# Esse capítulo é um dos meu preferidos, tem um pouco de tudo….
Capítulo Vinte e Cinco
"Padfoot! Padfoot, querido, onde você está?"
Hermione correu de um lado para outro pelos caminhos dos jardins, abaixando-se para espiar debaixo de cada banco e arbusto, parando em cada esquina para enxugar a chuva de seus olhos. Eles já tinham procurado pelo castelo inteiro. O cachorro tinha que estar em algum lugar do lado de fora. As poças de lama prendiam seus sapatos de salto, diminuindo sua velocidade. Hermione acabou se cansando dos sapatos e os tirou. Suas meias já estavam completamente molhadas.
Com os sapatos em uma mão e as saias recolhidas em outra, ela começou a correr pela fileira de sebes e pérgulas. Quanto mais longe ia sem encontrar o buldogue, mais ansiosa Hermione ficava. A constituição dos cães lhes permitia aguentar um pouco de frio e chuva. Mas um cachorro tão velho, já com a saúde debilitada?
Pobre Padfoot. Pobre Harry. Ele ficaria arrasado se alguma coisa acontecesse com aquele cão. Tinha tomado conta daquele animal com tanta dedicação, por tantos anos. Aquelas dietas meticulosas, o cuidado especial com veterinários... Não seria apenas uma questão de esforço sendo jogado fora, ou da frustração de decepcionar o irmão. Harry amava aquele cachorro velho e feio.
Hermione sabia que sim . E Hermione amava Harry.
Começou a correr mais. Um galho espinhoso agarrou a manga bufante do vestido, e ela se livrou com um puxão, rasgando o tecido.
"Padfoot! Padfoot, cadê você?"
Ela tropeçou em uma pedra do caminho, torcendo o tornozelo e quase caindo de cara na lama. Ainda assim , caiu de quatro, sobre as mãos e os joelhos.
"Droga."
Hermione se levantou, limpou as mãos na seda marfim arruinada e continuou, controlando seu pânico. Concentre-se, Hermione. Medo não iria ajudá-la. Ela começou a elaborar uma lista mental de providências. Assim que encontrassem Padfoot, mandaria um dos cocheiros buscar o veterinário. A governanta deveria providenciar água quente e toalhas aquecidas, e a cozinheira, preparar carne picada com ovos crus. Os cachorros tomavam caldo de carne? Afinal, era bom para pessoas resfriadas. Eles tinham que encontrar o cachorro. Eles iriam encontrar aquele cachorro.
Quando passou debaixo de uma pérgula, ela parou. Uma coisa branca chamou sua atenção. Ali. No lado mais distante do jardim , junto ao chão. Embaixo do canteiro de rosas cor de damasco. Será que...?
Deixando as saias caírem na lama, ela afastou de sua testa o cabelo encharcado pela chuva e forçou a vista em meio à chuva. Sua respiração ofegante dificultava a concentração. Ela se esforçou para manter a calma e o foco.
"Ah, não."
Lá estava Padfoot, amontoado embaixo da roseira, deitado de lado. Imóvel. Por favor. Por favor, Deus. Não deixe que esteja morto. Seu temor cresceu como uma nuvem de chuva enquanto ela corria na direção do buldogue.
Padfoot estava do outro lado das roseiras, de modo que ela teve que correr toda a extensão do canteiro e rodeá-lo pela outra trilha para chegar ao cão.
"Padfoot, querido. Aguente aí, estou indo."
Hermione dobrou a esquina e parou de repente... Harry. O casaco verde-escuro dele se misturava aos arbustos, e ela não tinha conseguido vê-lo quando estava debaixo da pérgula. Mas ali estava ele, agachado junto ao buldogue imóvel, com uma de suas mãos grandes e nodosas sobre o flanco do cachorro. Harry não levantou a cabeça, mas Hermione sentiu que ele sabia que ela estava ali. Ela engoliu o caroço que sentia na garganta. Enquanto se aproximava, toda a urgência sumiu de seus passos.
"Ele está...?"
