Espero que gostem
Bom como o inferno
▬ Bella ▬
Após tirar meu vestido, Edward praticamente rasgou as suas roupas do próprio corpo as jogando em algum canto do chão. Ainda não me entrava na cabeça como o homem tem 35 anos e tem esse corpo perfeito esculpido pelos próprios deuses. Eu faço a rotina dele, ele não malha. Bendita seja a genética dele.
— Sua calcinha é bonita – ele disse ao observar a única (e minúscula) peça de roupa que eu usava – Eu gosto de rendas – colocou uma mão de cada lado da fina lateral da pequena calcinha de renda branca que eu usava e puxou a rasgando em um movimento rápido, me fazendo sobressaltar de susto – Mas essas peças nos atrasam – falou com a voz rouca.
O movimento brusco me assustou, mas me excitou como o inferno. Pena que a calcinha me custou uma pequena fortuna, mas depois reclamo com relação a isso.
Edward me virou de costas pra ele, usou uma mão para levantar meu cabelo e outra para acariciar meu seio, prendendo meu mamilo entre seus dedos provocando ondas de prazer em mim. Ele depositou um beijo em minha nuca, um arrepio transpassou por meu corpo, fechei os olhos com força sentindo a carícia que sua boca fazia em minha pele. Ele mal me tocou e eu já estava queimando de desejo e antecipação por o que viria.
Ele distribuía beijos de boca aberta por minha costa, descendo devagar por minha coluna, suas mãos acariciavam meu corpo de forma voraz, mas seus toques apesar de firmes eram suaves sobre minha pele. Edward se abaixou beijando minhas nádegas e mordeu com força uma delas me fazendo soltar um grito de susto, prazer e uma pitadinha de dor.
— Desculpe – sibilou entre uma risada baixa – Eu sempre quis fazer isso. Te machucou?
— Não – neguei rapidamente – Agora continua me beijando – ordenei.
O ouvi rir, mas não dei importância a isso. Ele se colocou de pé novamente agarrando minha cintura e me virando de frente para ele, Edward se inclinou tocando minha boca com a sua em um beijo que transbordava luxúria, ele me puxava para mais junto de si. Sua língua exigente explorava minha boca com voracidade, gemi deliciada quando ele sugou minha língua me fazendo sentir seu gosto e textura.
Se eu pudesse atribuir o sentido literal das coisas agora, diria que eu estava literalmente em combustão com a combinação da sua boca na minha e sua mão em minha nuca agarrando meu cabelo com firmeza e me mantendo próxima dele. Meu corpo foi todo envolvido por seus fortes braços enquanto sua língua varria minha boca. Eu queria mais proximidade, queria estar mais próxima dele, quando estávamos em um momento íntimo assim, nunca era o suficiente. Minhas mãos subiram até seu cabelo, que eram como imãs pra mim, puxei e agarrei seus fios acobreados com força o ouvindo gemer contra minha boca. Se era de dor ou de prazer não sei, mas eu gostava do som que saía de sua garganta, então fiz de novo.
Meu pulmão queimava clamando por ar e isso me obrigou a quebrar o beijo. Maldito pulmão asmático que me faz precisar de oxigênio pra viver. Edward traçou um caminho com os lábios que começou no lóbulo da minha orelha, onde ele lambeu e sugou sensualmente. Depois desceu pelo meu maxilar, passando por minha garganta, descendo por minha clavícula até chegar aos meus seios.
Ele lambeu o vão entre meus seios, causando um arrepio desde a minha espinha até meu último fio de cabelo, até por fim abocanhar um dos meus seios enquanto sua mão brincava com o outro. Sua língua quente rodeou meu mamilo intumescido e um gemido alto escapou por meus lábios quando ele prendeu meu mamilo ente seus dentes. Ah sim, eu estava literalmente em combustão.
Minha pele era puro fogo e se transformou em uma fornalha quando sua mão deslizou desde a parte interna da minha coxa até minha intimidade, tocando-me de forma provocativa.
— Eu mal te toquei e você já está toda encharcada – me provocou.
Argh. Se não fosse essa voz rouca extremamente sexy e seus dedos hábeis que me tocaram de forma tão prazerosa eu provavelmente chutaria a sua cara.
— Você me deixa assim – respondi com a voz fraca.
Por mais que eu estivesse com vontade de chutar ele, eu ainda estava toda derretida nesse momento. Eu culpo o prazer.
— Então você me quer? – perguntou.
— Oh meu Deus – praticamente gritei ao sentir seus dedos me penetrando sem avisos.
O ar ficou escasso quando ele começou a estocar os dedos em mim, devagar e mantendo o ritmo lento. Eu odiava quando ele fazia isso comigo, me provocando com movimentos lentos sabendo que eu queria que ele fizesse com rápido e com força.
Quer me castigar filho da puta?
— Edward... – gemi frustrada rebolando em seus dedos em busca de mais contato.
— Você não respondeu minha pergunta, Isabella – aproximou a boca do meu ouvido – Você me quer? – repetiu sua frase anterior.
