Após muita insistência das amigas, Luisa resolveu aceitar conversar com Milo. Colocou o vestido que Calisto havia escolhido, ele era simples, com alcinhas, branco estampado com flores azuis, mas que caia perfeitamente em seu corpo demarcando todas suas curvas. Em seu rosto Koga havia feito uma maquiagem leve, destacando seus olhos com lápis, delineador e rímel e um batom escuro nos lábios. Os cabelos dessa vez estavam soltos caindo em cascata por seus ombros e costas e nas pontas havia feito uns cachos que deixavam bem a mostra suas mechas azuis. Quando suas amigas terminaram, olhou-se no espelho aprovando o visual, tinha que reconhecer, estava linda.

Após os retoques finais, despediu-se de Aldebaran indo em direção a escorpião. Durante o percurso, seu coração batia acelerado por causa da ansiedade e expectativa do que Milo realmente queria.

Quando finalmente chegou na oitava casa, estranhou o escorpiano não estar à sua espera na frente, mas mesmo assim adentrou o salão de lutas. O cômodo estava com as luzes apagadas, o que fez com que estranhasse ainda mais, todavia, antes que pudesse gritar por Milo, aconteceu algo que a deixou com os olhos brilhando intensamente. As paredes e teto da Casa de Escorpião pareciam ter desaparecido e no lugar deles, bem como todo o lugar, vários pontos luminosos surgiram, como se tivessem flutuando. Luísa se aproximou e tentou tocá-los, porém não conseguiu.

A castanha olhou em volta mais uma vez, encantada, parecia que o céu noturno e estrelado de Atenas havia sido colocado ali. Os pontinhos pareciam as estrelas e a luz prateada da lua recaía sobre o lugar deixando tudo mais lindo, Luísa adentrou mais o local, cada vez mais encantada, até que no meio do salão avistou a constelação de escorpião, que por causa de seu brilho se destacava mais ainda, se aproximou e ficou admirando a mesma. Era tudo surreal e lindo.

Após alguns minutos, um outro evento chamou sua atenção, no piso de mármore começaram surgir várias pétalas de rosas, que exalavam um perfume único e elas formavam como se fosse um caminho até a área privativa do templo. Curiosa e intrigada com tudo aquilo percorreu o caminho de rosas até chegar na cozinha, onde encontrou uma mesa pequena, com uma toalha branca bordada em fios dourados e ao lado dela Milo, que estava estava em pé, trajando uma calça de tecido leve branca e uma camisa de manga curta azul claro e um sorriso estampado no rosto.

— Que bom que veio Lu – disse ao se aproximar da escorpiana estendendo a mão que ela aceitou sem pestanejar, estava totalmente envolvida naquele clima romântico que ele criara.

Diferente do que imaginava, Milo a conduziu até a varanda onde podia se ver o céu estrelado mais de perto e também, a vista de todo o Santuário parecia ser mais linda do alto, Luisa estava tão encantada com a paisagem que só saiu de seu encantamento quando o grego segurou sua mão, atraindo sua atenção. Mas, o que mais chamou sua atenção foi que o dourado estava com a mão trêmula e gelada, pigarreou várias vezes, demonstrando como estava nervoso e só então começou a falar.

— Luísa, sinto muito por não ter percebido o quanto eu não ter dito o que sinto era importante para você, fiz isso porque achei que estava tudo tão claro entre a gente, mas irei consertar meu erro agora – ele respirou profundamente para então prosseguir – Luisa Garcês, você é uma mulher incrível que com seu jeito tímido e também determinado foi me conquistando aos poucos, e quando percebi, já estava perdidamente apaixonado por você. – mais um suspiro – O seu sorriso e o brilho único de seus olhos preencheram meu coração de uma maneira que há muito não acontecia, e com isso percebi que te amava. Eu te amo com todas minhas forças, por isso, quero oficializar nosso namoro, aceita?

Luisa não conseguia controlar as lágrimas que corriam em abundância por seu rosto. Há semanas esperava por essa declaração por parte de Milo e ela havia vindo com palavras lindas, olhou para ele que a olhava esperando uma resposta, mas ainda não conseguia formular uma, então a única coisa que fez foi se jogar nos braços dele que a abraçou fortemente.

— Devo considerar isso como um sim – sussurrou em seu ouvido

— Sim, eu aceito! – conseguiu responder ainda com a voz embargada.

Com a resposta, Milo soltou um pouco o abraço, levantou o rosto de Luisa, limpando as lágrimas, e depois aproximou seus lábios dos dela, iniciando um beijo cheio de carinho e amor. O casal ficou mais um tempo ali curtindo o momento até que o grego a convidou para jantar. Voltaram até a mesa, onde Milo serviu ambos com o peixe e saladas que havia pedido para preparar e para beber, havia separado um vinho branco.