Hermione nem mesmo conseguiu fazer a pergunta. Ele negou com a cabeça. Hermione sentiu uma onda de alívio ao cobrir a distância que restava até Harry.
"Oh, graças a Deus!"
Quando chegou lá, conseguiu ver a lateral do animal subindo e descendo com a respiração. Graças a Deus. Mas embora o cachorro estivesse vivo, todo vigor parecia ter abandonado Harry. Ele estava tão quieto.
"É melhor não deixar o pobrezinho deitado aí", Hermione disse, tentando parecer animada. "O chão está tão molhado e frio. Vamos agasalhá-lo e carregá-lo para dentro. Não se preocupe, nós vamos dar um jeito. Vou mandar buscar o veterinário na vila. Aquele de Londres, se você preferir. A cozinheira comprou um filé excelente no açougue. Era para o nosso jantar, mas será perfeito para Padfoot. Nós podemos picar a carne e..."
Harry sacudiu a cabeça.
"Não adianta, Hermione."
"Claro que adianta."
"Ele ainda não se foi, mas está indo."
Ele mal tinha acabado de falar e o cachorro soltou um chiado fraco.
"Não!", Hermione protestou. "Não, ele não pode morrer."
"Não vai demorar muito, agora. É assim que os cachorros fazem ." A voz dele saiu baixa e sem emoção enquanto ele acariciava a orelha do cachorro. "Eles são assim. Sabem quando sua hora chegou. Então afastam -se e encontram um lugar tranquilo para..."
A voz dele falhou e o coração de Hermione falhou junto. Ela levou a mão à boca
para segurar sua emoção, para não causar mais aflição ao animal nem ao homem . Apesar disso, sua voz tremeu quando esticou a mão para acariciar a pata de Padfoot. "Nós estamos aqui, querido. Estamos aqui, pelo tempo que você precisar."
"É melhor você entrar", Harry disse. "Eu vou ficar com ele."
"Não vou deixar nenhum dos dois."
Hermione esfregou as duas mãos, para aquecê-las, e tocou com delicadeza na pata
de Padfoot.
"Você é um bom garoto. E nos deixou muito orgulhosos."
Harry levantou para tirar o casaco, e quando se abaixou de novo, fez menção de colocá-lo em volta dos ombros de Hermione. Um gesto atencioso, mas ela o deteve sacudindo a cabeça.
Ela pegou o casaco das mãos dele e o colocou sobre o cachorro.
"Ele precisa mais do que eu."
Aos poucos, os outros foram chegando.
"Oh, céus." Lavender e Seamus vieram pela trilha. "Ele está..."
"Logo, logo", Hermione disse.
"Ah, não. Ah, não." Ron disse ao se juntar a eles, pela primeira vez sem se preocupar em esconder seu sotaque plebeu. "Agora não. Como ele pode fazer isso conosco? Com certeza deve ter algo que possamos fazer."
Luna foi a próxima a chegar.
"Ele tem 14 anos", ela explicou, agachando-se ao lado de Harry. "A expectativa de vida de um buldogue não é maior que 12 anos. Se compararmos com a idade humana, ele teria algo perto de cem anos de idade. Então não há motivo para surpresa. Nem para luto. Ele teve uma vida longa."
"Eu sei", Harry aquiesceu.
"Ainda assim , eu..." Luna jogou os braços ao redor dele em um abraço desajeitado. "Eu sinto muito por seu cachorro."
Oh, céus. Agora Hermione ia chorar mesmo. A respiração de Padfoot foi ficando mais ruidosa e rouca.
"Ele está indo, não está?" Lavender enterrou o rosto no peito do marido. "Não consigo olhar."
"Nós estamos aqui, querido." Hermione engoliu suas lágrimas e acariciou a cabeça enrugada do cachorro. "Estamos todos aqui com você. Fique em paz."
E então a respiração barulhenta parou. Tudo ficou em silêncio.
"Aí estão vocês." James se juntou ao grupo. "É Padfoot que está embaixo da roseira?"
Ninguém sabia o que dizer. Hermione pegou a mão de Harry.
