19
Edward.
Era melhor lidar com uma manada de elefantes do que lidar com a Bella muito puta comigo. Ela estava andando na minha frente, com seu lindo rebolar, o cabelo preso no alto, roupas de ginástica e tênis. Seus olhos que podiam lançar raios laser estavam cobertos com um óculos escuro que lhe dei de presente. O bico estava tão grande que chegaria no carro antes de nós... Tudo porque viemos ver a casa, a reforma e ela cismou que a decoradora estava dando em cima de mim.
Eu nem ouvia a mulher. Ela era tão chata, com a risadinha irritante e com uma mania de querer colorir demais a casa. Bella estava tentando não se meter na decoração, porque dizia que a casa era minha, mas... Era nossa. Apesar de todas as brigas inúteis sobre ela não querer morar aqui porque não tinha dinheiro para dividir a despesa. Como se eu precisasse que ela pagasse as contas comigo.
Ela não conseguia se conter e acabava escolhendo algumas coisas, como os pisos da cozinha, os novos sofás e lustres. Nós fomos pessoalmente a uma loja de colchões e escolhemos a cama. Deitamos ao lado do outro e de brincadeira, fiquei pulando para ver se fazia barulho. Tyler e Liam caíram na gargalhada. Ela escondeu o rosto com as mãos e depois me bateu, chegando a morder para me fazer parar.
Ainda não se mudou para o meu apartamento, estamos na última semana do acordo e eu não vi uma única caixa montada na sua casa. Ela nem precisaria se dar o trabalho de desfazer tudo, porque nós nos mudaremos para casa nova na segunda quinzena de novembro. Bella está apavorada sobre morar comigo, porque ela só dividiu a casa com seu pai e com Alice, mas nas semanas que passamos integralmente juntos, nós discutimos algumas vezes sim, mas nunca dormimos brigados.
Entendo que está estressada, sobrecarregada e ela não percebe que quero ajudá-la a passar por esse momento delicado que sua mãe a tem dado bastante trabalho, além de precisar de tempo para escrever sua tese e as demandas do trabalho como minha assistente. Carmen está desesperada para se aposentar, despejando todo seu trabalho na Bella e para aliviar, mandei fechar uma área da presidência, reservando minha sala, dos meus irmãos e primo com uma recepcionista.
O fluxo de ligações na sala da Bella diminuiu bastante o que a fez ter mais tempo para se concentrar no trabalho. Às vezes, tiro o dia para implicar com ela, do começo ao fim. Ela fica tão puta que vejo no seu olhar que está se controlando para não me mandar à merda. Em casa, o sexo é fenomenal. Principalmente quando resolve entrar no meu joguinho. Nem sempre venço a batalha. Quando ela usa sutiãs e calcinhas de renda, chegava a implorar por uma rapidinha na minha sala, que nunca aconteceu.
Um dia, quem sabe.
Bella não está sempre com calcinhas provocantes, ela gosta de confortável e em casa, até usa as minhas cuecas. Eu particularmente adoro. Não ter o trabalho de chegar a sua buceta era maravilhoso. Dias desses, nós nem tiramos a cueca. Usamos a abertura e transamos no balcão da cozinha, desesperados depois de passarmos sete dias longe do outro e quando cheguei em casa, ela já estava dormindo.
— Está tudo bem, branquela? — Liam perguntou quando Bella chegou ao carro e ficou de pé, de braços cruzados. A amizade que os dois desenvolveram era muito bonita. Bella era muito reservada, bem tímida para fazer amigos. Ela tem Alice, agora está firmando uma amizade com Rosalie e Victória, fora isso, ela era gentil e na dela.
— Está tudo ótimo, mas pergunte ao seu chefe. Ele deve estar sentindo-se incrível.
Liam tentou não rir enquanto eu não disfarçava minha risada.
— Estou me sentindo incrível que dentro de algumas semanas finalmente poderei morar na minha casa com a minha linda. — Segurei seu rosto e beijei seus lábios. — Maravilhosa. — Beijei de novo. — Incrível. — Outro beijo. — Namorada gostosa. — Agarrei sua bunda e dei-lhe uma bitoca nos lábios.
