Já na segunda casa, Luísa estava em seu quarto em frente a um espelho de corpo inteiro vendo o resultado do dia maravilhoso que havia passado no spa. Usava apenas um short e uma blusinha de alcinha, virava o corpo de um lado, depois outro.

Não era feia, sabia disso, mas como mulher nunca estava satisfeita consigo, com a escorpiana não era diferente. "Será que sou bonita para o Milo?", se questionou em pensamento, mas logo tentou desviar o rumo, não queria se entristecer, havia passado um dia maravilhoso, por isso, não iria estragá-lo com suas inseguranças.

Com isso em mente, rumou até sua cama onde deitou e acabou adormecendo em seguida.

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Calisto estava se sentindo linda depois de toda a produção que haviam feito no spa, seu cabelo estava escovado, a pele viçosa. Estava feliz depois dos dias anteriores tão complicados. Nada como um dia de beleza para dar aquele up na auto estima.

Pulando os degraus no seu jeito alegre, parou ao avistar o portal da quarta casa, aquele frio na barriga só de pensar em cruzar com Máscara da Morte, e sem falar naquelas malditas cabeças nojentas. Respirou fundo dando mais alguns passos avistando o longo corredor que cruzava a casa com as pilastras mórbidas, ainda era difícil se acostumar com aquelas cabeças, tanto que agora tinha traçado uma estratégia. Da entrada do salão até a saída, dava mais ou menos uns 10 metros, então ela traçava uma linha imaginária, fechava os olhos e saia correndo, várias vezes deu de cara algumas pilastras, mas já estava pegando prática. Assim que chegou do outro lado, arfando, baixou um pouco o tronco colocando as mãos no joelhos. - Uffa, passei! - disse para si, olhou para trás se certificando que ele não havia visto ou até mesmo nem estava lá.

Engano dela, pois na escuridão das sombras o italiano a seguiu o tempo todo, com ganas de lhe puxar pra dentro e tentar conversar, ou somente abraçá-la, reparou como ela estava arrumada, linda aos seus olhos…., mas depois de tudo, não sabia mais o que fazer, teria que dar esse tempo para ela, mesmo que isso os separasse por um bom tempo.

Calisto subindo os degraus, agora não tão alegre, ficou refletindo sobre a conversa que tiveram na praia, e diferente dela e de Koga, Luisa ainda tinha chances de viver aquele romance, a canceriana sorriu. Endireitou a postura, arrumou as tiras da sandália linda preta com as tiras todas trançadas. - Por que sapatos me deixam tão feliz?- se divertiu, olhou para cima avistando a casa de escorpião, logo depois de Virgem, a canceriana convicta do que ia fazer bateu com o punho cerrado na outra mão - Se eu não posso ser feliz no amor, então farei o que estiver ao seu alcance para ajudar a minha amiga. Ahhh peçonha loira, me aguarde que eu estou chegando! - voltou a subir a passos firmes!

— Milo? Milo? - a canceriana aguardou uma resposta e nada. - MILOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

— Mas que coisa menina, tem que gritar meu nome assim? - Milo saia das sombras trajando sua armadura dourada, a canceriana estranhou e sua mente fértil já começou a imaginar mil opções, como Máscara da Morte era o único que não estava em casa, Santuário sendo invadido, Hades voltou!!!!

— Mi….Mi….Milo por que está de armadura? - saiu correndo se colocando atrás do cavaleiro, o escorpiano ficou surpreso, mas depois riu de gargalhar deixando Calisto com cara de bunda.

— Não sei o que você está imaginando aí nessa sua cabecinha maluca canceriana - deu um peteleco na cabeça dela, que grunhiu passando a mão no local - mas hoje é minha vez de virar a noite guardando as doze casas e eu tenho que trajar a dourada, nada demais!

— Uffa! - colocou a mão no peito suspirando aliviada. - Já tava imaginando que ia conhecer alguns espectros!

Milo revirou os olhos negando com a cabeça. - Não pira Calisto! Mas o que houve? Quer passagem? Pode ir!

— Na verdade não, queria conversar com você sobre a Lu.. - a castanha falou doce, mas logo fechou a cara com o semblante do mais velho. - Que houve Milo?

