Eu Conheço-a
Chovia intensamente quando a Sophia saiu com os pais, o Ezra tinha visto da janela do seu quarto a sua melhor amiga partir para passar uma temporada com a família distante. Semanas passaram, até que a notícia da morte da família chegou aos ouvidos dele. Um acidente rodoviário, disseram eles. Um acidente que levou uma das pessoas mais importantes para a infância dele, uma melhor amiga que era mais do que isso para ele apesar da idade tão jovem.
Ele estava a terminar o secundário agora, cada vez que olha para a casa inabitada lembrava-se dela. "Ezra! Vais chegar tarde!"
Desceu as escadas e saiu a correr sem se preocupar com o pequeno-almoço. "Até logo!" Teve sorte e conseguiu chegar mesmo a tempo, já todos estavam sentados, mas o professor ainda não estava na sala.
O professor entrou cerca de um minuto depois acompanhado por uma jovem, pequena, de cabelo castanho e com olhos grandes e curiosos verdes. Algo parecia familiar nela, mas ele nunca a tinha visto antes.
"Turma, hoje temos uma nova colega. O nome dela é Aria, ela é nova na cidade e vai fazer-nos companhia pelos próximos tempos."
"Quantos anos ela tem?" Alguém do fundo da sala perguntou.
"Vamos Aria, apresenta-te."
"Olá o meu nome é Aria Montgomery, tenho 12 anos. Venho de Galesburg uma cidade do estado do Illinois."
O professor colocou a mão no ombro magro da Aria. "A Aria é uma menina especial, ela apresenta um nível de inteligência acima da média. Ela apresenta um desenvolvimento equivalente ou até superior a um jovem de 18 anos. Bullying não será tolerado. Tratem a Aria como uma colega da vossa idade." Ele virou-se para ela. "Senta-te na mesa ao lado do Ezra." O professor apontou para mim. Os olhos dela seguiram-me. Era desconfortável, mas ela moveu-se e sentou-se onde o professor pediu. Olhou para mim de seguida. "Olá." Ela deu-me um pequeno sorriso.
"Olá." Eu devolvi-lhe o sorriso.
"Vamos começar a aula." O professor disse.
No intervalo para o almoço ele sentou-se com o melhor amigo, Hardy.
"Viste aquela miúda nova? Dizem que é sub-dotada, já sabia ler e fazer contas básicas aos 4 anos…"
"Sim ela está na minha aula de inglês. O nome dela é Aria."
"Sim, mas ela é muito nova… eu acho que ela não vai aguentar o secundário por muito tempo."
O Caleb juntou-se a nós. "Toda a gente fala da miúda nova." Ele olhou para nós. "Vocês também?"
"É o assunto do momento." Diz o Hardy.
"Bem eu já estou cansado de histórias…" Ele colocou um pouco de frango na boca. "Ela não queria ir para a faculdade tão cedo… ela é sub-dotada… ela é incrível." Ele tentou imitar uma voz feminina.
Nós rimos.
"Lá vem ela." Os três olhamos enquanto ela se dirigia para comprar o almoço. Tal como nós outros também olharam e comentaram. Ela acabou por seguir para uma mesa solitária. Olhou em volta reparando nos olhares indiscretos. Ela estava claramente desconfortável. Ele sentia-se mal por ela, não deve ser fácil estar assim sozinha num sítio novo. Ela tirou um livro da mochila e leio enquanto comia.
"Até a comer é intelectual." Diz o Hardy.
"Não sejas parvo… ela está sozinha, não tem amigos." Diz o Ezra.
"Será que o príncipe Ezra vai salva a donzela?" O Caleb brinca.
"Deixa de ser parvo. Eu lembro-me bem de quando eras tu na situação dela." Eu estalei para ele. O Caleb também foi um aluno novo, gótico e no seu mundo informático antes de ser adoptado pelo grupo do Ezra.
"Está a propor uma miúda de 11 anos no grupo?" O Hardy diz.