Mordi o lábio com força me impedindo de o mandar ir à merda. Ele ia mesmo me fazer implorar?
— S-Sim – respondi entre um gemido ao sentir seu polegar friccionar meu clitóris.
Seus olhos que são normalmente de um límpido e cristalino verde água estavam injetados de desejo, sua íris escurecida. Ele me fitava intensamente e um sorriso safado moldava seus lábios. Ele com certeza era a própria visão a luxúria e o demônio do prazer.
— Então pede por mim – falou com a voz grave, carregada de desejo. Aproximou o rosto do meu de forma que eu pude sentir seu hálito quente em meu rosto – Diz o que quer de mim que eu te dou – sussurrou provocante.
— Edward... por favor – sibilei em uma lamúria.
— Assim não – negou balançando a cabeça negativamente – Pede com jeitinho que eu faço.
Mas o que inferno esse homem quer de mim?
— Edward – fechei os olhos tomando uma lufada de ar e quando os abri novamente, olhei bem em seus olhos – Me fode. Agora! – ordenei controlando minha impaciência.
Um sorriso sacana nasceu em seus lábios.
— Agora – falou tomando novamente meus lábios nos seus.
Me senti ser empurrada para algum lugar e logo senti algo macio em minhas costas. Estávamos no sofá. O seu corpo se moldou ao meu e eu ainda me impressionava em como nossos corpos se encaixavam tão bem. Seus lábios eram exigentes, duros e o atrito dos nossos lábios provavelmente me machucaria, mas eu não me importava, o beijo era despudorado exatamente como eu gostava. Isso era bom como o inferno.
Mas eu queria estar no controle. Já deixei ele mandar um pouco, agora era comigo. Com uma força que eu não sei dizer de onde veio, girei nossos no sofá de forma que eu ficasse por cima. Passei uma perna por cada lado do seu quadril, segurei seu membro pela base e o direcionei até minha entrada, esfreguei a cabeça de seu pênis em meu clitóris. Edward rugiu de prazer com o contato. Provocar era bom né?! Eu também sabia.
— Dá até vontade de ter mais contato né? – provoquei me inclinando sobre ele para sussurrar em seu ouvido com a voz mais sensual que consegui fazer.
Mexi propositalmente meu quadril sobre a cabeça pulsante e dilatada de seu membro sem de fato o colocar dentro de mim. Ele agarrou minha cintura com força, quase me imobilizando no lugar. Um grunhido passou por sua garganta.
— Não me provoca Isabella, dois podem jogar esse jogo – apesar do tom sério, sua voz estava embargada.
— Vou adorar jogar esse jogo com você – provoquei passando as mãos por seu peito arranhando com força – Mas em outro momento.
Sem mais enrolar, pois o intuito era o torturar e não me torturar, encaixei seu membro em minha entrada novamente, mas dessa vez sentando nele até me sentir ser completamente preenchida por ele. Soltei um alto grito de prazer por finalmente ter o contato que eu queria.
Comecei a mexer meus quadris vagarosamente, rebolando sobre seu pau sentindo toda sua extensão. Edward espalmou as mãos em minhas coxas apertando com força e subindo até minha cintura, onde segurou com força me pressionando para baixo quando impulsionou seu quadril para cima investindo fundo em mim. Seu pau entrando e saindo a cada investida estavam me levando ao ápice. Apertei meus seios com força jogando a cabeça para trás.
Edward suspirou fundo, sua voz grave ecoando em forma de gemido era a perdição para mim. Seus movimentos precisos, fortes, a forma viril, impetuosa e autoritária que ele tinha, tudo nele exalava masculinidade. Ele era a porra de um homem com H e todo o alfabeto maiúsculo.
— Isso – gemeu com a voz carregada em luxúria – Rebola assim mesmo, gostosa.
Ele se inclinou mais pra frente tocando minha pele do pescoço com a língua, descendo até meus seios, chupando meu mamilo com força me fazendo perder todo auto controle que eu pensei ter. Eu rebolava em cima dele me esfregando como uma cadela no cio pois sabia que tudo que eu estava tendo dele não era suficiente. Se tivesse como eu me fundiria a ele, mas como isso é tudo eu conseguiria, aproveitaria ao máximo. Meu corpo se mexia sem pudor, não que eu fosse a pessoa mais pudica do mundo. Perdi de vez o fio da meada quando sua mão alcançou meu traseiro em um tapa forte fazendo o som ecoar pelo ambiente, sobrepondo ao som do choque dos nossos copos.
— Caralho – gemi alto – Vem mais forte.
Edward estocava freneticamente, nossos corpos suados causando o atrito dos meus seios em seu peitoral definido, sua boca em devorando meu pescoço e seu pau saindo e entrando com força, tudo isso estava me levando ao limite e só pra me enlouquecer de vez, quando ele esfregou meu clitóris com a pressão certa que parece que ele só ele sabia fazer eu percebi que não poderia e não queria mais aguentar.
— Edward – dizia arfante – Porra! Estou no meu limite.
— Vem pra mim Isabella – ordenou com a voz rouca – Goza no meu pau.
