Olá leitoras, como a fanfic já está bastante adiantada no site do Social Spirit, por ter sido o primeiro lugar onde eu postei a fic, eu irei postar todos os capítulos de uma só vez aqui também. Tenham uma boa leitura.
Diamond Heart
Capitulo 2
Ela girou na cama impacientemente. A falta das janelas a impedia de ter alguma noção das horas, não sabia se era noite ou era dia. Dormiu por bastante tempo, ao menos era o que achava, no relógio marcava onze horas, mas não sabia se era da manhã ou da noite. O abajur ainda continuava ligado, permanecer no escuro total a assustava, principalmente agora em que vivia em um lugar totalmente novo e com pessoas nas quais ela não poderia confiar.
Depois de ouvir seu estomago roncar pela quarta vez, ela decidiu se levantar e sair daquele cubículo. Aquilo era menor do que o espaço em que vivia e ousava chamar de apartamento. Nem se quer havia um banheiro e sua bexiga parecia dar sinal de vida também.
Cansada e ainda irritada por ter sido obrigada a participar daquilo tudo, Diamond saiu do quarto e ao sair descobriu que o banheiro ficava em frente ao seu quarto. Adentrou o mesmo como se fosse uma luz no final do túnel, após usar e dar uma melhorada na cara de sono ela saiu e começou a andar pelos corredores que mais pareciam labirintos.
- Pelo visto acordou, já ia te chamar – ouviu uma voz familiar e avistou Kurono em um dos corredores – Já é quase meio-dia e você ainda não tinha levantado, ficamos com medo de ter acontecido alguma coisa – falou.
O mesmo não usava sua habitual máscara de bico negra e o capuz estava abaixado, então ela pode observar melhor o que pareceu ser o braço direito do líder da Yakuza. Ele tinha a pele clara, cabelos em um tom cinza tão claro que quase era confundido com branco, seus olhos eram escuros como duas ônix. Ele segurava uma prancheta e escrevia algo enquanto falava com ela.
- Não dá para saber se é dia ou noite aqui em baixo – respondeu fingindo desinteresse – Espero que parte de meu trabalha em ser cobaia não me proíba em sair de meu quarto – proferiu.
- Vai depender de você – disse a encarando – Se se comportar poderá andar livremente, mas somente nos domínios da Yakuza, não poderá sair nas ruas como antes.
- De qualquer forma estarei trancada, pelo visto – fez careta.
Logo em seguida seu estomago roncou e Diamond corou da ponta dos pés até a cabeça, causando um pequeno riso zombeteiro em Kurono. O mesmo guardou a caneta no bolso do casaco e se aproximou dela.
- Venha, o almoço será servido – falou somente ao passar por ela.
Novamente ele nem mesmo esperou, apenas continuou a andar e Diamond o seguiu.
Subiram por uma entrada que ela ainda não tinha conseguido decorar, talvez precisaria de ajuda em seus primeiros meses ali. Talvez poderia pedir por um mapa ou pedir que Rick ficasse com ela caso fosse permitido, pois ao que parece, tudo girava em torno do que o líder queria e como e quando queria.
Notou a casa vazia, mas era possível ouvir vozes vindo de alguns cômodos pelo qual passou. Kurono a levou até a cozinha enorme onde uma mesa fora posta e o almoço fora servido, notou uma senhora que preparava a refeição e ela sorriu contente ao ver Kurono.
- Se alimente, vai precisar estar bem para quando formos começar os testes – disse somente antes de sair.
E após a saída dele, ela sentiu o ar ficar mais tranquilo.
- Você deve ser a nova garota – comentou a cozinheira – Ouvi os rapazes comentando de você, Rick parecia animado por você estar aqui também – sorriu.
- Me chamo Diamond – acenou. Não era boa em fazer novas amizades ou conversar com as pessoas de modo amigável – Nossa, parece delicioso – observou a mesa cumprida com alguns pratos já mexidos.
- Os garotos sentem muita fome – riu.
