Capítulo grande de novo, gente, num briga comigo. |・ω・)
Leeeve Frobin e Zotash. Perdão aos que shippam outra coisa. (*_ _)人
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Robin estava deitada na espreguiçadeira no deque, enquanto lia um livro e usava o Hana Hana no Mi para fazer cafuné em Franky (Que diabos de invenção nova é essa?) quando viu Nami e Luffy subirem para o Sunny e cada um ir para um canto diferente - Nami para o quarto das garotas e Luffy para a cozinha.
Eles não estavam sorrindo, nem conversando, nem brigando.
Estranho.
Robin olhou de canto de olho para Franky e ele a encarou com uma sobrancelha arqueada. Então ele também tinha percebido. A arqueóloga olhou rapidamente para porta do quarto delas, mas o ciborgue sempre perceptivo, falou por cima dos ombros.
- Vai lá, eu invento qualquer coisa caso eles perguntem.
Robin assentiu e fez um carinho no rosto dele. Franky deu um beijo rápido em sua mão e ela se direcionou ao quarto. Nami provavelmente não estaria na cama, mas no banheiro. A amiga chorou lá quando Hancock jogou falou tantas coisas na cara dela, então provavelmente estaria lá chorando por um motivo que Robin não saberia dizer.
Quer dizer, ela tinha uma vaga ideia.
A arqueóloga encontrou a ruiva olhando fixamente para o reflexo dela na banheira com olhos inchados, totalmente nua e a água escorrendo. Robin sabia que tinha algo errado. Mas sem falar uma palavra sequer, a mais velha se aproximou, desligou a torneira, juntou as roupas de Nami que estavam espalhadas pelo chão e colocou na bacia de roupa suja, se despiu até ficar apenas com as roupas de baixo e entrou na banheira.
Robin esperou pacientemente até Nami resolver falar. Paciência era algo inerente a arqueóloga e ela poderia ficar a noite toda esperando e se o que a ruiva precisava era apenas silêncio e um ombro amigo, ela ofereceria isso.
Depois de alguns minutos, Nami falou com uma voz rachada.
- Eu beijei o Luffy.
Robin arregalou os olhos levemente, mas permaneceu em silêncio indicando que Nami poderia falar no seu próprio tempo.
- Mas ele não fez nada.
Robin não ficou surpresa com essa declaração - um beijo não era um inimigo que o capitão saberia lutar. Amor era um oponente que ela sabia que Luffy não compreendia, não sabia analisar, não sabia contra atacar.
- Por que você o beijou?
- Porque eu o amo.
Nami nunca tinha confirmado diretamente as suspeitas da arqueóloga, mas ela sabia que não era necessário. A ruiva conseguia esconder da maioria da tripulação porque todos eram jovens demais para se apegar ao conceito de amor. Era como se todos eles diminuissem a importância do sentimento porque isso significaria que não alcançariam seus objetivos e sonhos. Sanji, Zoro e Luffy especialmente. Garotos extremamente fortes, mas tão ingênuos de pensar dessa forma.
Mas ela e Franky sabiam mais. Eles foram capazes de identificar o momento exato em que a paixonite de Nami por Luffy se tornou algo completamente diferente. E mais forte. O casal até chegou a conversar sobre isso em algumas ocasiões em que pegavam a navegadora observando o capitão quando ele não estava olhando ou quando ela sorria amavelmente enquanto bagunçava o cabelo dele.
Entretanto, nem Robin nem Franky comentaram nada até então. Os dois acharam melhor deixar que Nami e Luffy descobrissem por si só, mesmo que isso demorasse muito.
- O que eu faço, Robin? E se eu estraguei tudo por causa de um beijo? E se… Luffy deixar de ser meu amigo porque acha que vou ser irritante e me comportar que nem Hancock?
Como se fosse possível, Nami.
A arqueóloga tinha certeza que Nami tinha um lugar mais do que especial na mente e no coração de Luffy. Era besteira que a ruiva pensasse dessa forma porque o garoto nunca iria deixar de ser amigo dela por causa de uma ocorrência fora do padrão. Luffy não destruiu Arlong ou abriu o caminho com socos pelo palácio de Shiki ou quase arrancou a cabeça de Tesoro se Nami não fosse preciosa para ele.
