No dia seguinte….

- Bah, não sei porque eles insistem em fazer a gente treinar. - Luísa dizia se alongando, enquanto Koga desanimada arrumava as sapatilhas gregas e Calisto bebericava uma garrafa d'água esparramada de barriga para cima na arquibancada - Ué gurias, que falta de ânimo é esse? Aconteceu alguma coisa que eu não sei?

Os olhos da escorpiana se estreitaram. Será que estaria de fora de algum assunto?

- Da minha parte tudo igual, Lu. - Calisto entregou outra garrafinha d'água para a amiga e logo depois sem pedir licença se deitou com a cabeça no colo de Koga. Se a virginiana estivesse bem já teria dado um belo empurrão na amiga folgada, mas estava tão apática que parecia que nem tinha percebido.

- Koga? Está tudo bem? Está com uma cara péssima desde que chegou, distraída, desanimada. - a escorpiana continuou sentando ao seu lado no banco da arquibancada.

A negra, sem tirar os olhos da arena, passou a mão na nuca apertando de leve o ombro tenso enquanto com a outra mão fazia um cafuné nos cabelos da canceriana que a olhava debaixo.

- Ontem… eu e Kanon brigamos. - disse triste. - Ele disse com todas as palavras que não confia em mim, acha que eu fiquei com alguém no bar da praia, acreditam?!

Calisto ergueu o corpo abismada - Não posso acreditar que ele fez isso? Que maluco! Credo meninas, será que todos eles são assim? - terminou irritada cruzando os braços ficando emburrada - Que raiva viu?!

- Nossa Ko, não dá pra acreditar, ele parecia tão apaixonado… - Luisa ficou inconformada.

- Mas acho que esse é problema dele, é apaixonado demais e controlador demais, mas eu Tereza Koga não admito! - Koga ficou subitamente irritada.

- É isso aí amiga, sou sua fã! - Calisto disse sorrindo para amiga

"Luísa, Koga, Calisto? Quero que venham imediatamente ao Décimo Terceiro Templo, estou aguardando vocês no salão principal"

- AHHHHHHHHHHHHHHHH! - As três gritaram em uníssono

- Vocês escutaram o mesmo que eu? - Luísa desesperada segurando a cabeça com as duas mãos, com os olhos azuis arregalados.

- Eu morri de verdade dessa vez? Estou escutando as vozes das almas penadas. - Koga abraçou Calisto no mesmo segundo.

- Minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, eu sou muito nova ainda! - a canceriana rezava olhando para o céu!

- Gente, vocês perceberam que a Nossa senhora tem a voz igualzinha da Saori? - Luísa tirou a mão dos tímpanos encarando os olhos assustados das amigas.

- Meninas o que aconteceu?? - Seiya apareceu pulando uma distância anormal os níveis da arquibancada até parar de frente às três.

- Nossa isso foi massa! - Calisto disse quase se esquecendo do ocorrido.

- Se-Seiya a voz da Saori ap-pareceu na nossa ca-cabeça ao mesmo tempo! - Luísa dizia gaguejando de pavor.

- Ela conversou com vocês por telepatia - o Cavaleiro de Dragão aparece mais atrás, falando da forma pedagógica usual dele. - Athena não pode ficar caminhando por aí então, usa da sua telepatia para conversar conosco.

- Ahnnn, agora a gente entendeu - Koga disse mais aliviada, respirando novamente - Bom então devemos fazer o que ela pediu, encontrar com ela no Décimo Terceiro Templo. - As outras duas assentiram.

- Antes garotas - Shiryu fez um pare com a mão - Não sei se estão sabendo que o parque de diversão foi montado na rua da praia, abrirá neste final de semana.

- Ai que legal! Amo parque de diversão! - Luísa disse animada!

- Nós também gostamos, a gente faz até rodízio de cavaleiros pra todo mundo conseguir ir - as três sorriram uma para as outras. - eu levarei Shunrei, ela quer muito conhecer vocês! Então queria saber se posso contar com vocês?

- Mas é claro! Vamos amar conhecê-la! - Koga se animou um pouco mais, pois achava a personagem uma graça!

E assim as três se despediram pegando a trilha para as doze casas, o que elas não contavam é que os dois irmãos gêmeos estariam na mesma trilha indo em direção à arena.

- Koga? - Kanon a avistou e parou de caminhar.

