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Hermione subiu as escadas para o quarto do Professor Snape ao lado da curandeira Alverez, com seus pensamentos em um turbilhão. Entre a falta de sono, encontrar Snape, a corrida louca e adrenalina para alcançar a medibruxa e depois a provação vertiginosa de confrontar Ron, Harry e a Ordem... ela estava cansada e só trabalhava com os últimos remanescentes de suas reservas.
Mais uma vez, ela teve que se perguntar se era assim que Snape se sentia o tempo todo, entre ensinar, espionar e correr entre Dumbledore e Voldemort. E as meninas tolas que o incomodavam por algum tempo, acrescentou, reconhecendo que ela era apenas mais um fardo nas mãos que já estavam cheias demais. Era realmente maravilhoso que o homem não tivesse um caráter ainda pior. Ela balançou a cabeça com seus próprios pensamentos - justificando os hábitos menos nobres do professor - estava realmente cansada.
Mas mesmo o cansaço do corpo não conseguiu dissipar a preocupação que se instalou forte e firmemente sob as costelas. Depois que Dumbledore terminou seus feitiços para eliminar as maldições persistentes que Voldemort lançou sobre o Professor Snape, eles não deixaram que ela subisse as escadas para ver o professor. Este seria seu primeiro vislumbre do homem desde que o encontrara desabado, ensopado e ensanguentado na porta de entrada.
Com os pés subindo cada passo em um ritmo constante, ela tentou dizer a si mesma que estava sendo tola. Snape estava melhorando. Alverez estava aqui e já havia feito uma sequência de curas. Hermione foi designada para cuidar do Professor Snape enquanto ele estava se recuperando. Até Rink estava aqui e também cuidaria do Professor Snape. Afinal, Rink havia mostrado que ele levava seu trabalho como elfo pessoal de Snape muito a sério. Ela deveria estar exultante. Ele não poderia ter saído de uma maneira melhor, mesmo que ela tivesse planejado.
Talvez esse fosse o problema dele, ela pensou, quando eles se viraram no último patamar e caminharam pelo longo corredor que abrigava os vários quartos. Hermione era uma planejadora. Ele gostava de coisas bem desenhadas de A a Z. Mas isso... isso foi sorte e improvisação aleatória no minuto. Ela só reagiu aos eventos quando eles aconteceram. Tudo estava fora de controle e ela só foi arrastada ao longo do caos.
Então eles já estavam lá, e ela estava cambaleando no chão irregular da sala onde Rink havia colocado Snape.
- Oh, - ela disse fracamente, enquanto se detinha, seus olhos fixos no homem deitado na cama estreita.
Quando passaram pela porta, Alverez assumiu o controle novamente; uma ironia, dados os pensamentos anteriores de Hermione, que não foram perdidos. Mas Hermione estava cansada e foi para o lado de Alverez quando a curandeira estalou os dedos, impaciente.
- Não desmorone ainda. Realmente não é tão ruim quanto parece.
Hermione não conseguia ver como isso era possível. Snape parecia que já estava morto. Um lençol amarelo sujo que Hermione suspeitava ser de Snape que uma vez fora branco logo abaixo dos ombros. O cobria como uma mortalha e deu à sua pele já pálida um tom ainda mais doentio, como se ele fosse um dos manequins de cera de Madame Tussaud.
Ela estremeceu. Fora de controle.
Os hematomas que haviam começado a aparecer antes, agora estavam totalmente desenvolvidos com manchas roxas, verdes e amarelas no rosto e no queixo. Um conjunto particularmente vívido de marcações roxas avermelhadas centralizadas no que ela podia ver em seu ombro direito, as bordas do machucado estendendo-se sob o lençol.
- Hermione?
Hermione desviou sua atenção de Snape, concentrando-se na presença sólida do medibruxa. Enquadrando os ombros, Hermione levantou o queixo.
- O que você precisa que eu faça?
Alverez deu um sorriso caloroso.
- Boa menina. - Ele disse com um aceno de aprovação.
Hermione deixou as instruções da curandeira passarem sobre ela; uma parte de sua mente memorizou as instruções, anotou doses, horários de poções e movimentos de varinhas. O resto dela estava tendo um colapso nervoso silencioso. Ela acabara de enganar a Ordem. Ela traiu seus amigos. Ela manipulou Dumbledore sem uma pontada de culpa.
Por Snape.
Completamente fora de controle.
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- Ela tem que estar aqui!
- Miranda. - Albus começou tentando manter um tom calmo e razoável. Ele foi para tão distante quanto onde estava antes de ser interrompido.
- Nós já passamos por isso. Você viu a matriz. Você viu as fórmulas.