Diamond tombou a cabeça ao vê-la fazer uma bandeja com porcelana bem limpa, limpa até demais. E a cozinheira notou os olhares dela para seus atos.
- Overhaul tem fobia de sujeira, por isso ele gosta de tudo bem limpo e arrumado. Ficaria uma fera se eu servisse suas refeições em algo que não fosse no mínimo limpo duas vezes e lavado com produtos especiais – falou, terminando de ajeitar tudo na bandeja de madeira clara.
- Por isso ele usa a máscara e as luvas – constatou – A casa também é extremamente limpa – emendou.
- Tudo tem que ser bem limpo. Se me der licença, vou levar o almoço dele, mas fique à vontade para se servir – avisou ao sair.
Diamond suspirou e foi pegar um prato para se servir, havia tanta coisa e tantos pratos bem feitos que ela ficou na dúvida de qual provar. Normalmente estava acostumada a lamen ou em comida que teria que esquentar no micro-ondas, e ver toda aquela comida feita com capricho encheu sua boca de saliva. Pegou um pouco de cada coisa e colocou os pratos em uma bandeja para ela.
Pensou em se sentar ali mesmo na cozinha, mas não quis desperdiçar o dia ensolarado e agradável que estava. Por isso sentou na pequena varanda do lado de fora, havia um pequeno jardim bem cuidado com algumas plantas grandes, logo à frente o muro que mostrava até onde sua liberdade iria. Por um momento ela quase chorou ao experimentar a comida, estava mais do que deliciosa, estava divina, nem se lembrava da última vez em que comera algo descente.
Sabia cozinhar, mas sua vida ia de ladeira a baixo somente que ela não tinha animo para mais nada. Quando morava em uma casa grande e achava que seria rica pelo resto da vida, ela vivia na cozinha, gostava de inventar pratos.
De repente ela se sentiu animada ao pensar no passado, na gratificação que sentia ao cozinhar, mesmo que fosse somente para ela. E com isso veio uma nova ideia, um novo item para adicionar à lista após sumir com sua individualidade, talvez poderia montar algum negócio ou ter seu próprio restaurante. Um sorriso acabou brotando em seus lábios.
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Após comer, Diamond foi andar para conhecer a propriedade da Yakuza. Já que passaria a morar ali, nada mais certo do que conhecer cada cômodo e lugares onde poderia pisar ou não. Deu uma volta pela parte da frente, caminhando pelo pátio onde havia uma árvore na parte com grama, notou alguns homens sentados ali e jogando conversa fora. Se notaram a presença dela, fizeram pouco caso.
Depois seguiu pela lateral até a parte do fundo, onde outro pátio se encontrava, mas era muito maior. Muito mais bem cuidado, todo gramado, uma pequena trilha feita de pedras lisas e ao fundo uma pequena fonte, na qual ela ouviu ao longe quando adentraram o escritório do líder da Yakuza. E pensando nele, ela ergueu o olhar avistando ao seu lado esquerdo uma janela aberta e enorme. Dali onde ela estava conseguiu ver o líder sentado à mesa e assinando inúmeros papeis e ao seu lado a bandeja de comida ainda intacta.
Ele usava uma máscara diferente, esta era parecida com a de Kurono, em formado de bico de pássaro e de coloração diferente, mas não mudou sua opinião sobre ele. Ainda continuava com a aparência fria e calculista, a amedrontava, apesar de que tinha que admitir que ele era até atraente. E curiosa a respeito dele, apesar de ainda o temer, ela permaneceu sentada naquele jardim, próxima a fonte, apreciando o céu sem nuvens e vez ou outra olhando para o líder da Yakuza. Overhaul.
Enquanto Diamond fitava o céu, Overhaul estava atento a cada movimentação dela, mesmo que estivesse mergulhado naqueles papeis ao ponto de esquecer seu almoço.
Percebeu a chegada dela quando distraidamente olhou pela janela e a avistou, por poucos segundos seu olhar ficou preso a aquela figura de olhar turquesa que o intrigava e o deixava ansioso para os experimentos que faria com ela. A porta foi aberta e Kurono adentrou, fazendo-o voltar sua atenção para o papel em que assinava.
