Ok, here we are again!
With an apology for such an extended interval ... But my job demands to be my focus right now ... And to write about V and M I need to dive into the characters. This was impossible for a long time, but in the last few days they decided to live with me again.
Capítulo 46
Melbourne percorria um dos corredores do palácio quando Albert surgiu contornando uma esquina. Não havia como evitar cruzar-se com ele. E em algum momento isto teria de acontecer. Não havia mais nada a fazer senão enfrentar.
O príncipe parou a poucos passos de distância, o que levou Melbourne a parar também.
"Lord Melbourne! Há quanto tempo não nos víamos…" Disse o príncipe com ar de desdém.
"É verdade, Vossa Alteza…"
Houve uns segundos de silêncio e então Albert disse:
"Tenho a certeza que já sabe que eu vou ser pai…"
O estômago de William sofreu uma espécie de facada violenta. Ele quase fechou os olhos, mas era preciso manter a dignidade.
"É um momento muito feliz na vida de um homem." William observou, fingindo-se não afetado pela provocação do príncipe.
"É lamentável que o senhor nunca tivesse podido usufruir dessa felicidade…" Albert empurrou a lâmina invisível um pouco mais.
"Eu fui feliz com o meu filho, uma felicidade diferente…Ele era especial, mas ele era meu filho e eu ficava feliz por cuidar dele e tê-lo comigo…" Explicou William, tentando manter um semblante impenetrável.
"Foi uma pena que Deus tenha decidido levá-lo, então…" Albert observou com frieza.
"Vossa Alteza não sabe do que fala…" Disse Melbourne perdendo um pouco a paciência, mas tentando conter-se. Um conflito aberto entre ambos num corredor do palácio era algo que não poderia ocorrer. Muito menos agora. Como é que isso poderia ser justificado?
"Mas eu sei que o meu filho será herdeiro do trono. Um Coburgo no trono de Inglaterra!" Albert exclamou com satisfação e orgulho.
William respirou fundo, movendo o peito para cima e para baixo.
Então ele aproximou-se mais do príncipe e esforçou-se por falar baixo:
"Vossa Alteza pode dizer o que você quiser, mas você sabe que isso nunca será verdade. Ambos sabemos. Uma mentira, por mais que seja repetida nunca se tornará numa verdade." William parou, moveu a cabeça ligeiramente em sentido afirmativo e abriu um pouco mais os olhos, como quem dizia "você sabe que eu tenho razão". Depois ele rematou: "Com licença."
Melbourne retirou-se imediatamente deixando o príncipe sozinho a fixar-lhe as costas com o olhar. Ele apressou-se pelo corredor e procurou uma saída para uma varanda.
O ar que lhe bateu no rosto foi recebido com satisfação e ele apoiou as mãos na proteção da varanda. O coração batia com força e a circulação estava acelerada, mas ele sabia que iria diminuir.
William respirou fundo algumas vezes para se acalmar.
"Eu incomodo você?" Uma voz feminina surgiu atrás dele.
William virou o rosto para a voz familiar, mas manteve a mesma posição.
"Não, Emma…"
"Eu vi você sair para a varanda…Eu ainda não tinha tido oportunidade de falar com você a sós sobre…a criança…Eu quero parabenizar você. Eu quero dizer que eu estou muito feliz desde que a Rainha me contou e me pediu para acompanhá-la até Brocket Hall, eu sei como é importante para você…"
Ele movimentou a cabeça em sentido positivo algumas vezes e disse:
"Obrigado, Emma."
Depois ele olhou de novo em frente, evitando continuar a encará-la.
"Mas você não está bem…Um homem ocupado como você não está numa varanda só porque decidiu apreciar a paisagem."
"Eu precisava de apanhar ar."
Emma manteve o silêncio na expectativa de que ele falasse um pouco mais sem que ela tivesse de perguntar.
Ele avançou:
"Eu encontrei o Príncipe no corredor há minutos e…"
"Ele foi rude?" Ela perguntou.
"Ele tem esse direito, ele foi traído e humilhado…Ele está zangado. E ser rude comigo é a única coisa que ele pode fazer."
"E o que é que você pensa fazer? Tudo vai ficar como está? Emma perguntou.
Ele virou-se finalmente para ela e disse:
"Essa é a minha batalha, Emma…Eu tenho uma mulher que eu amo, uma mulher que me ama, o que é ainda mais extraordinário. Ela jovem e bonita e… Nós dois juntos é… Você sabe…"
"Eu imagino…"
Ele caminhou pela varanda e cruzou-se com Emma.
Ela virou-se para trás para o seguir.
Ele virou-se de novo de frente para ela e falou de modo agitado:
"E ela vai ter um filho meu! Ter uma mulher que me amasse e ter filhos, uma família, foi a única coisa que eu sempre desejei. Eu nunca imaginei ser político, eu não deveria ter um título nobiliárquico, eu nunca quis ser Primeiro-ministro…Isso foram as circunstâncias que ditaram na minha vida. A única coisa que eu sempre desejei foi uma família. Eu pensei que eu teria uma quando eu casei com Caro, mas…Foi exatamente nesse dia que as coisas começaram a desmoronar-se. Eu amava-a, mas ela…"
"Ela também amava você, à maneira dela…" Emma lembrou.
