Olá pessoal, segue novo capítulo, espero que gostem, acabei de escrever.
Muito obrigada por todos os reviews.
Capítulo 9 – Feliz Natal
- Posso entrar? – Questionou Harry Potter parado a porta, vestido com uma calça preta, uma camiseta vermelha e uma capa vinho. Seus cabelos foram cortados, mas ainda estavam espalhados como se tivesse bagunçado. Seus olhos verdes pareciam mais brilhantes, seu rosto estava corado e um leve sorriso nascia em seus lábios. Trazia em suas mãos uma caixa muito bem embrulhada com um laço verde.
Snape respirou fundo olhando para o jovem. Deveria ralhar com ele, mandá-lo embora, que o deixasse sozinho. Essa data era só dele, não deveria ser dividida, sempre foi só ele. Mas não havia forças para dizer as palavras que o afugentariam, para ralhar com ele como fazia com os alunos idiotas que tinha. Harry Potter, o menino que viu crescer, que não suportava a presença e por quem sacrificou sua vida estava diante de si, elegante e casual, com um presente em suas mãos e tudo que queria fazer era deixá-lo se aproximar. Devagar e em silêncio afastou-se dando espaço para que ele entrasse. O menino adiantou-se e retirou a capa. Tentou colocá-la nos ganchos da parede, mas teve certa dificuldade já que segurava a caixa com a outra mão, Snape então adiantou-se e pegou sua capa pendurando-a com cuidado.
- Obrigado.
Harry sorriu e um calor subiu pelo corpo de Snape contrastando com seus aposentos sempre frios. Seria sua magia? Ou seria apenas a presença dele?
- Quão entediante estava naquela casa para que preferisse vir até aqui? E Porque veio?
- Não estava, estava muito legal na verdade. Muitos risos, muita comida já que estamos falando da Sra Weasley. – Disse o jovem caminhando até o meio da sala, colocou o embrulho no sofá e virou-se para olhá-lo. Snape estava com um pijama e descalço, tinha o cenho franzido, claramente não entendia o que acontecia e na verdade nem Harry. O jovem mexeu as mãos nervosamente, olhou para a lareira e então para o homem que parecia claramente esperar uma resposta do que fora fazer ali. – Olha, eu não entendo, está bem? Eu não sei o que há, mas de alguma forma eu sinto que era aqui que eu deveria estar. – As palavras se atropelaram em seus lábios e sentia que iria explodir se não dissesse. – Aqui, com você.
- Quem diria. – Disse Snape parecendo de repente se divertir com a situação. – O grande salvador do mundo bruxo interessado em seu professor.
Apesar da risada irônica e sarcástica que Snape deu, por dentro ele estava gritando, lutando com todas as forças para controlar algo que de repente acordou em seu estômago. Sua mente trabalhava intensamente tentando entender todas aquelas palavras, todos aqueles sentimentos e desejos que afloravam e então falhava miseravelmente. Harry ficara mais vermelho ainda, mas seus olhos não estavam mais brilhantes e cheios de audácia, estavam tristes, confusos. Que bom, talvez se dissesse coisas ruins ele acabaria indo embora. Era isso que queria, não era? Voltar a solidão de antes com seu copo de bebida e o frio.
Minutos se passaram sem que dissessem nada, apenas permaneceram parados um diante do outro se encarando. Então Harry deu um passo à frente, Snape não recuou, pegou o presente no sofá e estendeu para o homem.
- Comprei para você, espero que goste.
Snape pegou a caixa das mãos do grifinório com cuidado e delicadamente desatou o nó do laço retirando o papel de presente. Havia agora uma caixa preta lustrada com as iniciais SS na tampa. Snape abriu a tampa e deparou-se com o que parecia ser algo feito com tecido caro.
- É uma capa, nada demais, eu só queria agradecer por tudo. Veste para ver se cai bem.
- Outra hora talvez.
- Ou pode ser agora. – Insistiu o menino retirando a capa da caixa e abrindo-a, segurando para que ele enfiasse os braços nos devidos lugares e a vestisse. – Espero ter acertado o tamanho.
