Disclaimer: Saint Seiya, obviamente não me pertence.
Fanfic feita no intuito de comemorar os seis anos de amizade verdadeira existente entre sete amigas. Que Deus continue nos abençoando e nos iluminando nesse mundão ai afora. Amo vocês!
"Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre".
_ Autor Desconhecido.
Todos os dias pessoas desaparecem sem deixar rastros. As vezes, algumas dessas pessoas conseguem se despedir ou deixar mensagens para os seus familiares e amigos antes de sumirem. Recentemente o caso que mais chocou o mundo foi o do jogador Emiliano Sala que desapareceu no Canal do Mancha. Entretanto a pergunta que fica no ar é: Onde essas pessoas estão? Estão vivas ou mortas? Esse é um mistério que muitos tentam desvendar, mas ainda sem sucesso.
Capítulo XIII.
Brasil – Algumas horas antes.
– Pode ficar tranquila Nana, eu vou avisar assim que chegar nos Estados Unidos. - Pollyana tentava acalmar a irmã. Ela estava preocupada pois uma tempestade estava indo em direção aos Estados Unidos. - Fica tranquila e cuide do meu sobrinho. Se eu não conseguir ligar para você, avisarei a mamãe, então fiquem em contato vocês duas.
– Tá bom. Não esquece em! - Nana a repreendeu. -Você sempre esquece!
Última chamada para o voo de número 00568 com destino a Flórida.
– Tenho que desligar. Beijos e mais tarde nos falamos. - Falou encerrando a ligação.
Polly pegou a sua bagagem de mão do banco e foi ao portão de embarque com o passaporte em mãos. Ela estava indo a estudo. Conseguiu uma bolsa de 100% na faculdade no sul da Florida em Tampa. Ficaria três a quatro anos longe do Brasil e de sua família, estava triste por deixá-los, mas feliz pelas experiências que adquiriria.
Uma pequena fila começava a se formar na frente do portão, foi para o seu lugar e ficou esperando até chegar a sua vez. Cinco minutos depois já estava entrando no avião e guardando a sua bagagem. Olhou o celular pela última vez, mandou uma mensagem para a mãe e a irmã avisando que já tinha feito o embarque e que estava deixando o celular em modo avião.
– Agora é só esperar pela vida nova. - Polly olhou a foto de sua irmã e sobrinho e sorriu. - Vai sentir orgulho de mim quando estiver mais velho. - Beijou a foto e colocou o celular no bolso.
As portas finalmente foram fechadas e as aeromoças já se preparavam para explicar sobre as saídas de emergência e o cinto de segurança. Por último, o piloto falou que eles já estavam autorizados a decolar e que em breve chegariam ao seu destino.
Pollyana colocou o fone de ouvido e tentou relaxar, a viagem seria longa. Nem percebeu que tinha pego no sono, só sentiu a mão da aeromoça em seu ombro a acordando para comer alguma coisa. Polly aceitou a bandeja e analisou o que ela tinha para comer. Uma torta de limão, um sanduíche estilo Subway e uma lata de coca cola.
– Poxa, não tem nada light? - Ela falou avaliando a sua refeição. Apertou o botão do painel acima de sua cabeça e logo a aeromoça apareceu ao seu lado.
– Como posso ajudá-la? - Perguntou.
– Não tem nada diet? - Ela perguntou sem graça. - Eu sou diabética.
– Claro. - A aeromoça foi até o fundo da cabine e depois de alguns minutos voltou com outra bandeja. - Aqui. Esse sanduíche é de peito de peru e ricota, gelatina diet de frutas vermelhas e Ice Tea de pêssego diet.
– Muito obrigada. - Agradeceu já desenrolando o sanduíche.
Fez sua refeição em paz. Escutando suas músicas favoritas e olhando pela janela. As nuvens estavam densas e ela podia ver vários relâmpagos cortando e iluminando o céu. Fez uma prece silenciosa e fechou a cortina da janela, não queria ficar vendo e sofrendo com o mal tempo.
O piloto anunciou que eles estavam entrando em área de turbulência que era para permanecerem em seus assentos e com o cinto de segurança afivelado.
Parecia uma eternidade, o avião dava vários solavancos no ar, subia e descia, era como se Pollyana estivesse em uma montanha-russa. Até que o avião apenas caiu. Despencou em direção ao mar. Mascaras de oxigênio balançavam na frente dos passageiros e as orações passaram a ser gritos.
Templo de Athena
Thamires e Anna escutaram primeiro o barulho vindo de algum lugar do lado de fora. Mas foi Shion quem saiu primeiro. Ele olhou para o céu e viu uma nuvem preta indo em direção ao mar. Juliana e Marcela já estavam ao lado dele olhando para o mesmo ponto em que o Grande Mestre olhava. Tinha acontecido de novo. Em tão pouco tempo outro avião havia caído ali.
