25
Edward
— O que você está fazendo? — Bella resmungou quando pedi que tirasse a sua roupa. Dentro do nosso quarto tinha uma pequena hidromassagem, no canto próximo a entrada do banheiro, após a porta do closet. Nós nunca chegamos a usar. Nem essa e muito menos a maior, que ficava na varanda do segundo andar.
Eu não queria deixá-la resfriada, então, a alternativa era dentro do quarto. A lareira estava acesa, preparei algumas frutas e suco de uva integral porque ela não podia beber, mas separei uma taça de vinho para mim porque precisava relaxar mediante meu estresse. Estava guardando minha vontade de sair e arrebentar Jacob Black na porrada porque ainda não tinha provas e porque a Bella precisava de mim agora.
E eu precisava dela.
Emburrada, ficou nua e com cuidado, ajudei que entrasse na água morna para fria na agitação moderada, porque gestantes não podiam ficar com imersão de água quente em banheiras como aquela e não pretendia demorar. Adicionei seus sais de lavanda que adorava. Sentei-me atrás dela, puxando para o meu colo e beijei seu pescoço. Mesmo de beicinho, comeu algumas uvas e me deu o olhar que estava me matando. Sua tristeza era profunda, mas esperava tirar da sua mente que não era sua culpa. Beijei sua bochecha, abraçando-a.
— Eu te amo. — Ela soltou, do nada. — É sério. Eu sei que você está se esforçando para me fazer sentir melhor e só queria dizer que te amo, mas enquanto isso não passar, não sei se me sentirei bem.
— Claro que vai sentir-se bem. Eu te prometo, amor. Isso vai passar e logo. — Ou eu não me chamaria mais Edward Cullen. Quem quer que fosse, sendo Jacob Black ou a puta que pariu, podiam tentar me foder a vontade... Mas não podiam tentar sacanear minha mulher e levar seu nome para o olho de um furacão.
Dentro da hidromassagem, caprichei em uma massagem para fazê-la relaxar. Aos pouquinhos, ela foi amolecendo no meu colo, seus músculos menos tensos e distribui beijos pelo seu pescoço e ombros. Sentada com suas costas no meu peito, deitou a cabeça no meu ombro e gemeu baixinho. Deixei minhas mãos passearam pelo seu corpo, acariciando seus mamilos, estimulando seus peitos e ela levou a mão para entre duas pernas.
— Por favor, não me tire esse prazer. — Tirei a sua mão e substitui pela minha. Bella soltou um gemido gostoso, empurrando a bunda para trás e meu pau estava muito duro, mas eu queria deixá-la relaxada e que gozasse gostoso. — Isso, amor.
— Deus, Edward. — Gemeu e enfiou as unhas na minha pele. Ela foi se contorcendo e seus gemidos aumentando, ecoando pelo quarto e eu amava assisti-la gozar. Ainda a mantive em meus braços, beijando seu pescoço e puxei seu mamilo. Ela tentou se mover, querendo virar e ao montar no meu colo, me deu um sorriso safado. Aquele sorriso... Eu amava. — Quero tanto você.
— Sou todo seu. — Escorreguei um pouco mais dentro da hidro e ela agarrou meu pau, bombeando, agarrei sua bunda e ela posicionou meu pau na sua entrada. Descendo devagar, fechei meus olhos, ficando arrepiado. — Você está bem?
— Acho que está me incomodando... Vamos para cama? Deve ser a água.
Ela levantou e soltei um gemido involuntário que morreu quando ela escorregou e quase caiu de bunda no chão. Levantei rápido, desesperado, o que a fez ter uma crise de riso.
— Você, de pau duro, correndo atrás de mim. — Sentou-se no chão, rolando de rir. — Ai, baby. Desculpa. Vem aqui, vem. — Soltou uma risada e me puxou para baixo.
— Não deveríamos ir para cama? — Ocupei sua boca com um beijo, ignorando seu acesso de riso.
— Não, eu quero aqui. — Bella me travou com as pernas e meti devagar, cheio de tesão. A ideia era dar atenção a ela, mas a mulher me atentava até meu último fio de cabelo mesmo sem querer. — Ah, nossa... Edward!