"Eu tentei", Harry disse com a voz rouca. "Fiz o meu melhor, mas eu deveria saber..."
Se James o ouviu, não respondeu. Ele apenas ajoelhou entre Harry e Hermione, separando-os. Aproximando-se do cachorro, ele ergueu a ponta do casaco.
"Meu bom e velho Padfoot. Você sentiu minha falta, amigão?"
"Não adianta", Harry suspirou. "Ele se foi."
"Não, não. Nós fazíamos essa brincadeira o tempo todo. Ele só está se escondendo. Não está, malandro?"
Debaixo do casaco de Harry... alguma coisa se mexeu. A respiração canina cheia de chiados que tinha minguado até sumir... voltou. E começou a ficar mais forte. O cachorro levantou a cabeça, saiu debaixo do casaco e começou a lamber a mão de James. O toco de rabo ia de um lado para o outro.
"Nossa!", Ron exclamou. "Ele está vivo! O cachorro está vivo!"
"É um milagre!" Lavender tirou o rosto do peito do marido.
E talvez fosse mesmo. Padfoot parecia um filhote, abanando o rabo não existente, pulando e cheirando a mão de James.
"Esse é o meu garoto", James riu enquanto coçava o cachorro revivido atrás das orelhas. "É bom ver você de novo. Já faz alguns anos."
"Ele está feliz de ver você", Hermione disse.
"Parece mesmo que ele está feliz por eu ter voltado." Os olhos de James encararam os dela. "E você está feliz por eu ter voltado?"
"Eu..."
Oh, Deus. James sempre foi atraente, mundano, assertivo... e o que quer que ele tivesse feito durante os últimos oito anos tinha pegado aquelas qualidades e as transformado em armas. A ausência de qualquer vulnerabilidade na atitude dele foi o que convenceu Hermione de que as fraquezas dele deviam estar em algum lugar debaixo da atitude controlada. Ela sentiu isso quando ele a beijou. Ele não era mais um jovem diplomata arrogante, mas um homem que havia passado por provações e confrontado sua própria mortalidade. Um homem que talvez estivesse pronto para compartilhar as partes vulneráveis de sua existência com outra alma confiável.
"Estou", ela disse. "Estou muito contente em ver você, James. Você voltou no momento perfeito."
Ela estava feliz por James estar em casa. Ela estava feliz porque parecia que ele a queria. E estava feliz por ele a ter beijado – uma única vez, depois de tanto tempo. Porque ela então sabia, sem qualquer dúvida, que as escolhas em seu coração eram realmente dela.
"Eu tenho uns documentos que você precisa ver", Harry disse. Com uma expressão sombria, ele se levantou. "Vou correr até o quarto para pegá-los, e então nós poderemos conversar."
"Harry, espere!"
Harry chacoalhou os braços enquanto andava de volta para o castelo. Aquilo era típico de James. Não era suficiente que ele fosse o filho preferido do pai. Não era suficiente que ele tivesse voltado de algum trabalho misterioso e perigoso a serviço da Coroa, e que provavelmente receberia condecorações, títulos e louros. Não era suficiente que ele tivesse a noiva mais bonita de toda a Inglaterra, pronta para entrar na igreja com ele naquele dia mesmo. Tudo isso já seria bastante impressionante para a maioria dos homens. Mas não, James tinha que exagerar. Ele também ressuscitava cachorros. Aquilo era demais. E tão previsível.
Harry entrou no castelo pela entrada nos fundos e começou a subir as escadas em espiral. Mas alguém o seguia.
"Aonde você está indo?" A voz de Hermione ecoou pela escadaria.
"Vou pegar os papéis da dissolução. E vou conversar com James. Nós vamos acertar isso hoje."
"Com certeza isso não..."
"É tarde demais." Ele a interrompeu. "Não tente discutir. Nós dois sabemos que você pode estar carregando meu filho agora mesmo. Você disse na noite passada. Não tem volta."
"Você..." Ela correu para alcançá-lo. "Você acha que eu mudei de ideia?"