"12." Eu corrigi.
"Que grande diferença…" Ele revira os olhos.
"Só nestes primeiros tempos… ela vai encontrar o seu grupo, nós só vamos dar um empurram."
"É uma miúda… não pode andar connosco." Diz o Caleb.
"Porque não?"
"Queres fazer de babysitter?" Ele pergunta.
"Acho que ela já vai encontrar um bom grupo." Diz o Hardy.
Eu olhei. Alison DiLaurentis, abelha rainha do secundário sentou-se à frente da Aria. Após ver uma breve conversa que se resumiu a negações da Aria a Alison foi embora, juntou-se à melhor mesa com o seu grupinho de seguidoras.
"Eu acho que a Alison não gosta dela, está a roubar-lhe o protagonismo." Diz o Hardy.
"Nós temos mesmo de a ajudar… isto é um mar de tubarões."
No final da tarde encontrei a Aria na parte exterior na escola. Como sempre estava sozinha, parecia à espera de alguém. Ele aproximou-se.
"Hey!"
Ela olhou para ele atentamente. "Ezra, não é?" O nome dele suou estrangeiro vindo dela.
"Sim. O que achaste da escola?"
Ela olhou para o edifício. "Não foi muito mau." Ela diz.
"Se precisares de ajuda…"
Ela riu.
"O que tem graça?"
"Desculpa… eu espera isso vindo de ti." Ela diz. "O nome Ezra, significa ajuda, socorro e auxílio."
"Eu não sabia." Digo passando a mão pelo cabelo.
Ela sorri. "É curioso como nos encaixamos tão bem nessa personalidade mesmo sem saber."
"E o teu nome? O que significa?"
Alguém buzinou do outro lado da rua e ela acenou.
"Alguns dizem que é algo essencial como o ar, mas também pode ser algo melodioso, nobre e divino. Eu acho que não se encaixa tanto em mim." Ela diz dando um passo mais perto da berma da estrada.
"Acho que te tenho de conhecer mais para saber." Eu sorri para ela.
Ela sorri para mim. "Até amanhã Ezra, o guardião." Ela atravessou a estrada para entrar no carro e eu caminhei para casa.
Achei curioso o camião das mudanças… estavam… Os novos vizinhos iam ocupar a antiga casa da Sophia. Então ele viu a Aria, sair da casa e pegar uma caixa que dizia "livros".
"Olá!" A Aria diz ao vê-lo.
"Olá. Parece que vamos ser vizinhos. Eu vivo ali." Ele apontou para a casa que estava à frente da dela.
"A sério? Que bom, assim estou mais perto do meu guardião." Ela brincou.
Ele sorriu. "Vou andando, tenho de fazer alguns trabalhos de casa."
"Oh." Ela não pareceu tão feliz ao ouvir isso. "Até amanhã."
"Até amanhã, Ar."
Ela deu-lhe um sorriso brilhante.
Ding dong!
Era curioso ouvir a campainha logo pela manhã. Ouvi a mãe abrir a porta e depois ela chamou-me. Estaria metido em problema?
Ele acabou de vestir a camisola e desceu as escadas, para lá da porta estava a Aria com um pequeno sorriso. "Bom dia!"
"Bom dia!"
"A tua colega Aria, veio perguntar que queres boleia para a escola." A mãe diz.
"Claro, vou só pegar o lanche." Ele apresou-se para a cozinha, arranjou algo e saiu.
"Vou esperar no carro." A Aria diz.
"Bom dia, Sr. Montgomery." Digo ao homem mais velho ao volante.
"Bom dia, Ezra. A Aria falou-nos muito de ti ontem. É bom saber que a Aria está a conseguir fazer amigos." Ele diz.
"Eu gosto de ajudar."
"Isso significa muito para nós." Ele parou o carro. "Até logo querida."
"Até logo pai."
"Obrigado." Eu disse quando sai do carro.
