Capítulo 38 - Dei uma olhada. Olhei rápido. Encarei abertamente.

Música sugerida: Be Here Now - Ray La Montagne

~xXx~

BPOV

Sentei em frente a casa dentro da minha caminhonete por alguns minutos para organizar meus pensamentos.

Tinha tanto para processar, meu peito doía pelo estresse disso.

Nunca tinha sentido tanto por alguém.

Nunca.

Edward fez seu caminho para o meu coração, e fico machucada bem ao lado dele pela magnitude da vida que o cerca. As palavras de Esme ecoavam na minha cabeça repetidamente.

O passado dela.

A dor dela.

O pai de Edward. A traição dele. Porque era, como ele tratava seu filho era uma traição de confiança entre pai e filho.

E Esme, que tinha medo de causar problemas.

Ela realmente entendia o quanto seus filhos dependiam dela para deixá-los seguros em sua própria casa?

Balancei minha cabeça pela visão engraçada do lar seguro de Edward.

Você conseguia sentir a opressão assim que entrava na casa deles. Eu não tinha ideia de como Edward lidava com isso.

Fiquei na frente da simples casa branca de Charlie, deixando meus próprios sentimentos deste lugar me inundarem. Esta pode nem sempre ter sido minha casa, mas era um lugar que eu podia chamar de lar.

Seguro.

Amado.

Lar.

O quão sortuda eu era.

Eu tinha dois lares. Porque não importa onde Renee parasse, ela fazia um lar.

Era verdade o que diziam?

Casa é onde o coração está?

Meu coração doía de novo.

Porque eu tinha duas, e Edward tinha nenhuma.

Eu esperava que Esme estivesse se posicionando para oferecer o que ele precisava.

Por mais que eu gostasse de Edward, ele precisava de uma família que o apoiaria também.

Mas eu realmente duvidava que Charlie concordaria um dia em deixar Edward encontrar um refúgio em nossa casa.

Não sem se preocupar com Edward encontrando refúgio dentro de mim. Por assim dizer.

A cortina na porta da minha casa se mexeu e lembrei que eu tinha um certo membro da família que estaria se perguntando por quê eu estava ali fora na chuva leve. Arrastei os pés subindo os degraus e abri a porta para encontrar Charlie lá, esperando por mim.

"Está tudo bem?" Ele perguntou, seus olhos buscando um machucado ou qualquer coisa que parecia anormal.

Assenti e passei por ele em direção à cozinha, repentinamente com fome e não querendo conversar na verdade. Ele seguiu atrás de mim, em silêncio enquanto tirava uma cerveja e gesticulou para a caixa de pizza na mesa.

"Não queria que você tivesse que cozinhar," ele disse desdenhosamente. Mas eu sabia que ele estava tentando ser gentil. Ele me conhecia muito bem.

"Obrigada, pai," murmurei e o observei assentir e voltar para a sala de estar.

Peguei uma fatia e uma caixa de suco e fui atrás alguns minutos depois.

Eu raramente entrava sem permissão na sala do homem. Era o santuário de Charlie.

Mas hoje à noite eu precisava do meu pai.

Ele parou de tomar sua cerveja quando me viu entrar, então a colocou para baixo e levantou seu braço livre, me pedindo silenciosamente para sentar ao lado dele. Ele parecia saber que eu precisava de seu conforto.

Sentei perto, deixando-o envolver seus braços ao meu redor, me abraçando.

Nós permanecemos numa contemplação silenciosa enquanto o jogo passava na televisão, minha mente se deixando voltar à casa dos Cullen.

Tinha que me perguntar como Esme e Carlisle desmoronaram e o porquê. E a vida sexual deles, algo em que eu realmente não queria pensar, tinha algum efeito sobre Edward e Emmett.

Eu não conseguia sequer pensar no meu pai dessa forma. E mesmo embora eu tivesse noites que ardiam em minha memória de Renee e qualquer novo amor de sua vida que passou a noite em casa, eu não conseguia imaginar meus pais estarem em algo daquele jeito.