"Sim, à maneira dela… Mas a maneira dela era…exigente, violenta e doentia…Victoria, não. Victoria é de uma serenidade…Quando eu já não esperava mais nada de estimulante na vida, Victoria apareceu. Quando finalmente eu tenho uma mulher que me ama, que me respeita e que me dá tranquilidade eu não posso desposá-la. E quando ela espera um filho meu, eu não posso assumi-lo. A única coisa que eu queria, era poder ficar o resto da minha vida em Brocket Hall rodeado por Victoria e pelas crianças e passar horas nas estufas a cuidar das minhas orquídeas."
"Crianças?" Emma perguntou sorrindo carinhosamente. "Ainda nem nasceu a primeira, e você já está imaginando outras?"
"Sonhar é a única coisa que eu posso fazer." Ele declarou agora num tom mais calmo e em desesperança.
Ela observou o semblante descaído dele e disse:
"William, você está cansado."
"Eu estou. Cansado da política, cansado de ser Primeiro-ministro e cansado de esconder aquilo que eu sinto pela rainha e aquilo que de facto existe entre nós."
"Ela também está cansada…"
"Eu sei…Mas o que é que faço Emma? Se eu soubesse quais seriam as consequências depois de contarmos toda a verdade…"
"William, eu tenho de ir, Harriet está à minha espera, mas eu posso deixar para você o melhor conselho que eu acho que eu posso dar."
Ele olhou para ela em expectativa.
Ela fez uma pausa antes de prosseguir dizendo:
"Você deve ouvir mais o vosso coração e menos o vosso cérebro. Foi assim que você chegou até aqui…"
William manteve o olhar fixo em Emma.
Ela manteve o olhar no dele por uns segundos. E depois ela afastou-se e transpôs a porta para o corredor.
William dirigiu-se para os aposentos de Victoria. Aquela velha desculpa das reuniões, era a única coisa que lhes permitia passar algum tempo a sós. A menos que eles decidissem passear a cavalo, mas agora na condição dela não era muito adequado. Além disso, o Príncipe deveria acompanhá-los… Poderiam também existir encontros furtuitos em locais escusos, mas isso era insuficiente e também perigoso.
Após entrar na sala dela, ele pegou na mão direita de Victoria, levou-a aos lábios e beijou-lhe os dedos. Depois ele puxou o corpo dela contra ele e beijou a cabeça dela, abraçando-a.
Ela sentiu que ele estava nervoso, buscando senti-la de uma forma mais intensa.
"Você está bem? Aconteceu alguma coisa?" Ela perguntou.
"Está tudo bem, eu só tinha saudades vossas e do meu filho."
Ele ajoelhou-se na frente dela, colocou as mãos nas ancas de Victoria e beijou-lhe a barriga por cima do vestido. Depois ele encostou o rosto à barriga dela.
Ela colocou as mãos nos ombros dele. Havia uma firmeza estimulante naquele corpo e um carinho imenso naquela atuação dele.
"Eu nunca vi você assim, tão ansioso. Essa criança está mexendo com as vossas emoções." Ela observou.
Ele colocou-se de pé de novo e confessou:
"Ele está, eu não vejo a hora de vê-lo aqui, connosco…"
"Você terá de esperar, meu amor…Os meses necessários…"
"É verdade…"
"Hoje eu vou receber a visita do médico especialista em gravidez e partos." Victoria informou. "Eu nunca gostei de médicos, mas tem de ser. Por mim, eu ficaria com o Dr. Clark, que pelo menos eu já conheço, mas ele diz que não está habilitado nesta matéria."
"E eu concordo, plenamente, com ele." Declarou William de imediato. "Você deve ter o melhor médico do mundo."
"Ele virá esta tarde…Eu não gosto disso." Ela manifestou em desconforto.
"Meu amor, você tem de cuidar da vossa saúde e da saúde do bebé. Para que tudo possa correr bem. Se você tiver um bom médico, você estará mais tranquila e eu também. E você terá melhor assistência quando chegar a hora de dar à luz."
"Eu queria ter você lá comigo durante a consulta."
Ele olhou para ela por uns segundos. Os problemas ainda só estavam a começar…Os impedimentos, as dificuldades. As coisas que lhe mostravam que ele era apenas o Primeiro-ministro e que o pai oficial daquela criança era Albert….
"Eu não posso, você sabe…" Ele disse.
"Eu sei." Ela concordou mostrando resignação. "Qualquer outro homem também não participaria disso… Mas se você pudesse assumir ser o pai desta criança, você estaria lá comigo, não estaria?
"Claro que sim! Claro que sim." Ele garantiu.
"Eu terei Lehzen comigo." Ela apresentou em alternativa.
"Faça isso. Você confia muito nela."