Extremamente preciosa.
- Você só está com medo. Se parar pra pensar um segundo, você vai saber qual a resposta. O carinho que Luffy sente por todos nós é muito maior do que um mal entendido.
Robin também sabia que Nami não estava chorando por uma simples rejeição. A navegadora tinha um coração enorme igual ao capitão e era uma mulher muito resiliente, então provavelmente era tudo medo e vergonha. Medo de perder a amizade do melhor amigo, medo de acabar atrapalhando a dinâmica da tripulação, medo de ter machucado-o, vergonha por ter ultrapassado limites.
Eventualmente, Nami fungou e concordou com Robin.
- Você tá certa. Já que não significou nada pra ele, então não acho que teria problema eu me desculpar.
- Se é o que você acha certo, saiba que terá meu apoio. - Robin sorriu amavelmente. - Mas já pensou em falar a verdade?
- Sim. Mas não vou. São palavras fortes demais pra que Luffy entenda.
- Você sabe que o capitão não é tão estúpido quanto parece.
- Sei.
Nami direcionou o olhar vazio para Robin e ela sabia que a mente da amiga não estava ali. O que a ruiva estava enxergando não era a arqueóloga e sim, os acontecimentos da manhã que vivenciou. Tudo devia estar passando como um filme na cabeça dela e Nami deveria estar procurando o momento exato em que errou. O momento exato que ela poderia ter recuado.
Robin decidiu dar um conselho a mais nova que a ajudou muito durante sua vida inteira.
- Eu sei que nada quebra como um coração. Mas ele quebra e depois repara, meu bem.
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Apesar de ter sido tão firme, Nami não teve coragem de se desculpar assim que saiu do banheiro. No momento em que saiu e se olhou no espelho, a determinação evaporou da mesma forma que o vento leva a fumaça do incenso que ela acende quando está inquieta.
Ela decidiu que era simplesmente porque não poderia encarar ninguém com olhos tão inchados. Não tinha nada a ver com o medo de mais uma rejeição. Mas estava lá. Um medo bem debaixo da pele, tão intrínseco que ela não conseguia remover, mesmo que quisesse.
Não conseguiu nem mesmo sair do quarto para almoçar nem jantar. Robin trouxe para ela, sendo capaz de evitar as perguntas suspeitas da tripulação (com a ajuda de Franky) e esquivando-se da preocupação exacerbada de Sanji. Mas quando a arqueóloga chegou com o almoço, ela conseguiu ouvir uma apreensão sincera na voz do cozinheiro e Nami agradeceu firmemente a qualquer entidade divina que existia no mundo por amigos tão queridos.
Robin decidiu que a faria companhia e que iriam simplesmente assistir porcaria na televisão. E de fato isso ajudou Nami se distrair, rindo de qualquer besteira que Robin encontrava, intercalando com algumas conversas aleatórias e choros silenciosos no colo da amiga. Ela não conseguia lembrar como foi capaz de dormir com a cabeça pesando tanto, mas quando percebeu, já era cinco e meia da manhã.
Então decidiu ir tomar um banho - com todo cuidado para não acordar Robin que ficou ao seu lado até altas horas da noite - e sair para tomar seu café bem cedo. Dessa forma, ninguém a veria sair do quarto e ninguém iria importuná-la com perguntas desnecessárias. Quando saiu, agradeceu por tudo estar quieto, o que significava que estavam todos dormindo ainda.
- Você não quer esperar pra comer com todo mundo, bruxa?
Claro que Zoro já estaria acordado.
O espadachim já estava sentado no deque perto das escadas, mas era sempre tão silencioso que Nami não percebeu a presença dele. Ela pensou em várias réplicas, umas em formas de xingamentos, outras em forma de palavras fria, mas no fim, o cansaço venceu. Ela não queria brigar com Zoro nem alimentar o pavio curto dos dois.
- Deixa de besteira, Zoro. Sei que você sabe que eu estava evitando Luffy.
- Heh. Sim.
Zoro sempre foi bem perceptivo e observador, mas perdia para Robin e Franky ainda assim. Nami não estava nem um pouco surpresa, na verdade. E mesmo sendo um porre na maioria das vezes, o espadachim nunca se metia onde não era chamado. Por isso que ele não perguntou o motivo, mas Nami quis falar mesmo assim.