Soltando um suspiro Snape adiantou-se e vestiu a capa sentindo as mãos do menino arrumarem a roupa em seus ombros e costas. Realmente era uma capa muito bonita, negra com pequenos entalhes de prata, era de um tecido que reluzia com a luz. Algo muito galante e provavelmente muito caro.
- Acho que lhe caiu muito bem.
- O que está fazendo, Potter? – Perguntou o homem balançando a cabeça e tentando tirar dela toda a vontade louca que teve de abraçar Harry Potter. Desde quando Severus Snape tinha esse tipo de desejo? Uma coisa era querê-lo perto para se aproveitar da melhora que tinha em sua magia, outra completamente diferente era querer apenas por querer. Podia até mesmo entender o porquê poderia vir a sentir essas coisas. Estivera sozinho durante muitos anos de sua vida e ainda que soubesse que poderia viver sozinho pelo resto dela, entendia sentir um momento de carência, uma fraqueza humana, mas aquele jovem era Harry Potter, poderia ter qualquer menina que quisesse, fazer o que quisesse. Estaria ele apenas brincando com essa fraqueza? Seria Harry Potter igual o pai? - Vindo aqui quase meia noite na véspera de Natal, me trazendo presentes. – Retirou a capa e a devolveu a caixa.
- Eu só...
- Você só queria tentar me seduzir para então dormir comigo e contar no dia seguinte para seus amiguinhos como era Severus Snape na cama. Queria caçoar de mim como fizera seu pai.
- O que? Que absurdo, claro que não é nada disso. – Respondeu Harry exaltado. – Eu jamais faria algo nojento desse. Sei que meu pai errou com você quando eram mais jovens e acredito que ele tenha mudado depois, mas eu não sou como ele era na juventude. Eu nunca poderia fazer isso.
- Então por que veio aqui? Não tem nada a ganhar. Eu não sou uma boa companhia. Por que veio aqui?
- Sabe por que eu vim? Porque eu estava lá sentado entre um monte de gente legal e que eu amo e tudo que eu conseguia pensar era em você. Eu não consegui suportar a idéia de que você estaria aqui sozinho. Eu queria estar com você, porque eu gosto de você. Era isso que queria tanto que eu dissesse Snape? Ta ai, está dito. Eu gosto de você, por algum motivo, por alguma razão que eu desconheço eu te quero. – Harry parou um segundo para respirar e não acreditou que dissera tudo aquilo para o homem que agora o olhava sem ter palavras para dizer. – Mas eu vou embora, não se preocupe, pode seguir com sua noite solitária.
Harry deu um sorriso fraco e caído, seus olhos estavam marejados e torcia para nenhuma lágrima cair em seu rosto. Devagar passou ao lado de Snape que permanecia parado e calado. Pegou sua capa no gancho e a colocou, cada segundo parecia uma eternidade. Olhou mais uma vez para o homem e se dirigiu a porta abrindo-a apenas para que uma mão grande e pálida a fechasse com um estrondo. Harry sentiu a presença dele em suas costas, sentia os cabelos tocarem sua pele. Não ousou se virar, já dera mais do que um passo nisso que estava acontecendo, tinha que lhe dar um tempo, o tempo que ele precisasse.
No final não foi tanto tempo assim, sentiu-o se aproximar, colando seus corpos e a mão que segurava a porta fechada agora estava em seus braços os apertando e movendo-se para sua cintura. Harry segurava a respiração. Snape encostou sua cabeça na de Harry e respirou fundo, o perfume do menino adentrava em seu corpo fazendo-o reagir de uma forma que não reagia há muito tempo. Ficaram assim durante alguns minutos, apenas parados, apenas sentindo a vibração de seus corpos perto um do outro. As mãos de Snape apertaram sua cintura e o trouxeram para mais perto, Harry conseguia sentir a excitação do homem e ele mesmo podia dizer estar excitado. Era um momento intenso, um momento só deles, onde lutavam para aceitar o inevitável, se queriam. Ainda que houvesse diferenças entre ambos, eles se desejavam. Devagar Harry virou-se ficando de frente para ele, suas mãos espalmaram-se em seu peito sentindo-o subir e descer rápido. O menino fechou os olhos e aproximou a cabeça deitando-a no peito de Snape que apertou seus braços envolta dele e afundou o nariz nos cabelos desgrenhados.