Bem, eu não conseguia imaginar nem um pouco.

O que parceiros assim fazem?

Um manda no outro? Quem goza nisso?

Eu não queria ser escrava de ninguém.

Eu entendia a coisa de amarrar. E de vendar.

Hey, Charlie tinha Cinemax.

Tentei tirar esse pensamento da minha cabeça. Porque o pensamento de Charlie assistindo Cinemax de madrugada era simplesmente nojento.

Meu pai não tinha uma vida sexual.

Gostava de pensar nele como um castrado, se eu estivesse sendo honesta.

Porque se ele não tinha uma namorada e ainda tinha aqueles desejos…

Agora minha cabeça estava cheia de pensamentos estranhos.

"Você quer assistir um filme?" Ele perguntou, me assustando.

"O jogo ainda está no terceiro tempo," eu disse, apontando para a pontuação miserável.

Ele suspirou e finalizou sua cerveja.

"O Steelers nos esfregaram pelo campo todo hoje à noite. Não preciso assistir cada jogada brutal," ele disse, sorrindo ironicamente.

"O que você quer assistir?" Perguntei, curiosa.

Nunca fizemos uma noite do filme.

Ele coçou seu bigode enquanto me olhava reflexivamente. Podia dizer que ele estava tentando fazer com que eu me sentisse melhor. Ele não queria perguntar o que havia de errado. Eu não saberia como lhe contar de qualquer forma.

Ele deu de ombros e clicou no guia de filmes.

"Tem esse filme antigo de amor," ele sugeriu. "Deve ser um filme de boa menina."

Eu conseguia ouvir a dor em sua voz.

"O filme de dar soco está no catálogo ainda?" Perguntei, observando seus olhos reluzir.

Charlie nunca diria não a um bom filme de ação.

"Certeza?" El perguntou, desconfiado.

Assenti e peguei a cerveja dele.

"Realmente não quero algo sentimental esta noite," eu disse. "Gostaria de apenas aproveitar minha noite com o meu pai."

Ele limpou a garganta e assentiu, aquele pedacinho estranho de orgulho cruzando seu rosto antes de me deixar desaparecer na cozinha para pegar mais bebidas para nós. Voltando, nos acomodamos de novo, o punho voando na tela enquanto eu relaxa com o meu pai. Tentei desligar meu cérebro e simplesmente deixá-lo reiniciar, mas ele não deixava Edward para lá.

O que ele estava fazendo agora?

Ele estava bem?

Meu telefone ficou silencioso toda a noite.

Eu esperava que ele estivesse lidando bem com as coisas.

Descobrir sobre o passado de seus pais seria realmente um choque.

Queria que eu pudesse estar lá.

Mas isso não era algo para que você convidasse sua namorada. Se Edward soubesse que eu sabia o tanto que sei, ele ficaria envergonhado.

Talvez ele estivesse com vergonha e é por isso que não ligou.

Tenho certeza que ele precisaria de tempo para pensar.

Antes que eu soubesse, Charlie estava bocejando e os créditos do filme estavam rolando. Chequei meu telefone, e ainda não havia ligação ou mensagem.

"Tenho que levantar cedo, você vai para a cama?" Charlie perguntou enquanto levantava.

"Vou tomar um banho e então irei para a cama," respondi, levantando com ele.

Ele parou no topo da escada, envolvendo seus braços ao meu redor gentilmente.

"Sabe que confio em você, certo? Sei que sempre fará a coisa certa," ele murmurou. "Estou orgulhoso de você, pelo que fez hoje."

"Obrigada, pai," respondi. "Descobri apenas o quão sortuda sou por te ter como meu pai."

Ele fingiu caçoar do meu elogio, mas eu podia dizer que ele ficou afetado.

Ele resmungou um rápido boa noite e fechou a porta de seu quarto, deixando-me entrar no banheiro para uma ducha. A água quente sempre parecia me acalmar, e limpar minha cabeça.