Eu nem tinha palavras. Puxei fora, sem conseguir pensar direito e precisando sair do chão porque não queria machucá-la. Levei-a para cama, colocando de quatro e agarrei sua bunda, dando um tapa bem dado na sua nádega e meti de volta. Parte da minha consciência dizia para ir devagar, porque ela estava grávida, mas o tesão e a maneira que ela empurrava a bunda contra mim estava nublando meus pensamentos sensatos e deixado o meu instinto comandar.
Ela gozou de novo e me deixei levar, puxando fora, caindo ao seu lado. Nós levantamos para tomar um banho, catei todas as bagunças e esvaziei a hidromassagem. Ela lavou seu cabelo e ficou na cama penteando, cheirosa usando apenas uma calcinha no estilo cuequinha e uma camisetinha. Angela deixou o jantar pronto, desci, aqueci e montei nossos pratos.
— Estou com fome, Edward. — Bella entrou na cozinha. — E eu queria muito comer um hambúrguer.
— Amanhã, hoje você vai comer direito.
Bella fez um beicinho.
— É o que o bebê quer. — Murmurou e comecei a rir.
— Você vai usar o bebê para conseguir o que quiser? — Servi um copo de suco.
— Claro que sim! — Mordeu seu pãozinho e arrastou no molho da carne. — Sinto que posso conseguir qualquer coisa com o cartão do bebê. — Piscou e beijei sua bochecha.
Nós jantamos, compartilhamos a limpeza, eu lavei, ela secou e guardamos o que sobrou em potes. Voltamos para o quarto, para descansar. No dia seguinte, ela não iria trabalhar porque seu pai iria chegar logo cedo. Por causa disso, me obrigou a embrulhar milhares de presentes para as meninas, para nossas cunhadas e meus irmãos. Para os meus pais, ela tinha até embrulhos diferentes e laços.
— Caramba, meus dedos estão colados. — Ela passou a última fita. — Ficaram lindos. Depois que buscar o papai no aeroporto, vou buscar os presentes na casa da Alice e os presentes da Rose. Esme vai trazer a noite com seu pai, eles querem dar boas vindas ao meu pai. Hum, esqueci de avisar a Angela, mas acho que posso fazer o jantar.
Autoritária do jeito que era, me mandou – literalmente – recolher todos os pedaços de fitas e papéis que sobrou. Levei as caixas para debaixo da árvore, ela arrumou de uns mil jeitos, separando as luzes e até me sentei no segundo degrau da escada, esperando a senhora perfeição terminar de ajeitar tudo. Quando terminamos, já era quase meia noite.
— Acho que terminei, baby. O que acha? — Analisou e apenas concordei. — Está faltando alguma coisa?
— Cadê a sua lista? — Provoquei.
— Burro. — Murmurou com um sorrisinho, deu meia volta e foi para cozinha.
Por instinto, andei atrás dela. Abriu a geladeira, pegou o pote de geleia, enfiou uma colher dentro e encheu, colocando na boca. Ela foi para dispensa e acompanhei seu rebolar, olhando para a sua bunda o tempo inteiro. Sabia que ela sairia de lá por não encontrar algo que seus hormônios queriam.
Dito e feito, voltou chateada.
— Não tem massa de cookies. — Reclamou e pegou mais geleia, colocando na boca. — Quando foi que acabou?
— Quando você comeu todos os pacotes que compramos no começo do mês.
— Poxa, queria tanto.
Suspirei e esfreguei meu rosto, procurando na internet uma receita e olhando na dispensa se tínhamos todos os ingredientes necessários. Ela deu um salto de alegria quando encontramos tudo e seguindo um tutorial em vídeo, nós dois aprendemos a fazer cookies do modo tradicional. Não tínhamos chocolate em gotas, mas tinha em barra e eu quebrei em vários pedaços para misturar na massa.
— Hum, parece bom. — Bella estava pendurada no meu braço. — Vai demorar muito para assar? — Ela tentou pegar um pedaço cru e afastei a sua mão. — Está tão cheiroso que comeria assim mesmo.
— Você não vai comer cru.
— Tudo bem, vou esperar. Me coloca aqui em cima. — Bateu no balcão e segurei sua cintura, colocando-a sentada ali. Afastei suas pernas e beijei sua barriga.