Albus suprimiu o desejo de suspirar. Tudo estava desmoronando. Todos os seus planos cuidadosos e estratégias complexas; ele sentiu que tudo estava girando fora de controle. E ontem à noite, até a senhorita Granger, geralmente confiável e respeitosa, o desafiou. Não era um sentimento que Albus gostava particularmente. Muita coisa depende desses planos e dessas pessoas. Se apenas uma parte falhasse... ele duvidava apenas de contemplar o horror que resultaria se Riddle vencesse.
Ele abaixou a voz, entrando na rotina de um velho e sábio feiticeiro, esperando que Miranda seguisse seu exemplo nisso.
- Eu entendo como você se sente. - Ele disse. – Hermione é importante, mas ela foi negada-
Miranda bufou.
- Eu não ligo, Albus. E ela não é apenas importante; eu lhe digo, ela é crucial.
O aperto de seu temperamento diminuiu um pouco.
- Harry é crucial. Harry é o centro da profecia. Não foi a Srta. Granger quem encarou Tom pela Pedra Filosofal, ou enfrentou o basilisco na Câmara Secreta ou participou do torneio dos Três Feiticeiros. Harry Potter e a Pedra Filosofal e a Câmara Secreta e -
Miranda levantou as mãos, a frustração era evidente nas linhas tensas de seu corpo.
- Albus, eu entendi! - Ela caminhou pela sala antes de voltar para o diretor. - Te entendo. - Repetiu. - E eu também entendo que você está com raiva dela. Ela contradiz sua autoridade, agiu pelas suas costas e ameaçou tudo no qual você trabalhava. - Miranda deu um sorriso tenso. - Eu entendo que ela também trouxe essa bruxa - e não havia necessidade de dizer nomes - para a Ordem. Eu até entendo que você está com raiva de mim por discutir com você sobre isso. Mas Hermione é importante. Talvez não tenha sido Hermione e a Pedra Filosofal, mas está lá toda vez que Harry o confronta. Ela fez parte do motivo do sucesso do Sr. Potter. Deixá-la fora disso... coloca tudo em perigo. E não, não posso lhe dizer como, por que ou quando. Mas confie na minha Albus, como você confiou em tudo o que eu fiz por você, ela é importante.
Albus deixou cair os ombros.
- Você tem certeza? - Ele perguntou, mais por formalidade do que qualquer outra coisa.
- Tão certo quanto a matemática e a Aritmancia podem ser. Albus, você viu as probabilidades. Você viu a linha dela se cruzar com a linha de Severus. Por Merlin, Albus, você praticamente garantiu que as linhas deles interagiriam.
- Eu não fiz nada disso. Você me disse que o cruzamento já havia acontecido. O castigo da senhorita Granger para cuidar de Severus dificilmente afetaria qualquer coisa que iria acontecer de qualquer maneira.
- Isso já aconteceu, sim, mas você garantiu que ela continue interagindo com ele. - Olhos manhosos se estreitaram desconfiados. - Alvo Dumbledore...
- Pare qualquer coisa que você esteja pensando. Eu não forcei a interação. - Ele disse, interrompendo-a antes que ela pudesse avançar com sua acusação. - Admito livremente que estico muitas coisas, como você bem sabe, já que suas equações aritmânticas são geralmente a base desses planos. Mas garanto que, neste caso, era apenas um destino.A senhorita Granger precisava de uma punição apropriada, e é verdade que poucos na Ordem gostariam de atender Severus. A desconfiança deles em relação a ele está muito enraizada neste momento.
Miranda parou surpresa. Albus notou que não demorou muito para que um pedaço de giz se materializasse no bolso de Miranda e começou a rolar rapidamente entre os dedos. Ele já podia ver as engrenagens girando na mente dela; ele quase podia ver os cálculos de variáveis na cabeça dela.
- Você pensa, - ela começou devagar, obviamente pensando em voz alta - porque a senhorita Granger e Severus estavam destinados a se encontrarem. Eu sempre pensei que era um casal estranho quando comecei a traçar as equações. Mas faz sentido se você ver a partir desse ponto, não é? Ela deveria ter tido interações anteriores com ele para ajudá-lo da maneira que ela fez, e com alguma sorte ele toleraria a ajuda dela durante sua recuperação com base em seu contato a escola.
- É a única explicação que faz sentido tanto para sua informação quanto para os fatos.
Miranda considerou por um momento antes de balançar a cabeça.
- E, no entanto... eu não sei. Algo parece errado com essa explicação. Embora eu não possa identificar exatamente o que está errado.
- Você tem outra explicação que corresponda às circunstâncias? Explique sua matriz.
- Não, não tenho outra explicação. E acho que é tão boa quanto qualquer uma, já que isso aconteceria de qualquer maneira.
Albus deu a ela um pequeno sorriso satisfeito.
- Então ela já serviu ao propósito descrito em sua matriz.
Miranda fez uma careta com o nariz enrugado.