"Não culpo você." Ele voltou a subir. "Acredite em mim , isso não é novidade. Quem não preferiria James a m im? Meu pai preferia. Todos os tutores e babás o adoravam . Até o maldito cachorro o prefere."
Ele a ouviu soltar uma risada.
"Eu achei que eu não era o cachorro!"
Ele parou no alto da escada e se voltou para o corredor.
"Eu tentei avisá-la. Eu lhe disse que você se arrependeria de vir atrás de mim . Eu lhe disse que James gostava de você – mesmo que ele não demonstrasse."
"Isso não importa. Nada disso muda qualquer coisa."
Ele escancarou a porta do quarto dela.
"Onde estão suas coisas? Sua empregada já guardou tudo." Ele foi até a escrivaninha. "Imagino que ela guardaria os papéis aqui."
"Bom Deus, Harry. Você não está me ouvindo!"
Ela correu na frente dele e sentou na escrivaninha antes que ele pudesse vasculhar as gavetas.
"Hermione, saia daí."
"Não."
"Saia ou eu tiro você."
Ela o pegou pela camisa e o prendeu com o olhar.
"Você se lembra da sua luta com o Espinoza?"
O quê? A pergunta o pegou com a guarda baixa. Sim , ele se lembrava do embate com Espinoza. Lembrava-se de cada detalhe de suas lutas. Mas isso fazia três anos. O que isso poderia ter a ver com qualquer coisa?
"Eu sei que ele caiu no quarto golpe", ela disse devagar, franzindo a testa ao se concentrar. "Mas então ele se recuperou. Vocês dois duelaram por várias vezes. Não lembro direito como você acabou com ele. Não foi com um direto no rosto, no nono ataque?"
"Foi um gancho no rim . No décimo-terceiro golpe. O que tem essa luta?"
"Nada." O olhar dela se suavizou. "Eu só precisava que você se acalmasse para que nós pudéssemos conversar."
Santo Deus. Ela o conhecia tão bem . Ele amaria, sangraria, rastejaria, imploraria e morreria por ela – apenas por ela o conhecer assim . E ela pensou que ele a deixaria ir embora? Até parece que deixaria. Ele se concentrou, então.
Talvez fosse a conversa sobre a luta. Ou talvez fosse apenas ela. Hermione estava linda. Uma noiva linda em seu vestido de seda marfim . Com aquele rubor sutil subindo pelas faces. Ele apoiou as mãos na escrivaninha, uma de cada lado dela.
"Lá embaixo. Você parecia tão... Eu queria... E então ele chegou. Eu passei tantos meses desejando que meu irmão voltasse para casa. Tendo a esperança de consertar nossa relação. Mas quando ele a tocou, eu tive vontade de socá-lo no rosto."
"É compreensível que você esteja bravo com seu irmão."
"Essa é a parte mais irritante. Eu nem consigo ficar bravo com ele." Harry fechou a mão e bateu no tampo da escrivaninha. "Olhe só para ele. Não basta que seja um diplomata. Ele arriscou a vida a serviço da Coroa. É provável que seja um maldito herói. Ele pediu desculpas para mim. Ele é sempre perfeito. Sempre melhor que eu, não importa o que eu faça." Ele a encarou. "Mas ele cometeu um erro. James ficou longe tempo demais, e agora é tarde. Ele não pode ficar com você."
"Não. Ele não pode, porque eu não o quero. Harry, você sabe que eu te amo."
Ele não sabia na verdade. Ele sabia que ela ficava repetindo isso, mas era tão difícil de acreditar. Toda vez que ele tentava fazer isso entrar em sua cabeça, seu coração tentava escapar de seu peito. Aquilo não fazia sentido. Ela segurou o rosto dele com as mãos, obrigando-o a olhar para ela.
"Sim , James é uma boa pessoa. Sim , parece que ele gostava de mim mais do que eu acreditava. Sim , talvez ele seja mesmo um herói. Estou aliviada, acima de qualquer coisa, por vê-lo de volta à Inglaterra, a salvo. E fico feliz por ele ter voltado neste momento. Assim não haverá nenhuma dúvida."
