Capítulo Vinte e Seis
To Be A Godfather
(Ser Um Padrinho)
— Obrigado por vir, Amos — falou Dumbledore educadamente, mas seu cheiro era perturbado. A elfo de Crouch soltou um som baixinho e triste do lado de Diggory; ela usava uma coleira prateada e estranha que Diggory trouxera de seu Departamento, e a outra ponta da corrente estava na mão firme dele.
— Problema nenhum... Francamente, é bom sair do escritório! E não se preocupe, diretor, Aurores — falou Diggory. Quase como uma reconsideração, ele adicionou: — Senhor Potter. — A expressão de Harry tremeu, mas Sirius duvidava que mais alguém houvesse percebido. — Ela será sua para questionar assim que terminarmos a papelada do nosso lado... — Ele olhou para Winky e balançou a cabeça em descrença.
Sirius encontrou os olhos de Robards e inclinou a cabeça na direção de Diggory. Não era que Sirius tivesse algo contra ele — porque não tinha —, mas Diggory não era um Auror, e Sirius não ia permitir que a melhor pista que tinham sobre Crouch e Peter saísse das suas vistas... mas, como ainda tinha coisas a cuidar em Hogwarts, as vistas de Robards eram melhores do que nada.
— Na verdade, Amos — falou Robards suavemente, levantando-se —, eu vou junto se não se importar.
— Nós damos conta de um elfo, Robards — falou Diggory, parecendo divertido. Winky gemeu, as mãos puxando inutilmente a coleira. Diggory puxou (sem ser duro, mas também sem ser gentil) a corrente. Robards juntou as mãos em frente ao corpo e esperou, ansioso. Diggory pareceu perceber que Robards não ia aceitar um 'não' como resposta e assentiu. Sirius duvidava que ele já tivesse lidado com Aurores antes. — Bom, está bem. É melhor irmos. Eu levo a elfo e aí você pode... bem... sim. — Diggory pigarreou. — Venha, elfo. — Ele a puxou na direção da lareira.
— Eu tenho uma sessão com os Recrutas às onze hoje à noite — falou Robards enquanto Diggory e Winky sumiam. — Isso te dá algumas horas para comer e dormir, e depois você pode assumir a vigilância da elfo. — Sirius assentiu, grato, e Robards sumiu nas chamas esmeraldas.
— Vai se juntar a nós para o jantar, Sirius? — perguntou Dumbledore. — Ainda temos mais uma hora para comer.
— Não — suspirou Sirius, apertando a ponte do nariz. Harry não falou, mas seu cheiro vacilou e Sirius não tinha certeza de como interpretá-lo. Mas Harry olhava para a lareira e não para ele, então ler sua expressão também não era uma opção. — Eu preciso conversar com o Snape e, depois, vou pra casa.
— Com Severus? — perguntou Dumbledore, erguendo as sobrancelhas. — É sobre Winky...? — Sirius balançou a cabeça. Dumbledore o estudou por um momento, e Sirius achou que ele fosse dizer algo, mas não foi o que fez. Ele se virou para Harry. — Acredito que você irá jantar, Harry?
— Sim, senhor — respondeu Harry. Era a primeira vez que ele falava desde que Sirius chegara; Dumbledore tinha lidado com a maior parte das coisas.
— Excelente! — Dumbledore se levantou. — Talvez me acompanhe no caminho, então?
— Er, sim — falou Harry e olhou rapidamente para Sirius.
— Excelente — repetiu Dumbledore. Ele sorria, mas seus olhos eram astutos quando olhou de Sirius para Harry. — Se me der um momento, preciso discutir uma nova senha com minha gárgula lá embaixo... Eu te chamo quando estiver pronto para ir.
Ele saiu, deixando Harry e Sirius sozinhos no escritório. Sirius não sabia o que dizer; não ia se desculpar com Harry — sim, estivera chateado em Hogsmeade, mas achava que tinha sido justificado — e não queria brigar com ele de novo, mas havia uma tensão desagradável entre ele e Harry, e Sirius não queria deixar as coisas assim.