- Boa tentativa, mas não, Albus. A senhorita Granger precisa estar aqui.
Ele suspirou em derrota. Algo, ele refletiu, que vem acontecendo com surpreendente regularidade recentemente.
- Muito bem. Convocarei uma reunião da Ordem para que você possa apresentar suas conclusões. - Ele franziu a testa um pouco, antes de adicionar. - E incluirei a senhorita Granger.
Levantando-se, Albus alisou a túnica, endireitando o tecido para que as estrelas que piscavam por toda a bainha ficassem retas. Ele estava bastante orgulhoso daquele pequeno trabalho de encantamentos em sua roupa.
- Vamos nos encontrar amanhã à noite. - Então, com uma ligeira reverência, ele se dirigiu para a saída.
Quando Albus saiu do estúdio, Miranda afundou em uma das cadeiras surradas. Ela odiava discutir com o Diretor, mas Albus estava sendo particularmente recalcitrante quando se tratava da senhorita Granger, por razões que Miranda ainda não tinha entendido. Mas isso era um reflexo que ela teria que deixar para outro dia. Agora ela tinha que se concentrar em apresentar suas reflexões à Ordem.
De fato, Miranda havia se sentido um pouco perdida desde o último dia. Originalmente, ela estava preparada para encontrar a Ordem, até esperava que sua aparência e conhecimento causassem um pouco de confusão entre os membros. Afinal, ela seria uma completa surpresa para eles. Ela se preparara para lidar com essa surpresa e até com alguns sentimentos de ressentimento em relação à sua inclusão. Ela também esperava ganhar alguns céticos depois de mostrar a matriz de probabilidades que criara.
No entanto, não havia dúvida de que ela fora surpreendida desde o momento em que o elfo levou Albus e ela para esta casa velha e sombria. Com o drama que se seguiu de Snape, Hermione e a curandeira Alverez, Miranda praticamente foi empurrada para um canto e deixada lá.
Uma alma mais contraditória - como Snape - Miranda pensou com um sorriso torto, teria lançado um ataque por esse acordo, se ele tivesse se permitido colocar nessa posição em primeiro lugar. No entanto, Miranda era uma observadora no coração. Foi uma das coisas que a tornou uma boa aritmântica - ser capaz de criar as equações mais precisas; ela tinha que ser capaz de acompanhar as variáveis.
O que ela havia observado nos últimos dias fez seus dedos coçarem com a necessidade de escrever equações em um quadro. A Ordem da Fênix estava um caos - um caos focado em Hermione Granger e Severus Snape. O Diretor podia acreditar que o ponto de ligação da senhorita Granger já havia passado, mas Miranda apostaria sua varinha que não. Ele podia praticamente ver as linhas de probabilidade se formando e mudando ao redor dela.
Tudo poderia estar girando fora de controle, mas Miranda estava prestes a rastrear tudo e trazer sua própria versão especial de disposição.
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Grimmauld Place, apesar da vergonha da casa antiga e do retrato sempre desagradável da sra. Black, era bastante relaxante para Ron. Claro, havia coisas que ele preferiria fazer se as circunstâncias fossem diferentes, mas se ele fosse trancado em uma casa velha, pelo menos seus melhores amigos também estavam presos a ele. Às vezes, ele até se perguntava como seriam as coisas se não tivesse conhecido Harry e Hermione no trem naquele primeiro ano. Mas ele nunca refletiu sobre o 'e se' por muito tempo. Isso era mais uma coisa de Hermione.
Empurrando a vassoura para flutuar mais para a esquerda, ele olhou em direção à janela iluminada do quarto de Snape. Hermione estava lá agora, cuidando do morcego ensebado, enquanto o resto estava aqui no quintal infestado de ervas daninhas, jogando uma versão modificada do quadribol que eles haviam desenvolvido. Ele sabia que Hermione odiaria esse jogo com as restrições de voar sob os três metros de altura acima do muro e que os objetivos eram alcançados quando a bola atingia a cavidade do grande carvalho que dominava o canto mais distante do pátio.
Mas, agora, tudo estava girando fora de controle.
Não que Ron pensasse que ele estava no controle, mas nada estava indo do jeito que ele pensava que estaria.
Seu melhor amigo ainda estava agindo como louco.
Ele havia se tornado um membro completo da Ordem da Fênix exatamente quando a Ordem lançada no caos total.
Dumbledore estava tendo brigas públicas com bruxas estranhas.
Ele olhou de volta para a luz na janela. Que Merlin o ajudasse, mas ele até sentia um pouco por Snape, por todas as pessoas.
Ele se tornara Monitor-Chefe.
E Hermione... Hermione ficou louca de pedra.
Hermione. Quando ela saiu do controle? Atualmente ele esperava iddo de Harry, mas Hermione ainda era um mistério para ele.
