No outro dia logo cedo, as três amigas, Saori, Marin, Shina e June já estavam na frente de um dos portões do Santuário à espera do carro que iria buscá-las. Já fazia um tempinho que estavam ali e algumas já começavam a ficar impacientes com a demora, foi quando viram dobrar a esquina e parar diante delas uma limusine preta com vidros espelhados. De dentro do veículo saiu Tatsumi que já foi logo puxando o saco de Saori e se desculpando pela demora.
— O Tatsumi é mesmo um chato! – Luisa cochichou para as amigas que soltaram um risinho concordando com a amiga.
O mordomo olhou com a cara enfezada para elas que na mesma hora pararam, depois abriu a porta do carro e todas entraram.
— Uau!!! Mas eu tô me sentindo muito chique!!!! - falou Luisa olhando o luxo da limusine.
— Eu também - concordou Koga - Até porque nunca tinha visto uma de perto.
— Olha, esses bancos - Calisto atraiu a atenção das amigas para si - Como são fofos e macios - falou enquanto dava saltinhos com o bumbum em cima dos bancos.
— É mesmo!!!! - Luisa e Koga concordaram e começaram a imitar a canceriana nos saltinhos.
As três Amazonas e Saori olhavam a cena soltando risinhos, era surpreendente ver como as brasileiras, mesmo tristes conseguiam se divertir e se encantar com coisas triviais que para elas já era comum.
— Ué, achei que a gente ia para Rodório – falou Koga quando parou de brincar no banco vendo que o carro se dirigia para fora de Rodório.
— Não, dessa vez nosso passeio será em Atenas. – Saori respondeu, sorrindo
Luisa, que também já havia parado a brincadeira, e agora estava com os olhos fechados e a cabeça deitada no ombro de Calisto, ao ouvir o que a deusa falou, abriu um dos olhos e depois levantou, ajeitando o corpo sobre o estofado.
— Atenas? – perguntou olhando para todos os lados – Essa quero ver, será que a daqui é igual a da nossa dimensão gurias? – perguntou para as amigas.
— Tomara que seja!!!! – responderam curiosas também.
As três já enterraram as caras nos vidros do carro olhando a paisagem para ficarem atentas e fazer a comparação da capital grega das duas dimensões.
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Depois de um tempo em que o carro de luxo percorria as ruas de Atenas, sentiram ele parar, não demorou muito e as três saltaram do carro junto com as Amazonas, estavam curiosas para saber qual a surpresa que Saori havia preparado. Assim que viram o lugar à frente delas, todas, com exceção da Deusa, quase deixaram o queixo cair no chão. Era uma enorme casa, adornada de flores e árvores com bancos embaixo delas.
— É um SPA!!!!! - Calisto gritou correndo na frente, mal contendo a euforia por estar num lugar como esse. A canceriana se ajoelhou na frente da porta da casa e levantou suas mãos aos céus - Minha Nossa senhora de Athena Aparecida, muito obrigada, obrigada - falou dramática, sentiu a mão da deusa sobre seus ombros e fez uma cara que ela não soube decifrar.
— Menos Calisto, menos - disse por fim
A castanha riu do embaraço da deusa se erguendo novamente, abraçou a deidade do jeito Felícia - te amo deusinha do meu coração - passando a mão nos cabelos longos de Saori, fazendo ela rir da loucura da amiga.
— Depois de todo o estresse que passamos nos últimos dias, acho que merecemos relaxar. – Saori falou piscando um dos olhos azuis e tomando o rumo para entrar no local.
Rindo das loucuras da amiga, as demais seguiram a deusa e logo estavam fazendo check-in na recepção do spa.
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Após ser cumprimentado pelo que lhe pareceu todo o exército de soldados na chegada ao majestoso Templo Submarino de Poseidon, Kanon finalmente pode se encaminhar para o salão do trono para se apresentar aos serviços do imperador dos mares. Não fazia ideia de que sentiam sua falta por lá, mas parando para analisar a reação de cada um que se aproximava de si, eles pareciam ao mesmo tempo curiosos.
Porém, antes de abrir as grandes portas uma voz de mulher o fez parar e apertar os olhos fechados.