— Quase uma da manhã, meu bebê. Amanhã seu pai precisa trabalhar e sua mãe está me escravizando na cozinha.
Bella riu e acariciou o meu cabelo, puxando um pouco. Continuei distribuindo beijos por toda sua barriga, subindo um pouco e beijei cada seio. Nós ficamos abraçados e ela parecia melhor, sem pensar em tudo que a deixou em crise de choro o dia inteiro. Assim que os biscoitos ficaram prontos, ela ficou agourando, sentada, olhando sem parar para o tabuleiro até que autorizei comer.
Devorando dois imensos em tempo recorde, lhe dei um copo de iogurte.
— Melhor lanchinho da madrugada, obrigada. — Me deu um beijo e foi dormir toda feliz. Fiquei com a bagunça da cozinha, lavando e limpando tudo. Quando terminei, era quase três da manhã e me joguei na cama, exausto. Tudo isso e o bebê não tinha nascido. Quando nascesse, sabia que nunca mais iria dormir.
Ainda estava no melhor do sono quando ela me acordou porque estava na hora de ir trabalhar.
Me arrumei sob o seu olhar atento. Ela estava mordendo o lábio e me seguindo. Era muito estranho me arrumar para o trabalho sem que ela estivesse cruzando comigo, andando e correndo para se vestir porque ficava enchendo o saco dela sobre me atrasar. Tomamos café da manhã juntos e me despedi com um beijo.
— Prometo chegar em casa a tempo do jantar, está bem? Eu te amo... Se cuida.
— É tão estranho não ir trabalhar com você. — Seus olhos se encheram de lágrimas.
— Vamos fazer um treinamento para a sua licença maternidade. Aproveite o dia com seu pai e vá com calma com a Alice. Não brigue com ela por não ligar ontem sobre o hospital. — Segurei seu rosto e beijei seus lábios repetidas vezes. — Me ligue, se precisar de mim, volto para casa na hora.
— Eu te amo.
Bella voltou para dentro de casa e me encontrei com Tyler, ele iria sair comigo e Liam ficaria com ela, para levá-la nos lugares necessários e buscar o seu pai.
— Não preciso dizer que você precisa mantê-la segura, certo? — Falei com Liam.
— Relaxa, chefe. A branquela vai ficar bem. — Liam sorriu.
Entrei no lado do motorista porque eu estava agitado demais para ser conduzido. Tyler sabia que passaríamos em alguns lugares antes de irmos para empresa. Enquanto dirigia em alta velocidade pela estrada, fiz algumas ligações no viva-voz, colocando todos os meus contatos para buscar um hacker que fizesse um vírus parecido como o que estava operando no meu sistema e me roubando.
As contas estavam bloqueadas desde o momento que soube, então, não havia mais saída de dinheiro. Tudo que precisava fazer agora era colocar Jacob Black na cadeia, mas não depois de afundar o seu rosto na porrada. Parei o carro em um ponto específico, tirando um pacote de dinheiro debaixo do meu banco e esperei o motoboy parar ao meu lado, abaixei o vidro.
— Diga ao seu chefe, que se ele me der um nome e uma confirmação no final dia, vai ter quatro vezes o que tem aí dentro. — Entreguei e voltei a fechar meu vidro.
Voltei para a cidade, chegando na empresa e passei direto para minha sala. Meus irmãos estavam cientes que eu faria absolutamente qualquer coisa para Bella não sofrer consequências do que ela não fez. Principalmente por causa de um homem que não conhecia o seu lugar. Eu deveria ter seguido o meu instinto e enfiado a porrada nele e o colocado para fora da minha empresa no chute.
Fui uma das pessoas que criou o sistema da empresa. Não era bom com vírus de modo geral, mas eu sabia como desligar cada parte e mudar seus códigos-fonte. Bella saberia mexer nele com os pés nas costas e de olhos fechados, mas eu não queria que ninguém a acusasse de estar se favorecendo. Encerrei as operações do sistema sem falar com ninguém e fiz um backup, enviando para a nuvem da empresa e reiniciei todos os protocolos de segurança, transformando em outras contas.
Conforme mexia, ouvia o caos do lado de fora.