Por fim, suspirou e foi sentar-se ao lado dele.
- Eu beijei ele. - Nami disse sem floreios.
- Wow. Isso foi ousado até pra você, Nami. - Zoro arqueou as sobrancelhas, completamente boquiaberto.
- Eu sei. Ainda estou me sentindo mal, pra falar a verdade.
Zoro apenas assentiu e os dois voltaram a ficar em silêncio. Depois de alguns minutos, ele falou com uma voz séria.
- E você vai só fugir?
Nami bufou e olhou para ele, indignada.
- Hah! A audácia de você falar uma coisa dessa, Zoro! Não é você que tá fugindo da Tashigi-chan desde que a beijou no último cessar-fogo com a Marinha? - Nami deu um sorriso zombeteiro.
- Que-! Eu-!
Nami riu sarcasticamente, mas resolveu parar de zombar dele. Zoro estava passando pela mesma coisa que ela, então ou os dois se ajudavam ou se destruiriam mais ainda.
- O G-5 é convidado especial deste festival, Zoro. O que você vai fazer? - Nami perguntou enquanto olhava para o nada. O espadachim apoiou a cabeça na parede atrás e suspirou.
- Eu… não sei. Minha ideia era evitar ela o tempo todo.
- Boa estratégia, Zoro. - Nami deu um joinha para ele e fez uma cara de desaprovação.
Zoro apenas a encarou com cara feia e Nami deu a língua para ele.
- Por que a beijou, Zoro? Sabendo como ela pensa sobre piratas…
- Por que beijou o Luffy? Mesmo sabendo que ele não é alguém que entende essas coisas?
A navegadora respirou fundo e disse de uma vez só.
- Porque eu amo ele. De verdade.
- Mais do que dinheiro? - Zoro deu um sorriso torto e Nami bateu na cabeça dele.
- Sim… mais que dinheiro.
- É, eu sei. Você sempre teve uma preocupação maior com ele. Sabia que é o nome dele que você chama primeiro quando tá em perigo?
Nami corou e quase engasgou.
- Q-q-que-
- Imaginei que não tinha percebido. Mas… já percebeu que ele é superprotetor com você?
- Zoro, nós fomos os primeiros a se juntar. Luffy vai ter uma proteção maior com a gente. Ele não demonstra isso tanto com você porque você é um monstro. Eu não. - Nami só revirou os olhos.
- Eu fui levado por Tesoro daquela vez e sabia que vocês viriam. Óbvio que Luffy viria. Mas a raiva que eu vi na cara de Luffy quando você foi levada por Shiki nunca me pareceu normal.
Nami ouviu dos seus amigos sobre a história do resgate no palácio de Shiki e Robin contou para ela o quão raivoso Luffy ficou ao ouvir a mensagem do Dial. Ela sabia que isso o deixaria com raiva, mas não a ponto de socar uma pedra. Sinceramente...
- Bom, acho que não é nada demais. Pelo amor de Deus, Luffy basicamente declarou guerra contra o Governo Mundial por Robin, Zoro. Eu não sou especial.
O espadachim limitou-se a encará-la com o cenho franzido, mas Nami não conseguia decifrar o que estava passando pela cabeça dele. Ela nunca conseguiu entender como Zoro conseguia ser um cara tão forte, mas tão bobo ao mesmo tempo. Ela sabia que por trás da fachada macho que ele sempre vestia, existia um cara muito gentil. E esse cara devia estar super confuso com as coisas que fez meses atrás.
Ela deu um sorriso leve e resolveu deixar de lado toda questão de Luffy por um tempinho para ajudar um amigo. Botou a mão no ombro dele e falou com uma voz carinhosa.
- Acho que você deveria falar com ela, Zoro. Acho que ela gosta de você.
- Você já ouviu as coisas que ela fala pra mim?
- É uma situação complicada a de vocês dois - ela é da Marinha e você é um pirata… droga Zoro, eu realmente não sei como isso funcionaria… mas não custa nada encontrar um meio termo.
Zoro abaixou o olhar e Nami conseguia entender um pouco da apreensão dele. Ela não estava exatamente na mesma situação, mas a angústia de querer alguém mas, por alguma ironia do destino, não poder ter era um denominador em comum entre os dois.