— Ora, vejam só quem resolveu dar o ar de sua graça. – cantarolou de forma debochada a loira encostada a uma pilastra na ante sala do trono de Poseidon.
Kanon deixou os braços caírem ao lado do corpo e reuniu coragem e paciência antes de se voltar para a mulher e a cumprimentar de forma cansada. – Olá, Thetis.
— E pela sua cara os rumores por aí não mentem. – desencostou da coluna de mármore e caminhou graciosamente até parar diante do geminiano, sustentando um sorrisinho divertido no belo rosto. – Então é verdade... essas olheiras profundas não mentem mesmo. – a loira ergueu uma das mãos e levou até o rosto do Marina – Ela te deu um pé não foi?
Kanon segurou o pulso delicado e o afastou de seu rosto a encarando inexpressivamente. – Ela não me deu 'pé' nenhum, Sereia. Tão logo eu complete a missão que o chefe me incumbiu, eu volto pra minha...
— Bombom AHAHAHAHAHAHAHAHA... – Thetis se desvencilhou da mão firme em seu pulso e se afastou rindo da cara desconcertada dele, chegava até a se dobrar apoiando as mãos nos joelhos. – Não tinha apelido mais ridículo não? E como ela deixou você a chamar desse jeito HAHAHAHAHA... Bom...bom...
— Já chega, Thetis! Acho que já se divertiu o bastante com a minha cara, agora, se me der licença... – Kanon virou para a porta dupla, de costas para ela. Como ela sabia desse apelido? Será que sabia também como sua morena o chamava? Tudo bem que eles não fizeram muita questão de manter os apelidinhos só para si, mas escutando agora a companheira de escamas o berrando de tanto rir, era bem constrangedor.
Deixando o assunto de lado, Kanon assumiu a postura de general, ergueu os ombros e espalmou as duas mãos nas portas brancas e as empurrou adentrando o salão onde Julian Solo se encontrava sentado em seu trono, trajando calça social branca, camisa azul clara sob um blazer do mesmo tecido da calça e sapatos de couro legítimo também brancos. Os cabelos loiros com as pontas levemente mais claras, queimados do Sol e a pele bronzeada contrastavam intensamente com os olhos azuis claros. Ao seu lado, em pé e trajando sua escama alada, estava Sorento de Sirene e sua inseparável flauta.
Kanon se prostrou diante da presença imponente do todo poderoso Imperador dos Mares, Poseidon. – Meu senhor, me apresento para o cumprimento da missão!
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— Gurias, sintam a textura dessa toalha!? – Luísa falava alisando a toalha branca em que estava enrolada. – É tão fofa e macia quanto os cabelos do Shion.
— Ah não, Lu. O cabelo do Shion é único, nada pode superar aqueles cabelos! – Calisto retrucou lembrando da maciez dos longos cabelos loiros em seus dedos, chegou a suspirar ato.
— Calisto, to achando que se pudesse, você rasparia a cabeça do Shion e faria uma peruca para usar. – Koga falou com um ar divertido olhando a canceriana fechando os olhos e fazendo um sim freneticamente com a cabeça.
— Vocês não existem!!! – Marin interrompeu as amigas rindo das peraltices delas.
— Concordo com a Marin, vocês estão sempre fazendo palhaçada – June que falou agora, já prendendo os longos cabelos loiros num coque alto.
Uma senhora apareceu na salinha com uma pilha de quimonos brancos atoalhados e uma cesta cheia de chinelinhos. - Senhoritas, queiram me acompanhar ao vestiário? - as moças seguiram a senhora de meia idade até um salão onde tinha cabides, um banco enorme e armários para depositarem seus pertences, tudo era muito clean e de bom gosto.
Logo todas estavam vestidas e outra mocinha muito simpática e sorridente apareceu no recinto. - Bom dia, garotas, agora que estão prontas vamos separá-las em grupos, iremos encaminhá-las para a hot tub ( jacuzzi de água fervente) e de lá em grupos podem escolher ir para reflexologia, massagem com pedras quentes ou drenagem facial com máscara de argila.
Nessa mesma hora, Luisa olhou com o rosto contorcido em repreensão para Calisto, lembrando quando ela mandou passar a tal da argila de Shaka de Virgem na sua face e depois ficou dias cheia de espinhas na cara. Calisto a encarou de volta dando um sorrisinho sem graça.
