Boa Leitura!!!

Capítulo 10

A mão dele ainda cobria a coxa de Bella quando ela acordou. Estava deitada com as costas contra Edward, e o corpo dele já o havia notado, ele o sentiu no momento em que acordou.

A mesma tristeza da véspera o preenchia. Qualquer que fosse seu apetite naquele momento, não podia machucá-la.

Além disso, a abstinência traria suas próprias recompensas mais tarde.

Espreguiçou-se sem tocá-la e saiu da cama.

— Nesta manhã — anunciou — tomaremos o café na cama. E depois, mais passeios!

Ele realmente precisava de algo para distraí-lo do que realmente queria fazer naquele momento.

Foi outro dia glorioso e fresco de início de verão. Dirigiram-se a Samaria. Tomaram café no terraço do pequeno cafeneion perto do início da caminhada, a Xiloskala, escadas de madeira que levavam para a famosa garganta.

— Amanhã velejaremos em torno do monte e pela costa sul — disse Edward. — Há tantos lugares aqui chamados Agia.

O que significa? — perguntou ela.

— Significa " santa" — disse ele. Você precisa aprender a língua de seus ancestrais, Bella mou, agora que vai viver aqui.

Ela se calou. Edward estava abrindo portas que ela precisava manter fechadas.

— E mou — ela perguntou. — Você fala o tempo todo Bella mou...

— " Minha" — disse ele suavemente. — Minha Bella.

Ela desviou o olhar, o rosto perturbado.

Sentiu o roçar dos dedos dele em sua mão.

— Eu a fiz minha, não, Bella mou — ele murmurou. Ela enrubesceu, alimentando o tumulto de seu coração. Eu não posso pensar nisso! Não posso pensar em nada!

Ela engoliu em seco.

— Para onde estamos indo agora? Estou começando a sentir fome!

O polegar dele acariciou-lhe preguiçosamente a pele.

— Eu também, agape mou, eu também...

Ainda faltava muito para que ele pudesse saciar sua fome. Mas ele gostava de ser seu companheiro de explorações.

A inglesa controlada e reservada que conhecera em Atenas se transformara em uma personalidade vibrante e aberta, uma companhia deliciosa. Será que era porque as terríveis tensões das últimas semanas finalmente se haviam resolvido? Ou porque ele a havia feito sua?

Ela era sua. Sabia disso. Nenhum outro homem jamais a tocaria. Era sua esposa. Ele já a amava. Uma onda de posse e instinto protetor passava por ele toda vez que a olhava. Nenhum homem a feriria novamente, pois não precisaria mais de outro. Só dele. O futuro parecia brilhante, mais do que ele jamais esperara.

Toda aquela conversa gerada pelo pânico que ela lhe lançara na noite do casamento sobre abandoná-lo era apenas seu medo falando. Eram apenas fantasmas a assombrando. Ela os exorcizara, ele sabia, e seus caminhos a partir de agora seriam planos.

O casamento arranjado daria certo com eles — tinha certeza agora. Passariam juntos pelos anos a vir.

Ao seu lado, Bella não conseguia parar de olhá-lo. Tudo nele era lindo — desde o brilho de ouro de seus cabelos cobres, o glamour de seus óculos de sol, a linha firme e sensual de sua boca, o V de seu colarinho aberto, a força flexível de suas mãos em torno da direção do carro, seus braços nus — tudo a fazia desejar sorver dele, fazer seus olhos festejarem nele cada vez mais.

Ainda assim suas emoções estavam em tumulto. O que dissera sobre ela aprender grego a desanimara.

Como poderia viver na Grécia? Como poderia estar casada de verdade com Edward Cullen?

Era impensável. E ainda assim... Eu não posso pensar nisso. Não posso!

Sabia que o futuro pairava sobre ela como uma parede escura. Mas por enquanto voltaria suas costas para ele.

Ainda tinha alguns dias de graça.

O que estou fazendo? O que estou fazendo?

Não tinha resposta. Estava à deriva em um novo oceano, carregada por uma onda que não podia parar.

Ao seu lado, Edward tomou sua mão, sentindo seu estado mental perturbado.

— Vai ficar tudo bem, Bella mou. Confie em mim. Por enquanto não havia mais nada a fazer.

Eles almoçaram no vilarejo de Sougia.

— Que pena que você não possa caminhar — disse Edward. — Há uma trilha popular para o antigo Lissos, um sítio romano.