O médico veio e William não saiu do palácio até que a consulta terminasse para saber o que aquele tinha dito. Ele manteve-se nos aposentos que lhe estavam destinados no palácio, tentando pôr em ordem os documentos que ele transportava na pasta nesse dia e todos os outros papéis que ele metera lá ao longo de meses e que já nem eram necessários. Ele nunca tinha tempo para dar uma arrumação adequada naquilo.
Ele gostaria de estar lá dentro do quarto dela, ou de pelo menos estar à porta para ouvir o que o médico teria para dizer no final, mas ele não poderia estar lá. Ele apenas podia esperar para ser informado depois. Ele era o pai daquela criança, mas já tinha começado a privação.
Albert, obviamente, não estava interessado neste assunto, nem mesmo em estar na antessala para fingir que se interessava por saber sobre o estado de saúde da esposa e do suposto filho que ira nascer, quando o médico saísse, após a consulta.
Lamentavelmente, Victoria estava numa situação em que era como se ela fosse uma viúva grávida que teria de passar pela gravidez sozinha. Não haveria um marido de verdade para apoiar em nada.
Ele nunca imaginara como ele ficaria nervoso e ansioso numa situação destas. Ele estava a descobrir isso agora. Ele teria de se acalmar para também poder transmitir tranquilidade para Victoria. Mas havia demasiadas preocupações para gerir. Desde a impossibilidade de estar com Victoria agora, sempre que necessário; passando pela hora do parto; e atingido o pós-parto quando ele não pudesse ver aquela criança com a frequência que ele desejaria. E no meio disso estava o maior perigo que era a hora do parto e as consequências disso. Tudo era uma incógnita e era impossível saber como Victoria iria gerir esse momento e que complicações poderiam surgir.
Depois de o médico ter saído, Emma chamou William para ir aos aposentos de Victoria.
"O que disse o médico?" Ele perguntou, mal ele entrou na sala e fechou a porta.
"Ele diz que ele acha que está tudo bem. Eu devo ser prudente, evitar emoções fortes e não fazer esforços desnecessários. E ele mandou-me chupar limão! Você imagina?"
"Para quê?"
"Ele diz que é bom se eu tiver mais enjoos. Isso e cravo-da-índia."
"Oh, compreendo…"
"Para me mandar chupar limão eu não precisava de um médico especializado em gravidez e partos…" Ela reclamou.
"Mas talvez seja melhor isso do que alguns daqueles remédios que os médicos preparam…" Ele lembrou.
"É, você tem razão…"
"Mas o importante é que tudo parece estar bem. Nós só temos de esperar e tudo ira decorrer da melhor forma." Ele tentou tranquilizá-la, quando sentia que quem precisava de ser tranquilizado era ele mesmo.
"Eu espero que sim, meu amor."
"Albert não estava por aqui?" William perguntou, embora já suspeitasse qual seria a resposta.
"Não…O médico achou um pouco estranho, afinal esta criança não é um bebé qualquer e Albert é o pai…Mas eu disse que ele estava ocupado e fora do palácio…"
William não fez nenhuma observação.
Victoria pediu:
"William, eu quero estar a sós com você…Mais tempo, em outro local…"
"Onde? Como faremos?"
"Em Claremont. Eu preciso de uns dias de ilusão. Da outra vez não correu muito bem e a nossa estadia lá foi muito apressada."
"E o Príncipe?"
"Albert? Ele não irá lá, claro! Eu direi para ele que eu vou sozinha e eu tenho a certeza que ele não tem nenhuma vontade de me acompanhar… Agora ele sabe a verdade. E se ele souber que você estará lá eu tenho certeza absoluta que ele não irá."
"E a vossa mãe?"
"Ela ficará aqui, eu vou deixar ordens expressas que eu não quero ser incomodada."
"Não é provável que isso resulte com a vossa mãe…"
"Albert terá de segurar ela aqui…"
"Você acha que ele fará isso?"
"Ele fará… depois que eu falar com ele. Eu só levarei comigo as pessoas que sabem da verdade e os poucos criados de Claremont serão facilmente ludibriados. Você deve aparecer um dia depois de mim como se fosse tratar de um assunto urgente. E depois você ficará lá, como meu convidado."
"Nós temos sempre tantos assuntos urgentes…" William lembrou num tom de provocação.
Ela sorriu e disse:
"É verdade, nós não estamos a mentir completamente…Nós apenas usamos isso em nosso favor."
Agora que ele já estava em casa, William estava um pouco mais tranquilo. O médico tinha dito que estava tudo bem e ele deveria saber do que falava. Afinal o homem era especialista naquela matéria. Todavia, o problema maior era o enredo em que eles estavam. Victoria esperava um filho dele, mas estava casada com outro homem…Bem, talvez fosse possível tentar trabalhar um pouco aqui na biblioteca antes do jantar.
Melbourne sentou-se à secretária.
"William, meu querido!"
