Capitulo 31

Trilha Sonora: Every Morning/ Sugar Ray (tocando no estéreo do carro).

Ana Lucia e Sawyer já estavam há cerca de duas horas na estrada quando ela começou a sentir-se fraca e visualizar pontos cinzas diante de si, como se estivesse assistindo a uma TV fora do ar. Piscou várias vezes e respirou fundo. Sawyer notou o desconforto dela.

- Tudo bem, baby?- ele perguntou tocando a mão esquerda dela que estava pousada em sua coxa.

Ela balançou a cabeça em negativo.

- Não...tô me sentindo meio enjoada.- engoliu em seco.

Sawyer franziu o cenho com preocupação e disse:

- Tem uma cidadezinha há pouco mais de 1 hora daqui. A gente pode passar a noite lá pra você descansar.

Ana assentiu esfregando a outra mão no baixo ventre aonde uma cólica muito dolorida a incomodava, junto com o enjoo no estômago. Ela sentiu um líquido morno e viscoso tomando-lhe a garganta e gritou:

- Sawyer, para o carro!

- O que foi Ana?- ele questionou com exasperação.

- Para o carro!- ela repetiu com a voz abafada, cobrindo a boca para tentar controlar o vômito inevitável que estava vindo.

Sawyer fez o que ela disse e parou o carro no acostamento. Ela desceu do carro de imediato e correu para a planície aberta ao lado da estrada, repousando as mãos duramente nos joelhos e abaixando o rosto enquanto sentia o desconforto de vomitar. Ele estava logo atrás dela com um pacote de lenços umedecidos, pronto para ajudá-la.

Ana respirou fundo quando sentiu que a crise passava e aceitou de bom grado o pacote de lenços das mãos dele, limpando vigorasamente em seguida a boca e as próprias mãos. Atencioso, ele a pegou nos braços com cuidado e a levou de volta para o carro. Quando sentou-se ao voltante, ofereceu-lhe um pacote de mentas que tirou do porta-luvas.

- Obrigada.- disse ela com a voz fraca.

- É isso! Nós vamos parar na próxima cidade, fazer chek-in em um hotel, você vai descansar e amanhã veremos se continuamos na estrada ou se chamo o jato particular para nos buscar.

Ana-Lucia fechou os olhos e tentou descansar. Sawyer seguiu seu caminho pela estrada rumo à cidade mais próxima.

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Jack entrelaçou seus dedos com os de Kate quando o avião levantou voo. Ela adorava a sensação de segurança que aquele simples gesto lhe proporcionava, embora ainda estivesse muito nervosa sobre a primeira relação sexual deles. Queria se sentir diferente, mas simplesmente não conseguia.

Ele a beijou na bochecha e disse, muito carinhoso:

- Eu te amo, Katie. Obrigado por se casar comigo.

Ela deitou a cabeça no ombro dele e fechou os olhos, relaxando. Murmurou: - Eu também te amo, Jack.

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Quando Sawyer estacionou o carro em frente ao quarto do hotel, Ana-Lucia estava dormindo tranquila no carro. Ele a acordou com um suave beijo na testa.

- Acorda, amor. Chegamos.

- Em casa?- ela perguntou com voz sonolenta.

- Não.- ele respondeu. – Chegamos ao hotel. Você está bem?

Ela assentiu.

- Foi o melhor hotel que eu consegui arrumar assim de última hora no meio do nada.- Sawyer comentou quando eles trouxeram suas bagagens para o quarto.

- Pra mim está ótimo, amor. Tudo o que quero é uma cama pra eu me espalhar e dormir muito...

- Uma cama com o seu amor do lado, né? Já cansou de mim?- ele brincou.

- Nunca.- ela respondeu envolvendo os braços ao redor do corpo musculoso dele antes de se jogar na cama de bruços.

Sawyer trancou a porta do quarto e se deitou ao lado dela , segurando um menu de serviços de quarto, que ele encontrou na mesa de cabeceira ao lado da cama.

- Está com fome, anjo?- ele perguntou. – Imagino que não tenha muita por causa do enjoo, né?

- Na verdade eu estou faminta.- Ana disse. – Com muita fome mesmo.

- Sério?- ele retrucou, supreso mas contente em ver que ela parecia se sentir melhor. – O que quer comer?- ele ofereceu o menu para ela.

Ana-Lucia se virou de lado e folheou-o antes de responder:

- Hummm, chedar burger com bacon.

Ele ergueu uma sobrancelha.

- Baby, não seria melhor que você tomasse uma sopinha ou comesse uma salada?