— Eu vou para massagem de pedras quentes - Luísa levantou a mão, Marin fez o mesmo.
— Eu vou para reflexologia dos pés - Calisto levantou a mão juntamente com June e logo após pensar um pouco Shina também decidiu pela massagem dos pés.
— Então nós vamos fazer a drenagem facial - Koga olhou para Saori que assentiu.
A mocinha sorriu para todas - Ótimo! Então venham comigo para relaxar nas águas termais e quando sentirem vontade é só me chamar que encaminho para os serviços desejados.
Todas as mulheres tiraram o roupão e entraram na grande piscina de pedras e água fervente, dentro dela haviam luzes que piscavam colorido.
— Uauuu, ainda estamos fazendo cromoterapia - Shina disse vendo as luzes brilharem em todos os tons do arco-íris. - Vou ficar aqui para sempre, a amazona de ofiúco se sentou relaxando pernas e braços.
— O Cabrón que ia gostar de ver a Shina toda relaxada desse jeito. - June sussurrou para Marin. - Do jeito que ela é estressada.
— Shiuuuu vai que ela te ouve! - Marin colocou o dedo indicador nos lábios.
— Eu ouvi, e não estou nem aí pra vocês! - Shina dizia sem abrir os olhos continuando na posição relaxada que estava.
Koga e Saori recebiam uma massagem com óleos das massagistas no couro cabeludo. - Saori assim a gente vai ficar mal acostumada.
— Uhumm - a deusa nem conseguia conversar tamanho relaxamento. - Vamos aproveitar.
Calisto e Luisa estavam uma do lado da outra, com toucas térmicas nos cabelos e rodelas de pepinos sobre os olhos, as duas gulosinhas como eram, pediram para a moça que trouxe o legume deixar o pote com elas, assim iam beliscando também.
— Ai ai, isso que é vida. - Calisto dizia colocando os braços para trás do pescoço. - Imagina que a gente ia ter toda essa mordomia na nossa dimensão.
— Nossa, eu jamais imaginei frequentar um lugar deste. - Luisa pegou uma rodelinha e colocou na boca.
— Nem eu …
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Já na sala de massagem com pedras quentes Marin e Luisa estavam deitadas de bruços nas macas que estavam paralelas.
A escorpiana estava de olhos fechados e sentia todos os músculos de seu corpo relaxados e ali se permitiu esquecer todos os problemas e aproveitaria tudo o que aquele lugar tinha para oferecer. Já estava quase dormindo quando ouviu a Amazona lhe chamando.
— Ei Lu, me conta como está sendo sua experiência no Santuário.
— Hummmm… como posso explicar. Por um lado está sendo maravilhoso, estar no meio de vocês é algo único, maravilhoso. Mas – lembrou-se de Milo – por outro lado, acho que colocamos alguns de vocês em um pedestal e agora nos decepcionamos.
— Entendo… – a prateada murmurou – Mas esse é um erro comum, todos já cometemos. O que temos que fazer é não esperar muito de uma pessoa.
— É… O difícil é conseguir fazer isso. – falou e viu Marin concordar com um menear de cabeça – Mas não vamos estragar esse momento com meus problemas, me diz como estão os preparativos para o teu casamento? Vocês vão fazer noivado?
— Não Lu, estamos pensando em fazer um jantar simples e chamar o pessoal, festa mesmo iremos deixar só para o casamento.
— Entendi, mas vocês já escolheram tudo para o casamento? Decoração, buffet, vestido, essas coisas.
— Quando eu e o Aiolia comunicamos Athena ela contratou uma produtora que fará tudo isso, quanto aos vestidos ela contratou uma estilista. Falando nisso...essa semana ela vem para tirar as medidas dos nossos vestidos.
— A Saori pensa em tudo, não é mesmo? – respondeu sorridente
A conversa das duas foi interrompida com a chegada da mesma mocinha de antes para avisá-las que a sessão havia terminado pedindo que elas se dirigissem para onde as outras estavam.
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Calisto entrou na sala de reflexologia acompanhada de Shina e June, a canceriana se sentia um pouco intimidada, as amazonas eram tão fortes e altas, sem falar na beleza das duas, a massagista acabou deixando a menor no meio das duas.