Após a refeição, o casal de escorpianos começaram a dançar sobre as pétalas de rosas e mais beijos começaram a ser trocado que aos poucos começava a ficar mais intenso e urgente. Os sussurros que ambos soltavam ora ou outra entre o beijo, as mãos que passeavam pelos corpos acendia pouco a pouco o desejo. Em dado momento, a escorpiana colocou uma das mãos por dentro da gola da camisa que o dourado usava, passando levemente as unhas próximo a região do pescoço, fazendo com que um arrepio percorresse sua espinha e apertasse mais o corpo feminino contra o seu. A muito contragosto os lábios foram separados, suas respirações estavam aceleradas por causa do beijo intenso e também pelo desejo.

Luisa estava com os olhos brilhando, assim como Milo, seus olhos azuis fitaram dentro dos dele. – Mi-Milo eu quero ser tua! – falou num sussurro quase incompreensível, mas não para ele que ouviu muito bem fazendo com que sorrisse porque a desejava tanto quanto ela o desejava.

Mais um beijo se iniciou, e esse era tão intenso quanto o anterior, Milo segurou mais firme na cintura delgada de Luísa e a mão livre deslizou até a coxa, erguendo a perna e enlaçando à sua, com isso o vestido subiu um pouco deixando que as intimidades roçassem uma na outra e mesmo estando de roupas, sentiram o calor que emanava. Com esse contato mais um gemido foi solto dos lábios femininos fazendo o escorpiano sentir o sangue ferver em suas veias, ele então mandou o romantismo pras cucuias, segurou no bumbum da mulher que o beijava avidamente, a erguendo e fazendo com que enlaçasse as pernas em sua cintura. Após isso, caminhou até o seu quarto onde a depositou delicadamente sobre o colchão deitando-se por cima dela em seguida.

O beijo foi cessado para que pudessem recuperar o fôlego, mas Milo seguiu depositando selinhos pelo pescoço e ombros, até chegar ao ouvido feminino onde mordiscou o lóbulo da orelha e falou: – Quero muito você, Lu.

— Eu também, Milo – Luísa sussurrou enquanto o abraçava mais forte.

Essa confirmação foi o suficiente para que o escorpiano voltasse a depositar beijos sobre o pescoço e ombro da escorpiana, enquanto com a mão ia deslizando a alça do vestido, seguiu depositando os selinhos pelo colo até chegar ao outro ombro, onde repetiu o processo. Com ajuda dela, deslizou o vestido até a cintura, deixando os fartos seios livres para deleite de Milo que instintivamente levou ambas as mãos grandes até os montes e os segurou com gosto, percebendo o quanto eles cabiam perfeitamente em suas mãos.

Depois de alguns segundos assim, deslizou as mãos até um pouco abaixo dos seios, levando os dedões até os mamilos rosados, onde começou a passá-lo sobre os mesmos, em movimentos circulares sentindo-os enrijecerem, ao mesmo tempo que vários gemidos saíam dos lábios de Luísa, fazendo com que sorrisse internamente, por ela estar apreciando seus toques. Após dar-se por satisfeito, fez aquilo que queria fazer há muito tempo, baixou o rosto até os montes macios e deslizou a língua pelo seio direito e depois começou a sugá-lo fazendo que a escorpiana arqueasse seu corpo e seus dedos se embrenhassem nos cabelos loiros.

A sensação que Luísa sentia, era indescritível. Nunca havia sentido tanto prazer assim, provavelmente todas essas sensações era porque estava completamente entregue ao escorpiano e ao amor que nutria por ele. E perdida no prazer que Milo proporcionava, nem percebeu quando ele retirou todo seu vestido, deixando-a apenas com a calcinha rendada. Viu também Milo erguer o tronco, e percorrer todo seu corpo com os olhos azuis-esverdeados e um sorriso se formar em seu rosto bonito.

— Você é linda! – disse e começou a depositar vários selinhos pelo corpo alvo, até chegar na calcinha, segurando o elástico com os dentes.

— M-Milo – ouviu seu nome ser sussurrado com tamanho deleite que fez com que seu membro pulsasse. Estava ansioso para adentrar naquele corpo quente, mas segurou o ímpeto e seguiu seu intuito. Retirou a calcinha, revelando finalmente a intimidade de Luisa.

Então ele passou as mãos entre as coxas para mantê-las abertas, e sem mais esperar, deslizou a língua por toda a extensão da intimidade. Luisa ao sentir o toque, soltou um gemido de deleite enquanto arqueava as costas. Milo estava amando as reações da amada, os gemidos cada vez mais alto fazia com que acelerasse o movimento da língua e inserisse dois dedos dentro dela. A escorpiana se contorcia, até que começou a sentir os espasmos e logo em seguida atingiu o ápice.