— Obrigado por vir — falou Harry, sendo o primeiro a quebrar o silêncio.
— É claro que eu ia vir — respondeu Sirius, acenando uma mão. — É a melhor pista que temos há tempos. — Harry assentiu, mas sua expressão não relaxou. Os dois olharam para a porta, mas Dumbledore não chamara.
— Padfoot — falou Harry, hesitante, e, pelo seu tom, Sirius sabia exatamente para onde a conversa ia. — Eu... Você ainda está...
— Bravo? — perguntou. Harry assentiu, e Sirius suspirou. — Sim. Não é o que você quer ouvir, mas não há motivo para fingir o contrário. — Harry não respondeu e seu cheiro era triste. — Você não está encrencado — falou. — Eu não quero admitir, mas você apresentou argumentos muito — brincou com a palavra "bons" e mudou de ideia — justos em Hogsmeade hoje, quando nós... er... discutimos — Harry ergueu as sobrancelhas — sobre as coisas, mas eu acho que eu fiz a mesma coisa. Eu só... não acho que essa conversa terminou. — Harry suspirou de um jeito muito cansado, e Sirius franziu o cenho até que ele se incomodasse.
— Eu acho que nenhum de nós vai mudar de ideia na próxima vez que conversamos — murmurou Harry. — Eu... hoje foi uma armadilha e eu caí nela. E eu... bem, tive mais sorte do que qualquer outra coisa, mas não vou me desculpar por ter ido atrás dele. E... — Harry mordeu o lábio. — Se nós tivéssemos o capturado hoje, acho que você não estaria tão bravo.
As palavras estavam na ponta da língua de Sirius para lhe dizer que é claro que estaria, mas não podia. Harry interpretou — corretamente — seu silêncio como uma concordância.
— Nunca é simples, né? — falou Sirius por fim. Isso lhe rendeu um meio sorriso cansado. — Como eu disse, ainda há muito a conversamos. Mas não agora. — Eles conversariam quando não fosse tão recente, quando Sirius tivesse tempo de descobrir quanto de sua frustração com Harry era realmente com ele, consigo mesmo e com a situação.
— Eu sinto muito por ter te assustado — falou Harry, olhando-o pela primeira vez. Sirius ergueu os braços e Harry se permitiu ser puxado para um abraço apertado.
— Eu sei. E eu... só porque eu estou um pouco irritado com você não significa que não estou orgulhoso — falou com a voz rouca. — Todo mundo ficou impressionado com o que você fez na casa de chá... — Curiosamente, Harry corou ao ouvir isso, ainda que fossem apenas os dois. Sirius imaginou no que ele estava pensando, mas não perguntou. — E agora há pouco, a forma como você lidou com Winky...
— Nunca é simples, né? — murmurou Harry.
— Não — concordou Sirius, o tom seco. Apertou os ombros de Harry, sentindo-se mais tranquilo desde que chegara em Hogsmeade, e o cheiro de Harry indicava o mesmo.
E então — e, de verdade, Sirius não conseguiu ficar surpreso, porque o homem sempre tivera uma noção de tempo impecável — Dumbledore chamou Harry.
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Lavender, Parvati e Padma — que era a visitante da noite — estavam esparramas na cama de Lavender desde que voltaram do jantar, conversando sobre a lição de Adivinhação. Hermione estava encolhida em sua cama, tentando fazer sua lição de casa — com sua carga horária, ela realmente precisava se manter atualizada —, mas até agora não conseguira nada além de um parágrafo mal escrito de História da Magia. Em vez de fazer o dever de casa, estivera chorando vez ou outra, repassando a discussão com Harry em sua cabeça várias vezes e, em vez de se acalmar ao pensar mais no assunto, ela ficara cada vez mais brava pelo que ele havia dito e com os outros dois por não terem se manifestado.
Alguém bateu na porta do dormitório, e Lavender se levantou para abri-la, mas só um pouco.
— Ah, oi, Ginny — falou ela. Hermione franziu o cenho; ela e Ginny eram amigáveis, mas suspeitava que Ginny tinha ido ali a pedido de um dos meninos em vez de ter ido por iniciativa própria. Lavender olhou na sua direção e voltou a olhar pela porta. — Do que precisa?