- Esses são os dados da pesquisa – disse Chronos lhe entregando uma prancheta – Ainda temos poucas respostas – passou a mão pelos cabelos e com o ato notou a figura de Diamond – Parece que alguém está conhecendo a propriedade. Falando nisso, já deixei tudo pronto para ela – moveu a cabeça e Overhaul fixou-se de novo na garota no jardim – Quando quer começar?
- Agora – disse sem muito animo.
- Tem certeza de que foi uma boa ideia traze-la para Yakuza? – indagou.
- Não é como se ela fosse nos trair – respondeu – Ela parece desesperada demais para se livrar de sua individualidade para querer trair alguém como a Yakuza. Além do mais, ela sabe que pode perder a vida caso faça algo irresponsável.
- Os rapazes tem comentado muito sobre ela – Kurono mencionou – Não é todo dia que se tem um membro feminino no grupo – brincou, mas a face de Overhaul permaneceu séria, séria até demais para a opinião dele – Talvez tê-la aqui não seja tão ruim, um pouco de diversão é sempre bom – disse.
- Ela não está aqui para isso – a voz dele foi mordaz, ainda que permanecesse no desdém habitual e seus olhos focados no que lia.
- Ou talvez você – sorriu sugestivo.
Um suspiro cansado e abafado escapou pela máscara.
- Não tenho tempo para isso – Chisaki respondeu.
- Ela é parte da Yakuza agora, não seria tão ruim assim que o atual líder tivesse... uma namorada – continuou.
Chisaki soltou outro suspiro e em seguida se levantou, largando caneta e os papeis e a bandeja com a comida ainda intocada.
- Chame Diamond e a prepare – falou somente, sua voz dura e fria – Vamos começar a pesquisa – passou por Kurono.
- Sim, senhor – assentiu.
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Novamente ela estava caminhando por aqueles corredores frios e sem vida, Kurono ia a frente em total silencio enquanto ela se enchia de perguntas e aflição. Não encontrou Rick em parte alguma enquanto conhecia a propriedade da Yakuza, queria ao menos que ele estivesse junto para lhe dar segurança. Sentia o coração bater forte no peito.
Entraram em uma sala que ficava ao final de um longo corredor sem portas, havia somente as paredes e alguns tubos pregados ao teto, talvez a tubulação de ar. A sala era um cômodo todo equipado com utensílios de pesquisa medica, havia uma maca no centro forrada com um pano branco limpo, um armário do lado direito onde vários tamanhos de vidros se encontravam, do lado oposto havia uma mesinha retangular com bandejas de prata onde bisturi, agulhas e outros itens afiados se encontrava e bem ali mexendo neles se encontrava Overhaul.
Sua concentração era tanta que ele nem se quer olhou para ela quando a mesma adentrou o local junto de Kurono. Suas mãos enluvadas mexiam com cuidado cada objeto, colocando-os nos lugares certos. Ela permaneceu parada próxima a porta enquanto que Kurono se aproximou do líder e ambos cochicharam alguma coisa, logo em seguida o braço direito do chefe da Yakuza foi até os armários.
- Tire a roupa – a voz cortante de Overhaul ecoou no cômodo causando um arrepio involuntário em Diamond.
Ela o encarou, mas ele praticamente a ignorou. Deu uma rápida olhada para Kurono esperando mais alguma informação, mas este apenas meneou a cabeça como se lhe dissesse para obedecer. Engolindo em seco se aproximou da maca, olhou ao redor e não havia nenhum outro cômodo onde poderia se trocar e também não estava parecendo que lhe dariam alguma roupa igual a aquelas usadas em hospitais.
Ainda usava a mesma roupa do dia anterior e honestamente precisava de um banho, mas servir de cobaia era mais importante, observou. Jogou sua roupa sobre uma cadeira no canto do cômodo e retornou para a maca, mas a voz fria de Overhaul a fez dar outro pulo.
- A roupa intima também – disse ele, ainda de costas a ela e organizando as coisas na bandeja de prata – Em seguida deite-se na maca – completou.