— Ah, sei lá, ela tá meia estranha, não sei se é saudades da família, ou se fiz alguma coisa, eu tento entender ela, mas tá difícil.

Calisto se surpreendeu com a transparência do loiro, mas se ele se sentia a vontade de se abrir com ela, era toda ouvidos. - Acho que ela só está insegura Milo, o que é normal, vocês estão se conhecendo, posso me sentar no chão? Tô cansada! - sem esperar resposta a canceriana logo se sentou apoiando a cabeça numa pilastra, Milo aproveitou a calmaria e se sentou de frente de pernas de índio, passou a mão nos longos cabelos dourados, meio aflito. - Ei, não fica assim Milo, acho que tá na cara que ela gosta de você.

Ele tirou o elmo do escorpião, e ficou olhando meio perdido - … por mais que eu fale para ela que eu quero tentar alguma coisa, que quero sei lá, que a gente fique junto, eu sinto que ela está sempre com o pé atrás, eu tenho a sensação que ela acha que eu estou mentindo.

— Deixa eu ver? - Calisto estendeu a mão para pegar o elmo do dourado que lhe entregou sem alarde. - Milo eu acho que ela quer que você prove de alguma forma que tudo que você diz é verdade, isso aqui não enrosca no seu cabelo não? - fez uma careta, fazendo Milo rir.

— Não sei como fazê-lo e, às vezes enrosca sim!

— Ué pede ela em namoro! - Calisto disse simplesmente, manipulando a situação - Quer maior prova que gosta dela de verdade!

Milo arregalou os olhos azuis assustado, namoro? Ele jogou a cabeça para o lado e apoiou o queixo com a mão batendo as pontas na bochecha. Como pediria ela em namoro? Ele não sabia se ela voltaria no dia seguinte para sua dimensão , ele já tinha pensando sobre como Kanon foi maluco em logo estabelecer uma relação séria com Koga. Não queria deixar de se envolver, mas também não queria se iludir.

— Eu vou pensar sobre o assunto… - disse por fim. - Obrigado por me ouvir. - Calisto lhe devolveu o elmo.

— Milo eu não sou ninguém para ficar dando conselhos, ainda mais que não sigo nenhum dos meus, mas não deixe passar a oportunidade de amar, isso é raro e pra poucos. - se levantaram e se abraçaram. - Hey rabo torto, se cuida e cuida da gente essa noite!

— Tchau, descanse em paz!

Calisto continuou subindo as escadarias até aquário, pensando se havia dado certo sua conversa, e logo suas memórias foram diretos para os olhos cristalinos que tanto amava. Ela suspirou cansada continuando a subida.

— É… não deixe a oportunidade de amar passar, pena que ele não me ama… - continuou subindo as escadarias com um semblante triste.

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Milo durante a sua ronda permanecia atento, mas também, pensava na conversa que tivera com Calisto. Agora pensando melhor e unindo os fatos, percebeu o motivo do afastamento repentino de Luísa, talvez, ela estivesse esperando uma posição mais clara sobre o relacionamento que estavam vivendo, e ele por achar que estava agindo certo não havia percebido.

As horas passaram, o novo dia já raiava no horizonte e com ele Milo já havia tomado sua decisão. Amava Luísa, isso era inegável, então não teria porque não assumir e se declarar para ela.

Com a decisão tomada, rumou para sua casa onde descansaria e quando acordasse iria conversar com Calisto e Koga para que juntos preparassem uma surpresa para a escorpiana. E se dependesse dele, faria de tudo para ser algo maravilhoso e inesquecível, tanto para ele quanto para Luísa.

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Shaka foi acordado por batidas insistentes na porta de seu quarto. Tinha o costume de acordar antes do Sol nascer, enquanto estavam todos dormindo, e achou que tivesse dormido demais por ter alguém conseguindo acordá-lo naquela manhã.

Sentou na beira da cama e olhou para o relógio na mesinha de cabeceira ao lado da cama, faltavam poucos minutos para as cinco da manhã, horário em que o despertador tocaria.