Caminhamos juntos pelo corredor até à sala de inglês. As pessoas iam olhando, isso estava a deixar-me desconfortável. "Não tem mal Ezra, eu sei que as pessoas vão falar sempre de mim. Já o fazem há muito tempo, não me importo se não quiseres estar perto de mim."
"Não é justo. Tu és tão simpática."
Ela sorri. "Tu és muito querido Ezra, mas não faz mal. Não podemos mudar o pensamento das pessoas do dia para a noite."
"Aria!" Eu chamei-a ao almoço.
"Não fizeste isso bro…" Diz o Hardy.
"Cala-te!"
A Aria aproxima-se com o tabuleiro de comida. "Senta-te connosco."
Ela olhou com curiosidade para o Hardy e o Caleb.
"O Hardy e o Caleb são meus amigos, eles não se importam de te ter no grupo."
"Olá!"
"Olá." Os dois disseram.
A mesa estava em silêncio.
"O que a Alison queria falar contigo ontem?" O Hardy pergunta rapidamente.
Ela olhou para ele. "Ela queria que eu fosse às compras com as amigas dela ontem depois das aulas."
"Tu recusas-te?" O Caleb perguntou.
"Sim, eu tenho de arrumar as minhas coisas. Acabei de me mudar para cá."
"Tu mataste a oportunidade de fazer parte do grupo mais popular da escola." Diz o Caleb.
"Eu não preciso de um grupo para ser popular, acho que consegui isso sozinha."
"Já gosto de ti." Diz o Hardy. "Boa atitude."
A Aria sorri para ele.
Ela caminhou pelo jardim da casa, a relva foi recentemente cortada e o cheiro ainda se podia sentir. Havia uma grande árvore, o tronco era grosso e a copa alta verde quase a mudar para amarelo com a estação. Ela podia arranjar uma cadeira e sentar-se ali a ler. Parecia o lugar perfeito para ela. Marcado na árvore estava um S+E. Ela tocou nas letras, ela sentiu uma tontura. Ela sentiu algumas a última semana, desde que chegou. Tal como sonhos estranhos, mas também sonhos felizes, quase todos com o Ezra.
Aquilo seria… S+Ezra? Mas quem era S?
Ela voltou a atravessar o jardim e atravessou a rua. Bateu à porta do Ezra, ele foi o único a atender. Foi como o ver novamente, ela sentia sempre que o conhecia melhor que ninguém.
"Olá Aria."
"Olá." Ela ainda se sentia estranha perto dele, mas ao mesmo sentia-se melhor do que nunca. "Posso-te perguntar uma coisa?"
"Claro."
"Tu conhecias quem murou na minha casa antes?"
"S-sim, porquê?" Ele não parecia querer falar disso.
"Alguém com o nome que começa com S?"
Ele ficou mais branco e sem expressão. "Era a minha melhor amiga, mas eu gostava dela."
Ela sentiu-se mal. "Desculpa, não te queria aborrecer."
Ela deu um passo atrás, mas ele pegou a mão dela. Isso fez com que ela inspirasse abruptamente, ele nunca tinha tocado nela até agora. Parecia estranho… mas familiar. Ela sentiu-se tonta e cambaleou.
"Aria?" Ele perguntou, pegando-me firmemente no lugar. "Estás bem?"
"Sim, sim!" Ela ficou quieta respirando ainda com dificuldade. "Eu não sei o que se passa comigo desde que cheguei… é como se não fosse a mesma pessoa."
"O que queres dizer?"
"Algo estranho em mim."
"Mas sentes-te doente?" Ele pergunta.
"Não."
"Queres entrar? Estou sozinho." Ele pergunta.
Ela olhou para o outro lado da rua… os pais estavam ainda ocupados a arrumar a casa. "Pode ser." Ela entrou e seguiu-o. Ele deixou-a entrar no quarto e sentar-se na sua cama.