O grego se ergueu e enquanto retirava sua roupa, observou Luisa que mantinha os olhos fechados, a face estava avermelhada, os longos cabelos colados ao corpo devido ao suor. Quando a brasileira conseguiu controlar a respiração ergueu o tronco e seus olhos brilharam ainda mais ao ver o dourado alisando o seu membro.

— Você quer? – perguntou com um sorriso safado.

E não foi preciso que ela respondesse, pois com a pergunta Luísa passou a língua nos lábios e seus olhos brilharam mais ainda. Então Milo não conseguiu mais se controlar.

Deitou o corpo por cima do de Luisa, que entreabriu as pernas para recebê-lo e assim ele a penetrou. Milo queria ter feito isso lentamente, mas ao começar adentrar aquela intimidade quente e molhada, seu membro pulsou e acabou por não se segurar. O corpo musculoso e bronzeado do dourado se encaixou perfeitamente no alvo e pequeno de Luisa, parecia que haviam sido feitos sob a mesma forma. As primeiras estocadas foram lentas e profundas, mas conforme as unhas de Luísa arranhavam suas costas, seus gemidos se misturavam, as estocadas passaram a ser rápidas, o que fez com que Luisa não demorasse para atingir o ápice novamente sendo seguida por Milo, que se derramou dentro da amada.

Eles se mantiveram unidos enquanto um beijo apaixonado se formou onde só se separaram para recuperar o ar. Milo se retirou dela e deitou sobre o colchão trazendo Luisa para que deitasse sobre seu peito. Não demorou muito para que ambos caíssem no sono, em seus lábios estavam estampados um sorriso de alegria e satisfação.

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1 mês se passou….

— Não via a hora de vir aqui para ver como está ficando - Luísa entrou na casa que seria o futuro Bar de Aldebaran e Hyoga.

— Demorou um pouquinho mais, pois o banheiro estava com uma grande infiltração e acabamos demorando um pouco. - o taurino ajudava carregar as latas de tinta e pincéis de rolo.

Koga olhava para o teto imaginando como ficaria lindo com os desenhos das constelações do zodíaco conforme Hyoga havia imaginado. Calisto logo atrás, levava baldes com produtos de limpeza acabou ficando do lado de fora pois, ia ajudar com o paisagismo junto de Afrodite, que ela sem saber porque insistiu demais para que ela o acompanhasse.

— E vocês já sabem como será a decoração? - Luisa olhava de uma lado para o outro, tudo estava tão desarrumado e feio que não sabia por onde começar.

— O Dite está nos ajudando com isso já que é formado em design de interiores, ele teve ótimas ideias para deixar tudo isso mais funcional. - o taurino explicou.

— Que ótimo que vocês podem se ajudar né, quem mais vai vir hoje aqui? - Koga estava curiosa arrumando o jornal para que a tinta não respingasse no chão de madeira.

— Aiolos disse que ia dar uma passada mais tarde depois que trocasse de turno com o Cabrón. Seiya deve estar chegando para ajudar a pintar o salão e Shun e June disseram que também viriam mais tarde - Aldebaran entregou os pincéis de rolo para Luísa e Koga.

Elas olharam para porta pois ouviram Hyoga chegar de moto com Seiya na garupa. - Que bom que chegaram, mais mãos vai andar mais rápido - Luísa tentava se entusiasmar e acalmar a Koga que já estava tendo um colapso de limpeza. - Calma amiga, respira.

Koga já havia corrido para pegar dentro dos baldes o desinfetante, água sanitária e como uma ninja, já havia amarrado o lenço na cabeça, colocado os sprays de produtos nos bolsos da jardineira jeans que usava, tudo numa velocidade sobre humana. Luisa e Aldebaran ficaram de queixo caído com a rapidez da moça.

— Que é? - ela perguntou. - Vocês realmente acham que eu vou conseguir andar nesse lugar imundo do jeito que está, já tem bastante gente pra pintar eu vou deixar esse lugar um brinco.

Para a infelicidade de Aiolos que chegou junto dos demais, foi puxado pela virginiana que o encarou no fundo daqueles olhos verdes - Nem um piu!

Ele abriu a boca para proferir algumas palavras porém.

— Shiuu, nem uma palavra, pega os panos, enche o balde d'água que hoje você vai trabalhar comigo!

Aiolos sem chance de contestar engoliu em seco e só assentiu. Luisa e Aldebaran quase estavam se engasgando com a risada contida. O Sagitariano olhou para os dois com aquela cara de "socorro", e recebeu apenas um gesto de "não podemos fazer nada"

Ele então se aproximou dos dois e sussurrou - Tenho certeza que ela batia no Kanon!