— Eu sinto muito por ser um peso tão grande para você — disse Bella baixinho.

Ele pegou sua mão.

— Você não é um peso. Fez o melhor diante de uma grande adversidade. Não posso nem pensar no que deve ter passado.

A gentileza quase a desarmou. Sentiu as lágrimas molhando seus olhos.

— Não chore, Bella. Há coisas piores! E pense também como poderia ter sido se você não tivesse a ajuda da fortuna de seu avô. Sei que o dinheiro não pode trazer saúde, mas conforto, e liberdade do stress financeiro de um modo que você talvez não possa imaginar. Sua mãe pôde pagar o melhor tratamento para você — deve ser grata por isso, não?

Bella congelou. A fortuna de seu avô? Viu mais uma vez a carta de seu escritório respondendo finalmente aos pedidos desesperados de sua mãe, depois de Renée ter enviado os relatórios médicos, prescrevendo operações e fisioterapia tão longas e caras que somente médicos particulares poderiam fornecê-las. Os relatórios foram devolvidos, acompanhados por uma carta seca dizendo que eram obviamente exagerados, e nada além de um complô de uma mercenária para extorquir-lhe dinheiro.

E a carta final viera dos advogados de seu avô, informando a Renée que qualquer outra tentativa de se comunicar com Volturi resultaria em ação legal.

Edward viu seu rosto se entristecer. Não quisera ser rude, mas ela parecia menosprezar tudo. Era educada com os criados, mas não parecia reconhecer como sua criação fora privilegiada.

Se ela tivesse que trabalhar para ganhar dinheiro, como ele o fizera, talvez apreciasse mais as coisas boas da vida, ele pensou.

Ele ergueu a mão dela aos seus lábios, roçando-a levemente.

— Eu estou ansioso por esta noite, minha querida, apaixonada Bella. Eu estou ansioso por isto... E por você.

Ela enrubesceu enquanto lia a mensagem em seus olhos e se recostou, feliz.

Naquele momento a vida era boa.

E a noite ainda mais. Todo o resto do dia Bella esteve cada vez mais consciente de Edward — à noite quase não notou a decoração horrível do quarto, mas a maneira pela qual Edward a fitava, desejando-a.

O desejo a tomou e no momento em que chegaram à privacidade do quarto um se voltou para o outro. Naquela noite o encontro deles foi ainda mais incendiário — ela sabia agora o que a paixão e o desejo irrefreados podiam trazer, e se alegrava com isso.

Sentia-se selvagem, desejável e ousada.

— Eu acho — Edward murmurava, enquanto ela subia sobre ele conforme sua instrução, ansiosa para encontrar mais maneiras de mostrar seu desejo e saciá-lo — que você está tentando recuperar o tempo perdido.

Ele deslizou suas mãos sob as nádegas redondas e a levantou, posicionando-a exatamente onde queria. Depois se recostou.

— Me tome. — Os olhos brilhavam ainda mais malignamente, fazendo-a se sentir fraca de desejo. — Eu sou sua...

Lentamente, provando cada momento da experiência, ela desceu sobre ele. Possuindo-o.

Foi a primeira de inúmeras posses, cada um dando e recebendo tanto quanto o outro, os, apetites se saciando um no outro, inflamando o outro, até tarde no dia seguinte. Não foram à terra naquela manhã.

Apesar do dia estar quente e belo, eles relutaram em tomar ar fresco.

— Deveríamos nos levantar — murmurou Bella, aninhada contra o peito de Edward.

— É nossa lua-de-mel. Temos todo o tempo do mundo. — Edward acariciou o lobo de sua orelha e ela sentiu — apesar de muito pouco tempo ter se passado desde a última vez — o corpo começando a corresponder à sua carícia.

— Pode ser melhor levantarmos. Mas teremos que tomar banho primeiro...

Fazer amor em uma banheira de hidromassagem era, como descobriu Bella, uma experiência emocionante e longa. Saíram para o deque à tarde. Após o almoço, foram à terra, onde ele a convenceu a se banharem em uma minúscula praia chamada "Praia da Água Doce".

Isso porque pequenas fontes de água doce brotavam sob os seixos.

A praia estava quase deserta e eles ficaram ali. Bella começou a relaxar. Edward tirou um maio de banho do meio das toalhas.

— Ninguém vai olhar suas pernas, Bella. Estarão preocupados demais observando sua beleza. Você é tão linda! Suas pernas não importam. Não para mim. Você já deveria saber disso agora. Faça-o por mim!