Diamond sentiu o corpo todo entrar em pânico, jamais havia ficado nua na frente de estranhos, já havia tido relacionamentos com alguns caras no passado, mas transar com um namorado é uma coisa e ficar pelada perante dois estranhos que ela não confiava era outra. Mas ainda sim, ela obedeceu, mesmo que não tivesse gostado, pois pelo canto do olho viu o olhar um tanto ameaçador de Oberhaul para cima de si.
Tentando controlar a tremedeira que se apossou dela e fingir que não havia ninguém ali, Diamond retirou a peça intima e agora estava inteiramente nua. Agradeceu por ter se depilado semana passada, não gostaria de ser vista com pelos em certos lugares. Em seguida subiu na cama e se deitou, no mesmo instante em que Overhaul se virou e seu olhar dourado e analítico caiu sobre os turquesas dela.
Inconscientemente ela prendeu o ar enquanto ele a olhava. Se a visão do corpo nu dela causou alguma reação interna nele, o mesmo conseguiu disfarçar muito bem.
- Vamos começar – Kurono se pronunciou.
- Tente não se mexer muito – falou ele ao se aproximar.
Calmamente ele depositou a bandeja de prata em uma mesinha elevada e posta ao lado da maca, que batia na sua cintura. Uma luz enorme e forte pairava sobre ela iluminando o centro e escurecendo ao redor, sabia que Kurono estava em algum canto apenas observando e fazendo anotações, enquanto que no centro ficava somente ela e Overhaul.
Enquanto ele escolhia qual item usar primeiro, Diamond passou a observar mais atentamente o tão temível líder da Yakuza. Sob a luz forte observou que os cabelos dele na verdade eram castanhos de uma tonalidade mais escura, os olhos eram mais frios e mortais do que de longe. Ele não usava o casaco verde dele, dando a ela uma noção real dos ombros levemente largos. Overhaul era magro e esguio e mesmo com a máscara tampando metade de seu rosto, ela ainda o achava atraente e um tanto misterioso.
E internamente desejou ver o rosto completo dele. Sem aquela máscara asquerosa.
- Irei cortar sua pele, tente controlar os gritos – ordenou.
Ele pegou seu braço e o esticou, colocando o bisturi rente ao seu pulso. Seus olhos dourados se mantiveram grudados nos dela, causando ainda mais tensão no corpo ainda temeroso diante de estar nua e prestes a ser "cortada". Porém, quando Overhaul moveu o bisturi, o mesmo se rompeu. Sua ponta voou em direção ao chão causando espanto tanto nele quanto em Kurono, que emitiu um 'oh'.
- Isso costuma acontecer, senhorita Diamond? – a voz de Kurono soou em algum ponto do cômodo.
- Não sei como isso funciona, ás vezes minha pele fica dura como a de um diamante e impede que eu me machuque, mas não é sempre – comentou.
- Então vamos descobrir – Overhaul cortou o silêncio.
Ele pegou um bisturi novo e o ergueu mais alto, a mão fechada no pequeno cabo de metal e então tentou fincar com força na lateral de sua barriga. O grito dela ecoou alto pelo cômodo assim como seu corpo se agitou e lágrimas escorreram, se transformando em diamantes ao atingir o tecido que cobria a maca. Instintivamente Diamond agarrou a manga da camisa social negra de Overhaul, causando uma expressão mais séria que o habitual por parte dele.
Mas isso não o impediu de continuar a perfurar sua pele até encontrar novamente pontos onde sua pele era mais dura e fria como a de um diamante.
Ela se contorcia na maca e gritava, provavelmente seus gritos ecoavam em grande escala pelos corredores vazios do subterrâneo. E ainda sim, Overhaul se mantinha concentrado em seu trabalho. Pequenos diamantes caiam no chão causando um fino tilintar, ao redor de sua cabeça já havia uma boa quantidade sinal de que chorava desesperadamente.
De repente sua visão ficou turva e ela foi sugada de uma vez para uma escuridão sem fim.