— E quem disse que vou morar aqui? — Resmungou e entrou no carro.
Revirei os olhos, dei a volta e entrei no banco do motorista.
Liam foi para sua moto e Tyler estava de folga.
— Por que você ainda não começou a arrumar a mudança? — Chamei sua atenção, sem ligar o carro.
— Edward... Olha para esse lugar! Olha para os carros que você trouxe para cá hoje! Eu nunca vou poder pagar por isso... — Bella suspirou.
— E desde quando estou pedindo que pague por isso? Eu posso nos sustentar, trabalhei tanto para isso... Eu tive privilégios sim, cresci em uma família rica, mas vivo com meu salário desde que comecei a trabalhar. Meu pai cortou minha mesada no ensino médio, nem pagar meu seguro saúde ele pagou mais. Obviamente, eu sabia falar várias línguas e ganhei um emprego na empresa, mas eu era assistente do assistente, morei em um apartamento minúsculo no lado escuro da cidade por anos e minha mãe implorou que aceitasse o apartamento que moro hoje. Estou lá ha quase dez anos, porque gosto do prédio, nesse meio tempo, soube como fazer investimentos, ganhar dinheiro fora do trabalho e sabe que a CHE não é o único negócio que tenho. Meu salário dobrou quando me tornei diretor, mas só porque minha tese foi aprovada. Toda oportunidade que meu pai tinha pra me foder, ele fodeu. Conquistei o meu dinheiro e não tenho problema nenhum em dividir com você. — Falei meio cansado de brigar por dinheiro. — Se você não quer morar aqui, vou vender a casa e continuaremos no apartamento.
Bella arregalou os olhos e soltou um bufo consternada.
— Não!
— Quero morar com você. Não vê um futuro comigo?
— É claro que sim! Vejo mais do que pensei que veria, isso me assusta. Sabe o que estava pensando no outro dia? Em não começar outra graduação imediatamente. — Mordeu o lábio. — Meu pai que me chamou atenção sobre isso... Dar um tempo. Estou estudando muito, trabalhando e a tese está me matando. O meu orientador é muito exigente... — Me deu um sorriso irônico e apenas sorri, inocente. — E seu pai disse que vai estar lá na minha apresentação! Estou uma pilha de nervos, quando tudo isso passar, quero um tempo só para mim. Pela primeira vez, tenho algo mais a viver e sinto que estou me enchendo de teoria e preciso de um tempo de prática.
— Por favor, tire essa paranoia do dinheiro. Por que você não faz o que comentou comigo esses dias? Pague a hipoteca do seu pai. Você mesma disse que ele hipotecou a casa para te ajudar aqui... — Peguei sua mão. — Não coloque isso entre nós. Quero uma vida ao seu lado.
— Eu também quero, só não gosto de me sentir usurpadora.
— Amor... Você não aceita meus presentes sem titubear e estou tentando fazê-la se livrar daquele sedanzinho que tem faz semanas. Qualquer outra estava montada na minha Ferrari. Sei que você foi criada para ser uma mulher forte e independente, admiro tudo isso em você e não quero tirá-la disso, mas quero viver com você. Se morar aqui te deixa incomodada, eu vou vender a casa.
— De jeito nenhum! Eu passei noites escolhendo o piso da cozinha! — Gritou comigo e comecei a rir. — Ah que droga, me leva para casa. Tenho que arrumar a minha mudança.
— Porra, mulher. Eu te amo! — Agarrei seu rosto, aliviado que finalmente saiu a nuvem da incerteza sobre a minha cabeça. Bella arregalou os olhos e me beijou, subindo em cima de mim e sua bunda bateu contra buzina.
— Diz de novo?
— Eu te amo. — Olhei em seus olhos e seu sorriso me deixou tonto.