A voz feminina ecoou na biblioteca à medida que uma mulher, muito bem vestida, entrava por ali como se fosse a própria casa.
Emily! Ela está aqui! Não haverá mais trabalho antes do jantar! William pensou.
Ela chegou perto dele e debruçou-se para beijá-lo.
William facilitou esticando o rosto.
"Finalmente, temos grandes notícias. A rainha espera um herdeiro!" Emily lembrou entusiasmada.
"É verdade…"
"Como é que ela está?
"Bem, segundo parece."
"Feliz, com certeza. E o príncipe também. O que está acontecendo lá no palácio? Conte-me! Você passa a vida lá e sabe tudo." Emily desafiou, enquanto ela puxava uma cadeira e se sentava junto do irmão.
"O mesmo, como sempre…"
Emily reparou que ele estava demasiado quieto e cabisbaixo.
"William o que é que está acontecendo com você?" Ela perguntou, baixando o tom de voz e o entusiasmo.
"Comigo? Nada."
"Você gosta tanto da rainha e agora num momento destes que deveria ser de júbilo, você está aí cabisbaixo…A rainha é quase como uma filha para você! E essa criança poderia ser seu neto…"
"Emily!" Ele exclamou com maior exasperação do que ele desejava.
"O que é que foi que eu disse? Eu disse algo errado?"
"Não, você não disse nada errado. Eu estou cansado, apenas isso. E você está falando demais…"
"William, você está doente? O que é que você tem? Você sabe que eu me preocupo com você. Se eu puder ajudar…"
William olhou para ela, colocou as mãos sobre o colo e respirou fundo.
Ele ponderou o que fazer a seguir.
"Há algum problema com a rainha? O médico disse algo preocupante e que ninguém deve saber?" Emily perguntou, tentando arrancar de ele a verdade.
"Não. Felizmente está tudo bem. Pelo menos o médico diz que sim."
"Muito bem, você não quer me contar e eu respeito isso. Eu vou perguntar o que preparam na cozinha para o jantar. Talvez eu tenha de dar algumas ordens…" Ela declarou, enquanto se levantava da cadeira.
Depois ela caminhou na direção da porta.
Ele precisava de falar com alguém e ela era a irmã dele, afinal. Por vezes, ela podia ser chata e demasiado intrometida na vida dele, mas ele tinha a certeza de que ela o amava e que apenas queria o bem dele.
William rodou a cadeira na direção dela e usou a voz para detê-la:
"Emily…"
Ela parou e virou-se para trás para ouvir o que ele queria dizer.
"O filho que a rainha espera…"
"Sim?" Ela perguntou curiosa.
Houve um compasso de espera e William declarou:
"O príncipe não é o pai dessa criança."
"Não?" Ela perguntou surpreendida e caminhou de novo para junto de ele.
"Não…"
"A rainha…Ela…Eu nunca imaginei que ela pudesse trair o príncipe…" Disse Emily, mostrando-se um pouco chocada.
"Não foi propriamente uma traição…"
"Como não foi? E quem é o pai? Você sabe?" Emily continuava a fazer perguntas, havia tanta coisa para perguntar.
Ele hesitou.
"É claro que você sabe! Você sabe tudo sobre essa mulher. E o príncipe sabe disso?" Emily continuava a falar.
"Emily, sente-se, por favor." William pediu.
Ela sentou-se de imediato. Parecia que se ela fizesse isso rápido, ela ficaria a saber a verdade mais depressa.
Eles estavam agora frente a frente, cada um sentado numa cadeira.
Ele olhou para ela e disse:
"Eu vou ser direto, Emily."
"Sim, claro."
Ele debruçou-se para a frente olhando-a bem nos olhos.
"Eu sou o pai dessa criança." William declarou calmamente.
Os olhos dela arregalaram-se e a boca abriu com uma surpresa que ela nunca tinha pensado ter na vida.
"O quê?" Ela perguntou em choque.
"É isso que você ouviu." Ele confirmou.
A confusão estava instalada no cérebro dela.
"Eu não acredito, não pode ser…Como é que…Quer dizer todos sabem que você e ela, mas…As pessoas sempre disseram que… Mrs. Melbourne… Mas não podia ser verdade. Era apenas um mexerico delicioso de imaginar… A rainha é tão jovem e você tão experiente e galante. Não é verdade…"
"É sim, Emily! É sim…" Ele foi agora para convincente.
"Você vai ser pai? Oh, William! Você terá um filho!"
Ela tinha lágrimas nos olhos e mostrava-se positivamente eufórica neste momento.
"Eu fico feliz por isso." Emily disse.
"Sim, obrigada, eu sei…Mas…"
Emily demorou apenas uns segundos para visualizar as adversidades. Então ela disse:
"A verdade não pode ser revelada…Eu entendo. O Príncipe acha que é ele o pai…"
"Não, Emily. Ele já sabe que ele não é o pai."
"O Príncipe sabe?"
"Eu vou contar tudo para você."
Emily acomodou-se melhor na cadeira, esperando ouvir a história mais interessante que alguém já lhe havia contado em toda a vida dela.
