Aspen estava sentada ao bar atraindo metade da atenção dos caras ao redor. Meu sorriso cresceu ao me aproximar e me sentar ao seu lado antes que um de seus admiradores se sentassem.
— O que trás uma beldade dessas de volta a cidade?
Perguntei e dei um sorriso de lobo quando a mesma de vira para mim surpresa. Aspen e eu nos conhecemos desde que tínhamos 12 anos, nós não vemos mais a alguns anos mas sempre mantínhamos contato pelas redes sociais. Seus braços se jogaram em volta de meus ombros me puxando para um abraço que prontamente retribuí.
Quando nos afastamos vi seu sorriso manso se transformar em seu sorriso de fera habitual. Aspen era uma mulher famosa do ramo imobiliário, ela era uma das melhores de sua área e estava trabalhando para abrir sua própria empresa. Nós sempre trocamos idéias e suposições sobre o que faríamos no futuro e hoje não era diferente.
— Você já foi lá dar uma olhada em tudo?
Neguei com a cabeça e me encostei no bar, olhando para a pista de dança e vendo que Dorian e os meninos haviam chegado.
— Não, só subi no prédio para a entrevista, que foi numa sala, acho que eles não queriam me deixar cobiçar nada antes de passar.
Dou risada, escutando ela rir junto a mim. Logo ela se virou para a pista também, observando meus amigos curiosa.
— Não vai lá?
— É capaz de eu ir e amanhã não conseguir levantar da cama de tanta dor.
Nós soltamos risadas cúmplices pois nós duas sabíamos que eu estava certa, eu costumava me empolgar demais em baladas.
— Cara gostoso as 11 horas.
Ela sussurra e eu me viro discretamente, o observando por entre os cabelos.
Meus deuses! Aquele cara era exatamente o que eu pedi pra Mab de presente de aniversário. Alto, charmoso, belos olhos e musculoso.
— Gostoso para ele é pouco.
Sussurro de volta, sem parar de observa-lo. Ele vira o rosto na minha direção, certamente sentindo meus olhos queimando aquela bunda que estava me dando inveja, eu provavelmente deveria ir mais a academia. Ele sorri, eu retribuo com meu melhor sorriso de flerte.
— Vou ir no banheiro, se precisar de mim grite.
Ela fala a última palavra com uma pitada de malícia que me fez sorrir mais ainda antes de perceber que o bonitão estava vindo na minha direção. Eu nunca tinha o visto aqui, o que é novidade. Luce Notturna era um bar famoso entre os becos e vielas de NY mas nem todas as pessoas tinham a paciência necessária para ir até alí e geralmente eram as mesmas pessoas de sempre.
— Olá...
A voz dele enviou um arrepio delicioso por todo meu corpo, o que me deu mais coragem que um copo cheio de whisky.
— Oi bonitinho.
Falo com um sorrisinho e ele se senta ao meu lado. Nos olhamos por 5 segundos antes que seu sorriso crescesse e ele se fingisse de desentendido.
— O que uma bela mulher está fazendo em uma balada sozinha?
— Fugindo da realidade lá fora e comemorando alguns presentes.
Falo segurando a vontade de revirar os olhos, se era assim que ele flertava isso seria difícil, quer dizer, seria difícil se não fosse pelo resto dele.
— Presentes, hm? Interessante.
Mordi o canto da boca, pelo canto do olho vi Aspen passando pela porta e mandando um beijo em minha direção, o que me fez dar uma risadinha antes de me virar para o homem a minha frente.
— E o que um belo homem está fazendo sozinho em uma balada a uma sexta-feira? Afogando mágoas?
Ele riu, e que risada foi aquela, pelos deuses. Por um momento quase perdi minha compostura antes de virar o resto de meu copo.
— Na verdade, acho que achei o que vim fazer.
Tirei meus olhos do copo e me virei para ele que estava me observando atentamente. Ele provavelmente estava louco.
Mas quem sou eu para pensar isso se estou imaginando coisas piores? Meu sorriso lupino voltou a aparecer e ele se inclinou na minha direção, como se estivesse prestes a me contar um segredo. Quando me inclinei para ele escutei sua voz sussurrando.
— Quer sair daqui?
