Vox estava sem nada para fazer. Velvet foi fazer compras de qualquer coisa apenas para postar na suas redes sociais. Valentino estava trabalhando para ver se seus funcionários estavam fazendo tudo certo. E Alastor... Enfurnado naquele hotel estupido da filhinha do Inferno, mas ele começou a entender, quando o tédio bate medidas drásticas devem ser feitas. Como agora. Começou a olhar para fora da janela do seu prédio de telecomunicações, estranhamente, a cidade foi uma verdadeira calmaria de se ver, isso parecia uma verdadeira anormalidade. Desde que chegou aqui, este lugar era realmente um inferno. Barulho para todos os lados, tiros, gritos vindos de qualquer motivo. Agora, silêncio.

Suspirou, seu tédio estava tanto que nem vontade de irritar o maldito demônio do rádio.

Sentou no sofá luxuoso da sua sala particular, e lembrou-se de uma coisa que não fazia há muito tempo. Por um instante a tela de sua face ficou preta, Vox se materializou na rede do mundo dos humanos. Fazia muito tempo desde que ele fez isso. Começou a procurar computadores com câmera, ele adorava pifar os sistemas da máquina e ver as caras enfurecidas dos humanos, principalmente quando faziam algo importante. Além da sua velha conhecida deep weeb para entretê-lo. Desde da sua época quando era vivo, nada realmente mudou naquele espaço virtual sombrio: vídeos de tortura, venda de coisas "legais", algumas conversas secretas entre pessoas poderosas. Nada mudou neste cantinho da internet.

Porém, distraído com essas informações clássicas, ele não percebeu a profundidade de sua navegação. Repente, Vox pisou no chão. Chão? Questionou Vox sobre o fato jamais ocorrido. Na maioria das vezes, ele só "flutuava" entre os sites e arquivos, todavia, havia um chão aqui. Ele havia chegado no fim da internet? Pensou. Realmente havia um fim para isso. Então, Vox começou a explorar essa nova camada do meu virtual.

E não havia nada, apenas um enorme vazio escuro de tamanho desconhecido.

Preste ir embora desta decepção, o demônio da tecnologia viu um brilho. Olhando em direção a fonte, viu uma porta. Uma porta dupla rebuscada de cor azul gritante com maçanetas vermelhas. Vox nunca tinha tal manifestação de ícone, entretanto para ter essa forma deveria ter muito importante atrás delas. Nem pensou duas vezes, abriu as duas portas.

Ele só não esperava por outra decepção, havia a mesma escuridão, a única diferença era o piso xadrez. Vox percebeu a perda de tempo aqui. Não havia nenhum segredo cabuloso, nenhum arquivo revolucionário, nenhum—

- Olá, caro visitante.

Vox ouviu uma voz atrás dele. O pertencente da voz era uma moça com olhos vermelhos e cabelos roxos com as extremidades azuis. Era um bot, ou inteligência artificial, outro demônio capaz de entrar no meio virtual, ele não podia definir qual dos três.

- Olá, cara senhorita.- ele tinha que admitir, caso Valentino a visse, o cafetão do Inferno estaria já com o contrato na mão.

- O que faz aqui? Nesta horrível parte do Nexus...

- Procurando algo para fazer, poderia me dizer se algo de interessante aqui?

- Não há infelizmente, só a nós aqui.- disse aproximado-se perto de Vox.

- Que pena...- disse com um leve recuo, apenas por segurança.- Eu preciso ir, um camarada meu pode—

A moça agarrou seu braço com força, nesse aperto ele começou a sentir a perda do controle das sensações do seu braço. Sensações?! Questionou surpreso, ele era uma manifestação aqui, não poderia sentir qualquer coisa. O que era este lugar?

O único instinto foi de fugir, saiu correndo pelas duas portas. Ainda a "moça" segurava firmemente seu braço.

- Me larga, sua vadia!- gritou e colocou sua outra mão do rosto dela dando um forte choque elétrico. Mesmo assim, o dano feito ao rosto começou a regenerar. Naquele momento, ele sabia que era hora de ir embora dali.

Cherry Bomb sentiu-se aliviada pela companhia de Mergo, aquela cidade abandonada era um verdadeiro labirinto. Pela sua surpresa, elas chegaram na parte onde ficava o tal hotelzinho de redenção. Ela poderia concordar, este lugar era uns dos calmos da cidade, graças a vigilância do bambi vermelho. Já que ela estava aqui, uma visita para o Angie seria divertido.

- Aqui já é suficiente... Já conhece essa parte da cidade?- perguntou Mergo.

- Já sim... Então... Tchau!- disse preste a ir embora.

