Crime em Alto Mar (M - menção a violação)

"ATAQUEM!"

Todos gritaram quando atacaram um barco nobre tirando a vida aos seus ocupantes e saqueando as suas riquezas. Comida e água era bom, mas ouro era a principal recompensa.

Metade da tripulação foi morta em combate. Ninguém podia ser melhor do que os piratas. A outra metade ajoelhou-se em rendição pedindo piedade.

"Mantém esses homens até minha ordem. Procurem objectos de valor." Eu digo.

"SIM CAPITÃO!" Eles gritaram.

"Capitão, capitão!" Eu virei-me para ver um marujo.

"O que foi?"

"Lá em baixo, tem de ver." Ele diz.

Eu sorri… algo de valor estava lá em baixo.

Eu desci imediatamente. Podia jurar ouvir uma mulher. Tirem essas mãos sujas de mim.

Eu apareci e vi a jovem mulher bonita, dois marujos agarravam-na.

"Estão a magoar-me. Vocês vão arrepender-se." Ela reclama.

"Quem? nós? E como nos vai ameaçar? Metade da tribulação deste navio está morta e a outra metade apenas respira porque eu permito." Eu digo rígido.

Ela olhou para mim atentamente. "O que você fez? O que você fez?" Ela chorou.

Eu dispensei os marujos e fiquei com a mulher que caiu no chão derrotada, mas o seu olhar foi frio como gelo.

"O que faz uma mulher num navio?" Eu pergunto-lhe.

"Não tem nada a ver com isso." Ela diz de língua afiada.

"Tu dás-me o que eu quero e talvez vivas." Eu digo. Ela cuspiu na minha cara. Eu peguei o queixo dela com força e depois o pescoço. "Não estás nessa posição, ou falas ou morres." Eu soltei o pescoço dela e ela respirou. "Vamos tentar novamente, o que tem de valor neste navio?"

"EU." Eu diz. "O que queres de mim?"

"Tu?" Eu olhei para ela.

"Eu sou uma rainha."

Eu ri. "Uma rainha? Já vi barcos de rei e rainhas… todos muito melhores do que este."

"Era para ser uma viagem rápida, eu ia me casar." Ela diz.

"Hum… Rainha do quê?" Perguntei curioso.

"Rainha Aria da península do norte." Ela diz.

"Normalmente não se casa primeiro e coroa depois?" Eu comecei a notar esse erro na sua história.

"Eu já fiquei viúva duas vezes fique sabendo." Ela diz indignada.

"Eu não quero saber… eu acho que não vai haver casamento para ninguém."


Eu fiquei chocada quando o navio foi tomado. Todos as pessoas eram rudes principalmente esse moreno de olhos azuis e barba longa. Ele era rude e tentou matar-me…

Eu respirei fundo quando ele se virou para outros homens que o procuraram. Ele disse algo de ficarem com o navio e a tripulação. Partiram depois e ele ficou novamente. Agarrou-me pelo braço e empurrou-me para o meu quarto. "O que está a fazer?" Eu perguntei.

"Aproveitar o que é meu agora."

Ele agarrou-me rudemente, tirou a minha saia do caminho e tocou-me, colocando dois dedos sujos dentro de mim. "NÃO!" Eu empurrei-o, mas não tive resultado.

Ele atirou-me para cima da cama. Eu resisti, mas não valeu de nada. Eu choraminguei. "Relaxa." Ele disse tentando entrar em mim. Eu não consegui. "Muito bem… assim seja." Ele empurrou-se mesmo assim. Foi o mais doloroso da minha vida. Nem os meus maridos ou amantes, os abortos e os nascimentos de bastardos foram tão dolorosos como isto. Ele estava a violar cada fibra do meu ser, usar-me como sua boneca… a mulher que gostava de fazer dos outros os seus peões. Ela sentia-se pela primeira vez fraca e vulnerável. Ela também se sentiu tonta enquanto ele gemia de prazer em cima dela e ela apenas sentia dor e chorava sem olhar para o seu agressor. Ela perdeu lentamente os seus sentidos.


