Depois de 30 meses, a Akatsuki estava finalmente pronta para fazer o seu primeiro movimento. O primeiro passo em direção ao abismo ou glória eterna. Bem, acho que isso seria algo que Pain diria. Kakuzu certamente não acreditava em glória eterna. Quanto a mim, pessoalmente, Kakuzu concluiu que eu tinha conseguido dominar bem o meu elemento primário, eletricidade, mas água era diferente e eu deveria evitar usá-la exceto em casos de emergência ou para atacar meus oponentes em um ponto que certamente seria vantajoso e sem riscos, como uma emboscada.

O primeiro dia do resto da minha vida começou com eu acordando tarde porque Kakuzu obrigou-me a treinar até que Konan veio para pará-lo, dizendo que já era quase meia-noite e eu precisava dormir como um ser humano mortal. Kakuzu grunhiu e disse que no tempo dele os senseis testavam os limites dos alunos, mas verdadeiramente, os puxando até o cansaço. Konan replicou dizendo que eram filosofias como essa que fizeram o Kakuzu falhar em sua missão para matar o Primeiro Hokage.

Kakuzu grunhiu como um estudante pego trapaceando numa prova, mas me deixou ir. Quando Konan me acordou, sorrindo para mim, e disse que, pela primeira vez, ela não estava tão irritada em ser chamada de minha mãe. "Por quê?" eu perguntei. "Porque quer dizer que você é minha família.

Mas sabe, desde que o Kakuzu vai continuar fazendo isso, seria melhor se você me chamasse de alguma outra coisa, algo que ainda indicasse que eu sou mais velha que você".

Eu não entendi aquilo no começo, mas me reservo a dizer depois qual era o verdadeiro significado disso.

"Ahn, algo como irmanaçona?" eu disse. "Sim, isso seria bom". ela respondeu, passando a mão pelo meu rosto.

Depois de eu me vestir, Konan me levou até uma sala por onde Pain falou comigo através de um monitor. Algo inusual para ele, e, embora preocupações envolvendo segurança não era incomuns para ele, algo me dizia que o verdadeiro motivo era que ele não estava em condições físicas de falar comigo.

Bem, isso não importava no momento. O que eu sabia é que o momento para continuar o nosso plano de capturar bestas de caudas estava se aproximando. E foi naquele momento que...Bem, é melhor eu deixar Pain falar por si mesmo.

"Eu recebi relatórios do seu treinamento com Konan e, devo dizer, estou muito impressionado com o seu progresso. Acho que não há motivos para adiar a sua próxima missão em nome da Akatsuki. Não mais".

Eu engoli em seco.

"Eu quero que você capture a besta de Duas Caudas e..." Subitamente, Pain começou a tossir. E não era uma que parecia passageira ou de menor impacto. Era como se ele tivesse tuberculose ou algo do tipo.

Quando a tosse terminou eu sabia que ele tinha percebido a imagem fraca que isso passaria. Ele decidiu encerrar a mensagem antes do esperado.

"Konan, o informe sobre o alvo. Eu preciso descansar." Ele apertou um botão do seu lado e a tela ficou preta. Konan então se sentou sobre a mesa metálica que ficava perto do telão e me disse o que eu deveria saber.

"O hospedeiro das Caudas é Yugito Nii. Ela é uma jounin é essa promoção não foi lhe dada somente porque ela é uma hospedeira e parente do Terceiro Raikage. As Duas Caudas se especializa em jutsus de fogo, mas estranhamente Yugito foi vista pela última vez em um palácio antigo que está parcialmente submergido. Pessoalmente, acho que ela está tentando superar sua fraqueza de água."

Eu pisquei para aquilo. Aquilo mas parecia que ela estava deixando a guarda desprotegida de propósito. Konan me de uma foto dela. A mulher na foto era muito atrativa, eu tinha que admitir. Eu ia sentir pena de matá-la. Eu não fiquei muito tempo olhando para ela. Eu sempre sentia medo que Konan estava de algum modo lendo minha mente enquanto eu fazia isso. "Tudo bem, mas...eu não posso selá-la. Eu não tenho um anel, se lembra?"

Subitamente, com se ouvisse minhas palavras, uma criatura emergiu da parede por trás da Konan, me fazendo dar um passo para trás. Zetsu. Ele tinha duas cabeças, uma branca e uma preta. A branca era amigável, mas a preta não.

A cabeça branca falou primeiro. "Oh, não se preocupe, nós cuidaremos dela. Nem se preocupe em ir sozinho, nós iremos te seguir." A preta então falou. "Qualquer sinal de deserção e iremos te matar". "Ué, mas porquê?" disse a branca. "Não vale a pena explicar algo para alguém tão estúpido!" reclamou a preta. Konan estava massageando os olhos de impaciência. "Okami, vá. Eles nunca terminam essas discussões deles."

Ela então me explicou a exata localização do palácio alagado e eu fui para lá.

Não importasse onde eu dormia, deixe-me confessar, eu sempre sentia que Zetsu estava me observando durante essa jornada. Assim que eu me deparei com o palácio submergido, eu parei por um tempo para admirá-lo. Era um prédio molhado mas eu gostava dos arcos no exterior dele.

Chamavam aquilo de palácio mas com tantas portas acho que era um colégio. Eu andei ao redor mas não achei sinais de Yugito. Desci então escalar para o topo de prédio. Também não achei nada no teto. Cocei a cabeça e pousei na água, usando o meu controle de chakra para não afundar. Ou eu tinha a localização erra ou Yugito estava treinando dentro daquele prédio afundado. E escuro. Subitamente lembrei que gatos tem boa visão noturna. Deveria eu me ariscar a ser visto por ela?