Inclinando-se para que o cotovelo pudesse descansar na vassoura, Ron lançou um olhar de soslaio para Harry, que flutuava ao lado dele.
- Talvez Snape tenha escondido uma poção.
Ao lado dele, Harry deu um rosnado sem comprometer.
- Muito bom, muito bom, então ele não deu uma poção a ela. Mas não faz nenhum sentido. Ela não faz nenhum sentido.
O raio de fogo desceu abruptamente até o chão, até que Harry foi capaz de permanecer pisar no solo novamente.
- Eu irei para o meu quarto. - Ele disse, em sua voz plana, e olhar frio e distante.
Ron assistiu Harry sair e sentiu algo parecido com pânico se espalhando por seu peito.
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Hermione tinha acabado de dar a Snape uma das poções para dor quando ouviu a porta se abrir atrás dela. Pensando que era apenas Rink, Hermione não se virou imediatamente, então ficou surpresa quando ouviu o Diretor falar.
- Como ele está se sentindo esta tarde, senhorita Granger?
Hermione se virou.
- Senhor!
Dumbledore entrou no quarto, sua atenção focada no homem deitado na cama.
- Relaxe senhorita Granger. Eu só queria ver como Severus estava.
Vendo o Diretor, Hermione sentiu suas emoções divididas. Por um lado, ela ainda estava brava com o que sentiu como uma atitude indiferente em relação ao Professor Snape. Por outro lado, ela não podiadeixar de constatar a expressão cansada e os ombros caídos do velho feiticeiro. No final, a raiva deu lugar à compaixão, embora com relutância, e deixando uma pitada de sarcasmo em suas palavras.
Pegando a cadeira que estava usando, Hermione deu um leve sorriso a Dumbledore.
- Sente-se, senhor. Tenho certeza de que o Professor Snape gostaria que se sentasse com ele por um tempo.
Sua ironia não pareceu perturbar o Diretor quando ele se sentou na cadeira ao lado da cama. Afinal, Dumbledore costumava lidar com o Professor Snape. Suas tentativas mesquinhas de malícia foram iniciantes na melhor das hipóteses. De qualquer forma, sua atitude dura parecia ter deixado o Diretor mais confortável, se o leve sorriso escondido em sua barba indicava algo.
- Apreciar é uma palavra muito forte, Srta. Granger, especialmente quando usada com o Professor Snape. De qualquer forma, minha querida, se ele soubesse que eu estou observando-o ao lado de sua cama, ele teria todo o charme de um joelho molhado por um kneazle. - O sorriso aumentou. - Atrevo-me a dizer que você deve compartilhar a experiência.
Acenando com a mão nodosa em direção ao espaço ao lado dele, outra cadeira apareceu.
- Por favor, sente-se, Srta. Granger. Gostaria de falar com você.
Dumbledore esperou até Hermione se acomodar na cadeira conjurada antes de falar novamente.
- Eu a decepcionei.
Os olhos de Hermione se arregalaram de surpresa com essas palavras. Palavras automáticas de protesto começaram a se formar, mas foram interrompidas quando Dumbledore levantou a mão.
- Não defenda seus sentimentos. Você acha que eu deveria ter feito mais pelo professor Snape; preocupado mais, ajudado mais.
Enquanto ele falava, Hermione percebeu que Dumbledore não se virou para olhá-la, mas manteve os olhos focados na figura imóvel do Professor Snape. Era uma maneira estranha de conversar e deixou Hermione desconfortável. Era quase como se Dumbledore estivesse falando alto em voz alta para si mesmo em vez de para ela.
- Para ser sincero, - continuou ele, - parte de mim concorda com você. Infelizmente, o resto de mim, junto com o próprio Severus, se ele pudesse dar sua opinião, discorda.
Ela não sabia como responder a isso, então não disse nada, mas esperou que Dumbledore falasse novamente ou fizesse alguma coisa. Mas ele não falou nem fez nada.
- Você se importa com ele? - Ela perguntou no final, quando o silêncio ficou pesado demais, muito consciente do quão presunçosa era sua pergunta.
- Pode não parecer do seu ponto de vista, mas se você acredita nisso, seria muito errado.
- Então, como você pode? - Ela começou veementemente antes de lembrar com quem estava falando.
Dumbledore riu lentamente.
- Termine seu pensamento, Srta. Granger. Talvez você perguntasse como 'como posso tratá-lo da maneira que faço?'
Sem confiar em sua própria voz, Hermione assentiu bruscamente
- Estamos em guerra, Srta. Granger. Nunca duvide disso. Não é um jogo. Pessoas - trouxas e mágicos - estão morrendo entre duas forças opostas. Ninguém no ministério está dando um passo à frente, então eu me tornei o general comandante deste do lado da guerra. Gostaria de ver cada um dos que lutam contra Tom como indivíduos, mas nem sempre tenho o luxo de fazê-lo.