Eu precisava disso mais do que qualquer coisa.

Esfreguei-me com meu sabonete, sorrindo por quanto Edward tinha prazer em como eu cheirava. Ele sempre gostava de enterrar seu nariz no meu pescoço ou no meu cabelo, inalando profundamente como se isso fosse necessário para sobreviver. Talvez fosse.

Gostava que eu o afetava assim.

Completamente lavada, enrolei-me numa toalha e entrei rapidamente no meu quarto, o som de Charlie roncando já vinha de seu quarto. Ocupei-me em colocar roupa íntima e uma regata, considerando minha calça de pijama flanelada. Estava um pouco gelado com a chuva lá fora, então peguei uma para vestir.

Foi quando ouvi.

Uma batida suave.

Como um galho irritante na janela.

Charlie realmente precisava aparar essa maldita árvore.

Resmunguei e fui até a janela, esperando ver o galho incômodo.

Em vez disso soltei um gritinho e cobri minha boca quando vi olhos verde escuro me encarando de volta.

Como diabos Edward subiu na minha árvore?

E o mais importante, por que Edward estava subindo na minha árvore?

Abri a janela, esticando a mão para ajudá-lo a entrar, seus sapatos deslizando no parapeito da janela até que ele rolou em cima de mim no chão, nós dois paramos malditamente estatelados. Ambos congelamos pelo barulho, virando para a porta. Rezei que Charlie tivesse dormido durante o barulho.

Quando estávamos quietos suficiente para escutá-lo ainda roncando no quarto ao lado, Edward se moveu para sair de cima de mim, seus olhos examinando meu corpo até que ele chegou na minha calcinha.

Não tive tempo de colocar minha calça ainda.

Ele se afastou de maneira mais rápida, engatinhando para levantar e passar as mãos pelo seu cabelo enquanto ele se virava para a janela, me oferecendo um momento de privacidade.

Eu não teria, é claro.

"O que aconteceu? Você está bem? Por que simplesmente não me ligou? Eu teria te deixado entrar pela porta?" Perguntei, andando até o seu lado para fechar a janela para que chuva não entrasse.

"Hum," ele gaguejou, olhando para as minhas pernas nuas.

Ele estava desconfortável me vendo seminua. Eu entendia, acho. Foi inquietante vê-lo mais cedo apenas de calça de flanela.

Bom, mas estranho.

E ele estava me olhando de lado como se eu fosse um pedaço de bolo de chocolate ao dobro para ser devorado por um diabético.

"Desculpa," sussurrei e voltei para minha cama, onde tinha deixado minha calça, colocando-as de costas para ele. Senti que suas mãos deslizaram pelos meus braços, minha respiração ficando mais rápida quando me envolveram, me puxando bem contra ele. Sua jaqueta já umedeceu a parte de trás da minha regata.

"Você está me deixando molhada," respirei, embora fosse mais um gemido.

"Porra," ele grunhiu e se afastou num flash, me deixando cambaleando. "Você não pode dizer essas coisas, Bella."

Sua voz era rústica, e quando me virei, vi que ele estava tremendo. O bolo de chocolate tinha se transformado num bife suculento pelo que parecia. Porque ele parecia faminto agora.

Eu não tinha pego a indireta que sussurrei. Ele tinha definhado meu cérebro esta noite.

"Quero dizer… você está molhado," sussurrei e dei uma passo em sua direção. Ele engoliu em seco e esticou uma mão, perguntando.

"Eu precisava te ver," ele respondeu baixinho e deu um passo hesitante em minha direção.

Alcançando sua mão, peguei-a e o puxei para um pouco mais perto, sua respiração ventilando sobre minha testa enquanto ele me inalava.

"Você está bem?" Perguntei.

Ele fechou os olhos e se inclinou para mais perto, seu nariz escovando da minha têmpora para baixo.

"Não… sim," ele disse, sua voz fraca e pouco mais de um sussurro. "Não sei."