- Espera um minuto...!- Cherry suspirou frustada- Você conhece alguém chamado Lúcifer ou Lilith?

A demônio explosiva ficou confusa com a pergunta por um instante, depois pensou que ela não realmente estar se referindo a isso, apenas um pequena brincadeira. Porém, aqueles olhos amarelos não pareciam estar de brincadeira. Cherry ficou surpresa. Mergo conhecia os reis do Inferno? Ou alguém querendo algo eles, sendo bom ou ruim? Ela não sabia responder, sem saber as intenções atrás da busca. Os dois eram poderosos, mas sua filha... ela não sabia.

- Lúcifer é um anjo louro de bochechas coradas e a Lilith é uma mulher alta pra caramba com um cabelão. Talvez isso ajude?

É Mergo realmente estava falando sobre os reis do Inferno.

- Olha eu ouvi dizer que eles moram em uma mansão do outro lado da cidade, talvez, eu não sei.

- Mansão?..Aah! Eu sei aonde fica isso! Eles ainda moram naquele casarão velho... Adeus, Cherry, espero que fique segura.- Logo viu Mergo indo para o centro da cidade.

Por essa ela não esperava isso, Mergo não parecia estar mentindo para conhecer esses dois, depois ela poderia perguntar para Charlie se o conhecimento era mútuo. O motivo de não mencionar a princesinha deste lugar, Cherry acabou de conhecer este demônio esquisito, principalmente quando a cabeça era arrancada e ainda vivia, se algo acontecesse com essa menina... O bambi do rádio maldito a serviria para os canibais ou Lúcifer poderia... ela nem quer imaginar.

Agora, achar alguém que sabia desbloquear esses celulares e tomadas para carregá-los. Poderia haver algum "bom" demônio naquele hotel com os conhecimentos para isso. Também, dar um oi para Angie.

Sobre o Angel Dust, este não parava de ligar, discretamente, para sua colega do crime. Apesar do exterior despreocupado, ele estava um pouco aflito dela não atender. Será que ela se meteu em uma briga com um demônio mais forte? Na mesa de um canibal? Nas mãos de um torturador? Por dentro parecia que a ansiedade metralhava ele por dentro. Até as portas principais abrirem e suas preocupações acabaram.

- Cherry!- a demônio explosivo parecia bem e um sorriso no rosto- O que aconteceu com você?!

- Entrei em uma "festa" e com certeza tinha algo estranho na bebida...

- Você foi se divertir sem mim?!

- Na próxima vez, eu te levo meu bebezinho. Oh, Angie, você sabe se alguém meche com celulares?- disse puxando da bolsa modernista uns dos celulares.

- Como conseguiu essas coisas...?

- Te conto depois. Você sabe aonde está a Charlie?

Charlie perdeu as contas de quanto vomitará naquela nesse dia. No começo, pensou que apenas um mal estar normal, pois tudo de comida mal digerida foi exposta para o vaso sanitário. Vaggie até pediu para ligar para os seus pais ou ir algum médico confiável, mas ela negou, na hipótese seria apenas um mal estar passageiro. Porém, não foi. Após expelir toda comida do seu corpo, Charlie começou a vomitar um lodo preto, às vezes vinha até com sangue. Ela não conseguia parar de guspir e vomitar tal líquido viscoso, e não parecia acabar.

O bater da porta de seu escritório não ajudou, ela não queria que ninguém a visse assim. O som da porta a alertou, antes que ela protestasse a entrada do visitante, apenas conseguiu mais líquido preto. A porta do banheiro abriu e lá estava Alastor.

- O que aconteceu com você, querida?- disse com um leve sorriso.

- Eu...- antes de completar a frase, expeliu mais líquido preto.

- Niffy!- Alastor chamou, rapidamente ouviu os pezinhos da demônio pequena.

- Bom dia, Alastor! Oh pelo inferno! Charlie, você está horrível. Ai, que nojo!

- Queridinha, poderia trazer um copo de água e chamar a senhorita Vaggie?

Rapidamente Niffy foi. Alastor puxou um lenço e limpou os cantos da boca da jovem de respiração rápida, como um gesto de gentileza raro, antes que expelisse mais daquela daquele líquido obscuro. O demônio do rádio já esteve um bom tempo no Inferno, pela situação de Charlie, ele sabia que aquilo não era normal, pela quantidade que a jovem demoníaca vomitava era absurda. Será isso faz parte da intuição de seu professor? Ele não sabia.

Vaggie chegou desesperada, ainda bem que Alastor afastou-se, se não ela o mataria ali mesmo. Também Niffy, já dando o copo d'água e Charlie aceitou com agrado.