Uma mão de Dumbledore se levantou e sacudiu brevemente a de Snape antes de se retirar.
- Eu pedimuito a Severus ao longo dos anos. Ele nunca deixou de cumprir. E pedirei mais dele no futuro.
Dumbledore finalmente se virou e colocou toda a força de seu olhar nela.
- Pode chegar a hora em que eu terei de que pedir a senhorita. Você terá que olhar dentro de si, como Severus fez, para determinar sua resposta. O que você daria, Srta. Granger, para Tom ser derrotado? Quanto isso vale para você? Eu protejo o máximo que posso. Eu protejo todos vocês com todas as habilidades e sabedoria à minha disposição, mas isso não significa que eu não cometa erros, não significa que aqueles que ficarem ao meu lado nunca estarão em perigo se a necessidade exigir algo deles.
E tão rápido, os olhos azuis se viraram e Hermione respirou fundo, seu coração batendo forte.
Quando conseguiu se recompor, Dumbledore não estava mais sentado ao lado dele, mas estava parado embaixo do portal.
- Hoje à noite haverá uma reunião da Ordem. Sua exclusão dos procedimentos da Ordem será mantida, mas você terá uma exceção para esta reunião. Não deixe de participar.
- Sim senhor. - Ela respondeu, mas ele já tinha ido.
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Hermione hesitou na porta da biblioteca, sem saber se deveria continuar. Professor Dumbledore pareceu pereceber sua hesitação.
- Entre, Srta. Granger.
Com suas palavras, a maioria das pessoas na sala se virou para ela. As expressões iam desde o sorriso acolhedor da Professora Vector, variando entre vários graus de curiosidade e suspeita, até o desprezo absoluto em outros.
Ela reconheceu cada um daqueles olhares, eles eram os que geralmente eram direcionados a Snape. Alguns dos quais ela mesma havia sido culpada de lançar em mais de uma ocasião. Sentindo o peso de todos os olhos nela, lutou contra a necessidade de dobrar os lábios em uma careta. Em vez disso, ela endireitou as costas e o queixo, arqueando um grande sorriso para todos antes de tomar a cadeira vazia ao lado de Remus.
Mas quando se acomodou, secando as mãos suadas no jeans, ela percebeu outra coisa. Estes olhares não era apenas o Professor Snape quem recebia. Eram todos os slytherins; os olhares, as suspeitas, a desaprovação inerente a cada olhar de avaliação. Hermione observou que era isso que significava não ser um gryffindor favorito, mesmo quando não tivesse feito nada, todos olhavam para você, como se tivessem a certeza de que estava prestes a trair tudo e todos.
Ela esfregou os olhos, cansada. Não é à toa que eles odeiam todos nós, pensou.
- O que ela está fazendo aqui?
- Acalme-se, Alastor. - Dumbledore disse, sua voz obscurecida por um fundo de exasperação. - Seu castigo não foi suspenso, mas ela faz parte das informações que a Professora Vector está prestes a explicar. Impedi-la de estar aqui convida a um perigo maior que não estou disposto a ignorar.
Dumbledore fez um gesto em direção a Professora Vector, que estava na frente do círculo interno da Ordem da Fênix. Ela limpou a garganta.
- Muitos de vocês perguntaram sobre a minha presença repentina aqui nos últimos dias, mas com outros assuntos a considerar meu objetivo foi adiado. Muitos de vocês me conhecem como professora de Aritmacia em Hogwarts. O Diretor foi me pediu para fazer vários projetos de probabilidades aritméticas desde o dia em que o Sr. Potter entrou em Hogwarts. Infelizmente, as equações aritméticas raramente são estáveis, elas crescem e mudam a cada peça adicional dentro das variáveis. No início, meus dados eram escassos e fragmentados enquanto trabalhava para entender as forças com as quais o Sr. Potter interagia e que, em vez disso, interagiam com ele.
Ela suspirou e enviou um sorriso de desculpas na direção de Harry.
- Acho que, se eu tivesse dados melhores, poderia ter ajudado a evitar muitas turbulências pelas quais você passou durante o primeiro e o segundo ano. Com o que tive, só consegui identificar o básico e as grandes possibilidades de interseções que afetavam os prazos: que você precisaria da capa de seu pai no início do seu primeiro ano, da abertura da Câmara e de sua eventual necessidade da espada de Gryffindor. As equações eram simplesmente muito complexas e, embora uma boa aritmântica possa lhe dar fragmentos e probabilidades, mesmo os melhores de nós não podem prever o futuro sem dados completos.
Vector puxou a varinha da manga e fez um gesto complicado. Ao lado dele, no ar, um intricado emaranhado de linhas multicoloridas apareceu. Enquanto girava lentamente em seu eixo, o enredado se dividiu no que era possivelmente uma das representações aritméticas mais complicadas e centradas no tempo que Hermione já vira.