— Queria falar com a Hermione — respondeu Ginny. Lavender voltou a olhar para Hermione. Ginny nunca teria concordado sem saber o motivo... mas ela estava do lado de quem? Mordeu o lábio, incerta se queria descobrir. Algo bateu, impaciente, no patamar. O pé de Ginny, talvez. — Eu sei que ela está aqui.
— Está bem — disse Hermione. Sua voz saiu mais como um grasnado, mas Lavender deu um passo para o lado, permitindo que Ginny entrasse carregando um pacote branco. Hermione respirou fundo, pronta para discutir com Ginny se fosse preciso; Ginny e Harry era muito mais próximos do que ela e Ginny, e tinha certeza de que ela ficaria do lado dele. Mas antes que pudesse falar qualquer coisa, Ginny a surpreendeu ao jogar o pacote nela. Hermione tentou pegá-lo, mas não conseguiu. Ele pousou em sua cama.
— Ron disse que você não foi jantar.
— Não estava com fome — falou Hermione, mas seu estômago escolheu roncar naquele momento, traindo-a. De verdade, não tinha descido por não querer ver Harry e por não querer se sentar sozinha.
— Certo — falou Ginny, erguendo uma sobrancelha. — Bem, Ron achou que estaria com fome, então ele me pediu para te trazer isso. — Hermione abriu o pacote (que parecia ser feito de guardanapos) e encontrou dois sanduíches de porco assado, molho e vegetais assados. Dentro do mesmo pacote, mas embrulhados em um guardanapo diferente para não se misturarem com o molho, estavam dois bolos de carne.
— Então ele não está bravo comigo? — perguntou com a voz pastosa.
— Eu não sei sobre o Harry — falou Ginny, cautelosa. — Ele também não foi jantar. Mas Ron e Draco não estão.
— Por que Harry não foi jantar? — perguntou Hermione antes que conseguisse se impedir.
— Não tenho certeza — respondeu Ginny, franzindo o cenho. Olhou para a cama de Lavender, onde as três garotas conversavam e não lhes davam atenção. Mas quando ela falou, abaixou a voz. — Ron disse algo sobre uma elfo doméstico e não ter treino de Quadribol, e Dumbledore também não estava no jantar... Draco acha que eles se encontraram para falar sobre o que aconteceu em Hogsmeade.
— Certo — falou, beliscando um dos sanduíches que Ron lhe mandara. Perguntou-se, desconfortável, se Harry tinha ido pedir que o diretor a convencesse a deixar que ele usasse o Vira-Tempo. — Acho que faz sentido.
— Então é por isso que está aqui em cima? — Ginny se sentou, hesitante, na ponta da cama de Hermione e esperou, talvez achando que fosse ser repreendida. Hermione não falou nada, e Ginny pareceu relaxar um pouco. — Se escondendo por que acha que eles estão bravos?
Envergonhada, Hermione sentiu as lágrimas aparecerem.
— Harry disse que é como se eu estivesse ajudando o Wormtail — contou, a voz trêmula. — Disse que será m-minha culpa se alguém se machucar ou... ou... — Secou as bochechas com a manga do suéter.
— Ron mencionou algo do tipo — admitiu Ginny, franzindo o cenho. — Sabe que é mentira, né?
— Eu sei — falou pesadamente. — Mas ele ainda disse isso, e os outros dois não fizeram nada para ajudar, só ficaram lá! — E, com isso, sua raiva tinha voltado. — Eles não se desculparam nem me procuraram pra falar sobre o assunto, mas é claro que eles sabem as coisas sobre elfos domésticos e treinos de Quadribol, eles estavam felizes o bastante para falar com o Harry! — Voltou a secar o rosto, fungando.
— Bem — disse Ginny, hesitante —, é meio difícil eles conseguirem falar com você quando ficou escondida aqui a tarde toda. — Hermione a olhou com mau humor, mas em vez de se desculpar, Ginny lutou contra um sorriso. — Mas acho que era pro jantar ser uma oferta de paz.