- Parece brincadeira! - a virginiana murmurou irritada ao avistar o namorado se aproximar, parecia estar encabulado.

- Calma Ko, não fica nervosa. - Calisto disse prevendo uma discussão.

- Eu nervosa? Eu não estou estou nervosa, eu estou ótima, calma, plena! - a virginiana estava claramente com fogo nos olhos.

- Tô vendo - Luísa olhou para Calisto, as duas ficaram preocupadas com a reação da amiga.

Os irmãos gêmeos logo toparam com as três, Saga sempre muito gentil cumprimentou todas e Kanon apenas assentiu sem deixar de tirar os olhos de Koga.

Saga percebendo a saia justa do irmão, puxou conversa com Luísa e Calisto, ele sabia ser muito envolvente e charmoso quando queria. Já os dois namorados não abriram a boca, os três não sabiam o que fazer para melhorar o clima, até que o Marina tomou coragem e chamou por ela.

- Bombom, podemos conversar? - disse sério, mas com semblante relaxado, estava óbvio que ele queria erguer a bandeira branca de paz, porém o tiro saiu pela culatra.

- Sinto muito KANON. - Mais uma vez ela referiu-se a ele de forma ríspida. - Mas Atena nos chamou para uma reunião imediatamente, bom treino! - disse encerrando o assunto, a morena olhou para as amigas que estavam constrangidas pela situação. - Vamos meninas, Atena não pode esperar!

Saiu a passos duros passando reto pelo loiro que ficou a ver navios, Luísa olhou para ele e sorriu triste, Calisto colocou a mão em seu ombro. - Dá um tempinho pra ela Kanon, ela ainda está muito chateada.

- Vocês vão se acertar, temos certeza - Luísa completou otimista sorrindo triste.

O geminiano mais novo suspirou olhando sua bela morena se distanciar. - Tomara garotas, tomara….

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- Que bom ver vocês novamente meninas!!! - Saori tentou abraçar as três ao mesmo tempo, mas não obteve sucesso por causa de seus braços curtos, o que arrancou risos das quatro mulheres. - Me digam como vocês estão? - ela perguntou com seu característico sorriso gentil - Faz dias que não nos vemos e nem nos falamos - falou enquanto se dirigia para a saída do grande templo, parou no meio do caminho, se voltou para as amigas - Me sigam, por favor!

As três brasileiras o fizeram sem questionar, Saori abriu uma grande porta de madeira maciça e as mulheres seguiram por ele em completo silêncio, claro que elas reparavam em cada detalhe daquele magnífico edifício milenar, até que, chegaram em outra porta que logo adentraram, lá dentro a deusa se sentou em uma das cadeiras e se serviu de uma xícara de chá, enquanto apontava as cadeiras vazias para Luisa, Koga e Calisto que sentaram logo em seguida, as amigas se entreolharam porque nunca tinham visto Saori com um semblante tão sério e isso as preocupou, mas logo suavizaram a expressão com a deidade lhes entregando uma xícara de chá para cada.

- Meninas….- a deusa começou a falar um pouco mais tranquila mas não menos séria, percebendo que elas estavam preocupadas, ela se sentou novamente e arrumou sua xícara no pires, colocou as duas mãos entrelaçadas sobre o tampo da mesa e encarou as três - Eu as chamei aqui porque sinto que há algo de errado acontecendo com vocês - ela olhou para cada uma das mulheres à sua frente para então continuar - Por que vocês estão tristes? Tem alguma coisa que eu possa fazer? - achou melhor ser direta na pergunta.

Koga e Calisto se olharam e depois baixaram a cabeça, já Luisa apoiou o queixo sobre a mão e ficou com o olhar perdido em um ponto qualquer da sala.

- Bom…- a canceriana tomou a frente mas sem muita coragem de ficar encarando a deusa, pegou todo o cabelo comprido e jogou para um lado do corpo de forma ansiosa - Você sabe que sempre fomos fãs de vocês - viu a Saori assentir que sim com um menear de cabeça - Sempre fantasiamos coisas se vocês existissem, inclusive… - Calisto sentiu a boca secar, olhou para as amigas, suspirou fundo e continuou: - sonhavamos com alguns romances, então, quando chegamos aqui e começamos a nos envolver com seus cavaleiros, algumas coisas deram errado. - a canceriana baixou o rosto olhando para própria xícara.