Então, do nada o espadachim passou a mão pelos cabelos, removeu a expressão cabisbaixa e riu para Nami.
- Vamos fazer um acordo, bruxa. Eu falo com a quatro-olhos hoje se você falar com Luffy. Se der tudo certo, a gente bebe até cair e se der tudo errado, a gente bebe até cair duas vezes.
A ruiva riu alto e deu um soquinho junto com ele.
- Combinado, segundo em comando!
Nami permaneceu ao lado de Zoro por mais um tempo até decidir se levantar e finalmente fazer seu café. No meio do caminho, ela se virou e perguntou com curiosidade:
- Será que essa é a única forma de a gente conversar civilizadamente? Quando existe alguma situação crítica?
Zoro estava de olhos fechados e com as mãos atrás da cabeça.
- Te encontro na próxima desilusão amorosa ou na próxima batalha, bruxa.
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Nami conseguiu tomar seu café em paz logo após a conversa com Zoro e às seis horas da manhã em ponto, Robin e Franky apareceram na cozinha para tomar o café juntos e a navegadora achou melhor deixá-los sozinhos. De qualquer forma, às sete horas todo o barco iria acordar e o caos ia se instaurar.
Ela se direcionou para a biblioteca para trabalhar sem distrações e pretendia ficar lá até o horário de sair para o festival. Nami não queria encontrar Luffy e ela realmente se sentiu mal por pensar assim, mas não era algo que estava conseguindo controlar. Era muito recente.
E dito e feito, às sete horas, ela conseguiu ouvir o grito de Luffy e Usopp pedindo por comida, Sanji gritando com os dois e Chopper falando docemente com Robin; Franky estava energético como sempre, Brook tinha começado a cantar uma nova melodia e por fim, o bocejo de Zoro.
Ela sorriu docemente enquanto trabalhava em seus mapas. Eu não sei mais como viver sem isso.
Eles eram o mundo para ela.
Ela cruzou os braços sob a mesa e apoiou o rosto, observando o dia lá fora pelas grandes janelas da biblioteca. Se, há cinco anos atrás, dissessem para ela que no futuro, ela estaria livre das garras de Arlong ou que faria parte da melhor tripulação pirata que esse mundo já viu ou até que acabaria se apaixonando pelo próprio capitão, ela teria zombado e xingado a pessoa que teve a audácia de falar tais coisas para ela.
Mas quem diria. Aqui está ela vivendo tudo isso e principalmente por causa de Luffy. Ela gosta de pensar que os dois estavam fadados a se conhecer e a compartilharem essa jornada juntos. Mas destino ou não, eles se conheceram e toda sua vida mudou desde então. Ele era… seu lar. Puro e simplesmente.
E apesar de saber tudo isso, ela se arriscou displicentemente porque mesmo que a sorte favoreça os ousados, ela acredita que foi um pouco mais ousada do que deveria.
Chega. Já me decidi. Irei me desculpar formalmente depois do festival.
Então depois de terminar seus mapas e a hora de almoçar chegou, Nami pensou bastante se se trancaria mais um dia e evitaria ele de fato e no fim, decidiu criar coragem e descer para comer junto de toda tripulação. Ela não queria, mas iria fazer mesmo assim. A ruiva não conseguia nem descrever o quanto o coração dela palpitava freneticamente com a simples ideia de encontrar Luffy no corredor.
Relutantemente, ela pôs um pé na frente do outro e se direcionou a cozinha. A julgar pelo barulho, todos já estavam lá. Então, respirou fundo uma vez, duas vezes, três vezes e abriu a porta. Se não fossem anos treinando a arte de ficar calma em situações de risco, ela teria fugido na hora quando todos viraram o rosto para encará-la em um silêncio ansioso.
Até mesmo Luffy tinha virado para olhá-la.
Os olhos dela encontraram os dele e por uma fração de segundo, foi como se ninguém estivesse ali. Mas rapidamente o momento acabou. Luffy desviou o olhar e ela sentiu com se tivesse uma pedra afundando no estômago. Respirou fundo mais uma vez, um pouco atordoada e olhou para Sanji que a encarava fixamente. A julgar pelo olhar sério dele, o cozinheiro conseguiu perceber o que tinha acabado de acontecer.