Seus dedos traçaram a alça da minha regata ao longo da parte da trás da minha omoplata, fazendo-me arrepiar.

Mas eu não estava com ele, nem de longe.

Minhas próprias mãos foram até o seu peito, onde eu podia sentir seu coração batendo com força.

Era difícil tentar se concentrar.

"Quer falar sobre isso?" Perguntei, um pouco atordoada. Ele balançou a cabeça e me abraçou apertado contra ele, sua boca deixando beijos suaves ao longo da minha bochecha antes de encontrar minha boca, capturando-na num ataque quente que fez minhas pernas ficarem elásticas.

Edward me abraçou contra ele enquanto sua boca continuou a explorar a minha, penetrante e mais atrevido do que já foi. Sua língua tocou meus lábios, uma leve batida como se pedisse para entrar e fazer com que se sentisse bem-vinda.

Minha língua estava obviamente procurando companhia porque ela decidiu sozinha sair e receber a dele, se enroscando como um kama sutra de língua. Eu o ouvi gemer e me agarrar mais apertado, sua boca se abrindo para me deixar explorar com ele.

Eu podia sentir a cama contra as minhas pernas, seu corpo me empurrando nela. Ele pairou sobre mim, as coxas pressionadas de forma apertada nas minhas, a sensação dele endurecendo me fez suspirar. Afastei meus lábios suficiente para respirar e olhei em seus olhos escurecidos.

"Preciso trancar a porta," sussurrei roucamente.

Ele pareceu despertar de qualquer que seja o transe que esteve e soltei uma longa respiração enquanto saía da cama para, silenciosamente, trancar a porta. Suas roupas me deixaram úmida, e eu sabia que ele estaria gelado com elas enquanto ficasse lá, tragando ar em seus pulmões enquanto deitava em minha cama.

"Você está com frio?" Perguntei, observando enquanto ele esfregava seu peito através da jaqueta molhada.

Ele balançou a cabeça levemente e sentou.

"Sinto muito, não tive a intenção de entrar dessa forma," ele disse, mudando para a beirada da cama, olhos fechados e as mãos apertadas na minha colcha.

Dei um passo entre seus joelhos e tirei seu cabelo da testa, sorrindo quando o ouvi murmurar ao meu toque.

"Está tudo bem," sussurrei e me inclinei para beijar sua testa. "Estou feliz que você está aqui comigo."

Suas mãos se moveram sobre os meus braços novamente, esfregando-os como se estivesse me aquecendo.

"Deixei suas roupas úmidas," ele disse e então riu, balançando a cabeça.

"Sim, isso não soa nada melhor vindo de você," respondi, feliz por ver o começo de seu sorriso.

Ele inclinou sua cabeça para cima, o verde profundo de seus olhos me afogando enquanto ele me observava. Seus olhos ainda tinha aquela porção de preocupação, a hesitação que eu via quando ele estava incerto de qual caminho seguir.

"Quero ficar um pouco," ele sussurrou. "Está uma sensação muito estranha na minha casa. Está tudo bem com isso?"

Assenti e deslizei seu casaco de seus ombros, sua respiração trêmula quando minhas mãos deslizaram para cima de seu peito e sobre seus ombros. Ele lambeu seus lábios, me observando enquanto eu tirava o casaco e o joguei na cadeira da escrivaninha. Minhas mãos retornaram, traçando seus ombros e braços como ele fez comigo.

"Sua camiseta está um pouco úmida," sussurrei.

Ele balançou a cabeça, os olhos atentos no meu queixo.

"Não acho que tenho a força para me conter, Bella."

"O que quer que você queira fazer, está tudo bem. Mas você está gelado. Você tem que tirar suas roupas molhadas," respondi, e me movi lentamente para puxar para trás as cobertas da minha cama. "Posso entrar primeiro, prometo não olhar."