E William contou. Ele contou como ele e Victoria se tinham apaixonado um pelo outro, que ela tinha declarado o que sentia por ele e ele tinha mentido para evitar um escândalo. Por isso, ela tinha casado com o Príncipe, mas ela não tinha sido capaz de consumar o casamento. Não podendo evitar avançar, devido ao que ele sentia por ela e à proximidade diária, eles tinham acabado por se envolver mutuamente. Mas ele tinha decidido que a Rainha só poderia ter um herdeiro do príncipe. Por isso, a certa altura, ele tinha abandonado o palácio e um dia Emily tinha-o encontrado na biblioteca num estado lastimável. No entanto, Victoria nunca tinha cumprido o dever, e ele acabara por ceder depois de ela ter sofrido o atentado e de ele ter passado pelo susto de poder perdê-la. A partir de então, eles tinham-se tornado amantes. Porém, Albert tinha descoberto tudo na noite da festa do seu aniversário. Por isso, o Príncipe tinha partido para Coburgo. Todavia, recentemente a Rainha tinha descoberto que estava à espera de uma criança e mandara chamar o Príncipe e comprara o silêncio dele. Mas agora Victoria e Albert eram casados e William não podia assumir a paternidade da criança.
Quando ele terminou, Emily estava boquiaberta, surpreendida e deliciada a mesmo tempo.
"Então era verdade. Tudo o que as pessoas diziam era verdade. Aliás, era muito mais do que isso…" Ela observou abismada atirando o corpo para trás contra as costas da cadeira.
"Você tem de me prometer que não vai contar nada para ninguém." Ele pediu.
"Claro que não!"
"Nem a Palmerston."
"Não."
"Por vezes, você é descuidada quando fala e você move-se em locais perigosos. Muitas festas, muitos salões, muitas casas de aristocratas…"
"Quando o assunto é verdadeiramente importante eu não digo nada, e isso envolve você William. Eu não vou denunciar você." Ela garantiu.
"Muito bem, obrigada. Eu confio em você. Se eu não confiasse eu não teria contado isto para você."
"William, eu gostaria tanto que você e a Rainha… Que vocês pudessem constituir um casal à vista de todos. Então todos veriam quem é William Lamb! Você não é um velho tolo nem apenas um político envolto em escândalos. Você é o preferido da rainha! Entre todos os homens existentes, a jovem Rainha escolheu para colocar na cama dela um homem maduro com um passado tenebroso, mas que é o homem mais gentil, inteligente, educado e bonito que existe à face da terra!"
"Você fala muito bem, Emily! Obrigada!" Disse William sorrindo. "Eu também gostaria muito disso, mas você vê…A situação em que estamos…"
"Eu espero que essa criança seja parecida com você!" Ela exclamou e finalizou com uma gargalhada.
William apenas sorriu. Se essa criança fosse parecida com ele seria um orgulho e um incómodo ao mesmo tempo.
"Eu nunca gostei desse principezinho." Ela declarou. "Eu acho delicioso o que você fez com a rainha!"
"Eu não fico muito orgulhoso do que eu fiz, afinal eu deveria ter evitado. Ela é a Rainha e eu sou mais velho e mais experiente… Mas agora eu não posso voltar atrás."
"Ora, William, deixe-se disso. O arrependimento não conduz a lugar nenhum. E você só fez o que o vosso coração mandou você fazer."
"É verdade…"
"E você tem em mim uma aliada. Eu vou ajudar você no que for necessário." Ela declarou determinada.
Ele sentiu-se confortado por ter dividido este fardo com a irmã e por sentir o apoio de Emily.
Eles impulsionaram-se para a frente e abraçaram-se, enquanto William dizia:
"Obrigado Emily, obrigado!"
Victoria passou na frente da porta do escritório de Albert. Se não fosse necessário ela não entraria lá. Mas agora era necessário.
Ela bateu na porta. Se eles fossem um casal em paz um com o outro ela não precisaria de bater na porta. Mas eles eram estranhos e algumas formalidades tinham de ser tomadas.
"Pode entrar." Albert autorizou do interior.
Ela abriu a porta e entrou lentamente, como quem invade terreno onde pode não ser bem-vindo.
Ele viu que era ela, mas baixou os olhos de novo para os papéis que ele estava a ler.
Ela ficou na frente dele.
Ele estava a ignorá-la.
"Albert…Eu vim aqui apenas para comunicar para você que eu estou partindo para Claremont amanhã."
"Faça boa viagem." Disse ele, sem levantar os olhos da secretária.
"Obrigada, mas…Você deve manter a minha mãe aqui e evitar que ela se desloque até lá, se ela tiver essa ideia…"
Albert olhou para ela com o semblante de quem tinha percebido o que estava a acontecer.
"Você vai levar o vosso amante com você." Disse ele com desdém.
"Eu não gosto que você o chame dessa forma."
"E não é isso o que ele é? O vosso marido sou eu, portanto ele só pode ser o amante."