- Eu vou ligar para seus pais.- disse pegando o celular da sua namorada na mesa do escritório.

- Vaggie, isso não é necessár— interrompida por mais líquido.

- Charlie, você sabe que não está bem.- depois disso, a princesa do Inferno não disse mais nada.

Velvet voltou com várias sacolas das melhores marcas infernais, e notou no sofá seu "querido" amigo com a tela apagada. Significava duas coisas, dormindo ou estar na internet dos humanos de novo. Rapidamente pegou o celular, tirou uma foto do estado off-online de Vox e postou com a legenda: O que desenho hoje na cara dele?3. Logo vieram várias respostas de seus seguidores, mas a maioria eram coisas que ela já havia feito.

Foi para a mesa de serviço do demônio do tecnológico e pegou uma caneta permanente. Ela lembra da última vez que fez isso, demorou uma semana para tirar o desenho da sua tela. Ativou o modo live das redes sociais, e começou:

- Olá, seus feiosos do inferno! Como estão? Espero que estejam péssimos! Hoje, o que vamos desenhar na cara do Vox?- distraída com os comentários para ideias, logo começou a vir estranhas opiniões.

"Mas que porra é essa?!" "Vox consegue fazer isso?" "Velvet, sai daí minha waifu" "Velvet, olha pra trás".

Quando olhou, havia uma mulher saindo da tela do Vox, o qual parecia lutar para mantê-la dentro da tela. Mas foi inútil. A mulher saiu e pulou para fora da janela. Velvet e Vox correram para a janela para ver a queda lá. Antes que o demônio das redes sociais mal teve tempo para falar sobre o ocorrido, Vox gritou de dor. Pois, seu braço que foi agarrado, uma parte agora estava no chão, a outra parte, Vox tentando conter o sangramento do seu braço decepado.

Velvet grunhiu de raiva. Como aquele demoniozinho ousaria atacar um overlord?! Pensou e pulou também para fora da janela apesar dos prospetos de Vox.

Mergo tinha toda razão, essa cidade só tem malucos. Em menos de cinco minutos, ela viu três pessoas morrerem por atropelamento, alguns gritos em becos escuros, também gritos de demônios que não conseguem controlar a própria libido. Por que ela teve que sair ao lado de Una? Resmungou mentalmente. Todavia, fazia vários anos sem visitar o casalzinho vindo do reinos superiores. Ela só esperava que mantivessem a mesma educação daquele tempo antigo.

A situação não estava a sua sorte, principalmente quando algo caiu do céu.

Deu uma comoção rápida no trânsito para depois vários xingamentos diferentes línguas, a nuvem de poeira vinda do impacto cobria a figura perante de todos. Quando a poeira dissipou, Mergo tremeu perante a figura.

Outro impacto veio, um demônio qualquer e pelos sussurros escutados o demônio tinha o nome de Velvet.

- VOCÊ! Como ousa atacar um overlord! Eu vou te mostrar o que— Mergo foi rápida para tirar o demônio do golpe da figura. O projétil lançado parecia quase um holográfico azul, quase transparente, acabou atingindo outro demônio e tendo a cabeça explodida.

- Droga!- Mergo xingou em voz alta. Velvet ficou alarmada, não só pela ousadia do ataque, junto veio um demônio para salvá-la.- Velvet é seu nome, não é? Manda todo mundo ir embora daqui! Agora!- Pela primeira vez na vida, Velvet ouviu a ordem de um "demônio" inferior.

O local ficou quase vazio, óbvio haveria os curiosos, mas isso não importava agora.

- Interessante... Pensamos que não existia mais afetados.- disse estreitando os olhos vermelhos.

- Sim, existe. Eu. Mas é o suficiente para matar mais um de vocês.

- Espero que consiga, seria agradável me matar.- disse convocando uma lâmina fina e indo a ataque para Mergo.

A afetada mal desvio, teve que separar os braços do corpo para evitar as outras duas lâminas vindo em sua direção. A figura era rápida como todos iguais a ela, não havia dúvidas sobre a origem desta coisa. Uma energia começou a fluir envolta do corpo da afetada, seus braços voltaram ao corpo e a eletricidade ao redor disparou. Golpes de ataque da coisa ficaram para defesa. Eram espadas contra os murros de energia. Em um passo em falso, Mergo conseguiu pegar o braço da mulher de olhos vermelhos e jogá-la longe deixando o braço decepado para atrás, que logo foi dissolvido em partículas. Isso não apareceu afetar a mulher, apenas invocou mais lâminas e partiu para o ataque para o ataque novamente.