"Essa menina chamava-se Sophia." Ele disse da janela, havia alguma dor nas suas palavras.
"Vocês namoraram?"
Ele negou com a cabeça. "Tínhamos 6 anos quando tudo aconteceu." Ela começou a sentir-se enjoada. "Ela e a família morreram num acidente."
Ela não sabia de onde aquilo tinha vindo, mas lágrimas escorreram pelo seu rosto. "Eu sinto muito, não devia ter perguntado. Eu só vi as letras marcadas na árvore."
"Que letras?" Ele perguntou aproximando-se dela.
"S+E"
O olhar dele foi triste. "Não sabia disso… deve ter sido ela."
"É melhor eu voltar, os meus pais podem-me procurar. Eu não os avisei."
"Já?"
"Tem de ser." Digo levantando-me.
"Aria." Ele pegou a minha mão, senti um choque percorrer a minha pele. Ele retirou a mão imediatamente e eu sei que ele também sentiu. "O que foi isto?" Ele sussurrou.
"Não sei. Eu sinto sempre algo estranho quando estás por perto." Disse.
"Algo estranho."
"Como se te conhecesse… Eu tenho de ir."
Ele concordou. "Eu também sinto que és diferente, especial… não apenas pela tua inteligência."
O que ele queria dizer exactamente? Ele é mais velho do que eu, 6 anos… ela seguiu-o para o corredor. Ele abriu a porta para ela. "Até depois."
O Ezra acordou com o som de gritos e depois sirenes. Não demorou para olhar pela janela e ver a casa da frente em chamas. Ele automaticamente entrou em pânico. Ele não podia perder mais uma amiga ele estava petrificado. Ele olhou pela multidão, ele conseguiu ver os pais e o irmão mais novo dela. Mas e a Aria?
Ele correu escada abaixo, saiu para a rua e correu até aos pais dela. "A Aria?"
"Não a encontrámos no quarto… não sabemos onde ela está." O pai dela diz.
Ele viu os bombeiros lutar para entrar. Ele tinha de entrar! Ele contornou a casa e conseguiu chegar à porta dos fundos. Aquele lado da casa ainda não estava em combustão. Ele entrou tapando a boca e o nariz com a t-shirt. "ARIA?" Ele tinha de subir.
Sem ver bem onde metia os pés ele avançou e conseguiu chegar ao andar de cima. Parte da estrutura estava instável e queimada. As chamas ganhavam terreno rapidamente. Ele não conseguiu ver ninguém nos quartos. "ARIA!?"
Ele percebeu que a porta do alçapão estava destrancada e entreaberta. Ele puxou a escada e subiu. Havia imenso fumo no interior, ele mal conseguia ver. Mas no chão junto a um espelho estava a Aria. Ele não sabia se ela dormia ou se estava inconsciente. "Aria! Aria acorda!"
Ela parecia fraca e estranha quando olhou para mim. Ela tossiu. "Calma! Vou tirar-te daqui."
"Ezra." Ela disse ainda mole. Agarrou-se ao meu pescoço quando a peguei no colo. Felizmente ela era pequena e podia transportá-la com alguma facilidade. Voltei até à abertura do sótão, as chamas consumiam o piso inteiro… não havia forma de voltar por ali. "Ezra… uma janela." Ouvi a Aria dizer entre a tosse.
Consegui chegar até à janela. Estava perra, mas a adrenalina no seu corpo trouxe-lhe uma força que ele não sabia existir nele. Passei primeiro a Aria para o telhado, passei eu depois. "Vamos ter de saltar Aria."
"Saltar?" Ela parecia assustada.
"Vamos, não vai acontecer nada contigo."
Ele desceu para a berma do telhado. Ele conseguia sentir o calor, as chamas deviam estar mesmo por baixo dele. Eles tinham de ser rápidos, o telhado podia desabar a qualquer altura.
"Vamos."
"Eu não vou conseguir."
"Claro que vais."