— Você me deixa maluca, me irrita tanto que considero arrancar seus olhos, eu fico tão doida por você todos os dias que não consigo nem controlar meu tesão. Você me faz querer ter bebês quando ainda preciso estudar para ter uma carreira e ter planos pelos próximos vinte anos. — Encostou sua testa na minha. — Você mudou tudo em tão pouco tempo que é impossível não te amar. Eu te amo, Edward Cullen.
— Foda-se, nada de arrumar mudanças, vamos para casa treinar os bebês que faremos em algum futuro próximo.
— Nada disso. Alice está maluca, você viu? Eu não quero passar por isso! — Gritou e soltei uma gargalhada. Alice estava deixando Jasper completamente doido.
— Eu não me importo de ficar maluco como meu irmão está. Tenho certeza de que ele está muito feliz com tudo que está acontecendo. Esse bebê é um milagre.
Bella sorriu toda apaixonada. Ela amava o bebê da Alice como seu. As duas brigavam, implicam com a outra e aturam seus defeitos revirando os olhos, mas era inegável o quanto se amavam.
— Tudo bem, vamos treinar. Eu não vou parar de tomar minha pílula, mas... Estou te dizendo que após a minha tese, não vou surtar se engravidar. Posso ficar com medo ou assustada, mas não decepcionada.
Voltando para seu banco, liguei meu audi favorito e nos coloquei na estrada. Ela mandou parar de correr, batendo na minha coxa e ficou mexendo no telefone celular enquanto dirigia para seu apartamento. Me incomodava que a segurança no prédio dela era bem frouxa. Eu não era morador e o segurança me deixava passar sem identificação. Se eu não era morador, ele tinha que me parar todas as vezes.
Nós subimos e como estávamos com roupa de ginástica porque ela acordou e disse que queria correr no parque, decidimos começar a mudança. Os móveis elas decidiram doar para o centro universitário, assim outros jovens como elas poderiam ter algumas coisas. Jasper contratou uma empresa de mudança para fazer isso, então, só precisávamos tirar os itens pessoais e eletrodomésticos que a Bella era apegada, como sua torradeira retrô, a batedeira planetária e seus itens de confeitaria.
Cada caixa de livro que fechava, empilhava na sala e no final do dia, suas malas estavam empilhadas, restando apenas algumas caixas com itens de decoração para serem guardadas. Desci as malas para o carro, porque ela precisava das suas roupas e sapatos. Ela desceu com a caixa de acessórios e a de produtos íntimos e maquiagens era a mais pesada de todas.
— Voltamos amanhã para terminar. — Abracei-a por trás e ela segurou minhas mãos na sua barriga.
— Estou exausta. Acho que vou sentir falta desse apartamento. Vivi bons momentos aqui... Só é nostálgico. Alice está grávida e casando-se em alguns meses e eu começando a vida com um homem, sei lá, algo que nunca imaginei que fosse acontecer. — Suspirou e beijei seu pescoço. — Não, estou nojenta.
— Está maravilhosa. Vamos buscar uma pizza no caminho para casa.
Com seus dedos entrelaçados nos meus, trancamos o apartamento e seguimos para a garagem, onde estava meu carro. Ele estava lotado com algumas coisas dela e precisei andar um pouco mais devagar. Paramos em uma pizzaria para fazer nossos pedidos, comprando refrigerante e sorvete, que ela queria comer assistindo televisão na cama. Liam avisou que estávamos sendo seguidos e fotografados.
Não falei nada para ela, porque sempre fica tensa e querendo se esconder no carro. Quanto mais ela se esconde, mais a mídia mantém o interesse nela. Ficamos de pé próximo ao balcão, ela estava escorada em mim e minha mão enfiada na sua blusa, acariciando sua barriga porque queria mesmo era agarrar sua bunda. Com nossos pedidos prontos, voltamos para o carro e fui provocando-a sobre seu estômago roncando alto.
— A culpa é sua. Deveria ter me alimentado direito, mas ficou me explorando exigindo que me mudasse imediatamente para seu antro de prazer e putaria. — Debochou.