Eu olhei para baixo. A água. Eu podia conduzir a eletricidade por ela. Eu abaixei o dedo e soltei a terceira maior corrente elétrica que eu podia. Eu não queria matá-la, eu não podia matá-la. Eu não ouvi nada.

Percebendo a ruína da minha situação, eu decidi ficar por perto do palácio e circulá-lo para ver se Yugito o deixaria. Nada mais aconteceu durante o dia. Eu dormi de noite, e foi acordado por algo me queimando. Yugito tinha me achado antes de achá-la. E provavelmente já sabia que eu tinha tentado nocauteá arremessei minhas roupas para longe e me preparei para enfrentá-la sem camisa, mas foi a´que eu percebi que não estava exatamente enfrentando somente Yugito Nii.

Havia um gato gigante na minha frente. Em chamas. Eu tentei cortá-lo com a minha espada mas o gato era mais rápido e me cortou em pedaços. eu acordei, era diante de uma espantada Yugito, que havia me acorrentado enquanto eu estava desacordado.

"Você não morre. É impossível, mas de algum jeito você não morre. Nós vamos ter que te examinar bem profundamente". Meu pior pesadelo estava prestes a se tornar realidade. Eu ia ser dissecado como um animal porque alguém queria o meu poder. Eu tentei me libertar das cordas mas era inútil. Yugito as havia reforçado com algum tipo de jutsu. Assim que os guardas chegaram, ela me deu um soco bem forte na cabeça para me impedir de fugir quando eles desamarrassem as cordas.

Bem, depois disso acho que o resto do meu prisoneiro na Nuvem poderia ser definido como "chato e doloroso". Chato de não poder observar nada de interessante dentro de uma prisão em que estava isolado, doloroso de ser examinado e torturado. Eu não me lembro de quanto tempo passou. Nem o rosto das pessoas mudando podia me ajudar porque eles colocaram uma máscara em mim. E um dia, eu não fui mais visitado.

Foi ali que eu sabia: eu tinha me tornado desinteressante, mas não tão desinteressante que eles me deixariam ir. Não mais torturado, não mais restrito, no entanto, era nesse momento que eu poderia fazer um esforço em me libertar. Eu comecei a pensar num plano para enfraquecer minhas trancas, e cheguei a conclusão que a melhor opção seria me concentrar sobre os pontos mais fracos da minha tranca e lançar eletricidade neles.

Quando finalmente consegui me libertar e destruir a máscara cobrindo a minha cara, eu percebi que de algum modo havia vento saindo da janela. Eu me movi para a janela e descobri que a minha prisão era bem, bem alta. Eu não tinha a minha espada, mas ela não era necessária. O meu treinamento forçado havia me transformado em um mestre de jutsus elétricos. Eu cortei através da parede e vendo o abismo abaixo, pulei no vazio de uma montanha nevoenta. E me quebrei todo me batendo contra as rochas, confesso.

Quando eu acordei, eu me surpreendi ao ver Temari bem na minha frente.

"Temari?"

"Ah, foi você que caiu". Ela me puxou para eu ficar de pé.

"O que diabos aconteceu? Eu pensei que você tava mais que pronto para cuidar das Duas Caudas".

"Eu dormi e ela me achou antes".

"Como ela sabia que você estaria ali?"

"Não sei, ela só me atacou do nada." Temari coçou a cabeça.

"Olha, a Akatsuki não me enviou para te buscar, eu estou aqui para investigar os movimentos da Nuvem". Eu suspirei mas entendei. Eu tinha falhado em minha missão, não havia razões para me resgatar.

"Bem, acho que isso quer dizer que eu vou ter que voltar de mãos vazias". Eu olhei para baixo, mas Temari então sugeriu algo completamente diferente.

"Não, você ainda pode capturar a Yugito. Eu sei onde ela dorme, mas agora ela tem uma proteção mais alta por causa do que você fez. Isso é atualmente melhor para nós, isso quer dizer que você não vai ser surpreendido. Agora me segue".

Temari e eu caminhamos ao redor das montanhas da Nuvem. Elas ficavam na costado Mar mas o mar era bem raso ao redor delas.

Temari me levou até um buraco em uma das montanhas.

Ela havia montado um acampamento nesse buraco, e aparentemente estava vivendo de carne de peixe por algum tempo.

"Então, como você está observando a Nuvem assim?" Eu disse.

"Eu, bem...Eu tenho um trabalho na qual não muitas pessoas se importam em perguntar sobre a a minha origem. Mesmo jounins não chegam a desconfiar de..."Ela se virou para mim e disse dramaticamente:

"Prostitutas". Eu revirei os olhos.

"Você está dando todo o dinheiro para o Kakuzu, não está?" Temari piscou os olhos.

"Espere, você não está implicando..."

"Que o Kakuzu não precisa de espiões desse tipo e atualmente inventou uma missão para que ele pudesse pegar todo o lucro enquanto você se alimenta de peixe, servindo como prostituta de rua para chuunins que não sabem de nada mais o mais básico, mas conseguiu fazer você pensar que você é um recurso muito valioso?"

"Sim?" ela responde, com os lábios tremendo.

"Eu não estou implicando Temari. Eu estou certo disso".