– Não acredito! - Thamy falou desesperada. - Temos que ajudar.
– Não se preocupe. - Shion a tranquilizou. - Áries e os outros estão indo para lá.
– As meninas também? - Marcela perguntou sem tirar os olhos do céu.
– Sim.
– Nós temos que ir também.- Anna estava decidida.
– Não. - Falou veemente. - Vocês vão ficar aqui.
– Você não pode nos impedir.- Marcela o ameaçou.
– O que vocês vão fazer lá? - Ele perguntou sério. - Vocês vão ajudar como?
– Eu posso ajudar. Eu sei primeiro socorros. - Juliana se meteu na conversa. - Eu trabalho no hospital. Eles devem precisar de mim.
– Sim, eles devem precisar de você no hospital e não na praia. Você quer ir para o hospital no seu dia de folga?
– É melhor você ficar por aqui.- Aquário chegou com Escorpião e Capricórnio. - Estamos aqui para ver como vocês estão.
– Estamos bem. - Juliana respondeu sem graça.
Anna e Thamires olharam para a amiga incrédulas. Ela estava brigando com o Shion momentos antes e agora estava quietinha em seu lugar. Marcela revirou os olhos para a amiga. Ela sabia que Juliana estava assim por causa de aquário.
– Então vocês são as forasteiras. - Escorpião falou de modo sedutor. - Conheci as amigas de vocês. Corajosas. - Ele avaliou as meninas. - Acho que as coisas vão começar a ficar boas nesse santuário.
Anna revirou os olhos. Escorpião sabia ser um sedutor, mas tudo tinha sua hora e seu lugar. Ela não estava com cabeça para cair nas graças dele. Por mais que ele fosse o homem mais lindo daquele Santuário. Seus belos olhos azuis e seus longos cabelos loiros estavam soltos e voavam conforme a brisa os beijava. Ele tinha um sorriso travesso nos lábios, o que fazia ele ser mais irresistível ainda. Anna sacudiu a cabeça, estava sucumbindo aos encantos dele.
– Nos não precisamos de distrações no momento. - Ela disse fazendo um gesto com a mão para que ele e os outros partissem.
– Opa! - Ele chegou perto dela. - Então você me considera uma boa distração?
– Vão para o quarto! - Marcela apontou para a porta. - Aquário e Capricórnio, será que vocês podem explicar o que aconteceu no santuário e o que é essa fumaça toda preta no céu?
– Um avião. - O Capricorniano respondeu. - Suas amigas estão indo com Áries, Gêmeos e Câncer até o local.
– E os outros cavaleiros? - Shion perguntou.
– Foram ver se somente um avião caiu ou se existem outros. - Aquário respondeu. Ele estava de olho em Juliana que não parava de olhar para os próprios pés.
– A gente não pode mesmo ajudar? - Thamires tentou mais uma vez.
– Infelizmente não há nada o que fazer, a não ser esperar. - Escorpião respondeu pelos amigos. - A gente pode fazer alguma coisa até elas chegarem, que tal uma brincadeira? - Ele sugeriu.
Anna e Capricórnio deram um tapa na cabeça do Escorpião. Ele olhou para os dois ultrajado.
– Escorpião, menos por favor. - Aquário repreendeu o amigo. - Viemos aqui para ver como vocês estavam, vendo que está tudo bem, nos estamos indo.
– Mestre, se o senhor puder continuar com elas. - Capricórnio pediu com educação. - Temos que ajudar os outros.
– Não tem problema. - Ele compreendia a situação. - Qualquer coisa, me avisem.
– Sim senhor. - Aquário respondeu por todos.
Ele ainda ficou alguns segundos como se quisessem fazer mais alguma coisa, mas Capricórnio o trouxe de volta de seus pensamentos. Aquário olhou uma última vez para as meninas e foi até Juliana antes de ir embora.
– Fique bem e fique segura aqui. - Disse gentilmente. - Não faça nada estúpido.
– Pode deixar. - Ela respondeu baixinho.
Foi só o trio sumir de vista que Thamires, Marcela e Anna foram para cima da oriental.
– Você não disse que o Kamus era frio com você? - Anna a colocou contra a parede.
– Isso mesmo, eu me lembro de você ter dito isso. - Marcela ajudou a amiga.
– Vocês já se pegaram? - Thamires entrou no meio da discussão.
– Vocês querem parar com isso? - Shion pediu constrangido. - E parem de dar nomes para a gente.
– Não dá para ficar chamando você de mestre e os outros pelas casas que eles regem! Vai ter nome sim, aceita que doí menos. - Thamires encerrou a discussão com ele.
Ele escondeu um sorriso que havia se formado em seus lábios e voltou a olhar para o horizonte como se nada tivesse acontecido.