Vox olhou para baixo após conseguir parar o sangramento do seu braço amputado, ele teria que agradecer este demônio por salvar Velvet, infelizmente o maldito de atrás não teve tanta sorte. O demônio tecnológico ficou surpreso pela luta lá embaixo, tentando interpretar os últimos minutos de toda aquela situação. A demônio elétrica lá embaixo, ele não sabia o que era aquela energia, parecia familiarizada com aquela mulher esquisita e acostumado a lutar. Além da exatidão da estranha mulher. Tudo parecia irreal, apesar de estar em lugar supostamente mitológico. Pela primeira vez nesta existência no Inferno, ele sentia que algo não estava normal.

Em um golpe, Mergo conseguiu tirar uma parte do abdômen da coisa, o sangue de cor roxo escorria, enquanto mais sangrava a mulher mais feliz parecia ficar. Por um instante, Mergo jurou ter visto um ser vestido com um pano preto. Una estava aqui? Significa que suas intuições estavam certas.

- Ele esteve aqui, não é?- disse a mulher com um tom fraco, depois caindo de joelhos.

- Sim... Esteve, não vou mentir. As portas foram abertas?- a mulher sorriu- Merda...!

- Poderia me matar logo, por favor?- a coisa disse bem calma.

- Não, ainda não respondeu minha pergunta, também estar vivo é a melhor tortura para um Holic.- disse Mergo quase com dentes rangendo.

- Realmente doloroso... As portas foram abertas e ficaram abertas.

- Já foi escolhido? Sabem quem é?

- O escolhido pela Máquina é ativo...Porém, não temos dados ainda sobre quem é o organismo... Não a mais nada dizer, por favor, me mate.

Mergo concentrou uma bola de energia em suas mãos e fez o pedido do holic. A cabeça explodiu pela energia, logo o corpo foi dissolvido em partículas. Essa não será a última cabeça explodida de holic que farei neste tempo, pensou Mergo já indo visitar seus antigos amigos.

Lilith poderia concordar com o seu querido marido. Fazia bastante tempo que haviam um tempo só para eles. O silêncio entre os dois era gratificante, parecia como os antigos tempos, apenas eles. Tecnicamente. O jardim de sua "humilde" casa estava sempre bem cuidado pelos empregados, todos as plantas bem cuidadas e todas floridas nessa época do ano, menos uma. No centro do jardim, havia uma grandiosa árvore retorcida, pelos empregados jamais dera qualquer fruto. Até alguns perguntaram o motivo dela estar lá. Lilith apenas sorria tristemente como fazia agora. Porém, se fosse por isso, ela não teria seu amado e sua criança.

Seu marido deu uma risada leve por algum motivo.

- Do que está rindo?

- Eu lembrei daquela menina que conhecemos antes tudo isso.

- Oh! Ela! Hahaha... Um palhaço verdadeiro.- Lilith lembrava quando conheceu os mais dois seres do seu exílio. Graças a eles o sentimento de solidão naquela época havia diminuído bastante.- Olha, é capaz de você lembra disso e ela aparecer.

Depois de instantes, um empregado veio e falou de "convidado" na frente do portão.

- Ela tem cabelos cinzas e usa correntes?- Lúcifer perguntou por brincadeira.

O empregado afirmou que sim.

- Eu disse.- Lilith disse com um sorriso bobo- Mande-a entrar.

O empregado foi embora para avisar a liberação do convidado a casa. Logo, veio a antiga amiga dos tempos antes do Inferno, Mergo.

- Mergo, como vai minha querida?!- Lilith disse levantando para um abraço na amiga.

- Vou como vou... E vocês dois? Com certeza nessa chiqueza de casa vai tudo bem!

- Gostaria...- murmurou baixinho Lúcifer- E como está Una?

- Ela arrancou minha cabeça hoje.

- Até hoje ela faz isso, sente-se.- Lilith pediu, e Mergo sentou no lugar destinado a sua filha.

- Oh, não é para me intrometer, mas... quem é a guria nos quadros?

- Nossa filha.- Lúcifer disse simplesmente.

- Como assim? Porque vocês não me avisaram isso? Assim, vocês me magoam...

Lúcifer apenas apontou para cima.

- Entendo...

Depois ficaram conversando sobre os velhos tempos, antes daquele lugar chamar-se Inferno. Até que um empregado veio e falando sobre algo sobre a filha do casal mais antigo daquelas terras. Lilith retirou-se para ir buscar sua cria, pelas informações interpretadas por Mergo, não parecia bem de saúde.

- Nós estamos sozinhos aqui? Você está com qualquer aparelho tecnológico?- Mergo perguntou rapidamente.