Own, falando assim com jeitinho eu obedeço. Senti a conhecida sensação de formigamento no ventre, meus músculos se contraindo e minhas paredes esmagando o pau de Edward com força como se quisesse o aprisionar dentro de mim. Literalmente me derramei inteira em cima dele libertando todo meu prazer que ele havia causado em mim. Ele continuou investindo fundo em mim até que umas três estocadas fortes e precisas depois o senti se libertando em mim e seu líquido quente me preencher.
Deixei meu corpo cair todo sobre ele, apoiando minha testa na curva do seu pescoço. Merda de pulmão asmático. Eu já reclamei dele hoje? Se não reclamei vou reclamar agora e se já reclamei vou reclamar de novo.
— Ei, respira – falou passando a mão por meu cabelo o tirando do meu rosto
Me encolhi me aninhando em seus braços esperando minha respiração voltar ao normal. Acho que só estou descobrindo o que é sexo de verdade agora pois nunca fiquei sem fôlego, sem respirar e a um passo de morrer sem ar antes. Toda vez que eu transava minha respiração estava bem. Então isso que é sexo de tirar o fôlego? Claro que no meu caso literalmente.
Edward tinha seus braços ao meu redor em um abraço carinhoso e acariciava minha costa nua. Eu tava até gostando de ficar aqui, mas agora queria testar o sabre de luz.
— Quer sua bombinha? – perguntou ao notar que minha respiração continuava irregular.
— Não, mas vamos lá pro quarto. Eu quero testar uma coisa – falei já me levantando e juntando meu vestido do chão.
Foi caro e meu dinheiro é suado demais pra deixar estragar um vestido se estragar assim.
— Quando vier, passa na cozinha e trás um copo de água – já estava na metade do caminho para o quarto quando me virei para ele novamente – Ou melhor, trás dois. Hoje vamos testar seu sabre de luz.
Não esperei por sua resposta, apenas fui para o quarto pegar as camisinhas que eu tinha comprado. Hoje íamos deixar o pau de Edward como um sabre de luz azul... vulgo avatar.
▬ Edward ▬
Bem que Bella podia ter falado onde ficavam os malditos copos. Após demorar pra achar essas porcarias de vidro, servi dois copos de água e fui quase correndo para o quarto. Ainda não estava completamente saciado dela, na verdade eu acho que nunca estaria, mas poderia me deliciar com seu corpo agora.
— Pega, toma isso aqui – Bella tocou um dos copos em minhas mãos e me entregou um comprimido assim que entrei em seu quarto.
— Você não está tentando me dar viagra não né? – questionei ofendido – Porque eu honestamente acho... na verdade, eu tenho certeza que eu não preciso dessa porra – ela estava bebendo sua água quando riu e acabou cuspindo metade da água em mim.
Desagradável.
— Não – respondeu ainda rindo e tentando me enxugar passando a mão por meu corpo, na verdade, isso só serviu pra já me deixar duro de novo querendo me enterrar nela – É um remédio pra intolerância a lactose que eu comprei – apontou com a cabeça para a sua escrivaninha onde tinha uma caixa com um remédio já conhecido por mim – Toma, enquanto a gente transa é o tempo que o remédio faz efeito, quero que você prove o pudim que eu fiz e tá na minha geladeira.
Eu sinceramente não sinto falta de nenhum de alimentos a base de lactose, por isso não tomo remédios para minha intolerância e nem me eram totalmente eficientes, na verdade só me deixavam com um certo desconforto, mas nada comparado ao que seria se eu não tomasse. Ai o estrago seria grande, mas já que ela queria que eu provasse o doce que ela fez, tomaria de bom grado. Coloquei a pílula na boca e engoli com ajuda da água logo em seguida.
— Camisinhas? – perguntei olhando torto para a embalagem em suas mãos – Não tínhamos concordado em abolir o uso delas?
— Mas essas são diferentes. Tem cor e sabor – explicou animada, eu ainda mantinha minha cara de desgosto – Vou repetir porque acho que você não entendeu... tem gosto – ela se aproximou segurando meu rosto entre as mãos e me olhando fixamente – Tem gosto.
Então foi como se um 'click' em minha mente despertasse para as palavras dela. Porra, agora sim estamos conversando.
— Vamos experimentar – tomei o pacote de suas mãos e ela gargalhou alto.
— Deita aí – ela apontou para a cama.
Fui até sua cama e fiquei com as costas apoiadas na cabeceira da cama enquanto ela abria o pacote.
— Seu macaco está me olhando estranho – falei olhando para o maldito macaco que a dei no aeroporto de Londres.
— Ah é, ele é safadinho, gosta de olhar – riu pegando o macaco pervertido e o colocando em uma cadeira virada para a parede e colocou também um fone nos ouvidos... do macaco... de pelúcia – Você não pode ouvir bebê. É muito novinho pra isso.