Emmett abriu a minha porta, rindo. Jasper veio atrás dele, secando o suor, como sempre o nervosinho. Coloquei os logins em modo offline. Enquanto provocava meus funcionários com possíveis acontecimentos, observei a reação do Jacob. Ele já deveria saber que nós sabíamos de algo e eu fiz o meu primo dizer para ele, como se fosse em modo confidencial que estávamos desconfiando de uma mulher e a ausência da Bella ajudaria na arrogância dele em achar que estava livre.
Passei o dia me fingindo de sonso. Meu contato, Jenks, já tinha uma resposta. Tyler foi pessoalmente até o hacker que poderia ter criado o vírus. E eu também recebi que uma jornalista já tinha em mãos um dossiê completo sobre o que estava acontecendo, analisando para fazer uma denúncia. Quando li o nome, eu saí pessoalmente da empresa para o prédio a alguns quarteirões na rua, onde ficava o jornal mais famoso da cidade.
Causei um alvoroço com os seguranças e quando cheguei ao andar que ela trabalhava, já sabia que estava sendo aguardado. Tanya me esperou em pé, de braços cruzados e munida de um sorriso presunçoso.
— Se você pensa que vim implorar, está fodidamente enganada. Eu vim te lembrar algumas coisas. — Passei por ela e entrei na sua sala.
— Relaxa, Edward. Eu tentei o telefone da sua noiva, deixei apenas um recado na secretária eletrônica. — Tanya deu a volta por mim. — Isso é tudo que recebi e a fonte é desconhecida. Deixaram na portaria sem um remetente e a segurança não encontrou uma boa imagem da pessoa, mas você pode ter acesso.
Arqueei minha sobrancelha.
— Eu confesso que quando pensei que era uma denuncia contra você, me interessou muito. Depois eu vi que era uma denuncia contra a sua noiva e toda história parece uma fanfic. Se fosse uma fanfic sobre você, pode apostar que já estaria no jornal, mas é sobre uma mulher e eu não tenho interesse em destruir a carreira de uma mulher sem provas concretas. — Ela empurrou uma pasta na minha direção. — Tudo aí e não tirei cópias. A sociedade já é machista o suficiente.
Peguei a pasta e a encarei.
— Qual é, Edward. Eu sei quem você é e do que é capaz, eu tenho problemas sobre tudo que senti e sofri esperando que você correspondesse os meus sentimentos. Ainda tenho muita vontade de gritar na sua cara e fazer alguma merda com seu carro, mas sua noiva não estava na nossa história. Ela não interferiu em nada e chegou depois... E pelo que pesquisei, ela é uma mulher ímpar que tem um projeto que vai ajudar outras mulheres. Não serei eu a pessoa que irá impedir.
— Obrigado, Tanya. Eu lamento muito por tudo que te fiz passar e agradeço imensamente a consideração com a minha noiva. O que posso fazer em troca?
— Voltar a me dar exclusivas? Eu realmente preciso delas.
— Combinado. — Apertei sua mão.
— Obrigada e boa sorte.
Sai da sua sala completamente confuso, mas eu não era idiota e imediatamente liguei para Carmen. Se Tanya ficaria com as nossas exclusivas, ela seria arrolada em um contrato. Com o dossiê em mãos, voltei para o meu trabalho e junto com os meus irmãos, espalhei tudo na minha mesa. Como Tanya disse, era uma história fantasiosa.
— Isso é muito ridículo. — Jasper bufou.
Tyler apareceu na minha sala com um sorrisinho.
— Tenho uma confissão boa o suficiente para ser indiciado.
Atravessei minha sala e o salão em passadas largas. Abri a porta da sala dele tão rápido que ela bateu na parede e a maçaneta quebrou. Deu tempo de registrar o Jacob guardando suas coisas pessoais – o merdinha sabia que foi pego e estava pronto para fugir sorrateiramente. Não falei nada, apenas avancei e arremessei meu punho na sua cara, derrubando mesa, computador e alguém estava tentando me segurar, mas eu não parei. Emmett me segurou e eu nem tinha batido o suficiente.
— Fique bem longe da minha mulher, seu bastardo.
Jacob cuspiu sangue e desmaiou.