Não havia mais volta, não naquele momento, Snape sabia disso. Todos os muros que construíra em sua vida, em sua mente, em seu corpo, toda a armadura posta estava agora no chão. Estava vulnerável, despido diante daquele menino. Dentro de si sentia o nervosismo de um adolescente e as dúvidas de um adulto. Havia um sentimento tão palpável, intenso e completamente novo martelando em seu peito. Não era apenas desejo, sabia disso, e sabia também que queria mais.
Harry não soube quanto tempo ficaram assim, mas poderia ter ficado pela eternidade, Snape tinha um cheiro de ervas finas e doces, seu peito era macio e firme, tão gostoso de se aconchegar. O menino ergueu a cabeça olhando-o, eram olhos que já vira tantas vezes com tantas interpretações, mas que naquele momento lhe mostravam fogo e dúvida. Se lhe perguntassem também diria que estava ardendo. Sem falar nada, subiu as mãos até a cabeça de Snape, embrenhando os dedos nos cabelos dele. As respirações aceleraram, os olhos negros desciam dos olhos verdes para os lábios vermelhos. Harry o puxava.
- O que está fazendo? – Sussurrou sem lutar contra as mãos dele.
- O que você não tem coragem de fazer. – Respondeu Harry com a voz trêmula antes de puxar o rosto dele e selar seus lábios.
Parecia que algo ligara em Snape no mesmo instante em que beijara o jovem. Rapidamente o jogou contra a parede colando seu corpo ao dele, enterrou a mão em seus cabelos e o beijou como nunca beijara antes na vida e poderia afirmar que jamais beijara. Ainda que poucos, Snape já tivera encontros com prostitutas para aliviar seu corpo, responder às necessidades humanas, no entanto jamais as beijara. Eram apenas ferramentas de alívio, as pagava e pronto, não sabia nem mesmo o nome e hoje já nem se lembrava do rosto delas. Seus lábios foram guardados para Lilian. Desde o momento em que a viu, ainda criança, soube que eram apenas os lábios dela que iria querer, quando crescesse a beijaria e a pediria em casamento. Após seu falecimento não havia quem os merecesse, até agora.
O encostar de lábios um no outro trouxe a Snape um sentimento forte e denso, sentia aquele fogo subir por sua pele, queimar por dentro, algo tão novo e surpreendente. Era apenas um beijo, mas era seu beijo, no menino que fechava seus dedos em sua roupa. Sem nem mesmo respirar abriu os lábios e sentiu o gosto da língua do mais novo, tão atrevida, tão suculenta e devassa. A aceitou, a sentiu passear por sua boca, dançar com a sua. Era quente, molhada e deliciosamente safada. Seu corpo rapidamente correspondeu ao beijo, sentia que poderia explodir a qualquer momento, sua roupa estava apertada, precisava mostrar o quanto queria aquele garoto impertinente que agora afagava seus cabelos o puxando para si.
Os lábios já não eram mais suficientes, precisava sentir o corpo dele, a pele dele, tocar, beijar, morder, arranhar, reinvindicar cada centímetro para si. Desceu seus lábios para o queixo, sentiu o pinicar da barba que crescia, e o roçar de dentes por aquela região o fez pulsar. Segurou a cabeça do menino a puxando para trás deixando o pescoço a mostra, a mercê de sua vontade. Devagar mordeu o lóbulo da orelha rodeando-a com sua língua. Harry gemeu com o arrepio que desceu de sua nuca até a virilha, Snape beijou seu pescoço e desceu a língua até a junção do ombro. Suas mãos desceram pelo torço do grifinório e imediatamente começaram o trabalho árduo de tirar aquelas peças de roupa que o atrapalhavam. Porque tanta roupa? Nem estava frio, estava queimando, ardendo. Enquanto tirava a capa e camisa do menino, aproveitou para olhar dentro de seus olhos, as pupilas estavam dilatadas, o verde era agora apenas uma borda fina, estavam vidrados, loucos e tão verdadeiros que desejou beijá-los. As roupas caíram no chão, descansando silenciosamente. O mais velho tocou-lhe a barriga com a ponta dos dedos e admirou o jovem, a pele era um pouco pálida, lisa e macia, trazia um corpo comum, no começo de uma definição de músculos, provavelmente pelo treinamento de auror. Subiu os dedos pelo abdômen sentindo-o subir e descer com a respiração rápida, tocou-lhe o mamilo rosa, pequeno e perfeito. Não havia pelos, não havia marcas ou qualquer imperfeição, era...nem sabia o que era.