O Ezra saiu dela quando perdeu a sua reacção, ela não se mexia, parecia morta… pela primeira vez teve medo. Teria ele acabado de matar a mulher por fazer sexo com ela sem a sua autorização? Ele encostou a cabeça no seu peito, ela respirava superficialmente e o seu coração ainda batia. Ele afastou-se, aquilo nunca tinha acontecido antes com ele. Foi tão inesperado que ele perdeu a sua tesão.

Recompôs-se e tapou-a novamente. "O que fui fazer…? Podia manter o controlo…" Quase 6 meses sem aliviar um pouco a tensão não deixou a sua mente clara, ele já não pensava direito. Ele só pensou em fornicar com ela assim que a viu. Ela é tão bonita que ele não resistiu.

Ele olhou novamente para ela e sentiu-se mal. Ele violou mesmo uma rainha… ele olhou para as jóias na mesa, mas não lhes tocou. Ele teria muita gente atrás dele em breve. Ele não era um grande ladrão, ele apenas pilhava navios menores. Essa sempre foi a sua vantagem, ele não tinha estofo ou meios para negociar um resgate de uma rainha.

Ele tinha de falar com ela… tinha de resolver aquela borrada… ela era a solução… ela podia… negociar com eles… ambos podiam ganhar.


Eu gemi quando acordei. Uma dor ligeira na minha parte inferior indicava que não tinha sido um sonho… pelo menos desmaiei antes dele terminar.

Eu tentei-me sentar e então reparei nele sentado perto da janela a olhar para mim. Eu tinha de me manter forte mesmo tendo medo. "Finalmente acordaste." Ele diz. "Eu assustei-me… pensei que tinhas morrido." O homem diz.

"O que ainda faz aqui?"

"Eu pensei que podíamos negociar."

"Negociar? Depois do que fez?" Ela tremeu ao pensar no que ia acontecer. Ela ficaria grávida de mais um bastardo e teria de viver isolada para ninguém saber, no final o bebé seria entregue a alguma família. Eu não podia ser mãe de mais bastardos… ninguém podia saber.

"Eu parei… eu não podia." Ele diz.

"Como sei que é verdade?" Duvidei.

"Dou-lhe a minha palavra." Ele diz.

"Eu não acredito na palavra de uma pirata reles que me violou… neste momento nada me deixaria mais feliz do que o ver a espernear na forca." Eu disse.

"Talvez mereça… mas eu tenho uma ideia diferente." Ele diz antes de se aproximar. "Porque não criamos uma aliança?"

"NUNCA!" Eu gritei.

"Seja razoável, eu posso trazer riqueza para o seu reino… talvez até protecção."

Eu bufei. "Protecção… da pessoa que me violou? Isso é como entregar a alma ao diabo."

"Porque vai casar então?" Ele perguntou.

"O que isso importa?"

"Importa para mim… porque posso ajudar e ganhar algo melhor. Troca por troca."

"Porque não pede um resgate então?"

"Porque não o posso receber… seria uma emboscada. Voltando ao ponto importante o que precisa?"

"Um herdeiro, um legitimo." Eu digo.

"Não pode engravidar?" Ele pergunta.

"Eu posso… já tive 2 crianças, mas nenhuma dos meus maridos." Eu confessei. "Os seus bebés nunca vingaram… perdi vários. Alguns até depois de nascerem."

"Então… precisa de alguém de sangue nobre ou com um cargo importante." Ele diz.

Eu concordei.

"Eu posso ser um rei… o que achas?" Ele ficou numa pose ridícula como se fosse para um quadro.

"Acho que você é louco." Eu digo.

"Porquê? Alguém sabe quem é esse tal príncipe?" Ele acrescenta. "Eu posso ser o seu rei… você tem liberdade, uma tripulação competente e eu sou capaz de lhe dar filhos tenho a certeza."

"NUNCA! Como sei que diz a verdade? Você é um monstro e não quero os seus bastardos… só por cima do meu cadáver. Eu própria tiraria a minha vida."

"Que dramática…" Ele bufa. "De qualquer forma tem a viagem de regresso para pensar… senão… acho que vamos mesmo entregar um cadáver."


Alguns dias mais tarde.