Sem poder segurar mais, os dois caíram na risada. Koga que voltava estava mais afastada pensando na logística da limpeza, se voltou para eles devido aos sons das risadas e perguntou:

— O que aconteceu?

Aiolos levantou as mãos em rendição - Nada não Koguinha, vamos nessa, que temos muito pó pra tirar daqui.

— É assim que eu gosto de ver, Olos! - os dois foram para trás do balcão do bar para começar a limpar.

Aldebaran de repente se calou e ficou com uma cara estranha - Que houve Debão? Tu tá com uma cara, aconteceu alguma coisa?

O taurino um pouco sem graça coçou atrás da nuca. - Bem eu não disse antes, mas o Mask deve estar chegando aí também, ele vai fechar o cardápio com o Hyoga.

— Shiiiiiiii - Luisa arregalou os olhos preocupada e depois se prostou para o lado para enxergar a amiga do lado de fora - Gente será que isso vai prestar?

— É só ele não conversar com ela. - Seiya que estava perto e ouvindo toda a conversa interrompeu. - bom qualquer coisa a gente tá aqui, nada de mal vai acontecer. - olhou para Hyoga que assentiu sério.

— Você diz que ele precisa de retaguarda, porque a bichinha ali quando perde as estribeiras nem todo o exército de Athena segura.

Outra moto parou na rua, era Máscara da Morte chegando.

— Eita que Athena o proteja - Seiya disse se aproximando do batente da porta.

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Afrodite e Calisto estavam agachados de frente a uma bela e vistosa hortência que estava plantada ao lado da construção, o pisciano dizia que dali sairiam várias mudas para ornamentar a frente do bar. O pisciano a ensinava com a maior paciência e serenidade, dava pra sentir o amor que ele tinha pela flora, o que estava deixando ela encantada, até ele do nada parar de falar e ficar sério, ele se levantou deixando a canceriana arrumar as pequenas mudas nos vasinhos de costas para a rua.

— Boa tarde Másk. - Afrodite comprimentou.

Calisto sentiu seu estômago gelar, ficou paralisada com o pequeno raminho de flor nas mãos.

— Buona tarde Dite, Calisto como está?

Sem se virar para ele, Calisto suspirou continuando a colocar os raminhos sem responder.

Máscara da Morte ficou olhando para ela aguardando, mas pela demora com certeza, não ia cumprimenta-lo, Afrodite colocou o braços em volta dos ombros do amigo puxando para que ele se afastasse.

— Ela precisa de tempo Máscara. - o melhor amigo sentia por ele.

— Mais? - ele olhou sobre os ombros do pisciano para ver Calisto ainda de costas sentada na grama, encarou novamente os olhos aquamarines do cavaleiro de Peixes - já se passou um mês Afrodite, ela sequer olha pra mim!

— Você queria o que carcamano, depois de tudo que contou para ela? Que corresse e pulasse nos seus braços?

— Tsc! - o canceriano estalou a língua. - Eu só queria una chance pra mostrar meu arrependimento, eu a amo porra!

— Então se você a ama como diz, dê mais tempo, as coisas vão se resolver, agora vai trabalhar, que você tem um cardápio inteiro para testar. - Afrodite começou a empurrar o canceriano para dentro da construção.

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Koga havia subido para parte de cima do bar onde seria o escritório de Aldebaran e Hyoga, por incrível que pareça era a única parte da casa que estava mais arrumadinha, já tinha duas mesas, um armário porta arquivo, lógico faltava aquele toque feminino, mas a virginiana se surpreendeu com a arrumação daqueles dois.

Ela foi para trás da mesa de Aldebaran e logo reparou num porta-retrato, pegou o objeto aproximando de seus olhos curiosos, a foto era muito divertida onde os treze cavaleiros de ouro se engalfinhavam um em cima do outro para "caber" na fotografia, ela não pôde deixar de reparar em Kanon, ele estava quase caindo em cima de Saga rindo, tão lindo.

A morena passou os dedos por cima da face do geminiano sorrindo nostalgicamente..

— Que saudades Kanon, como será que você está? - apertou o retrato no peito sentindo falta da presença do ex-namorado.

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Kanon estava sentado nas escadarias do Pilar do Atlântico Norte, havia acabado de receber uma carta de seu irmão contando as novidades do Santuário.

— Quer dizer que aqueles dois se juntaram para abrir um bar…. - o caçula lia as linhas ansioso para saber notícias de todos, mas principalmente de Koga.

Correu os olhos pelo papel branco, até chegar na parte que mais queria. Onde Saga falava como a virginiana estava.

— Ah bombom, como sinto sua falta – falou enquanto apertava a carta contra o peito como se assim pudesse sentir sua amada próximo de si.

Continua...