- Calisto - Saori cortou Koga que já iria complementar a fala da amiga - Ouçam bem o que vou dizer, mas antes quero que saibam que não estou defendendo ninguém - as três assentiram - Gostaria que abrissem a cabeça e tentem entendê-los, toda essa vida normal que hoje vivemos é novo para eles, meus meninos não tiveram uma vida normal como a de vocês, desde a tenra idade tiveram que lidar com coisas muito pesadas, e tiveram que amadurecer precocemente. - As três amigas se entreolharam ouvindo Saori continuar - Estudar, se relacionar afetivamente, viver uma vida comum, por mais que eles tentem é difícil com a carga que levam, eles são seres humanos, assim como vocês, então cometeram e irão cometer muitos erros. - Saori tomou mais um gole de seu chá - Eles são guerreiros espetaculares, mas estão aprendendo a ser humanos e para piorar, alguns trazem uma grande culpa por seus atos do passado - a deusa lançou um olhar significativo para Calisto e Koga que entenderam muito bem onde ela queria chegar.

- Saori - foi Koga quem começou a falar dessa vez - Eu entendo perfeitamente tudo isso, mas Kanon foi muito infantil, duvidou de minha lealdade, foi duro com as palavras - parou ao sentir os olhos ametistas encherem de lágrimas - doeu muito… - disse por fim.

- E o Mask? - Calisto continuou bufando e batendo a mão na mesa quase deixando todo o conteúdo da xícara cair - Ops, - ela olhou envergonhada para a deusa, que engoliu o riso e pediu com a mão que deixasse pra lá e continuasse. - Foi grosseiro desde a primeira vez, me feriu muito, literalmente…., - olhou para a deusa ainda com vergonha - me desculpa falar isso, mas estou com muita raiva dele e não sei se consigo entender! - cruzou os braços e fez um bico infantil.

Luisa olhou compadecida para as amigas, imaginou como deveria estar sendo difícil para elas, mas diferente delas, estava triste por não saber como andava a sua dimensão e principalmente não poder dar notícias aos pais, sentia sua alma sair do corpo só de imaginar neles tristes e desesperados. - Sabe Saori, eu ando triste porque estou muito preocupada com meus pais, não sei o que está acontecendo lá na nossa dimensão - deu um sorriso entristecido - Só queria uma maneira de avisá-lo que estou viva, que estou bem….

A deusa sorriu, ela sentia que Luisa ainda tinha dúvidas que Milo a amava, mas como a escorpiana não tinha tocado no assunto, achou melhor não falar nada - Querida, logo estaremos encontrando as respostas que estamos procurando, Saga e Kanon estão dia e noite a procura de respostas e vocês poderão fazer isso, colocou a mão sobre a de Luísa.

Luísa nada disse, apenas voltou a fitar um ponto qualquer da parede, sem saber o que pensar.

- Meninas…- deusa falou, já se erguendo da cadeira - Vou precisar ir agora, quero que pensem com carinho nas minhas palavras, que para toda ação tem uma reação e que tudo na vida tem dois lados da moeda, bom - sorriu para as três dando um beijo no topo da cabeça de cada uma - fiquem a vontade, quero que pensem com carinho nas minhas palavras, com licença. - a deusa sorriu para as três e saiu do recinto.

Assim que a porta se fechou Calisto enrugou ainda mais o bico. - Era só o que faltava, eu ter compaixão por aquele carcamano, ogro, imbecil! - disse entre dentes - Eu não tenho nada a ver com a culpa dele, me desculpa se eu estou sendo ruim, mas não justifica.

- Eu até entendo onde Athena queria chegar com tudo o que ela disse sobre eles estarem aprendendo a viver e tal, mas também não entendo a atitude do Anjão - Koga olhou para canceriana como quem diz, "tamo junto!"

Luisa apenas balançou a cabeça em negativa. Aqueles dois cavaleiros teriam uma batalha das grandes pela frente. Hades ficou no chinelo...

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Em Campo Grande, os pais de Calisto estavam no apartamento que pertencia a filha, D. Lila olhava tudo minuciosamente num misto de saudade e tristeza, era surreal para ela imaginar que uma simples viagem de férias poderia ter acabado como acabou, a jovem senhora caminhou até uma parte da sala onde haviam vários porta retratos, pegou um específico com moldura lilás e prateado, que tinha uma foto de Calisto com os pais em sua festa de formatura, deslizou os dedos por sobre a face da filha e sentiu as lágrimas deslizarem em abundância por seu rosto, estava sendo doloroso demais para ela.