- Parece um prato de espaguete da minha mãe. - Ron sussurrou ao lado de Harry, embora seu comentário fosse facilmente levado para o resto da sala.
O primeiro impulso de Hermione foi repreender Ron e começar uma explicação das equações aritméticas representacionais, mas ela cerrou os dentes com as palavras que eles queriam escapar. Ninguém estava interessada em suas palavras. Como um lembrete para ficar quieta, ela voltou ao hábito que adquirira no ano passado e colocou as mãos firmemente sob as coxas.
Professora Vector levantou uma sobrancelha.
- Sim, Sr. Weasley, suponho que pareça um prato de espaguete.
Ron corou quando percebeu que todos na sala ouviram seu comentário.
- No entanto, - continuou Vector, - se tivesse participado da minha aula, talvez você soubesse o que ela representa, embora garanta que não é jantar.
Uma onda de diversão em voz baixa percorreu a sala, enquanto o rubor de Ron se aprofundou e se espalhou por seus ouvidos.
- Desculpe professora.
Vector assentiu e, com um floreio de varinha, fez o padrão de linhas multicoloridas girar em seu eixo.
- Aritmancia, - ela começou adquirindo o tom que usava durante as aulas - combina história, sociologia, estatística matemática e mágica adivinhatória representada como equações aritméticas para criar uma ciência quase exata que é usada para descobrir resultados prováveis. É frequentemente usada em aplicações interdisciplinares. Em suas formas mais simples, ela pode ser usada para criar novos feitiços ou maldições ou ser usada em poções para determinar como alterar as fórmulas atuais de poções ou criar uma nova.
Vector parou enquanto olhava pela sala. Hermione sabia, por estar em sua classe, que a professora estava verificando se todos seguiam sua explicação. Aparentemente satisfeita, Vector continuou sua dissertação.
- Como em qualquer disciplina, existem vários ramos de estudo. Um dos mais esotéricos daAaritmancia é usado como meio de adivinhação e pode ser usado, por um profissional experiente, para prever o curso das ações de indivíduos e grupos. Isso, é claro, não deve ser confundido com a ciência trouxa chamada psico-história, que, apesar de usar também a sociologia e as estatísticas matemáticas, só pode ser usada para rastrear os movimentos de grandes grupos de pessoas. É a adição de magia que permite controle mais preciso da Aritmancia.
- E o que isso tem a ver conosco agora? - Moody interrompeu de seu lugar ao fundo da sala.
- Tem a ver com você, porque eu criei fórmulas aritméticas para a Ordem como um todo, para certos indivíduos, para os Comensais da Morte e para o Você-Sabe-Quem. - Usando sua varinha, Vector apontou para as várias linhas para a matriz, fazendo com que acendessem. Então, ela marcou para uma área onde as linhas se cruzavam. - Cada linha representa um cálculo que leva em conta uma enorme quantidade de dados e probabilidades e é representada graficamente. Cada ponto de cruzamento é o que é conhecido como nexo. Este é o ponto de confluência, de mudança. Representa uma grande mudança de pontos.
Vector parou e deixou a sala dar outra olhada no emaranhado de espaguete. Ela levantou a varinha de volta a um nexo onde as linhas se cruzavam tão espessas que as cores individuais das linhas não podiam mais ser determinadas.
- Isto, com base nos meus cálculos, é quando a Ordem da Fênix encontrará as forças de Vcoê-Sabe-Quem e dos Comensais da Morte no que será o último conflito definitivo.
Seu olhar varreu a sala novamente.
- Pelos meus cálculos, temos dez meses antes desse confronto - uma circunstância que mudou recentemente e cuja data foi acelerada.
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Hermione levou dois dias inteiros para recuperar o equilíbrio. Entre a conversa com Dumbledore, que ainda lhe dava calafrios quando ela pensava nele, e as revelações feitas pela Professora Vector, os pensamentos de Hermione eram um turbilhão. Aritmancia era sua matéria favorita na escola. Mais de uma vez ele pensou em focar seus estudos nessa direção e para esse fim, ela havia feito extensas leituras sobre Aritmancia em seu tempo livre. Essa leitura adicional deu a ela uma visão do trabalho da Professora Vector que ela tinha certeza de que os outros não viam.
O aspecto mais perturbador era o que ela representava. Uma coisa era entender que a Aritmancia poderia prever possibilidades. Outra foi ver essa previsão se transformando em tecnicolor - ver sua vida desenhada e a mais problemática, pelo menos para ela, a linha do Professor Snape.
Ela pensou que tinha sido aleatório. Ela acreditava que seu encontro com o professor era uma causa e efeito simples. Não era. Sua linha de probabilidade e a de Snape agora estavam cruzadas e continuavam juntas até a bagunça horrível que Vector chamara de 'a batalha final'. Ela não sabia o que isso significava e isso a assustou.