"Ele não é meu amante… Dito assim até parece que o que me une a Lor luxúria apenas. E não é isso!"
"Isso eu não sei, nem me interessa saber. Mas com certeza você não espera que eu ajude você a se esconder com esse homem."
"Pois eu acho que você vai fazer isso…" Disse Victoria. E depois ela explicou: "Você concordou em manter o segredo, mas tem de fazer mais do que isso para que a nossa situação se mantenha, de facto, em segredo. Se a realidade for descoberta não serei apenas eu e Lord M que seremos mergulhados na lama. Você vai connosco. Portanto, é bom que você faça algo para evitar que isso aconteça. E eu não estou a pagar a você apenas para que você se mantenha calado. Você precisa de fazer algo mais."
Albert compreendeu a mensagem. De faco, ele teria de ser mais ativo para manter aquela mentira. Se ele não disfarçasse bem as pessoas iriam perceber o que se passava.
"Você precisa de representar. A minha mãe ira estranhar que você não me acompanhe para Claremont. Ela irá fazer perguntas. E se você não for convincente nas respostas, ela mesma quererá ir lá para obter esclarecimento."
"Eu compreendo."
"Eu conto com você para manter as coisas como estão."
"Pode ir…Eu irei supervisionar a vossa mãe e fazer o possível para fingir que está tudo bem." Ele garantiu.
Victoria saiu.
No dia seguinte ela seguiu para Claremont acompanhada pelas únicas pessoas que poderiam estar presentes na mesma casa onde ela e William tentariam passar algum tempo sozinhos: Emma, Harriet e Skerrett.
Esperar por ele nunca era fácil, mas ela teria de tentar distrair-se com algo até ela ter de novo a presença dele. Se amá-lo daquela forma já seria suficiente para que ela estivesse sempre ansiosa para tê-lo perto dela, as circunstâncias que faziam com que eles não pudessem estar juntos sempre que desejassem, e como e onde quisessem, só tornavam as coisas mais prementes.
Melbourne chegou no dia seguinte quase na hora do jantar.
Victoria jogava cartas com Emma e Harriet para entreter o tempo.
"William!" Victoria exclamou quando o viu entrar no salão.
Depois ela levantou-se da cadeira e apressou-se para ele.
A voz e o sorriso dela eram suficientes para que ele se sentisse recompensado por ter vindo até ali.
William ajoelhou-se, pegou na mão direita de Victoria e beijou-a, permanecendo colado a ela mais tempo do que seria formalmente necessário.
Depois ele levantou-se, mantendo a mão dele na dela e ele só a largou quando ele já estava completamente de pé.
" Ma'am, Senhoras…Boa noite!"
As duas ladies-in-waiting levantaram-se também das respetivas cadeiras.
"Boa noite, William." Disse Emma.
"Boa noite, Lord Melbourne." Harriet cumprimentou.
"Nós iremos para a sala de jantar." Informou Emma.
"Oh, não, por favor! Vocês podem ficar." Disse a Rainha. "Iremos juntos."
"Nós vamos antes para supervisionar se está tudo preparado para o jantar ser servido…" Emma insistiu e olhou para Harriet pedindo-lhe que agisse esse sentido.
A Rainha não insistiu mais.
As duas mulheres fizeram uma vénia e saíram da sala.
"Você fez boa viagem?" Victoria perguntou depois que elas saíram, pegando nas mãos de William e levando-as até à boca para poder beijá-las.
"Sim, muito boa. E mesmo que tivesse sido ruim, o facto de isso me permitir ver você seria recompensa suficiente para dissipar qualquer memória de incómodo."
Ela abraçou-o e apertou-o com força contra ela.
Eles beijaram-se.
"Você tem a certeza de que nós estamos seguros aqui?" Ele perguntou quando o beijo foi suspenso.
Eles afastaram-se um pouco, mas mantiveram as mãos nas costas um do outro.
"Sim. Albert jamais viria até aqui e ele garantiu-me que iria segurar a minha mãe se fosse necessário."
"Você acha de que ele fará isso?"
"Ele deve. Pois de outra forma as consequências iriam atingi-lo também. Se a minha mãe tivesse certeza do que está acontecendo, para que ela mantivesse o segredo eu teria de pagar-lhe muito dinheiro, e não sei durante quanto tempo…"
"Mesmo conhecendo a duquesa, às vezes é difícil acreditar que ela pudesse prejudicar você de alguma forma." Disse William.
"Você pode acreditar…Infelizmente. Você vê como você foi importante quando apareceu na minha vida. Eu sempre me senti desamparada. Eu só tinha a minha mãe como o familiar mais próximo e ela nunca me tratou bem."
"Minha querida. Agora você tem-me aqui para você." Disse ele, passando ambas as mãos pelas costas dela para confortá-la.
"Você é tão bom para mim." Disse ela fechando os olhos. Depois Victoria continuou: "É impossível pagar para que todas as pessoas fiquem caladas… Se eu pagar a todas as pessoas que descobrirem o que existe entre nós, mesmo que eu seja muito rica, em algum momento eu ficarei sem dinheiro e todo mundo irá saber a verdade."