Como posso recusar-lhe algo?, ela pensou.

— Venha — disse Edward — esse mar parece tentador!

Ele já estava tirando a roupa antes que ela pudesse retrucar, e pegando a sua mão e a levando para as águas claras. Mergulharam, e quando finalmente emergiram, ela se sentia gloriosa, renascida. Ele colocou uma toalha à sua volta e a sentou.

Somente a perspectiva de voltar ao iate de seu avô diminuía seu prazer.

— Edward, podemos ficar aqui?

Edward estranhou. Mas nunca conhecera uma mulher como Bella.

— Claro que sim. Telefonarei ao iate e reservaremos um hotel.

— Não podemos simplesmente passear e ficar onde quisermos? Há quartos para alugar em toda parte, e passamos por vários pequenos hotéis...

Ele sorriu para ela.

— Seu desejo, minha encantadora esposa, é uma ordem!

Por cinco dias inesquecíveis Bella visitou a ilha com Edward. Por cinco noites incandescentes ela queimou de paixão em seus braços. Todas as preocupações deixadas para trás. Era um tempo especial — tudo o que teria. Precisava aproveitar ao máximo. Aproveitar Edward enquanto pudesse.

Mas eu quero que dure para sempre!

Era impossível, ela sabia. Nada mais era do que um breve e mágico lapso de tempo.

Radiante, mas não poderia durar.

Ela sabia, agora, como a vida poderia oferecer uma breve porção de alegria. Sua mãe era testemunha. E ela sabia que sua mãe nunca teria desistido desse breve prazer que tivera com o homem que amava, não importava o quão vazios seriam os anos a partir de então.

E comigo será o mesmo...

Enquanto iam para Souda, em sua última noite em Creta, o ânimo de Bella se entristeceu. Sua alegria estava acabando e nunca voltaria.

Ela fitou Edward, memorizando cada uma de suas feições.

Eu o amo, pensou. Eu o amo. Quando as palavras se formaram em sua mente, ela soube que eram uma verdade que não poderia negar. Nem contar.

Bella andava pelo deque do iate enquanto eles se dirigiam a Pireus. Lá dentro, Edward dormia, exausto de paixão.

Nossa última vez juntos, ela pensou em agonia.

Isto não deveria ter acontecido! Eu nunca quis me apaixonar por ele!

Isto não era real — nada disso. Era um sonho, uma quimera. A realidade era sua casa, aquele apartamento úmido onde vivera toda a sua vida, o fardo das dívidas de Renée — o dinheiro que pegara emprestado a juros extorsivos para pagar pelo tratamento de que Bella precisava para andar de novo. Foi para livrá-la deste fardo que eu vim. Para que ela tivesse alguma felicidade na vida, finalmente, algum conforto e facilidade.

E nada a impediria — o dinheiro pago pelo seu avô estava em sua conta. Tudo que precisava fazer era ir para casa e usá-lo.

E abandonar Edward.

Você nunca o verá novamente! Nunca mais fará amor com ele! Nunca mais o terá nos braços!

Um vento frio a fez tremer.

E daí? Você se apaixonou por Edward Cullen? Ele não a ama. Casou-se com você para obter a companhia de seu avô. E se ele a seduziu e a tornou sua esposa tanto de fato como de direito, isso é o que todo grego teria feito com sua esposa — até mesmo com pernas aleijadas!

Oh, ele tem sido gentil com você! Livrou-a de seus medos e afez uma mulher! Mas não a ama — e não quer seu amor.

Isso não estava em seus planos.

Ela apertou o négligé, o que não impediu o frio de congelar seu coração.

E o que pensa que ele fará quando descobrir que você é tanto a herdeira Volturi quanto a rainha de Sabá? Que você é apenas a neta bastarda indesejada de Aro Volturi, que a usou porque não tinha ninguém mais para assegurar sua posteridade? Pensa que um homem tão rico quanto Edward Cullen quer uma esposa de um conjunto habitacional?

Ela não precisou responder.

Estava desolada. Fria e vazia.

No café, enquanto se aproximavam de Pireus, Edward também não estava muito satisfeito.

A semana fora de Atenas o fizera esquecer das pressões que o aguardariam quando de sua volta.