Ela balançou a cabeça em negativo.

- Não, eu estou com vontade de comer carne. Muita carne e queijo...não sei por que.

- Tudo bem. Vou pedir dois hámburgeres com queijo extra, que tal?

Ana sorriu e levantou-se para usar o banheiro, levando sua bolsa de mão consigo. Sawyer pegou o telefone e ligou para pedir o jantar. Denro do banheiro, Ana abriu o botão do shorte jeans que usava e o tirou juntamente com a calcinha de algodão e ficou pasma ao ver a quantidade de sangue em seu absorvente higiênico; era muito maior do que o normal.

- Já pedi, Analulu.- ela ouviu Sawyer dizer do quarto.

- Ok, amor.- ela respondeu de dentro do banheiro.

Alguns minutos depois Sawyer ouviu o barulho do chuveiro. Ligou a televisão e ficou trocando os canais enquanto aguardava pelo jantar. Acabou cochilando e não percebeu que Ana-Lucia estava demorando um pouco demais no chuveiro. Acordou quando ouviu batidas na porta. Era o serviço de quarto.

Ele se levantou da cama, recebeu a comida, deu uma gorjeta ao serviçal e chamou por Ana.

- Amor, o nosso jantar está aqui!

O barulho da água do chuveiro tinha cessado, mas ela ainda não tinha saído banheiro.

- Ana? Você está bem?- ele perguntou da porta do banheiro.

- Sim.- ela respondeu, mas a voz era um pouco incerta.

- Amor, eu posso entrar?- ele estava esperançoso que ela dissesse sim.

- Me dá só um segundo.- ela pediu.

Sawyer esperou um pouco, depois voltou a bater na porta.

- Ana-Lucia?

- Pode entrar.- ela autorizou.

Ele entrou no banheiro preocupado e a encontrou encolhida dentro da banheira com uma toalha branca e felpuda ao redor de seu corpo.

- O que foi? O que você tem?- ele perguntou chegando perto dela.

Ela deu um suspiro e respondeu com um pouco de embaraço na voz:

- É o meu período, estou sangrando um pouco demais...mas vai passar...

Sawyer viu um rastro grande de sangue na banheira escorrendo das pernas dela que estavam cruzadas.

- Ana!- ele exclamou, nervoso. – Vou chamar uma ambulância!

Ele saiu do banheiro correndo para pegar o telefone.

- Sawyer!- Ana gritou por ele. – Pra que vai chamar uma ambulância, homem? Eu estou bem!- ela insistiu mas ele já estava ao telefone com o serviço de emergência.

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Soundtrack: Only Human/Jonas Brothers

Oahu, Havaí

Paradise Bay Resort

Era final de tarde quando Jack e Kate chegaram ao resort aonde passariam sua lua de mel. Ela ficou impressionada com a beleza do lugar. Era simplesmente perfeito.

- Gostou?- Jack perguntou satisfeito ao ver a expressão no rosto dela quando eles caminharam pelo píer que ficava de frente para cabana particular deles.

- Não, eu adorei.- ela respondeu com um enorme sorriso. – Esse lugar é lindo. Obrigada por me trazer aqui.- ela se voltou para ele e se beijaram ternamente.

- Quando eu era criança, vinha muito aqui com a minha família, mas essa é a primeira vez que visito este lugar em lua de mel, me sinto tão adulto.- ele a abraçou por trás e ela descansou o corpo no dele enquanto curtia o pôr do sol e a brisa refrescante do Havaí.

- Quer ver o quarto?- ele sussurrou ao ouvido dela. Kate se arrepiou inteira, mas as borboletas inevitavelmente começaram a dançar em seu estômago. Mesmo assim, ela se virou para ele e respondeu sim.

Eles andaram de mãos dadas até a cabana. Quando chegaram na porta, Jack a tomou nos braços. Ela se surpreendeu, mas não reclamou. Ele usou a chave cartão para abrir a porta e assim que eles entraram no quarto, Jack a esparramou na confortável cama king size. Kate olhou para o lado e viu as malas deles no chão.

- Ah, nossas malas estão aqui.- ela comentou, tentando fugir do olhar predador do marido que obviamente a desejava intensamente naquele momento.

- Aham.- ele disse se deitando com ela na cama. – Eu já disse pra você hoje o quanto é linda?

Soundtrack: Earned it/ The Weeknd

- Algumas vezes…- ela disse tentando sair da cama, mas Jack a prendeu nela com seus braços.

- Eu preciso te beijar, Katie...- e ele a beijou, primeiro delicadamente, depois aprofundou o beijo, beijando-a com sofreguidão.