D. Lila sentiu o abraço de seu marido Marco e isso a acalmou um pouco. - Querida, sei que está sendo difícil, para mim também está - ele a virou para ficar de frente para si - Mas precisamos fazer isso.

- Eu sei - secou as lágrimas - É que eu tenho a impressão que ela ainda está aqui conosco... - colocou o porta retrato de volta no lugar, iria começar a falar, mas o som da campainha a interrompeu.

O pai de Calisto soltou o abraço e foi atender a porta, era o corretor que eles haviam chamado para avaliar o imóvel e colocar a venda.

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A noite estava quente e linda. Luisa, Calisto e Koga chegavam no parque acompanhadas por Shun e June, Hyoga, Seiya e Ikki, o local cheio de luzes encantava as meninas, principalmente a escorpiana que tinha os olhos brilhando que nem criança, porque se tinha algo que ela amava, essa coisa era parque de diversões, aliás ela amava tudo o que era simples, as coisas simples da vida a encantavam.

- Gurias e guris - ela falava toda animada, dando pulinhos - Olha lá a roda gigante, vamos? - fez uma cara pidona e juntou as mãos na frente do corpo, como se fosse rezar - Por favor, por favor….diz que sim!? - esse jeito moleca dela arrancou risos de todos.

- Eu topo - Shun respondeu olhando a namorada que lhe sorriu - Mas depois vamos no carrinho de bate bate?

- Ahhh, eu adoro o carro de bate-bate - Calisto disse já amando o programa divertido - não gosto de roda gigante acho muito parada. - a canceriana era daquela que gostava de sentir a adrenalina correr nas veias.

Luisa olhava para o outros em expectativa, a animação infantil dela estava deixando Calisto e Koga mais animadas.

- Eu gosto do barco viking - a virginiana respondeu levantando o dedo indicador para cima, com uma cara sapeca. - será que esse dá looping? - arregalou os olhos ametistas em expectativa

- Tô nessa com você - disse Seiya dando um toca aqui na morena.

- Ah, mas esse eu não vou, tenho medo! - Luisa respondeu fazendo bico.

- E eu quero ir no chapéu mexicano - Calisto olhava para cima vendo o brinquedo rodar e brilhar enchendo a noite de cores.

- Opa, nesse eu quero ir também - disse Ikki, já pegando na mão da canceriana e a levando para a fila do brinquedo.

A escorpiana, que já não aguentava mais de ansiedade, foi puxando os amigos pelo braço e gritando para as seguirem, no meio do caminho encontraram Milo, Mu e Kiki, que tinha um sorvete com umas cinco bolas todas coloridas, felizes em ver o pequeno com os olhinhos azuis arregalados, salivando.

Luísa viu o escorpiano e saiu correndo ao seu encontro, depositou um selinho nos lábios de Milo, abraçou Mu e quando foi cumprimentar o pequeno, que lambia aquele sorvete com gosto, parou e o olhou sério. - Mas que danadinho tu é! - riu pois Kiki escondia o sorvete dela para não dar nenhum pedacinho - olhou em volta - Eu também quero um sorvete assim - se aproximou de Milo - Me dá um?

O escorpiano adorou a cara de criança pidona que ela fez, pediu para ele escolher os sabores, Luisa salivava, se pudesse pedia todos!

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Alguns foram na roda gigante, outros no barco viking, outros caminharam para escolher, se separaram, pois havia brinquedos que uns não tinham vontade, ou medo.

Shun e June foram no barco do amor junto com Milo e Luísa. Koga, Seiya e Hyoga foram caminhar para encontrar outros brinquedos, Calisto e Ikki depois que foram no chapéu mexicano iriam no complexo de montanhas-russa.

Mu caminhava com Kiki num local onde havia alguns jogos como tiro ao alvo, pescaria, acerto de argola, que quem ganhasse poderia escolher uma prenda, não ficou surpreso ao de deparar com Máscara da Morte, Afrodite, Shura, Kanon competindo naqueles brinquedos, pareciam crianções que só sabiam competir.