E honestamente, ela desejou ter ficado ali para sempre.
- A individualidade dela causa pontos onde a pele fica fria e dura, como um diamante. É como se o poder dela não soubesse como cobrir o corpo inteiro – mencionou Overhaul, insensível ao fato de Diamond ter desmaiado – Talvez um pouco de treino e ela consiga tornar o corpo um escudo. Isso pode ser útil para nós – alegou.
Kurono anotava tudo silenciosamente, mas tentava não demonstrar que estava receoso que tivessem ido longe demais com o primeiro teste em Diamond. Mas também analisava outra coisa silenciosamente, notou algo no olhar sempre desinteressado de Chisaki.
Aproveitaram o desmaio da garota para fazer outros testes e após Kurono ter concluído que já era o suficiente, Overhaul usou sua individualidade para traze-la de volta.
Segundos depois os olhos turquesa dela se abriram, inicialmente ela avistou a luz que lhe cegava acima de si, depois saiu a procura daqueles olhos calculistas, mas apenas encontrou as costas dele. E ao varrer o cômodo notou a falta de Kurono. Notou a falta de dor e percebeu que os lugares mais feridos estavam limpos, como se nada tivesse acontecido e os menores estavam com faixas e gaze. Ela se colheu ao sentir frio e abraçou o próprio corpo.
Sentiu uma mão em suas costas e se assustou ao ver Overhaul lhe ajudando a se sentar.
Sentia-se tonta e tinha medo de cair, por isso acabou grudando novamente sua mão no antebraço dele. Outra expressão de irritação se apossou dele, mas ela não ligou e também porque simplesmente não conseguia solta-lo.
- Vista-se – ordenou, fazendo-a o soltar.
E após isso, ele saiu do cômodo.
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O vapor dominava todo o banheiro. Já fazia uma hora que ele estava ali dentro, na banheira cheia com água morna e produtos especiais para poder limpar a pele corretamente. Overhaul não tomava banho normalmente como tudo mundo, o banho dele era demorado e com sais especializados. Mas mesmo que fosse um banho comum para ele, fazia minutos que ele encarava suas próprias mãos.
Levemente enrugadas, seus dedos se esfregavam um nos outros, mas era a textura da pele de Diamond que ele ainda sentia. Enquanto a furava ele teve que segurar em partes do corpo dela, tocou sua barriga, na coxa, nos braços. A pele dela era macia, ainda que fria. Curvas generosas e sutis, seios médios e bem empinados, mas eram aqueles olhos turquesa que o faziam pensar e pensar.
E a todo momento, ele ficava surpreso com o fato de ela não ter feito sua fobia atingir níveis alarmantes, pelo contrário, ele não sentiu sua pele coçar, não sentiu nojo, sentiu nada.
Normalmente detestava quando tinha que interagir com pessoas novas, aqueles que ele conhecia já lhe dava gastura, as novas então faziam sua pele encher de pontos vermelhos. Mas Diamond não fez isso. Quando a viu fez pouco caso, teve que confessar, mas quando se sentou diante do sofá e passou a encara-la, ele notou que nada aconteceu. Suas mãos ficaram unidas e seus cotovelos apoiados em suas pernas o tempo todo, não sentiu aquela aflição de sua pele de repente ter sido contaminado pela presença dela.
E de repente lamentou por não tê-la tocado sem as luvas.
O pensamento repentino o fez voltar a realidade, balançou a cabeça em negação enquanto proferia uma serie de xingamentos mentalmente. Se levantou da banheira e pegou a toalha, após se enxugar vestiu a roupa e saiu do quarto, ainda teria uma sessão de experimentos com Eri.
Mas ao andar pelo corredor subterrâneo, lugar onde tanto Eri quanto Diamond ficavam confinadas, Overhaul acabou se vendo passando diante do quarto da garota que chorava diamantes. E o quarto estaria em total silêncio se não fosse os soluços que ecoava e chegavam até ele. O choro causou algo estranho no peito dele.
Algo que até mesmo o fez mudar de ideia sobre a sessão que teria com Eri naquela noite.