A tripulação que restou encontrava as palavras de conforto da sua rainha com alguma frequência. Eles uniam-se e falavam, cuidavam dela com cuidado.

"Então? Já tomou a sua decisão?" Eu perguntei.

Ela não falou mais com ele desde o primeiro dia. "Eu falei com as pessoas que restaram." Ela falou pela primeira vez. "Eles compreendem se eu aceitar, não vão contar nada." Ela diz.

"Então vai aceitar?" Eu pergunto.

Ela olhou para mim. "O meu reino precisa de mim. Eu não tenho escolha."

"Eu também não tinha outra." Eu disse antes de me retirar.

Ela seguiu-me mesmo assim. "Eu não estou feliz com isto… eu não quero uma relação com um ladrão, assassino e violador."

Eu olhei para ela. "Eu mereço todos esses nomes pelo meu passado, mas asseguro-te que não será assim no futuro."

"Ninguém muda assim tanto." Ela diz.

"Então ensina-me… eu tenho de parecer um rei…"

"Todos têm de parecer apresentáveis." Ela disse. "Precisam de um banho e existem roupas limpas dos tripulantes mortos. Eu e tu… vamos ter de falar… mesmo que eu não queira." Ela olhou superior. "Tu precisas de um banho e roupas apresentáveis. Talvez as roupas do antigo capitão sirvam numa primeira ocasião." Ela diz.

Eu comuniquei ao superior para passar a palavras. Todos teriam um banho mesmo de água salgada, lavariam as mãos, cortariam as unhas e fariam a barba.

Até eu fui incluído no processo, no final parecia outra pessoa. A Aria olhou para todos apontando alguns defeitos a corrigir para um disfarce melhor.

Consegui depois um momento a sós com ela. "Então…" Ela olhou para mim assustada quando entrei no seu quarto. "Desculpe devia ter batido, que falta de educação. O meu amor não disse se eu pareço bem."

"Meu amor?" Ela pergunta ainda incerta.

"Sim… os seus maridos não a chamavam assim?"

"Nós não somos casados e não… eles apenas me chamavam Aria ou Rainha." Ela diz.

"Acho que 'meu amor' é mais adequado quando falo contigo a sós."

Ela ficou passiva. "Sobre as roupas não disse nada porque está bem assim." Ela diz.

Eu aproximei-me. "E sobre o meu rosto?"

"Aceitável, fica bem assim também." Ela não cede à minha aproximação. Eu peguei a sua mão e beijei-a. Ela suavizou um pouco. "O cheiro melhorou." Ela acrescenta.

Eu sorri. "Isso é uma aprovação à minha pessoa?"

"Por agora." Ela afastou a mão da minha. "Não mudou nada entre nós. Eu ainda o desprezo mais do que tudo."

"Eu vou fazê-la mudar de ideias."

"Quero ficar sozinha." Ela diz.

"Muito bem."


Ela suspirou quando ele saiu. Porque ele tinha de ser tão bonito? Ele nem parecia o monstro que na realidade era. Tenho de me focar, ele é um monstro… ele é um monstro… não posso ceder a ele. Eu vou arranjar forma de me livrar dele. Talvez um pouco de veneno no vinho. Resultou no 1º marido.

Ela tinha primeiro de engravidar e saber que era um menino para o fazer. Ela suspirou novamente e deitou-se, estava aborrecida.


"Capitão Ezra Fitz." Digo.

Ela olhou para mim. "Capitão Ezra Fitzgerald fica melhor. Não te esqueças que já participaste em várias guerras e lutaste contra piratas." Ela revirou os olhos.

"E venci." Eu acrescentei.

"Pois…" Ela não me olhou. "Não fales com ninguém, isso é importante para o disfarce. As pessoas vão fazer tudo por ti, apenas tens de escolher." Ela diz. "O casamento será ao final da tarde." Ela diz olhando para a terra ao longe.


Era impressionante como tudo foi feito com tamanha rapidez, eu apenas esperei e entrei com ela na igreja cheia de pessoas nobres. A Aria era realmente bonita com o vestido e a coroa na cabeça. Mais bonito ainda seria viver na riqueza do seu reino. Sem dúvida foi a sorte grande.