Ela é completamente louca. A sanidade abandonou essa mulher no nascimento. De certeza. Antes de voltar para a cama, ela apagou a luz deixando o quarto completamente escuro. Eu particularmente não vejo graça em transar no escuro já que não consigo ver a expressão de prazer no rosto da pessoa que está transando comigo, mas também não questionei. Quando ela voltou pra cama, desenrolou a camisinha com a boca em meu pau e instantaneamente conseguiu me arrancar um alto gemido de prazer assim que senti sua boca quente envolver meu membro, mas a sensação durou pouco quando vi algo luminoso em meu pau.
— Mas que porra é essa? – perguntei olhando pro meu membro brilhando azul no escuro.
— Camisinha neon – respondeu animada.
— Eu tô parecendo a porra de um smurf radioativo de tão brilhante – falei irritado, porém sem acreditar no que estava vendo – Tira essa porra de mim.
— Eu prefiro acreditar que você é um avatar e esse é seu sabre de luz – falou com a voz divertida.
— Você nem precisa daquele seu site de macumba pra me fazer broxar, bastou ver e ouvir isso. Puta que pariu – passei a mão nervoso pelo cabelo – Se eu broxar eu vou ficar tão puto com você.
— Calma estressadinho – sua voz mudou subitamente de divertida para sexy – Eu vou garantir que você não vai broxar, só se mantem brilhante, duro e gostoso assim que eu te chupo todinho.
Eu escolhi ignorar a parte do 'brilhante' e me focar em suas outras palavras. Senti meu pau latejar quando foi envolvido por sua pequena mão em um movimento suave, mexendo para cima e para baixo me masturbando. Isso seria mais excitante se essa camisinha não brilhasse no ambiente escuro, mas era um detalhe que eu facilmente poderia ignorar.
— Sua vez Cullen – falou enquanto sua mão atrevida ainda me provocava – O que você quer de mim? Mas pede com jeitinho – se inclinou sobre mim para sussurrar suas palavras de provocação – Pede como o safado que eu sei que você é.
Porra. Essa mulher ainda vai ser minha perdição. Tateei seu rosto no escuro até encontrar seus lábios e quando os encontrei, ela mordeu a ponta do meu polegar.
— Quero que use essa boquinha linda pra chupar meu pau – disse traçando o contorno de seu lábio com o dedo – Chupe bem gostoso como você sabe, até que eu goze na sua boca e você engula tudinho.
— Adoro como você sabe usar as palavras certas.
Agarrei seu cabelo com ferocidade quando fui abrigado por sua boca quente e molhada. Bella estava ajoelhada entre minhas pernas e segurava meu membro com firmeza. Não contive um gemido profundo quando ela passou a língua pela cabecinha sugando em seguida.
— Porra – grunhi intensificando o aperto da minha mão em seu cabelo – Caralho, como eu adoro sua boca.
Sua língua passou por toda minha extensão e deslizou por sua boca até sua garganta, repetidas vezes. Eu não conseguia conter os gemidos que passavam livres por minha boca, mas isso parecia servir de incentivo pra ela que continuou chupando, lambendo, passando por toda extensão, de cima a baixo. Sua mão fazia uma carícia oportuna em minhas bolas.
— Puta que pariu. Porra! – praguejei jogando a cabeça para trás fechando os olhos com força mediante ao prazer que sentia – Bella eu...
Ela não respondeu com palavras. Ao perceber que estava chegando ao meu ápice, intensificou os movimentos com a boca em meu membro. Por instinto meus quadris se impulsionaram para sua boca, senti minha pélvis tremer e meus músculos retesarem para se contraírem em seguida liberando meu prazer em sua boca.
Ela se afastou acendendo o abajur que ficava próximo à sua cama. Após engolir tudo, ela limpou o canto da boca com o indicador, me olhando sensualmente e a única coisa que eu conseguia pensar é: 'Porra, como eu quero essa mulher pra mim', mas tinha que me controlar para não falar algo que colocasse tudo a perder, especialmente enquanto transávamos.
— Já usamos o azul, agora você vai usar o verde – notei sua voz distante e só então percebi que ela tinha se afastado para ir pegar uma outra camisinha.
— Não, agora eu que quero provar você – tentei me levantar, mas ela se apressou em me manter na posição que eu estava.
— Não, depois você me prova. Agora quero me divertir com o que eu comprei – falou levantando e sacudindo no ar um pacote de camisinha verde – Agora você vai de sabre de luz verde, pra ser tipo a piroca do Hulk.
— Porra, não fala um negócio desses não que até broxa.
— Recomponha-se homem. Põe seu amigo pra funcionar de novo e vamos mais um round...
Não esperei que ela completasse sua frase. A puxei pela cintura de volta para a cama. Pois se ela me querida pronto, eu já estava mais do que pronto.
— Mal posso esperar para estar dentro de você de novo – disse baixo em seu ouvido.
— Me arrepiei toda – falou de olhos fechados – Põe – me entregou o pacote da maldita camisinha verde.
— Você vai desligar a luz?
— Vou sim. Quero ver seu pau brilhando no escuro como se fosse um vagalume. Agora põe logo.
Porra. Não adianta nem discutir pois ela vai continuar falando essas coisas, mas porra...