Ele levantou e me observou enquanto eu engatinhava sobre os cobertores para enfiar minhas pernas sob o calor. Tirei minha calça enquanto me movia, querendo ser capaz de sentir suas pernas próximas das minhas. Isso provavelmente iria exaurir sua decisão, mas era um fato provado que pele nua com pele fornecia mais calor.

Ele olhou para a porta novamente, engolindo em seco antes de tirar os sapatos e esfregar as mãos no tecido úmido de seu jeans. Tentei evitar que meus olhos mudassem de rumo, mas quando suas mãos foram naquela sequência de botões fabulosa, não consegui evitar.

Dei uma olhada.

Olhei rápido.

Encarei abertamente.

Seus dedos pararam no segundo botão.

"Desculpa," murmurei e puxei as cobertas para cima da minha cabeça.

Sua risada nervosa me fez olhar para fora das cobertas de novo.

"Você não tem que pedir desculpa. Estou apenas me perguntando como você consegue fazer cair por terra um dia cheio de preocupação apenas estando perto de mim," ele disse, ficando ali com suas mãos nos botões, me observando com um sorriso pequeno.

Mordi meu polegar e lhe ofereci um sorriso tímido.

"Não sei. Sou seu raio de sol?" Brinquei indevidamente. Eu estava nervosa.

O garoto que eu queria que tirasse a minha virgindade estava tirando a roupa no meu quarto.

Ele ficou lá, congelado e observando como se estivesse em transe num local distante.

"Você definitivamente é isso," ele sussurrou, o sorriso se tornando um pouco triste.

Meu coração doeu de novo.

"Vem aqui," sussurrei e dei um tapinha na cama ao meu lado, tentando encorajá-lo.

Eu realmente queria que ele terminasse aqueles dois últimos botões e viesse pra cama comigo.

Edward soltou outra respiração e tirou seu jeans, chutando-o e ficou parado ali com sua cueca boxer escura. Ele cutucou sua camisa novamente, como se estivesse cogitando.

"Você está desperdiçando um bom tempo de ficar abraçadinho," provoquei gentilmente.

Era tão díficil ir gentilmente com ele. Eu queria tanto, e podia dizer que ele também, mas seus olhos contavam uma história que dizia que ele precisava de um lugar tranquilo.

Um lugar sem monstros e sem lembranças.

Ele continuou a me observar, e percebi que eu estava encarando novamente, embora não me lembre de ter absorvido sua beleza. Eu estava distante, desejando um lugar seguro para ele.

Seu lugar seguro era aqui.

Deitei na cama, virando para que minha costa estivesse de frente para ele enquanto eu abraçava meu travesseiro, lhe oferecendo um pouco de privacidade. Ouvi seu jeans bater no chão, e então a cama se mexeu levemente antes de sentir seu corpo gelado deslizar atrás do meu.

Ele me abraçou gentilmente, seu corpo se moldando ao meu enquanto ficamos deitados de conchinha. Ele cantarolou baixinho e afagou meu cabelo distraidamente como se estivesse absorto em pensamentos. Sorri quando senti que seus lábios roçaram no meu ombro, seu nariz seguindo para subir pelo meu pescoço. Seu braço me segurou a ele, seu corpo pressionando mais perto para encontrar mais calor. Cobrindo seu braço com o meu, lhe ofereci aquele pequeno apoio que ele precisava para que sentir-se seguro. Ele suspirou novamente, o calor de sua respiração enviou um arrepio pelo meu corpo.

Eu o deixei ter seu momento de tranquilidade, não querendo me intrometer em tudo que ele tinha que estar pensando. Ele deve ter passado por muita coisa, se teve que vir a minha casa tão tarde da noite, sem nem mesmo ligar. Nós ficamos lá em silêncio, seus braços me apertando de vez em quando, como se precisasse de um conforto extra. Eu o apertei em mim como um apoio silencioso.

"Você parece bem assim," ele sussurrou no escuro.

Virei lentamente em seus braços para que pudesse encara-lo. Seus olhos pareciam tão profundos enquanto ele me olhava.