Nunca houvera em sua vida um momento em que parara para observar qualquer homem, nem mulher. Contratava prostitutas apenas por ser o mais comum, nunca poderia dizer se gostava ou não de homem, jamais se dera a oportunidade de saber. Ele sabia apenas que amava Lilian e que ela era uma garota. Mas agora, diante dele, um jovem com um corpo que lhe fazia querer lambê-lo inteiro, estava confuso. Queria poder dizer que aquelas sensações eram apenas pelo fato de sua magia estar mais forte com a proximidade, mas sabia que era uma mentira. Sabia o motivo de sentir tudo aquilo, só não estava pronto para aceitar.
Devagar desceu a mão pelo abdômen de Harry tocando o cinto de sua calça e o abrindo, seus olhos pregados aos dele, sem necessidade de ver o que suas mãos faziam. O menino se viu sem o cinto em poucos segundos e sua respiração quase parou quando o mais velho abriu o botão da calça e baixou o zíper. O tecido deslizou por suas pernas.
- Tira. – Sussurrou Snape em seu ouvido.
Harry não parou de olhá-lo enquanto retirava os sapatos com os pés e jogava longe, retirando então a calça e as meias. Estava vulnerável, apenas de cueca na frente do seu ex professor que o olhava de cima abaixo. Viu a garganta dele se mexer, estava engolindo em seco. Tudo que desejava era ter aquele homem em seus braços, que o agarrasse, o beijasse e o fodesse. Jamais sentira essa vontade antes, se bem que só estivera com Gina em seu sexto ano, depois disso não houve oportunidade, e então Snape apareceu em seu caminho o trazendo para esse turbilhão de sentimentos e desejos.
Snape o beijou novamente, com volúpia, mostrava claramente sua vontade. Sua mão desceu pelas costas de Harry apertando suas nádegas. O volume do jovem apertando seu próprio volume, o fazendo tremer. O mais novo se entregou envolvendo seu pescoço com os braços. Snape, contrariando o bom senso devido suas pernas ainda não estarem completamente recuperadas ergueu o menino em seus braços, as pernas de Harry enlaçaram a cintura dele enquanto iam em direção ao sofá sem pararem de se beijar. Com as mãos apertando os montes macios do garoto, Snape o fez movimentar-se em seu colo sentindo seus corpos se esfregarem. Poderia gozar naquele momento, pensaram os dois. O professor então levou os lábios para os mamilos do menino e os lambeu fazendo-o jogar a cabeça para trás e gemer. Os cabelos de Snape embrenhados em seus dedos foram puxados a cada mordida dada em seus mamilos já duros.
Suor escorria das costas do grifinório, Harry sentia que poderia desmanchar nas mãos daquele homem. Sentia seu corpo tremer com cada toque. Snape o puxou novamente para um beijo, dessa vez mais rápido, havia mais desejo e desespero e então levou sua mão até a cueca do jovem que trazia em seu tecido o formato do pênis duro, Harry mordeu os lábios quando a mão se fechou em seu membro ainda por cima do pano, os olhos negros firmes nos seus. Os dedos longos puxaram o elástico para baixo liberando o pênis já roxo de ansiedade. Harry respirava rápido, tudo era excitante demais. Nunca ficara nu diante de alguém e jamais outra pessoa vira ou encostara em seu membro como Snape estava fazendo naquele momento. O professor segurou o pênis e fechou os dedos ao redor passando o polegar pela cabeça lisa. Havia uma gota saliente e apressada saindo de sua extremidade, o homem a recolheu e a levou devagar até a boca sorvendo o gosto levemente amargo. O garoto gemeu alto vendo aquilo.