— Seria mesmo, vindo de Ron — suspirou, mas era gentil da parte dele e ela estaria disposta a perdoá-lo depois que ele se desculpasse. — Draco falou alguma coisa? — Ginny sorriu, enrolando uma mexa de cabelo no dedo.
— Ele que mandou os bolos de carne.
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— O quê? — perguntou Severus duramente. Queria uma noite calma e tranquila, com uma taça de vinho élfico, enquanto corrigia os últimos trabalhos dos alunos dos NOMs, mas não ia acontecer. Pegou sua perna, que tinha tirado quando voltara do jantar.
— É o Sirius — falou o visitante, lá da porta do escritório. — Tem um momento?
— Não para você — resmungou Severus, mas acenou a varinha para a porta mesmo assim. Ela se abriu e ele observou Black atravessar seu escritório e passar pela porta escondida pelas prateleiras, entrando em seus aposentos.
— 'Noite — falou Black. Ele fechou a prateleira e se acomodou no sofá.
— Seja rápido — falou Severus, voltando sua atenção para a redação mal pesquisa, mal escrita e de alguma forma tecnicamente correta de George Weasley sobre ingredientes alternativos para a Poção Calmante.
— Eu vi Harry em Hogsmeade hoje — falou Black.
— E Pettigrew, ou foi o que ouvi — falou Severus sem erguer os olhos.
— Se você vai ser um idiota, eu nem vou me dar ao trabalho — falou Black, mas não fez menção de se levantar. — E acho que você vai querer ouvir.
— Então desembucha — respondeu Severus. Escreveu um "E" doloroso na redação de Weasley e pegou a próxima, a da garota Johnson, uma análise do estudo de caso sobre vício em Poção Calmante.
— Harry me pediu alguns livros que temos na biblioteca de casa — continuou Black. — Livros sobre Oclumência. — Severus manteve uma expressão impassível no rosto. — Parece que Draco está interessado em aprender para acabar com suas dores de cabeça, mas não está achando nada na biblioteca da escola. — Severus não sabia como Draco conhecia Oclumência, mas de repente ficou bastante feliz por ter tirado todos os livros da biblioteca. Só não sabia aonde Black queria chegar com essa conversa.
— Não é de surpreender — falou sem erguer os olhos. — Oclumência e Legilimência são notavelmente difíceis e podem ter impactos negativos no desenvolvimento da mente de uma criança se forem praticadas incorretamente. — Fez uma anotação da redação de Johnson. — Atrevo-me a dizer que livros sobre esses assuntos estariam na Seção Restrita.
— Acha mesmo que eles não procuraram lá? — Black parecia divertido.
— Duvido que tenham permissão — respondeu Severus brevemente. — E esse é o motivo de Potter ter te procurado.
— Está bem — falou Black, dando de ombros. — Se é só disso que se trata...
— E do que mais seria?
— Bem — respondeu Black, pensativo —, Harry acha que não é possessão, e ele saberia, e se fosse alguma doença misteriosa, você estaria mais preocupado, então obviamente é Legilimência. Draco parece achar que Lucius Malfoy está por trás...
— Isso é ridículo — falou Severus.
— Mas — continuou Black, ignorando-o — qualquer um que sabe alguma coisa sobre o assunto sabe que você precisar estar perto ou manter contato visual, então isso descarta Lucius Malfoy. Draco não é idiota, ele vai perceber isso assim que pegar um livro sobre o assunto, e aí ele vai começar a pensar em quem mais pode ser responsável...
— Está sugerindo que sou eu? — perguntou, tentando soar o mais insultado possível.
— Não — falou Black, sarcástico. — Nunca.
Severus apertou a ponte do nariz, deixando a redação de Johnson e sua pena de lado.
— Essas conclusões são suas ou de Potter? — perguntou.
— Minhas — respondeu Black, arrogante, recostando-se no sofá. — Mas Harry não vai demorar a entender, isso se já não entendeu depois da nossa conversa hoje. Ele é bom nesse tipo de coisa e ele já sabe que você conhece Legilimência, então...