Provavelmente Nami tinha o rosto levemente sofrido porque no mesmo instante, os olhos do cozinheiro suavizaram e ele entendeu o pedido silencioso que ela fez.
"Me ajuda."
Sanji sorriu amavelmente e vestiu o personagem característico dele. Correu até Nami, pegou sua mão, deu suas piruetas do amor e ela pôde respirar em paz. Todo o resto entendeu que era só mais um dia e foi possível ter um almoço natural novamente.
Quando tudo voltou ao normal, Nami lançou um olhar de agradecimento a Sanji e ele só piscou de volta para ela.
Ela não sentou perto de Luffy e ele não olhou em sua direção.
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Nami tinha decidido sair às dezessete horas especialmente por ser uma hora antes de todos os amigos irem para o festival. Ela aproveitou que Robin e Franky iriam jantar juntos em um local perto do evento e teriam que sair mais cedo porque poderia lotar. Então, os dois cobriram para ela, dizendo que a levariam a algum lugar interessante antes de saírem para comer. Nami só queria abraçá-los.
No fundo, ela realmente achava que os meninos não iriam, mas essas festividades eram sinônimo de comida e bebida. Duas coisas que nenhum deles conseguia recusar.
A ruiva ajeitou o yukata, o cabelo, pôs uma maquiagem leve e saiu junto do casal. Eles não iriam levá-la a nenhum lugar, obviamente - apenas a deixariam no centro da cidade onde seria o coração da festa e seguiriam seu caminho ("Eu ficaria com você, Nami, mas Franky fez de tudo pra conseguir uma vaga nesse restaurante, então não vou magoá-lo."). E assim que chegou no local todo iluminado e decorado, ela os abraçou, desejou um bom jantar e se despediu.
O centro da cidade estava lindo, a decoração tradicional oriental estava incrível com inúmeras lanternas iluminando os estabelecimentos. Várias banquinhas de diversões e de comida, um espaço central onde teriam apresentações que já estava cheio de casais e crianças dançando e um palco onde deveria ocorrer algumas apresentações. Pessoas e mais pessoas vestidas em yukatas exuberantes e muitas risadas e sorrisos.
Nami resolveu passear por todo o local, visitando todas as banquinhas e até mesmo provando algumas comidas. Ela não sabe quanto tempo tinha passado, mas deve ter sido bastante porque já tinha anoitecido completamente e as pernas já estavam doendo de tanto andar. Voltou a parte principal da festa e se alojou perto do palco onde tinha uma banquinha de bebida. Ponderou se pegava saquê ou se ficava na água. Acho que água. Tá muito cedo pra ficar embriagada de qualquer forma.
Ficou no mesmo local e na mesma posição por minutos a fio, apenas observando os pais, mães, filhos, avós e casais dançando e se divertindo. Toda essa diversão e liberdade a fez lembrar dos amigos e ela se perguntou se eles já tinham chegado. O festival era um prato cheio para a animação e alegria de Luffy, Usopp e Chopper. Eles definitivamente iriam amar tudo isso.
Estava tão absorta em pensamentos que não percebeu o rapaz que se aproximou até ele oferecer uma cerveja a ela. Nami o olhou de cima a baixo e viu que era um cara muito bonito. Eles se olharam por alguns segundos e a ruiva entendeu o motivo pelo qual ele estava ali. Deu um sorriso sedutor e pensou por que não? Eu não sou amarrada a ninguém, então que mal faz ficar com alguém hoje?
- Oe gatinha, você quer dançar com-
Nami já tinha aberto a boca para confirmar que queria até ouvir uma voz séria atrás dela e uma mão ao redor da sua cintura.
Ela congelou por dentro.
- Ela tá ocupada agora.
Ela sempre reconheceria esse tom rouco e intimidador em qualquer lugar.
- Huh-? - O rapaz parecia estar confuso e nem um pouco preocupado.
Isso aqui pode dar muito errado.
- Ela. Tá. Ocupada. Agora.
Nami conseguiu ouvir o ranger dos dentes.
Luffy.
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Não faço ideia se existe televisão no universo de OP, mas aqui nesse mini universo, existe, hahahaha.
Também não sei se existe incenso, mas aqui Nami curte e é isso.