Até agora, ela podia continuar acreditando que Snape era apenas um projeto. Sim, ela gostou. Ele a desafiou de maneiras que testavam sua mente, mas isso realmente não significava nada. Ela só estava sendo legal com ele quando os outros não eram. Mas foi mais do que isso. Foi... bem, ela não sabia exatamente o que era. No momento, isso era carinhoso e paciente. Quando ele estivesse melhor, eles retornariam aos papéis de mentor e aluna. Pelo menos ela pensou que sim. A matriz parecia apoiar isso.
No entanto, o que realmente a preocupava era que sua linha, a linha de Hermione Granger, não parecia continuar em frente junto com aqueles que representavam Ron e Harry. Ele cruzava com a deles em certos pontos, geralmente com a do Professor Snape ao seu lado. Ela só podia esperar que isso significasse que ela e o professor poderiam salvar Harry do caminho para a destruição em que ele estava agora. Mas era óbvio aos olhos dela que não estaria mais ao lado deles - ziguezagueando ao redor deles, cruzando-os, indo na mesma direção - sim, mas não com eles.
Ela pensou que era algo com o qual poderia lidar. Era óbvio que suas interações com Snape, que o elo de sua linha de probabilidade com a de Snape era importante. Ela havia tomado uma decisão meses atrás em relação ao Professor Snape e acreditava que havia aceitado as conseqüências até ir à direção de Harry e Ron na biblioteca.
- Como você pôde, Hermione? - Harry disse entre os dentes. - Em que estava pensando?
- Como eu pude? - Ela repetiu, as sobrancelhas subindo em total descrença. - Olha quem está falando, Harry. Quantas vezes você já fez as coisas sozinho, sem nem pensar e sem considerar as consequências? Pelo menos eu admito. Eu fui imprudente e estúpida e não estava pensando e aceitarei minha punição, mas também não. Você se atreve a me dar sermões, Harry Potter, sobre planos apressados. Fiz o que fiz para tentar salvar a vida de um homem. Não é como se eu fosse às Honeyduke's para conseguir algo estúpido como doces, como certas pessoas.
O rosto de Harry ficou assustadoramente roxo. Eu não deveria ter dito isso, ela percebeu, mas agora era tarde demais para retratar o que havia dito.
Harry deu meia-volta e saiu da sala, batendo a porta atrás de si.
Ron olhou para ela como se nunca a tivesse visto. Balançando a cabeça, ele foi atrás de Harry.
Hermione olhou para a porta, com lágrimas nos olhos. As conseqüências, linhas, probabilidades e futuros onde de quem ela era amiga, mas não era melhor amiga de Harry e Ron, eram exibidas à sua frente. Desabando no chão, Hermione sentiu como se fosse chorar. Ele não o fez. Secando os olhos com as costas das mãos, se levantou. Ela tinha consequências, falas, probabilidades e futuros à sua frente e chorar não ajudaria.
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O Professor Snape estava virando dentro dos limites estreitos de sua cama. O cabelo estava grudado na pele com o suor, a respiração dele ia e vinha em suspiros rápidos e rasos. Sob suas pálpebras, seus olhos se moviam rapidamente de um lado para o outro. Era óbvio que ele foi pego em algum tipo de pesadelo. Hermione ficou perturbada ao ver seu professor orgulhoso assim. O que mais a perturbou foram os pequenos sons que lhe escapavam. Não eram gemidos ou gemidos baixos, mas uma combinação afogada de ambos, como se em seus sonhos ele estivesse tentando suprimir o desejo de gritar.
Ela não podia continuar vendo isso sem fazer algo.
- Rink, eu não suporto isso. As poções para a dor não estão funcionando. - Ela esfregou o rosto, cansada. - Ou se elas estão funcionando, simplesmente não estão servindo o suficiente. Eu tenho que fazer alguma coisa. - Com os punhos cerrados, ela soltou um pequeno grito. - Qualquer coisa.
- Orelhas tremulam.
Essa bobagem confundiu completamente Hermione e ela mudou sua atenção de Snape em coma para Rink, deixando sua frustração de lado por um momento. Ela estava bastante acostumada com algumas das coisas mais estranhas que Rink dizia. Também sentia que era muito bom em traduzir o idioma dos elfos para o inglês da rainha. Isso, no entanto, a deixou perplexa.
- Orelhas tremulam? - Ela repetiu.
Rink, com seu rosto particularmente sério, assentiu decisivamente, fazendo com que sua própria orelha grande acenasse para frente.
Hermione escondeu um sorriso atrás de uma tosse falsa e levantou a mão. Não queria magoar os sentimentos de Rink. Tomando o controle de seu sorriso, ela perguntou da maneira mais indiferente possível.