O coração de Severus se afundou e uma sensação horrível se acomodou em seu estômago. Ele ainda não tinha ideia de como ou do que falar a Draco. A verdade não era uma boa opção nessa altura, mas, como Black parecia dizer, Severus estava ficando sem tempo e se não falasse nada, como fizera até agora, e Draco descobrisse que Severus era o responsável, certamente Draco ficaria contra ele.
— E por que você está aqui, Black?
— Eu queria saber o porquê — falou ele.
— Isso não é da sua conta — falou, torcendo os lábios.
— Estou curioso — falou Black, mas seu tom era duro. — É você quem Draco procura para pedir conselhos, ajuda ou conforto... Você. Não os pais, não o irmão, nem um tio ou tia. — Severus protestou, mas não foi com muita vontade, porque Black estava certo. — Você é a maior figura paterna que aquele garoto tem em sua vida, você é o adulto em que ele mais confia, e você está causando dores de cabeça e fuçando na mente dele enquanto o deixa culpar o pai! O que tem lá que ele não te contaria se você perguntasse?
— Você não sabe o que está perguntando — ralhou Severus.
— Então me explique — retorquiu Black, o tom frio.
— A você? — zombou Severus, de repente furioso. Estava furioso com Narcissa e Dumbledore por terem o colocado nessa bagunça com Draco, consigo mesmo por ter concordado e ter se afeiçoado tanto a Draco que mantê-lo feliz e próximo era mais importante do que lhe contar a verdade e arriscar afastá-lo e, por fim, com Black por colocar o nariz nos seus assuntos, como sempre, no pior momento. — Está delirando achando que somos amigos? — Algo ficou tenso na expressão de Black. — Que porque nossos afilhados têm a mesma idade, nós temos algum tipo de ligação e que eu deveria confiar em você? — Black abriu a boca, mas Severus não tinha terminado. — Você não tem direito nenhum de exigir respostas, nem de questionar minhas escolhas, nem de tentar forçar seu envolvimento em assuntos que não são da sua conta.
Black abriu a boca, fechou e se levantou, a expressão ameaçadora. Mas ele não falou, como Severus esperara, apenas marchou até a porta-prateleira e abriu, desaparecendo por ela. Um momento depois, a porta do escritório de Severus foi aberta e batida.
A sensação de triunfo durou menos de um segundo. No segundo seguinte, 'nauseado' era a melhor para descrever como se sentia, porque Black, apesar de toda sua curiosidade, estivera tentando lhe avisar que tinha pouco tempo e, em vez de se justificar... Não que isso fosse uma boa opção, porque Black não podia saber de jeito nenhum do que Severus e Narcissa tinham começado tantos anos antes, e no que Severus — agora sozinho — moldava Draco.
Mas Black não aceitaria bem ter seus esforços recusados assim, e Severus podia imaginar o que ele faria a seguir.
— Black! — gritou sem muita esperança e pegou sua perna. Chamou por Black mais uma vez ao sair dos seus aposentos e do escritório, indo para o corredor das masmorras, mas não teve respostas; Black já tinha ido, para casa ou para o Salão Comunal da Grifinória dependendo do que tinha decidido fazer, mas se fosse a última alternativa, Severus não tinha como chegar lá antes dele.
Xingando, Severus voltou para seus aposentos e se trancou lá, jurando terminar de corrigir as redações e ir dormir cedo, para lidar com o que quer que acontecesse pela manhã. Sua mão tremeu ao pegar a pena.
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Draco,
Harry me contou hoje mais cedo que você estava procurando por livros sobre Oclumência e não conseguia encontrá-los. Estou te mandando três, espero que eles te ajudem, mas eu tenho outros que posso te mandar quando você terminar esses três, é só me avisar quando precisar deles.
Se precisar de ajuda para entender o que está lendo, pode me mandar uma coruja ou me chamar pelo espelho de Harry. Caso contrário, Snape é bastante habilidoso com Oclumência e Legilimência, então pode tentar perguntar pra ele.
Boa sorte.
Sirius.
Continua.
N/T: Obrigada a todos que comentaram!