— Já vou, já vou. – falou para quem estava do outro lado da porta. Calçou seus chinelos e vestiu o robe que estava pendurado no mancebo e seguiu até a porta, abrindo-a e se deparando com Sarah, a serva da sexta casa. A mulher miúda estava com o rosto sardento totalmente vermelho, e colocou as mãos na cintura num gesto que Shaka sabia ser de puro nervoso. – O que aconteceu, Sarah? Por que está tão nervosa logo cedo?

No fundo o virginiano já tinha um pressentimento sobre o motivo da serva estar tão brava a ponto de bater os pés no chão. Na verdade ele já tinha certeza do que era, os vários aromas que tomavam o ar da casa não deixava dúvidas.

— O que aconteceu?! Aconteceu aquela moça na MINHA cozinha, isso que aconteceu! – a pequena mulher só faltava soltar fumaça. – Eu me levantei para preparar o café da manhã e ela não me deixou entrar e nem tocar em nada. NADA! É um absurdo, senhor Shaka! Falei que a cozinha era minha e ela me olhou com aqueles olhões arregalados que parecia que ia me mandar escadaria abaixo. – Não satisfeita em apenas relatar o ocorrido, Sarah não pensou duas vezes antes de puxar o cavaleiro pela mão e levá-lo até a SUA cozinha, falando e falando, tanto que o loiro não conseguia mais compreender e apenas deixou ser levado.

Shaka já imaginava uma tremenda balbúrdia quando chegasse na cozinha, porém, nada, nadinha desse mundo o preparou para a mesa mais farta que ele jamais viu em sua vida, nem mesmo nos cafés da manhã do Templo Principal. Eram pães doces, salgados, de queijo, panquecas, bolos do simples ao recheado e decorado, tinha de tudo. Mais adiante, em frente ao fogão, Koga mexia em uma panela enorme e ao lado, no balcão, haviam vários potes de vidro que Shaka deduziu devido ao cheiro, serem para a geléia que estava sendo preparada.

— Está vendo isso?! É disso que estou falando, senhor Shaka, desse absurdo. – a serva apontava para a mesa farta e Koga se voltou para a porta encontrando novamente a serva baixinha e petulante a quem havia acabado de expulsar da cozinha. Caramba! Que mulher mais insistente e irritante! Não via que ela estava até a ajudando com sua primeira tarefa do dia?

— Mas será o Benedito que a senhora voltou aqui pra me criticar? Não vê que pode tirar a manhã de folga já que eu já preparei o café da manhã? – Koga deixou a colher de pau sobre a bancada e colocou as mãos na cintura, fuzilando a mais velha com os olhos.

— Oras! Onde já se viu EU tirar folga de preparar o café da manhã do senhor Shaka?!

— Mas veja que já está tudo pronto. – a virginiana apontava para a mesa farta. – Tem de tudo aqui.

— Sim tem de tudo. TUDO QUE ELE NÃO COME! – Sarah acabou por se exaltar com a insistência da brasileira.

— Olha, a senhora não grita comigo, ouviu bem? E como assim ele não come? Outro dia ele me pediu que fizesse ESSAS BROAS DE MILHO! – Koga segurou uma broa bem perto do rosto de Sarah. – O Shaka adora essas broas e….

A discussão entre as duas estava tão intensa que o virginiano em questão foi deixado de lado. Em nenhum momento Koga olhou para ele, provavelmente nem mesmo havia notado a sua presença e continuava enumerando os quitutes do qual ele realmente gostava para convencer a serva de que estava dispensada dos afazeres da manhã. Porém, com isso, ao invés de tranquilizar a mais velha, a estava deixando profundamente irritada com sua ousadia.

— Bom dia, Tereza! – chamou a atenção da moça para si e Koga se deparou com seu anfitrião com os longos cabelos loiros presos em um coque no alto da cabeça, um robe vinho com motivos de elefantes indianos ricamente bordados no tecido sedoso, e chinelos que mais pareciam pantufas.

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No dia seguinte, Luísa sentia-se bem disposta, não sabia explicar, mas tinha a sensação de que algo bom aconteceria.

Por causa disso, resolveu ir até a arena ver o treinamento, estranhou não ver Milo ali. Logo sua atenção foi desviada para Aldebaran e Hyoga que se sentavam ao seu lado.