- Então, o que significa "as orelhas vibram?"
- Os elfos estão muito impressionados com Hermy.
Hermione soltou uma risada triste. Todos na mansão a estavam tratando como se ela fosse algum tipo de pária - na realidade, eles a estavam tratando da mesma maneira que tratavam Snape. E os elfos domésticos, que nem sequer se aproximaram dela antes, agora estavam orgulhosos dela.
Bom Deus, quando minha vida se tornou tão estranha?
- Por que os elfos estão orgulhosos de mim?
- Palavras de Hermy. O que Hermy faz. Hermy precisa fazer alguma coisa. - Rink disse, como se a crescente frustração de Hermione por não ser capaz de ajudar o Professor Snape de alguma forma fizesse mais sentido para os elfos do que isso tinha para ela. - Elfos precisam fazer alguma coisa.
Talvez faça sentido para os elfos e talvez fazer algo seja tudo o que era necessário. Eu já fiz alguma coisa, talvez isso ajude aqui.
- Pista? - O elfo estava imediatamente ao seu lado. - Eu preciso que você vá a Hogwarts e traga os lençóis que fiz para o Professor Snape.
As orelhas de Rink, que estavam tristes desde a aparição de Snape em Grimmauld Place, levantaram em resposta. Com os olhos abertos e redondos como pratos, eles olhavam para ela com uma leve esperança.
- Hermy está fazendo. Hermy acredita que a magia ajudará o Mestre de Poções?
Hermione se inclinou para frente em sua cadeira. Descansando o queixo na palma da mão, ela olhou para o professor por um momento.
- Não tenha muitas esperanças, Rink, mas acho que eles poderiam. O Professor Snape ainda está com muita dor e não está descansando em paz. Isso pode não ser bom para a cura. Espero que os encantamentos nos lençóis possam - eu não sei - tornar mais fácil ou algo assim.
Rink olhou para ela solenemente.
- Rink trará os lençóis da dama.
Com um pop suave, Rink desapareceu e Hermione foi deixada sozinha com Snape. Ela se atreveu a levantar a mão e traçar um dedo pelo queixo dele, sentindo a escova dos pêlos faciais contra a pele sensível. Ela afastou a mão com culpa quando Snape, mesmo inconscientemente, estremeceu com seu leve toque.
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Ela não teve que esperar muito tempo e logo a cama estreita foi trocada com a ajuda de Rink e Hermione estava alisando os lençóis que Rink havia recuperado. Ela sabia que eles haviam ajudado seu professor antes. Os encantamentos e poções de Alverez estavam obviamente ajudando o professor com suas doenças físicas, mas nada até agora parecia ajudar o homem a descansar. Ela só esperava que o conforto e a proteção que ela havia bordado nos lençóis ajudassem Snape. Agora, a parte mais difícil seria recomeçar. Não havia mais nada a fazer. Era só esperar.
- Quanto tempo? - Foram as primeiras palavras que ele disse aproximadamente três dias depois.
Hermione fez uma careta quando ouviu o habitual tom de barítono parecer tão fraco e irregular. Ela correu para dar um gole de água fria para o professor e paciente. Enquanto preparava o copo, recitou brevemente os fatos, sabendo que um homem como o Professor Snape gostaria de saber tudo o que havia acontecido.
- Você apareceu vários dias atrás durante uma tempestade. Estava gravemente ferido e inconsciente quando foi encontrado. - Ela decidiu deixar de fora o fato de que o encontrou, mas sabia que não seria capaz de deixar de fora as próximas partes. - Dumbledore chegou e removeu a maldição que você tinha.
Ela viu Snape acenar levemente com as palavras e se perguntou se ele queria dizer que se lembrava daquela maldição horrível que Voldemort jogara contra ele.
- No entanto, - continuou ela, - ele não foi capaz de curá-lo completamente, pois você estava muito ferido. Ele chamou Madame Pomfrey, mas ela não estava disponível. Eu- - ela parou, reunindo coragem para a próxima parte. - Fui procurar a curandeira Alverez para ajudá-lo.
Snape franziu a testa, seu rosto em algum lugar entre surpreso e maravilhado.
- O Professor Dumbledore iniciou a medibruxa Alverez na Ordem?
- Não exatamente. – Hermione tegiversou
Seus cansados olhos negros que ainda continham muita dor encontraram os dela.
- Explique. - Ele exigiu secamente.
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N/T.: Beijos para Ravrna;*, Gabiiiii *-* (bom ter você por aqui!) e a estreiante E.E Rodrigues (obrigada por comentar, fico feliz que a leitura de PP esteja sendo tão boa para você). Hermione escolheu um caminho difícil, né pessoas? Aquela cena da biblioteca deu uma pontadinha. Desculpem os erros e nos vemos em SL. Comentem e energias positivas para todEs!
