveu visitar seu país natal que há muito não ia, mais precisamente a cidade do Rio de Janeiro. Ele ficou hospedado no Copacabana Palace que havia sido mais uma generosidade da Deusa.
Depois de instalado o taurino resolveu ir até a praia pra dar um passeio e relaxar. Ao chegar até o local, respirou aquela brisa marítima que tantas lembranças traziam. Era bom estar em casa novamente e estar em férias, sem precisar se preocupar com todas as tensões que sua vida no Santuário pedia.
Após caminhar um pouco, chegou até uma parte onde haviam várias crianças rodeando uma jovem com longos cabelos ondulados e castanhos, que estavam presos num rabo de cavalo, olhos da mesma cor dos cabelos e pele cor de jambo. A moça chamou instantaneamente a sua atenção. Ele se aproximou e, pelo que ouviu, entendeu que a mulher era instrutora de surf e aquelas crianças, seus alunos. Riu com isso e ficou imaginando o quão difícil deveria ser praticar aquele esporte.
A bela jovem então notou a aproximação do taurino e de soslaio ficou o admirando, apesar do porte atlético e da altura, o achou atraente. Então virou-se pra ele e perguntou:
– Moço, gostaria de participar da aula?
– Han? – Aldebaran perguntou, confuso. – N-não, acho que não levo jeito com isso. E também acho que nenhuma prancha me aguenta.
A fala do dourado arrancou gargalhada das crianças, até que uma garotinha se aproximou e pegou em sua mão o puxando para mais perto da professora e demais alunos. – Vem tio, vai ser divertido!
– Er… – coçou a cabeça, sem jeito – Tá bom então.
Ele sentou ao lado das crianças e após todas as explicações de Gabriella, a instrutora, cada um pegou uma prancha e foram até a praia onde começaram a colocar em prática o que aprenderam. Mas para Aldebaran, estava sendo muito difícil. Ele podia se mover na velocidade da luz, controlar o sétimo sentido, mas nada de conseguir ficar em pé em cima de uma simples prancha. Mas, pelo menos, sua façanha estava servindo para divertir a criançada e a instrutora.
– Eu desisto! – falou após mais uma tentativa falha.
– Você está se saindo muito bem – Gabriella falou.
– Tô nada! Não precisa ser gentil comigo, eu reconheço meu fracasso.
O taurino começou a gargalhar e instantaneamente todos o acompanharam. Ele foi até a areia e ficou lá esperando o fim da aula, e quando esta terminou e todos os alunos foram embora, o dourado convidou a jovem instrutora para almoçar consigo, o que foi prontamente aceito por ela. Eles se dirigiram até um quiosque que havia ali próximo e passaram o resto do dia conversando e se conhecendo melhor.
O que os dois jovens não sabiam era que esse encontro não tinha sido um mero acaso e, sim, já haviam sido planejados pelas moiras do destino.