— Oi Lu, onde estão Koga e Calisto? – o cavaleiro de cisne perguntou olhando em volta para ver se encontrava as amigas.

— Não vi elas hoje ainda. – respondeu também olhando em volta. – Como estão os preparativos para o bar?

— Ah, hoje mais tarde vou sair com Aiolia para comprarmos as primeiras coisas para o reparo – respondeu Aldebaran – Creio que amanhã mesmo os pedreiros já comecem a trabalhar.

— Que maravilha!!! – a escorpiana respondeu batendo palminhas – Estou ansiosa para ver tudo pronto.

— Nós também estamos – Hyoga disse, também animado.

— E a decoração, vocês já escolheram? – Luisa perguntou olhando de um para outro – Os móveis e essas coisas.

— Calma pequena – o taurino falou rindo – Vamos um passo de cada vez. Depois que terminarmos essa parte da reforma esse será o próximo passo.

— Tu tem razão – deu um sorrisinho amarelo – Eu que sou muito ansiosa, acabo me empolgando.

— Não precisa ficar assim – Hyoga quem falava agora.

— Oi gente! – a conversa foi interrompida por Aiolos que chegava e sentava próximo. – Que bom que os encontrei, precisava mesmo falar com vocês.

O sagitariano vendo que tinha a atenção dos três começou a falar: – Vocês sabem que meu irmão e Marin irão casar em breve – todos assentiram – E como vocês tiveram essa idéia maravilhosa de abrir um bar, pensei se não poderíamos fazer junto da inauguração, o noivado deles.

— Boa ideia – Luisa falou empolgada, de novo – Ela me falou que não iam fazer um noivado e até estava pensando em falar com as meninas para fazer algo surpresa, mas tu foi mais rápido que eu Aiolos.

— Acho que seria ótimo fazermos o noivado junto com a inauguração do bar – falou Hyoga.

— Concordo. Festa dupla então. – Aldebaran disse.

E assim, eles ficaram mais algum tempo começando a planejar como seria o noivado.

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Mais tarde naquele dia, Milo pediu para que Calisto e Koga fossem até escorpião. Os três estavam sentados na sala e o dourado falava de sua decisão e o que havia planejado fazer ainda naquela noite.

— Então… o que vocês acharam da ideia? – Milo perguntou, meio apreensivo.

— Acho que vai ficar lindo, tenho certeza que a Lu vai adorar. – Koga falou

— Lindo e romântico – Calisto completou com os olhos brilhando.

— Mas será que ela vem? – Milo perguntou

— Ah, mas a Lu vem nem que tenha que trazê-la de arrasto – a canceriana falou e Koga concordou com a cabeça – Pode preparar tudo Milo.

— Ta bom meninas, muito obrigado pela ajuda de vocês.

— Milo, nós queremos que você e a Lu sejam felizes. E faremos de tudo para ajudar que seja assim. Mas vê se não pisa na bola, hein!! – Koga falou enquanto dava um soquinho no braço do dourado.

— Ou então você vai se ver com a gente – Calisto completou também dando um soquinho em Milo.

— Claro que não irei vacilar. Quando estou com uma pessoa, estou com ela e não com todas.

— Cali, acho que devemos ir falar com a Lu, enquanto isso o Milo começa os preparativos. – Koga falou já levantando do sofá.

— Verdade! Vamos lá, senão não vai dar tempo.

Assim, as duas amigas se despediram do dourado e assim que elas se retiraram, já foi pedindo para sua serva preparar o jantar e após foi até peixes pois precisava da ajuda de Afrodite para deixar tudo perfeito. Nada podia falhar.

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Depois de conversar com Luísa, Aldebaran e Aiolos, Hyoga agora procurava por Seiya, queria terminar com o irmão a conversa que haviam tido no parque. O cavaleiro de cisne não iria descansar enquanto Seiya não se declarasse para Saori.

Depois de algum tempo procurando, achou o moreno num lugar mais afastado da arena.

— Ei Seiya, aconteceu algo? – perguntou enquanto sentava ao lado do outro.