Mas quer saber?! Foda-se essa merda. Rasguei a embalagem com ferocidade e deslizei a camisinha por meu pênis a desenrolando até a base. Bella olhou pra mim com um sorriso no rosto e eu já até previa o que ela falaria.
— Se você disser que eu estou parecendo a porra de um vagalume eu tiro isso agora – disse sério.
Ela fez biquinho, mas não continuou falando. Porra, ela ia mesmo dizer isso?!
A beijei antes que ela tivesse a oportunidade de falar alguma coisa. pelo que já conheço dela, sua mente com certeza estaria trabalhando em algo tão aleatório quanto um 'vagalume' para falar. É isso, eu estava completamente viciado no sabor e textura dos seus lábios, na forma como sua língua quente e macia tocava a minha.
Estava completamente viciado em seu corpo, seu cheiro, a forma como ela gemia meu nome, como ele rebolava pra mim, estava viciado na forma como eu a dava prazer, em como nossos corpos se encaixavam tão perfeitamente e porra, eu estava completamente apaixonado por essa mulher que não tem um parafuso preso na cabeça. Estão todos soltos, ela é completamente louca e eu estou apaixonado pra caralho por ela.
Com uma mão, segurei seus pulsos acima da cabeça as prendendo ali. Deslizei meu nariz desde os seus seios até sua nuca me permitindo sentir seu cheiro. Morangos e sexo, eu realmente gosto dessa combinação. Subi até sua orelha mordiscando o lóbulo, sua pele arrepiada e seu corpo trêmulo debaixo do meu era algo que eu adorava ver.
Com a mão livre, a passei por entre nossos corpos a descendo e passando por sua barriga lisa até lhe tocar em seu centro de prazer.
— Quem é que pode te tocar assim? – perguntei com a boca próximo ao seu ouvido enquanto meus dedos estimulavam seu clitóris.
Ela suspirou alto, fechando os olhos ruborizada, mordendo seu lábio inferior com força.
— Nesse momento eu não sei nem meu nome – gemeu frustrada – 'Você' serve como resposta?
— Quem pode te tocar? – repeti a pergunta com a voz mais firme.
— V-Você – gemeu alto quando friccionei seu nervo inchado em um movimento mais rápido.
— Você gosta quando eu te dou prazer? – fiz outra pergunta no mesmo momento em que deslizei dois dedos para sua entrada molhada e quente.
Eu estava brincando com meu próprio auto controle.
— Sim – sua voz saiu arrastada devido a sua respiração pesada.
— E quem é que te fode exatamente como você gosta?
— Se você continuar me provocando – respirou fundo – Não vai ser você, porque eu me tranco naquele banheiro e eu mesma me dou prazer.
— Proposta interessante...
— Não foi uma proposta, foi uma ameaça – bradou com a voz irritada.
Tirei minha mão de dentro dela ouvindo um gemido de frustração dela. Coloquei a ponta do meu pênis, que já estava duro como uma rocha, na sua entrada, apenas para a provocar. Ela tentou impulsionar seu quadril para mim em busca de mais contato, mas a segurei no lugar pela cintura com a mão livre.
— Pra que se torturar, Isabella? Não seria mais fácil responder a minha pergunta?
— Você, Edward – praticamente gritou impaciente – É você. Satisfeito?
— Muito.
Em um movimento rápido e preciso, eu estava dentro dela novamente. Ela estava tão quente e molhada que foi extremamente difícil me controlar. Estávamos ambos suados, nossos corpos chocavam-se violentamente com a forças das minhas investidas e a cada estocada era um gemido rouca que saía de sua boca. Era como música para os meus ouvidos.
Suas pernas rodearam meu quadril me puxando para mais perto de si enquanto suas mãos arranhavam minhas costas com força. Isso iria arder pra caramba depois, então depois que me preocuparia com isso. Soube que ela estava próximo de atingir seu prazer quando mordeu meu ombro com força, suas pernas trêmulas e sua respiração mais ofegante que o normal, estimulei seu clitóris com maestria até ser demais pra ela e ela se desmanchar sob mim com seu prazer escorrendo por entre nós.
Eu estava próximo também, o toque de sua mão em minha pele ao me puxar para um beijo sôfrego era como brasas escaldantes e um grito gutural escapou do fundo da minha garganta ao mais uma vez liberar meu prazer dentro dela.
Deixei meu corpo cair ao seu lado na cama, Bella ainda estava tentando controlar sua respiração quando soltou uma risadinha baixa.
— Você me quebrou de vez, tenho certeza – falou quebrando o silêncio do quarto – Amanhã eu vou estar andando torto.
— Não me pergunte como ou porquê – falei me levantando da cama em seguida e estendeu a mão para ela que pegou meio hesitante – Mas eu já estou pronto pra outra e estou com uma puta vontade de você. Então vamos tomar um banho, só pra garantir eu termino de vez de te quebrar no banheiro.
— Ai credo que delícia. Quero – falou me fazendo rir alto – Vamos. Eu já tô quebrada mesmo.
— Sem mais camisinhas –falei segurando sua mão firme ao notar que ela se virava para ir em direção à cômoda.
— Só mais uma?