"Você pode vir aqui a qualquer hora que quiser," respondi suavemente.

"Se eu pudesse, viria, mas a subida quase me matou," ele sussurrou, um fantasma de um sorriso cruzando seus lábios.

"Então usaremos a porta na próxima vez, mas você ainda não pode deitar na cama com aquele jeans," provoquei.

Posso ter deslizado minha perna em cima da perna nua dele, aproveitando o calor intenso de sua coxa na minha.

"Você está me matando, Bella," ele gemeu.

"Isto é ruim?" Perguntei, parando meu corpo contra o dele, preocupada que eu tinha arruinado seu momento de paz.

Os dedos de Edward se moveram sobre a minha bochecha, seus olhos os seguindo enquanto desciam pelo meu pescoço.

"Não, isto é o que eu quero," ele disse, engolindo em seco. "Tanto."

"Eu quero isto também. Com você, Edward."

Ele suspirou e se inclinou em mim, e seus lábios cobriram os meus brevemente antes dele se aninhar no meu pescoço, suspirando em contentamento enquanto seu nariz seguia seus dedos.

Desceu pelo pescoço, pela minha clavícula, desceu um pouco mais.

Respirando devagar. Absorvendo-me.

Deixei minhas mãos vagarem pela sua costa, querendo esquentar a pele fria que parecia estar formigando de frio. Ele gemeu, enviando a vibração através de mim pelo meu corpo em qualquer lugar que tocava.

Enquanto afastava sua cabeça, consegui sentir suas mãos acariciando a lateral do meu corpo e descendo ao meu quadril, me colocando deitada gentilmente para que me pudesse me olhar. Permanecei parada para ele, para lhe permitir a oportunidade de fazer o que desejasse, para deixá-lo saber que eu era dele. Seus olhos encontraram os meus por um instante, como se buscasse permissão antes de descerem para onde suas mãos me seguravam, no meu quadril. Lentamente, a ponta de seus dedos subiram pela lateral do meu corpo, seu polegar se arrastando pela minha barriga, até minhas costelas, acariciando levemente a curva dos meus seios enquanto subiam.

Soltei um gemido baixo, seus olhos dispararam aos meus.

Eu estava respirando mais rápido, tremendo pelo seu toque. Seus polegares pararam bem acima dos meus mamilos, deixando-os duros de desejo.

As pontas de seus dedos flexionaram, seu polegar acariciou em cima do meus seios mais uma vez.

Ele olhou para baixo, onde suas mãos tocaram, como se estivesse inseguro.

"Quero te tocar," ele sussurrou.

Assenti, me arqueando um pouco em suas mãos para encorajá-lo a continuar. Ele deslizou uma mão para mexer no meu cabelo, ficando parcialmente de lado, para que pudesse relaxar contra mim. Sua outra mão se moveu de forma lenta e tortuosa sobre o meu peito, não acertando meus seios. Ele sorriu quando me ouviu gemer, mas seus olhos permaneceram onde sua mão estava, enquanto ela descia lentamente.

Mais perto.

As pontas dos dedos mal tocavam o tecido.

Enviando formigamentos de alegria direto para onde a coxa dele estava firmemente pressionada agora.

Posso ter apertado um pouco aquela coxa.

Porque os dedos dele davam uma sensação incrível.

Nossos próprios dedos simplesmente não fazem a mesma coisa.

Ter outra pessoa provocando seus seios era como levar uma pedra até a lua.

E quando aquele polegar que tinha provocado finalmente alcançou meu mamilo…

Decolei!

Acho que gritei.

Acho que sim, porque a boca de Edward repentinamente cobriu a minha, beijando-me profundamente enquanto seu polegar acariciava repetidamente.

Aquele polegar seria a minha morte. Ele sabia como esfregar da forma certa.

Quando ele se afastou da minha boca, ele estava respirando com dificuldade.

"Bella," ele respirou, sua boca descia firmemente pelo meu pescoço, beijando a cavidade da minha clavícula.