- Sempre deixo no escritório, por segurança. Qual é o motivo disso?- demorou para responder, pois sua preocupação com sua filha apareceu primeiro.

- Antes de vir para cá, eu matei um Holic.

Lúcifer jurou que seu coração havia parado naquele momento. Ele não podia acreditar naquelas palavras. Mergo havia matado um Holic. Um Holic, pelo menos.

- Você— Como? Eles são haviam sido aprisionados?!- o sorriso vacilou.

- Alguém teve acesso ao Nexus e libertados eles. Afi..! Isso vai ser um dor de cabeça!

Lúcifer não queria acreditar que isso significaria, havia tantas possibilidades agora. A única certeza seria a impotência de fazer qualquer coisa para impedir algo catastrófico. Ele deu uma risada interna. Qualquer resultado será catastrófico. Só não poderia...

- Posso falar—

- Se for o que eu estou pensando, por favor, não diga...

- Eu vou levar uma amostra mesmo assim, tá? Vai ajudar a gente lidar com os Holics.

- Tudo bem...

Charlie teve que segurar o vômito no fundo de sua garganta. Sua mãe falou para ela liberar, mas não queria fazer no veículo, pois também ela nem sabia o que era esse líquido preto. Chegando em sua casa, seu quarto estava como viu pela última vez, pela surpresa estava limpo, antes dela não aguentar mais e largar ali mesmo. Ela começou a ouvir os passos de seu pai. Ela não queria que a visse assim, naquele estado deprimente de um mal estar bobo. Só que ela não esperava ter outra companhia ao lado dele.

Charlie jamais tinha visto esta pessoa na casa dela. Um novo empregado? Um novo Overlord? Ela não sabia. Essa pessoa se aproximou junto com um balde, ela deu um peteleco na garganta da doente, e Charlie limpou novamente seu estômago, por sorte a pessoa ofereceu o balde.

- Eu levar isso pra Una. Vou trazer os resultados mais rápido que eu puder. Faça para ela um chá de maçã com hortelã e...beber bastante água, só isso que posso indicar no momento.- a pessoa disse para seus pais.- Além do mais, sua filha é sua carinha Luci!- disse apenas isso antes de ir embora.

- Quem era?- Charlie perguntou curiosa, só sua mãe chamava seu pai de Luci.

- Uma velha amiga nossa.- respondeu sua mãe- Agora, você precisa descansar.

Charlie concordou com sua mãe, ela nunca sentiu tão cansada em toda a sua vida.

Alastor olhou as notícias. O misterioso ataque contra Overlord Vox. Parecia ser a notícia do momento, o que era óbvio, não era todo dia que alguém atacava um Overlord e não era o mesmo que o matava. Aparecia no noticiário a misteriosa demônio salvadora daquela menina irritante, o pior era o escândalo feita pela amiguinha do Angel Dust.

- Wow, eu conheço essa maluca aí!- gritou Cherry tentando resolver qualquer coisa com aqueles pedaços de lixo novo funcionarem.

Primeiro, o mal estar anormal da senhorita Magne. Segundo, os estranhos telefones achados pela senhorita Bomb de uma cidade abandonada. Agora, um ataque contra Vox. No último fator, ele gostaria de ver a cara de tela besta dele por perder um braço. O demônio do rádio começou a questionar. O que seria a seguir agora?

Mergo chegou no vale do centro daquela planície de neve, já era noite, diferente da cidade cheia de malucos, o céu estava estrelado e com uma bela lua. Lá encontrou seu companheiro de longa data. Una estava na sua posição sentada clássica, meditando como sempre para passar o tempo, mas havia uma diferença. Havia uma tensão em sua postura, parecendo estar preparada para qualquer coisa.

- Boa NOITEEEE! Sentiu saudades?- Mergo disse colocando o balde com líquido viscoso ao lado de Una.

- O que é isso?

- Você sabia que Luci e Lilith tiveram uma filha?! Dá para acreditar?!

- Bem improvável. Com certeza a cria é estéril.

- Prof de biologia, poderia analisar isso aqui?- Mergo perguntou apontando para o balde.- Isso é o vômito da filha deles, então...?

- É possível.- disse Una, colocou dois dedos no interior do balde, puxou um pouco da viscosidade preta e colocou na boca.

- Não importa quanta vezes você faça isso, ainda continua nojento.

Estranhamente, Mergo percebeu um silêncio anormal. Una já era um ser silencioso, mas esse silêncio não era um silêncio normal dela.

- Então...? Qual é o diagnóstico?

- Temos um problema, Mergo... Um grande problema.

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