— Gostei disso. Antro de prazer e putaria. Vou pendurar na porta do quarto.
— Besta.
Nós optamos por tomar banho antes de comer. Levei nossas roupas para lavanderia, assim ficava separado para a lavagem e entrei no chuveiro depois dela. Me lavei rapidamente, sentindo o banheiro tomado pelo cheiro do sabonete líquido dela. Vesti uma cueca e desci a escada rapidamente, pegando-a no flagra ao comer um pedaço de pizza sem mim.
— Traidora!
— Estou com fome, você parece uma princesa tomando banho, demora uma eternidade! — Enfiou um pedaço quase inteiro na boca, me dando um olhar divertido.
— Uau! Cabe isso tudo aí dentro? Sabe que vou querer enfiar...
— Foda-se você! — Gritou com a boca cheia. — Eu enfio o seu pau o quanto aguentar.
— Ah, não. Quero garganta profunda. — Era tão bom deixá-la irritada.
— Então goze na sua própria boca porque não vou te chupar tão cedo. — Acusou e soltei a risada. — Idiota.
— Estou brincando, mas se quiser...
Em resposta, ela enfiou outro pedaço inteiro na boca. Como era possível ficar excitado com ela comendo pizza? Meu pau era muito tarado ou eu tinha sérios problemas. Cheia de pizza e de refrigerante, se jogou na cama e ligou em um filme idiota e eu contei cinco minutos para que ela dormisse. Bella estava chegando em casa e às vezes dormia antes de comer. Estava cansada e com a mente cheia, apagou por quase um filme inteiro e então, acordou, se espreguiçou, fez um beicinho.
— Você tirou do meu filme.
— Você estava dormindo.
— Estava ouvindo.
Soltei uma risada, emburrada, saiu do quarto com seu pijaminha azul claro e voltou com o pote de sorvete e duas colheres. Subiu praticamente em cima de mim e me deu um beijo. Seu olhar era de uma criança travessa, porque ficou bem na minha frente atrapalhando minha visão do filme. Montada no meu colo, sentada em um lugar bastante específico, sabia que aquele sorvete na sua mão estaria no meu peito. Ela abriu, tirou o lacre, enfiou a colher dentro e em seguida provou um pouco.
— Está gostoso?
— Quer provar um pouco?
— Quero sim. — Ela enfiou na boca uma colher cheia e em seguida, me beijou, sua língua gelada e o sabor rico de chocolate belga explodindo na minha boca. — Gostoso... Quero mais.
— Hum... — Bella enfiou a colher e muito sonsa, virou o sorvete em mim. Contrai o abdômen com o gelado e fiquei arrepiado. Ela assistiu escorrer e abaixou o rosto, lambendo tudo com bastante calma. Quanto mais escorria, mais ela limpava com a boca e ia descendo, puxando minha cueca para baixo e a bandida jogou sorvete no meu pau, me lambendo como se fosse uma casquinha.
— Caralho, Bella! Pooorra.
Ela estava decidida a me matar. Me chupando deliciosamente, me fez gozar forte na sua garganta.
— Cabe a pizza e cabe o seu pau. — Sorriu vitoriosa.
Estava com tanto tesão que nem dei tempo de ela continuar sua brincadeira comigo. Ataquei-a como um homem louco, faminto, beijando sua boca e puxando sua roupa fora. Era a nossa primeira noite oficialmente morando juntos e até tinha pensando em fazer um monte de sacanagem usando seu vibrador roxo em companhia na cama, mas ela estava cansada e quis respeitar seu espaço.
Já que ela me atacou quando estava tentando ser um bom homem, eu não tinha culpa. Bella me arranhou, puxando meu cabelo e beijando minha boca, esfregando-se em mim como uma gatinha manhosa.
— Eu te amo e vou te foder muito hoje.
— Sim, por favor. — Ela soou doce, mas eu sabia que ela amava quando a comia com brusquidão. — Me fode com força.
Essa mulher era tudo para mim.