"Não há nenhuma dúvida. Você vai casar comigo."
"É claro que vou, seu homem ridículo." Ela soltou o ar. "Você diz que seu irmão é perfeito? Bem , parece que eu prefiro homens com defeitos. Talvez James seja um dos heróis da Inglaterra. Mas Harry, você é o meu herói." Ela apertou a mão na camisa dele e o puxou para perto. "Está me ouvindo? Você é meu. Estou tomando posse e nunca mais vou largar."
Deus. Ele não sabia até aquele momento, mas era isso que ele quis a vida toda. Não possuir, mas ser possuído. Irrevogavelmente. Sentir a liberdade de amar e ser amado, sem o medo constante de que algumas palavras impulsivas pudessem pôr fim a tudo.
"Se você quiser continuar a lutar, eu não vou atrapalhar. Mas você vai precisar de um novo nome de guerra." Ela o encarou com um olhar firme e decidido. "Agora você é o Homem da Hermione. Se o diabo quiser você, vai ter que passar por cima de mim ."
Aquilo era demais. Demais. Ele não sabia se o seu coração iria aguentar.
"Está me ouvindo, Harry? Você é meu. Você é meu." Hermione repetiu, porque a sensação era muito boa, e porque a expressão carente e abalada dele tocava o fundo de seu coração. "Meu herói. Meu amor. Meu futuro marido, espero."
"Seu futuro marido. Com certeza." Ele a agarrou pela cintura e seus olhos ficaram intensos. "Eu sou seu, então. E você também é minha."
Ela aquiesceu.
"Fale para eu ouvir", ele sussurrou, a voz rouca. "Diga as palavras. Diga que você é minha."
"Eu sou sua, Harry. Para sempre."
Aconteceu tão rápido. Os lábios dele caíram sobre os dela, e com os braços ele a recolheu em um abraço apertado. Suas bocas se combinaram em um beijo tão impetuoso, tão carente, que nem mesmo um sussurro poderia se colocar entre eles. Hermione sentia necessidade do toque dele. Ela queria senti-lo em todo o corpo. A mão dele tomou seu seio por cima do vestido. Não foi suficiente. Hermione puxou a seda apertada, tentando baixá-la. Ela não tinha paciência para botões no momento.
"Não rasgue seu vestido." Ele deslizou a mão por baixo do tecido, envolvendo um dos seios. Quando o polegar tocou o mamilo duro, ela suspirou de prazer.
"Já está estragado." Ela arrancou uma tira de renda que tinha sido rasgada no jardim para provar o que dizia. "Não importa. Eu só quis usar isso para você."
Alguma coisa mudou nele quando Hermione disse isso. Uma impetuosidade diferente tomou conta dele. Ele beijou o pescoço dela. Depois os seios. Suas mãos estavam em todos os lugares ao mesmo tempo. Ainda assim , ela queria mais. Finalmente, lá estava a intensidade pela qual Hermione ansiava. A paciência da noite anterior deu lugar ao desejo puro e sem restrições, o que a deliciou. As mãos dele desceram e levantaram as camadas e camadas de tecido molhado acima da cintura dela. Harry afastou os joelhos dela e se colocou entre as pernas.
"Eu preciso de você." A voz dele estava intensa. Seus dedos encontraram e acariciaram as partes mais íntimas dela. "Aqui. Agora."
"Sim ."
Ele colocou a mão entre os dois, para abrir os fechos da sua calça.
Ela passou uma perna pelo quadril dele, puxando-o para perto. Hermione moveu a pelve, roçando-se contra ele de um modo que fez os dois gemerem .
"Eu..." Ele praguejou. "Não sei se consigo ser delicado."
"Então não seja delicado. Seja apenas você mesmo."
Ainda assim ele hesitou.
"Você não vai me machucar", ela mentiu.
Suas partes íntimas ainda estavam sensíveis e doloridas por conta da noite anterior, e ela não era tola de pensar que mais uma em cima da escrivaninha fosse melhorar as coisas. Mas ela queria aquilo assim mesmo.