- Boa noite rapazes - Mu os cumprimentou com seu jeito sereno.

- Buona notte Mu - o italiano respondeu enquanto se prepara para atirar nos alvos, ele se posicionou e acertou todos, o dono da barraquinha suspirou, porque dificilmente alguém conseguia ganhar a melhor prendas, mas naquela noite já era a quinta vez que isso acontecia, o canceriano escolheu um enorme caranguejo de pelúcia vermelho e se abraçou a ele parecendo uma criança, balançando de um lado para o outro de olhos fechados.

- Definitivamente os parques servem para nossas crianças interiores "aparecerem" - Kanon fez aspas com as mãos enquanto ria da cara emburrada do italiano.

- Ma che, você não pode falar nada, está com esse urso enorme aí - Máscara apontou um enorme urso panda que segurava um coração vermelho escrito I Love You que o geminiano segurava feito uma relíquia.

- Carcamano, esse urso é para minha Bombom - o Marina exibiu um sorriso de orelha a orelha - Será que ela vai gostar?

- Ihhhh, mas quanta melação, to até passando mal - Shura falou enquanto revirava os olhos

- Mas você é outro cabron - Afrodite quem falou - Tá aí todo apaixonado pela Shina que até ursinhos tá ganhando pra ela - a fala do pisciano arrancou gargalhada de todos.

- Tá bom - o espanhol respondeu erguendo as mãos em rendição - Eu confesso que to um cabrito apaixonado por minha cobrinha.

- Senhores - Kanon falou pigarreando - Com licença que vou atrás da minha morena e fazer as pazes com ela. - o gêmeo mais novo pegou o panda gigante e saiu pelo parque a procura de Koga.

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Depois de saírem do barco do amor, Shun e June foram andar um pouco pela praia, queriam aproveitar aquele momento para namorarem um pouco. Depois de um tempo, eles pararam e contemplaram o mar, a loira fechou os olhos para sentir melhor a brisa marítima em seu rosto e a gostosa sensação de liberdade que isso trazia. Não soube precisar quanto tempo ficou assim, mas quando abriu seus lindos olhos azuis, olhou em volta procurando pelo namorado, o encontrando com um olhar perdido, até nostálgico ela poderia dizer, virou o corpo e passou a mão suavemente pelo rosto de Shun que ao sentir o toque acabou sorrindo.

- Desculpe meu amor - Andrômeda falou com seu sorriso gentil - Mas você estava falando algo?

- Não, apenas vi que estava pensando em algo nostálgico, posso saber o que era?

O virginiano sorriu mais, June sempre conseguia lê-lo, decifrá-lo - Pode sim, estava lembrando da Ilha de Andrômeda - suspirou um pouco e viu que ela se endireitou mostrando que queria saber mais - Em tudo o que passamos lá, em como você sempre me deu forças - ele pegou a mão da namorada, depositou um beijo no dorso e depois levou-a até seu peito - Acho que sem você não teria conseguido.

- Não Shun - a Amazona se aproximou mais do Cavaleiro - Você conseguiu por causa da sua força, eu apenas mostrei que era capaz, que você era muito forte, só precisava acreditar em si mesmo - retirou a mão do peito dele e o abraçou.

Shun retribuiu o abraço e por alguns instantes olhou o mar novamente. - Ju - falou assim que voltou a fitá-la - Sim, você fez eu acreditar em mim, mas acredite, se você não estivesse meu lado, sozinho não teria conseguido.

A loira sorriu, mas foi surpreendida por um beijo nos lábios onde Shun demonstrava todo o sentimento que nutria. Os lábios se afastaram e eles mantiveram as testas unidas e um sorriso nos lábios.

O primeiro a se afastar foi Andrômeda - June já estamos juntos há tantos anos, mas mesmo assim, quero que te fazer uma pergunta - o castanho pegou nas mãos da amada e olhou no fundo dos olhos dela - Quer namorar comigo?

June voltou a sorrir, mas agora ela tinha lágrimas em seus olhos, amava Shun e nunca precisou que ele fizesse tal pedido para saber que ele a amava, mas agora que ouviu foi inevitável não se emocionar, principalmente porque as lembranças de tudo o que passaram vieram a tona em sua mente, pulou em cima do amado dizendo: - Sim, sim, sim - e mais um beijo foi trocado entre o casal de apaixonados.

Continua….