"Não, você não pode pagar a mais ninguém além de Albert."
"Agora nós vamos jantar e não vamos mais pensar sobre isso." Ela declarou, enganchando o braço direito dela no braço esquerdo dele, e mostrando que desejava encaminhar-se para a sala de jantar.
Ele afagou a mão direita dela, com a mão direita dele, e eles saíram da sala.
O jantar tinha terminado e eles estavam todos de novo na sala de estar, apenas para conversar e beber mais uma bebida.
Em determinado momento Victoria mandou dispensar os criados.
Então ela reparou que o copo de William ficara vazio sobre a mesa de apoio mais próxima.
"Oh, você está sem bebida, Lord M." Disse ela enquanto, sem pensar duas vezes, pegou no copo, levantou-se da poltrona e dirigiu-se ao aparador que estava a alguns metros de distância, com a intenção de lhe encher o copo com o licor que ainda existia na garrafa.
Ele levantou-se de imediato e seguiu atrás dela dizendo:
"Não, Ma'am, por favor, eu faço isso! Vossa Majestade não vai servir-me!"
Eles já estavam ambos junto do aparador.
Ela olhou para ele, sorriu suavemente e disse:
"Mas é um prazer fazer isso…Eu quero servir você."
Ele sorriu levemente mostrando satisfação.
Então ela pegou na garrafa e deitou o licor no copo.
Na outra ponta da sala Emma e Harriet fingiram não perceber o que estava a acontecer. A Rainha e Lord Melbourne tentavam a compostura possível perante outras pessoas, mas eles só desejavam comportar-se como um casal comum. A atuação da Rainha, querendo agir como uma esposa, era enternecedora.
"Nós pedimos permissão para nos retirar." Disse Harriet.
"Sim, nós estamos cansadas." Concordou Emma.
Victoria e William regressaram à realidade, olhando para elas.
"Claro, podem ir." Autorizou Victoria. "Até amanhã."
"Boa noite, Senhoras." Disse William.
As duas mulheres fizeram uma vénia e saíram da sala desejando boa noite para ambos.
William levou o copo à boca, com a classe que só ele sabia usar e que sempre fascinara Victoria, e bebeu o conteúdo.
Então ele pegou delicadamente no queixo dela com a mão esquerda dele e perguntou:
"Vossa Majestade deseja dormir no meu quarto ou prefere ter-me na vossa cama?"
"Eu prefiro ter você na minha cama, Lord M."
"Então espere por mim apenas enquanto eu vou trocar de roupa."
Eles sorriram um para o outro com cumplicidade.
Ele beijou-a suavemente, fazendo-a sentir o gosto do licor.
E depois ele saiu.
Claremont era uma casa pequena, comparada com Buckingham, e com um número de criados reduzido e que a esta hora estavam no piso inferior. Havia a guarda pessoal da soberana, mas estava no exterior. As pessoas que habitavam a casa eram conhecedoras da verdade. Mover-se aqui era muito mais fácil e seguro.
William saiu do quarto em camisa de dormir e chinelos e ainda apertando a faixa do roupão na cintura.
Ele dirigiu-se ao quarto de Victoria e bateu na porta.
A resposta soou do interior:
"Pode entrar."
Ele entrou.
Com o cabelo caído sobre a sua camisa de dormir impecavelmente branca, ela sorriu enquanto ele fechou a porta.
Victoria estendeu a mão esquerda para ele e eles caminharam até à cama de mãos dadas.
Ela largou a mão dele para levantar a camisa de dormir dela até aos joelhos e subir para a cama.
Depois ela afastou-se para o lado esquerdo da cama para que ele também se pudesse deitar ao lado dela, depois de despir o roupão dele.
Assim que ele se instalou, parcialmente encostado às almofadas, Victoria aninhou-se no peito dele. E ele envolveu-a com os braços e puxou a roupa da cama para cobri-la até acima da cintura.
O pescoço e o peito dele, visíveis na abertura da camisa de dormir eram uma coisa linda e desejável.
"Era só disto que eu precisava, William. Desde que eu soube que eu estava esperando um filho vosso, eu só precisava de ficar assim com você. Eu sinto-me tão mais segura e tão mais confortável." Disse Victoria.
Ele passou a mão direita no cabelo dela, sorriu e disse:
"É muito bom estar aqui e ter você comigo."
"Como seria bom se pudéssemos viver assim todos os dias sem ter de nos esconder…E se todas as pessoas soubessem?"
"Eu acho que se elas soubessem seria um choque grande demais para o reino aguentar."
"As pessoas esquecem os escândalos."
"Este seria difícil de esquecer. Não seria apenas um escândalo, mas também uma crise politica…"
"Eu sei…Então vamos fingir que nós não somos quem nós somos e vamos viver aqui como uma casal normal."
"Isso parece uma boa ideia." Ele disse sorrindo.