— Não – neguei rapidamente – Vamos, agora, eu que vou te chupar até você gozar.
— Quero.
Não precisei dizer mais nada, Bella desistiu da camisinha e caminhou apressadamente até o seu banheiro. Sim, lá eu terminaria de 'a quebrar' mais um pouquinho.
[...]
▬ Bella ▬
Olha, honestamente, eu me recuso a acreditar que alguém seja tão fodidamente gostoso assim. Puta que pariu, chega até a ser malditamente irritante quando esse homem é gostoso. Conforme eu imaginei, eu estava andando meio torta, mas totalmente valeu a pena. Faria de novo. Após nosso banho, que talvez tenha demorado graças a um esplêndido sexo oral que Edward fez em mim e talvez mais umas duas rodadas de sexo, agora estávamos em minha cozinha pois euzinha já estava mortinha de fome.
Edward estava usando apenas sua boxer branca que inclusive, era um pecado. Tá ele ficava bonitinho nela, mas ele era quase da cor da cueca. Enfim, acho que entenderam que ele ficou gostosinho, mas também sua pele se fundia com a cor da cueca. Seus cabelos estavam molhados e ele passava a mão neles numa falha tentativa de os secar. Pra mim ele tava meio que parecendo um cachorro fazendo isso. Um cachorro sexy e com um olhar sedutor... acho que isso soou meio estranho.
— Se eu disser que alguém tem o olhar sedutor igual o de um cachorro, isso é considerado zoofilia? – perguntei na tentativa de entender meus próprios pensamentos.
— Eu opto por fingir que você nunca disse isso em voz alta – ele respondeu e sua resposta não foi muito esclarecedora. Odiei.
Também dei de ombros deixando o assunto pra lá. Depois eu conversava sobre isso com o John... ou então vou mandar uma mensagem pra Rose perguntando isso, ela tem mais a vibe dos meus pensamentos.
Como eu estava quebrada e ardida, escolhi não usar roupas, mas também não ficaria pelada pela casa, me enrolei em uma toalha, mas uma toalha rosa que é pra ninguém me confundir com a toalha já que eu e ela somos bem brancas.
Será que o remédio já fez efeito no Edward? Acho que já né?! Pelo tempo que demoramos já deve até ter passado o efeito, mas eu vou arriscar. Tirei o pudim da geladeira que eu fiz dois dias atrás e de quebra tirei também um Trifle que eu havia feito.
— Olha esse aqui é um Trifle— apontei para o doce no copo – Ele é tipo como se fosse um pavê em camadas e...
— Bella, eu sou inglês – falou como se fosse óbvio.
E era mesmo. Disso eu sei. Dãh. A menos que...
— Oh meu Deus – disse surpresa – Eu sou americana – ele me olhava como se eu fosse louca – Você inventou esse acordo pra conseguir o green card não foi?
— Transamos algumas vezes e você já está me pedindo em casamento? Ousada – falou enfiando a colher no Trifle.
— O que? – perguntei assustada – Não. Para de distorcer minhas palavras, eu...
— Contenha-se – falou sério – Eu não quero seu green card, já tenho meu visto permanente – revirou os olhos – Eu falei que sou inglês porque eu sei o que é um Trifle, isso é um doce típico da Inglaterra. Seria tipo eu queria te explicar o que são ovos com bacon.
— Mas eu sei o que é... Ah – falei ao notar seu olhar incrédulo sobre mim – Saquei. Enfm, come seu docinho e me diz o que achou.
— Rosalie faz melhor – deu de ombros.
— O QUE? – perguntei aborrecida.
Ele vem até minha casa dizer que meu doce não é melhor que o da irmã dele? Ele não tem medo de morrer? Enquanto eu espumava de raiva, ele gargalhou alto e eu fiquei completamente confusa. Vai ter crise de bipolaridade agora, querido?
— Estou brincando Bella. Está maravilhoso de verdade – agora meus olhinhos brilharam em expectativa – Sendo honesto, está melhor do que muitos que eu já comi na própria Inglaterra.
— Sério? Você não está dizendo isso pra me agradar?
— Achei que você me conhecesse um pouco mais pra saber que eu nunca falo nada só pra agradar alguém.
Ponderei sobre isso. Me parecia bem verdadeiro e na verdade era mesmo. Ele era um nojento que sempre que podia por defeito nas coisas colocava.
— Mas? – incentivei.
— Mas o que? – questionou confuso.
— Você é o próprio demônio manifestado. O senhor 'põe defeito em tudo'. Qual o defeito do doce? – coloquei a mão na cintura o olhando em desafio.
— Parece que você me conhece mesmo – enfiou mais uma colher do doce na boca – Não é de hoje. Eu não gosto de comida velha, eu sinto quando a comida não tá nova.
Era só isso? Essa era a reclamação dele? Eu posso conviver com isso.
— Se não gostou enfia no rabo então – dei de ombros cortando uma fatia de pudim pra mim.
— Grossa – o mal educado falou de boca cheia, é essa educação que você dá pra sua filha lúcifer pai? – Você parece o cavalo da princesa.