Eu estava desnorteada.

Que bom que eu já estava deitada.

Seu nariz contornou a borda da minha regata, deixando sua boca aquecer minha pele por baixo enquanto ele se movia.

"Por favor," ele sussurrou. Eu o ouvi gemer, sua cabeça se inclinando pesadamente em meu ombro. " Por favor, deixe eu ir devagar com você."

Eu o puxei contra mim e envolvi meus braços ao seu redor, realmente tentando esquecer a pulsação entre as minhas pernas. Em vez disso, cantarolei baixinho em seu ouvido enquanto ele se aconchegava contra mim, e fechei meus olhos. Seus braços se apertaram ao meu redor, um gemido suave foi abafado em meu ombro.

"Não quero que este sentimento acabe," ele sussurrou.

"Qual sentimento?" Perguntei, meus dedos encontraram seu cabelo de novo.

"Felicidade," ele suspirou. "Sinto-me feliz aqui com você."

"Gosto deste sentimento também," sussurrei e o abracei um pouco mais apertado, fechando minha garganta.

Ele relaxou contra mim, sua cabeça posicionada em meu ombro. Um braço me puxou para mais perto dele, seu corpo se ajustando ao meu para que sua coxa ficasse em cima de mim, como se eu fosse o travesseiro perfeito para seu corpo alto.

Eu não reclamei.

Ele parecia maravilhoso.

Meus olhos ficaram pesados com seu calor e seus dedos sedosos enquanto eles tocavam meu braço. Isso parecia acalma-lo tanto quanto me acalmava. E enquanto nós dois quiséssemos ir mais além, isto era certo. Neste momento, isto era suficiente.

Independentemente do que nossos corpos diziam.

Isto era um bom tipo de devagar.

Fechei meus olhos e sorri por quão em paz me sentia.

Lentamente me tornei mais consciente de quão tarde era quando o senti se mexer. Meus olhos se abriram lentamente e o observei sair vagarosamente da cama, sua costa iluminada pela luz da lua. Ele colocou a camiseta, pegando sua calça jeans quando se virou para me ver lhe observando.

"Preciso ir para casa para que Esme não se preocupe," ele sussurrou, inclinando-se sobre a cama para me beijar ternamente.

Andei com ele até a janela, minha mão tocou a dele por um momento, para que eu pudesse sentir sua mão quente uma última vez.

Ele se inclinou para me beijar antes de sair e deslizar precariamente em um galho.

"Na próxima vez, pode entrar pela porta," eu disse, sorrindo quando ele agarrou o galho.

"Eu adoraria, exceto que então seu pai saberia que estou aqui," ele respondeu e fez careta quando seu pé escorregou um pouco.

"Meu pai trabalha a noite também, Edward," eu o lembrei.

"Teremos que planejar melhor, então," ele disse, sorrindo.

Assenti e o observei descer lentamente da árvore, quase caindo no último galho. Uma vez no chão, ele se sacudiu e olhou de volta para mim, sorrindo.

"Te verei em algumas horas," ele sussurrou.

Esperei até que ele tivesse desaparecido na rua antes de fechar a janela e voltei para a cama, cheirando o cobertor que agora tinha o cheiro de Edward.

Fechei meus olhos e desejei que a noite passasse rápido.

Eu já sentia saudade de tê-lo ali ao meu lado.


Nota da Tradutora: Quem é vivo sempre aparece rsrsrs Por favor, não briguem comigo! Como estamos de quarentena e tenho mais tempo disponível, estou atualizando as histórias aqui do perfil!

O que acharam desse capítulo? Foi o primeiro contato mais "íntimo" desse casal e, além disso, mostra o pai maravilhoso que o Charlie é.

Comecei a atualizar uma drabble, chamada Mafia Princess... estou postando entre 02 e 03 capítulos por dia, então apareçam por lá!

Espero que tenham gostado, deixem seus comentários e até semana que vem (prometo)!

Beijos, Gui.