Capítulo 16
"Eu não gosto disso," Emmett disse enquanto nós seguíamos Charlie em sua Mercedes preta. "Alguma coisa não parece certa. James nunca quer negociar com Charlie. Eles são como gelato e molho de tomate. Eles não se misturam."
"Isso é nojento, Emmett," eu disse, enrugando meu nariz.
"Óleo e água são usados até a morte. Eu queria mudar isso," ele disse, me dando um sorriso apertado.
"Você está nervoso," eu disse, olhando para o meu amigo. Sem merda, Sherlock.
"Estou nervoso porque acho que isso é um ataque," Emmett disse sombriamente. "Você tem Kevlar? Eu não quero perder o melhor atirador essa noite."
"Coberto. Debaixo da minha jaqueta," eu disse, afagando meu estômago.
"Eu quero você ao meu lado, Edward. Eu sei que você é novo, mas algo sobre você… eu confio em você, cara," Emmett disse, batendo sua mão carnuda em meu ombro. Fiquei tenso, minha respiração tornando-se errática. "Cara, você está bem?"
"Estou bem," eu respondi, tentando me acalmar.
"Não, você não está. Por que você surtou quando te toquei?" Emmett perguntou.
"É por causa do meu pai," eu respondi, olhando para fora da janela. "Eu não posso realmente pagar a terapia para superar isso, então eu escondo isso. Essa não é a minha única tatuagem."
"Quantas você tem?" Emmett perguntou, seus olhos arregalados.
"Na última contagem, treze," respondi. "Dor é o único toque aceitável para eu lidar." A menos que seja minha Little One me tocando.
"Cara, isso é fodido," Emmett disse, me atirando um olhada surpresa de relance.
"Eu que o diga," resmunguei. "Emmett, não se preocupe com isso. Não são muitas pessoas que sabem do meu problema. Vamos manter isso desse jeito?"
"Vou levar isso para a cova, Edward," ele disse solenemente, cobrindo seu coração. O silêncio que seguiu era desconfortável. Eu odiava ser uma aberração. Emmett estava se mexendo em seu assento, as engrenagens se movendo em sua cabeça. "Se você não suporta ser tocado, você ainda é virgem?"
"Não, Emmett, não sou virgem," eu disse de forma maçante. "Eu só estive com uma mulher; Foi um completo desastre, então não estive com ninguém sensitivo. Flashbacks."
"Ahhh," Emmett disse enquanto parava seu Hummer. "Você está pronto para isso?"
"É o meu trabalho, Emmett. É claro que estou pronto para isso," eu disse, olhando com a cara para fora da janela. Meu rosto caiu numa máscara impassível e letal. Se fosse um ataque, eu teria que garantir que Emmett, Charlie e todos saíssem vivos. Eles eram criminosos, mas boas pessoas no coração. Emmett e eu saímos do carro e seguimos Charlie junto com seu segurança principal, Billy Black. Chequei meu colete de ombro, para verificar que minha 9mm estava lá. Também senti meu tornozelo, pela minha Glock. Outra Glock estava enfiada no meu cinto, mas ela não estava conectada comigo de qualquer jeito. O número de série se foi e ela foi dado por Charlie para mim. Ele também me deu uma Desert Eagle. Foi um presente quando ele viu quão bom eu era atirando. Eu aceitei agradecidamente. Isso estava no meu cofre.
"Lá está Cacciatore," Charlie disse de forma rouca. "Deus, eu odeio esse cara. Se ele não fosse um cliente tão bom, eu atiraria na bunda arroxeada dele."
"Ah, Sr. del Cigno," James disse com um sorriso adulador. "Sempre um prazer." Ele apertou a mão de Charlie antes de beijar os nós de seus dedos.
"E você também, Sr. Cacciatore," Charlie disse friamente. "Você queria me encontrar e então estou aqui. O que você quer?"
"Eu preciso fazer um pedido," James disse, cruzando seus braços sobre seu peito. Ele era mais baixo que Charlie, mas seu olhar azul-gelo era mortal. Eu o vi esticar a mão para dentro de sua jaqueta e segurar algo. Arma. Proteja Charlie. Salve-o. "Preciso de cinquenta fuzis AK-47, trinta Glocks, trinta revólveres 9mm, e aproximadamente quinze revólveres semi-automáticos."
"Isso pode ser feito," Charlie disse, acenando com sua cabeça.
"Em dois dias," James disse, sorrindo de forma malvada.
"Você está fodidamente brincando comigo?" Charlie perguntou, seus olhos estreitando. Todo senso de decoro voou para fora da janela. "Isso não é possível. Um pedido como esse leva meses para compilar. Eu não quero os federais atrás da minha bunda. Se eu conseguir essa quantia de armas em dois dias, eu seria investigado e possivelmente enviado à prisão. Eu gostaria de estar por perto para entregar minha filha no casamento dela, James."
James olhou furiosamente para Charlie antes de falar no seu fone de ouvido de Bluetooth. "Ele está demitido, você está contratado… faça o seu melhor," ele rosnou antes de tirar uma arma de sua jaqueta. Billy pulou na frente de Charlie enquanto a arma disparava, caindo no chão. Eu envolvi meu braço ao redor do corpo de Charlie, protegendo-o com meu corpo. Todo o tiroteio estava acontecendo ao nosso redor. Eu desferi dez tiros, derrubando dez caras. Um dos caras de James agarrou Charlie e o bateu no rosto. Ele puxou uma faca, golpeando-a no braço de Charlie. Eu empurrei Charlie para fora do caminho, chutando o babaca. Eu fui atirar nele, apenas para mutilar, mas descobri que meu pente estava vazio. O cara me atacou e eu manobrei meu corpo facilmente. Eu roubei sua faca, cortando sua garganta. Ele soltou um murmúrio enquanto sangrava na doca.
"Nós temos que ir, Charlie," eu disse enquanto pegava seu braço. Nós corremos de volta até o Hummer de Emmett. Emmett atirando como um homem doido atrás de nós. Próximo ao carro estava um garoto, não tinha mais do que dezesseis anos. Ele segurava uma arma no rosto de Charlie. Eu não podia matar uma criança. Então, eu rapidamente o soquei, jogando sua arma dentro do Puget Sound. Empurrei Charlie no banco de trás. Emmett seguiu, jogando suas chaves para mim.
"VÁ, Edward, vá!" Ele gritou. Eu virei o carro e acelerei para longe da doca.
Nota da Tradutora: Conforme prometido, mais um capítulo postado hoje! O que acharam do ataque feito à equipe do Charlie? Acham que o Edward conseguiu passar pelo "teste" de confiança?
Esqueci de avisar que ontem postei 03 capítulos e pretendo manter essa média diária, então leiam desde o começo ou do capítulo 13.
Espero que tenham gostado! Não esqueçam de comentar e mais tarde volto com um novo capítulo.
Beijos, Gui.