As três se ajeitaram e Calisto não parava de olhar para Shina, a Amazona tinha um jeito imponente de ser, falar que deixava a canceriana com um certo temor, porque tinha a impressão que a qualquer momento Shina iria saltar para cima de si usando seu Garras de Trovão. Calisto balançou levemente a cabeça tentando dispersar esses pensamentos, tentando relaxar, mas estava difícil com a italiana falando tão naturalmente de suas técnicas para treinar os aspirantes.
A canceriana se contorcia com a descrição detalhada do que a amazona de ofiúco fez com um pobre coitado que teve o azar na vida de cair nas mãos dela como aprendiz. June percebendo o incômodo da menor apenas ria internamente e incentivava a amiga a continuar falando, fazendo mais perguntas até que Calisto gemeu baixinho e chamou a atenção de Shina para si.
— Está tudo bem, Calisto?
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Na outra sala, com o rosto já coberto pela argila, Koga se sentia um pouco incomodada com o silêncio que reinava entre ela e Saori. Tanta coisa passava por sua cabeça em relação aos últimos acontecimentos envolvendo o Kanon e sua ida para o Templo de Poseidon, mas não sabia como começar ou se aborreceria a deidade com seus questionamentos internos. Soltou um longo suspiro e estalou a língua, com raiva da sua falta de jeito para se abrir.
— Eu não vou me aborrecer, Koga. Por que não me diz abertamente o que a está afligindo? - a voz amável da castanha fez com que a virginiana se assustasse, pois por um momento se esqueceu que ela poderia sentir claramente o seu estado de espírito.
— Ah, Athena, me desculpe. Não queria estragar o clima de paz que estamos com meus problemas, não depois de tudo o que está fazendo por nós. Na verdade, eu não queria nem estar pensando no que estou pensando, entende? Como faz pra tirar tudo isso da cabeça? Preciso de umas aulinhas com o Shaka. - a negra riu tentando desconversar e voltou a se recostar e fechar os olhos.
Saori deu uma risadinha da tentativa de Koga de fugir do assunto – Com certeza, a primeira lição que o Shaka te daria seria que deixasse de guardar tudo pra você. Então, que tal começar agora comigo?
Koga mordeu o lábio relutante e então resolveu expor o que mais a incomodava: – Ah, sabe Saori, eu me sinto culpada pela ida do Anjã…ééé... do Kanon para o Templo Submarino. Eu tenho certeza que essa missão que ele foi cumprir nem mesmo existia. – as sobrancelhas de Saori se levantaram, como que surpresa com a fala da Koga, e ela logo tenta se corrigir – Não! Não quero dizer que vocês, os deuses, estejam mentindo. Desculpe. O que eu sinto é que isso foi meio que um castigo para ele, me entende? – a deidade apenas balançou a cabeça afirmando e a brasileira continuou. – Claro que ele bem que mereceu, mas a intrusa no Santuário sou eu.
Koga falava e nem percebia que Saori mal abria a boca para interrompê-la em seu desabafo. A Deusa se sentia satisfeita em ver que finalmente sua amiga brasileira expunha pelo menos parte do que carregava dentro de si, e já era um começo.
— Eu que deveria deixar o Santuário e não ele! Parece que eu acabei o expulsando de sua própria casa, e também, se eu não tivesse aparecido nada disso teria acontecido. - quando terminou, Koga soltou o ar com força, como se tivesse se livrado de um peso e levou a mão à boca. – Nossa, desculpe Saori. Acho que acabei me empolgando.
— Não precisa se desculpar, Koga, além do mais, foi eu quem pediu que falasse. Mas parece que você se esqueceu de um fato importante nisso tudo.
— Esqueci? – Koga tombou a cabeça para o lado com o cenho franzido pois não sabia a que a deidade se referia. – Do que?
— Que foi ele junto com seu irmão Saga que as trouxeram para esta dimensão. Não foi uma escolha suas. – Saori olhava dentro do olhos ametistas quando respondeu de forma firme. – E também não foi por sua culpa que Kanon fez o que fez no parque.