— E o Shrek se sentiria ofendido em ser comparado a você – ele me olhava entediado – Você tá mais para o príncipe do filme do Shrek, antipático, arrogante, egocêntrico e ninguém gosta dele.
— E ainda sim você está aqui comigo e acabamos de ter várias rodadas de sexo quente – o olhei de queixo caído e sem palavras – Touché— piscou pra mim com um sorriso convencido na cara.
Onde está uma faca quando se precisa de uma? Edward riu alto ao me ver sem reação e me puxou para sentar em seu colo enquanto ele comia seu doce.
— Esse era o motivo no qual eu tomava esses remédios pra intolerância a lactose quando eu era mais novo – falou praticamente lambendo o copo onde estava o doce que agora já não tinha mais nada e tudo que eu pude notar era que sua mão estava possessivamente em minha cintura me mantendo perto dele. Mas dá licença querido? – Nunca achei um que valesse a pena quando vim para os Estados Unidos, acho que acabei de achar.
— Esses americanos tem que comer muito feijão com arroz para chegar aos meus pés – me vangloriei – Bella Swan a própria master chefe.
Antes que ele pudesse responder, ouvimos o som da campainha e eu estranhei, não estava esperando visitas. Me desvencilhei ele indo em direção a porta, mas Edward puxou meu braço me prendendo no lugar.
— Você vai abrir a porta de toalha? – questionou.
Eu até diria 'ah é verdade, deixa eu por uma roupa'. Mas o tom que ele usou pra falar foi tão mandão, autoritário e possessivo que me irritou.
— Você não manda em mim querido, se eu quiser atender essa porta nua eu atendo pois sou livre e desimpedida – sorri irônica e fui em direção a porta enquanto Edward tinha uma carranca do tamanho do mundo no rosto.
Tá, eu estava zero a vontade em abrir a porta só de toalha, mas eu tinha que desafiar ele. Não dá pra ele achar que pode ficar mandando em mim. Será que ele esqueceu que não somos namorados? Na verdade, nem se fôssemos, ele não mandaria em mim. Com a coragem que pelo visto eu acabei de tricotar do rabo, abri a porta e meu mundo inteiro rodou ao ver Renée e Charlie parados em minha porta.
— Oi filh... –
Bati a porta na cara deles antes que terminassem de falar qualquer coisa. eu estava paralisadíssima. Como assim eles aparecem de surpresa na minha porta bem no dia em que eu tirei a noite pra transar? Sério, estamos ali comendo na cozinha, mas é só uma pausa. Eu queria transar mais. Pai, mãe, vocês não acham que já passaram da idade de ser os pais empata foda? Francamente hein.
— Quem era? – Edward perguntou ao me ver parada em frente a porta.
Eu ainda estava em meus pensamentos quando o som estridente da campainha soou novamente me tirando do meu mundo de divagações e revoltas.
— JÁ VAI. EU TO PELADA. VOU PÔR UMA ROUPA – gritei em direção a porta e Edward voltou a fazer a carranca de antes – Meus. Estão. Na. Minha. Porta. – falei devagar apontando pra porta.
Mas eu falei que na verdade era pra eu mesma absorver as informações.
— Que inusitado – falou tranquilo – Vou por minha roupa e venho dar oi pra eles – falou divertido.
Um alarme gritando 'PERIGO, ZONA PERIGOSA' soou em minha cabeça. Agarrei seu braço com força e o olhei em pânico.
— O que você pensa que está fazendo? Você não vai falar com meus pais.
— Nem sair pelos fundos – rebateu – Você mora em apartamento, não tem porta dos fundos e eu com certeza não vou sair pela janela pois são mais de cinco andares. Na verdade, nem se fosse só um andar.
— Vem comigo – o arrastei até meu quarto.
— Nem fodendo – ele falou quando paramos em frente ao meu guarda roupa – Eu tenho 1,89 de altura, eu sou maior que seu guarda roupa. Nem a porra que eu vou ficar aí dentro como se eu fosse um amante e o marido tivesse chegado mais cedo do trabalho.
— Entra logo, por favor – supliquei enquanto procurava uma roupa qualquer para vestir antes de ir abrir a porta.
— Não – falou decidido, cruzando os braços em cima do peito e me olhando em desafio.
CARALHOOOOOO. Lúcifer escolheu essa hora pra entrar no rabo desse homem e vir me atentar? E não vamos nem falar da Lilith que eu tenho certeza que foi essa filha da puta que enviou meus pais pra cá agora, tipo... hoje.
#MeAjudaPai
— Então faz o seguinte, entra no meu banheiro, fica trancado lá e não sai por nada nesse mundo até que eu diga pra você sair, tudo bem?
Deus, toca no coração desse homem pra que ele concorde. Obrigada pai. Agradeci quando ele assentiu concordando e apesar de muito puto, foi para o meu banheiro. Respirei fundo, passei a mão na cabeça ajeitando o cabelo e fui abrir a porta para meus pais.
— Quanta demora – Charlie reclamou assim que abri a porta.
— Você é um velho reclamão que reclama por tudo. Ninguém te aguenta Charlie – Renée rebateu.