— Não aconteceu nada, apenas tava pensando no que conversamos no parque e também por eu ser um idiota – suspirou fundo – Acredita que quase falei para Saori que a amava, mas como sempre desisti na última hora.

— Não entendo porque tanto nervosismo – o loiro falou enquanto colocava a mão no ombro do irmão. – Você precisa falar logo, ou prefere perdê-la?

O cavaleiro de pégasus olhou para o irmão e arregalou os olhos – Claro que não, eu morreria se isso acontecesse.

— Então vai logo, senão é o que irá acontecer.

— Tem razão – Seiya se pôs de pé – Vou agora mesmo – estava tão determinado que já foi andando em direção ao monte zodiacal.

Hyoga apenas balançou a cabeça e sorriu – Espero que dessa vez ele consiga.

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Seiya subia as escadarias do monte zodiacal determinado, dessa vez não iria falhar em se confessar para Saori. Quando chegou no Décimo Terceiro Templo, sentiu o cosmo da deusa no jardim, então se muniu de toda a coragem que tinha e rumou para lá. Ele chegou ao local encontrando a castanha sentada na borda de uma fonte, uma das mãos estavam em frente ao seu rosto porque havia uma passarinho pousado em seu dedo.

A deidade sorria foi quando se sentiu observada e ao olhar para frente viu Seiya parado na entrada do jardim. O cavaleiro se aproximou de onde ela estava, sentando ao seu lado. – Saori, quero lhe falar algo – já começou a falar ou senão perderia a coragem – E-eu – suspirou – Por que isso é tão difícil!?

— Acalme-se Seiya – depositou sua mão em cima da dele para passar confiança.

O moreno apertou levemente a mão delicada e seus olhos castanho-avermelhados encontrou os azuis-esverdeados de Saori, e ali ele soube que não podia mais esperar, precisava confessar tudo o que sentia. Mas, temendo não conseguir falar, correu a mão livre até o rosto alvo e foi aproximando seu rosto do dela, a deusa já prevendo o que estava prestes a acontecer fechou os olhos e não demorou para sentir os lábios de Seiya tocarem os seus, primeiro num selinho e depois num beijo apaixonado.

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Enquanto Seiya e Saori deixavam o sentimentos que nutriam um pelo outro vir à tona, Calisto e Koga chegavam até a casa de touro, ambas sabiam que teriam uma missão difícil, porque Luísa era mais teimosa que uma mula empacada e depois de pôr algo na cabeça nem reza brava a fazia mudar.

— Lu, podemos entrar? – perguntou Calisto enquanto entreabria a porta do quarto da amiga.

— Claro gurias – respondeu a escorpiana enquanto se ajeitava na cama e depositava o livro que estava lendo sobre a mesinha de cabeceira – O que aconteceu???

Calisto e Koga sentaram na cama – Não aconteceu nada ué, não podemos vir te ver? – a canceriana perguntou levando a mão ao peito e encenando.

Luísa revirou os olhos – É claro que podem, né! Mas achei que vocês iam ficar mais reclusas depois de tudo o que aconteceu.

— Estamos tristes sim, mas a vida tem que seguir – falou Koga – Mas tem uma coisa me intrigando, por que você está evitando o Milo?

Luisa abriu e fechou a boca várias vezes, como elas sabiam disso? Iria perguntar, mas foi impedida por Calisto.

— Ontem eu tive uma conversa com Milo e ele me contou. Olha Lu, acho que você está sendo injusta consigo mesmo, porque diferente de nós, você pode ser feliz e Milo sempre te tratou bem.

— Por que vocês estão me falando isso? – a escorpiana perguntou enquanto arqueava a sobrancelha

— Bem… – Koga levantou da cama – É porque viemos até aqui para fazer você parar de ser turrona e ir lá em Escorpião e agarrar aquele grego lindo.

— Não vou – Luisa cruzou os braços e fez um bico.

— Mas você vai nem que a gente te leve arrastada – Calisto falou enquanto levantava também e puxava Luísa.

— Isso mesmo D. Luísa – Koga abriu o roupeiro da escorpiana e Calisto foi para o lado dela onde escolheu um vestido e a virginiana pegou a necessarie das maquiagens – Então, como vai ser?

Continua…