- Por favor. – Implorou o grifinório o olhando enquanto gemia baixinho sabendo que não agüentaria muito mais tempo.
Snape o puxou para um beijo enquanto sua mão fechava apertando o membro pulsante. Enquanto sua língua devorava a de Harry, sua mão subia e descia com vigor fazendo o pênis vibrar em seus dedos. Harry quase não conseguia beijar Snape, sua boca se abria em gemidos altos e intensos. Seu corpo estava fervendo, cada centímetro tremia. Ele sentia um ardor no baixo ventre, um comichão que aumentava indo em direção a cabeça já roxa.
- Eu vou... ahhh, Deus!
Não houve tempo de processar as informações que seu corpo mandava, Harry jogou a cabeça para trás gritando enquanto despejava-se em cima de Snape que mantinha a mão em seu pênis sentindo-o vibrar enquanto soltava sua última gota. Os olhos de Harry se abriram um pouco e se depararam com o teto de pedra. Estava flutuando? Sentia que estava. Estava leve, não conseguia sentir um único músculo em seu corpo, era como sonhar. Já se masturbara antes, mas aquilo não era nada se comparado ao que acabara de sentir. Sorrindo e respirando rápido baixou a cabeça e viu Snape. O homem tinha olhos vidrados e brilhantes, como se visse pela primeira vez algo muito especial, havia suor em seu rosto e seus cabelos estavam bagunçados. O menino estendeu as mãos, arrumou os cabelos e secou o suor passando o dedo pela testa e bochecha dele. Snape virou a cabeça levemente para o lado beijando a mão dele e descansando o rosto em sua palma, fechando os olhos por um segundo e apenas respirando. Harry fechou os olhos por um momento e quando abriu viu as marcas do gozo na roupa do homem, havia gozado em todo o peito dele e havia respingos até mesmo em seu pescoço.
- Me Desculpe.
Snape não disse uma única palavra, apenas pegou a varinha ao lado e apontou para o pênis do grifinório. Harry arregalou os olhos pensando por um instante que o homem fosse amaldiçoá-lo, mas Snape apenas recitou um feitiço baixinho que limpou ambos deixando-os sem uma única marca de esperma. Harry sorriu de leve.
- Sua magia está melhorando.
Sim, estava e Snape sabia disso, sentia dentro de si e nas pontas dos dedos que a magia se manifestava mais fortemente em suas veias.
- Agora é a sua vez. – Disse Harry inclinando-se e beijando Snape enquanto descia as mãos pelo peito do homem em direção ao seu sexo.
Mas a investida do grifinório foi interrompida pelas mãos do mestre que o impediu de continuar o trajeto.
- Não. – Sussurrou.
- Por que não? – Questionou com os olhos verdes cheios de dúvidas e receios.
- Apenas não, Potter, apenas não.
- Fiz algo errado?
- De nenhuma forma. – Respondeu o mais velho passando o dedo de leve pelo peito do menino.
Harry queria continuar perguntando até ter sua resposta, seria insistente e até petulante, mas Snape o puxou devagar para si e o abraçou forte beijando o pescoço onde escondeu seu rosto que não teve coragem de confrontá-lo, apenas se deixou abraçar e respeitou o momento dele, outra hora perguntaria e tentaria arrancar-lhe um motivo, mas agora apenas permaneceria assim, nu, satisfeito e em seus braços. Os minutos passaram e a cada segundo Harry sentia o quanto era certo e confortável estar aninhado a ele. Era quente, gostoso e único. O sono então o pegou e sentiu-se amolecer, mas antes que adormecesse disse as palavras que fez Snape apertar mais os braços ao seu redor.
- Feliz Natal, Severus.