Ele a fez deitar por completo sobre a mesa, e então passou os ombros por baixo dos joelhos dela, abrindo-a por completo. Ver o contraste entre suas pernas claras usando meias e os ombros bronzeados dele a excitou.
Ele enfiou fundo.
"Diga-me se for demais."
"Nunca vai ser demais." Ela agarrou os braços dele.
"Eu te amo." Ele foi mais fundo. "Eu te amo. Aceite isso."
Ela sentiu o coração inchar. Com cada movimento, ele empurrava a coluna dela contra o mogno inflexível. A firmeza da escrivaninha não lhe dava abrigo. Hermione estava à mercê dele, e estava adorando. Quando chegou ao clímax, ela gritou. De dor, de prazer. Ela enterrou as unhas no pescoço dele. Harry rugiu em resposta, segurando-a firme enquanto se derramava dentro dela. Depois, ele a abraçou com todo o carinho. Junto ao coração que batia forte.
"Eu fui tão idiota esta manhã", ele sussurrou. "Se você quiser que eu trabalhe com papéis, é o que eu vou fazer. Se você quiser que eu desista de lutar, eu desisto. Eu faria qualquer coisa para ficar com você, Hermione. Eu te amo. Eu queria ter meios melhores de mostrar isso. Mas tudo que eu tenho é este coração bruto e insensato. Mas ele é seu."
"Sério?" Ela encarou os olhos dele.
"Sério."
"Ótimo. Espero que seu amor por mim sobreviva a isto."
Ela abriu a gaveta superior da escrivaninha, encontrou os papéis da dissolução que Harry tinha assinado... e os jogou no fogo.
"Hermione, não!"
Ele correu para tentar salvá-los, mas era tarde demais. Os papéis se incendiaram e queimaram na lareira. Ele passou os dedos pelo cabelo.
"Por que você fez isso?!"
"Porque não vou deixar você ser o vilão, hoje. Eu também fui idiota esta manhã. E quando James chegou, percebi que isto está acontecendo rápido demais. Nós precisamos de algum tempo. Nós dois. Você precisa lutar suas batalhas. Eu preciso lutar as minhas. E nós precisamos fazer isso direito. Devemos isso ao James.
"Vocês continuam irmãos", ela continuou, "apesar de tudo. Ele precisa de alguém que o acolha em casa, e não vou ser eu. Se nós casarmos imediatamente, você nunca mais vai conseguir se entender com ele. Mas se eu der a notícia do rompimento e nós dermos tempo ao tempo... James vai superar qualquer decepção que poderia sentir. Com um pouco de sorte, logo ele escolherá outra noiva."
"Ele é um homem rico, nobre e privilegiado. James pode cuidar dele mesmo. Eu quero cuidar de você."
Ela tocou os ombros dele.
"Eu sei. Mas como eu poderia dizer que te amo, e depois lhe pedir que escolha entre mim e seu único irmão? Você não vai ter que escolher nada, se nós esperarmos."
"Não posso pedir que você espere. Eu sei que você detesta essa palavra. Já esperou oito anos."
"Eu aguento mais alguns meses." Ela acariciou o rosto dele. "Vai ser diferente, agora. Desta vez eu sei que vale a pena esperar."
Ele enfiou as mãos no cabelo dela e a segurou perto dele.
"Você vale tudo nesse mundo. Você sabe disso, não sabe? Eu engoliria pregos. Andaria sobre o fogo."
"Ah, isso seria fácil demais. Vou pedir a você que faça algo muito pior. Vá passar algum tempo com seu irmão."
#Esperam que tenham gostado assim como eu… estamos quase no fim… afff
Lembrando esta é uma adaptação, nada além da paixão pela leitura me pertence. Decidi juntar uma das minhas escritoras favoritas com meus personagens favoritos de Harry Potter. A história original também se chama "Diga sim ao Marquês", da maravilhosa Tessa Dare". Sei que algo assim já foi feito, mas estou apenas passando o tempo e curtindo.