Kate sentiu o ar faltar por alguns segundos até que ele liberou-lhe a boca e passou a beijar-lhe o pescoço.

- Jack, amor, talvez a gente devesse...

Ele desceu os beijos para o colo dela e brincou com o lacinho do vestido longo que ela usava.

- Sim...- ele disse. – Talvez a gente devesse fazer amor...

- Ai, Jack, eu não sei se eu...

Ele deu a ela um pouco de espaço, mas a manteve cativa na cama.

- Não sabe se você...

- Se eu estou pronta...nesse momento.- ela acrescentou depressa quando Jack lhe deu um olhar de dúvida. – A gente podia ir jantar primeiro, curtir a noite...

Jack acariciou os cabelos dela.

- A única pessoa com quem eu quero curtir a noite é você, baby. Estive esperando tanto por isso.

- Eu sei, mas...

- Kate?- Jack segurou uma das mãos dela com carinho. – Você me disse uma vez que não era virgem, mas tudo bem se você for...

- Eu não sou virgem, Jack.- ela disse com sinceridade. – É que faz muito tempo que eu não faço sexo.

- Tudo bem.- ele disse. – Não quero te pressionar, baby, mas eu estou louco de desejo por você. A gente pode ir devagar, o quanto você quiser, mas eu quero tanto te tocar, te ter nua nos meus braços.

A voz dele era profunda e sensual, os olhos cheios de amor e compreensão. Kate sentiu os mamilos ficarem túrgidos debaixo do vestido e uma onda de calor percorreu seu corpo fazendo com que seu sexo pulsasse. Ela já tinha se sentido assim algumas vezes quando estava muito feliz ou quando assistia a uma cena romântica na TV; já sentira até necessidade de tocar-se, embora nunca o tivesse feito. Mas a forma como Jack a olhava e falava com ela estavam fazendo essa necessidade que ela mantivera oculta dentro de si por tanto tempo vir à tona. Isso a assustou e muito. Jack notou a súbita mudança na respiração dela, sentindo sua excitação, por isso continuou a seduzi-la.

- Desde a primeira vez em que eu te vi sabia que era você, Katie. A mulher does meus sonhos...

Ele a beijou novamente e dessa vez ela correspondeu com mais intensidade.

- Eu te quero muito...- ele sussurrou ao ouvido dela, beijando e mordiscando o lóbulo de sua orelha. Kate estremeceu. – A gente não precisa ir até o fim...só quero te venerar e te fazer gozar gostoso...

Kate sentiu o interior de seu corpo se diluindo em ondas líquidas e mornas. O clitóris palpitou e ela apertou as coxas juntas num gesto instintivo. Jack arriscou tocar um dos seios dela por cima do vestido. Ela retesou-se em surpresa, mas gostou da sensação da mão grande dele em seu pequeno seio.

- E se eu te deixar me tocar, mas depois quiser parar no meio de tudo, você me deixaria ir?- ela perguntou, sentindo-se tentada pela mão dele que continuava a acariciar seu seio, o polegar brincando com o mamilo que quase furava o tecido do vestido.

- Posso te deixar ir agora se for o que você quer, Kate. É isso o que você quer?- ele moveu a mão para o outro seio e o pressionou com delicadeza. Ela sentiu o calor em seu sexo aumentar.

- Eu não...- ela não onseguiu responder.

- Vamos tirar isso?- ele pediu, desfazendo o laço do vestido que o mantinha fechado na parte da frente.

Ela respirou fundo e para a surpresa de Jack, assentiu. Ele estava no céu naquele momento porque sua esposa finalmente o deixava desnudá-la para ele. Quando os seios pequenos e de bicos rosados se revelaram para ele, Jack arfou em aprovação.

- Você é tão delicada...oh, Deus...

Jack colocou ambas as mãos nos seios dela e acariciou com gentileza. Kate sentiu a necessidade em seu corpo aumentar enquanto ele fazia isso. De repente, ele abaixou o rosto e chupou um dos mamilos dela, fazendo-a sentir um espasmo de delícia que até então nunca sentira.

- Jack...Jack...para!- ela pediu empurrando-o de cima dela.

Ele se afastou mas o tesão gritava dentro dele.

- Eu te machuquei, bebê?- ele perguntou, incerto.

- Não.- ela respondeu colocando o vestido no lugar da melhor forma que conseguiu. - Eu só preciso...

Ela não terminou a frase. Correu e se trancou no banheiro. Frustrado, Jack ficou deitado na cama e enterrou a cabeça no travesseiro.

Continua...