Casamos e eu fui coroado. Eu sorri para a Aria no final. Ela não parecia tão feliz quanto eu… afinal de contas… ela é minha agora e eu sou quem manda.

"Meu rei." Ela curvou-se à minha frente.

"Começo a habituar-me."

Ela olhou-me com ódio. "A festa vai começar." Ela diz guiando-me.

Comida estava servida muito convidados presumivelmente importantes na mesa. Música alegre tocava. Todos comeram e beberam, afinal era dia de festa. Mais tarde jovens dançaram, algumas delas muito bonitas. Eu podia perceber o olhar de ciúme da Aria ao me ver olhar para elas. Eu sorri para mim.

"Tu danças minha querida?"

"Estás a convidar-me?" Ela pergunta.

"Estou."

Ela aceitou e a música ficou mais suave, dancei com ela o mais perto que ela me permitiu e no final todos aplaudiram.

Eu falei ao ouvido dela. "Podemos deixar a festa?"

"Tens de dizes que terminou. Agradece e dá uma desculpa"

"Muito obrigado a todos." Eu falei alto. "Eu e a minha rainha estamos cansados da viagem e vamos nos retirar agora." Eu digo.

Olhei para a Aria e ela deu-me um pequeno sorriso. Retiramo-nos depois.

"Foi bem." Ela diz. "E tu não danças mal."

"Eu tenho muitas mais qualidades. Ainda te vou mostrar esta noite." Eu avancei para ela. Nós já nos tínhamos beijado durante o casamento, mas foi algo rápido poucos segundos durou e os nossos lábios mal tocaram.

"Eu preciso de me preparar." Ela diz negando o meu avanço. "O teu quarto é no fundo deste corredor." Ela diz.

"O quê?" Eu pergunto. "Quartos separados? Isto é a sério?"

"É assim que deve ser." Ela diz.

"Eu não quero saber… tu és minha esposa e eu quero dormir contigo todas as noites. Eu exijo que venhas comigo… não precisas de preparação nenhuma." Digo.

"Eu vou ter contigo todas as noites se desejares, mas eu preciso ir agora." Ela diz.

Eu percebi o seu olhar um pouco assustado. Eu não a queria assustar. "Certo… não te demores." Ela saiu na direcção oposta.


Eu não tinha ideia de que ele era tão possessivo... ele era um monstro, mas ele parecia estar preocupado por não estarmos juntos. Mudei-me rapidamente com a ajuda de uma das aias. Certamente as rendas lhe iriam agradar ou então nem ligaria. Ele é um bruto de qualquer forma. Eu apenas fiz isso para trazer prosperidade ao reino, apenas desejo que a gravidez seja rápida e eficaz. Abençoada por um rapaz de preferência.

Eu bati à porta do quarto dele e ele abriu imediatamente. Ele tinha apenas umas calças simples vestidas. O tronco dele estava exposto, ele era mais bonito do que podia esperar, mas não mostrei o meu agrado. Entrei no quarto e tirei o robe fino de seda selvagem. Ele aproximou-se de mim e tocou-me suavemente. Eu não podia reconhecer aquela pessoa rude do navio.

"Eu não te vou magoar." Ele diz. "Apenas tens de relaxar." Ele abraçou a minha cintura e beijou-me. A sua língua procurou o seu caminho, ele foi suave. "Não tens nada a temer." Ele começou a descer pelo meu pescoço. "Tu és linda." Ele diz.

"E tu és uma besta." Eu disse tentando desprezar os seus avanços doces sobre mim.

"Não esta noite… a menos que tu queiras e gostes disso, mas duvido."

Ele parecia outra pessoa, eu não percebia como ele podia ter mudado tanto. Eu apenas me deixei levar, tínhamos de o fazer se eu queria acabar grávida. Ele levou-me para a cama e amou-me como nunca pensei ser possível. Ele deitou-se ao meu lado na cama, a sua respiração e a minha ainda ofegantes.

"Tu gostaste." Ele disse afirmando.

"Não… eu deixaria este quarto neste momento, mas eu preciso ficar grávida em breve." Disse repousando.