Ela beijou a boca dele rapidamente.
"Mas você já pensou? O seu filho será rei de Inglaterra! Rei!" Victoria lembrou entusiasmada.
"Sim…Ele será."
"Eu tenho certeza que ele será um ótimo governante. Ele será inteligente, culto e sábio como você. Ele será simpático e justo."
"Como é que você sabe tudo isso?"
"As qualidades dos filhos são herdadas dos pais através do sangue, não é? Então com certeza ele será como você, porque ele terá o vosso sangue."
"Também haverá coisas de você nessa criança…" William adicionou.
"Talvez um pouco…Mas com certeza ele também será bonito como você!"
William riu.
"Oh, ele será muito disputado entre as mulheres. Eu tenho de ver quem são as rainhas europeias que estão esperando bebés a partir de agora ou que têm bebés recentes. Serão potenciais consortes…"
"Victoria! Eu não acredito. Você está a pensar negociar o casamento dessa criança? Você?" Ele perguntou, fingindo-se escandalizado.
"Não, negociar não. O nosso filho irá casar com quem ele quiser, apenas por amor. Mas ele irá conhecer essas meninas e elas são potenciais candidatas…Curiosidade minha querer saber onde existem mais bebés."
Ela tinha dito o nosso filho, ele notou.
"Entendo." Disse ele.
"Bem, nós também podemos ter uma menina…" Lembrou Victoria.
"Sim, e nesse caso ela será linda como você!"
Victoria colocou a mão esquerda no rosto de William e eles beijaram-se.
Ele colocou a mão direita na barriga dela e perguntou:
"Você tem-se sentido bem?"
"Agora sim. De manhã pode ser pior."
Ele voltou a beijá-la.
Então, enquanto eles se beijavam, ele rodou fazendo-a ficar de costas sobre a cama, com o corpo dele sobre o corpo dela.
Com as pernas dela fletidas, o corpo dele estava lá no meio delas. Beijando-a e movendo-se com cuidado para não a pressionar demasiado.
O beijo dele deixou a boca dela e desceu para o pescoço e depois para o peito dela que se mostrava no decote da camisa de dormir.
Depois ele beijou o tecido no meio dos seios dela e ele desceu deixando um rasto de beijos sobre a barriga dela.
Victoria puxou a camisa de dormir para cima para que ele tivesse acesso à pele dela. Ele também empurrou o tecido para cima.
Ela estava nua debaixo da camisa de dormir. Ela tinha adquirido o hábito de dormir assim por causa dele.
William estava lá, com o tronco instalado entre as pernas dela. Os braços dele rodearam as ancas dela e as mãos dele seguraram a cintura dela de ambos os lados. Então ele beijou o ventre dela com carinho, mesmo onde sabia que o filho de ambos se alojava.
Victoria acariciou o cabelo dele e sorriu.
Ele deitou o rosto sobre a barriga dela e ficou lá quieto sobre ela.
Ela passou a mão direita na face dele. Se pudesse ser sempre assim…
"Eu sou uma privilegiada por ter um homem como você." Ela observou.
"Pode crer que eu penso o mesmo todos os dias. Você é um privilégio grande de mais para ser verdade." Disse ele.
Ela sentiu-se cansada e sem energia.
"Eu nunca poderia encontrar em lugar nenhum outro homem como você." Disse ela, fechando os olhos.
Ele moveu-se sobre ela, percorrendo de novo a barriga dela com beijos, mas agora em sentido ascendente.
Depois ele beijou o pescoço e o rosto dela.
Ela beijou o rosto dele também.
Victoria bocejou. Realmente, ela estava a ficar com muito sono.
William perguntou:
"Você quer que eu apague as velas?"
"Sim, por favor."
Ele saiu de cima dela e arrastou-se sobre a cama para apagar as velas do candelabro sobre a mesa-de-cabeceira.
Ela aproveitou para puxar de novo a camisa de dormir para baixo e para se deitar sobre o lado esquerdo dela, virando as costas a William.
Ele aninhou-se atrás das costas dela, envolvendo-a com a curva do corpo dele e rodeando o corpo dela com o braço direito dele.
A mão dele pousou o ventre dela.
Haveria melhor forma de dormir? Ele questionou-se a si mesmo. Ele tinha debaixo do braço dele, ao mesmo tempo, Victoria e o filho de ambos.
"Boa noite, meu amor." Disse ele.
"Boa noite, William."
Victoria pensou que, pelo que a memória dela lhe dizia, esta deveria ser a primeira vez que eles iriam adormecer juntos de uma forma tão casta. Mas ela não sentia necessidade de mais e parecia que ele também não. Ele estava aqui com ela e isto era aquilo que ela mais tinha desejado. Ele envolvia-a tão profundamente no calor do corpo dele e do amor que sentia por ela que ela não precisava de mais nada.
I have to thank Francesca Gentile for remembering Emily at this point. I wasn't thinking about her and she is important! Emily enriched the plot. Thank you for saving me from time to time!