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Depois que todas passaram por suas sessões, foram encaminhadas até uma outra sala onde tinha um salão de beleza. Ali, sentou cada uma em cada cadeira e um grupo de mulheres se alternavam para atendê-las.
Umas arrumavam as unhas dos pés, outras das mãos, mais algumas arrumavam os cabelos. E assim, entre risos e conversas terminou aquele dia no SPA onde todas saíram revigoradas.
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A limousine havia parado no único farol da avenida principal de Rodório, quando Marin passa os olhos pela rua se deparando com seu noivo, Aldebaran, Hyoga, Aiolos e um senhor desconhecido.
— Ué, o que Aiolia e os outros estão fazendo ali?
Todas as garotas no carro se juntaram na janela esmagando a amazona de Águia, curiosas para ver o que está acontecendo
— Vamos estacionar! - a deusa ditou.
A mulherada deslumbrante saiu da limusine chamando a atenção dos curiosos, para não dizer homens babões com tantas mulheres bonitas andando juntas.
— Olia? - Marin se aproximou do leonino que estava com um mapa de obras em suas mãos conversando sério com o senhor. - O que fazem aqui? - a ruiva olhou para a casa detonada que eles estavam em frente, parecia mais uma casa mal assombrada.
O sorriso lindo do loiro se formou ao ver sua noiva, ainda mais que ele não sabia o que ela tinha feito que estava mais bonita que o normal.
— Meu amor, que bom te ver aqui e UAUUUU, está linda demais. - ele pegou na mão dela girando-a no mesmo lugar, depois a puxou para um beijo apaixonado. Aiolos que estava ao lado olhou para as outras.
— Te corrigindo irmão, todas estão muito bonitas.
— O dia da beleza fez muito bem pra vocês - Aldebaran reparou em Luisa que estava com cabelos soltos, o que não era comum e muito bem escovado. - Milo que se segure, hein? - ele brincou deixando a escorpiana corada.
Calisto e Koga sorriram uma para outra até que June surgiu atrás do leonino com os olhos compridos naquele mapa - O que é isso aí? - apontou por trás do loiro que se assustou com a aparição repentina da Camaleão.
— Mas tu sabe se camuflar mesmo, hein? - Ele olhou para a noiva e depois para a deusa, virando o mapa em direção delas. - Isso aqui é o mapa de obras do Bar do Debão e do Hyoga! - sorriu, feliz.
— Minha nossa! - Saori olhou para seus cavaleiros. - Mas isso vai ser maravilhoso pra vocês! Meus parabéns, e esse ponto na cidade é muito bom!
Aiolos se aproximou do irmão passando a mão por trás do mais novo. - E é claro que não podíamos ficar fora dessa, Aiolia está fazendo toda a parte de engenharia revisando a parte de hidráulica, gasoduto, enfim coisas de engenheiro e eu vou assinar como arquiteto.
— Maravilha! - a escorpiana abraçou o taurinho feliz por ele ter se empolgado tão rápido com seu conselho!
— Sim, quando Luisa comentou que na sua dimensão naquele tal mangá éramos donos de bar, parece que tudo casou perfeito, não é mesmo Pato? - o brasileiro disse olhando para o novo sócio.
— Você que vai fazer os drinks não é, são tão bons! - Calisto olhou esperançosa para o russo
— Você que o diga né dona Calisto - Koga se divertiu com a cara indignada da canceriana.
— Por que todo mundo acha que tenho cara de barman? - Hyoga levantou os braços em sinal de rendição.
Todas as mulheres se olharam - Oras - Saori olhou para as meninas e depois começou a falar rindo ao mesmo tempo - Porque é Russo. - ao som das risadinhas abafadas das garotas.
— Para a felicidade de vocês eu confirmo que esse gatão Russo é que vai ficar no bar. - disse polindo as unhas na camiseta na altura do peito.
— Quanta modéstia - Shina sussurrou fazendo Koga segurar a risada com a mão na boca.
— Quando fica pronto? - Luisa se virou para Aldebaran, curiosa
— Acredito que vai levar pelos menos uns 2 meses para a abertura.
— Não vejo a hora! - Calisto disse animada, assim elas ficaram mais um pouco batendo papo e sabendo mais detalhes sobre o empreendimento
Continua...