— E você tá na menopausa, mas ninguém me vê por aí reclamando disso – Renée arregalou os olhos para a fala do meu pai e seu rosto imediatamente assumiu uma coloração de vermelho intenso. Raiva.
— Eu vou jogar água em vocês se começarem a discutir agora – bradei irritada – Vocês tem casa em Seattle. Se querem brigar vão pra lá. De preferência, vão embora. Adeus, obrigada pela visita e até a próxima.
— Eu não vou me rebaixai ao seu nível Charlie – minha mãe disse jogando os cabelos para trás e indo em direção ao meu quarto.
Droga.
— É porque se você descer mais chega no inferno, seu lugar de origem – meu pai retrucou a seguindo em direção ao quarto.
Poxa Thor, isso é castigo porque eu falei que com a camisinha verde ia fiar parecendo a piroca do Hulk né? Foi mal aí, me perdoa, era só brincadeirinha. Juro que nunca mais falo da piroca de um vingador se meus pais forem embora agora nesse exato momento.
Olhei esperançosa na direção do meu quarto e constatei que eles não iriam embora agora... é. Nada feito com o Thor.
Ai Lilith, no dia que eu te pegar e meter a mão na sua cara... E Thor, você perdeu o posto de vingador mais gato pro capitão américa. Achei foi bem feito você ter ganhado aquela pança lá. Seu otário... mentira, eu ainda te amo. Thor amor da minha vida depois do doutor Estranho .
Puta merda, eu estou divagando aqui e o Edward lá no banheiro. Se a Renée entra lá ela estupra ele. Eu literalmente corri para o quarto e por sorte, apenas me deparei com os dois se engalfinhando em palavras.
— Não transem na minha cama – falei atraindo a atenção dos dois para mim.
— Ew que nojo – Renée fez careta.
— Ainda não tô matando cachorro a grito – Charlie retruco.
— Vou ao banheiro, estou apertada...
— NÃO – gritei assustando minha mãe que me olhou assustada – Não dá pra entrar no banheiro.
— Por que? Você está escondendo um corpo lá? – meu pai que inclusive é policial em uma cidade de 3 mil habitantes onde os crimes são cometidos por crianças de 5 anos que roubaram um doce de 0,5 cents na mercearia, mas acha que é CSI Miami perguntou.
PENSA RÁPIDO BELLA. PENSA RÁPIDO.
John pelo amor de Deus meu filho, isso não é hora de tocar Britney Spears pra mim.
— Por que tem um rato lá – falei lembrando magicamente da fobia fora do comum dos dois por ratos – Pelo tamanho era um gato... ou uma onça.
— Não tem onça nos Estados Unidos – Charlie revirou os olhos.
MODO DE FALAR MEU FILHOOOOO.
— Eu me aguento. Estou com preguiça de ir no outro banheiro – Renée sentou em minha cama.
— E como está o trabalho filha?
Ah jura dona Renée? Quer bater papo agora?
— O cara continua sendo o próprio demônio manifestado, pedra no seu sapato, dedo no seu cu, agulha do seu balão de felicidade...
— SIM – interrompei meu pai antes que ele continuasse.
Qual é gente. Meu chefe está ali atrás ouvindo tudo isso.
— O cara é um filho da puta – claro que minha mãe não ia parar de falar – Um escroto, mas porra... Ele é gostoso pra caramba hein filha – um meteoro pai, é tudo que eu te peço para que caia aqui agora – Ele tem cara de ser daquele que é todo birrentinho no trabalho mas quando te pega de jeito te deixa sem andar uns quatro dias em uma cadeira de rodas. Na melhor das hipóteses você sai toda torta. Ai se eu pego aquele homem. Eu faço um estrago tão grande na piroca dele. Ele nunca mais ia esquecer meu nome – ai que vergonha meu Deus.
AI QUE VERGONHA.
— Claro que ele não ia esquecer. Ninguém esquece de boceta cheia de teias de aranha e pelancas.
— Charlie, vá tomar no seu cu que tenho certeza que chegou sua idade de fazer uso da pílula azul se quiser ter uma transa decente uma vez por ano. Seu pau meio mole.
UM METEORO PAI.
— Continuando minha fantasia – falou sonhadora – Nossa, se eu pego aquele homem eu faço um estrago nele. Ia sentar nele até não sentir mais as pernas e porra, ele tem cara de quem tem um pau que é o pau. Eu chuparia ele todo.
EU VOU VOMITAR.
— CHEGA – gritei impaciente – Digam, o que querem aqui a essa hora da noite de uma sexta feira?
— Vamos dormir aqui gatinha – Renée respondeu carinhosa.
Por favor. Que tenha uma cera de ouvido de 10kg em meu ouvido.
Limpei o ouvido, mas nada saiu. Tá limpinho.
— Vocês... vão dormir... aqui? – repeti incrédula.
— Sim – ela veio me abraçar – Vou dormir agarradinha com minha filhotinha.
Oh Lilith. Eu sei que você me odeia então... a hora de jogar aquele meteoro é agora.