Teria que recuperar o tempo perdido naquela noite e nas próximas, trabalhando no processo de fundir a Cullen's Inc. e as Indústrias Volturi. Já estivera no telefone com sua secretária e seus diretores, colocando as engrenagens em movimento. Mas pela primeira vez na vida não tinha sede de trabalho.

Somente por Bella...

Sentiu seu corpo se enrijecer e o reprimiu sem misericórdia. Só poderia gozar da presença de sua esposa cheia de paixão tarde da noite. Teria que lhe explicar que o tempo juntos seria uma raridade agora. Pelo menos até que completasse a aquisição da companhia de seu avô.

Será que ela já o notara? Não parecia feliz, mas totalmente diferente. Perdera a aparência descontraída da última semana.

— Eu sinto muito que não tenhamos podido ficar mais tempo — disse. — Mas uma fusão dá muito trabalho.

Bella o fitou. Estava vestindo um terno novamente, e isso o fazia parecer formal.

Distante. O homem com quem tivera a mais deliciosa semana de sua vida desaparecera. Ali estava aquele que se casara com ela pelas Indústrias Volturi. Somente por isto. Precisava se lembrar.

— Com certeza — disse friamente.

Não, uma fusão não era algo trivial — era algo pelo qual você se casou com uma estranha!

E depois fez amor com ela até ela se apaixonar completamente!

Mas ele não lhe pedira que se apaixonasse. Não pedira nada além de uma companheira cheia de paixão por uma semana — um interlúdio prazeroso antes de recomeçar a vida real.

Ganhando dinheiro.

Bem, eu também ganhei dinheiro com isso, ela pensou, desafiadora. E agora vou para casa gastá-lo. Foi por isso que eu vim, e é com isso que irei para casa. Apaixonar-se por Edward foi um erro terrível. Voltarei para casa e o esquecerei.

Eu preciso esquecer!

Um criado entrou e disse algo no ouvido de Edward, que se levantou. Ele estava tão lindo.

Exatamente com quando ela o vira pela primeira vez. Parecia que isto fora há séculos, não há apenas algumas semanas.

Semanas que haviam mudado sua vida para sempre.

— Com licença. Eu preciso atender a um telefonema. — Ele parecia distante.

Ela assentiu, com um nó na garganta.

Mais tarde ela se sentou a seu lado na limusine que os levava a Atenas. Junto com eles estava um jovem, assistente de Edward, que tirou um monte de papéis e documentos da pasta assim que a porta se fechou. Em um momento os dois mergulhavam em conversas de negócios.

Bella olhava pela janela.

Eu o estou deixando, ela pensou. Nesse exato momento.

O carro deixou Edward na Cullen's Inc. Ele se voltou para ela brevemente.

— Paul a levará ao apartamento. Fique à vontade. Eu sinto não acompanhá-la, mas aconteceu um imprevisto. Fugirei do escritório o mais rápido possível e passaremos a noite juntos. Até lá...

Debruçou-se para beijá-la.

Ela não o suportou. Desviou o rosto. Edward beijou sua face fria.

Bella cerrou os olhos, recostando-se no assento. O carro partiu.

Chorava.

Após alguns momentos, conscientizou-se de que deveria dar instruções diferentes ao motorista. Ele pareceu surpreso quando ela lhe pediu que a levasse ao aeroporto, mas obedeceu.

A caminho ela escreveu um bilhete. Cada palavra tirou sangue de seu coração.

" Caro Edward, Estou voltando para a Inglaterra. Ambos conseguimos o que queríamos de nosso casamento. Você, as Indústrias Volturi. Eu, o meu dinheiro. Obrigada por nossos momentos juntos em Creta — você foi um primeiro amante maravilhoso. Tenho certeza de que será bem-sucedido dirigindo as Indústrias Volturi. Por favor peça aos advogados que tratem de nosso divórcio o mais rápido possível.

Obrigada.

Bella"

Foi tudo o que conseguiu escrever. E custou-lhe mais do que poderia pagar.

Ela deixou o bilhete com o motorista, para que o entregasse a Edward.

Oiiiieeeee uhhh parece que a Lua de mel deles acabaram... E Bella foi embora... Mas será que o Edward vai deixar ela ir embora assim tão facilmente??? Kkkkk veremos nos próximos capítulos! Ahh lembrando que acho que tem só mais 2 capítulos e acabou... Então aproveitem meninas e comentem muito!!! Ahh e agradeço cada comentário de vcs! E espero sinceramente que vcs fiquem bem ! E se protejam! Bjim