"Claro… apenas isso…" Ele pareceu desiludido. "Serão bonitos e saudáveis de certeza." Ele diz.

"Claro que sim, são meus filhos."

"Nossos…" Ele corrige.

"Sabes bem que não desejava isso." Eu digo.

"Vais sempre me tratar assim?" Ele parecia mais chateado. "Eu estou a tentar mudar para ti e tu nem te esforças." Ele diz.

Eu levantei-me cansada da sua conversa. "Eu desejava que nunca tivesses aparecido… devia ter deixado o meu navio e ido embora."

"Nós matamos o capitão e mais de metade da tribulação responsável… nunca conseguiriam chegar a terra com vida." Ele diz.

"E de quem é a culpa?"

Ele baixou a cabeça. "Eu já percebi… tu odeias-me. Eu apenas pensei que esta noite nos tinha aproximado."

"Sim eu odeio." Eu fui dura, mas na verdade eu não o odiava assim tanto agora. "Nós não nos temos de ver nem falar." Eu acrescento. "Tu és rei como querias, eu apenas queria um filho rapaz. Não temos de continuar esta mentira, tu tens o que queres e em breve eu também." Digo. "Arranja as amantes que quiseres… sê discreto pelo menos." Eu digo. Antes de caminhar para a porta e sair.


Meses depois.

A Aria sabia ser maldosa, ela era fria e controladora. Mal a via, ela geria o reino com a ajuda dos seus homens. Os dias iam passando e eu não via nem um pouco do gelo derreter em relação a mim.

Ela estava na sala com as aias e eu entrei imediatamente sem pedir licença. A aia que lia em voz alta calou-se e todas se curvaram até mesmo a Aria se curvou um pouco. "A que devo a visita meu rei?" Ela pergunta.

"Quero falar contigo a sós." Digo.

As aias saem a correr da sala como ratos assustados. Os olhos da Aria transmitiam raiva pelo pedido. "O que queres?"

"Eu estou farto." Eu digo.

"Do quê?" Ela pergunta.

"Da forma como me tratas e falas comigo. Eu pensei que ia melhorar… porque és tão difícil?"

"Eu não quero uma pessoa como tu na minha vida." Ela diz. "Basta pensar que estamos tão perto quando te quero tão longe."

Eu ajoelhei-me na frente dela e peguei as suas mãos. "Por favor, perdoa-me… eu estou a tentar. Apenas uma chance."

Ela suspirou. "Passarei no seu quarto esta noite." Ela diz.


Eu estava ansiosa quando entrei no seu quarto. Eu nunca pensei que ele fosse ceder, eu pensei que ele iria ficar com tanta raiva que me bateria a qualquer momento. Para minha segurança nunca estava sozinha.

Ele estava como na primeira noite, expondo o seu peito tonificado agora um pouco menos bronzeado. "Eu preciso de dizer algo…"

Ele avançou para mim e beijou-me, calando-me. Ele abraçou-me depois e colocou a cabeça na curva do meu pescoço. "Por favor… eu preciso de ti." Ele diz parecendo quase uma criança indefesa.

Ele alguma forma as suas palavras tocam o meu coração. Eu abracei-o, a minha mão perdeu-se no seu cabelo ondulado. "Tudo vai ficar bem." Ele não se afastou. "Como disse eu tenho algo para te dizer e é oficial."

"O quê? Vais matar-me?" Ele afasta-se agora.

"Não… eu estou mesmo grávida... é o nosso bebé." Eu mordi o lábio.

Ele sorriu. Ele estava tão alegre de repente que parecia que podia explodir. "Então temos tréguas? Posso estar contigo e o bebé?" Ele pergunta.

"Tu queres mesmo, não é?"

Ele concordou beijando as minhas mãos.

"Eu apenas tinha de ter a certeza de que eras bom e queria um pedido de desculpas." Eu digo.

"Então já não sou uma besta? Ou selvagem?"

"Não te vou chamar isso novamente, a menos que faças algo que me prove o contrário."

"Eu tenho valores. Quero honrar a nossa aliança e vou proteger esse bebé custe o que custar."

"Eu acredito em ti." E pela primeira vez fui eu quem o beijou primeiro.