Olá!!! Cheguei com mais uma adaptação que amo muiito!!! Os personagens pertencem a saga crepúsculo e a história de Julia James! Espero que gostem, porque é um dos romances mais lindos que já li!

Boa Leitura!!!

Prólogo

Você quer que eu faça o quê? —Edward Cullen fitou o ancião sentado à escrivaninha.

Aro Volturi retribuiu o olhar com uma expressão fria. Aos 78 anos, ainda era umafigura formidável. Seus olhos eram tão penetrantes quanto quando jovem, olhos de um homem que sabia o preço de tudo.

Especialmente de almas humanas.

— Você me ouviu — sua voz era fria. — Case-se com minha neta e poderá concluir a fusão.

— Talvez—replicou o jovem. — Eu só não estava acreditando no que ouvi.

Um sorriso torto passou pela boca de Aro Volturi.

— Você deveria — advertiu. — Esse é o único negócio em jogo. E é um negócio, afinal— disse ele —, foi por isso que você voou milhares de milhas, não é?

Seu visitante manteve o rosto duro e belo sem expressão. Revelar qualquer coisa em frente ao velho Volturi era o maior erro em qualquer tipo de negociação com ele. Ele não expressara sua irritação quando, na noite anterior, o líder do império Volturi telefonara às três da manhã para seu apartamento, dizendo que era melhor ele estar em Atenas na manhã seguinte para assinar o contrato se realmente o quisesse.

Se fosse qualquer outra pessoa, Edward o teria despachado rispidamente. Victória Smith estava em sua cama, e eles não estavam dormindo. Mas Aro Volturi tinha atrativos com os quais nem mesmo a espetacular Victória poderia competir.

O império Volturi era um prêmio pelo qual valia a pena desprezar qualquer mulher.

Mas será que valia a pena casar-se por ele? Abrir mão de sua liberdade? Com alguém com quem nunca se encontrara? Em quem nunca pusera os olhos?

Edward desviou o olhar dos olhos escuros penetrantes para além da janela de vidro. Atenas ficava abaixo — populosa, poluída, única. Uma das cidades mais antigas da Europa, o berço da civilização ocidental. Edward a conhecia como uma criança conhece os pais — fora criado em suas ruas, fortalecido em suas aleias, temperado em seu cadinho.

Abrira seu caminho para o topo a partir das ruas, lutando, deixando a pobreza para trás a cada negócio, até que, aos 34 anos, era como se jamais tivesse sido o menino indesejado e sem pai correndo solto pelas ruas de Atenas.

A jornada fora longa e dura, mas ele conseguira, e os frutos de seu triunfo eram realmente doces.

Agora estava ali, no limiar de seu maior triunfo, prestes a tomar posse das poderosas Indústrias Volturi.

— Eu estava pensando — disse ele, o rosto impassível — em uma permuta acionária.

Ele planejara tudo. Transformaria a Cullen Inc. em um império bem maior que o de Volturi, e tomaria o lote em uma permuta acionária. O velho Volturi precisaria de vários adoçantes financeiros pessoais, mas Edward tratara disso também. Sabia que ele queria se aposentar, que sua saúde — apesar de ele o negar oficialmente — não era boa. Também sabia que Aro Volturi nunca cederia o controle de seus negócios sem um negócio em que ganhasse muitos dólares. Sairia como um leão com um rugido final, não como um velho lobo expulso de sua matilha.

Isso não contrariava Edward — quando chegasse sua hora, ele também faria uma permuta vantajosa, somente para manter o seu sucessor a seus pés.

Mas o que Aro lhe propusera o atordoara como um soco. Casar-se com sua neta para tomar posse de sua companhia? Ele nem sabia que o velho tinha uma neta!

Por trás da expressão cuidadosamente estudada de seu rosto, Edward precisava tirar o chapéu para ele. Ele ainda podia vencer seus rivais — até mesmo um que posava de parceiro amigável de fusão.

— Você terá a permuta de ações... no dia de seu casamento.

A resposta de Aro foi direta. Edward ficou em silêncio. Pôr trás da aparência controlada sua mente voava.

— Então? — insistiu Aro.

— Vou pensar nisso — retrucou Edward, com voz fria. Voltou-se para sair.

— Saia por aquela porta e o negócio será desfeito. Definitivamente.

Edward parou e pousou os olhos no homem sentado à mesa. Ele não estava blefando. Edward sabia disso. Todos sabiam que o velho Volturi nunca blefava.

— Ou você assina agora ou nunca mais.

Os olhos verdes acinzentados de Edward — um legado de seu pai desconhecido, assim como sua altura nada grega de mais de um metro e oitenta — encontraram-se com os olhos escuros de Volturi. Por um longo momento eles se encararam. Depois, vagarosa e firmemente, Edward Cullen recuou até a escrivaninha, pegou a caneta dourada que Volturi lhe estendia e assinou o documento.

Sem uma palavra, pousou a caneta e saiu.

No breve percurso até o térreo da sede da Volturi, tentou em vão dominar seus pensamentos.

O júbilo se misturava com a raiva — exultava pelo fato de a meta tão almejada estar ao seu alcance, raiva por ter sido manobrado pela raposa mais astuta que conhecia.

Retesou os ombros. Que importava se Volturi impusera uma barganha que ele não previra? Ninguém o teria feito. O homem tinha mais cartas na manga que qualquer outro que Edward conhecia — incluindo a si mesmo. E se conseguia fazer aparecer uma neta do nada, bem, isso não importava a Edward Cullen, que conseguiria o que almejara toda a vida — um lugar seguro e brilhante no topo da montanha que passara a vida escalando.

O fato de que a neta desconhecida destinada a ser sua esposa fosse uma completa estranha era irrelevante, comparado à posse do império Volturi.

Ele sabia o que importava em sua vida. E o velho Volturi — e a sua neta — tinham a chave para seus sonhos.

Edward nem pensava em recusá-la.