"E se não aguentar o nosso peso?" Ela pergunta.
"Temos de tentar, não temos escolha senão será tarde de mais."
Ela avançou hesitantes, devagar, os dois chegamos à beira do telhado.
"É muito alto." Ela queixou-se.
"Eu vou saltar. Depois saltas tu, eu vou apanhar-te lá em baixo."
Sem grande impulso saltei, cai com o pé mal e senti uma dor lancinante. Partido não foi, mas sabia que não estava bem, mesmo assim fiquei de pé a Aria ainda estava lá em cima.
"Primeiro os pés. Tu consegues."
Ela obedeceu, sentou-se na beira e olhou para baixo. "É muito alto!"
"Vamos Aria, aos 3!"
Ela concordou. "1… 2… 3!"
Ela atirou-se para mim e eu agarrei-a a tempo. Ela estava no meu colo, pernas à volta da minha cintura. "Eu disse que ias conseguir." Eu gemi quando me tentei manter. O meu pé estava frágil.
"Estás bem?"
"Caí mal, dói-me o pé, mas estou bem."
Ela tinha lágrimas nos seus olhos. "Obrigado Ezra!" Ela enterrou o rosto no meu pescoço.
"O que fazias no sótão afinal?"
Ela voltou a olhar para ele. "Eu vi uma menina, ela estava no espelho. Eu não me lembro depois." Ela diz.
"Não havia ninguém Aria."
"Eu…" Ela pareceu confusa. "Eu podia senti-la, dentro de mim… era reconfortante, mas eu não me lembro." Ela olhou para ele. "Na verdade… todos aqueles sonhos."
Ele gemeu quando a deixou finalmente no chão. Ele acabou por se sentar na relva. "Sonhos?"
Ela olhou para ele. "Eu vou chamar alguém para te ajudar." Ela diz.
Naquela noite ele não a viu mais. Ele passou a noite no hospital entre raio-x e emergências. Estava caótico e já era quase manhã quando ele voltou para casa com uma moleta e um pé torcido.
Passou o fim-de-semana e só segunda-feira é que viu a Aria na primeira aula da manhã. "Como estás?" Ela perguntou.
"Bem e tu?"
"Bem." Ela disse continuando a ler o que tinha para o trabalho de grupo que estavam a desenvolver durante a aula.
"Onde estás a viver agora?" Ele pergunta.
"Num motel perto do limite da cidade." Ela diz.
"Voltaste a ter sonhos?" Ele perguntou.
Ela olhou para ele. "Podemos falar lá fora mais tarde?"
"Sim."
Um dia nunca pareceu demorar tanto, ela estava fora da escola à espera dele. Eles caminharam um pouco fora do caminho comum dos estudantes, ela não queria ser ouvida. "Na verdade, eu tive mais um sonho." Ela diz.
"O que tem nesses sonhos?"
"Eu acho que és tu… pelo menos uma versão mais jovem. Sem dúvida com os mesmos olhos." Ela diz.
"Como? Nós não nos conhecemos jovens."
"Exacto… eu acho que não era eu no sonho… pelo menos não o meu eu actual." Ela fez uma pequena pausa. "Tu acreditas em ressurreição?"
Ele riu. "O quê? Isso é uma brincadeira?"
"Não Z eu não estou a brincar."
"O que disseste?" Ele pergunta.
"Não estou a brincar…"
"Z?" Ele aproximou-se dela. "Ninguém me chama assim, só ela me chamava assim." Ele confessou.
Ela ficou sem fôlego, ele estava a apenas alguns centímetros dela. Ela sentia-se uma anã na frente dele. "Eu…" Ela não se sabia explicar, ela nem deu conta desse pequeno detalhe.
"És tu." Ele envolveu ambas as mãos no seu rosto e olhou-a nos olhos. "És tu… não pode ser." Ele abraçou-a o formigueiro percorrendo o seu corpo. Ele conhecia-a e estava finalmente em casa.
